O impacto do coronavírus nos seus investimentos

Após um longo feriado de carnaval no Brasil, o mercado financeiro retomou suas atividades no vermelho, com o Ibovespa fechando o pregão nesta quarta-feira de cinzas com queda de 7%. 

Este é o reflexo de dois dias fechados para negociação, enquanto o mundo morria de preocupação com o coronavírus se alastrando por países de ásia e europa. O que começou como uma preocupação apenas chinesa, se tornou um problema mundial em meados de fevereiro e agora o mercado definitivamente entrou em pânico com a doença se alastrando mundialmente. 

O investidor que vê o mercado caindo deste jeito pode acreditar que houve alguma quebra de fundamento e que a tese de investimento agora é outra. Mas calma lá, não é assim que a banda toca…

Impacto na economia

Certamente o coronavírus deverá trazer impactos para a economia mundial. Este fato, que antes era um dúvida, passou a ser praticamente uma certeza. A dúvida agora é estimar qual será o real impacto e se o crescimento mundial está ameaçado durante todo o ano de 2020 ou se isso trará impactos apenas no primeiro trimestre. 

A verdade é que a epidemia já causou estragos na economia chinesa. O tráfego em estações de metrô, aeroportos e shoppings despencou a um patamar inimaginável. A economia chinesa sofrerá bastante ao longo do próximos meses para se recuperar deste tombo. 

Com a China não é uma ilha, apenas o fato de a epidemia ter causado estragos na economia chinesa já seria um ponto de preocupação para o restante do mundo, uma vez que as relações comerciais diminuem em momentos assim. Se a produção chinesa paralisa, o resto do mundo é afetado.

A questão neste momento é que países como Coréia do Sul, Irã e Itália também registraram diversos casos da gripe ao longo dos últimos dias, o que espalhou medo pelo mercado. 

A primeira leitura no surgimento da doença, no final do mês de janeiro, é que o mercado em geral se recupera rápido destes tipos de surtos. E a primeira onda foi justamente isso, uma queda com rápida recuperação dos mercados. 

O principal motivo para isso foi a crença de que as autoridades chinesas se moveriam rapidamente para conter a doença e eliminá-la sem que a mesma pudesse se tornar uma pandemia. 

As coisas caminharam relativamente calmas ao longo de fevereiro, com casos esporádicos ao redor do mundo, mas nada que causasse muito medo. 

O panorama, no entanto, se provou demasiadamente diferente do imaginado. Enquanto o brasileiro pulava carnaval, o mundo se chocava com milhares de casos sendo registrados também fora das fronteiras chinesas. 

O vírus se mostrou forte o suficiente para passar a alarmar também os países ocidentais e quando isso acontece, o mercado para de ignorar e isso causou o grande sell-off que enxergamos nos últimos dias. 

Com tudo isso, diversos voos foram cancelados, hotéis foram isolados e fechados para novas reservas e mais algumas cidades ao redor do mundo passarão a funcionar em modo de emergência, até que seja possível o retorno às atividades normalmente. 

Veja que estou sim considerando que o coronavírus irá impactar a economia global. 

Se um vírus para os países do sudeste asiático e da Europa, ele influencia todo o comércio global. Quem está dizendo isso é o FMI, que já reduziu a projeção de crescimento mundial em 2020 de 3,3% para 3,2%. 

Agora, é importante ressaltar também que as autoridades não ficarão paradas esperando que uma solução apareça de repente. Diversos países já anunciaram estímulos econômicos, seja através de quedas de juros ou injeção direta de dinheiro na economia.

Essas medidas buscam salvar o ano de muitos países ainda no primeiro trimestre. 

Enxergamos recentemente o título público de 10 anos dos EUA caindo de 1,47% para 1,35%, dado o aumento de demanda que houve. Ora, se existe uma crise mundial, o mais racional é realmente partir para o lugar mais seguro do mundo economicamente falando, que é os EUA. 

