O fim do 1% ao mês

Tempos ainda não longínquos parecem ter chegado às nossas taxas de juros. O Brasil passa por um momento transformacional em sua sua economia, onde as coisas parecem caminhar, ainda que lentamente, para tempos de crescimento.

O Brasil sempre foi o país do CDI, que tinha uma taxa de juros extremamente alta e inflação descontrolada. A eleição de uma equipe do governo mais voltada para o liberalismo e disposta a fazer com que a economia ande de forma ortodoxa fez com que as coisas caminhassem na direção correta.

O governo dá sinais

Desde que a então presidente Dilma sofreu impeachment, vimos uma caminhada para a aprovação de reformas. Vimos reforma trabalhista e teto dos gastos e a Reforma da Previdência caminha para uma aprovação.

Assim que a previdência estiver totalmente endereçada, mudaremos o foco para a reforma tributária, essa sim, real geradora de valor para os empresários brasileiros e inclusive estrangeiros. Isto porque a simplificação dos tributos faz com que o capital do exterior possa vir para o Brasil na forma de mais empresas.

A abertura dos mercados brasileiros beneficia a todos, visto que gera mais empregos, aumenta o PIB e faz com que os preços caiam. Resumindo, a globalização aumenta o bem estar social.

O mais importante de tudo isso são os sinais que se passa para o povo. O empresário tem mais aptidão a voltar a investir, o consumidor tem mais confiança para tomar crédito e os bancos têm mais possibilidades de baixarem o spread bancário.

Some tudo isso a uma onda de privatizações que o ministro Paulo Guedes diz ter em sua lista e o estado fica com uma folha muito mais limpa, podendo investir em setores não triviais como saúde, educação e segurança pública.

A implicação na economia

Roberto Campos Neto integra o time de estrelas que comanda a economia brasileira. O atual presidente do Banco Central foi o responsável por trazer a Taxa Selic para os atuais 5,5% ao ano e já sinalizou que cortes adicionais acontecerão até o final de 2019.

O mercado acredita em Selic a 5% como presente de natal e os mais otimistas dizem ver espaço para queda abaixo disso.

A grandiosidade que isso tem pode nos fugir aos olhos se não observarmos atentamente. Com uma inflação dentro da meta, isso quer dizer juros real ao redor de 2%. Se considerarmos que no passado recente tivemos Selic a 14,25% e juros real acima de 7% ao ano, talvez tenhamos noção da dimensão que isso tudo tem.

A grande questão é que essa situação parece ter vindo para ficar. Note que o desemprego está em níveis extremamente elevados e os juros ao redor do mundo se encontram em níveis baixíssimos, por vezes abaixo de zero.

Desta forma, abaixamos o temor por inflação. De forma análoga, a capacidade produtiva está totalmente subutilizada e o consumo baixíssimo.

Os gastos do governo estarão mais controlados, com a desestatização de empresas não eficientes e controle dos gastos previdenciários. Novamente, perigo de inflação permanece afastado.

Não existe espaço para as taxas de juros subirem. A economia está parada e mesmo quando ela voltar a andar, a crise que passamos foi tão grande, que a pressão inflacionária demorará a aparecer.

Os seus investimentos

Taxas de juros de longo prazo estruturalmente mais baixas, implicam no fim do 1% ao mês sem risco e com alta liquidez. Sim, está no passado. Não deve voltar.

Bem-vindo ao mundo real. Agora chegou a hora de jogar champions league. Aberrações macroeconômicas devem ficar no passado e agora o parquinho dá lugar ao trabalho duro.

Nada de se lamentar. A infância foi legal, mas não que a vida adulta faça mal a alguém.

Isso significa que a partir de agora, se você quiser ter rendimentos maiores, com chance de multiplicação de capital, terá de abrir mão de um dos dois: baixa volatilidade ou liquidez. Se as oscilações são demais para os seus olhos, você pode optar por abandonar a liquidez e optar pela baixa volatilidade dos fundos de private equity.

Se você faz questão da liquidez, terá de conviver com o vai-vem diário das ações, a fim de angariar retornos maiores.

Sobre o que nos é possível enxergar do futuro – se é que existe essa possibilidade – é que o CDI passará a ser a nova poupança, que lhe proporciona nada mais que rendimentos marginais. Não que tenhamos que jogá-lo fora, devemos apenas redimensionar nossa exposição ao mesmo.

Chegou a hora de jogar o campeonato

Considere que o 1% ao mês “de graça” foi o treino. Agora é a hora do campeonato. Para nossa alegria, o mundo dos investimentos é vasto o bastante para que tenhamos opções para alocar nosso capital e observá-lo crescer a taxas que nos deixam satisfeitos.

Nada de pirâmides, alavancagem ou concentração. O que queremos que você faça é diversificar em diferentes classes de ativos, que te exponham a diferentes cenários. Não adianta focar só no crédito privado ou só nas ações, deve-se diversificar.

