Alta da Selic: como preparar seus investimentos para esse cenário?

A taxa Selic é um dos principais indexadores da economia brasileira e é ela que direciona os demais indicadores do mercado, considerada uma das maiores ferramentas do Banco Central para o controle da inflação. Atualmente, vivemos um movimento de alta de juros, por isso é importante nos atentarmos a ela e mais ainda: como preparar nossos investimentos diante desse cenário? 

O que é a taxa Selic? 

Para isso, primeiramente vamos relembrar os conceitos básicos. A taxa Selic é a taxa de juros básica da economia e é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, um programa virtual onde, diariamente, instituições financeiras compram e vendem títulos do Tesouro Nacional. Ela também está diretamente ligada aos juros dos títulos públicos que o governo oferece neste sistema. 

Mas o que a alta da Selic significa na prática? 

Quando o Banco Central anuncia um aumento da taxa SELIC, por exemplo, consequentemente, os empréstimos, financiamentos e demais operações financeiras também ficam mais caros. Isso acarreta juros maiores e favorece a queda da inflação, visto que o poder de compra das pessoas diminui. 

Um dos maiores referenciais que temos quando trabalhamos seja na renda fixa ou no multimercado é o CDI, pois ele representa a taxa de depósito interbancário e acaba também demonstrando uma correlação fortíssima com a Selic.

Assim, com a taxa Selic subindo para 4,25% ao ano, o CDI anual passa a subir também para 4,15%.

Tendo em vista este cenário, vamos agora ao que pode ser feito nos seus investimentos a fim de aproveitar esse momento de alta. 

Mas precisamos ressaltar que não é um motivo para você voltar a colocar todo o seu patrimônio em renda fixa. 

O ponto principal a ser compreendido nestes momentos é apenas que agora, talvez seja hora de transferir um percentual alocado em um mercado específico que pode acabar sendo prejudicado, para um outro que, num horizonte de médio ou longo prazo, passará a se apresentar como mais interessante. 

Mas claro que o mais recomendado é que você converse primeiro com um assessor de investimentos Blue3 para receber o auxílio adequado na implementação de qualquer mudança.

Vamos agora para as soluções disponíveis no mercado financeiro.

Renda Fixa

Começando para aquele público mais conservador que não está disposto a aceitar um maior risco para aumentar seus retornos, os títulos do Tesouro NTN-B, também conhecido como Tesouro IPCA+ podem ser uma boa opção diante do aumento da inflação oficial ( IPC-A ) que alcançou o patamar de 8,06% acumulada de 12 meses segundo os cálculos do IBGE.

No geral, quando se aposta numa alta da inflação futura e o que se deseja é preservar o poder de compra, aplicar em investimentos que tenham o IPCA como seu indexador é sempre interessante. 

Sendo assim, visando a preservação do juro real do seu investimento, além dos títulos públicos federais ligados a inflação, temos outras opções de investimentos com bastante atratividade na renda fixa devido a sua isenção para pessoa física LCAs, LCIs, CRAs e CRIs ;

Para esclarecer, tanto as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), como os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), são títulos de dívida que se destinam ao financiamento do Agronegócio. 

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliária) e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) são títulos voltados ao financiamento do setor imobiliário. A diferença entre esses títulos são as instituições que emitem a dívida. No caso das Letras de Crédito, as instituições emitentes são os bancos e nos Certificados de Recebíveis, são as Companhias Securitizadoras.

Em ambos os casos, nós conseguimos obter uma excelente rentabilidade atrelada ao IPCA, isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas e, no caso das Letras de Crédito (LCI e LCA), contamos com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), tão valioso para conferir maior segurança aos seus investidores.

Outra opção bastante comum no mercado são as Debêntures, um representativo de dívida emitido por ações, que assegura a seus detentores o direito de crédito contra a companhia emissora.

Assim como CRA e CRI, as Debêntures incentivadas também possuem o benefício de isenção para pessoa física e para pessoa jurídica imposto de 15%, além de rentabilizar os seus investimentos, investindo em Debêntures incentivadas, você ajudar a fomentar o setor de infraestrutura do país.

Além disso, o investidor pode também utilizar ativos atrelados ao CDI para acompanhar o aumento da taxa Selic.

Multimercado

Para investidores que estejam um pouco mais propensos a correr risco e fugir da renda fixa com este novo patamar de rentabilidade, os fundos multimercado se configuram como boa opção para quem deseja buscar um meio termo entre a renda fixa e a renda variável.

Os fundos multimercado são fundos de investimento que possuem uma alta flexibilização para escolha da alocação dos seus ativos. Então, não existe uma limitação para composição da sua carteira, e os mesmos têm flexibilidade total para escolha dos seus ativos entre títulos de renda fixa, moeda, ações e commodities, seja no mercado nacional ou internacional.

Dentre a esfera dos multimercados, existem muitos tipos diferentes em que eles podem ser classificados. 

No Brasil, temos quatro classificações principais, são elas: Macro; Long & Short; Quantitativa e Arbitragem.

É importante se atentar e procurar o fundo mais compatível com as características do próprio investidor. Como existe um espectro muito grande de abrangência entre os fundos multimercado, acabamos por conseguir encontrar fundos com perfis de risco e rentabilidade diversos. 

Cabe a cada um buscar, dentre os perfis de fundos multimercado disponíveis aquele que considera mais compatível ao seu perfil.

Renda Variável

Apesar da Selic estar subindo, o patamar atual ainda é favorável para o mercado de ações. Ativos em renda variável também seriam uma boa opção para acompanhar o aquecimento da economia, com projeções bastante otimistas para o PIB brasileiro. 

Mas, obviamente, o que se recomenda é que se passe a alocar um percentual neste segmento visando captar esta valorização, que vai depender necessariamente do seu perfil de investidor e vai permitir que você obtenha um ganho de juro real sobre a sua carteira.

Por exemplo, é possível você seguir o modelo de investimento de Warren Buffet: comprar ações no longo prazo e esperar pacientemente que elas cheguem a um bom preço de empresas consideradas sólidas, e tentar não se desfazer dos papéis, essa estratégia é popularmente conhecida como buy and hold. 

Mais uma vez, tudo vai depender do seu perfil de investidor e estratégia utilizada.

E claro, se você ainda tiver alguma dúvida, clique aqui e fale com um assessor Blue3.

Alocação internacional: Por que investir no exterior?

