A importância de diversificar sua carteira de investimentos

Já ouviu aquela frase “Não coloque todos os ovos na mesma cesta”? Mas você sabe qual é o verdadeiro sentido dessa frase quando falamos de investimentos?

Simples! Se você colocar todos os ovos na mesma cesta, e ela cair, fatalmente todos os ovos irão se quebrar. O mesmo ocorre com os investimentos

Por que diversificar?

Por exemplo, se você comprar apenas ações de empresas que dependem de exportação, e ocorrer alguma crise mundial que afete a exportação de produtos brasileiros, provavelmente você vai ter grandes perdas na sua carteira de investimentos.

Qual é a solução? Divida os “ovos” em várias cestas. Se uma delas cair, ainda teremos “ovos” em outras cestas. E é assim que devemos agir nos investimentos. Ao diversificar sua carteira de investimentos em diversas classes de ativos: renda fixa, ações, fundos imobiliários, câmbio, juros, ouro, etc.

A combinação desses diferentes ativos irá reduzir a fragilidade da sua carteira, oferecendo proteção para momentos de tensão econômica em nível local ou internacional.

Um termo bastante utilizado nos investimentos é a volatilidade. Sendo bem simples e prático, volatilidade representa o grau de oscilação que a rentabilidade da sua carteira pode ter ao longo do tempo.

Óbvio que o objetivo de todos os investidores é buscar o máximo de rentabilidade com segurança. Mas é impossível ter um desempenho acima da média nos investimentos, sem ter o mínimo de exposição a risco.

Quando diversificamos a carteira em diversas classes de ativos, estamos buscando atingir esse objetivo: aumentar a rentabilidade, com volatilidade controlada.

Diversificação para diferentes perfis

O perfil do investidor vai determinar o grau de volatilidade que teremos na carteira.

Investidores de perfil conservador são avessos a riscos. Portanto, devem buscar produtos com baixa volatilidade e menor risco. Geralmente tem a taxa Selic como referência de rentabilidade. 

Se você tem acompanhado as notícias, sabe que a SELIC está em 2% ao ano. Isso significa 0,17% ao mês. A caderneta de poupança atualmente rende 70% do CDI. Isso significa . Ou 0,12% ao mês.

No outro extremo, temos o investidor do perfil agressivo. Este, aceita investir em produtos que tem alta volatilidade. Isso implica ter investimentos na carteira que podem ter rentabilidades negativas em determinados períodos. 

Esses investidores aceitam esse tipo de situação, em troca de rentabilidades bem superiores à Selic no médio e longo prazo.

Independente do seu perfil, a recomendação é que você tenha a sua carteira diversificada

Se você tem perfil conservador, vamos alocar mais em renda fixa e reservar uma parte pequena para produtos de classe mais moderada. 

Se o seu perfil é mais arrojado, vamos alocar mais em renda variável, entretanto, deixando sempre uma parte na renda fixa, com objetivo de trazer um pouco de segurança para a carteira.

A diversificação de investimentos é uma técnica de diluição de risco, que visa a maximização de ganhos. Ela consiste em alocar recursos em diferentes aplicações financeiras, de modo que o desempenho negativo de uma não signifique perdas na carteira como um todo.

Se você “deixar todos os ovos na mesma cesta”, pode acabar tendo grandes perdas.

Se você é conservador e quer mais rentabilidade, considere aumentar sua alocação em produtos de mais exposição a risco (ações e fundos multimercados), e não se sinta desconfortável ou incomodado com perdas em determinados momentos. Isso significa um deslocamento do perfil conservador rumo a um perfil mais agressivo.

Se você é agressivo e quer mais estabilidade, considere aumentar sua alocação em produtos de renda fixa e não espere rentabilidades muito acima da Selic. Isso significa um deslocamento do perfil agressivo rumo a um perfil mais conservador.

A seguir temos uma sugestão de alocação de recursos, conforme o perfil de investidor.