Como já diria Ray Dalio, gestor do maior hedge fund do mundo, você deve ter um All Weather Portfolio, ou seja, uma carteira que está preparada para qualquer coisa, independentemente do que o futuro nos reserve.

Saiba que o 1% ao mês ainda é possível, mas para isso você precisará transferir gradualmente o seu pêndulo para o lado da renda variável, onde a volatilidade pode lhe assustar no primeiro momento, mas não morde.

Com o tempo aprendemos a conviver com o sobe e desce das ações e aprenderemos os benefícios que elas podem nos trazer.

De que forma então nos preparar para o novo futuro?

Carteira diversificada, com renda fixa pré e pós fixada, fundos imobiliários e ações. Um pouco de proteção também é bem-vinda através de ouro, dólar e opções. Se vai realizar tudo isso por conta própria ou através de fundos de investimentos, o critério é todo seu.

Você também pode buscar o auxílio de uma assessoria de investimentos, onde um profissional o irá ajudar a montar uma carteira completa e bem diversificada.

 

 

Ainda há tempo de entrar na festa?

Depois de ver o Ibovespa superar os 100 mil pontos, a pergunta pode começar a pesar para algumas pessoas. Afinal, ainda dá tempo de pegar essa alta da bolsa?

Na atual conjuntura econômica do Brasil, considero sim que a bolsa seja o melhor ativo para os próximos anos. Alguns investidores podem até duvidar da capacidade da renda variável bater os outros tipos de investimentos após assistir o principal índice da bolsa brasileira triplicar desde o Impeachment da ex-presidente Dilma.

O que pode faltar aos olhos de alguns é a mudança estrutural que o país se propôs a passar e inclusive já deu início. É um momento único em nossa história e ao que parece, os astros estão alinhados para que o Brasil finalmente dê certo.

Dito isso, é racional pensar que a bolsa de valores é o lugar que apresenta a chance de multiplicação de capital e que estará mais preparada para capturar os grandes avanços que este ciclo trará para o Brasil.

Antes de entrar na argumentação, vale repetir a célebre frase de João Luiz Braga na Expert 2019: “O Brasil não perde a chance de perder uma chance”. Apenas para ilustrar que, apesar do otimismo com a bolsa, a boa diversificação da carteira jamais deverá ser descartada.

Mas então, quais são os motivos pelos quais acredito que a bolsa é o melhor ativo do momento, mesmo após ter rompido a barreira dos 100 mil pontos?

Rebalanceamento de carteiras

É clichê dizer que o Brasil é o país da renda fixa. Também não é passível de julgamento o investidor que nunca foi para a renda variável. No tripé de alto retorno, liquidez e baixa volatilidade, o investidor podia ter os três através do CDI.

Pois os tempos mudaram e o que eu disse na introdução sobre a conjuntura econômica quer dizer exatamente isso. Se no passado tivemos uma taxa básica de juros a 14,25%, hoje isso já não existe mais. A selic se encontra em 6% ao ano, com todo o consenso indicando que ela irá para 5% até o final de 2019.

Para os mais ousados, as projeções chegam ainda mais abaixo dos 5%. Novamente, não passível de julgamento. Em tempos de taxas de juros negativas ao redor do mundo, temor por recessão e mudanças demográficas e tecnológicas, pode ser sim que tenhamos chegado ao tempo do juros baixo.

Dito isso, o investidor que antes tinha o CDI como seu melhor amigo, deixa agora de contar com o alto retorno. Caso queira angariar um retorno consideravelmente acima da inflação, terá que assumir mais riscos para isso.

Outro ponto neste mesmo assunto, é que o Brasil é sub-alocado em renda variável comparado ao resto do mundo. Enquanto que em nosso país a exposição em renda variável é de apenas 7% do total de investimentos, a média do mundo é de 40% e nos EUA esse número passa dos 60%.

É uma diferença brutal e esse gap tende a se fechar com o atual cenário macro do país. Além disso, o mercado financeiro tem se transformado e as grandes plataformas catalisaram tal transformação. Cada vez mais o brasileiro está se educando financeiramente e migrará para a renda variável.

O último tópico de rebalanceamento de carteira diz respeito ao investidor institucional, que é a classe que mais movimenta dinheiro na bolsa diariamente. Os fundos de ações long only e long biased representam apenas 12% da indústria de fundos no Brasil. Enquanto isso, esse número é de 37% nos EUA.

No país da renda fixa, os fundos macro representam a maioria. No entanto, o investidor está mudando sua cabeça e está aprendendo a fazer contas. A partir do momento em que ele concluir que não vale a pena pagar taxa de administração e performance para tem um juro real quase zero, o pêndulo irá mudar para a renda variável. Com essa classe injetando dinheiro na bolsa, o preço das ações tende a se ajustar a essa nova normal.

Reclassificação de múltiplos

Como já foi dito, a economia do país começa a dar sinais de que agora será diferente. A Reforma da Previdência já foi aprovada na Câmara e em breve deve passar sem maiores problemas pelo Senado.

