Neoeconomia Brasileira

Para entender o motivo pelo qual estamos iniciando uma nova era econômica no país, precisamos exclamar a interessante e conturbada história econômica brasileira, observando a cultura e fatos que se estabeleceram ao longo da mesma.

O começo foi no século XV, quando desbravadores dos mares, equipados com canhões, bússolas, astrolábios e caravelas navegavam pelo mar atlântico em buscar do novo, do desconhecido.

Quando encontraram as Américas e o Portugueses dominaram a antiga Terra de Vera Cruz, que hoje, é o nosso Brasil.

Podemos dizer que o Brasil viveu ciclos econômicos, tendo como primeiro o “Ciclo Econômico do Pau-Brasil”, nessa época, os nativos extraiam essa matéria prima, que eram obtidas pelos europeus através do escambo.

Após o esgotamento da oferta do material que deu início a atividade econômica no brasil os portugueses trouxeram uma plantinha bem conhecida chamada cana-de-açúcar que prosperou nas ricas terras brasileiras, os colonizadores instalaram engenhos para produção de açúcar, usando mão de obra escrava, sustentado pelo tráfico negreiro.

Com toda exploração acontecendo foi inevitável encontrarem matais preciosos, o que gerou um novo ciclo econômico do ouro com seu ápice no século XVIII, esse movimento decrescente em 1989 com a Inconfidência Mineira, que perdurou até 1785.

Enfim chegamos em um dos mais importantes ciclos econômicos do ciclo do café, que foi o grande responsável pelo impulso da economia brasileira, havendo intenso desenvolvimento no país, com expansões de estradas, a industrialização, e atração de imigrantes europeus.

Este movimento favoreceu a modernização de modais de transporte, e com a abolição da escravidão aumentou o número de imigrantes europeus, ocasionando uma superprodução, oferta era maior que a demanda.

De tal modo é marcado o fim do ciclo cafeeiro em consequência do Crash de 1929. Tudo isso trouxe necessidade de diversificação da base econômica, gerando a era da industrialização, o governo de Getúlio Vargas passa a incentivar a instalação da indústria pesada no Brasil como a siderúrgica e petroquímica, ponta pé inicial para as principais empresas listadas em nossa bolsa de valores, Petrobras e Vale.

No governo de Juscelino Kubistchek, em 1902, ouve o plano de metas que tinha como objetivo país crescer em 5 anos o que não cresceu em 50, focalizando no desenvolvimento de setores específicos como energia, transporte e alimentação.

Durante a ditadura militar, os governos abrem o país para investimentos estrangeiros que impulsionam o desenvolvimento estrutural brasileiro e entre 1969 e 1973, nosso pís vive o famoso ˜Milagre Econômico”, frisado com um crescimento do PIB de 12%.

Porém havia o problema era que com grandes financiaram por empréstimos a juros flutuantes ocasionou uma inflação de 18% ao ano e o crescente endividamento do país.

Nos anos 80, denominada como década perdida, o brasil se afundava em suas contas públicas e via a inflação aumentando de maneira descontrolada.

No final do governo militar, a economia brasileira estava totalmente desgastada devido a altos juros de suas dívidas externas, vimos o PIB despencando de 10,2% em 1980 pra 4,3% negativos em 1981, a solução foi a criação de planos econômicos para estabilizar a moeda e controlar a inflação.

Só entre 1984 e 1994 o país teve 6 moedas diferentes, a primeira foi o plano cruzado onde o governo tentou o controle da inflação através do congelamento de preços, seguido pelos planos Bresser e o Verão, ambos sem sucesso.

Com a eleição de Fernando Collor de Mello, o Brasil começa a adotar ideias neoliberais, priorizando abrir a economia nacional, privatizando empresas públicas, reduzindo funcionalismo público e aumentando participações privada em vários setores econômicos, porém, graças a escândalos de corrupção o presidente sofreu impeachment, custando seu cargo presidencial.

O Brasil com contou com 13 planos de estabilização econômica, tendo como o último, o Plano Real que viabilizou o equilíbrio das contas públicas e o estabelecimento de um novo padrão monetário, atrelando o valor do real ao dólar. Tal estabilização se manteria pelo século XXI. Em dois anos a miséria do Brasil caiu 18%.

Os próximos governos tiveram o início marcado pelo alto crescimento econômico brasileiro, que foi abalado pela recessão econômica de 2014 juntamente com a crise política no governo de Dilma Rousseff, levando o Brasil ao centro das atenções mundiais quando o assunto era corrupção.

Com um breve resumo de nossa história econômica podemos concluir que nosso país nunca conseguiu se consolidar como um país confiável e atrativo para investidores no privado, devido as altas taxas de juros praticadas, questões fiscais e falta de confiabilidade derivada da desestabilidade política e econômica.

