LIVE: Aceleração Digital, com Roberto Fulcherberguer (CEO Via Varejo) e Fabio Coelho (CEO Google).

• Segundo Roberto (Via Varejo), eles vinham numa transformação forte no 1º tri até serem atingidos pelo Covid. Fecharam todas as lojas e previram perda de 70% do faturamento, mas optaram por inovar a empresa aumentando o meio online, que era apenas 30% do negócio, e agora ja representa 80%. Criaram o “Me Chama no Zap”, atualmente são mais de 7.000 vendedores, fazendo mediação com cliente de forma online.

• Segundo Fábio (Google Brasil), o Google têm tentado trabalhar com todos os tipos de empresas para ajudá-las na aceleração digital. No momento de agora, o e-commerce deixou de ser “canal” e passou a ser o “centro” de vendas. Eles mostram estratégias na aquisição de mais clientes via on-line e auxiliam na exploração da base de dados de forma correta.

• Fábio reforça que comportamentos semelhantes que buscam determinados produtos, para buscarem a melhor opção para atingir o que o cliente busca, criando um comércio melhor em conhecer o seu usuário.

• Roberto relata que a Via Varejo usava o Google no momento da decisão da compra, e agora estão mais fortes no topo do funil. Isso fez com que abrisse um leque de oportunidades. A assertividade e eficiência cresceram de forma bastante exponencial. Além disso, na época de lojas abertas, a tecnologia e uso de dados dos clientes internos possibilitam uma grande interação entre vendedor e cliente, humanizando a relação dentre eles.

• Fábio enfatiza que as grandes marcas têm ajudado a trazer diversão por meio das lives, em conjunto com a solidariedade, com as doações disponíveis para serem feitas. Na live da Sandy e Júnior, conseguiram doação de mais de 1.000 toneladas de alimento.

• Roberto relata que as vendas online estavam dando problemas com várias reclamações em black friday do ano passado, por conta de sistema. Nisso, pararam de focar a parte online e ajustaram o sistema, e dali pra frente, o online da empresa só tem crescido.

• Segundo Fábio, digital não é só propaganda, e sim uma série de estratégias, a fim de gerar uma receita individualizada para o parceiro. As empresas serão mais eficientes se entenderem se o CEO estar diretamente envolvido. Também deve-se entender que isso é uma jornada que se evolui com o tempo.

• Fábio ressalta que o Google têm ajudado a XP em várias frentes de negócios também. É preciso ter neste momento empatia e ajudar as pessoas, pois a crise é séria e é preciso ter responsabilidade e cuidado anti-social.

Confira esse bate-papo completo no vídeo abaixo.

WEBINAR VAREJO | Como se preparar para a nova era do varejo, com Magazine Luiza e XP Investimentos

• Segundo Fabrício, em 24 anos nunca se viu algo parecido. Porém a Magalu vêm se preparando com base em 3 pilares: saúde e segurança de clientes e funcionários, continuidade da operação e manutenção dos empregos.

• Os colaboradores da Magalu vêm trabalhando de segunda a domingo, a fim de tomar medidas de curto prazo (manutenção da operação) e médio/longo prazo (ecossistema digital voltado para o varejo).

• Há algum tempo a Magalu vêm com o propósito de digitalizar o Brasil. A empresa têm trabalhado com muita austeridade neste momento, a fim de preservar o caixa da companhia. Como medidas, a renegociação de aluguéis nas 1.148 lojas, compromisso de não haver nenhuma demissão neste momento, através da MP 936, dentre outras práticas.

• A reabertura das lojas Magalu serão de forma gradativa e segura, e a empresa tem se empenhado na segurança e proteção, com envio de kits, termômetro, alcool em gel, sistema de monitoramento, etc.

• Com mais de 20 mil pessoas que fazem parte da Magalu, mais de 2 mil são vendedores. A Magalu desenvolveu o Mobile Remoto, que permite os vendedores trabalharem direto de suas casas. Segundo Fabrício, as vendas surpreenderam as expectativas.

• A filantropia por parte do Magalu foi de 10 milhões por parte dos acionistas, mantendo a política de preservação do caixa.

• Houveram várias medidas de adaptação, como o grande aumento de produtos disponíveis com frete grátis, lojas varejistas tornando-se parceiras através do site e até o parceiro pessoa física, que pode montar sua própria lojinha e vender produtos através do site.