Não há dúvidas sobre a importância da diversificação quando falamos em investimentos. Uma carteira diversificada auxilia a maximização de retorno para um determinado risco. Mesmo com a diversificação de ativos no Brasil, o país representa somente 1,6% (em PIB) do mercado mundial. Neste contexto, considerar investir no exterior, permite que os investidores experimentem níveis mais baixos de volatilidade em seu portfólio.

A cultura de internacionalizar os investimentos é bastante difundida nos Estados Unidos e em países da Europa, pois permite que os investidores tenham menos exposição a mercados locais, reduzindo alguns riscos sistêmicos e conjunturais.

Destacamos abaixo os principais benefícios de se diversificar a carteira com alocação internacional: 

Investimento em moeda forte

O dólar, considerado como refúgio em períodos de instabilidade econômica, é capaz de oferecer menos incertezas e mais estabilidade ao longo do tempo, de forma que pode proteger o investidor contra cenários de estresse no Brasil.

Além disso, é importante considerar uma correlação inversa entre o Ibovespa e o dólar, quanto mais investidores estrangeiros entram no Brasil há uma tendência de desvalorização do dólar e vice-versa.

Acesso à temas específicos

Outro benefício é a exposição a setores específicos, exclusivos ou pouco representativos por aqui, no Brasil. 

Considere, por exemplo, os mercados emergentes em muitos países asiáticos e o movimento de alguns países em direção a políticas econômicas de livre mercado. Espera-se que essas economias apresentem altas taxas de crescimento, que podem ser de duas a três vezes mais rápidas que economias de mercados desenvolvidos e mais consolidados. 

E inclusive, ter uma exposição global também ajuda a diversificar suas apostas em um setor.

Ser sócio das maiores empresas do mundo

Ao investir no exterior, você também tem acesso às maiores empresas do mundo. Grandes corporações tendem a ser menos voláteis e podem ajudar a diversificar seu portfólio e ao mesmo tempo, proporcionam um bom crescimento do preço ao longo do tempo. 

E também são investimentos mais seguros, por serem mais estabelecidos do que empresas menores e com fontes de lucro mais confiáveis. 

Vale ressaltar também que empresas estrangeiras consolidadas tendem a se recuperar mais rapidamente de crises. Assim, ter investimentos dessa natureza pode ajudar a dar equilíbrio à carteira.

Principais produtos

Fundos Internacionais

Os Fundos Internacionais são fundos de investimento no exterior, que possuem uma carteira de ativos financeiros internacionais. Embora sejam negociados no mercado local, eles são compostos por ações, títulos e demais ativos de mercados estrangeiros.

Um ponto interessante sobre os fundos de investimentos é que é possível fazer a aplicação diretamente nas corretoras brasileiras, sem a necessidade de estudar o mercado exterior ou entender como funciona a troca de câmbio.

COE

O COE, ou Certificado de Operações Estruturadas, é um tipo de aplicação que combina a segurança da renda fixa com a rentabilidade da renda variável, através da diversificação de ativos.

Através dos COEs é possível obter exposição a ativos como câmbio, ações internacionais ou índices internacionais de forma simples. 

Apesar de não possuírem exposição à variação do Dólar, os COEs podem ser um instrumento interessante para a alocação com exposição a teses e ativos específicos, com a vantagem de possuírem capital protegido, caso haja queda do ativo. 

BDR’S

Os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) são uma alternativa para investir em empresas do exterior, sem que seja preciso abrir conta em corretoras internacionais.

Disponíveis a todos os investidores desde outubro do ano passado, eles replicam as ações de mercados estrangeiros diretamente na bolsa brasileira. Ou seja, são ativos que acessam empresas de outros países indiretamente.

Essa pode ser uma alternativa para a diversificação dos investimentos, com parte da sua carteira protegida das instabilidades da economia local.

Como encaixar os produtos na sua carteira?

Para a alocação de produtos internacionais, primeiramente é necessário e essencial entender o seu perfil de risco. Em média, a alocação internacional pode representar de 15% a 20% da carteira. Contudo, de acordo com o perfil de risco do investidor, essa alocação pode variar em uma faixa de 5% a 50% da carteira. 

Quer saber mais sobre como diversificar a sua carteira e investir no exterior? 

Clique aqui e fale com um assessor Blue3.

Juros negativos: como eles podem impactar os investimentos

Já pensou na possibilidade do valor em dinheiro que está na sua carteira hoje valer mais amanhã, apenas deixando ele parado na sua carteira?! Pois é, em um primeiro momento isso aparenta ser algo muito bom, porém a verdade é que na realidade esta situação pode não ser tão boa assim. 

Mas antes de entrarmos no tema de juros negativos é importante relembrarmos o que eles significam. 

O que é a taxa de juros? 

É importante saber que cada país tem uma taxa básica de juros. No caso do Brasil estamos falando da Selic, também conhecida como “o custo primário do dinheiro”. Isso porque todos os outros juros de alguma forma derivam dela, o que significa dizer que as instituições financeiras levam em consideração o valor da Selic na estimativa de quanto de juros eles irão cobrar em um determinado empréstimo ou pagamento a prazo.

Portanto, a Selic é chamada de taxa “nominal”. Outra taxa que deve ser considerada é a de juros “real”, que calcula o rendimento da operação, subtraindo a inflação, demonstrando o ganho real do investidor. 

A taxa de juros é uma ferramenta que os bancos centrais utilizam para “controlar” a inflação ou “fomentar” o consumo. Em um primeiro momento isso parece muito simples, porém a teoria acaba divergindo da prática em algumas situações.

Nos últimos anos tem ocorrido um movimento de baixas das taxas de juros no mundo, inicialmente motivado por uma expectativa de aumento do consumo. No entanto, é aqui que retomamos a situação que foi imposta no começo deste texto. Para exemplificar com mais clareza, vamos estudar o caso da Dinamarca, que atualmente tem uma taxa de -0,5%. O resultado disto pode levar à deflação, o que ainda não é o caso atual da Dinamarca.

Acontece que a deflação pode acabar provocando um desincentivo do consumo. O que gerará um efeito contrário ao esperado inicialmente, com a redução dos juros, induzindo as pessoas a consumirem menos, interessante não é mesmo? 

Isto pode ser algo mais perigoso, porque diferente do cenário de inflação, os bancos centrais perdem autonomia sobre este parâmetro, pois é como se eles ficassem “sem munição”, uma vez que a taxa de juros chega a zero. 

Quais os efeitos da taxa de juros negativa? 