Com a nova política econômica que o Banco Central vem adotando, aprovação do teto de gastos e reforma da providência, uma dessas pontas fundamentais para o investimento privado nacional está mudando, mas ainda temos um caminho pela frente com outras reformas necessárias que precisam ser adotadas, como a reforma administrativa e a tributária.

No gráfico abaixo, temos o IPCA e a Selic nos últimos 10 anos, historicamente ficando em patamares altíssimos, acima da inflação. Em 2016 por exemplo, tínhamos Selic a cerca de 14% ao ano e inflação a 10,67% no ano, ganhar quase 4% no ano no Tesouro Selic, sendo o investimento mais seguro do Brasil é mole, não é?

Mas, estamos entrando em uma nova era, em que isso não é possível, a “Neoeconomia Brasileira” como decidi apelida-la, ou era dos juros baixos, que inicialmente gerou fuga de capital de investidores estrangeiros que antes pegavam empréstimos a juros baixíssimos, em alguns países até negativos para colocarem na renda fixa brasileira, isso ocasionou em uma forte desvalorização do real, somado com outros temas.

Hoje, temos a Selic a 2,25% ao ano e um IPCA projetado pelo Banco Central para de 2020 de 1,63%, secundo o Relatório Focus divulgado no dia 26 de junho de 2020, tendo a menor taxa básica de juros da história do Brasil e a poupança rendendo 1,575%, que, descontado o IPCA, fica  – 0,055% ao ano!

É isso mesmo, poupança e alguns títulos de renda fixa fazendo o investidor perder dinheiro ao longo do tempo, isso considerando o IPCA baixo, devidos efeitos econômicos causados pelo corona-vírus, que com o tempo tende a voltar e a diferença ficar ainda maior.

Com constante redução da taxa de juros no Brasil, investidores terão que se reeducar quando o assunto é investimentos e começarem a tomar mais riscos em busca de um melhor rendimento de seu capital, por tal motivo estamos em crescendo migração de pessoas físicas para a bolsa de valores brasileira.

De acordo com dados divulgadores pela B3, em 2018 tínhamos 813.291 investidores pessoa física, em 2019 esse número já subiu para 1.681.033 e em 2020 já chegamos a 2.483.286 CPF’s, uma alta expressiva de 205,34% em 3 anos.

Isso devido os investidores estarem saindo da renda fixa e indo para o mercado de ações, onde apenas o Dividend Yield (dividendos mais os juros sobre capital próprio distribuídos aos investidores sobre o valor da ação) de determinadas empresas já rentabilizam mais do que o próprio CDI, quem dirá quando a referência é a poupança…

Para demonstrar, utilizaremos as 5 empresas maior representadas no índice Ibovespa, são elas: VALE3 (Vale) com 10,412% de representatividade no índice, ITUB4 (Itaú Unibanco) com 7,631%, B3SA (B3) com 5,982%, PETR4 (Petrobras) com 5,564% e BBDC4 (Bradesco) com 5,463%.

Que juntas, somam 35,052% do índice de referência da bolsa de valores brasileira. Pegamos o Dividend Yield dessas 5 empresas e fizemos a média desta rentabilidade, para enfim, compararmos com a rentabilidade do CDI em cada ano, e obtemos o seguinte resultado:

A partir de 2019 os juros sobre capital mais os dividendos das 5 maiores empresas da bolsa já ultrapassa o rendimento do CDI, respectivamente, da poupança e de alguns títulos de renda fixa, mesmo considerando apenas as maiores empresas do índice Ibovespa, pois se puxarmos uma carteira de empresas boas pagadoras de dividendos e JCP essa rentabilidade é ainda mais.

Além do Dividend Yield, temos que considerar também o crescimento das empresas que tem bons fundamentos e consequentemente ocasiona no aumento de seu valor, refletindo no preço de seus papéis negociados no mercado, gerando valorização do patrimônio do investidor no longo prazo.

Contudo, concluímos que temos uma nova era econômica em que pessoas buscam investir na iniciativa privada e tomando mais riscos em busca de melhores remunerações e rentabilidade, já que a renda fixa não traz tanta atratividade como antes.

Disclaimer: Este artigo não é uma recomendação de investimento, e sim apenas uma reflexão sobre o atual cenário do mercado e conclusões pessoais, pequenas diferenças numéricas nos gráficos apresentados são provenientes de cálculos de tabelas e arredondamentos.

Webinar: Inovação e o Futuro dos Investimentos no Brasil, com Guilherme Benchimol.

No último sábado, 27/06, a BlueTrade realizou o webinar “Inovação e o Futuro dos Investimentos no Brasil” com a ilustre presença de Guilherme Benchimol, CEO e sócio-fundador da XP Inc. com intermediação de Wagner Vieira, sócio-fundador da BlueTrade.

Ações juntos transformamos e ESG 
14m15s até 20m20s

Alguns tópicos foram abordados, como a ação social “Juntos Transformamos”. Na visão do Guilherme, o principal intuito é espalhar a corrente do bem.

