Tenho 35 anos, ainda vale a pena ter uma previdência privada?

Todo mundo busca tranquilidade para quando a maturidade chegar. Pensando nisso, o melhor momento para planejar a independência financeira na aposentadoria é sempre agora, tenha você 20, 30 ou 40 anos de idade. O que será diferente, em cada uma das faixas etárias, é o caminho para conquistar esse objetivo.

Naturalmente, quem começar mais cedo percorrerá um caminho mais confortável, podendo aportar valores mais baixos para criar o “colchão” de previdência e investimentos que permitirão a tão sonhada aposentadoria tranquila. “Infelizmente, os brasileiros ainda não têm a cultura de poupar, então é comum que muitos comecem a planejar a aposentadoria depois dos 30, quando a vida financeira já está mais estabilizada”, explica Wagner Ronchi, portfolio manager private da Blue3. 

Para esse público, qual é a melhor saída para “recuperar o tempo perdido”? Contar com um plano de previdência privada ou investir no mercado financeiro?

Planos complementares

Investir tem tudo a ver com objetivos e, no caso da aposentadoria, tanto os planos de previdência privada quanto outras aplicações financeiras podem ajudar os investidores a chegar lá. 

As duas principais modalidades de previdência privada são o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). A diferença entre as duas é basicamente a forma de tributação: a primeira segue uma tabela regressiva do imposto de renda, que é cobrado apenas no resgate; enquanto a segunda segue um sistema “progressivo” que permite abatimentos do IR ao longo do tempo e tem tributação sobre o saldo total.

Em ambas as modalidades é possível escolher o montante que será aplicado mensalmente (alguns planos têm valor mínimo) e por qual tempo você aplicará antes de colher o benefício. Para saber mais sobre o PGBL e o VGBL, confira este texto no canal patrocinado da Blue3 no portal SpaceMoney.

Outra forma de não depender do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na velhice é investir por conta própria para acumular os recursos necessários para sua aposentadoria.

Primeiramente, é necessário conhecer o seu perfil de investidor, se é conservador, moderado ou arrojado. Como saber? Em geral, corretoras e assessorias de investimento aplicam um teste que analisa a capacidade financeira e indica qual é o perfil que norteará a escolha dos ativos que vão compor a carteira. “Porém, independentemente do perfil, é possível criar um portfólio no mercado financeiro que dê suporte ao plano de previdência e ajude a garantir retornos sólidos no futuro”, explica Wagner.

Confira exemplos de investimentos que podem fazer parte da sua carteira de previdência

Tesouro Direto

São os títulos mais seguros do mercado financeiro, pois trata-se de dívidas do tesouro nacional. Ou seja: a possibilidade de o governo não ter capacidade para honrar suas dívidas é quase inexistente.

A segurança, claro, vem com um preço: a rentabilidade do Tesouro Direto não é a mais alta do mercado, mas ainda assim esse é um dos ativos quase obrigatórios em qualquer carteira de longo prazo, uma vez que o principal objetivo de quem guarda dinheiro para resgate muitos anos à frente é rentabilizar acima da inflação.

Com o TD isso é possível, uma vez que a modalidade conta com a opção IPCA+, cuja rentabilidade é calculada a partir da inflação medida pelo IBGE  (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e de uma taxa fixa.

CDBs

Os Certificados de Depósito Bancários são ativos semelhantes ao Tesouro Direto, porém, quem emite esse tipo de título são os bancos. Embora instituição financeira nenhuma tenha a mesma capacidade de pagamento do governo, dinheiro para honrar as dívidas não costuma ser problema para os bancos. Portanto, os CDBs também são considerados investimentos de baixo risco.

É possível encontrar, inclusive, opções com rentabilidade mais atrativa do que a dos títulos públicos. Porém, fique atento à liquidez: alguns desses ativos só podem ser resgatados no vencimento, ou seja, ao investir, você só receberá de volta o seu dinheiro na data estipulada, que pode ser em seis meses ou até 10 anos. Por isso é importante ler com atenção a descrição do título antes de comprar.

Fundos de renda fixa

Em linhas gerais, fundos de investimento são grupos de pessoas que se reúnem para investir e conseguirem, juntos, montar um portfólio rentável. No caso dos fundos de renda fixa, o objetivo é investir nessa classe de ativos, que inclui os títulos públicos e CDBs descritos acima, além de certificados de recebíveis do agronegócio e mercado imobiliário, títulos de crédito e outras opções.

Os fundos são comercializados em cotas e a rentabilidade do investidor é proporcional à quantidade adquirida. 

Ações

Embora seja conhecido pela alta volatilidade, o mercado de ações também é indicado para quem tem planos de longo prazo. Não por acaso, o número de investidores pessoas físicas na B3, a bolsa de valores brasileira, não para de crescer. Só até julho deste ano — segundo números da própria bolsa —, o número de contas ativas chegou a 3,9 milhões, um avanço de 20% em relação a 2020. 

Embora esteja “na moda”, investir sem qualquer critério em renda variável pode trazer prejuízos. É preciso ter cuidado na hora de escolher os papéis que farão parte do portfólio e acompanhar de perto o desempenho das empresas.

“ A bolsa é um ótimo caminho para quem quer uma rentabilidade superior à da renda fixa, mas lá os investidores também encontrarão maior exposição ao risco. Por isso é necessário estar sempre bem informado. Para quem não tem tempo de se dedicar, o ideal é buscar uma assessoria de investimentos ou gestora de recursos”, destaca o portfolio manager. 

Fundos de investimentos imobiliários (FIIs)

Cada vez mais presentes no radar — e na carteira — dos investidores, os FIIs têm funcionamento similar a outros fundos, porém, são focados em empreendimentos imobiliários ou investem seu patrimônio em ativos ligados ao setor. 

Uma característica que chama a atenção é que esse tipo de investimento pode oferecer, simultaneamente, retorno por meio da valorização das cotas e distribuição de dividendos. Isso porque há fundos que investem em imóveis para locação e os aluguéis gerados por esses contratos são divididos entre os cotistas do fundo. “Os FIIs estão ganhando o radar dos investidores por oferecerem possibilidade de renda passiva, por meio dos dividendos, que além de ser um dinheiro que os investidores recebem mensalmente, ainda permanece isenta de imposto de renda mesmo com o avanço da reforma tributária”, pontua Wagner.

Quer conhecer os melhores investimentos para realizar o seu próximo sonho? A Blue3 te ajuda a encontrar o caminho!

Blue3 e SpaceMoney anunciam parceria e lançam novos canais de informação

Um dos ativos mais valiosos do século 21 é a informação. Diariamente, fatos econômicos, políticos e sociais interferem no nosso cotidiano e, para quem investe e pensa no futuro, estar por dentro desses acontecimentos no momento certo pode significar a diferença entre lucro e prejuízo. 

Informar com agilidade e trazer análises de qualidade é a missão dos novos canais Bolsa de Valores e Proteção e Futuro, focados no cotidiano da B3 – a bolsa de valores brasileira – e nos mercados de seguros e previdência.

O portal SpaceMoney, especializado na cobertura do mercado de capitais e em produção de conteúdo com foco em educação financeira, é o responsável pela organização editorial e hospedagem do projeto, que tem patrocínio da Blue3. A empresa, escolhida pela XP Investimentos como melhor escritório de agentes autônomos do Brasil em 2021, colabora também com conteúdo analítico baseado nas recomendações e relatórios da corretora.

“Esses novos canais especiais de informação nascem em linha com os princípios que norteiam o negócio da Blue3, de valorizar a informação de qualidade e fomentar a educação financeira. Quem respira o mercado financeiro precisa estar sempre ligado no mundo ao redor e, para nós, é uma grande satisfação poder oferecer essa conexão”, destaca Wagner Vieira, CEO da Blue3.