• Segundo Pedro Carraz, as operações atuais têm reabrido de forma gradual, por conta do protocolo de proteção. Hoje há 10% de shoppings abertos.

• Pedro também reforça que não teremos o mesmo patamar de venda do varejo físico que tinhamos antes do COVID-19 em curto prazo. A economia deve sofrer, alguns economistas com expectativa de PIB com retração de -4% a -5%.

• O método agora é se reinventar, se digitalizar e se ajudar, com campanhas promocionais, renegociações, para que o lojista tenha fôlego.

• A grande preocupação têm sido os pequenos varejistas e franqueados, que já possuem uma margem curta num cenário normal. Com a crise, essa camada têm sofrido mais. Nisso, muitos players vem procurando estar próximo do lojista, por meio de palestras e iniciativas de auxílio na profissionalização.

• Segundo Fabrício, a empresa está bem estocada, e grande parte da demanda da loja migrou para o digital. Segundo ele, 38% do que era vendido via e-commerce era retirado na loja, e boa parte passou a ser entregue ao consumidor. Ele não vê problema de falta de produto num médio prazo. Também houve diferença de performance dentre categorias (ex: Notebooks e Vídeo-Games, em que a demanda cresceu por conta do home office).

• Segundo Pedro, todas as mudanças que vem sendo feitas por varejistas nesta crise servirão de aprendizado no futuro. O corte de despesa temporário se tornará permanente, ajudando muito a empresa no longo prazo.

• Segundo Fabrício, após a pandemia teremos uma sociedade mais humana, solidária e colaborativa, e este será o principal legado.

Assista à transmissão completa na BlueTrade TV

A experiência de Luis Stuhlberger e Luiz Parreiras, da Verde Asset, para lidar com as crises

• Sobre o coronavírus, existem diversos testes e inovações em tratamento, ainda não há uma “bala de prata” que resolverá de forma definitiva;

• Nos EUA, há um horizonte para a saída da quarentena após as fases divulgadas por Trump, além do FED injetar US$ 1.7 tri de liquidez na economia.

• A reação política nos governos estão sem precedentes, o estímulo monetário está sendo algo nunca antes visto.

• Segundo Stuhlberger, as empresas americanas foram as que melhor performaram após as crises de 2008. E no início dos anos 2000, Brasil e emergentes performaram melhor com o boom das commodities.

• Ele também afirma que parte significativa do problema será endereçada pelo governo americano, e que na crise atual não há “culpados”, o vírus é um “acidente” da natureza.

• Ele ressalta que a crise do coronavírus vai tirar praticamente toda a economia da reforma da previdência conquistada, tanto em perda de receita, quanto em aumento de gastos.

• Pequenas empresas americanas receberão empréstimos que não precisam ser pagos – se a empresa não demitir ou cortar salários. Nos EUA há 31mm de empresas pequenas, responsáveis por metade dos empregos do país.

• A divida gerada por conta deste estresse de mercado pode ficar impagável ao longo do tempo, mas não por causa do coronavírus – que haverá uma solução e podem até ter outras doenças no futuro – mas por conta do sistema previdênciário, pois com o passar do tempo, o número de aposentados vai se acumular ainda mais de uma maneira global.

• Para Stuhlberger, se levar em conta o que aconteceu no Brasil nos últimos anos com as reformas feitas e juros/inflação baixa, o otimismo era certo. Mas a crise leva o governo a ter desafios fiscais e aumentar a incerteza do futuro do Brasil (se vai voltar a crescer ou não). O que pode ser afirmado é que o desafio aumentou.

• Segundo Stuhlberger, “ficar velho é uma merda. Mas a vantagem são as experiências durante a crise e desenvolver talento nas tomadas de decisões conforme o tempo”.

• Benchimol deixa como mensagem final que os brasileiros sempre esperam atitudes do governo, mas nós também temos que fazer nossa parte em ajudar o próximo.

A importância da disrupção na pandemia do coronavírus

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A tecnologia vem se sobressaindo mais uma vez. Na crise, o Home-Office é apenas uma das realidades e mudanças estruturais que serão levadas adiante e adotadas. E quais são as outras? A cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira, a presidente da Microsoft, Tania Consentino e o CEO da TOTVS, Dennis Herszkowicz, vão discutir o assunto.