Se não puder ajudar numa causa existente, faça a diferença e ajude uma causa próxima de você. Com esse sentimento sairemos mais rápido da crise.

O que tem para nos dizer sobre esses momentos de crise?
21m19s até 28m06s

Segundo Guilherme, nas crises é preciso se moldar com velocidade, se adaptar as mudanças e manter a cabeça positiva. Ele utilizou os exemplos abaixo:

  • Seja capim e jamais seja bambu.
  • Se molde com velocidade, se adapte rápido.
  • O empreendedor de verdade gosta das crises.
  • Na pista seca dificilmente o Senna ultrapassava 10 carros em uma única volta, mas quando tinha uma chuva forte ele fazia isso! Superação.

    Se aproxime do seu cliente, isso é o mais importante.

Como são seus investimentos na pessoa física
34m30s até 39m43s

Guilherme também chegou a expor sua carteira pessoal de investimentos, com alocações em fundos de ações, ativos internacionais, ativos de créditos brasileiros (debêntures, CRIs e CRAs), dentre outros.

Mas ele frisou que cada investidor tem o seu perfil e o benefício maior virá com pensamento em longo prazo.

  • 50% em fundos de ações
  • Aproveita as crises para comprar um pouco mais de ações ou investir mais nos fundos de ações. 
  • Os outros 20% em ativos internacionais, 15% a 20% em ativos de crédito brasileiro (debêntures, cri, cra)
  • 5% em outros ativos como COEs.

Inovação: Home office até o final do ano e a Villa XP
39m45s até 47m27s

No começo da pandemia, a decisão do home office foi difícil. Mas isso engajou uma nova forma de trabalho no negócio, fazendo com que o home office se estendesse e que fosse criado o projeto Villa XP, que segundo ele, ficará pronto até ano que vem.

Cultura e Partnership
47m30s até 55m34s


Ele também reforçou sobre a cultura da empresa e o modelo partnership. É imprescindível que a empresa tenha uma cultura forte.

É importante que os sócios e colaboradores sejam fanáticos na cultura do negócio. Segundo ele, este será o maior legado que se levará na história da XP.

E sobre o recente assunto polêmico entre Itaú e XP, é importante o mercado ter competição. Mas a publicidade do Itaú foi uma comunicação infeliz e que afetou a honra da empresa e da profissão do assessor. Ele acredita que esta confusão já tenha sido superada, mas isso mostra que é nítido o incômodo dos bancos frente ao crescimento da XP. O monopólio bancário de altas tarifas e serviços inapropriados está acabando, e a XP seguirá forte na ambição de transformar o mercado financeiro.

Polêmica Itaú e XP Investimentos
55m38s até 1h00m30s

E sobre o recente assunto polêmico entre Itaú e XP, é importante o mercado ter competição. Mas a publicidade do Itaú foi uma comunicação infeliz e que afetou a honra da empresa e da profissão do assessor.

Ele acredita que esta confusão já tenha sido superada, mas isso mostra que é nítido o incômodo dos bancos frente ao crescimento da XP.

O monopólio bancário de altas tarifas e serviços inapropriados está acabando, e a XP seguirá forte na ambição de transformar o mercado financeiro.

  • Itaú é um acionista importante, mas que não interfere nas decisões da companhia.
  • Se os acionistas não estão satisfeitos com a XP, que vendam suas ações.

Mensagem final 

Como mensagem final, a maior felicidade na vida é termos um propósito. Não é somente o dinheiro. Nós nascemos em busca de uma missão.

O que motiva ele a continuar após tantos recordes é amar o que faz, estar junto de pessoas boas que também querem mudar o mundo, e sempre buscar ser melhor a cada dia.

Assista a essa live inspiradora e cheia de conteúdo no canal na BlueTrade no Youtube:


Quantitative Easing e suas aplicações



Se você é familiarizado com o mundo dos investimentos, provavelmente já ouviu falar de Quantitative Easing. Esse artifício consiste na “injeção” artificial de capital.

O Banco Central atua na economia por meio da política monetária, utilizando instrumentos que controlam o “preço” do dinheiro.

As 3 medidas mais conhecidas são o Depósito Compulsório (parte dos depósitos à vista recebidos pelos bancos são transferidos para o Banco Central), Open Market (compra e venda de títulos públicos) e Taxa de Redesconto (taxa de empréstimo para as instituições financeiras).

Porém, em casos em que os meios mais ortodoxos provam – se insuficientes, o Quantitative Easing pode entrar em cena.

Como funciona

Como mencionado anteriormente, esse método baseia-se na transmissão indireta de capital do Banco Central para a economia por meio das instituições financeiras.

Em momentos em que os bancos estão hesitantes em emprestar seu capital, mesmo em que a taxa de juros está em baixa, encontramos uma situação que chamamos de armadilha de liquidez.

Por meio da injeção artificial de capital, o governo gera liquidez no mercado, entrando como comprador de títulos bancários.