RF = Renda Fixa

Por fim, independente do seu perfil de investimentos, seja disciplinado. Siga sua estratégia. Mudar a cada solavanco da carteira significa perder as referências e perder oportunidades.

Diversificação e longo prazo são palavras-chave para o sucesso dos seus investimentos.

Diversifique sua carteira, fale com um assessor BlueTrade!

O que é o Come-Cotas?

Come-Cotas é um termo utilizado para  definir a antecipação do recolhimento  do imposto de renda em algumas modalidades de investimento. Certamente quem investe em  fundos classificados como de longo ou curto prazo, como renda fixa, cambiais e multimercados, já se deparou com esse tributo.

Diferentemente da grande maioria dos investimentos, onde só se paga o imposto relativo ao resgate da aplicação, nesses tipos de de fundos, se paga uma parte do imposto de forma antecipada e uma parte no resgate da aplicação. 

Quando esse imposto incide sobre meus rendimentos?

O funcionamento do come-cotas é simples, sendo deduzido a cada seis meses. Ele sempre é realizado no último dia útil dos meses de maio e novembro. Como ele não depende da interferência do investidor, acompanhando seu extrato nessas datas você poderá verificar a alteração em suas cotas de investimento.

Esse é justamente o motivo pelo qual ele recebe esse nome. No come-cotas o imposto é  deduzido diretamente das cotas do investidor. Assim, quando chega a época do come-cotas, é feito o cálculo de quanto o investidor deveria pagar de IR sobre os ganhos das aplicações naquele período e então isso é proporcionalmente deduzido das suas cotas. 

Fundos sujeitos ao come-cotas

Como já foi dito, o come-cotas não incide sobre todos os tipos de fundos de investimentos. Esse processo acontece apenas com fundos que são classificados como curto prazo ou longo prazo, dessa forma, os fundos de ações estão livres do come-cotas. Por outro lado, nos fundos de renda fixa e multimercados, muito conhecidos por parte dos investidores, existe o come-cotas. 

Alíquotas do Come-cotas

O come-cotas sempre irá incidir sobre a menor alíquota de imposto de renda  de cada tipo de fundo. Por exemplo, para os fundos de curto prazo, a cobrança semestral é de 20% em relação aos rendimentos, já para os de longo prazo o valor a ser considerado será de 15%.

No momento de resgatar o fundo, há o cálculo de compensação referente à diferença de alíquotas de acordo com o período de investimento.

Também vale a pena lembrar que a alíquota incide apenas sobre o rendimento neste  período, dessa maneira apenas a valorização do dinheiro aplicado será atingida, não o total  investido.

 

Saiba mais sobre come-cotas assistindo ao nosso vídeo educacional.

 

O Que São e Por que Investir em Fundos ESGs?

Durante a pandemia, os Fundos ESG chamaram bastante atenção da mídia e do mercado financeiro. Seu bom desempenho em meio à pandemia não passou despercebido.

Mas você sabe o que são eles?

O que são os Fundos ESG?

Basicamente, são fundos baseados em princípios Ambientais (Environmental), Sociais (Social) e de Governança (Governance). Apesar de hoje, a B3 possuir somente quatro índices que seguem tais critérios, nos próximos dois anos deve haver um aumento nessa quantidade.

Mas o que significa, na prática, ESG? E por que a B3 e as gestoras estão cada vez mais interessados em criar opções de investimentos nesse ativo?

Os investidores estão cada vez mais preocupados em aliar boa rentabilidade com princípios éticos sustentáveis, e os índices ESG são ótimas opções para isso.

Os fundos acionários sustentáveis acumularam alta superior a qualquer outro tipo de fundo, e queda inferior a todos, com exceção dos fundos de ações livres. 

Fundos ESG apresentam maior performance

Além disso, pensando em cenário global, a BlackRock, divulgou um levantamento que indica que os produtos de investimento com princípios ESG tiveram performance superior aos seus pares em vários momentos recessivos dos últimos anos, desde a crise do petróleo de 2015.