Resumo:

* História dos participantes:

            Cristina Junqueira: empresa criada em 2013, com ela e mais 2 sócios, através do inconformismo da realidade bancária dentro do contexto brasileiro. Chegaram a 1 milhão de clientes em apenas 2 anos. Hoje o Nubank possui mais de 20 milhões de clientes. Hoje ela fala para os clientes que eles podem certamente cancelar as contas nos bancos tradicionais e ir para o Nu pois ele já tem tudo. A Cristina foi apresentada para os outros dois sócios através de conhecidos.

            Tânia: engenheira elétrica por ensino técnico. Seguiu 35 anos no setor elétrico: 16 Siemens, Polo Nation (automoação), 19 Schneider Eletrics. Ao longo dos anos ela percebeu que o digital iria vir para trazer produtividade para o globo. Hoje ela vê a junção de estruturas físicas com digitais como algo só, e que tudo está conectado (transformação digital). Recebeu um convite da Microsoft pelo Linkedin para ir para Microsoft!

            Dennis: 16 anos de Links, executivo e outros cargos. Recebeu convite do ex-CEO (Laércio) para tocar as operações da TOTVs. Comentou que o encaixe com a TOTVs foi muito forte e em menos de 2 meses já tinha saído de uma e entrado na outra. Comentou sobre o que a TOTVs faz e etc. Eles atendem os olerítes de cerca de 10 milhões de trabalhadores. Cerca de 30% do Brasil! Focado em B2B.

* Pergunta ExplicaAna:

As empresas estão se transformando no contexto, qual o nicho que tem mais dificuldade em implementar essas medidas de transformação digital? O que a TOTVs faz para essa base? O que ela tem enfrentado nos tempos de COVID?

            Dennis: a TOTVs tem o foco de atender o segmento de empresas de 20 até 200 milhões de faturamento. Esse faz parte da maior parte dos clientes da empresa. Ela, então, está muito presente na realidade brasileira e em vários segmentos e consegue muitas informações sobre o contexto empresarial. O que está acontecendo: quando as empresas são mais organizadas, elas estão conseguindo ter mais fôlego dentro desta realidade. Outra coisa são os diferentes segmentos, que estão sofrendo de maneira diferente. Outra dificuldade que eles estão observando: as medidas do governo ainda não conseguiu chegar em todas as pontas possíveis. As manchetes estão ali, mas ainda não foi implantado em todos os lugares. Mensagem final: as empresas estão com dificuldade, e que na medida do possível, as empresas precisam continuar honrando seus contratos e tentar continuar operando levando em conta seu contexto. Senão, o momento será mais profundo.

            Rafael: relacionamentos e contratos de 10 anos não podem serem destruídos em 1 mês. Os franqueados TOTVs, como que a empresa tratou seus parceiros na ponta?

            Dennis: a empresa nunca chegou aonde chegou sozinha e com braços próprios. Os franqueados são uma ponte importante para eles. O que tem feito: acompanhamento muito próximo, capacitação e orientações. Se for o caso, a empresa estará do lado, cada franqueado possui uma realidade.

            Betina Roxo: pergunta focada em transformação digital e o lado humano. Como que eles estão fazendo para liderar as pessoas dentro da empresa? E como que as pessoas/empresas precisam olhar toda essa transformação e momento de hoje? Como que a diversidade atua dentro deste contexto?

            Tânia: a tecnologia é um meio. Ela precisa ser o foco de como devemos fazer e não o fim em si. É muito importante ter em mente, dentro de sistemas e processos, olhar dentro da empresa em seus fornecedores, processos e pessoas. A plataforma precisa ser utilizada para fazer o bem. Além disso, não é só focar em bons resultados financeiros, mas sim gerar impacto social, econômico e ambiental. Não tem como ser líder de mercado só focando dentro do campo financeiro. Dentro da transformação digital, as pessoas querem cada vez mais experiências novas, produtos novos e meios novos para comprar e etc. Atualmente, as empresas estão sofrendo sim em relação com tudo o que está acontecendo. O digital pode ajudar ela a contornar isso. Dentro da empresa, eles estão desenvolvendo produtos de nuvem, medicina digital e outras conectividades/soluções que diminuem os impactos e geram outras oportunidades de negócios. Além disso, a empresa está participando de estudos também. Em relação as pessoas, a empresa está olhando para seus funcionários de forma com que seus funcionários sejam ouvidos, criam rituais baseados nos valore da empresa, tenham equilíbrio mental para conseguir trabalhar e cuidar das vidas.