Quando isso acontece, as instituições financeiras então encontram-se com um excedente de capital em suas mãos.

A expectativa é que, com isso, essas instituições se tornem mais propensas a conceder crédito mais barato (diversas instituições com capital excedente = competição para empréstimo por meio das taxas de juros) para a ponta final, facilitando assim o acesso a recursos, aumentando o consumo, fazendo a economia girar e os preços subirem, combatendo, então, um cenário deflacionário e de estagnação econômica.

Esse método se diferencia do Open Market pelo volume de capital utilizado, e pelo maior leque de ativos que podem ser adquiridos pelo Banco Central. Outro aspecto interessante é a influência que esse programa tem na política fiscal.

Entrando como comprador de títulos públicos em massa, o preço desses títulos tende a aumentar (lei da oferta e demanda), e o yield (Retorno/Preço) diminuir, caso as taxas permaneçam constantes, gerando a possibilidade de o governo emitir novos títulos a preços e yield´s menores, diminuindo o custo da dívida e aumentando sua capacidade de gasto, o que pode influenciar a economia de forma positiva.

Pontos negativos

Um aumento acima do esperado na inflação pode ocorrer quando não há uma mensuração correta da demanda e oferta.

Nesse caso, como a quantidade de moeda em circulação é muito elevada, a oferta pode não acompanhar a demanda, o que gera um aumento acentuado nos preços, gerando assim, um cenário hiper inflacionário.

A desvalorização cambial também é um risco inerente quando se utiliza o Quantitative Easing. Além disso, o excesso de capital nas mãos dos bancos não necessariamente vai levar a um aumento no capital em circulação caso os bancos não tenham confiança na estabilidade econômica, optando, assim, apenas por reter o recurso.

Conclusão

O Quantitative Easing pode ser um instrumento muito importante em cenários de estagnação econômica, porém, é necessário muita cautela e estudo na sua aplicação para que não ocorra um desvio em seu caráter temporário, sendo utilizado de forma permanente para financiar a dívida pública e privada, nem uma mensuração incorreta do estímulo necessário.

*Em colaboração com Eliseu Hernandez, assessor de investimentos BlueTrade.




VIX – O famoso índice do medo.

Provavelmente você já se sentiu com medo em determinados momentos de volatidade na bolsa. Certamente, se você possui ações em carteira!

Agora eu te pergunto, você sabia que existe um índice que representa, de certa forma, o medo e a expectativa que os investidores estão sentindo no próximo período de 30 dias?

Este é o caso do VIX – Volatility Index, traduzindo para o português, Índice de volatilidade. Criado em 1993, ele é o índice que mede o preço das opções de ações que compõe o S&P500.

Desta forma, ele mede as expectativas em relação às 500 ações do S&P pelos próximos 30 dias.

Assim, ele serve também como base para negociações de curto prazo, realizadas por especuladores.

Mas, como pode um índice americano medir o medo global?

Pelo simples fato do S&P ser um dos maiores índices do mundo, contemplando as maiores empresas do mundo o VIX, por sua vez, tem essa magnitude de prever as expectativas futuras.

Durante a crise de 2008, esse índice atingiu uma valorização de aproximadamente 273%. No dia 22 de agosto, o índice era cotado a 18,81 pontos, e no dia 17 de outubro o índice atingiu o seu pico aos 70,33 pontos, maior pico já registrado até hoje.

Em 2020, com a crise do coronavírus, o índice em 14 de fevereiro era cotado a 13,68 pontos. Oito dias depois, 22 de fevereiro, o índice já estava sendo cotado a 40,11 pontos. E então, em 27 de março, o índice atingiu o seu segundo maior pico da história, aos 65,54 pontos.

Estamos falando de uma valorização de aproximadamente 379%, do dia 14 de fevereiro ao dia 27 de março.

Mas como é feito o cálculo e quem calcula esses dados?

O cálculo do índice é feito pela Chicago Board Options Exchange, CBOE, e fica válido por 30 dias. Para quem não sabe, a CBOE é uma bolsa de opções dos Estados Unidos.

O cálculo desse índice é feito de forma automatizada, no qual são usados dados sobre compra e venda de ações, bem como média de preços, variações e tempo. O resultado oficial envolve uma série de fórmulas complexas.

Então, quanto mais altos são os números do VIX, maiores são as incertezas dos investidores.

Por exemplo, se a variação do VIX é de 5%, isso significa que os investidores estimam que os ativos possam oscilar 5%, tanto para cima quanto para baixo. Quanto maior é esse valor, maior é a queda dos ativos.

Conclusão

Saber um pouco mais sobre o VIX é fundamental para ter um conhecimento mais aprofundado do mercado financeiro.

E nesta época de pandemia, a instabilidade neste setor se torna ainda maior, o que implica em acompanhar mais de perto as mudanças que acontecem diariamente, e com isso, tomar decisões conscientes e racionais.