Ser norteado por práticas “Environmental, Social and Governance” gera valor para a empresa ao longo prazo, além de mitigar riscos, através da integração entre ESG e estratégias corporativas. Como resultado tem-se um aumento da cotação de mercado da empresa.

 O Longo Prazo é um dos principais fatores para se optar por índices ESG, visto que estes se mostraram mais resilientes, principalmente durante a pandemia do COVID-19. Empresas que focam em governança, por exemplo, não pensam somente no lucro do trimestre, mas em responsabilidade para com o futuro.

 Os princípios ambientais, apesar de serem mais difíceis de quantificar, possuem sua importância quando se prioriza o futuro. Empresas que não possuem cuidados ambientais, podem sofrer com risco regulatório, através de taxas e impostos mais altos.

Atenção para os principios sociais

Por fim, a importância de princípios sociais, cujo impacto acontece também por risco regulatório, abrange segurança de dados, segurança do trabalho, diversidade, compensação, benefícios, entre outros. Este princípio está ganhando muita relevância, visto que os custos humanos estão impactando cada vez mais as empresas.

Apesar destas práticas irem de encontro à maximização de resultados no curto prazo, os fatores mencionados devem ser levados em consideração pelas companhias.

O receio do investidor nacional no longo prazo, deriva de uma cultura imediatista e receio de incertezas econômicas. Porém, com a popularização de investimentos alternativos, opções como Fundos ESG estão cada vez mais em destaque, tanto pela rentabilidade, quanto pela crescente onda green.

Fontes: Maisretorno, investnews, B3, morningstar.

Uma Breve Introdução ao Crédito Privado

No cenário econômico atual, com a taxa de juros (Selic) extremamente baixa, no nível de 2% ao ano, investimentos de renda fixa convencionais não têm dado o retorno esperado pelos investidores.

Assim, muitos investidores estão em busca de novas oportunidades. Com isso, ativos de crédito privado têm ganhado cada vez mais visibilidade.

Mas antes de falar sobre tais ativos, vamos voltar um pouco. Afinal, você sabe o que é renda fixa?

O que é renda fixa

Renda fixa nada mais é do que um título de dívida. O que significa que, quando empresas, bancos ou até mesmo o governo precisam de dinheiro, um dos modos de se capitalizar é por meio da emissão de títulos, que remuneram aqueles que bancarem o tal título, com uma taxa previamente acordada.

Essa taxa pode ser pós-fixada, ou seja, atrelada a um indexador (os mais comuns são CDI ou IPCA) ou uma taxa nominal prefixada, como 10% ao ano, por exemplo.

Os investimentos de renda fixa podem ser classificados de três formas:

Títulos públicos

São aqueles emitidos pelo governo, com o intuito de financiar ações públicas, como obras, programas assistencialistas, entre outros projetos governamentais.

Por ser um investimento em ativos garantidos pelo governo brasileiro, o risco é considerado muito baixo. São representados por títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, alguns exemplos disso são Tesouro Direto e NTNs.

Títulos Bancários

Como o próprio nome diz, são emitidos por bancos quando eles precisam financiar suas operações. Para operações voltadas ao mercado de crédito imobiliário, temos o LCI e para operações de crédito do agronegócio, o LCA. Já o CDB, não tem uma destinação específica.

Os dois primeiros são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas e todos os três são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura o valor investido caso a instituição emissora do título venha a falir.

Títulos de Crédito Privado

Para financiar suas operações, as empresas de capital aberto emitem esses títulos de dívida, que podem ser CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), para financiamento de operações destinadas ao agronegócio, ou CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) para operações voltadas ao mercado imobiliário.

Temos também as debêntures para financiamentos sem fins específicos. Os dois primeiros são isentos de IR para pessoas físicas, e o terceiro pode ter tal isenção, mas falaremos sobre isso mais tarde. De toda forma, não possuem garantia do FGC.