Com a Previdência no passado, o Brasil resolve parcialmente seus problemas fiscais e sinaliza para quem quiser ouvir que as coisas mudaram. Com os gastos fiscais resolvidos, a percepção externa muda e o grau de investimento passa a ser uma realidade.

A partir do momento em que as agências de classificação de risco começarem a olhar para o país novamente, o investidor estrangeiro que se machucou muito com os emergente no passado recente, começa a olhar novamente com algum carinho para o Brasil.

Se a visão do estrangeiro muda, ele entra pesado na bolsa, uma vez que as oportunidades que ele está tendo lá fora não são das melhores. Com o perigo de desaceleração em diversos países do mundo, ele pega o inverso do ciclo em um novo Brasil que agora parece estar caminhando.

País estável, com boa visibilidade e boas oportunidades de crescimento, é tudo que o estrangeiro quer nesse momento de inverno nos mercados no exterior.

Novamente, questão de oferta e demanda, se vem muito dinheiro do estrangeiro para a bolsa, o preço das ações sobe e as empresas passam a negociar em valuations mais altos realmente.

Com a oportunidade que as empresas brasileiras têm em suas mãos, elas devem negociar com prêmio sobre seu pares emergentes. Se temos um governo liberal, uma economia que vem de um de seus piores ciclos da história e nenhuma pressão inflacionária, estamos falando de uma oportunidade que não vemos lá fora, onde grandes players estão em final de ciclo.

Outro ponto sobre esse assunto é uma questão de dívida das empresas. Se estamos falando de uma selic a 5%, estamos falando também de redução do custo da dívidas das empresas. Se imaginarmos que tínhamos 14,25% ao ano poucos anos atrás, com um novo patamar de taxa de juros, automaticamente deve vir um novo patamar de múltiplos.

Crescimento de lucros

Por fim, podemos falar das empresas propriamente dito. Para contextualizar, devemos imaginar que o universo de empresas da bolsa ainda é muito restrito, com aproximadamente 400 empresas. O alto custo de listagem e manutenção faz com que na bolsa estejam apenas as melhores empresas do país.

Essas vencedoras passaram por uma das piores crises econômicas do Brasil em um exercício de administração de empresas extremamente exemplar. Elas ficaram enxutas, melhoraram processos e agora estão prontas para retomar o crescimento.

Note que os dois tópicos citados anteriormente se tratam apenas de uma mudança na forma de investir e na forma com que o investidor estrangeiro olha para o Brasil. Este tópico, no entanto, fala das grandes estrelas da bolsa.

Como dito, passamos por uma crise em que o crescimento de PIB nesta década foi próximo de zero. Isso não significou, no entanto, que as empresas também não tiveram crescimento de lucro.

As grandes vencedoras foram capazes de fazer suas manobras para que conseguissem entregar crescimento de lucro, mesmo com todo esse ambiente hostil. Agora estão com capacidade produtiva ociosa e estoque de mão de obra abundante.

As nossas empresas da bolsa poderão então passar a produzir sem aumentar seus custos fixos e aumentando pouca coisa o custo variável, visto a abundância de mão de obra barata. É a chamada alavancagem operacional.

Nossas empresas já mostraram que são capazes de entregar crescimento de receita. Com o crescimento de PIB dando as caras, as receitas continuarão a crescer, só que em ritmo mais acelerado. Como o custo fixo continuará o mesmo e o variável aumentará pouco, o lucro será exponencial.

Para coroar a questão de lucro das empresas, a diminuição do custo da dívida melhora o resultado financeiro, o que faz com que o lucro se multiplique ainda mais.

Conectando os pontos, no longo prazo, o preço das ações acompanha o lucro das empresas. Assim sendo, crescimento de lucro significa preço das ações para cima. Some isso aos outros dois tópicos acima e temos a oportunidade de finalmente decolarmos.

Conclusão

No final, tudo se trata de oferta e demanda. Como foi dito, a bolsa brasileira deve ganhar um número expressivo de investidores, tanto brasileiros, quanto estrangeiros. Com mais pessoas entrando na bolsa, a demanda por ações aumenta, o que gera uma alta no preço das mesmas.

É inegável a oportunidade que temos a frente. A bolsa definitivamente é o melhor ativo para surfar a recuperação da economia. Você até pode pegar essa recuperação com ágios nos títulos de renda fixa, a medida que as taxas de juros forem abaixando. No entanto, o crescimento de lucros, alavancagem operacional e reclassificação de múltiplos, só a bolsa pode lhe oferecer.

Como já dito no início, isso não significa, no entanto, que você deve migrar 100% do seu capital para a renda variável. Se informe, busque oportunidades de aprendizado e só então tome sua decisão.

É sempre importante lembrar: “No Brasil até o passado é incerto”.

 

 

Renda Fixa e Renda Variável: Entenda as diferenças

Renda fixa e renda variável são os dois extremos no mundo dos investimentos. Mas afinal, quais são as diferenças?



A principal diferença é que no caso da renda fixa, quando você compra um título, você sabe que ao vencimento do título, receberá uma quantidade maior do que investiu.



