Commodities: a peça-chave do mercado financeiro brasileiro

Muito tem se falado sobre commodities nas últimas semanas devido aos recordes nas cotações desses produtos. Toda essa popularidade se justifica pelo fato delas serem mercadorias fundamentais aos países (principalmente os emergentes) e pelo seu preço impactar diretamente a economia e a Bolsa de Valores brasileira.

Mas afinal, o que são commodities?

O que são commodities?

A palavra significa ‘mercadoria’, em uma tradução livre do inglês. No mercado financeiro, ela é utilizada para caracterizar produtos de matéria-prima que possuem algumas características, entre elas:

  • Produção em larga escala;
  • Passível de estocagem sem perda de qualidade;
  • Pouco industrializados;
  • Possuem padrões de qualidade e produção.

Por serem produtos comercializados mundialmente e com um volume muito grande, quando seus preços oscilam o mercado financeiro mundial sofre seus impactos, e alguns países sentem mais essas variações do que outros.

Um bom exemplo foi a alta do Bovespa na última semana (21/05), puxada pelo aumento nos preços das commodities, que se contrapôs às quedas de bolsas ao redor do mundo.

Grupos de commodities

As commodities englobam vários produtos, e por isso elas são divididas em quatro grandes grupos: as agrícolas, minerais, ambientais e financeiras.

O Brasil é uma superpotência quando o assunto é produção de alimentos, nossos principais produtos são as commodities agrícolas como soja, milho, café, açúcar, cacau e laranja. Além disso, somos destaque na produção de petróleo, minério de ferro e boi gordo.

Esses produtos correspondem a mais da metade das exportações do país, e não é difícil enxergar a relação entre eles e a bolsa brasileira.

As commodities na Bolsa de Valores brasileira

Na carteira teórica que compõe o índice Bovespa, cerca de um terço das empresas listadas tem relação direta com commodities, sendo Petrobras, Vale, JBS e Suzano as quatro maiores companhias relacionadas. Quando comparamos índices de commodities como o CRB (Core Commodity Index) com BOVA11 graficamente, percebemos a forte relação entre esses dois índices.

Fonte: tradingeconomics

O momento atual de retomada da economia de países como China, EUA e Índia e o crescimento do PIB global, impulsionam as commodities e seguindo essa onda, o mercado começa a migrar as ações de crescimento (como empresas de tecnologia) para empresas de valor (como bancos e commodities).

Bancos como o Bank of America, o Goldman Sachs e o UBS projetam alto crescimento para os próximos seis meses, ou seja, apesar de já termos visto uma grande alta do setor, ainda há espaço para avanço.

Estes são apenas alguns dos sinais de que este segmento apresenta boas oportunidades para o Brasil e claro, para os investidores.

Como está a exposição da sua carteira às commodities?

O time da BlueTrade se empenha diariamente para ajudar o investidor a encontrar as melhores oportunidades do mercado. Entre em contato com um de nossos assessores e entenda mais sobre esse produto.

Fontes: infomoney, nubank, rico, veja

Guia completo dos impostos que incidem sobre os investimentos

Com o grande volume de CPFs ingressando no universo dos investimentos, muitos ainda estão descobrindo os diversos produtos disponíveis, inclusive, os de renda variável. Um erro comum entre os investidores é não se atentar quanto aos impostos que incidem sobre os investimentos. Sendo que esses encargos influenciam diretamente nos ganhos de sua aplicação.

Para você entender melhor sobre a importância desse assunto, vamos começar fazendo uma comparação bem simples entre futebol e tributação. Pode parecer coisa para os contadores, mas na verdade, conhecer a regra do jogo ajuda o investidor a fazer um planejamento tributário dos investimentos e maximizar os seus ganhos.

Já parou pra pensar sobre a importância do impedimento ou até mesmo como seria se não houvesse essa “regrinha” polêmica no futebol? O impedimento é uma das regras mais complexas do futebol, porque envolve tanto o conceito de posicionamento em campo, quanto a capacidade de avaliação por parte do árbitro sobre a influência que um jogador pode exercer em um lance.

O impedimento serve para deixar o jogo mais equilibrado e evitar que um jogador fique na área do adversário, aguardando um lançamento de bola para fazer o gol. Se não fosse assim, os técnicos não precisariam de estratégias para ganhar o jogo. Nesse sentido, não basta apenas o técnico conhecer a regra, pois quem vive ela, na prática, é o jogador que vai entrar em campo.

E para escolher a melhor aplicação para o seu dinheiro é a mesma coisa. A decisão depende de diversas variáveis, como o risco que está disposto a correr, o retorno que pretende ter e o tempo que tem para manter o dinheiro investido.