O reflexo do coronavírus

Antes do coronavírus surgir no final do mês de janeiro, existiam algumas narrativas críveis para as situações econômicas de diversos países no mundo. 

Uma dessas narrativas diziam que os EUA haviam encerrado seu corte de juros e o foco passaria a ser somente as eleições presidenciais que ocorrem em novembro. A Europa por sua vez, seguia em sua lenta tentativa de tirar sua economia do buraco. 

Depois dos fatos que aconteceram, a narrativa passou a ser bem diferente, com pacotes de incentivos sendo oferecidos por governos europeus de forma mais contundente. 

Além disso, já existe gente importante projetando dois cortes adicionais na taxa de juros americana pelo FED. 

Faz sentido. Donald Trump não pode de forma alguma ver sua economia declinando tão próximo à sua reeleição. Não serão poupados esforços de sua parte para que o crescimento continue. Não pode ser descartado, além deste incentivo monetário através dos cortes de juros, também um incentivo fiscal da economia americana. 

Se no futuro próximo tivermos dois cortes na taxa de juros pelo FED, haverá um fluxo de dinheiro saindo dos EUA e indo para a Europa, onde existirão taxas mais atrativas em títulos de dívida privada. Esse fluxo maior de capital para a Europa tem o potencial de reacender sua economia, sem que isso prejudique os EUA, que tem um saldo gigantesco de rentistas internacionais que não o interessa muito. 

Some a isso os estímulos já prometidos pelos governantes europeus, podemos ter uma boa saída para a economia ocidental em 2020. 

Não é motivo de comemorar, não dá para dizer que vai acontecer, mas também não é o fim do mundo. As coisas podem se desenrolar para um lado positivo. 

E o Brasil

Assim como a China não é uma ilha, a característica também se estende ao Brasil. O impacto nas relações comerciais devem sim afetar, mesmo que minimamente, terras tupiniquins. 

Os principais afetados deverão ser as empresas aéreas e as exportadoras, como commodities e frigoríficos. 

Como o coronavírus se tornou um problema global, perto de se tornar uma pandemia, as viagens devem diminuir bastante nas famílias brasileiras. A crise mais séria na China também diminui a atividade industrial, forte importadora de commodities, em especial as mineradoras e siderúrgicas. 

Ademais, mesmo que tenhamos tido hoje (26), a confirmação do primeiro caso de paciente infectado no Brasil, as coisas tendem a não mudar muito, por enquanto. 

O panorama ainda segue tranquilo nas américas e os EUA estão passando relativamente intactos por esta crise. Inclusive, se realmente se materializar as quedas de juros nos EUA, teremos um cenário extremamente positivo para o Brasil, que verá seu diferencial de juros aumentar novamente em relação aos Estados Unidos. 

A tese estrutural permanece intacta por aqui. Ainda gostamos bastante de bolsa e juro longo, que paga um excedente de IPCA bem atrativo em títulos do governo e corporativos. 

O crescimento de lucro corporativo no Brasil pelos próximos dois anos tem potencial para ser algo próximo de 20%, enquanto nossa média é de crescimento de 10% ao ano e no restante do mundo esta medida fica na banda entre 7% e 9%. 

Ainda acreditamos fortemente na recuperação do grau de investimentos até o final de 2021. O selo dado pelas agências de riscos é game changers na relação que o país terá com o investidor estrangeiro e o desenvolvimento do mercado de capital como via de financiamento privado. 

Uma queda de 7% na bolsa assusta, mas não machuca. Já era o esperado. O melhor a se fazer no momento é aguardar. A crise do coronavírus não atrapalha em muita coisa a visão de longo prazo. 

E acredite, há de se acreditar em olhar apenas o longo prazo. Ganhar dinheiro em prazos dilatados já não é a coisa mais fácil do mundo. Fazer isso no curto prazo então, é quase impossível e se reserva apenas a uma porcentagem ínfima da população. 

Conclusão

Dito tudo isso, é importante acalmar os nervos e não apertar o botão de venda no home broker ou mesmo pedir para que seu broker faça isso por você. 