“A Blue3 é o parceiro ideal para o início da nossa área de projetos especiais, que está desenvolvendo novos canais temáticos sobre segmentos importantes do mercado de capitais e da economia, como criptomoedas, investimentos no exterior, agronegócio e saúde, entre outros, sempre em parceria com empresas que são referência em seus ramos de atuação. Vem muita coisa boa por aí”, adianta Fabio Murad, CEO da SpaceMoney

Mais informação sobre a bolsa

Segundo dados divulgados pela B3 no início de agosto, atualmente 3,9 milhões de pessoas físicas têm conta para investimentos em renda variável. Para quem faz parte desse grupo — ou tem interesse em conhecer e acompanhar o mercado acionário —,  o canal Bolsa de Valores é um passaporte para os pregões.

Dessa forma, é possível acompanhar as cotações dos papéis pela ferramenta SpaceNow, se informar sobre os principais fatos relevantes no universo das empresas listadas e conferir o desempenho do Ibovespa e dos principais índices internacionais. Tudo acompanhado pela contextualização dos profissionais da Rede Blue3.

Portanto, além de notas rápidas, a página trará também conteúdos de fôlego, como reportagens, lives e entrevistas em diferentes formatos, incluindo texto, infográficos e vídeos.

Clique aqui e acesse o canal Bolsa de Valores.

Seu futuro está garantido?

Sabemos que não é possível prever o futuro, mas você pode sim, construir o seu! Por isso, se planejar financeiramente, investir em previdência privada e contar com produtos de seguro são medidas indispensáveis para alcançar esse objetivo. 

Porém, infelizmente, essa não é a realidade da maioria dos brasileiros. Segundo o “Raio-X do Investidor”, pesquisa realizada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em julho deste ano, apenas 9% dos brasileiros investem em previdência privada. A maioria (71%) respondeu que dependerá da previdência social (INSS) ou do próprio salário, ou seja: não pretendem parar de trabalhar.

Foi pensando nisso que nasceu o canal Proteção e Futuro, cujo o objetivo é ajudar esse público a ter uma nova consciência financeira, trazendo reportagens sobre educação e planejamento do orçamento pessoal.

Entre os temas estão dicas de como economizar, além das opções de planos de previdência que estão em evidência no mercado e de produtos de seguro que atendam às necessidades dos diferentes perfis de famílias.

Clique aqui para conhecer o canal Proteção e Futuro.

Qual é o seu próximo sonho? Você já definiu as suas metas?

Traçar um planejamento financeiro é essencial para conquistar seus objetivos, e claro, a Blue3 pode te ajudar a alcançá-los.

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Guia completo sobre investimentos para iniciantes

Enfim, você decidiu dar o primeiro passo rumo à liberdade financeira e buscar outras alternativas além da poupança. Mas, como em qualquer início, imaginamos que você ainda esteja descobrindo e assimilando todas as informações do universo dos investimentos. 

Isso é comum. O mercado financeiro pode parecer confuso no começo, mas é um espaço rico em possibilidades para a construção do seu patrimônio. 

Mas, nunca é tarde e sempre é tempo de aprender. E foi por esse motivo, que preparamos um guia completo sobre investimentos para iniciantes. 

Como começar a investir? 

Antes de mais nada, você precisa se conhecer. O que queremos dizer com isso? Você precisa entender o quanto você está disposto a investir; com qual frequência; se você tem tolerância ao risco e a volatilidade do mercado; e por fim, quais são os seus objetivos a curto, médio e longo prazo. 

As respostas desse processo vão te mostrar qual é o seu perfil de investidor. E saber qual é o seu perfil é a premissa para todo o restante que virá a seguir. 

Os perfis principais do mercado  foram classificados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), e são: 

Perfil conservador 

O investidor conservador é adepto à segurança, priorizando aqueles produtos que oferecem menor risco e estabilidade na carteira de investimentos. Mesmo que, para isso, tenha uma rentabilidade um pouco menor. 

Por isso, tendem a optar pelos investimentos em renda fixa. E os produtos mais comuns neste sentido são os CDBs, Títulos Públicos e os Fundos de Renda Fixa. 

Perfil moderado 

Esse investidor se preocupa menos com os riscos do que o conservador. Entretanto, ainda tende a priorizar a segurança na hora de investir. 

O investidor moderado costuma aderir alguns produtos que oferecem uma rentabilidade maior a longo prazo, se arriscando mais. 

Produtos como CDBs, Previdência Privada, Fundos Multimercados, Fundos Imobiliários e Ações podem fazer parte da lista de interesses desses investidores. 

Perfil arrojado ou agressivo 

Esses investidores possuem mais tolerância aos riscos em busca de uma rentabilidade maior. Por isso, costumam ousar e investir, preferencialmente, em renda variável, como a compra de ações e derivativos. 

A Bolsa de Valores costuma ser o ambiente em que os investidores mais arrojados costumam participar com frequência. 

Se planejar para começar a investir 

Agora que você já viu quais são os perfis dos investidores, podemos avançar para o próximo ponto, que é o do planejamento financeiro. 

Investimento não é um passatempo e muito menos a promessa de enriquecer do dia para a noite, mas sim uma forma de organizar a sua vida financeira, para que o dinheiro que você poupa renda mais e que você construa um patrimônio para ter um futuro digno e confortável. 

É saber utilizar os seus recursos de hoje da melhor forma. Por isso, desde o princípio, você precisa definir qual é a quantia que vai dispor mensalmente, com responsabilidade, para os seus investimentos.

A responsabilidade é o ponto-chave no planejamento. Antes de aplicar todo o seu montante em operações visando o lucro, é importante ter em mente que a reserva de emergência precisa entrar como uma das prioridades nesse processo. 

Mas, por que? A vida é repleta de surpresas, boas e ruins, e basta estar em movimento para uma vez ou outra sermos surpreendidos com imprevistos. 

Por exemplo: 

Sabe quando você decide que neste mês vai reservar um dinheiro para viajar com a família? E justamente nesta mesma época o seu carro quebra, seu animal de estimação fica doente ou você precisa dar manutenção em algo da sua casa que está com problemas. 

É desta mesma forma que acontece com os investimentos. Vamos supor que você esteja investindo em algum produto que esteja apresentando bons resultados. Mas, um desses imprevistos acontecem. Você certamente irá precisar deslocar a sua rentabilidade para resolver essa questão. 

Por isso existe a reserva de emergência. Ela é essencial para todos os tipos de investidores e vai garantir que os seus investimentos continuem saudáveis mesmo nas adversidades.

Como montar uma reserva de emergência? 

Primeiro, é preciso entender quais são os seus gastos fixos. Porque os especialistas do mercado orientam que a reserva de emergência deve cobrir de seis a nove meses dos gastos fixos de uma pessoa. 

Além disso, a reserva de emergência não deixa de ser um investimento também. Por isso, alocar esse montante em uma aplicação que ofereça liquidez diária – que você pode retirar a qualquer momento – e rentabilidade, faz toda a diferença. 

Alguns exemplos de produtos com liquidez diária, são: o Tesouro Selic, CDBs, Fundos de Investimento de Renda Fixa. 


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Quais são os investimentos mais indicados para iniciantes?

Essa é uma pergunta bem comum feita por quem está começando. Por isso, para finalizar o artigo, vamos falar sobre 3 investimentos, que já citamos acima, e são interessantes para os iniciantes.

  1. CDB

O CDB é um Certificado de Depósito Bancário emitido pelos bancos. É um investimento conhecido e bem comum na renda fixa. Esse produto oferece menos risco, como a poupança, porém com mais rentabilidade. Isso porque os rendimentos começam a contar desde o dia da aplicação.

Existem três tipos: o prefixado, pós fixado e híbrido. Além disso, pode ser tanto de liquidez diária, quanto de resgate apenas no dia do vencimento.

Leia mais sobre o CDB aqui.

  1. Fundos de Investimento de Renda Fixa

Os fundos de investimento funcionam assim: o investidor se junta a um grupo que tem o interesse de investir nos mesmos ativos, assim, cada investidor adquire uma cota e recebe a participação nos resultados.

Eles são administrados por gestoras responsáveis. Os fundos de renda fixa possuem 80% dos seus investimentos em títulos, como o nome já sugere, de renda fixa e os outros 20% em derivativos. 

Por isso, é um fundo considerado de menor risco também. 

Para saber mais sobre fundos, leia o artigo “Tipos de fundo de investimentos”.