No caso da renda variável, você investirá, mas não terá nenhuma garantia de lucro.



Antes que você conclua que a renda fixa é melhor do que a renda variável, vamos a uma explicação.



Não existe almoço grátis

O mundo dos investimentos é feito da relação de risco x retorno. Os títulos de renda fixa são menos arriscados, uma vez que eles têm a garantia de pagar uma quantia ao investidor.



No caso das ações, investimento de renda variável, não existe garantia alguma, não existe prazo de vencimento e elas inclusive podem ir a zero. Parece um cenário horrível.



No entanto, imagine que compramos ações de uma determinada empresa por R$10,00. Algum tempo depois essa empresa declara falência e suas ações passam a valer zero.



Se fizermos as contas, o investidor terá perdido 100% de seu investimento. Essa é a perda máximo que você pode ter, mas e o ganho? A ação pode ir ao infinito, consequentemente, seus ganhos também.



Então o máximo que perdemos é 100%, mas podemos multiplicar nosso patrimônio em 5, 10, 100 vezes. Essa é a vantagem da renda variável.



Afinal, qual é melhor?

Não existe resposta para esta pergunta. Cada pessoa terá que pesar por seu perfil de risco se vale a pena arriscar muito para ter a oportunidade de ganhar muito mais ou se o mundo da renda fixa se encaixa melhor, onde por mais que os ganhos sejam pequenos, quase sempre eles são garantidos.



Existem casos isolados em que as empresas que emitiram títulos de renda fixa não conseguem arcar com suas dívidas e então deixam de pagar os investidores. Tais casos acontecem pouquíssimas vezes, uma vez que existe um estudo por trás da situação da empresa antes de o título ser lançado na plataforma.



No entanto, vale sempre estudar antes de fazer o investimento seja em renda fixa, seja em renda variável. Por vezes a falta de volatilidade pode ser confundida com ausência de riscos, o que não é uma verdade.



Saiba mais sobre as diferenças entre renda fixa e renda variável assistindo à nosso vídeo educacional.



 

 

O que é análise fundamentalista?

A análise fundamentalista é uma abordagem muito utilizada na análise de ações, mas que também se encaixa para títulos, fundos imobiliários e diversos outros ativos financeiros.



Essa escola de análise busca entender todas as interações de uma determinada empresa com os mais diversos interessados.



Assim sendo, a análise fundamentalista estuda o mercado no qual a empresa está inserida, seus concorrentes, seus clientes, seus fornecedores, seus controladores e mais alguns outros aspectos.



Através desta análise, o investidor visa chegar à conclusão se vale a pena ou não comprar ações da empresa. Em geral, busca-se um valor justo, que é o que a empresa deveria valer e o compara com o preço que ela está sendo negociado na bolsa de valores. Caso o preço de tela seja muito abaixo do valor, faz sentido comprar a ação e esperar que esse gap se feche.



Dentro do universo da análise fundamentalista, existem algumas formas de se decidir se vale a pena ou não o investimento.



Análise de múltiplos

A análise de múltiplos compara os números de uma determinada empresa com outras do mesmo setor, a fim de observar se existe ou não desconto naquela ação.



Existem diversos múltiplos de mercado, como preço/lucro, valor da firma/EBITDA e preço/valor patrimonial, apenas para citar alguns. Cada investidor irá decidir quais múltiplos mais se aplicam para cada empresa.



A análise de múltiplos só deve ser feita entre empresas dos mesmo setor, uma vez que empresas de diferentes setores têm dinâmicas diferentes. Assim sendo, faz sentido uma varejista ter o índice preço/lucro maior do que uma distribuidora de energia elétrica, uma vez que ela tem mais perspectiva de multiplicação de lucro, por conta de sua dinâmica setorial.



O problema da análise de múltiplos é apenas uma análise relativa, de comparação de uma empresa com a outra. Muitas vezes observamos empresas sendo negociadas acima de um múltiplo considerado bom para o setor, mas por conta de merecer ser negociada com este prêmio.



Por exemplo, uma empresa que entrega crescimento de lucro consistentemente e tem um bom time de gestão, deve mesmo negociar com prêmio para uma que não tem estas características. Desta forma, a análise de múltiplos não consegue captar esses pontos, o que faz com que o investidor que utiliza apenas esta abordagem, erre muitas vezes em seus investimentos.



Análise quantitativa

A técnica de valuation busca chegar a um preço justo para determinada ação. Para se chegar a esse preço justo, é necessário um profundo conhecimento da empresa e do setor, a fim de se conseguir projetar quais serão os fluxos de caixa futuros aproximado.



Através dessas estimativas, é possível chegar a um valor justo para a empresa e então compará-lo com o preço de tela. Se houver uma diferença razoável do preço para o valor, é interessante comprar a ação.



Essa técnica exige um profundo conhecimento de negócio do investidor, bem como noções básicas de matemática financeira. A questão é que por mais que o investidor seja muito competente nesses dois assuntos, nada garante que ele chegará a um valor justo que faça sentido.