O resultado disto pode ser uma estagnação ou declínio econômico. Além disso, fatores como a queda da taxa de natalidade, longevidade, substituição do tipo de mão de obra em função do desenvolvimento tecnológico, e competição com outros países em melhores momentos econômicos podem contribuir ainda mais para esse cenário de deflação. 

Um exemplo prático sobre esta situação seria o caso da “Amanda”, uma cidadã dinamarquesa hipotética que trabalhou sua vida toda visando acumular uma reserva em uma conta de poupança com a expectativa de, em um futuro não muito distante, aproveitar a aposentadoria. 

Inicialmente, Amanda estimou que seria necessário trabalhar por 40 anos, considerando uma taxa média de juros igual à 2,0%, com a finalidade de acumular renda suficiente para aproveitar a tão sonhada aposentadoria. 

Porém, caso a taxa de juros durante o período seja -0,5% isto significa que não será mais possível para a Amanda alcançar seu objetivo inicial. Já que a premissa de juros negativos implica em um pagamento para a instituição reter o depósito a prazo. 

Isso mesmo, a Amanda deverá pagar para investir em sua poupança. 

Como a taxa de juros negativa afeta o investidor? 

A partir do momento em que a taxa de juros se tornar negativa, o investidor começará a perder tal reserva para o banco em que fez sua poupança. Isto ocorre, pois, juros negativos implicam na valorização do dinheiro “não aplicado a juros” em relação ao dinheiro “aplicado em juros negativos”. 

O banco não pagará mais juros para ter o dinheiro do cliente em custódia, mas sim cobrará para receber esse dinheiro.

Este é um exemplo de situações reais que já estão acontecendo em alguns países da Europa e no Japão.

E a pergunta que não quer calar é “o que eu posso fazer com o meu dinheiro nesta situação?” 

Uma solução simples para a pessoa física é justamente colocá-lo debaixo do colchão. Mas para as instituições isto não é possível, afinal de contas, faltaria colchões, não é mesmo? 

Um movimento natural para este tipo de situação é justamente a busca por investimentos mais arriscados e uma eventual migração para títulos públicos. Uma vez que a dívida pública tenderá a ficar mais cara a cada dia, caso a taxa de juros adentre ainda mais no campo negativo. Ou seja, o estado poderá se endividar ainda mais. 

Uma motivação que leva instituições financeiras a comprarem títulos a juros negativos hoje em dia é justamente a expectativa de que os juros fiquem ainda mais negativos, levando a um ganho de capital com o título que inicialmente foi emitido a uma taxa de juros “menos negativa” em relação ao que está sendo emitido a uma taxa menor. 

Mas, claro, nada do que foi comentado neste último parágrafo é necessariamente um presságio de um futuro certo, porque afinal de contas a economia em si é uma ciência humana de variáveis inimagináveis e de resultados de iguais proporções. 

A resposta para algumas das questões levantadas neste texto podem ser comprovadas, ou não, com a passagem do tempo e os desdobramentos de eventos futuros.

Mas como se proteger diante desse cenário? 

Como dissemos anteriormente, a melhor forma de se proteger dos juros baixos/negativos é investindo em ativos que não sejam atrelados a ele, como por exemplo investimentos de renda variável. 

A renda variável envolve uma cartela muito grande de investimentos. Por isso, procure a assessoria da Blue3 para te ajudar a buscar as melhores oportunidades do mercado e gerenciar o seu patrimônio da melhor forma.

Clique aqui e fale com um assessor Blue3.

O que é a inflação e como ela afeta o aumento dos preços?

Você provavelmente já percebeu que com o passar dos anos, aqueles mesmos itens que comprávamos com frequência acabam sofrendo certo aumento nos preços. Bem, você sabia que esse fenômeno tem um causador?
O nome dele é inflação.

Mas o que isso significa?

De maneira geral, a inflação é um termo utilizado por economistas para se referir ao aumento generalizado dos preços de produtos e serviços em um país.

Este índice é calculado a partir de uma cesta de bens, mantida pelo IBGE, e apurada por meio de uma análise nas alterações dos preços, dentro desta cesta. No Brasil o índice oficial para medir esta variação é o IPCA.

Entretanto, a cesta de bens generalizada não serve para situações específicas, já que nem todo cidadão consome tudo que está presente na cesta de bens do IBGE. Mesmo assim, essa é uma técnica adotada por muitos países para que seja possível medir o aumento generalizado nos preços.
Nos EUA, por exemplo, o índice semelhante ao IPCA é denominado CPI.

Bom, mas de que forma este aumento de preço representa realmente impacta o nosso dia a dia? Ele tem alguma relação com a redução do poder de compra do consumidor? 

Na verdade, a inflação representa apenas uma diminuição do poder aquisitivo para o consumidor quando o salário do mesmo não é reajustado na mesma proporção em que os preços aumentam. Ou quando os investimentos na economia possuem uma rentabilidade abaixo do aumento inflacionário.

Mas então, será que a inflação é ruim para nós?

Realmente, de modo geral, a inflação é vista como um acontecimento ruim. No entanto, o que muitos não sabem é que níveis controlados de inflação são saudáveis à economia, e portanto, desejáveis.

Curva de Phillips 

  Para exemplificar melhor, podemos tomar como base a teoria da curva de Phillips, criada pelo economista neozelandês William Phillips, que relaciona inflação ao nível de emprego e demonstra que aumentos inflacionários, “ceteris paribus” (tudo o mais constante), geram uma diminuição nos níveis de desemprego

Isto ocorre porque uma das consequências do aumento do consumo é a inflação. Portanto, fica intuitivo imaginar que se há mais pessoas consumindo, faz-se necessário mais mão de obra para produzir e ofertar, de forma que, há também mais pessoas empregadas, e vice-versa.

O que é a deflação?

Por outro lado, quando um país apresenta deflação (inflação negativa), isto demonstra que os indicadores da economia não estão de acordo com um fluxo econômico ativo. E isso acaba gerando, muitas vezes, um nível maior de desemprego, uma diminuição dos salários nominais e do consumo, e um ciclo de estagnação econômica

Este evento, foi visto recentemente pela primeira vez no Brasil. A chegada da pandemia da Covid-19 culminou em uma estagnação dos fluxos econômicos, e consequentemente, demonstrou uma má performance da economia.

 Observe no gráfico abaixo, referente ao IPCA mensal nos anos de 2020 e 2021. Conforme o fluxo de mobilidade e consumo foram aumentando, e a economia aos poucos apresentando sinais de recuperação, a inflação voltou a subir, surtindo os efeitos.