  1. Tesouro Direto 

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional criado pelo governo com o objetivo de gerenciar as dívidas públicas. 

Então, são títulos públicos em que o investidor empresta dinheiro para o governo em troca de rentabilidade. O Tesouro Direto se encaixa em um dos investimentos mais seguros do mercado atualmente. 

Esses títulos podem ser prefixados, pós-fixados e híbridos. 

Saiba também “Como investir em Renda Fixa de forma inteligente”.

Dica bônus: essa é uma dica que pode evitar muitos tropeços no início dessa jornada. Cada investidor tem objetivos particulares.

Por isso, os movimentos de “manada” em que muitos investidores acabam tomando a mesma decisão por influência de outras pessoas, podem ser prejudiciais e levar muitos ao erro. É essencial alinhar a análise fundamentalista do mercado feita por profissionais com os objetivos de cada um.

E, claro, você não precisa estar sozinho ou sozinha na hora de investir. Conte com a ajuda de quem entende e é especialista de mercado. 

Se você tem dúvidas sobre as suas opções para investir, clique aqui e converse com um assessor Blue3.

Como pensar em estratégias de investimento a longo prazo?

Você já deve ter ouvido em palestras, lives, artigos ou em falas de especialistas do mercado sobre a importância de cultivar um pensamento voltado para o longo prazo na hora de fazer seus investimentos. 

Esse pensamento é fundamental para que os planos futuros possam ser concretizados com mais tranquilidade e conforto. Por isso, esse conselho é tão válido, não só para ativos em renda fixa, mas para os de renda variável também. 

Dispor um dinheiro para daqui 20, 30, 40 anos, vai muito além da tarefa de se planejar financeiramente. Exige um esforço mental para evitar que o desânimo apareça no meio do caminho e ponha tudo a perder.

Quando o desânimo aparecer, lembre-se de grandes investidores, como Warren Buffet, que construiu seu patrimônio no longo prazo e fez história no mundo dos investimentos.

“Planeje o investimento como um casamento católico: para a vida toda.” (Warren Buffett)

Qual o primeiro passo para uma estratégia a longo prazo?


Na Expert XP 2021 – o maior evento sobre investimentos do mundo – realizado pela XP Investimentos, o sócio da Blue3 e especialista em alocação, Eliseu Hernandez, conversou sobre o assunto com Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos e embaixador do evento. 

Os profissionais levantaram pontos importantes sobre o tema, que valem a pena serem falados neste artigo. 

Segundo o estrategista, Fernando Ferreira, o primeiro passo para montar uma estratégia a longo prazo seria pensar na diversificação da carteira de investimentos. “Esse é o único almoço grátis que o mercado nos dá”, enfatizou. 

Do ponto de vista da carteira de investimentos líquida, dividir os “ovos” em mais de uma “cesta” faz mais sentido para proteger o que já foi construído e mirar no futuro da carteira. 

O segundo passo seria pensar na qualidade dos ativos e no quanto eles são descorrelacionados uns dos outros. Fernando deu o exemplo das criptomoedas que, por mais que tenham uma alta volatilidade, não são correlacionadas a outros ativos que possuem influência do governo, por exemplo. 

“Por isso, ter uma pequena parte no seu portfólio nesse ativo, pode ajudar a diminuir o risco da carteira no final do dia”, complementa. 

Um investidor pode ter uma carteira com diferentes ativos brasileiros, mas se não há diversificação regional, isso pode ser um problema também. Porque, de acordo com o estrategista-chefe da XP, “se der um problema no Brasil, como estamos vendo agora, a carteira inteira vai mal ao mesmo tempo”. 

A alocação estrutural da carteira precisa, então, levar em consideração os pilares que envolvem a diversificação e a descorrelação dos ativos, que citamos acima, permitindo que um ativo compense o outro. Essa estrutura é fundamental para evitar que o investidor balance em momentos de instabilidade do mercado. 

Como o cenário econômico atual impacta na montagem da carteira?

Em uma passagem do evento, Fernando Ferreira respondeu se realmente faz sentido olhar o cenário econômico atual para montar a carteira de investimentos. E a resposta foi “depende”. 

Pensando em um processo de montagem de carteira a longo prazo, olhar o cenário atual pode não ser o principal ponto de partida. Exatamente porque, ao fazer a alocação dos ativos, é essencial montar uma carteira que irá proteger o investidor em diferentes cenários e momentos. 

Entretanto, saber avaliar o cenário econômico contribui no momento de definir a distribuição de cada ativo. Por exemplo: “ a maior parte vai ficar para a Bolsa?”, “o dólar deve ocupar quantos % da carteira?”, entre outros questionamentos. 

Por isso, o estrategista afirma que, “o cenário é sim muito relevante na alocação mais tática e na hora de fazer mudanças e trocas. Mas, é importante sempre respeitar o perfil do investidor e a tolerância ao risco”. 

O especialista em alocação, Eliseu Hernandez, também fez o seu alerta: “querendo ou não, nem todo mundo vai acertar, mesmo usando as táticas”. Principalmente porque o cenário pode indicar uma mudança e, mesmo assim, “o movimento pode ser feito tarde demais”, complementa Fernando. 

Os profissionais falaram, ainda, sobre a falta de racionalidade dos investidores no momento das tomadas de decisões, onde muitos ainda continuam agindo pela emoção. 

E, nesses momentos, ter um assessor de investimentos ao lado pode fazer a diferença para chegar ao melhor consenso sobre essas porcentagens “ideais” para cada classe de ativo.


Sobre o tempo ideal para a correção de rota, o consenso indica que o que vai influenciar é o perfil de cada investidor. Existe o perfil que pede uma mudança mais rápida, e outro que leva mais tempo para fazer uma movimentação. Mas, cada passo deve ser seguido com inteligência e estratégia. 

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E o cenário da inflação? 

Por fim, os palestrantes falaram sobre o cenário atual da inflação, que tem crescido muito no Brasil e o impacto nos investimentos. 

E, o estrategista-chefe da XP, trouxe uma reflexão: “muitos investidores pensam que se proteger da inflação significa comprar títulos e fundos atrelados à inflação. E não está errado. Mas, é preciso avaliar melhor os ativos que têm uma parte deles prefixado + um spread”. 

No caso, Fernando falou dos títulos de renda fixa do Tesouro Direto que são híbridos. Isso porque, ao comprar o título, pode ser que “haja um estresse no mercado” e esse spread aumente, fazendo com que o título adquirido anteriormente tenha uma marcação a mercado menor. 

O estrategista citou o caso para enfatizar que esses títulos continuam sendo uma boa opção para proteger a carteira, mas que não são os únicos. Fernando aproveitou, então, para apresentar os fundos imobiliários, ações específicas da Bolsa de Valores e ativos dolarizados como bons hedges (proteção) para a inflação.  

Como ser um investidor a longo prazo no Brasil?

A mensagem final de Fernando Ferreira no encontro na Expert XP, trouxe alguns conselhos para os investidores brasileiros. 

“No Brasil, sempre temos emoção. Os cenários nunca são tão bonitos quanto aparentam, e nem tão ruins.”, destacou o estrategista. A recomendação principal é manter a calma e a frieza na hora de atuar, pensando sempre no longo prazo. 

Ele indica que o investidor converse com o assessor para montar uma carteira “bem amarradinha” e com as alocações certas. Fernando afirma que isso é primordial para que o investidor possa ficar tranquilo e otimizar tempo para aproveitar o que “realmente importa na vida”. 

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Renda fixa ou renda variável? Entenda o que fazer

Começar a investir, para muitos, é como entrar em um novo mundo. São tantas novidades, termos e conceitos para entender e colocar em prática que ficar confuso ou confusa no princípio é bem comum. 

Então, depois de tomar a decisão de iniciar com os investimentos, é preciso entender sobre o perfil de investidor e sobre qual o tipo e categoria de investimento você vai optar por se encaixar melhor aos seus objetivos. 

Os investimentos são divididos em Renda Fixa e Renda Variável. No meio delas, ficam as opções mais diversificadas, que oferecem um pouco de cada um. 