Isso porque a técnica de valuation envolve considerar premissas futuras, que por denominação, estão no futuro, que é incerto e impossível de se prever.



Análise qualitativa

Essa abordagem de análise tenta focar nos aspectos intangíveis da companhia. Através da análise do time de gestão, o mercado da empresa, seus concorrentes e a dinâmica dos clientes, os investidores tentam entender se vale a pena ou não o investimento na companhia, sem tentar prever o futuro, sem fazer estimativas de valor justo.



Aqui a questão é quase de fé. Compra-se uma ação, sem saber quanto ela deveria subir e apenas espera-se que o time de gestão faça o seu trabalho e aumente o lucro da empresa, o que faz com que o preço das ações também acompanhe a escalada.



Por mais que possa parecer uma abordagem sem muita técnica, a análise qualitativa é de extrema importância e muito difundida entre muitos investidores. Isso acontece pois ela captura aspectos que a análise de múltiplos não consegue, como diferenças entre gestão e capacidade de geração de valor para clientes.



Além disso, ao contrário da análise quantitativa, onde prever o futuro é uma habilidade requisitada, a análise qualitativa busca entender as muitas interações que a empresa tem, a fim de imaginar cenários em que ela cresceria.



Qual é a melhor?

Essa é uma pergunta impossível de se responder, visto que cada investidor irá se dar melhor com uma. A questão deve ser sempre identificar o que dá certo para você.



Uma boa análise de uma empresa passa por todas as três abordagens. É interessante entender se a empresa negocia com desconto para seus pares e em caso positivo, entender o motivo deste desconto através da análise qualitativa.



É importante também transformar essa história em números, para entender o que está embutido no preço da ação hoje e qual o valor justo que ela terá caso entregue um crescimento que você está estimando.



A partir destas três abordagens, será possível saber se investir naquela ação vale a pena ou não, segunda a análise fundamentalista.

 

 

 

 

O que são ETFs?

Os Exchange Traded Funds, também conhecidos como ETFs ou fundos de índices são uma classe de ativos muito difundida no exterior, mas que ainda engatinha no Brasil.

O que são os ETFs?

Os fundos de índice são fundos que funcionam como uma cesta de ações, que fazem parte de algum índice. Assim sendo, um ETF do Ibovespa terá como composição as 66 empresas que fazem parte do Ibovespa, ponderadas pelo peso que cada uma tem na carteira teórica do índice.

Essa ainda é uma indústria pequena no universo subdesenvolvido de renda variável no Brasil. No entanto, os ETFs significam uma importante parte da alocação em renda variável.

Os ETFs podem ser dos mais diversos índices e setores. Existem os mais famosos, que seguem os principais índices da bolsa, como Ibovespa, Small Caps, S&P500 e Russell 2000.

Existem ainda os mais incomuns, que são expostos a determinado público alvo. Nos EUA existe um ETF que contém apenas empresas que são expostas à geração millennial. Recentemente também foi criado um ETF que conterá apenas empresas que não utilizam exploração animal ou que não participam do mercado de combustíveis fósseis e agroquímicos.

Vantagens

A principal vantagem que existe ao se investir via ETF é a diversificação. Como o ETF segue um índice, que geralmente é composto de um bom número de empresas, o investidor automaticamente estará diversificando seus investimentos.

Outra grande vantagem que existe ao investir nos fundos de índice é a baixa taxa de administração e a ausência da taxa de performance.

A taxa de administração geralmente está na faixa de 0,3% a 0,6%, enquanto que nos fundos de gestão ativa essa taxa pode ir até 4% em alguns casos.

No caso da taxa de performance, ela não existe pois como o fundo segue um índice, não existe benchmark a não ser ele mesmo.

A diferença irá aparecer principalmente no longo prazo, onde as taxas cobradas ao longo dos anos no fundo irão significar uma parcela maior do capital acumulado.

Por fim, vale dizer que os ETFs são a classe de ativos favorita dos apreciadores da teoria dos mercados eficientes. Basicamente, essa teoria diz que é impossível uma carteira de gestão ativa bater o mercado consistentemente no longo prazo.

Dito isso, seria impossível os fundos de ações convencionais baterem seus benchmarks. Também não faria sentido pagar taxa de administração e performance, sendo que no longo prazo esse é um jogo que você perde.

Assim sendo, os adeptos desta teoria acreditam que os ETFs são a melhor classe de ativos para se investir.

Saiba mais sobre os ETFs assistindo à nosso vídeo educacional.


 

 

 

 

Conheça os principais proventos do mercado de ações

Quando investimos em ações, ganhamos dinheiro com a alta das mesmas e também com os proventos distribuídos.

Os dividendos e os juros sob capital próprio são os as duas principais formas proventos monetários que existem para as ações.

Dividendos

Os dividendos nada mais são do que os lucros da empresa sendo distribuídos aos seus acionistas. Quando compramos uma ação, nos tornamos sócios de uma organização que visa o lucro. Quando este é auferido, temos direito, como donos do negócio, a uma parte deste lucro.