E quando falamos sobre essas decisões, é porque a emoção pode falar mais alto nesses momentos, o que não é bom para nenhum investidor.

Com isso em mente, procure por um assessor de investimentos, ele poderá te auxiliar em momentos de instabilidades, e consequentemente, você poderá continuar na sua área de atuação sem muitas preocupações.




Vieses e armadilhas mentais nos investimentos

Pode parecer estranho quando ouvimos pela primeira vez, mas uma boa parte do sucesso nos investimentos não está no conhecimento sobre matemática ou economia. A psicologia tem papel fundamental no processo de construção do nosso patrimônio.

Por isso que um acadêmico da área do campo ganhou um prêmio Nobel de economia. Daniel Kahneman foi reconhecido por seus estudos no campo das finanças comportamentais, identificando vieses e armadilhas mentais que caímos ao lidar com dinheiro.

Os estudos estão detalhados no livro Pensando Rápido e Devagar e vale muito a pena ler.

Ainda não conheci nenhuma maneira de aprender como identificar se estamos caindo ou não em nossas armadilhas mentais sem sentir na pele, mas conhecendo alguns conceitos, podemos nos policiar para cair o mínimo possível.

Vou resumir a seguir alguns dos principais, mas não deixe de ler o Kahneman e sobre comportamento:

Viés da confirmação
Quando temos uma conclusão e queremos buscar evidências que confirmem a nossa visão, estamos com esse viés. O desafio aqui é não cair na tentação de justificar nossas teorias, mas sim fazer o contrário, formular as teses a partir das informações que estão disponíveis.

Viés da disponibilidade
Ocorre quando nossa decisão é afetada por uma informação que esteja recente na nossa cabeça, ou seja, a mais disponível. Podemos ficar mais pessimistas ou otimistas conforme o tom do fluxo de notícias que recebemos, assim não distinguindo corretamente o que pode afetar ou não os preços do que temos.

Viés da Ancoragem
Ancorar uma expectativa significa atribuir uma decisão com base em uma informação passada. Exemplo: A ação XYZ estava cotada a R$10,00 há um ano, hoje sua cotação é R$5,00.

Com base somente nessa informação, o investidor conclui que a ação está barata e tende a se apreciar. O preço por si só, entretanto, não quer dizer muita coisa. A empresa pode ter tido uma piora significativa em seus fundamentos e o preço da sua ação continua caindo.

Efeito manada
Quem cai nessa armadilha, simplesmente está seguindo o que todo mundo está fazendo. Comprar porque todo mundo está comprando, ou vender porque todo mundo já vendeu.

Normalmente isso faz com o que o investidor chegue atrasado para um determinado mercado ou investimento e se frustre com a experiência.

Status Quo
Os seres humanos têm uma grande tendência a querer que as coisas permaneçam do jeito que estão, na sua zona de conforto. Investindo não é diferente, muitas pessoas resistem a se abrir para o novo ou desconhecido.

Conclusão

Esse assunto é bastante extenso e tem ganhado cada vez mais relevância entre os investidores.

Existem muitos livros e estudos mostrando que excesso de medo ou ganância, muitas vezes são os grandes responsáveis por perdas e frustrações no mercado financeiro. Se é possível deixar uma dica para evitar se deixar levar por algum dos vieses, seria procurar opiniões e pontos de vista diferentes do seu.

Alguém pode estar enxergando algo que você não viu e vice versa. Não deixe de fora dessa consulta uma visão profissional e idônea, dinheiro é um assunto muito delicado para que a gente não o trate com a importância que merece.

Leia também Economia Comportamental e Nossas Finanças e Sua atitude nos momentos de crise e o reflexo no futuro de suas finanças




Economia comportamental e nossas finanças

Hoje vamos falar sobre um tema extremamente relevante para seu dia a dia. Vamos falar sobre alguns conceitos de economia comportamental e como isso pode estar afetando sua capacidade de acumular riqueza.

Contabilidade Mental

A Contabilidade Mental representa o fruto do trabalho de Richard H. Thaler, ganhador do prêmio Nobel de economia em 2017.

A contabilidade mental questiona um conceito muito usado nas teorias econômicas tradicionais, o Homo Economicus, que trata os seres humanos como seres 100% racionais e perfeitamente informados, logo, sabedores de todas as consequências de seus atos e tomadores de suas decisões financeiras sempre baseadas na lógica e na razão.

Em seu estudo, Thaler aponta justamente o contrário- que somos seres irracionais, e que tendemos a tomar a pior decisão quando frente a possibilidades distintas. Isso é explicado pela nossa “preguiça”, falta de tempo e hábitos na tomada de decisão.

De acordo com esse mesmo estudo, tendemos a formar “caixinhas” em nossa mente, em que contabilizamos nossos gastos e alocamos uma certa quantidade de recurso para uma certa necessidade.

Por exemplo, digamos que você esteja a caminho de um concerto e que o ingresso lhe custou 100 reais. Em sua carteira, você tem o ingresso e outra nota de 100 reais.