E como escolher a melhor para você? Neste artigo, você vai entender cada uma das opções. 

Investimentos de Renda Fixa 

Nesta categoria ficam concentrados os investimentos considerados como de menor risco. Eles podem ser títulos públicos e privados ou fundos de investimento.

Os títulos são emitidos pelo governo, instituições financeiras ou empresas, que têm o objetivo de financiar seus projetos, sanar dívidas ou realizar aquisições a fim de crescimento. 

Então, os investidores compram esses títulos em busca de valorização de seu capital por meio dos juros. Por isso, na renda fixa, desde que levado até o vencimento o investidor receberá a rentabilidade contratada na data de aplicação.. 

Alguns dos investimentos citados acima podem, inclusive, serem considerados tão seguros quanto a poupança, que é a forma de investimento mais popular do Brasil. A grande diferença é que, enquanto o rendimento da poupança é o menor disparado entre todos, e ainda é preciso esperar por 30 dias para ter a rentabilidade sobre o capital investido, os outros investimentos dentro da renda fixa são mais rentáveis e em muitos casos começam a render desde o primeiro dia da aplicação.

E, geralmente, existem três formatos de remuneração. Os prefixados, que são os que têm a sua rentabilidade conhecida no momento da aplicação, portanto o investidor sabe quanto aquele investimento retornará de lucros no vencimento.

O pós-fixado, que tem a sua remuneração atrelada a um indexador que pode variar ao longo do tempo, até o vencimento da aplicação. Portanto sua remuneração vai depender das variações do indexador. 

E o híbrido, em que sua remuneração é baseada em uma taxa pré fixada somada a algum índice (como a inflação, por exemplo, ou o CDI). 

Ainda, esses investimentos podem ser de liquidez diária, ou seja, com a possibilidade de resgate desde o início da aplicação sem sofrer penalização por isso, ou com carência, quando é necessário aguardar um período mínimo para poder realizar resgates.

É importante frisar que muitos investimentos dessa classe são assegurados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF e por conglomerado financeiro. 

Mesmo sendo considerados menos arriscados para o investidor, há uma consideração sobre o risco desses investimentos. Você já ouviu falar em ágio e deságio? Isso pode acontecer com todos os investimentos de Renda Fixa, exceto a poupança.

Porque mesmo que você compre por uma taxa prefixada, já sabendo quais serão os rendimentos que vai ter no prazo final, se for preciso vender antes dessa data, a negociação será feita em cima dos juros atuais do mercado.


E, como sabemos, há uma volatilidade alta na curva de juros e podem haver oscilações no valor do título, mesmo sendo de renda fixa, pois será negociado antes do vencimento. 

Então, você pode ter um ágio, que representa a venda por uma taxa menor do que a contratada (gerando lucro); ou um deságio, que seria a venda por uma taxa maior do que a contratada (gerando prejuízo).

Por isso, é essencial se atentar aos prazos e condições de cada título antes de investir.  

Os principais investimentos da renda fixa são:

  • CDBs
  • Títulos Públicos Federais
  • Letras de Câmbio
  • LCIs e LCAs
  • Fundos Renda Fixa
  • Debêntures 
  • CRA e CRI
  • Letra Financeira



Imposto de Renda na renda fixa

O imposto de renda nos títulos de renda fixa ocorre via tabela regressiva. Isso quer dizer que quanto maior o período em que você deixa seu dinheiro investido, menor será a alíquota incidente. E a tributação incide somente sobre o lucro da operação.


Por fim, vale relembrar que algumas modalidades de investimentos não apresentam incidência de IR para a pessoa física, como é o caso das debêntures incentivadas, CRIs e CRAs.

A primeira faixa de tributação é de 22,5% e é válida se o investimento tiver um período menor que 180 dias. De 181 a 360 dias, a alíquota é de 20%. Caso o investimento tenha entre 361 a 720 dias, a alíquota será de 17,5%. Por fim, para investimentos acima de 720 dias, a alíquota é de 15%.

Para ajuda com o Imposto de Renda, conte com a Contabilidade da Bolsa

Investimentos de Renda Variável

Os investimentos em renda variável possuem um maior risco em comparação a renda fixa, mas com rentabilidade mais alta. Entretanto, no momento da aplicação, não é possível prever qual será o retorno do investimento.

Portanto, a rentabilidade pode ser alta, mas também pode ser menor do que o esperado e até gerar possíveis perdas a curto prazo, principalmente porque o mercado é instável e os ativos do mercado de capitais são muito voláteis.

Isso quer dizer que não existe uma regra específica que irá garantir os ganhos, tampouco receita milagrosa para o sucesso em renda variável. 

Todos esses ativos são negociados na Bolsa de Valores, que é o ambiente exclusivo  para esses tipos de negociação. Para ter acesso a Bolsa, é utilizada a plataforma de home broker, operada pelas corretoras de valores credenciadas. 

Inclusive, a prática é rigorosamente fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é a responsável por regulamentar e disciplinar esse mercado de valores mobiliários, aplicando punições caso haja o descumprimento das regras.

Nesse mercado, os 3 principais investimentos são: 

Ações

As ações, são os ativos mais populares desse mercado. Elas representam uma parcela do capital de uma empresa, ou seja, o investidor se torna sócio (mesmo que minoritário), participando dos lucros e prejuízos daquela organização. 

As ações podem ser disponibilizadas no mercado primário por empresas – e até mesmo governo – com o objetivo de obter dinheiro em caixa para ser utilizado em seus projetos ou sanar dívidas, por exemplo. 

Esse tipo de investimento apresenta uma maior liquidez, e é possível sair da sociedade e migrar para outro negócio mais atraente a qualquer momento. 

Como lucrar com ações? É possível obter lucro com ações na distribuição de dividendos, que é até 25% dos ganhos obtidos pela empresa. Ou na negociação dos papéis no momento da venda. Ex: comprar a ação por um valor menor e vender por um valor maior. 

Mercado de câmbio

Nesse mercado são feitas as negociações baseadas nas oscilações das moedas dos países, como o real, o dólar e o euro. Então, o investimento é feito na diferença cambial entre uma moeda e outra. 

O investimento nesse mercado pode ser por meio de fundos cambiais, contratos futuros, ETFs ou a moeda em espécie mesmo. Normalmente, os especialistas do mercado indicam o mercado de câmbio para proteger a carteira de investimentos da economia local.

Contratos futuros 

Esses ativos são contratos padronizados, negociados em mercado futuro, possuindo uma validade pré-definida e preços ajustados diariamente conforme as expectativas de mercado para tal vencimento, possibilitando a montagem de posições compradas ou vendidas conforme a finalidade da estratégia.

Os ativos negociados são diversos, entre eles estão: café, soja, milho, boi gordo e índices como Ibovespa e S&P 500. 

Nesse mercado existem ajustes diários, ou seja, as variações de preço no intraday podem demandar mais ou menos recurso financeiro do investidor conforme a variação do preço de um dia para o outro, podendo ser oscilações positivas ou negativas.

Por isso, o ajuste diário é um sistema que faz o controle das perdas e dos ganhos ajustando o valor diariamente, funcionando como uma forma de proteção, evitando prejuízos excessivamente altos e risco de inadimplência por parte de algum participante.

Leia também “Tudo o que você precisa saber sobre a Bolsa de Valores”.

E agora, escolher a renda fixa ou renda variável?

Como foi possível observar durante o artigo, as duas categorias oferecem ativos e riscos diferentes um do outro. No caso dos investimentos, é difícil elencar as modalidades como melhores ou piores, porque antes de chegar a uma conclusão para o momento, existem muitos fatores por trás. 

“O que faz sentido para mim?”

Você já se fez essa pergunta? É nela que está o ponto de partida. É preciso entender o que se busca com os investimentos, qual é o seu objetivo e o que quer colher no futuro. 

A partir daí, você traça o seu perfil de investidor, e o resultado automaticamente vai direcionar para qual lado seguir. Entretanto, os profissionais do mercado financeiro, são unanimidade na hora de  aconselhar que a diversificação é muito saudável para o investidor.