Como os Títulos de Crédito Privado funcionam

Agora vamos focar no principal tema desta publicação, os títulos de crédito privado.

Os títulos de créditos privados são investimentos de renda fixa, que podem proporcionar retornos maiores do que os já consolidados CDBs e títulos públicos.

A maior rentabilidade desses títulos está diretamente atrelada ao maior risco envolvido na operação, geralmente relacionado ao risco de crédito no caso de a empresa não pagar o valor devido.

Como tais produtos não possuem garantia do FGC, esse risco acaba sendo relevante na emissão do título e na sua rentabilidade.

Os investimentos em crédito privado se dão na forma de CRIs, CRAs e debêntures. Os dois primeiros precisam ser emitidos por meio de companhias securitizadoras, que atuam como intermediadoras nesse processo de lançamento ao mercado.

Porém, para trazer mais segurança aos investidores, existem empresas de rating – que em tradução literal significa “avaliação”.

Essas empresas classificam as instituições que disponibilizam produtos no mercado, assim os investidores podem ter uma visão melhor sobre onde estão alocando seus investimentos e qual a chance de a empresa não honrar com seus credores.

Moody’s, Fitch e S&P são exemplos de empresas de rating internacionalmente conhecidas que classificam os emissores, como o que foi apresentado na figura 1.

Como podemos ver na figura 1, as classificações variam de empresa para empresa, mas a ideia geral é a mesma: os ratings que estão no topo (AAA) classificam as empresas que possuem menor risco, logo, as probabilidades de honrar com as dívidas adquiridas são maiores.

Normalmente, são empresas financeiramente estáveis e com bom histórico perante o mercado.

Conforme o rating diminui, o risco de investir nas empresas aumenta, sendo assim, pode-se observar o retorno atrelado ao risco do ativo e compará-lo à rentabilidade do ativo de menor risco do Brasil (Tesouro Direto) para saber a atratividade de tal investimento.

Já as debêntures, podem ser emitidas pela própria empresa, mas precisam da aprovação de agentes regulatórios para distribuição.

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs)

São um modo de financiar o mercado imobiliário e funcionam da seguinte forma: a construtora (XYZ) precisa levantar capital para seu próximo empreendimento.

Sendo assim, ela vai até uma companhia securitizadora e acerta as condições do financiamento, como por exemplo, o montante total a ser financiado, o prazo de pagamento (ex.: nov/2030) e a taxa de juros (ex.: IPCA + 4,0%).

Com essas informações, a companhia securitizadora divide o valor a ser financiado em diversas cotas e as lança ao mercado na forma de CRI (empresa X), com taxa de investimento IPCA + 4,0% e vencimento em novembro/2030.

Os investidores que se interessarem por tal oferta adquirem cotas desse CRI com o intuito de ter o retorno oferecido pela empresa ao final do prazo (já líquido) de imposto de renda (IR), no caso de pessoas físicas.

Caso os investidores queiram resgatar o montante investido antes do prazo, podem fazê-lo por meio do mercado secundário, porém, estão suscetíveis a ágio (valorização) ou deságio (desvalorização) de tal investimento.

Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs)

Assim como os CRIs, servem para financiar empresas com operações em um setor específico, no caso, o agronegócio, como frigoríficos e produtores agrícolas. O investimento em CRA possui as mesmas características e especificidades dos CRIs, alterando somente o setor de destinação dos recursos.

Debêntures

Debêntures são uma forma para que sociedades de ações e não pertencentes ao setor financeiro possam fazer captação de recursos, fugindo das altas taxas de juros cobradas por bancos. Elas podem ser comuns ou incentivadas.