Além desses pontos, existem alguns itens que, muitas vezes, passam despercebidos, mas que influenciam diretamente nos ganhos de sua aplicação: os impostos que incidem sobre o investimento. A incidência dos tributos vigentes varia de um investimento para outro. Sobre os rendimentos provenientes de investimentos no mercado financeiro temos dois impostos:

Imposto sobre Operações Financeiras – IOF e Imposto de Renda – IR.

No IOF, a tributação ocorre para saques com menos de 30 dias de aplicação sobre a rentabilidade, e é proporcional ao número de dias aplicados. A alíquota, nesse caso, é regressiva, ou seja, diminui à medida que aumenta o prazo de aplicação. Neste contexto, as alíquotas variam de 96%, para aplicações por 1 dia, até 3% para aplicações por 29 dias e 0% a partir de 30 dias.

Já para o IR, a alíquota depende do tempo de aplicação. 

A tabela abaixo, mostra as diferentes alíquotas, de acordo com o prazo de cada investimento.

PrazoAlíquota
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Tanto o IOF, quanto o IR, via de regra, são impostos retidos na fonte pela instituição financeira a qual o investidor tem relacionamento, seja no vencimento, come-cotas ou no momento do resgate. Com exceção da Renda variável, que o imposto é recolhido pelo próprio investidor e estaremos explicando melhor mais à frente.

Já falamos sobre a regra geral dos dois impostos que incidem sobre os rendimentos provenientes. Agora vamos conhecer os principais grupos de produtos, suas respectivas tributações e dicas de como obter uma eficiência tributária e aumentar os ganhos.

Renda Fixa

Os principais produtos de renda fixa são: CDB, Títulos públicos, debêntures, COE, LC, LF

A tributação para aplicação nesses investimentos é a tabela regressiva do IR e do IOF. Ou seja, prazo maior que 30 dias não incide IOF e quanto maior o prazo, menor a alíquota do IR sendo que maior que 02 anos a alíquota é 15%.

Existe nessa categoria, produtos que são isentos de IR para investidor pessoa física. São eles: poupança, LCI, LCA, CRA, CRI e debêntures incentivadas.

A dica para essa categoria, é sempre programar os investimentos para prazos mais longos, fazer as contas e comparar com um produto que não é isento de IR. Pois, muitas vezes, um CDB, por exemplo, tem uma taxa superior ao título LCA, quando se faz a dedução do IR, a taxa líquida fica menor que a do LCA, que é um produto isento de IR.

Fundos de investimentos

Neste caso, as seguintes categorias: Renda fixa, Multimercado, Cambiais, Fundos DI e FIC (Fundo de Investimentos em Cotas), a tributação do IR ocorre pela tabela regressiva no resgate ou come-cotas (no último dia útil de maio e novembro). Como os fundos não têm vencimento, o fisco faz uma antecipação do imposto no mês de maio e novembro e depois, faz o ajuste da tabela regressiva no momento do resgate.

Nos fundos de ações a tributação do IR é fixa em 15% no momento do resgate, e não possui come-cotas retido na fonte.

Para essa modalidade de produtos, o IOF segue a tabela regressiva. Acima de 30 dias não tem incidência do imposto.

A dica aqui é sempre evitar resgates antes dos 30 dias, pois o IOF sobre o rendimento pode abocanhar grande parte. Além disso, a legislação fiscal permite compensação de prejuízo para investimentos em fundos. Existe uma classificação para os fundos e dentro da mesma categoria o prejuízo de um fundo pode ser compensado em outro.

Consulte sua instituição financeira sobre como eles fazem a compensação de fundos, assim poderá obter o relatório dos prejuízos e ficará ciente de como aproveitar melhor esse benefício.

Renda variável

O mercado de ações atraiu mais de três milhões de investidores pessoa física até o final de 2020. Sendo o varejo, um dos maiores responsáveis por essa grande onda. Além de se atentar aos lucros, é importante que o investidor também preste atenção nas normas perante o fisco.

Acima de R$ 20 mil, a alíquota adotada é de 15% para vendas mensais e nas operações de day trade e Fundos Imobiliários (FII) a alíquota aplicada é de 20%. 

É preciso evidenciar ainda que é possível reduzir o valor do ganho capital, basta somar as despesas com corretagem, taxas ou outros custos necessários para a realização da compra/venda das ações, ao custo de aquisição.

Agora, caso o valor das vendas realizadas em cada mês seja igual ou inferior a R$20mil, investidores pessoas físicas estão isentos do imposto de renda. Exceto nas transações de day trade, onde independentemente do valor, não existe isenção. 

Entretanto, de qualquer forma, todas as operações realizadas na bolsa de valores estão sujeitas ao imposto de renda na fonte e à alíquota de 0,005%. Mas podem ser compensados na apuração do ganho líquido, com o imposto de renda mensal.  

Mas atenção: nas operações com renda variável as apurações são mensais e a responsabilidade do recolhimento é do investidor. São elas: ações, FIIs, ouro, opções, futuro, entre outros. 