Em relação a inovação: hoje em dia fica mais difícil para que o ambiente inovador seja criado por tudo com o que está acontecendo. A empresa precisa criar um ambiente tranquilo e seguro para o trabalho continuar. O medo é um dos maiores fatores que inibe a criação de inovação! A falta de emprego, a falta de comida, a saudade e outros…

            Betina: neste momento, as pessoas estão parando para pensar em outros pontos da vida e do mundo mesmo.

            Tânia: neste momento, as pessoas podem pensar que se vencemos somos invencíveis ou ficamos mais humildes e sabemos da nossa significância humana.

            Cristina: comenta sobre um artigo da HBS sobre o comportamento e a mentalidade da população em relação a essa crise. Comenta sobre a dinâmica da preparação antes de um voo decolar. Então, primeiro eles queriam cuidar do time. A empresa não vai parar e vamos cuidar de todos (“vamos colocar máscaras em todos”). Compraram mais de 1000 cadeiras de escritórios para as pessoas trabalhar em casa, investiram em internet e estão realizando treinamento online. “Está todo mundo preocupado com família, vendo notícias, pensando no almoço e tentando trabalhar! Não é home office por home office”. Estão preparando a empresa para conseguir flexibilizar os pagamentos de créditos e oferecer algo a mais para deixar a população mais tranquila. Fizeram uma parceira com uma empresa de psicologia para oferecer suporte psicológico online para as pessoas em casa. É importante entender o que as pessoas estão pensando! Eles criaram um fundo para tele-medicina.

            ExplicaAna: parabéns Cristina. O Nubank está a frente de muita inovação dentro do mundo. Ela comentou que conversou com uma amiga executiva sobre uma conversa sobre fidelidade do cliente. E é realmente este o ponto. A diferença será daqueles clientes que ficarão com você ou voltarão com a empresa depois disso passar. Ela também comenta sobre a virtualização do atendimento, que não é para deixar de ser humano. E a Ana comenta sobre o contexto de inovação dentro do Brasil (A cristina até fez uma palestra em harvard) e todas as oportunidades que o Brasil oferece todos os dias! É possível inovar todos os dias!!

            Cristina: realmente, mas empreender não é para todo mundo. Precisa de muito estômago. Mas é isso, dentro do Brasil, você tropeça em oportunidades de inovação todos os dias. E se você acha um problema que te incomoda e que afeta todo mundo, está ai a sua ideia de negócio. Nesta crise, realmente muitos negócios, e muitos negócios novos vão quebrar, mas saíremos desta crise mais fortes e com mais oportunidades também.

            Tânia: comentando sobre empreendedorismo feminino. O empreendedorismo também se origina através da necessidade. Como que a gente habilita o Brasil para que o empreendedorismo disruptivo e criamos mais unicornios? E alem disso, as mulhers criam mais negócios por necessidades e não conseguem acesso de recursos. Somente 3% de mulheres que conseguem recursos de Venture Capital. A inteligência artifical fará um papel importante dentro disto. Atrai mulheres para o empreendedorismo e inovação é importante. É importante focar em como que os jovens brasileiros irão ter contato com a tech, com a engenharia, com a inovação. A Microsoft criou um fundo para investir em startups criadas por mulheres.

            Rafael: as empresas possuem um impacto social. Além disso, pensa nos pequenos negócios que estão quebrando e que desencoragam os jovens a não inovar (exemplo: pensa no pai que tem padaria e quebra e o filho vê tudo isso). As empresas que estão no bate papo possuem recursos e braços para chegar nos clientes. O papo agora, até nos EUA, está focado dentro das pequenas empresas e como auxiliar todos eles. Como que chegamos nesta realidade? E como que manter a chama da inovação ativa?