Diferentemente dos investimentos acima, a empresa não necessita de uma companhia securitizadora para fazer a emissão de tais títulos. Ela pode fazê-lo por conta própria, mas para isso, precisa cumprir alguns pré-requisitos:

  • Convocar uma assembleia geral dos cotistas para autorizar a emissão;
  • Elaborar uma escritura de emissão, sendo definidos neste o montante total a ser captado, a destinação dos recursos, o prazo de pagamento (ex.: nov/2030), a taxa juros (ex.: IPCA + 4,0%) e o agente fiduciário (que representa os investidores (debenturistas) perante a empresa);
  • Efetuar o registro dessa emissão na CVM;
  • Emitir e providenciar, junto a uma instituição financeira, a negociação das debêntures ao mercado comprador.

Durante a emissão, as debêntures são classificadas da seguinte forma:

  • Incentivadas: têm como objetivo o financiamento de melhorias na infraestrutura (ex.: construção de ponte, transmissão de energia elétrica), esses títulos contam com a isenção de IR para seus rendimentos, no caso de pessoas físicas;
  • Comuns: têm como objetivo a captação de recursos que não estejam relacionados a infraestrutura da empresa, tais investimentos são tributados conforme a tabela regressiva de tributação de renda fixa.

Os investidores que tiverem interesse por tais ofertas, adquirem cotas dessa debênture, se tornando assim “debenturistas”. Eles passam a auferir os rendimentos divulgados pela empresa ao final do prazo líquido de IR, no caso de pessoas físicas.

Caso os debenturistas queiram o resgate do valor investido antes do prazo, podem fazê-lo, porém estão sujeitos à variação de mercado para tal investimento.

Títulos de crédito privado são considerados uma boa forma de diversificação de carteira com ativos indexados ao IPCA, ou seja, que garantem um retorno real, acima da taxa de inflação, e por isso é recomendado o uso de aproximadamente 15% da carteira para esse fim.

Com isso, concluímos nossa introdução aos investimentos relacionados ao crédito privado. Caso ainda tenha dúvidas, entre em contato com seu assessor BlueTrade.

Aí vem o Natal, hora de pensar na ceia e no seu dinheiro!

Aí vem o natal, hora de pensar na ceia e no seu dinheiro

Sou fã incondicional das festividades de Natal e, principalmente, da ceia. Além da felicidade de encontrar rabanadas em todas as padarias, essa época do ano também traz para mim a infalível lembrança do Dilema do Peru

Proposto pelo acadêmico, filósofo e analista de risco, Nassim Nicholas Taleb, o problema serve para demonstrar o risco de nos apoiarmos cegamente em dados passados para prever o futuro… como faz a maioria dos investidores. 

Taleb pede que se imagine um peru alimentado diária e religiosamente por um açougueiro durante mil dias. Cada dia confirma e reafirma aos departamentos econômico, de gerenciamento de risco e de análise do peru, que aquele humano o adora. 

O tempo passa e cada novo dia traz ainda mais confiança na conclusão dos especialistas. Mas, no dia 1.001… surpresa! É Natal (ou Dia de Ação de Graças, no original americano)!

Prepare-se para as surpresas

Basicamente, a tradução da ideia para seus investimentos é a necessidade de atenção para a possibilidade de surpresas futuras. Quando se analisa ativos para a montagem de um portfólio robusto de investimentos, é obrigatório reservar uma parcela para desafiar aquilo que você acredita. 

A pergunta é: e se estiver errado, o que estaria certo? Que ativo apresenta a famosa descorrelação, isto é, o que sobe quando a carteira cai e vice-versa? 

O investidor pode e deve balancear o tamanho dessa parcela (que geralmente fica em um mínimo de 10%) no portfólio, mas nunca ficar sem. Lembre-se: nunca ficar sem.

O fato é que, de tempos em tempos, estaremos persuadidos por alguma certeza sobre pra que lado o mercado vai se mover. Calcularemos múltiplos (P/L, P/VP, LPA, DY…..), listaremos preços históricos, notaremos coincidências temporais e seremos convencidos por análises matemáticas e históricas. Então projetaremos o futuro com base nesses dados e… surpresa! 