O momento é de ter calma e enxergar acima do curto prazo. Se houver algum novo fato que mude o call estrutural, estaremos aqui para informá-lo. 

Por ser um crise aguda e estarmos no meio da tempestade, também não é a hora de aproveitar a queda para comprar mais. É um momento de mais cautela, de saber que a bolsa ainda pode esticar mais para baixo, antes de voltar a subir. 

Por fim, gostaria de retomar aqui um trecho de uma publicação do dia 19 de dezembro: 

“Olha, é muito otimismo, inclusive para mim. É até provável que de tudo que falei acima, algumas coisas não se mostrem verdadeiras, mas nada que atrapalhe a tese. 

Mas se algo inesperado ocorrer a ponto de anular a tese de investimentos, é necessário que estejamos preparados. Por conta disso sugiro uma alocação de 5% em ativos que nos protegem em um cenário que as coisas saiam dos trilhos.”

Na ocasião, eu falava sobre a importância de se ter 5% da carteira em proteções como ouro, dólar e opções de venda. Os três serviriam igualmente, de modo que o melhor seria ter um pouco de cada. 

Na época ainda não havíamos tido crise entre EUA e Irã ou Coronavírus. E não estou vindo aqui falar para me gabar de ter acertado tais eventos. Até porque seria impossível acertar isso, visto que foram cisnes negros. Os especialistas em conflitos geopolíticos e os melhores cientistas do mundo não teriam acertado também. 

Cisnes negros, por definição, são impossíveis de se prever. E eu não consigo te dizer se teremos outro até o final de 2020. Mas e se tivermos? 

Quem seguiu a risca e alocou 5% do portfólio em dólar, ouro e puts de Ibovespa, certamente sofreu menos em um dia como hoje. 

E quem garante que não teremos outros dias como hoje ao longo do ano? As proteções são muito importantes para um portfólio equilibrado. Mas não adianta pegar o telefone amanhã pela manhã e pedir para que seu assessor ou private banker compre proteções para você. 

A oportunidade, dessa vez já passou. O ouro e o dólar tiveram altas gigantescas ao longo da últimas semanas, a ponto de não mais justificar alocação nestes ativos no curtíssimo prazo. 

Mas pode acreditar que novos problemas globais acontecerão. Quando menos esperarmos, acordaremos com alguma manchete bombástica que irá nos fazer assistir a uma queda vertiginosa da bolsa. Da próxima vez, você também estará preparado?

Insights: porque você também deveria investir em ações

Existe uma sina no universo do mercado financeiro de que, pessoas com perfil conservador não deveriam investir em renda variável.

Esta regra parece ser marcada na pedra, visto que dificilmente encontramos pessoas que se dizem conservadoras com algum percentual da carteira em ações.

Não que eu concorde com tal afirmação, inclusive acho justamente o contrário. Mas vivemos no Brasil e sabe, tudo bem não ter renda variável na carteira quando se consegue uma rentabilidade de 15% ao ano em renda fixa. Com isso, dobramos nosso capital a cada cinco anos, nada mal!

Quis o destino, no entanto, que os ventos daqui passassem a soprar em outra direção. Em 2017 tivemos o início de um Brasil reformista, que busca cortar gastos públicos e acabar com os privilégios dos grupos mais favorecidos, como uma taxa de juros de longo prazo a custo de banana para as grandes corporações, enquanto o pequeno empresariado tinha de captar recursos a uma taxa de 20% ao ano no mercado.

As reformas que já foram postas em prática, juntamente à uma mudança de mindset nos principais órgãos econômicos do país, como Ministério da Economia, Banco Central e BNDES, possibilitaram que a Taxa Selic caísse ao seu patamar mais baixo da história, aos 4,25% ao ano.

E acredite, eu também não sou do time do “a renda fixa morreu”. Se eu acho que um portfólio inteligente e bem montado deve ter renda fixa? Sem dúvidas. Se eu acho que essa parcela tem de cair, no entanto? Sem sombra de dúvidas.