Caso, ao chegar no concerto, a nota de 100 reais tenha sumido, isso provavelmente não afetará sua decisão de assistir ao show.

Porém, caso o ingresso tenha sido perdido no meio do caminho, é provável que você desista de ir, já que você já havia gasto 100 reais no ingresso, mesmo que no outro cenário, a perda tenha sido a mesma em valor financeiro. Isso mostra nossa incapacidade de interpretar o dinheiro como algo fungível.

Além disso, temos uma tendência a gastar recursos advindos de fontes imprevisíveis, como por exemplo uma restituição do imposto de renda, de maneira diferente da que gastaríamos o mesmo valor advindo de fontes como nosso salário.

Normalmente esses recursos são gastos de maneira impulsiva em bens de consumo, por exemplo.

E porque isso acontece?

Como dito anteriormente, somos tendenciosos na nossa tomada de decisão. Esse fenômeno acontece devido ao que chamamos de Heurísticas e Vieses, estudo feito por Kahneman e Tversky.

Heurísticas são atalhos mentais que utilizamos na tomada de decisão. Existem diversos tipos de Heurísticas, como por exemplo a Heurística de Ancoragem (tendência de manter nosso julgamento inicial e ajustá-lo a novas informações recebidas), ou a Heurística de Representatividade (julgamento de um fato na medida em que ele se assemelha a outro).

Isso não necessariamente é algo ruim, já que nos auxilia na tomada de decisão rápida, e pode fornecer resultados adequados em situação em que agilidade na decisão é necessária. O problema mesmo ocorre quando essas decisões são enviesadas.

Os vieses representam erros sistemáticos na tomada de decisão. Tendência de violar algum tipo de racionalidade. Um viés particularmente relevante ao mundo dos investimentos é o viés de aversão a perdas.

Esse viés trata da atribuição de importância maior à perda do que aos ganhos, levando-nos a assumir mais riscos impulsivamente, no intuito de reparar eventuais prejuízos.

Conclusão

Como vimos acima, o processo de avaliação do dinheiro dentro de nossas mentes é algo extremamente complexo e que envolve diversas variáveis.

Porém, conhecer um pouco mais sobre o que afeta nosso julgamento com relação a isso é de extrema importância para reconhecer possíveis comportamentos e gatilhos na tomada de decisão que podem estar afetando seu julgamento, e te impedindo de tomar a decisão mais adequada.




Webinar – Cripto (muito além da) Moeda

Hoje foi realizada o webinar “Cripto: Muito Além da Moeda” com a presença de Stefano Sergole, sócio e diretor de distribuição da Hashdex, e intermediação de João Cury, sócio e líder de operações na BlueTrade e Eliseu Hernandez da área de produtos e alocação na BlueTrade.

A Hashdex é uma fintech fundada por ele e mais um sócio em 2018, que permite o investimento nos principais criptoativos do mercado. Mas no início, o próprio Stefano tinha certo preconceito por criptomoedas.

Porém o seu preconceito virou curiosidade quando o Bitcoin saiu de US$ 800,00 para US$ 20.000,00 em várias bolsas internacionais. Sem dúvida era um mercado marcado por exageros, mas que deveria ser explorado.

Segundo ele, o criptoativo surgiu na necessidade de se criar uma moeda sem uma autoridade central (como o dólar por exemplo, onde cada nota é devidamente registrada com seu próprio código).

Porém, era importante que a moeda digital também fosse um registro imutável e único.

Ele reforça a importância de blockchains (que regula os criptoativos) mais personalizados, permitindo mais segurança nas negociações e uma maior evolução em sua regulação que, segundo ele, ainda estamos num período gestacional e sem total aderência da moeda por parte dos investidores.

Segundo Stefano, as forças contrárias ao Bitcoin ainda são poderosas, como a chave privada por exemplo, onde em sua perda o investidor perde o acesso e até a custódia de seus ativos digitais.

Mas segundo ele, a regulação está evoluindo após o surgimento da sua gestora.

Atualmente a XP Investimentos distribui o fundo Hashdex Criptoativos Explorer FIC FIM, que tem por objetivo investir até 40% de seu patrimônio em cotas de fundos offshore que replicam o índice de criptoativos HDAI (Hashdex Digital Assets Index) negociado na Nasdaq.

Veja o webinar completo no link abaixo e tire suas dúvidas.







Um panorama sobre os fundos multimercados

A nova realidade

No dia 17 de Julho o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) decidiu diminuir a taxa básica de juros do país (SELIC) para 2,25% ao ano, a menor já vista. Além disso, sinalizou que pode haver mais espaço para cortes no futuro. 

Montar uma carteira de investimentos atualmente está mais difícil. Aqueles 1% ao mês em épocas de SELIC a 14% ao ano provavelmente não voltarão. Além disso, para obter retornos mais significativos, diferentes estratégias deverão ser montadas.