O recolhimento do imposto de renda é feito por meio do DARF, com o código 6015, e o vencimento é no último dia do mês subsequente às operações. Não se esqueça de guardar os DARFS recolhidos e as memórias de cálculo.

A dica aqui é que pode compensar prejuízos de produtos dentro da mesma categoria: operações comuns, day trade e FII. Os prejuízos não prescrevem e podem ir sendo compensados até finalizar todo o valor.

Investimento planejado

Ao definir qual a aplicação ideal para seus objetivos, não se esqueça de avaliar, também, o valor disponível, prazo e risco, é preciso ficar atento aos encargos cobrados sobre a operação, pois podem fazer bastante diferença no momento do resgate.

Precisa de ajuda para entender melhor sobre impostos e investimentos?

Agora que você já sabe tudo sobre a tributação dos investimentos, entre em contato com um assessor BlueTrade ou com a Contabilidade da Bolsa e não deixe para marcar gol quando estiver impedido! 

Previdência Privada: qual a importância para sua carteira?

Quando pensamos em Previdência Privada é automático pensarmos em aposentadoria, e está certo, mas ela também pode estar presente em vários outros momentos da vida.

É uma escolha interessante para obter benefícios tributários no longo prazo, fonte de reserva para educação dos filhos, a tão sonhada viagem, compra da casa própria ou mesmo para planejamento sucessório. Além disso, tem sido cada vez mais utilizada como estratégia de diversificação para a carteira de investimentos.

Em relação a aposentadoria, sabemos que não podemos depender totalmente do governo. E é aqui que entra os planos de previdência. Eles existem para facilitar essa fase da vida e trazer maior tranquilidade financeira.

Há quem diga que o momento de “pendurar as chuteiras” está longe e a notícia ruim é que esse momento vai sim chegar. Já a notícia boa, é que não existe idade certa para iniciar seu plano de previdência, porém quanto mais cedo melhor.

Um ponto curioso no planejamento sucessório é que podem ser indicados beneficiários para o recebimento do valor em um possível momento de falta do contribuinte, e o melhor: não entra em inventário. 

Além disso, em um fundo “normal” há incidência de come-cotas (aquela antecipação no recolhimento do Imposto de Renda que ocorre duas vezes ao ano), na previdência não possui.

E se eu quiser mudar de um fundo conversador para outro mais agressivo, quanto pago por isso? Nada!

Na previdência privada é possível portabilizar sem custos, o que garante uma liberdade maior de mudança de estratégia e adequação as suas necessidades.

Previdência Privada: Indicada para quem?

Diante dessas informações, os fundos de previdência são indicados para todo tipo de investidor. Para uma escolha assertiva de quais fundos investir é importante considerar o perfil do cliente, entretanto para um horizonte maior da aplicação, vale a pena buscar por alternativas com maiores exposições, dado que em eventuais quedas há tempo de recuperação. Além disso, para determinar o valor de contribuição, é importante definir quanto você gostaria de receber lá na frente.

Agora que você entendeu o que é a previdência privada e para o que ela serve, vou te apresentar algumas outras informações muito importantes para escolha adequada ao seu perfil.

Modalidades

Existem duas modalidades disponíveis no mercado atualmente: PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres).

Como saber qual a melhor opção?

No quadro abaixo constam as principais diferença entre elas:

Previdência Privada – Tributação

Ao contratar esse produto é possível escolher entre dois regimes tributários:

Tabela Progressiva

Tributação de Imposto de Renda no momento do resgate:
No momento do resgate, a tributação ocorre na fonte, à alíquota de 15%, com ajuste posterior na Declaração Anual do Imposto de Renda.

Tributação de Imposto de Renda no momento do recebimento da aposentadoria:
Conforme Tabela Progressiva vigente do Imposto de Renda.

Regime tributário da tabela progressiva anual

Perfil


Ideal para quem tem objetivos de curto ou possui renda anual tributável nas faixas mais baixas.

Tabela Regressiva

Tributação de Imposto de Renda no momento do resgate:
Alíquota inicial de 35%, nos primeiros 2 anos, podendo chegar até 10%, após 10 anos de permanência no plano.

Tributação de Imposto de Renda no momento do recebimento da aposentadoria:
As alíquotas são decrescentes em função do tempo de permanência de cada contribuição no plano.

Regime tributário da tabela regressiva

Perfil


Ideal para quem tem objetivos de longo prazo.

É possível realizar a troca do regime apenas de Progressivo para Regressivo e é importante lembrar que, no momento dessa troca o tempo de permanência do antigo regime será desconsiderado e o montante será alocado na maior alíquota começando a contar o tempo a partir do dia da troca.

Agora que você sabe de todos os benefícios e como escolher a melhor opção para o seu perfil, procure um assessor da BlueTrade e comece a investir em Previdência, o seu “eu” do futuro vai lhe agradecer!