É interessante dizer que não necessariamente todo o lucro da empresa será distribuído. Em diversos momentos fará mais sentido a organização escolher por reter boa parte dos lucros, para que possa investir, objetivando um lucro ainda maior no futuro.

Na busca por empresas boas pagadoras de dividendos, podemos observar o ciclo de vida que essa empresa se encontra. Ela é uma empresa jovem, em um mercado ainda pouco desenvolvido e que apresenta ou tem a perspectiva de apresentar ótimas oportunidades? Caso a resposta seja positiva, isso pode indicar que ela irá reter boa parte de seus lucros, caso haja algum.

No entanto, se sua empresa já for madura, em um mercado estável e previsível, ela poderá distribuir uma maior parcela do lucro.

A porcentagem do lucro que a empresa irá distribuir é chamada de payout. No Brasil, o payout mínimo é de 25% do lucro líquido do ano contábil. Isso quer dizer que se a empresa apresentar lucro líquido de R$100 milhões, ela será obrigada a distribuir, no mínimo, R$25 milhões em forma de dividendos.

Um fato muito importante sobre os dividendos é que eles são líquidos de IR para o acionista. Isso acontece porque o imposto de renda já foi pago pela empresa, sobre o lucro total dela.

Juros sobre capital próprio

O JCP é a outra forma de provento em dinheiro que os detentores de ações podem receber.

O JCP é uma forma que a empresa tem para remunerar seus acionistas. Isso quer dizer que o pagamento deste provento independe de a empresa ter lucro ou não. Tal fato também quer dizer que se empresa tiver lucro, não necessariamente a empresa irá distribuir os JCP, apesar de ser obrigada a distribuir os dividendos.

Os juros sobre capital próprio, no entanto, são uma boa arma para a empresa, que além de satisfazer seus acionistas, remunerando-os monetariamente, tem a oportunidade de pagar menos imposto ao distribuir este provento.

Isso acontece por conta da estrutura contábil das empresas. O imposto de renda incide sobre o lucro antes do imposto de renda (LAIR). Para se chegar no LAIR, todas os custos e despesas da empresa precisam ser deduzidos de suas receitas. Assim sendo, o JCP entra na estrutura contábil como uma despesa, o que diminui o LAIR e assim a empresa tem a alíquota incidindo sobre um lucro menor.

Enquanto a empresa consegue escapar da tributação nesta distribuição de proventos, o acionista não tem essa possibilidade. Sendo assim, incide sobre o juros sobre capital próprio uma alíquota de 15% sobre o IR. Esse imposto já é deduzido na fonte, com o valor líquido sendo creditado na conta do acionista.

Conclusão

Quer conhecer as principais empresas pagadoras de proventos no mercado de ações brasileiro? Conte com a assessoria de investimentos da BlueTrade.

Saiba mais sobre os proventos assistindo aos nossos vídeos educacionais sobre dividendos e juros sob capital próprio.



 

 

5 dicas para escolher um fundo de investimento

Com uma infinidade de fundos de investimentos disponíveis nas plataformas, pode ser difícil para algumas pessoas escolherem em qual deles colocar seu dinheiro.



Pode ser que fiquemos tentados a escolher o fundo que melhor performou no ano ou então aquele que tem o gestor mais famoso.



Pode não ser uma boa estratégia, uma vez que muitas vezes um acerto isolado de investimento pode ter feito a performance do fundo ser anormal em determinado ano e ter feito seu gestor famoso.



Abaixo temos algumas dicas para que você consiga escolher um bom fundo de investimentos.

 

1. Descubra seu perfil de investidor

Não adianta investir em fundo de ações se você não suporta ver oscilações em sua cota diária. As empresas obedecem a ciclos empresariais, os quais duram meses e não dias.



Desta forma, as oscilações diárias das ações e consequentemente das cotas dos fundos, pouco dizem sobre o longo prazo. Portanto, esqueça a cota diária e foque na mentalidade de longo prazo do seu gestor. Caso ache que ações são muito arriscadas, opte por um fundo multimercado ou de renda fixa.



2. Descubra quem são os gestores e analistas

Eles estarão representando você e o seu dinheiro. Desta forma, você deve conhecê-los profundamente. Graças à tecnologia, hoje em dia ficou fácil descobrir mais sobre as trajetórias profissionais dos gestores e analistas.



O próprio site da gestora costuma constar com essas informações. Uma busca no LinkedIn também ajuda. O objetivo é entender se o gestor é experiente, se já trabalhou em bons lugares e se tem reconhecimento na área.



 

3. Olhe a performance histórica

O fundo é vencedor no longo prazo? Lembre-se que não adianta o fundo ter apenas um bom histórico recente. Isso pode ser um acerto de tese, exagero no tamanho da posição, que depois se revelou vencedora.



Um fundo ter uma boa performance recente diz pouco. É interessante olhar horizontes de tempo maiores, pois eles nos dão maior noção de como o gestor performou em tempos de crise e também em tempos de bull market.