 Em suma, o ideal é possuir uma inflação controlada, não representando uma hiperinflação, nem uma desinflação. No entanto, isto nem sempre ocorre, e por isso é tão importante entender as causas e consequências que podem alterar este índice.

Diante de todos os fatos apresentados acima, fica claro que a inflação é um indicador “atrasado”, uma vez que se trata de um sintoma, cuja as causas estão no passado e as consequências repercutem no presente

Fatores que afetam a inflação

Dessa forma, os efeitos inflacionários possuem causas já conhecidas, e que são denominadas “conjunturais”, quando se tratam de eventos passageiros. E o “estruturais” quando os eventos ocorridos são contínuos, tendo sido ambos datados de alguns meses ou até anos atrás.

Um fator conjuntural pode ser exemplificado com uma ausência de equivalência entre oferta e demanda. Esse evento trata-se de um acontecimento passageiro uma vez que, em algum momento as cadeias se acomodam, os preços voltam a patamares mais razoáveis, dado o ajustamento entre consumidores e produtores

Este fato é tão recorrente em nosso cotidiano que podemos citar, por exemplo, um ocorrido recente com o preço do petróleo, milho, soja e outras commodities. Nos EUA, as geadas destruíram os depósitos em que estes produtos eram armazenados. O que fez com que a demanda permanecesse em altos patamares, sem a devida equivalência na oferta dos produtos. Dessa forma, o custo do insumo para se fabricar alguns produtos, bem como a gasolina, foi repassado ao consumidor final

Vale ressaltar que muitas vezes este fator conjuntural pode perdurar por alguns anos.

Por outro lado, fatores estruturais fazem parte da estrutura da economia, como o próprio nome diz. Portanto, são recorrentes e não passageiros, tal como a impressão de moeda. 

Sendo assim, como disse Milton Friedman a “inflação é um fenômeno monetário”, uma vez que no geral, a irrupção entre demanda e oferta, e outros fatores, terminam por se ajustar, mas, a impressão de moeda de maneira ininterrupta, é capaz de fazer com que o poder de compra seja corroído constantemente.

Mas se a inflação é um fenômeno recorrente, então como podemos nos proteger dela?

Como se proteger da inflação?

Bom, como não somos nós, na maioria das vezes, quem determina o aumento do nosso salário nominal. A única maneira que temos para se proteger da inflação é investindo em ativos que rendem mais do que ela.

Sabendo disso, já fica o aviso: se o seu dinheiro que está alocado na poupança e parece estar gerando rendimentos, na verdade ele está sendo corroído pela inflação!! 

Por isso, é indispensável procurar um profissional que te ajude a alocar o seu capital nos melhores investimentos, a fim de protegê-los da inflação e de grandes perdas. 

E lembre-se: não trabalhe para o seu dinheiro, deixe que ele trabalhe para você. E isso só é possível quando investimos o nosso capital com responsabilidade e eficiência.

Para gerenciar o seu patrimônio da melhor forma, conte com a ajuda da Blue3. 

Clique aqui e fale com um de nossos assessores. 

FONTES:

Clube dos poupadores, Uoleconomia, IBGE.

Sua vaga chegou: Confira as oportunidades disponíveis #VemSerBlue

Tem vontade de trabalhar no melhor escritório de assessoria de investimentos do Brasil? Você acredita no impossível e está sempre aberto ao novo? Quer fazer parte de um time apaixonado pelo que faz e que diariamente, supera todos os limites para transformar não só a vida das pessoas, mas todo o mercado financeiro? 

Então o seu lugar é junto ao #TimeBlue! 

Aqui, você vai integrar uma equipe vibrante, cheia de energia para fazer acontecer e que te acolherá de braços abertos, porque estar na Blue3 é como estar em família. 

Uma família que já possui mais de 600 membros e que não para de crescer. Confira abaixo as vagas que temos em aberto: 


Oportunidades Blue – Vagas disponíveis:

Agile Master

RIBEIRÃO PRETO – SP

Analista de Dados

RIBEIRÃO PRETO – SP

Analista de Qualidade – NPS

BRASIL

Analista de Segurança da Informação

RIBEIRÃO PRETO – SP

Assessor de Investimentos

BRASIL

Assistente de Assessoria de Investimentos

SÃO PAULO

Assistente de Assessoria de Investimentos

UBERLÂNDIA – MG

Engenheiro de Software

BRASIL

Especialista de Gestão Comercial

RIBEIRÃO PRETO – SP

Estagiário de Desenvolvimento de Negócios

RIBEIRÃO PRETO – SP

Acesse nosso portal de vagas: Quero ser Blue3!

Sua vaga chegou: Confira as oportunidades disponíveis #VemSerBlue

Tem vontade de trabalhar no melhor escritório de assessoria de investimentos do Brasil? Você acredita no impossível e está sempre aberto ao novo? Quer fazer parte de um time apaixonado pelo que faz e que diariamente, supera todos os limites para transformar não só a vida das pessoas, mas todo o mercado financeiro? 

Então o seu lugar é junto ao #TimeBlue! 

Aqui, você vai integrar uma equipe vibrante, cheia de energia para fazer acontecer e que te acolherá de braços abertos, porque estar na Blue3 é como estar em família. 

Uma família que já possui mais de 600 membros e que não para de crescer. Confira abaixo as vagas que temos em aberto: 


Oportunidades Blue – Vagas disponíveis:

Agile Master

RIBEIRAO PRETO – SP

Analista de Controladoria

RIBEIRAO PRETO – SP

Analista de Dados

RIBEIRAO PRETO – SP

Analista de Qualidade – NPS

Analista de Segurança da Informação

RIBEIRAO PRETO – SP

Analista Financeiro

RIBEIRAO PRETO – SP

Assessor de Investimentos

BRASIL

Contador

RIBEIRAO PRETO – SP

Engenheiro de Software

Ribeirão Preto – SP

Especialista de Gestão Comercial

RIBEIRAO PRETO – SP

Estagiário de Desenvolvimento de Negócios

RIBEIRAO PRETO – SP


Acesse nosso portal de vagas: Quero ser Blue3!

Sua vaga chegou: Confira as oportunidades disponíveis #VemSerBlue

Tem vontade de trabalhar no melhor escritório de assessoria de investimentos do Brasil? Você acredita no impossível e está sempre aberto ao novo? Quer fazer parte de um time apaixonado pelo que faz e que diariamente, supera todos os limites para transformar não só a vida das pessoas, mas todo o mercado financeiro? 