A diversificação é a prática de fracionar o montante investido e alocar em diferentes tipos de investimento, tanto de renda fixa, quanto de variável. Essa prática diminui os riscos porque equilibra os ativos em porções diferentes, fazendo com que o dinheiro tenha uma performance mais eficiente.

E é claro que o que vai definir a quantidade da % alocada em cada ativo serão os seus objetivos e o seu perfil, acompanhado de um estudo aprofundado sobre o mercado e o cenário econômico.

Ainda tem dúvidas sobre o assunto? Clique aqui e fale diretamente com um assessor Blue3.

Previdência Privada: como se preparar para a velhice

Envelhecer é uma das maiores dádivas da vida e ter a oportunidade de viver essa fase com qualidade, é ainda melhor. Os anos passam, mas os prazeres da vida permanecem e esse artigo tem o intuito de mostrar que é possível estender todos esses prazeres para anos de sabedoria e experiência.

A cada ano a expectativa de vida aumenta e isso também é um ponto que merece atenção. Segundo o IBGE (2020), em 1940 as pessoas que chegassem aos 50 anos teriam em média mais 19 anos pela frente. Já em 2019 esse número saltou para 30, ou seja, um crescimento de 12 anos a mais. O fato é que ganhamos mais tempo, entretanto também estaremos mais sujeitos aos seus efeitos.

Não existe segredo e nem receita de bolo, o planejamento financeiro está aí para auxiliar em todas as fases da vida e principalmente na que exigirá mais cuidados: a velhice.

Juntamente ao tempo, ganhamos a oportunidade de gerar mais renda e investir o suficiente para garantir um momento feliz e tranquilo. Por outro lado, o risco de contrair dívidas também aumenta e por isso é importante definir alguns números desde cedo.

De acordo com o Raio X do Investidor (2020), 51% dos mais de 2.000 entrevistados, ainda acreditam que o dinheiro da aposentadoria virá do INSS. O lado bom é que de 2018 para 2019, esse número reduziu em 5%. Mas, apenas 7% apostam na Previdência Privada e 10% não sabem ou não pensam sobre o assunto.

Os jovens ainda estão em tempo para procurar o melhor plano de previdência, mas e os vovôs e vovós? Eles também.

Devemos concordar que quanto mais cedo, menos recurso será exigido de aporte, mas é possível começar depois de anos de vida percorridos. A diferença é que, além de precisar de mais recursos para aporte, a estratégia também será outra. O importante é começar!

Mas como se preparar? 

Além de identificar o perfil do investidor é necessário saber o objetivo desse recurso e quando será utilizado. Para horizontes mais longos é possível investir em ativos mais voláteis, esses apresentam maior rentabilidade e, se porventura cair, há tempo de recuperar. Já para o curto prazo, o ideal é optar pelos que “balançam” menos.

Diante de todos esses dados você já viu que é necessário montar um colchão financeiro, sem precisar contar com aquela “ajudinha” do governo. Com essas dicas ficará muito mais fácil começar, independente da idade que tiver! 

O que é um colchão financeiro? 

O colchão financeiro é uma reserva de emergência que devemos ter para cobrir despesas inesperadas. Dizem que o termo colchão surgiu quando os bancos ainda não eram tão acessíveis, pois muitas pessoas costumavam guardar o seu dinheiro embaixo do colchão. 

Dessa forma, o colchão financeiro é basicamente um montante reservado para casos extremos, como o desemprego prolongado ou uma doença excepcional na família, por exemplo. Por isso, seu principal objetivo é cobrir as despesas durante esse período “sem rendimentos”. 

Previdência Privada e a aposentadoria 

A previdência privada pode funcionar como um fundo para guardar recursos para a aposentadoria do investidor e é dividida em dois tipos de planos: PGBL e VGBL. A maior diferença entre elas é a tributação, já que a primeira é mais indicada para quem declara Imposto de Renda pelo formulário completo, e a segunda para quem preenche o formulário simples. 

Mas além disso, eles possuem diversas características próprias que devem ser analisadas de acordo com perfil e objetivos de cada investidor. 

Confira as principais diferenças: 

PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre 

Este plano é ideal para quem declara o IR pelo modelo completo e contribui para o INSS, pois ele permite o benefício fiscal na Declaração de Imposto de Renda, durante o período de acumulação. É importante aplicar apenas o limite, não vale a pena colocar mais que isso. 

Já na declaração de Imposto de Renda, os valores investidos no plano, podem abater até o limite de 12% da base de cálculo (renda bruta tributável), na Declaração Anual de Imposto de Renda pessoa física.

Quanto ao resgate e/ou pagamento do benefício, o Imposto de Renda incide sobre o valor total resgatado e sobre o valor total do benefício pago também.

VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre

O VGBL é indicado para quem é isento ou declara o IR pelo modelo simplificado ou deseja aplicar mais de 12% da sua renda bruta em Previdência Privada. 

Dessa forma, os valores investidos no plano não são dedutíveis do Imposto de Renda, que incide apenas sobre os rendimentos e as contribuições realizadas não são tributadas e além disso, não há limites. 

Sendo assim, pode-se ultrapassar o valor de 12% da sua renda e ainda ter um benefício proporcional. 

Para saber quais os principais pontos a serem considerados na hora de escolher o seu plano, leia o artigo “Previdência Privada: Pontos essenciais para escolher o seu plano”. 

Tempo para planejar

Uma coisa é certa: tudo que é feito com um bom planejamento tem maiores chances de dar certo. E o plano para a sua aposentadoria não é diferente. 

O grande sonho de um futuro tranquilo pode começar a ser construído agora e você não precisa depender da previdência social. 

Além de ser um investimento para o longo prazo, também possui uma maior segurança, em comparação com outros produtos do mercado financeiro e não traz grandes riscos. Inclusive possui uma fácil portabilidade, caso você queira transferir seus investimentos do banco para uma corretora, como a XP por exemplo. 

E claro, para construir o seu futuro a Blue3 Investimentos te ajuda a gerenciar o seu patrimônio da melhor forma. Clique aqui para falar com um assessor. 

Leia o artigo “Previdência Privada: a importância para a sua carteira” e entenda as diversas vantagens desse ativo. 

Tudo o que você precisa saber sobre a Bolsa de Valores

São muitos os tabus que envolvem os investimentos em Bolsa de Valores. E o que tem por trás dos “preconceitos”, na verdade, é a falta de educação financeira e informação de qualidade sobre o assunto e sobre como a prática funciona na realidade.  

Por isso, neste artigo, vamos explicar o que realmente é a Bolsa de Valores, como funciona e quais as possibilidades de investir. 

O que é e como funciona a Bolsa de Valores?

A Bolsa de Valores é um ambiente de negociação do mercado de capitais. Nesse ambiente, as empresas de capital aberto, disponibilizam seus títulos (também chamados de papéis), ou seja, as ações, para diversos fins, como: financiar seus projetos, sanar dívidas ou investir no crescimento da empresa.

Assim, os títulos ficam disponíveis para os investidores que podem comprar ou vender, dependendo do que for mais oportuno no momento. Essa é a prática mais conhecida dentro da Bolsa, entretanto, também são negociados derivativos, contratos futuros, commodities, fundos de investimentos, entre outros ativos. 

Você já deve ter visto em cena de filme um ambiente com vários operadores acompanhando o mercado e anunciando em um viva-voz, enquanto negociam entre si – com muitos gritos e gestos – e falam no telefone com os clientes para fazer o processo de compra e venda.

Esse era o pregão viva-voz, exatamente como a Bolsa de Valores funcionava há mais de 10 anos atrás. Agora, todo esse movimento acontece virtualmente, por meio de uma plataforma chamada homebroker. E não é possível ter acesso a ela sem a intermediação de uma corretora credenciada. 

Também, não há um valor mínimo para investir na Bolsa. Mas, existem taxas como as de corretagem, emolumentos, de custódia e até mesmo custos relacionados a transferências bancárias, como é o caso de uma TED ou DOC, por exemplo. 

Um detalhe muito importante é que a negociação dentro da Bolsa é feita em dois momentos: no mercado primário e no mercado secundário. 

Veja como funcionam.