Não é necessário dizer para fugir dos fundos que nunca performaram bem. Se em um horizonte de 10 anos o fundo nunca bateu seu benchmark, pode ser um sinal de que existem fundos melhores na indústria.



4. Procure clareza dos gestores

O fundo tem clareza em todos os seus momentos? Os gestores aparecem quando estão perdendo? Procure por fundos que tenham bons materiais informativos, que se comuniquem com os cotistas através de cartas.



As cartas são uma ótima maneira de entendermos o que está se passando na cabeça dos gestores. Se o seu fundo não tem nenhuma carta ou material informativo, de que forma você saberá no que ele está investindo?



 

5. Procure saber se o fundo é homologado

Pesquise sobre a regulamentação do fundo, buscando saber se o mesmo é homologado na CVM e na ANBIMA. Em geral você consegue descobrir essas informações apenas navegando pelo site da gestora do fundo.



Procure sempre pelo selo da ANBIMA no rodapé do site do seu fundo. Em tempos de pirâmides financeiras, é sempre interessante ter a certeza de que o seu fundo é de confiança.

 

 

O que são fundos imobiliários?

Os fundos de investimentos imobiliários se mostram cada vez mais como uma alternativa ao investimento em imóveis.



O que são FIIs

Os FIIs são veículos de investimentos em imóveis. Um fundo imobiliário capta dinheiro dos cotistas para então fazer investimentos em imóveis ou títulos de renda fixa lastreados no mercado imobiliários, como CRIs e LCIs.



Quando adquirimos cotas de um FII, estamos nos tornando proprietários de uma pequena parte de um imóvel. Este imóvel é alugado e então recebemos uma parte do aluguel, proporcional à quantidade de contas que detemos.



Como o fundo tem uma grande quantidade de capital, ele investe em grandes imóveis, como shoppings, galpões logísticos, prédios corporativos, dentre outros grandes empreendimentos.



A rentabilidade com esse tipo de investimento vem dos aluguéis mensais recebidos e também pela valorização das cotas na bolsa de valores.



Vantagens

A primeira grande vantagem de se investir em FIIs é a isenção fiscal para pessoas físicas. Desta forma, toda a receita que você tiver com os proventos distribuídos pelo fundo vai diretamente para você, sem que a tributação lhe tira uma porcentagem desse ganho.



Outro ponto interessante na vantagem de se investir nos FIIs, é que o investimento inicial pode ser bem baixo. As cotas em geral são negociadas por volta de R$100,00. Desta forma, conseguimos estar diretamente expostos ao mercado imobiliário, com um valor inicial bem baixo.



Fazendo um paralelo, seria impossível comprar algum imóvel apenas com este valor inicial. O custo de um imóvel físico em geral é bem alto e além disso você pode incorrer em custos adicionais com manutenção e corretagem de aluguel.



Outra vantagem dos fundos imobiliários é fato de que um gestor profissional e especializado em imóveis tomará conta do seu dinheiro. Pode não parecer de imediato, mas a administração de um imóvel, principalmente na proporção dos imóveis que os FIIs investem, exige dedicação intensa.



Negociação de contratos, reformas e análise de crédito dos inquilinos não são tarefas triviais e contar com um gestor especializado no mercado imobiliário é uma vantagem e tanto.



Se grande parte do seu capital estiver alocado em imóveis físicos, dificilmente você conseguirá realizar um bom negócio se precisar vendê-lo às pressas. Mesmo que consiga, isso deve levar no mínimos algumas semanas para ser concretizado.



No caso dos fundos, como eles são negociados em bolsa, a liquidez é imediata, o que faz com que você consiga se desfazer de suas posições de forma rápida, sem perder muito dinheiro.



Conclusão

Se interessou pelos fundos imobiliários? Saiba que eles são negociados na B3 e podem ser adquiridos diretamente pelo home broker. Caso queira saber quais são os melhores FIIs do mercado, contate um assessor BlueTrade.



Saiba mais sobre os fundos de investimentos imobiliário assistindo à nosso vídeo educacional.


 

 

Como funciona a tributação dos fundos de investimentos?

A tributação dos fundos de investimentos é um assunto que por vezes pode parecer de difícil assimilação, uma vez que existem diversas formas de tributação quando investimos em fundos de investimentos.

A tributação incide de maneiras diferentes para os diferentes tipos de fundos. Sendo assim, fundos de ações têm uma característica de incidência, enquanto que o restante dos fundos têm outra.

Dentro desta categoria que tem uma tributação diferenciada dos fundos de ações, existe ainda a divisão entre fundos de curto prazo e fundos de longo prazo.

Fundos de Ações

A tributação para os fundos de ações é a mais simples deste sistema. Assim como acontece com o investidor pessoa física que opera ações, o imposto de renda incidente será de 15% sobre o lucro, independentemente do prazo de investimento.

Vale notar que o investidor pagará imposto de renda apenas se ele obtiver lucro, líquido das taxas que sejam incidentes no investimento. Sendo assim, a alíquota de 15% irá incidir sobre o lucro líquido do investidor.