O Brasil rentista acabou! E pode apostar que ele se foi para talvez nunca mais voltar. A taxa de juros básica deve voltar a subir em 2021, mas nada que a leve muito acima da faixa de 6% ao ano. 

Se antes era comum investir unicamente em títulos de renda fixa com rentabilidades acima de 15% ao ano, atualmente isso não deve passar dos 4,5% bruto ao ano, e descontada a inflação você terá aproximadamente 1,25%aa de juro real. 

A questão é que, mesmo com este cenário atual, o “investidor conservador” continua com aversão à renda variável. O principal culpado nesta situação é o próprio investidor, que por diversos motivos, ainda não percebeu que aquele 1% ao mês na renda fixa se foi juntamente com a dona Dilma.

Com isso, ele simplesmente se fecha para qualquer apetite a risco, não se preocupando nem em entender como funciona minimamente a renda variável. 

Ora, se você trabalhou para juntar seu capital, o seu desejo será que você tenha uma aposentadoria tranquila, aproveitando as férias eternas e merecidas que têm, após se dedicar anos ao trabalho. No entanto, se você tiver um rendimento real pouco acima de 1% ao ano, receio em te dizer que na verdade, você vai apenas sobreviver. 

Um adendo, a poupança não entra nem em consideração neste momento. Com um juros real negativo, se você tem o dinheiro na poupança é melhor que você nunca deixe de trabalhar, visto que terá menos dinheiro quando mais precisar. 

Também não estou dizendo que todos devem ter o mesmo percentual de renda variável na carteira. Mas se você tem menos de 30 anos e nenhuma posição arrojada em sua carteira, é melhor abrir os olhos!

É comum encontrar os mesmos argumentos para essa aversão à renda variável: “é muito arriscado, não é para mim”. 

Na verdade, o que realmente incomoda é a marcação de preço instantânea. Para o investidor acostumado apenas com renda fixa, é catastrófico acordar com suas posições tendo uma queda diária de 4%.

Risco

A Teoria Moderna das Finanças diz que: quanto mais riscos você correr, maior será seu retorno potencial. Isso teoricamente explicaria um rendimento potencial baixo da renda fixa, onde você sabe que receberá, ao final do investimento, uma quantia maior do que investiu. 

Nas renda variável você abdica de saber ex-ante se receberá um valor maior ou menor do que o investimento, para que possa obter ganhos potenciais infinitos.

O risco, em geral, tem o papel assumido pela volatilidade que é o quanto determinado ativo financeiro oscila ao longo do tempo. As ações possuem marcação de preços em tempo real, e qualquer notícia sobre o ambiente macro ou micro afeta o preço desses papéis listados. 

A marcação à mercado dos títulos de renda fixa é bem mais ineficiente, visto que não existe um mercado organizado de bolsa para cotações em tempo real. Assim sendo, o investidor só saberá quanto o título dele está valendo, se ele quiser vendê-lo antes do prazo. 

Como em geral esses títulos são carregados até o vencimento, as oscilações de preço não afetam o investidor, visto que ele não observa a variação diária do papel, a não ser que precise liquidar antes do vencimento. 

É comum vermos uma empresa de capital aberto emitir títulos de dívida (como exemplo as debêntures). Os investidores conservadores adoram, visto que essas emissões chegam com taxas de retorno bem interessantes. 

Como exemplo atual, uma empresa do setor elétrico está emitindo um título (debênture incentivada) que pagará IPCA + 4,25% ao longo dos próximos 10 anos, isento de imposto de renda. Considerando o atual cenário de juros, é uma barganha, inclusive irei participar desta oferta, visto que, um retorno real de 4,25% ao ano não se encontra em qualquer esquina.

Fico ainda mais confiante quando olho para a empresa em si, que tem uma saúde financeira muito boa, e além disso é uma das empresas mais eficientes no seu setor, tem um modelo de negócios que garante muita economia no processo de exploração e produção de energia. Enfim, uma empresa excelente, que gera muito caixa e vai conseguir pagar essa dívida que está emitindo com um alto grau de certeza.