Então o seu lugar é junto ao #TimeBlue! 

Aqui, você vai integrar uma equipe vibrante, cheia de energia para fazer acontecer e que te acolherá de braços abertos, porque estar na Blue3 é como estar em família. 

Uma família que já possui mais de 600 membros e que não para de crescer. Confira abaixo as vagas que temos em aberto: 


Oportunidades Blue – Vagas disponíveis:

Analista de Controladoria
RIBEIRAO PRETO – SP

Analista de Dados
RIBEIRAO PRETO – SP

Analista de Segurança da Informação
RIBEIRAO PRETO – SP

Analista Financeiro
RIBEIRAO PRETO – SP

Assessor de Investimentos
BRASIL

Contador
RIBEIRAO PRETO – SP

Engenheiro de Software
FRANCA – SP

Especialista de Gestão Comercial
RIBEIRAO PRETO – SP

Estagiário de Desenvolvimento de Negócios
RIBEIRAO PRETO – SP


Acesse nosso portal de vagas: Quero ser Blue3!

Sua vaga chegou: Confira as oportunidades disponíveis #VemSerBlue

Tem vontade de trabalhar no melhor escritório de assessoria de investimentos do Brasil? Você acredita no impossível e está sempre aberto ao novo? Quer fazer parte de um time apaixonado pelo que faz e que diariamente, supera todos os limites para transformar não só a vida das pessoas, mas todo o mercado financeiro? 

Então o seu lugar é junto ao #TimeBlue! 

Aqui, você vai integrar uma equipe vibrante, cheia de energia para fazer acontecer e que te acolherá de braços abertos, porque estar na Blue3 é como estar em família. 

Uma família que já possui mais de 600 membros e que não para de crescer. Confira abaixo as vagas que temos em aberto: 

Oportunidades Blue – Vagas disponíveis:

Analista de Controladoria

RIBEIRÃO PRETO – SP

Analista de Dados

RIBEIRÃO PRETO – SP

Analista de Segurança da Informação

RIBEIRÃO PRETO – SP

Contador

RIBEIRÃO PRETO – SP

Engenheiro de Software

FRANCA – SP

Especialista de Gestão Comercial

RIBEIRÃO PRETO – SP

Estagiário de Desenvolvimento de Negócio

RIBEIRÃO PRETO – SP


Acesse nosso portal de vagas: Quero ser Blue3!

Sua vaga chegou: Confira as oportunidades disponíveis #VemSerBlue

Tem vontade de trabalhar no melhor escritório de assessoria de investimentos do Brasil? Você acredita no impossível e está sempre aberto ao novo? Quer fazer parte de um time apaixonado pelo que faz e que diariamente, supera todos os limites para transformar não só a vida das pessoas, mas todo o mercado financeiro? 

Então o seu lugar é junto ao #TimeBlue! 

Aqui, você vai integrar uma equipe vibrante, cheia de energia para fazer acontecer e que te acolherá de braços abertos, porque estar na Blue3 é como estar em família. 

Uma família que já possui mais de 600 membros e que não para de crescer. Confira abaixo as vagas que temos em aberto: 

Oportunidades Blue – Vagas disponíveis:

Analista de Segurança da Informação
RIBEIRAO PRETO – SP

Assessor de Investimentos
BRASIL

Engenheiro de Software
FRANCA – SP

Estagiário de Desenvolvimento de Negócios
RIBEIRAO PRETO – SP

Product Owner
RIBEIRAO PRETO – SP

Acesse nosso portal de vagas: Quero ser Blue3!

Sua vaga chegou: Confira a oportunidade disponível #VemSerBlue

Tem vontade de trabalhar no melhor escritório de assessoria de investimentos do Brasil? Você acredita no impossível e está sempre aberto ao novo? Quer fazer parte de um time apaixonado pelo que faz e que diariamente, supera todos os limites para transformar não só a vida das pessoas, mas todo o mercado financeiro? 

Então o seu lugar é junto ao #TimeBlue! 

Aqui, você vai integrar uma equipe vibrante, cheia de energia para fazer acontecer e que te acolherá de braços abertos, porque estar na Blue3 é como estar em família. 

Uma família que já possui mais de 600 membros e que não para de crescer. Confira abaixo as vagas que temos em aberto: 

Atendente Discovery Call

FRANCA- SP

Inscreva-se agora por meio do nosso portal de vagas: Quero ser Blue3!

Sua vaga chegou: Confira as oportunidades disponíveis #VemSerBlue

Tem vontade de trabalhar no melhor escritório de assessoria de investimentos do Brasil? Você acredita no impossível e está sempre aberto ao novo? Quer fazer parte de um time apaixonado pelo que faz e que diariamente, supera todos os limites para transformar não só a vida das pessoas, mas todo o mercado financeiro? 

Então o seu lugar é junto ao #TimeBlue! 

Aqui, você vai integrar uma equipe vibrante, cheia de energia para fazer acontecer e que te acolherá de braços abertos, porque estar na Blue3 é como estar em família. 

Uma família que já possui mais de 600 membros e que não para de crescer. Confira abaixo as vagas que temos em aberto: 

Oportunidades Blue – Vagas disponíveis:

Analista de Comunicação (Imprensa)

RIBEIRAO PRETO – SP

Analista de Pessoas e Cultura

RIBEIRAO PRETO – SP

Analista/Especialista de Marketing (Patrocínios, Parcerias e Eventos)

RIBEIRAO PRETO – SP

Analista/Especialista em Branding e Comunicação

RIBEIRAO PRETO – SP

Assistente Administrativo

RIBEIRAO PRETO – SP

Assistente de Assessoria de Investimentos

GOIÂNIA – GO

Assistente de Assessoria de Investimentos

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SP

Gestor de Tráfego

RIBEIRÃO PRETO – SP

Inscreva-se agora por meio do nosso portal de vagas: Quero ser Blue3!

Risco x retorno: você sabe avaliar a performance dos seus investimentos?

Antes de ler este artigo, responda às seguintes perguntas mentalmente:

Você sabe avaliar o risco x retorno dos seus investimentos financeiros? Você tem certeza que se montar sua carteira de investimentos sozinho, vai conseguir, de fato, obter os resultados efetivos planejados? 