Obviamente, os históricos não deverão ser desprezados. Na verdade, são bons indicativos sobre como determinado ativo reagiu durante situações específicas no passado.

Mas, como diria o famoso prefeito de Sucupira, Odorico Paraguaçu, “o prafrentemente já é outra história”.

A hora é agora: por que investir em renda variável.

Em tempos de um cenário um econômico instável, é preciso repensar a forma com a qual você lida com os seus investimentos.  Se você ainda tem receio em investir em ativos de renda variável, infelizmente pode estar perdendo dinheiro.

Existem diversas formas de diversificar a sua carteira e aumentar a rentabilidade, mesmo com risco um pouco maior. 

E por que esse é o melhor momento para realocar a sua carteira?

A perspectiva de juros baixos por mais tempo – com a taxa Selic em 2,0% pelo menos até o segundo semestre de 2021, segundo os principais analistas da área, deve continuar impulsionando a Bolsa brasileira.

Isso por que houve um aumento do fluxo de investidores buscando por uma maior rentabilidade, migrados da Renda Fixa e da Poupança.

Para você ter uma ideia, o número de investidores pessoas físicas na Bolsa chegou a uma marca histórica de 3 milhões de indivíduos, o que revela uma mudança de atitude do brasileiro frente aos investimentos.

Então, não dá mais para fechar os olhos diante dessa oportunidade

Quero saber mais! 

Tipos de investimentos em Renda Variável

Seja você um investidor moderado ou agressivo, o objetivo é sempre o mesmo: ao investir de forma diversificada, é possível evitar a de perda de dinheiro no caso da desvalorização de algum ativo.

Assim, mesmo que você prefira investir em renda fixa, é possível encontrar opções de renda variável mais adequadas para o seu perfil de investidor, caso você tome a decisão de assumir um pouco mais de risco para uma maior rentabilidade. 

Exemplificamos abaixo algumas opções para ativos de renda fixa para diversificar a sua carteira, com informações da XP Investimentos: 

Opções

Opções são contratos onde o investidor tem o direito de comprar ou vender um lote de ações por um preço fixado em um determinado momento.

Pode-se traçar o paralelo de um seguro de carro: quando contratado, você garante o direito de vender o carro por um preço fixado. Mesmo se ele passar por um acidente que o desvalorize.

Ou seja, no mercado de opções são negociados o direito de compra e venda das ações, com preços e prazo pré-fixados. Mas não a obrigação, apenas o direito de compra e venda.

Quero ajuda para investir em Opções!

Contratos Futuros

O contrato futuro é um investimento onde ocorre um acordo de compra e venda em uma data no futuro, por isso o nome. Ou seja, a cotação deriva de outro ativo.

É possível lucrar tanto com a valorização do ativo quanto na queda, a depender se você comprou ou vendeu o ativo.

E tanto o vendedor quanto o comprador se comprometem com a negociação. Seja de ativos financeiros ou de bens tangíveis (como gado e milho, por exemplo).

Quero ajuda para investir em Contratos Futuros

Câmbio

O mercado de câmbio envolve as negociações referente à troca de moedas de diferentes nações. Por exemplo, se você acredita que o valor do dólar em relação ao real vai subir nos próximos meses, pode investir em comprar dólares hoje para vender por um preço maior no futuro.

Ou seja, você investe na diferença cambial entre duas moedas.

Como não é possível saber a cotação das moedas, principalmente em um cenário futuro, portanto, o risco é alto.

Quero ajuda para investir em Câmbio

Derivativos

Derivativos é um tipo de investimento que deriva a maior parte de seu valor de um outro ativo, taxa de referência ou índice. Por exemplo, o valor pode derivar de ações, do ouro ou da taxa de juros.

Esse outro ativo subjacente pode ser tanto físico, como ouro, café, milho, soja; quanto financeiro, como ações, taxa de juros, inflação, etc. E ele pode ser negociado à vista ou no mercado futuro.