Como os títulos de renda fixa são atrelados à inflação ou a taxa básica de juros, não há dúvidas que serão os ativos mais afetados dentro dos investimentos. Eles ainda serão uma peça importante dentro das carteiras, mas para conseguir uma rentabilidade mais atrativa, uma maior diversificação e exposição ao risco será necessária. 

Fundos Multimercados

É neste momento que os fundos multimercados podem fazer a diferença dentro da carteira do investidor. Os fundos de investimentos multimercado, segundo a Anbima, são uma classe de fundos que possuem uma política de investimento livre, sem concentração específica de ativos. Sendo assim, podem ter diferentes estratégias de investimentos. 

Obter uma parcela da carteira em diferentes fundos pode trazer uma estratégia interessante para o investidor. Ao mesmo tempo que alguns fundos podem apresentar uma gestão mais conservadora, focando em papéis de renda fixa, outros podem apresentar uma gestão mais agressiva, com ações e exposição ao câmbio. 

Sendo assim, estes fundos podem ser classificados por suas estratégias de investimento. Abaixo, uma breve descrição de cada estratégia, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima):

  • Macro: fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc), com estratégias de investimento baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos.
  • Trading: fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.), explorando oportunidades de ganhos a partir de movimentos de curto prazo nos preços dos ativos.
  • Long and Short – Direcional: fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando posições compradas e vendidas. O resultado deve ser proveniente, preponderantemente, da diferença entre essas posições. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa.
  • Long and Short – Neutro: fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando posições compradas e vendidas, com o objetivo de manterem a exposição financeira líquida limitada a 5%. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa.
  • Juros e Moedas: fundos que buscam retorno no longo prazo via investimentos em ativos de renda fixa, admitindo-se estratégias que impliquem risco de juros, risco de índice de preço e risco de moeda estrangeira. Excluem-se estratégias que impliquem exposição de renda variável (ações etc).
  • Livre: fundos sem compromisso de concentração em alguma estratégia específica.
  • Capital Protegido: fundos que buscam retornos em mercados de risco procurando proteger, parcial ou totalmente, o principal investido.
  • Estratégia Específica: fundos que adotam estratégia de investimento que implique riscos específicos, tais como commodities, futuro de índice.

Como podemos ver, os fundos multimercados possuem uma grande diversidade de estratégias que podem ser alocadas dentro de diversos perfis de investimentos. Além disso, dependendo do momento de mercado, cada fundo pode apresentar uma estratégia específica para aproveitar oportunidades de longo e curto prazo. 

Panorama de 2020

Dentre todos os fundos que são registrados na Anbima, os fundos multimercados representam 23% do destino dos recursos dos investidores, ficando apenas atrás dos fundos de renda fixa. São mais de R$ 1 trilhão alocados. 

Além disso, tanto este ano quanto nos últimos 12 meses, os fundos multimercados foram o segundo destino mais comum dentro os investidores que alocaram em fundos, ficando atrás somente dos fundos de ações.

Só neste ano, foram mais de R$ 18 bilhões de reais de captação.  Enquanto os fundos de renda fixa tiveram resgate de mais de R$ 100 bilhões.

O destaque dentro dos multimercados vai para fundos com estratégia de investimentos livre e aqueles que investem no exterior, do qual foram destino de mais de 50% dos recursos. 

Todos sabemos que o ano de 2020 que sofreu impactos econômicos por causa da pandemia. Entretanto, considerando o rendimento médio ponderado de todos os fundos multimercados, os mesmos apresentaram um rendimento positivo neste ano de 1,24%. O mesmo que os de renda fixa e cerca de +20,00% acima dos de ações, com desempenho de aproximadamente de -19% no ano.

Os fundos multimercados de estratégia livre e long e short neutro foram os melhores desempenhos dentro do ano de 2020, apresentando rendimentos positivos na casa de 0,20% e 2,08% no ano. 

É importante destacar que as rentabilidades passadas não são garantia de rentabilidades futuras. Além disso, como cada fundo possui gestão focada em estratégias diferentes, tais estratégias desempenham de maneira diferente de acordo com o contexto macroeconômico. A variedade de fundos multimercados é um fator positivo para a diversificação da carteira do investidor.

Portanto, é de extrema importância ler o regulamento do fundo, entender sua política de investimento e taxas, além de conhecer como que a gestão do fundo performa. Além disso, contar com a ajuda de um profissional para orientar é essencial para manter as carteiras balanceadas.




Taxa Selic em 2,25%

Nesta última quarta-feira, 17 de junho, o COPOM – Comitê de Política Monetária – anunciou uma nova queda de 75 bps na taxa básica de juros do país, a SELIC. Com isso, o que antes era 3% a.a hoje está em 2,25% a.a.

No intuito de fomentar ainda mais a economia, praticando a queda dos juros, foi realizado esse corte de 0,75% e com isso, alguns investimentos da renda fixa, que possuem relação com a SELIC, irão sofrer alguns ajustes.