            Dennis: essas perguntas são muito válidas mas não possuem respostas prontas. A TOTVs possuem algumas iniciativas que conseguem ajudar os pequenos empreendedores. Entretanto, é importante juntar elos com de empresas-clientes-governo. As responsabilidades podem ser compartilhadas e cada um fazer a sua parte. Para o recurso chegar, é preciso isso. Quanto a chama do empreendedorismo: ele é mais otimista e acredita que o empreendorismo faz parte da existencia humana e que dentro de um ambiente democrátio e diverso as pessoas se perguntam, se questionam e etc. O brasileiro vai sair mais forte.

            Cristina: hoje, temos grandes empresas que nasceram depois de 2008. Isto porque depois de grandes crises algumas oportunidades ficam mais claras. E hoje, quais são as oportunidades que serão acatadas e transformadas em negócios… A esperança é olhar para nossa realidade e torcer para que empreendedores analisam. É imperativo que todos esses recursos das empresas e do governo cheguem logo para a população.

            Tânia: a digitalização de uma grande parte da população é um desafio hoje em dia. Estamos pagando uma conta de longo prazo por ainda não termos projetos neste sentido. Hoje, o governo precisa atuar rápido e confiar dentro do setor privado para que os produtos sejam implementados neste tempo difícil. É necessário juntar os elos.

            Cristina: as fintechs são importantes neste momento também. Elas já são digitais e oferecem serviços ágeis e de baixo custo. E podem ajudar a dar capilaridade a projetos privados e públicos.

            Rafael: falando sobre a campanha da XP. Juntos transformamos. Ultima pergunta: daqui 10 anos, se alguém te perguntar, o que vocês aprenderam desta crise?

            Dennis: você tem que buscar sempre fazendo o seu melhor, e que existem coisas que você realmente não controla. A saúde mental é importantíssima, tenha consciência disto.

            Tânia: se possível, não demita. Compre do seu bairro. Prestigie os pequenos empreendedores. A humildade será o grande aprendizado. A crise poderia ser prevista, conversa do Bill Gates no TED. Crise nuclear, mudanças climáticas, pandemias (doenças), tecnologia são 4 grandes ameaças no futuro. Todos podem ser monitorados e os governos e empresas precisam estar preparados e com responsabilidade.

            Cristina: gratidão e privilégio. Na prática, estamos MUITO PRIVILEGIADOS. Temos empregos, comida, com casa e etc. Manter isso em mente e sempre agradecer.

Protegendo sua Carteira

Brasil, Itália, Espanha, Alemanha e França. Seleções campeãs mundiais nas últimas 5 copas do mundo. O que todas tinham em comum? Primeiro, um ataque formidável e talentoso. Segundo, um meio de campo preciso nos passes com o ataque e defesa. E por último, mas não menos importante, uma defesa que fazia seu trabalho incansavelmente.

O futebol moderno mudou e a forma de administrar os times e os campeonatos também. Por mais que tem pessoas que não gostem, é a realidade. O time precisa ser completo, junto com uma administração séria.

A analogia com seus investimentos é a mesma. A maneira de se investir mudou e o mercado financeiro brasileiro também. Por mais que ainda existem pessoas a procura do 1% ao mês somente com renda fixa, dificilmente isto será realidade. O contexto econômico do país e as taxas de juros baixas vieram para ficar, e outros produtos estão se destacando.

Portanto, hoje, a maneira como sua carteira de investimentos “ataca” e “defende” precisa de mudanças. Ela precisa ser completa, junto com um profissional capacitado ao lado. Afinal, ninguém quer sofrer um contra-ataque e levar um gol aos 45 minutos do segundo tempo, não é mesmo?

Com o objetivo de obter rentabilidades maiores atualmente, é preciso considerar a exposição em uma variedade de ativos diferentes. A bolsa, fundos multimercados e imobiliários fazem parte desta variedade e são altamente procurados pelos investidores.

Entretanto, a mudança no foco dos nossos investimentos, principalmente aquela da qual nos encontramos hoje, com foco grande para renda variável, envolve adoção a uma proporção maior de riscos.

Existem cinco principais riscos que você, investidor, precisa tomar cuidado e se proteger dentro do mercado financeiro:

  • Risco de Mercado: remete-se a variação de preços dos os ativos e entre eles;
  • Risco de Liquidez: denomina-se da facilidade ou dificuldade de conseguir comprar ou vender um ativo no mercado;
  • Risco de Crédito: é a probabilidade do devedor não honrar os compromissos com o credores; 
  • Risco Operacional: o processo de administração, verificação, aplicação dos recursos pode apresentar falhas ou erros inesperados e impactar os investimentos;
  • Risco Legal: envolve a aplicação das legislações vigentes dentro do mercado financeiro.