Por mais que já tenha alguma experiência com investimentos, você sabe se a maneira como alocou os ativos no seu portfólio de investimentos vai te ajudar a sobreviver às incertezas e oscilações do mercado? Sua carteira possui a diversificação adequada de acordo com o seu perfil de investidor? 

Se todas as suas respostas forem “não” ou “talvez”, eu tenho dicas valiosas, venha comigo!

O assunto “investimento” ainda é um tema muito novo para diversas pessoas, dentro do núcleo familiar, então, nem se fala. Quem nunca ouviu a avó dar aquele “sábio” conselho: “Meu neto, lembra de guardar um dinheirinho na poupança!”

O fato é que, nos últimos anos, milhares de pessoas vêm tentando desvendar o tão aclamado mistério: “Como investir bem o meu dinheiro?”. Hoje, eu quero ter uma conversa franca com você: sobre como fazer com que seu patrimônio vire renda de verdade e se multiplique! 

Talvez você ainda nem tenha se dado conta da importância de não deixar seu dinheiro mal investido ou quase parado na caderneta de poupança, provavelmente, porque é mais simples deixar como está.

Talvez você esteja cansado de deixar seus recursos no banco e ao olhar o extrato do mês, perceber que quase nada mudou; talvez você simplesmente ainda não tenha sido apresentado a uma alternativa confiável que possa gerar rendimentos consistentes para tudo o que você conquistou com tanto trabalho; talvez você até já invista, mas ainda não sabe, de verdade, qual o melhor investimento para você; ou talvez você esteja arriscando demais seu patrimônio por não conhecer a relação risco x retorno dos investimentos. 

E é justamente para te mostrar que sim, o seu patrimônio pode crescer ainda mais de forma consistente, sólida e sustentável, que eu estou aqui hoje.

Muito se ouve falar da relação entre o “risco x retorno” dos investimentos. O risco está associado ao grau de incerteza sobre o investimento no futuro; quanto maior o retorno pretendido, maior o risco para que se tenha a chance de atingir o tão sonhado retorno.

Na teoria, as relações econômicas e financeiras deveriam ser assim, mas na prática, nem sempre são. Chegou a hora de você entender, de uma vez por todas, como funciona a relação “risco x retorno” dos investimentos! 

Mais comum do que se imagina, no dia a dia, vemos muitos investidores se expondo a riscos altíssimos em busca de retornos muitas vezes irreais, mas há uma equação bem simples e eu vou te ensinar.

Para atingir um determinado Valor Futuro, temos quatro variáveis:

  • Valor Presente (que é valor com qual se inicia sua aplicação);
  • Período (é o horizonte de tempo que precisaremos para atingir este objetivo em dias, meses ou anos);
  • Valor da Parcela (valor do aporte diário/mensal/anual que aplicamos para esse objetivo); 
  • Rentabilidade Esperada (a taxa de juros que esperamos obter em nossa aplicação).

Hoje em dia, temos muitas pessoas que buscam somente o investimento que possa dar a maior rentabilidade possível, ignorando totalmente os outros fatores. 

Acabam se esquecendo, porém,  que uma rentabilidade maior, quase sempre, vem atrelada a um risco maior também; e pra piorar ainda mais, ignoram completamente os demais itens da equação, principalmente, esquecem da disciplina dos aportes periódicos que são ainda mais importantes que a rentabilidade.

Disciplina nos aportes é algo que podemos controlar e depende somente de nós, enquanto a rentabilidade não. 

Então, como ficaria melhor, o conselho da avó? “Meu filho, antes de investir, é muito importante que você tenha em mente que vai precisar montar uma carteira de investimentos de acordo com seus objetivos, respeitando o seu perfil de investidor”. 

O sucesso da sua estratégia de investimentos precisa estar alinhado às suas características pessoais, mas tenha muito cuidado, esse é um universo cheio de armadilhas. 

Ao buscar novas oportunidades no mercado, você irá se deparar com inúmeras ofertas e é fundamental que você saiba definir ou procure ajuda profissional para identificar quais delas se enquadram melhor nos seus objetivos e perfil de risco.

O que fazer, então?

  1. Seja conservador em suas expectativas. Diminuindo sua rentabilidade esperada, você precisará de maiores aportes mensais e, caso a rentabilidade seja maior que a simulada, você vai alcançar seu objetivo mais cedo;
  1. Tenha disciplina, faça religiosamente os aportes programados. Se o objetivo for aposentadoria, considere a hipótese de utilizar um bom plano de previdência privada que, certamente, vai lhe ajudar a criar disciplina;
  1. Busque investimentos de acordo com seu perfil de investidor, não invista em algo apenas por estar na moda ou por achar que terá o maior retorno. Em momentos de queda dos preços dos ativos, você pode não aguentar o impacto e vender seu ativo no momento errado;
  1. Não pule de galho em galho;
  2. Não deixe o emocional dominar você. 

Por fim, tenha consciência que se você tentar trilhar esse caminho sem um acompanhamento profissional a chance de cair em armadilhas ou seguir por uma rota que vai te deixar mais distante do seu objetivo final é muito maior do que você imagina. 

Da mesma forma que você procura um médico antes de iniciar qualquer tratamento que envolva sua saúde física e mental, é preciso buscar um profissional do mercado financeiro para cuidar da saúde do seu patrimônio. 

Para falar com um assessor, clique aqui. 

Investidores brasileiros de sucesso e suas histórias

Você é do tipo que precisa “ver para crer?” ou, então, se sente motivado ou motivada ao ver as histórias de sucesso de outras pessoas? Esse é um artigo exatamente sobre isso: inspiração

Os investimentos ainda são considerados tabu, especialmente no Brasil, e muitos ainda não aproveitam as oportunidades por medo, insegurança e, principalmente, falta de conhecimento sobre o assunto. 

Nosso país ainda está engatinhando quando falamos em mercado financeiro. Diferente dos Estados Unidos, por exemplo, em que as pessoas têm mais consciência e já possuem em sua vida três profissionais de extrema confiança: um médico, um advogado e um “financial advisor”, que equivale a um assessor de investimentos.

Ou seja, nos Estados Unidos a cultura de investimento e planejamento financeiro já é bem difundida, cerca de 99% da população investe o dinheiro, enquanto a mínima parcela ainda deixa suas economias paradas no banco. 

Mesmo com o cenário mais lento no Brasil, trouxemos o exemplo de investidores brasileiros de sucesso que marcaram a história com suas estratégias e ensinamentos. E que, inclusive, começaram há muito tempo. 