Agora, eu tenho noção de que receberei somente a taxa indicativa, nem um centavo a mais.

E se eu olhar para esta mesma empresa, sob a ótica do investimento em ações? Relembrando, ela é uma das melhores empresas do setor de energia, altamente eficiente e com um modelo de negócios bem montado. Sua receita é protegida por contratos de longo prazo com o governo federal e que até onde eu sei, ainda não encontraram nenhuma alternativa à energia elétrica.

Desde o início de janeiro de 2019, ela já apresentou uma alta superior a 175%. É exatamente a mesma empresa, mas são investimentos de classes diferentes. Não estou dizendo que a partir de agora, ela ainda subirá os mesmos 175%. 

Mas o preço das ações, no longo prazo, acompanham o lucro das empresas que estão por trás daqueles tickers que piscam o dia todo no home broker. 

Em qual situação eu não receberei o meu dinheiro de volta no título de renda fixa? Bom, se ao longo destes 10 anos, a empresa quebrar, eu perco todo o meu dinheiro. 

E nas ações desta mesma empresa? Ora, se a empresa quebrar ao longo do tempo em que tenho dinheiro nela, eu perderei todo o meu capital. 

Veja que simplificadamente, o risco é, na verdade, o mesmo. Este é um modelo simplificado, visto que no processo de falência da empresa, o primeiro a receber o valor residual é o governo, depois os credores e só depois os acionistas. 

Mas acredite, isso na verdade pouco importa, pois em geral não sobrará nada pra contar  história. E tudo isso acontece da mesma forma em um títulos de renda fixa ou em uma ação. Se trata da mesma empresa, ela tem o mesmo modelo de negócio, atua no mesmo setor. É tudo a mesma coisa. 

Mas e as oscilações diárias nas ações?

Existe uma frase no mercado financeiro que diz: “somente os vendedores de ações deveriam se preocupar com as quedas de curto prazo”. 

Eu, por exemplo, sou consumidor de cerveja. Se acontecer algo que faça o preço da cerveja caia, eu aproveito para comprar mais, não para vender as que já tenho guardadas em casa. 

Eu sei que a tendência é que o preço se normalize dentro de algumas semanas ou meses, então eu aproveito para comprar mais enquanto o preço está baixo. 

Com as ações deveria ser exatamente assim. Desde que investimos em cias de alto grau de qualidade, em geral não há o que temer com as quedas diárias. Elas, na verdade, são ótimas oportunidades para comprar mais de um ativo que você sabe que é bom, a um preço mais barato. 

Não existe sucesso de curto prazo. Tenha em sua carteira ações de extrema qualidade, com lucros recorrentes. Seu retorno virá dos dividendos no médio prazo e da apreciação das ações no longo prazo. 

E é só no longo prazo mesmo. Empresas obedecem a ciclos empresariais, que são longos e demorados. Não dá para cobrar nada no curto prazo. Ademais, no curto prazo o caminhar do preço das ações se assemelha a um caminhar de um bêbado, não sendo possível prever para onde o preço vai. 

No longo prazo, no entanto, o preço das ações acompanha o lucro das empresas. Então se temos empresas fortes, geradoras de lucro, não devemos ter problemas. 

Se você não tem tempo para olhar uma a uma cada ação que você deveria ter, entregue a gestão para um profissional através de um fundo de ações. 


E não precisa ser 100% da sua carteira. Comece com pouco, vá ganhando mais confiança conforme o tempo for passando e aumentando cada vez mais. 

Se você não olha todos os dias o rendimento do seu título de renda fixa, por que tem que olhar o da sua carteira de ações? As coisas não acontecem da noite para o dia. Elas demandam tempo. 

O que não podemos mais esperar é uma alocação de carteira ineficiente com nada ou quase nada em renda variável. O mercado mudou e se você não mudar junto, ficará para trás, e talvez daqui um tempo seja tarde demais para aceitar essa mudança.