Para proteger seus ativos dos riscos acima, algumas medidas podem ser feitas para proteger a sua carteira. O objetivo de uma proteção não é aumento de rentabilidade, mas sim amortecer grandes quedas e controlar uma alta sem freio. Portanto, o objetivo não é alocar grandes quantidades de recursos, mas sim uma porcentagem justa para proteção. As melhores maneiras de proteger seus investimentos são:

Respeite seu perfil de risco:

Essa frase pode ser “chover no molhado” para muitos, mas é, se praticado seriamente, fator importantíssimo dentro dos seus investimentos. A economia comportamental se mostrou um campo de estudo valiosíssimo nos últimos anos e entender como se comportar durante diferentes momentos do mercado é importante.

Diversifique seus ativos de forma estratégica:

A diversificação está presente nos investimentos para nos ajudar. Entretanto, diversificação em si não é sinônimo de rentabilidade e gestão de riscos. É necessário uma diversificação em diferentes classes de ativos e também dentro da mesma classe de ativos ter uma diferenciação mais específica. Ela precisa fazer sentido!

A diversificação estratégica fará com que os ativos da sua carteira tenham uma correlação diferente entre eles. Assim, quando um ativo está indo mal, o outro está indo bem, mantendo a volatilidade e o rendimento da sua carteira em níveis aceitáveis. 

Uma carteira com renda variável precisa ter uma reserva em renda fixa. E esta parcela em renda fixa, por exemplo, precisa estar separada em diferentes tipos de ativos, como emissões bancárias, títulos de crédito corporativos, tesouro direto, diferentes remunerações e prazos e outros.

Invista em câmbio:

O investimento em câmbio com o objetivo de rentabilizar seus investimentos não é uma ideia muito aconselhável. É um mercado com muitas imprevisibilidades. Mas usar, por exemplo, a compra de dólares para proteger sua carteira é uma estratégia adotada por muitos investidores, inclusive em tempos de instabilidade política-econômica. Portanto, a quantidade de recursos destinados em câmbio ou ativos expostos a câmbio não deve ser grande.

O dólar ou qualquer outra moeda são ativos já conhecidos por proteção e ajudarão a proteger seus ativos em momentos de instabilidade política e econômicas mundiais e nacionais. Para entender a dinâmica especificamente do dólar, leia este artigo.

Pense no ouro:

O investimento em ouro é um dos meios mais tradicionais para servir como proteção à sua carteira. Ele é um instrumento de hedge comumente usado em diferentes ciclos econômicos e contextos. Historicamente, o ouro é negociado como moeda de troca e possui um valor intrínseco que se mantém até hoje.

Assim seu valor como moeda e reserva de valor fazem ele um ativo muito importante para proteção. Além disso, este ativo traz propriedades químicas, mercadológicas e de escassez que o valorizam dentro do mercado nos dias atuais. São inúmeras maneiras para investir em ouro, através de contratos futuros na bolsa, comprando a matéria prima fisicamente e por meio de fundos de investimentos.

Tenha um dinheiro em caixa:

Algumas pessoas acham que ter dinheiro em caixa, ou seja, disponível para uso rápido, é prejudicial para as carteiras de investimento. A grande verdade é que este recurso pode e deverá ser usado rapidamente para capturar oportunidades e bloquear ameaças temporárias, como uma crise. O recurso, que pode variar de 5% a 15% da carteira, é alocado em investimentos com alta liquidez com o objetivo de conseguir captar movimentos específicos. 

Ele ajudará o investidor a ter poder de ação e decidir com uma maior flexibilidade, sem ter que re-alocar outros ativos já presentes dentro da carteira.

Para concluir, a proteção da sua carteira é uma pauta importante ao decidir e montar um portfólio de investimentos. Ela ajudará a controlar a volatilidade e a administrar os riscos apresentados neste texto. Monte um time completo, com atacantes que voltam para marcar e zagueiros que sabem chutar ao gol e assim, seu time sofrerá menos nos diferentes campeonatos que joga.