Geralmente, são negociados em um padrão: o contrato é previamente especificado em relação a quantidade, qualidade, prazo de liquidação e outros fatores sobre a negociação.

Quero ajuda para investir em Derivativos!

ETFs (Exchange-traded fund)

Considerado a principal porta de entrada para a bolsa de valores, a ETF (Exchange Traded Fund) é uma forma eficiente de investir em ações, que se destaca pela diversificação e baixo custo. 

Na prática, são fundos que representam índices e são negociados em bolsa de valores. Permitem acessar mercados amplos, sem a necessidade (e o custo) de comprar cada ativo individualmente.

Quero ajuda para investir em ETFs!

Conte com a ajuda da BlueTrade para Investir em Renda Variável (H2)

Agora que você já conhece algumas das inúmeras opções para investir em renda variável, e sabe por que esse é um momento ideal para diversificar a sua carteira – tendo em vista a queda dos rendimentos em renda fixa por conta da baixa taxa de juros:

Chegou a hora de dar o próximo passo

Mas se você ainda não entendeu muito bem como tudo isso funciona ou se sente inseguro, a BlueTrade conta com uma das melhores mesas de renda variável no Brasil para te ajudar nessa caminhada. 

Contamos com especialistas focados em desenvolver estratégias inteligentes para que seu dinheiro renda mais, confira algumas delas:

  • Carteiras recomendadas, embasadas por grandes analistas do mercado, como Eleven e DV Invest;
  • Alocações internacionais, ações de empresas que mais crescem no exterior;
  • Produtos alinhados com o seu perfil, com um contato próximo aos brokers que avaliam o seu perfil de investidor. 

Assim, você receberá todo o suporte necessário para realocar a sua carteira nas melhores oportunidades de renda variável, claro, respeitando os seus objetivos e perfil de investidor. 

Então não espere mais de fale com um de nossos assessores o quanto antes!

Fale com um assessor agora!

Como investir em Renda Fixa de forma inteligente.

Você provavelmente deve estar acompanhando nos noticiários a taxa de juros em mínimas históricas no país, hoje a 2% ano.

Se por um lado isso faz com que o custo das dívidas diminua – o que movimenta a economia, por outro os juros baixos derrubam a rentabilidade dos investimentos, principalmente os de renda fixa, como a poupança.

Para você ter uma ideia, a poupança não teve ganho real nos últimos meses e perdeu para a inflação. Isso quer dizer que:

Você jogou dinheiro pelo ralo caso tenha deixado suas economias nesse tipo de aplicação!

E esse cenário deve continuar no longo prazo, então você precisa conhecer um pouco mais a fundo sobre renda fixa para encontrar alternativas mais inteligentes e tão seguras quanto a poupança para que seu dinheiro renda mais.

Quero ajuda para investir de forma mais inteligente!

Conheça os Tipos de Renda Fixa

Se você está começando a investir agora – ou é um investidor moderado, e está buscando aplicações que tragam uma renda recorrente, mas cansou de perder dinheiro com a poupança, não é preciso deixar de lado a Renda Fixa. 

O segredo dos grandes investidores é a diversificação. E sim, até os investidores mais arrojados possuem esse tipo de aplicação em suas carteiras. 

Acredite, existem opções tão seguras quanto a poupança em renda fixa, mas com rendimentos bem melhores e para todo o tipo de perfil de investidor. 

Mas antes de conhecer os tipos de renda fixa, é necessário saber que a rentabilidade desse tipo de investimento geralmente é calculada de duas formas:

  1. Títulos Prefixados:  rentabilidade conhecida antecipadamente, quando o investidor mantém o título até o vencimento;
  2.  Títulos Pós-fixados: a rentabilidade do investimento dependerá do desempenho de um indexador, como a Selic ou o CDI.

Assim, de acordo com o seu perfil, existem diversas opções para diversificar a sua carteira e otimizar os seus rendimentos.