Vale lembrar que com a Selic mais baixa aqui, o diferencial de juros entre os títulos brasileiros e os de países desenvolvidos como os EUA, considerados mais seguros, diminui.

Como resultado, é comum que haja uma saída de capitais para esses países com melhores notas de crédito. Consequentemente, o preço do dólar frente ao real se valoriza.

Talvez seja a hora de diversificar e apostar em mais risco.

Em um ambiente com juros altos ficava muito fácil para os investidores deixarem dinheiro guardado na renda fixa. Há 4 anos, tínhamos uma SELIC no patamar de 14,25% ao ano, e isso implicava em um rendimento maior do que 1% ao mês.

Ou seja, em 4 anos, tivemos uma queda de exatos 12% na SELIC.

Com isso, você precisa assumir que é necessário diversificar os seus investimentos, ou se não, você vai ficar pra trás!

No caso da Poupança, como fica?

A nova regra da poupança diz que ela rende 70% da taxa Selic enquanto, a mesma, estiver abaixo de 8,5% ao ano. Como a Selic hoje está em 2,25%, ou seja, menor do que 8,5%, a poupança está rendendo 1,575% ao ano.

Isso significa uma rentabilidade de aproximadamente 0,13% ao mês.

Vamos fazer uma simulação pra ficar claro, o que realmente está acontecendo com a, talvez sua, poupança. Digamos que você vai aplicar hoje R$ 1.000.000,00 na poupança, o que você irá encontrar em 1 ano?

Você não precisa ser um expert em matemática pra identificar um número negativo, basta encontrar o sinal “-“ que será o suficiente para entender o contexto.

E é exatamente o que está acontecendo com a rentabilidade real da poupança a partir de hoje! Ao investir seu 1 milhão, passado 1 ano, você encontrará menos do que deixou investido.

Imagine você, ter trabalhado durante toda sua vida com muito esforço e dedicação, sempre tendo em mente uma aposentadoria tranquila, com a família, podendo pagar os estudos dos filhos, viver sem passar necessidades, investir o seu dinheiro e quando fosse retirar, tivesse uma quantia menor do que a que você colocou.

Por isso, reafirmo, é o momento de confessarmos que a Poupança não é mais um tipo de investimento.

Você pode contar com a liquidez e segurança que ela possui, porém, a rentabilidade que ela produz, hoje, é falsa.

Então, onde colocar o meu dinheiro da poupança?

Hoje, quem conta com o auxílio de um assessor de investimentos da BlueTrade está sem preocupações com relação a isso. O cliente possui uma carteira muito bem diversificada, e um atendimento de alta qualidade no mercado financeiro.

Entretanto, a pessoa que não possui esse auxílio terá que estudar e procurar por alternativas na renda fixa ou renda variável.

As opções são muitas, porém, você precisa saber como analisar uma boa empresa, a duração de um título, e entender como o mercado financeiro caminha.

Conclusão

Por fim, o fato é, a época de 1% ao mês de rentabilidade acabou! Você precisa sair do conforto para não perder mais dinheiro.

Entre em contato com a BlueTrade, e saiba mais sobre como investir com o auxílio de um assessor de investimentos.

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Webinar – XP Private US

No último Sábado, 13/06, foi realizado o webinar “XP Private: Soluções de Investimento Externo e Portfólio Global” com a presença de Rodolfo Bastos e Ellen Cavacini que representam a XP Private US, e intermediação de Eliseu Hernandez e Arthur Constâncio, da parte de Produtos e Alocação na BlueTrade.

Alguns tópicos foram abordados, como a importância da diversificação do patrimônio dos clientes em alocação internacional.

Para investidores que querem viver de renda no longo prazo, é necessário uma alocação de parte do patrimônio em moeda forte para se proteger da volatilidade de países emergentes (como o Brasil) no longo prazo.

Há também a importância da organização fiscal, tributaria e sucessória, onde a mesa da XP Private US também possui uma constituição dessas estruturas.

Alem disso, a mesa reforça que é imprescindível a diversificação de grandes clientes, possibilitando a eles um acesso a plataforma global de investimentos.

Hoje, para que o patrimônio em investimentos se acumule no longo prazo, é preciso que o investidor aprenda a tomar riscos, passe a lidar com volatilidade e diversifique a carteira de forma geográfica.

Hoje mais de 90% dos clientes são brasileiros, e a mesa institucional da XP Private US é a terceira maior mesa de operações do mundo.

Eles reforçaram também que as oportunidades no mercado exterior são maiores. A nossa Bolsa brasileira representa somente 1,34% da Bolsa mundial.

E a maior parte das oportunidades de investimentos nos principais setores (tecnologia, saúde, etc) se encontram lá fora em maior escala.

Como exemplo, somente o giro diário de ações da Apple no mercado americano já é maior do que o volume negociado por todas as ações da Bovespa durante um pregão regular.

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