Luiz Barsi Filho

Fonte: Veja/Abril

Você conhece essa lenda da Bolsa de Valores? Luiz Barsi Filho é brasileiro, atualmente tem 82 anos de idade, e já coleciona uma série de apelidos como “Warren Buffett brasileiro” ou então “Rei dos Dividendos”. 

Mas sua história no mercado financeiro começou bem mais cedo, quando tinha apenas 16 anos de idade. Barsi é filho de imigrantes espanhóis e ficou órfão de pai quando era jovem. Por vir de família simples, começou a trabalhar como aprendiz de engraxate e alfaiate para ajudar sua mãe. 

Com o passar do tempo, se formou em técnico de contabilidade e foi a partir daí que despertou o interesse pelas oportunidades do mercado de capitais, onde são negociadas as ações da Bolsa de Valores. 

Barsi traçou o seu próprio método de investimento, conhecido como “carteira de ações previdenciária”, em que buscava investir em ações de empresas que ofereciam bons dividendos – parte do lucro líquido ajustado de uma empresa, que é distribuído entre acionistas. 

Além disso, o investidor tinha planos a longo prazo. Isso quer dizer que ele escolhia seus papéis baseado no seu método, e os deixava por muito tempo na carteira. Assim, em 10 anos investido, ele já tinha patrimônio o suficiente para não precisar trabalhar mais. 

Mas, como bom investidor que é, Barsi não abandonou o mercado financeiro depois de conquistar seu objetivo. E, em 2019, recebeu R$ 4 milhões em lucros da Eletrobras, apenas uma das empresas que fazem parte da sua carteira. 

Ao longo dos anos, teve sua própria corretora, trabalhou como colunista e consultor de investimentos. 

Hoje, a fortuna de Barsi é de aproximadamente R$ 2 bilhões de reais. Pai de cinco filhos, ele não deixou de repassar o seu legado, repleto de aprendizados. Inclusive, os seus filhos trilham o caminho do mercado, Luiz Barsi Neto, é assessor de investimentos e Louise Barsi, criou um programa para formar investidores. 

Clique aqui e leia o artigo “Tudo o que você precisa saber sobre a Bolsa de Valores”. 

Luiz Alves Paes de Barros 

Fonte: Divulgação (Eu Quero Investir)

Luiz Alves de Paes de Barros é brasileiro,  tem 73 anos de idade e é conhecido como um dos maiores investidores do país, assim como Luiz Barsi. 

Alves é de uma família tradicional do interior de São Paulo, proprietária de uma usina de açúcar. Por isso, tinha muito dinheiro proveniente do negócio.

No entanto, segundo o próprio investidor, a família “não soube administrar” os bens e o dinheiro, comprometendo boa parte do patrimônio. 

Por sempre observar os negócios da família, Alves se interessou por dinheiro, negócios e economia muito jovem. E, coincidentemente, assim como Barsi, comprou a sua primeira ação aos 16 anos de idade. Os papéis eram do banco Comind, instituição dos grandes lavradores de São Paulo.

Depois, se formou em economia pela USP e continuou aplicando o seu dinheiro no mercado financeiro, baseado na estratégia fundamentalista – que leva muito em consideração os fundamentos da empresa que vende os papéis. 

Alves criou sua própria carteira, conhecida como o fundo Alaska Poland. E, mais à frente criou a Alaska Black, com Henrique Bredda e Ney Miyamoto, que acumulou um ganho de mais de 352% em 27 meses. 

Hoje, ainda continua acumulando riquezas e uma história de sucesso. 

“Se você quiser conhecer uma ação mesmo, comece se envolvendo com ela. Compre um pouco, venda um pouco e veja se o preço na tela é de verdade ou de mentira”. (Luiz Alves Paes de Barros)

Eufrásia Teixeira Leite

Retrato de Eufrásia Teixeira Leite, em quadro a óleo exposto no Museu Casa da Hera em Vassouras (RJ)
Imagem: Autor desconhecido/Reprodução

Hoje em dia é comum, mas, você conhece a primeira investidora mulher do mercado? Pois é. Foi Eufrásia Teixeira Leite.

Eufrásia nasceu no século XIX, em 1850, e faleceu em 1930. Carioca e natural da cidade de Vassouras (RJ), era de família tradicional e muito estável financeiramente, pois seu pai era comissário de café. 

De certa forma e de acordo com os registros históricos, é possível afirmar que Eufrásia e sua irmã receberam alguma educação financeira de seu pai – o que era um privilégio para mulheres daquela época -. Mas, em 1872, as duas ficaram órfãs. 

Após a morte do pai, se mudaram para a Europa e, com a herança, Eufrásia começou a se interessar pelos investimentos na Bolsa de Valores, que era um ambiente totalmente masculino.

As mulheres que tinham interesse em operar na Bolsa, precisavam fazer as negociações com intermédio de um homem. Mas isso não fez com que Eufrásia desistisse. 

Inclusive, sua trajetória chamou muita atenção, principalmente porque ela tinha um perfil agressivo de investidor. Naquela época, já usava bem as estratégias de diversificação, principalmente com ativos internacionais. 

Os relatos apontaram que Eufrásia chegou a ter negociações em 17 países e em 9 moedas diferentes. Sua história no mercado financeiro perdurou por mais de 50 anos e resultou em inúmeras multiplicações do seu patrimônio.

Como você pode se tornar um investidor de sucesso?

Essas três histórias são inspiradoras, né? É possível ver que para investir, você pode começar do “zero”, ao contrário do que muitos pensam.

Mas, o que esses três investidores têm em comum? Você deve ter reparado que a resiliência, a paciência e a disciplina foram fundamentais na trajetória desses investidores de sucesso. 

É essencial também ter o seu perfil de investidor e seus propósitos bem alinhados. Além disso, o suporte de um profissional da área faz toda a diferença, tanto no seu aprendizado, quanto na sua performance. 

E, claro, o mercado financeiro não é só flores, principalmente no Brasil. Os investidores precisam entender que as crises e a volatilidade sempre vão existir, mas são as oportunidades que você encontra no meio delas é o que vai te fazer continuar no caminho do sucesso. 

Você gostaria de tirar suas dúvidas com um assessor Blue3? Clique aqui. 

Por que é o momento exato para internacionalizar os investimentos?

A importância de internacionalizar os investimentos não é novidade para o mercado. Há tempos essa necessidade tem sido falada por profissionais da área como analistas e assessores de investimentos.  Mas por que é o momento exato para internacionalizar os investimentos?