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CDB – Certificado de Depósito Bancário

O CDB é um dos investimentos em renda fixa mais simples e populares do mercado. Além de ser tão seguro quanto a poupança, sua rentabilidade é melhor ainda. 

Em resumo, ele é um título emitido pelos bancos para captar recursos para o financiamento de suas atividades.

Em troca deste empréstimo de recursos, ele devolve ao investidor a quantia aplicada mais o valor dos juros acordado no momento do investimento.

Além de ter uma rentabilidade que pode chegar até o dobro da poupança, o CDB tem outras vantagens:

  • Segurança: segurado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), no caso de investimentos até R$250 mil;
  • Liquidez: se você escolher por um CDB de liquidez diária, poderá recuperar o dinheiro aplicado quando achar necessário; 

Quero ajuda para investir em CDB!

CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio

Os CRAs são títulos de renda fixa emitidos por empresas ligadas ao agronegócio. Em sua maioria, por produtores rurais ou suas cooperativas, relacionados ao financiamento da atividade agropecuária.

Para isso, a empresa emite um título que representa parte de sua dívida. Os investidores recebem o dinheiro investido somado aos juros, que pode ser predefinido pelo CDI ou o IPCA. Entre os benefícios, destaca-se:

  • Isenção de IR e IOF para a pessoa física, o que significa mais rendimento ao investidor.

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CRI – Certificados De Recebíveis Imobiliário

Os CRIs são títulos de renda fixa privado emitidos por empresas com o objetivo de financiar alguma atividade no ramo de construção civil.

Com os aluguéis recebidos pelos imóveis construídos, a empresa paga os investidores que lhe emprestaram dinheiro.

De forma geral, esse tipo de investimento paga uma taxa prefixada que é conhecida já na compra. Além disso, pode ocorrer também o acréscimo da variação de um índice como a inflação ou o CDI.

Entre os benefícios, destacam-se:

  • Isenção de IR e IOF para pessoa física;
  • Não existe um valor mínimo aplicado aos investimentos em CRI, com apenas R$ 1 mil já é possível iniciar.

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Debêntures – comuns e incentivadas

As debêntures são títulos de renda fixa privada, emitidos por empresas que desejam financiar algum tipo de investimento. 

Elas podem precisar de capital para custear atividades operacionais do dia a dia ou para realizar novos investimentos.

As debêntures incentivadas são exclusivas para empresas que irão realizar investimentos de infraestrutura. Já as debêntures comuns podem ser emitidas por qualquer empresa, seja qual for o objetivo do investimento a ser realizado. 

Entre as principais vantagens, destaca-se:

  • Isenção de IR e IOF (para pessoa física) no rendimento e no ganho de capital, caso estejam enquadradas como debêntures de infraestrutura

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Trace uma estratégia de sucesso de Renda Fixa com a ajuda da BlueTrade.

Para concluir, a renda fixa ainda reserva boas oportunidades, com ativos recomendados para todos os perfis de investidores, de conservadores a agressivos. 

O que muda é o tipo de ativo, o indexador, o risco e o prazo. Afinal, diversificação é a chave para o seu sucesso como investidor.

O importante é que você já sabe que deixar o seu dinheiro na poupança não é um bom negócio.

E quanto mais você demorar para tomar uma atitude, mais as suas economias serão engolidas pela inflação. 

Quero meu dinheiro rendendo de verdade!

Você não precisa investir sozinho!

Mas se você ainda não sente segurança para tirar o seu dinheiro da poupança, não se preocupe: não é preciso investir sozinho!

A BlueTrade conta com uma assessoria especializada para te ajudar nessa transição. 

Nossos profissionais buscam pelas as melhores oportunidades e produtos alinhados com seus objetivos. 

Vale lembrar que recebemos o prêmio TIER 1 da XP, como um dos escritórios que mais agregaram valor e eficiência às carteiras de renda fixa dos clientes!

Então não perca mais tempo, fale com um assessor BlueTrade e faça o seu dinheiro render mais! 

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