Mercado primário 

Mercado primário é onde acontecem a captação direta de recursos via emissão de valores mobiliários de empresas de capital aberto, fechado, instituições financeiras, e até mesmo o governo através da emissão de títulos públicos.

Os participantes que buscam emitir algum valor mobiliário podem ter como objetivo a arrecadação de recursos que podem ser destinados a projetos internos ou para geração de caixa. 

É classificado como parte deste mercado, as operações em que a empresa faz uma Initial Public Offering (IPO), ou seja, Oferta Inicial Pública e disponibiliza, pela primeira vez, suas ações na Bolsa, porém caso a empresa decida emitir novas ações após seu IPO, o processo já não se chama mais IPO e sim Follow-on. 

Assim, os investidores podem comprar em “primeira mão” pelo preço pré-estabelecido ofertado. 

E o que é frequentemente “oferecido”? 

  • Ações
  • Debêntures
  • Títulos de dívida pública 
  • Títulos privados de renda fixa

Esses são alguns exemplos, mas você também pode encontrar outros títulos no mercado primário.  

Mercado secundário 

Bom, após o investidor comprar em primeira mão um ativo, ele pode ter a intenção de vendê-lo em algum momento oportuno. E essa “segunda” venda acontece no mercado secundário. 

A diferença é que as negociações são feitas entre os participantes, não mais havendo captação de recursos por parte dos emissores, ou seja, todo ganho de capital fica com os investidores. 

Além disso, os valores dos ativos podem oscilar conforme as condições de mercado, diferentemente das condições pré-estabelecidas no mercado primário. Por isso, tudo vai depender do momento da venda ou da compra. 

Então, em resumo, as operações que nascem no mercado primário são negociadas no secundário. E no mercado secundário é onde existe uma maior liquidez, devido a um volume superior de negociações entre os participantes. 

Para acessar o mercado secundário, é preciso ter como intermediadora uma corretora que faça esse tipo de operação. 

E a Bolsa de Valores brasileira?

Você conhece a B3? Essa é a Bolsa de Valores brasileira. A sua sigla significa Brasil, Bolsa, Balcão. 

Em 2017 ela foi oficialmente fundada após a centralização com a BM&F Bovespa – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo – e a Cetip – Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos.

É na B3 que estão concentradas as operações de negociações dos ativos. Mas, também, ela oferece funções como o mercado de balcão, onde são feitas operações que não podem fazer parte da Bolsa, e também oferece a função de custódia e liquidação, em que armazena, registra e publica as informações dos ativos. 

A Bolsa brasileira é formada por aproximadamente 400 empresas de diversos segmentos, que envolvem áreas como da saúde, tecnologia da informação, petróleo, gás e biocombustíveis e muitas outras. 

Toda a atividade é regulamentada e fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), aplicando punições se houver descumprimento de regras. 

Além disso, poucas pessoas sabem, mas existe o Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP) da B3, que funciona de maneira semelhante ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) que garante o ressarcimento de até R$ 120 mil por eventuais situações que possam lesar o investidor.

O direito ao ressarcimento, nesses casos, é por problemas com execução de operações sem ordens, infiéis ou inexecução de ordens, falhas em ferramentas de negociação e perdas de liquidação extrajudicial da corretora. 

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O que é preciso saber antes de investir na Bolsa?

É comum relacionar o investimento em Bolsa como algo distante da realidade. 

Mas, hoje, com o incentivo à educação financeira sendo amplamente difundido, é possível ver que investir na bolsa é uma realidade próxima e pode ser ótimo para a construção de patrimônio a longo prazo, se feito com consciência e sabedoria.

Então, antes de investir na Bolsa, é essencial saber onde você se encaixa como investidor, ou seja, qual é o seu perfil. Pois, apesar de oferecer uma rentabilidade maior, os riscos são maiores do que os investimentos em renda fixa. 

Veja também o nosso “Guia completo sobre os impostos que incidem sobre os investimentos”.

Diferente das apostas, a Bolsa de Valores é um ambiente que, para operar, necessita de estudo, estratégia e análise de mercado. Consciência, disciplina e diversificação são fundamentais também neste mercado.

Além do mais, diferente de outras aplicações, principalmente de renda fixa, não é recomendado considerar o investimento em aplicações da Bolsa como reserva de emergência. Justamente porque o risco é maior. 

E o mais importante, você não precisa entender tudo sobre o mercado para investir porque existem profissionais altamente capacitados que podem cuidar da sua carteira e direcionar os seus investimentos para o melhor caminho, alinhado aos seus objetivos. 

E para isso, conte com a assessoria da Blue3, estamos ao seu dispor para te ajudar a encontrar as melhores oportunidades no mercado. 

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Investir em ouro ainda é um bom negócio?

O ouro é um investimento em renda variável e faz parte da classe das commodities. Esse investimento é muito procurado para diversificação e proteção de carteira. 

Mas, vimos um crescimento exponencial do interesse em moedas fortes, como o dólar, com o mesmo objetivo de reserva de valor. 

E muitos investidores se perguntam se ainda vale a pena investir em ouro. Neste artigo, vamos falar exatamente sobre isso. Acompanhe!

Ouro como investimento?

O ouro é um dos metais mais antigos e cobiçados da história do mundo. Inclusive, no período colonial, a extração e exportação do ouro era a principal atividade econômica da época.

Hoje, os tempos são outros, mas o ouro continua sendo considerado um investimento relevante e é negociado no mercado de capitais, fazendo parte da classe das commodities – produtos usados como matéria-prima e que podem ser estocados sem perder a qualidade. 

Esse metal é considerado um dos ativos financeiros mais seguros do mercado e pode ser importante para o investidor em tempos de crise e alta volatilidade, fazendo o procedimento de hedge, que é a proteção da carteira contra as oscilações e com finalidade de compensar perdas de outras aplicações. 

Para investir em ouro, é preciso considerar as opções existentes no mercado. Vamos falar delas a seguir. 

Leia também sobre a importância de diversificar a carteira de investimentos. 

Como investir em ouro?

Se você já se fez essa pergunta, nos acompanhe a partir daqui. Vamos te apresentar algumas opções – existentes no mercado – de como investir nesse ativo. 

Barra de ouro física

Muitos já conhecem ou ouviram falar em algum momento sobre a forma mais convencional do investimento em ouro: as barras de ouro físicas. Essas barras são negociadas no mercado de balcão, ou seja, fora da Bolsa.  

Para comprar ouro desta forma, o investidor vai precisar encontrar uma instituição financeira onde o produto é comercializado; resolver as questões burocráticas; e organizar a custódia, ou seja, no cofre de qual banco o ouro será armazenado. 

É importante saber que esses processos podem envolver taxas e tarifas e as instituições escolhidas devem, fundamentalmente, serem de confiança e autorizadas pelo Banco Central (BC) brasileiro, conhecidas como Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM).

Essa modalidade não é a “preferida” dos profissionais do mercado. Visto que os riscos e complicações são maiores, além de existirem outras formas mais modernas e que possuem maior liquidez. 

Outro ponto é a tributação. O ouro, por ser de renda variável, possui isenção de Imposto de Renda sobre os ganhos em vendas mensais de até R$ 20 mil. Se o valor ultrapassar o limite, o investidor deverá recolher 15% sobre os rendimentos. 

Tem dúvidas sobre tributação na renda variável? Saiba que você pode contar com a Contabilidade da Bolsa.

Fundos de ouro

Os fundos de investimento são aqueles investimentos feitos em grupo, ou seja, quando diversos investidores interessados em aplicar em um ativo – como o ouro – se reúnem para realizar a operação e recebem por cota. 

Assim, não é preciso comprar de fato o ouro. Os fundos são administrados por gestores e, para isso, é preciso abrir conta em uma corretora de sua confiança. Essa modalidade de investimento é indicada principalmente para os que pensam em longo prazo. 

Isso porque, nos fundos, o tributo sobre a rentabilidade incide de acordo com a tabela regressiva do Imposto de Renda. Se o vencimento do investimento for abaixo de 365 dias, a alíquota varia entre 22,5% e 20%. E para os fundos com vencimento de 361 a 720 dias, a alíquota é de 17,5% e para os vencimentos acima de 720 dias, a alíquota cai para 15%. 