Um outro ponto a se destacar, é que a depender do prazo do investimento, o investidor pode ainda ter de pagar IOF, imposto que explicaremos mais a frente.

Tipos de fundos

Os fundos de investimentos que não são fundos de ações – exemplo: fundos de renda fixa, multimercado e cambiais – são divididos em duas categorias, a depender das características de suas carteiras.

Assim sendo, caso o fundo tenha uma carteira de investimentos com títulos com vencimento médio inferior a 12 meses, ele é caracterizado como fundo de curto prazo. Caso o vencimento médio dos títulos seja maior do que 12 meses, ele entra na categoria de fundos de longo prazo.

Fundos de curto prazo

Para os fundos de curto prazo, ou seja, fundos que tenham em suas carteiras títulos com vencimento médio inferior a 12 meses, a alíquota de IR incidente irá ser de 22,5% caso o resgate seja feito em até 180 dias a partir da aplicação ou 20% se o resgate foi superior a 180 dias.

Fundos de longo prazo

Caso o fundo tenha em sua carteira, títulos com vencimento médio superior a 12 meses, ele se encaixa na categoria de fundos de longo prazo. Com isso, a alíquota de IR irá variar conforme a tabela regressiva, a mesma que é aplicada em investimentos de renda fixa, que vai de 22,5% até o mínimo de 15%.

Exemplo

Assim sendo, se você investir em um fundo multimercado, cuja classificação seja um fundo de longo prazo e deixar seu dinheiro investido por um ano e quatro meses, a alíquota incidente de IR será de 17,5% sobre o lucro que você obteve.

IOF

O Imposto Sobre Operações Financeiras também pode incidir sobre o investimento em fundos. O IOF incide sobre as aplicações apenas se o resgate do investimento for feito dentro de 30 dias.

A alíquota do IOF é regressiva, começando em 96% caso o resgate seja feito um dia após a aplicação e caminha para 3% caso o resgate seja feito no vigésimo-nono dia.

Come Cotas

Um aspecto importante a se tratar é que, exceto para os fundos de ações, existe um adiantamento da tributação dos fundos que é chamado de come cotas. Como este é um assunto extenso, ele será tratado em um outro artigo.

Conclusão

Algo importante a ser dito é que tanto para o caso do Imposto de Renda, quanto do IOF, a incidência da alíquota é apenas sobre o que o investidor obtiver de lucro.

Após esta explicação, esperamos que a tributação para os fundos de investimentos esteja mais clara para você investidor. Existem algumas regras que devemos nos atentar, mas que possam a ser mais fáceis de se assimilar conforme formos convivendo com elas.

Saiba mais sobre a tributação nos fundos de investimentos assistindo à nosso vídeo educacional.


 

 

O que são debêntures?

As debêntures são títulos de renda fixa privada, emitidos por empresas que desejam financiar algum tipo de investimento.

Como funciona

As empresas muitas vezes precisam de capital para suas atividades operacionais do dia a dia. Elas também podem precisar do capital para realizar novos investimentos.

Como a quantidade de dinheiro demandada é muito grande, seria inviável o banco realizar essa operação de crédito para a empresa, uma vez que isso o prejudicaria em termos de liquidez e concentração.

Assim sendo, o banco ajuda a empresa a buscar esse capital com investidores no mercado. Desta forma, o banco estrutura a operação e leva ao mercado, para que a empresa consiga captar o que necessita para o investimento.

Após essa operação, a empresa se compromete a devolver o dinheiro captado, corrigido por juros para os investidores.

Vale dizer que existem dois tipos de debêntures, as comuns e as incentivadas.

Incentivadas

As debêntures incentivadas são exclusivas para empresas que irão realizar investimentos de infraestrutura, como portos, linhas de transmissão de energia e estradas.

Como as atividades de infraestrutura são de extrema importância para a economia, o governo incentiva que as empresas realizem esses investimentos. Esse incentivo vem na forma de isenção de IR para pessoas físicas que invistam em debêntures.

Dessa forma, a empresa consegue captar mais fácil o dinheiro com pessoas físicas e conseguem realizar mais investimentos, fazendo a economia do país rodar.

Comuns

As debêntures comuns não têm nenhuma característica singular. Debêntures comuns podem ser emitidas por qualquer empresa, seja qual for o objetivo do investimento a ser realizado.

Para essa modalidade, o imposto de renda é o comum da renda fixa, via tabela regressiva.

Conclusão

Por serem títulos de crédito privado e contarem com uma duração mais longa, as debêntures geralmente apresentam taxas de retorno bem atrativas.

Investir em debêntures é o mesmo que emprestar seu dinheiro para as maiores empresas do país para que as mesmas consigam realizar seus projetos de investimentos.

Por último, as debêntures são uma ótima oportunidade de investimento se bem encaixada dentro de uma carteira. Ela é uma ótima forma de acessar o mercado de capitais, buscando retornos mais altos do que em outros títulos de renda fixa.

Saiba mais sobre as principais taxas cobradas em fundos de investimentos assistindo à nosso vídeo educacional.