No entanto, o cenário atual e o que está por vir, acendeu ainda mais essa necessidade. E agora, quem não diversificar sua carteira com ativos internacionais provavelmente vai ter seus rendimentos atingidos pelo Risco-Brasil 2022. 

Porque uma coisa é certa: diversificar não significa apenas investir em ativos brasileiros diferentes. A essência da diversificação verdadeira vai além e precisa atravessar regiões e nacionalidades. 

O intuito de diversificar é exatamente esse: alocar em ativos que sejam descorrelacionados um do outro, ou seja, que se movem de maneiras e com interferências externas diferentes. Assim, a carteira de investimentos fica equilibrada mesmo que um dos ativos esteja indo mal. 

Aliás, em um dos nossos dias do BlueTalks, o estrategista-chefe da Blue3 fez a seguinte colocação: “Uma boa carteira de investimentos sempre vai ter um ativo que está indo mal”.

Você pode, inclusive, clicar aqui e assistir

Por que é necessário investir no exterior?

O motivo principal é esse que citamos acima: diversificar os investimentos para uma performance equilibrada da carteira de ativos. 

Em outras regiões, como Europa e Estados Unidos, essa já é uma cultura bastante comum. Principalmente porque quando ocorre uma crise doméstica, os investimentos são diretamente impactados e expostos à volatilidade. 

Dessa maneira, a alocação internacional em economias mais estáveis, garantem a segurança que o investidor precisa no momento, evitando os riscos sistêmicos e conjunturais. 

O mesmo acontece com a desvalorização da moeda local. Por exemplo, em 2020 o Real foi a moeda com pior desempenho em comparação com os demais países emergentes do mundo. 

Essa desvalorização e volatilidade da moeda brasileira é puxada naturalmente pela incerteza política e pelo quadro fiscal delicado. Dessa forma, a pessoa que investe em moedas fortes está protegendo também o seu poder de compra. 

Para você visualizar melhor, listamos os tópicos que demonstram os benefícios do investimento no exterior:

  • Exposição aos principais temas de investimentos em todo o mundo;
  • Exposição à moedas fortes, imunes dos problemas inerentes aos países emergentes;
  • Adição de ativos com descorrelação dos investimentos no Brasil;
  • Melhora da relação risco x retorno, através da diversificação.

Além disso, é importante lembrar que hoje o Brasil representa aproximadamente 3% do PIB mundial, sendo 2% de renda fixa e 1% das ações. 

Dessa forma, é possível entender que investir no exterior não é apenas um luxo, mas sim, parte de uma estratégia de acessar boas oportunidades para  os seus investimentos. 

O que é o Risco-Brasil 2022?

A instabilidade nos investimentos, a incerteza econômica e a inflação já nos avisam sobre como será o cenário do próximo ano. 

Além do risco fiscal iminente, a crise hídrica e o país tentando se reerguer a todo custo dos impactos causados pela Covid-19, teremos o plus das eleições presidenciais.

Como todos já sabem, as eleições têm deixado uma nuvem de dúvidas e não sabemos o que irá acontecer, mas sabemos que essa insegurança política pode causar estragos no mercado financeiro. 

Todo país tem um risco soberano, que no nosso caso, é chamado Risco-Brasil. E, por esse motivo, uma pesquisa realizada pela XP Investimentos mostrou que 51% dos clientes pretendem diminuir a exposição ao mercado acionário em 2022. 


Mas, existe uma saída?

Existe sempre uma saída, mesmo em cenários muito ruins. Na última semana de novembro, a Blue3 realizou uma Webinar com nosso chefe-estrategista Thiago Nemézio e Daniel Haddad, diretor de investimentos da Avenue, uma corretora dos Estados Unidos.

Na Webinar com o tema “A grande oportunidade em um 2022 incerto?”, os profissionais falaram sobre o comportamento do mercado e investimentos no exterior, que é a principal saída para superarmos o cenário do ano que se aproxima. 

Primeiramente, Haddad já deixou uma reflexão de suma importância: “O mercado financeiro não é só sobre o que você sabe, mas de como você se comporta”. Por isso, o caminho para a porta de saída da crise é sempre o da calma.

É essencial entender que existe a crise, mas que o emocional e a ansiedade não podem tomar conta do investidor nesse momento, pois elas podem ser muito prejudiciais e fazer com que várias decisões equivocadas sejam tomadas. 

Inclusive, Haddad citou uma pesquisa que analisou um grupo de investidores que tinham e que não tinham uma assessoria de investimentos, e que o grupo com assessoria se destacou em quase 3 pontos percentuais. 

Ele explicou que, mesmo com toda a estratégia usada pela assessoria na alocação de ativos, o ponto crucial para a melhor performance do grupo foi o papel do assessor “acalmando o cliente em momentos de crise e de euforia”.

Internacionalizar os investimentos é arriscado?

Seguindo com o raciocínio, o primeiro passo para atravessar uma crise é a calma e o segundo é encontrar oportunidades em meio às turbulências para amenizar os impactos. Como falamos desde o início, os investimentos no exterior são essenciais nessas estratégias. 

Mas, muitas pessoas ainda pensam que internacionalizar os investimentos é arriscado. Principalmente quando falamos em dolarizar carteiras. Mas, Daniel Haddad ainda destaca que essa é uma falsa impressão, visto que “no Brasil, os mercados de renda fixa e ações estão expostos a riscos muito semelhantes, resultando em uma correlação muito alta dos ativos locais”.

E para completar, fez uma provocação: “será que faz sentido ter uma cesta de produtos que não é 100% em real e os investimentos não?”, ou seja, as pessoas consomem produtos globais, como o iphone, combustível, carne, mas os investimentos não.

O risco está exatamente aí, porque se você é um consumidor global, a desvalorização do real faz com que você perca seu poder de compra perante ao mundo, o que é muito negativo. 

São muitas as opções e as diversidades de investimentos no exterior. A nossa assessoria, inclusive, conta com mais de 100 produtos disponíveis na maior plataforma do país, como BDRs, fundos internacionais, fundos cambiais, ETFs, entre outros. 

Para entender o que vai se encaixar melhor nos seus propósitos e perfil de risco, tenha ao lado um assessor de investimentos. Porque, segundo o Haddad, “se você não sabe quem você é, o mercado é um lugar muito caro para descobrir”.

Para descobrir seu perfil de investidor e falar com um assessor Blue3, clique aqui.