Outras taxas desta operação que é preciso conhecer, são: a cobrança semestral de come-cotas e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), sobre o rendimento nos resgates feitos em período inferior a 30 dias. 

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Contratos futuros 

Você sabe como funciona um contrato futuro? É um derivativo, assim como o mercado a termo. Esse tipo de contrato é indicado para investidores com perfil mais agressivo e arrojado. 

A negociação é feita dentro da Bolsa de Valores e a compra é firmada em forma de contrato por um preço predefinido e o pagamento deve ser realizado em uma data futura.  A compra do contrato garante ao investidor o direito em cima das oscilações que ocorrem sobre o ativo. 

É importante destacar que essas oscilações acontecem todos os dias, então caso haja uma valorização do ativo, o valor é acrescentado a sua conta e caso haja uma desvalorização, é descontado. 

No caso do ouro, existem três tipos de contrato disponíveis na Bolsa:

O contrato padrão (código: OZ1D), que corresponde a 250 gramas de ouro. O contrato fracionário 1 (código: OZ2D), que corresponde a 10 gramas de ouro, e o contrato fracionário 2 (código: OZ3D), de 0,225 gramas. 

Para investir nessa modalidade, é necessário abrir uma conta em uma instituição de confiança e credenciada à B3. O processo é feito por home broker, onde também é possível analisar em tempo real a cotação do ouro. 

O que considerar antes de investir em ouro?

Acima, nós apresentamos as principais opções de investimento em ouro. Mas, assim como qualquer outro, existem pontos a serem considerados antes de optar por essa aplicação.

Antes de mais nada, sempre reforçamos aos nossos leitores que para tomar decisões, é preciso conhecer bem a fundo o seu perfil de investidor e os seus objetivos com a operação. Somente assim, poderá compreender com mais amplitude se vai fazer sentido para você ou não. 

Então, vamos lá. O ouro é uma matéria-prima natural e, por isso, não sente diretamente as instabilidades e oscilações na economia causadas por decisões do governo, por exemplo. Esse é um ponto positivo. 

Por não ser possível fabricá-lo, é um material finito e sendo considerado raro e precioso, agrega um valor intrínseco. Contudo, muitos não sabem, mas a cotação do ouro é feita globalmente baseada na moeda americana, e por isso o  dólar impacta diretamente no valor de mercado dessa commodity.

Ademais, o seu valor pode ser impactado também pela inflação e pelo cenário macroeconômico, seguindo a lei da oferta e da demanda. Quanto mais pessoas estão buscando ouro, maior é o seu valor de mercado. 

O ouro não gera renda passiva e pode ter seu preço “desvalorizado” em momentos em que o mercado está mais confiante, deixando de ser interessante se comparado a outros ativos que podem oferecer crescimento de patrimônio. 

Por fim, é possível compreender que, nas quantidades certas, com os objetivos alinhados e no momento oportuno, o ouro pode sim ser considerado uma boa opção de investimento para atuar como reserva de valor, normalmente apresenta um comportamento menos volátil e oferece proteção para a carteira, principalmente em meio a crises como a da pandemia da Covid-19, por exemplo. 

Quer saber mais sobre investimento em ouro ou outros investimentos de renda variável ou como investir em ouro? Clique aqui para conversar com um assessor Blue3.

Investimentos a curto prazo: onde o dinheiro rende mais?

Falamos constantemente sobre a importância do longo prazo para a construção do patrimônio e para a saúde dos investimentos. 

Entretanto, existem também oportunidades de investimento a curto prazo, que podem ser usadas para atender às suas necessidades mais imediatas dentro do seu portfólio. 

E você sabe quais são eles? Para quem são indicados? Como usá-los de forma inteligente?

É exatamente isso que vamos abordar neste artigo. Confira! 

O que são investimentos de curto prazo?

Sabe aquele dinheiro que você pensa em investir para obter mais rendimentos, mas que gostaria que fosse a curto prazo, como uma reserva de emergência, podendo retirar quando necessário? É bem por aí. Os investimentos de curto prazo são ágeis e possuem mais liquidez. 

Normalmente, são considerados de curto prazo aqueles investimentos com duração de até 12 meses. Podem ser de renda fixa, mas também são comuns nas aplicações de renda variável. 

No caso da renda variável, os profissionais do mercado indicam uma dose moderada, para aproveitar oportunidades e diversificar a carteira. Mas, é importante ter ciência de que não é garantia de lucro, podendo ter perdas. 

Então, os investimentos de curto prazo podem servir para todos os tipos de investidores. O que vai depender é o objetivo de cada um. 

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Investimentos de curto prazo na renda fixa 


Na renda fixa, os investimentos possuem maior previsibilidade. Logo, o investidor já sabe o que esperar dos rendimentos, mesmo que para ter mais segurança seja preciso optar por retornos menores. 

E, geralmente, esses investimentos são:  pós fixados, atrelados a taxas de juros como a Selic (taxa básica de juros) e o CDI (Certificado de Depósito Interbancário); pré fixados: com uma taxa de retorno já definida e conhecida pelo investidor no momento da aplicação; ou indexados à inflação: que garantem um retorno real e protegem o investidor da alta de preços. 

Existem títulos, por exemplo, com liquidez diária. Isso quer dizer que o investidor pode retirar o dinheiro a qualquer momento, sem nenhum problema. Além disso, a aplicação rende desde o primeiro dia, não sendo necessário esperar 30 dias como na poupança.

As aplicações mais populares, nesse sentido, são: 

CDBs (Certificado de Depósito Bancário)

São títulos emitidos pelos bancos, assegurados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF e por conglomerado financeiro. 

Existem vários títulos dessa categoria, e sua rentabilidade vai depender da instituição financeira que está oferecendo. Além disso, alguns CDBs oferecem a opção de resgate imediato. 

Tesouro Selic

Um título do Tesouro Nacional, conhecido como LTF, é emitido pelo governo e possui uma classificação alta de segurança. O seu rendimento é diário, acompanhando a taxa Selic vigente. Esse título também oferece opção de resgate imediato.

LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)

São um tipo de investimento em que as instituições emissoras, como os bancos, lançam o papel para conceder empréstimos relacionados ao setor imobiliário (LCI) ou financiar o agronegócio (LCA).

São isentos de Imposto de Renda, mas, diferente dos exemplos anteriores, esses títulos têm  liquidez com período um pouco maior, variando entre 3 e 24 meses. 

Fundos DI

É um fundo de investimentos que está atrelado à taxa CDI e considera as aplicações que contenha, pelo menos, 80% em ativos que sejam vinculados a esse indexador. São administrados por gestoras responsáveis e também possuem liquidez. 

Leia também o artigo “Como investir em renda fixa de forma inteligente”

Investimentos de curto prazo na renda variável 


Você deve se perguntar, é possível investir na Bolsa de Valores e lucrar em um período de curto prazo? 

A resposta para essa pergunta não é tão simples quanto muitos gostariam que fosse e envolve diversas questões. 

Muito se fala sobre as oscilações e a volatilidade do mercado, bem como crises passageiras que podem impactar pontualmente algumas ações. E esses são um dos principais pontos a serem considerados. 

Por isso, citamos acima, que os investimentos de curto prazo na Bolsa devem ser estrategicamente analisados e feitos em situações de oportunidade que o mercado pode apresentar. 

Todos os outros investimentos feitos nesse sentido, fora do contexto de oportunidade e sem um conhecimento aprofundado do mercado, podem ser frustrantes e não valerem tanto a pena. 

Por exemplo, tenho certeza que você, em meio a buscas e pesquisas sobre investimentos, já ouviu falar com muito ânimo e empolgação sobre Day Trade ou Swing Trade. Mas, você sabe realmente o que significam?

Day Trade

O Day Trade pode ser o “queridinho” para alguns, como também uma opção a ser evitada para outros. Nessa modalidade da renda variável, o investidor compra e vende os ativos na Bolsa de Valores no mesmo dia, em um intervalo de minutos ou horas, por exemplo. 

Para isso, é preciso habilidade e muito conhecimento, para saber qual é a melhor hora de vender os ativos no dia visando o lucro da operação e se arriscando na alavancagem – movimentação de volumes mais altos do que os que possui em conta. Muitos investidores utilizam a análise técnica e a tendência dos gráficos para guiar suas decisões. (análise de fluxo – “tape reading”)

Mesmo assim, as estratégias ainda dividem as opiniões do mercado e geram controvérsias. Entretanto, é fundamental destacar que esse tipo de investimento é classificado como de alto risco, sendo indicado para investidores com mais experiência de mercado e tolerância a perdas e riscos.  

Swing Trade

O Swing Trade é uma operação bem parecida com o Day Trade, utilizando as mesmas técnicas de análise, mas que acontece em um período um pouco maior, como de 3 dias há algumas semanas, podendo até levar alguns meses. 

Nessa modalidade, o investidor também aproveita as pequenas variações e tendências do mercado para venda e compra de ativos em caráter de oportunidade. Ele também é considerado um investimento de risco, mais comum entre investidores de perfil agressivo. 

Qual investimento de curto prazo rende mais?

Bom, falamos de renda fixa e renda variável. Por todo histórico, já é possível imaginar que os investimentos em renda fixa possuem rendimentos menores, justamente por oferecerem mais segurança ao investidor. 

E, por outro lado, os investimentos de renda variável podem oferecer bons ganhos. Porém, sem garantia de rentabilidade. As opções citadas acima são as principais e mais comuns entre as duas classes.

Por isso, cabe ao investidor, com o auxílio de profissionais, entender qual tipo condiz com o seu perfil, seus objetivos e sua tolerância ao risco. Pois existe um conselho muito pertinente nessas circunstâncias: não é porque é bom para o outro, que vai ser bom para você. 

Em caso de dúvidas, saiba que você pode clicar aqui e fale com um assessor Blue3.

Criptomoedas: o quanto você conhece desse ativo?

O que são as criptomoedas? Como elas são vistas pelo mercado? É possível investir com segurança? 

Quando o assunto é moeda digital, são muitas as dúvidas que rondam os investidores. Por isso, no artigo de hoje nós vamos explicar mais a fundo sobre esse ativo. 


O que são criptomoedas?

As criptomoedas têm sua origem vinculada a uma figura nomeada como Satoshi Nakamoto, mas até hoje não se sabe ao certo se Satoshi seria uma pessoa ou um grupo maior de programadores não identificados. 

São unidades monetárias, assim como o real, o euro e o dólar, que existem somente em ambiente digital. A primeira criptomoeda criada foi o Bitcoin, em 2008, e hoje é considerada uma das mais populares. 

Entretanto, existem muitos tipos que têm se destacado atualmente, como a Ethereum, a Binance Coin, a Tether, Litecoin, entre outras. 

Além de serem mantidas e negociadas virtualmente, elas possuem outra característica que as diferenciam da moeda tradicional: são descentralizadas.

Isso quer dizer que sua emissão não é exclusiva de nenhum governo, além de não se submeterem a um órgão regulador central. Por esse motivo, mesmo com a regulamentação evoluindo, suas regras ainda são escassas. 

Os códigos, que representam a moeda, são armazenados em uma carteira, também virtual, gerada após abertura de conta em uma corretora especializada na custódia desses ativos. 

Onde são criadas as criptomoedas e como funcionam?

A validação e a operação das moedas acontecem dentro de uma rede chamada blockchain, que utiliza uma tecnologia de criptografia – técnica que transforma dados em códigos – para garantir a segurança das transações e o anonimato dos usuários. 

Por sua vez, as transações são validadas em unidades independentes em processo chamado de mineração.

O processo envolve uma rede global de máquinas supercomputadores que, a cada transação, geram um novo código (como um título aquisitivo da criptomoeda). 

Sua função é fundamentalmente a mesma de qualquer outra moeda, podendo ser usada como reserva de valor ou como meio de remuneração pela aquisição de um bem ou serviço.

O preço das moedas segue a lei da oferta e da demanda. Então, consequentemente, em momentos de maior procura vemos o seu preço subir e em caso de queda nas procuras, temos a tendência de diminuição de preços também. 

Como as moedas digitais são vistas pelo mercado?

Apesar de serem desconhecidas ainda para muitos brasileiros, as criptomoedas se tornaram febre entre uma parcela de investidores, pois são ativos que podem gerar ganhos expressivos em termos de lucratividade.

Entretanto, há obstáculos como alto risco, muita volatilidade e a protagonização frequente no centro de polêmicas.  

Nos últimos meses do primeiro semestre de 2021, o Bitcoin passou por quedas significativas, retornando a patamares muito próximos aos do início do ano. 

A última queda praticamente zerou os ganhos pela primeira vez no ano de 2021, chegando a um retorno de apenas 0,04% na penúltima semana de julho, segundo a CoinMarketCap.

Entretanto, justificando o argumento da alta volatilidade, na última semana do mesmo mês o Bitcoin já supera o sell-off recente e fecha em alta novamente, alcançando a máxima do dia em US$ 39 mil, fato que não ocorria desde junho, segundo a Infomoney. 

Esses exemplos servem para exemplificar o quanto as expectativas diante desse mercado podem variar em pouquíssimo espaço de tempo e como o posicionamento de grandes nomes e empresas podem influenciar na sua performance.

Segundo uma análise feita pela XP, a volatilidade das moedas digitais é duas vezes superior à de ativos considerados de alto risco como o Ibovespa, podendo ocasionar grandes perdas.

Confira também a Webinar: “Cripto (muito além da) Moeda.”

Fundos de Criptomoedas

É possível investir em moeda digital pelo formato tradicional, comprando de forma direta. Entretanto, agora também é possível investir na Bolsa de Valores nacional (B3) pelos fundos de criptomoedas e Exchange. 

O investimento em Fundos de Criptomoedas foi uma conquista atual do Brasil e da América Latina.

Pois, anteriormente, não era permitido operar o ativo na bolsa brasileira no formato tradicional ou em formato de ETF (Exchange Traded Fund), que são cotas negociadas na Bolsa de Valores acompanhando um índice de referência (benchmark).

O lançamento mais recente e considerado o primeiro ETF da classe, foi o Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice, desenvolvido pela gestora Hashdex, liistado na B3 como HASH11, com exposição próxima de 100% à carteira de criptoativos definida pelo Nasdaq Crypto Index. 

O diferencial desses fundos é a presença de regulamentação e fiscalização feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), oferecendo uma segurança maior.  

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Então, é possível investir em criptomoedas com segurança?

Em 2017, o Banco Central do Brasil publicou um comunicado alertando sobre os riscos de guarda e de negociações dessas operações. Por não haver supervisão de autoridades monetárias fiscais, foi destacado que o risco e responsabilidade são exclusivamente dos detentores. 

Isso porque, mesmo sendo asseguradas pela criptografia, o investidor pode ficar sujeito a perder todo o seu dinheiro se houver a perda do código, fraudes ou delitos cometidos por hackers. 

E não só por este motivo, como destacamos anteriormente, o risco é alto e é preciso ter um entendimento amplo sobre o assunto para não sofrer perdas no patrimônio.

Assim sendo, antes de pensar em investir em criptomoedas, tenha em mente todos os riscos que podem ser causados. 

Além disso, já vale o adendo: esse tipo de investimento é recomendado para aqueles que tenham o perfil mais agressivo e que tenham mais “sangue frio” para lidar com a instabilidade do mercado, sempre respeitando a sua tolerância.

Aliás, os fundos de criptoativos, podem ser considerados menos arriscados quando falamos de segurança e regulamentação, pois além da fiscalização da CVM, o investidor conta com um gestor especializado, diminuindo o risco de exposição. 

Outra recomendação importante é sobre o quanto você vai dispor para essa classe de ativos. Segundo a maioria dos analistas do mercado, o ideal é alocar apenas um pequeno pedaço do seu portfólio. 

Se for investir, invista por meio de instituições oficiais e tenha ao seu lado um assessor de confiança para uma orientação fundamentada do mercado.

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