ESTRATÉGIAS QUANTITATIVAS E A SUA REVOLUÇÃO NO MERCADO FINANCEIRO

A Expert 2020 recebeu nesta última sexta feira, 17/07, Leda Braga.

Leda é brasileira, nascida no Rio de Janeiro, formada em engenharia. Hoje, conhecida como a rainha dos fundos quantitativos, é a CEO da Systematica Investiment, uma gestora especializada em fundos quantitativos, criada em 2015.

Os fundos quantitativos utilizam algoritmos e métodos estatísticos para tomar decisões.

Diferença entre fundos quantitativos e discricionários

Leda iniciou a sua entrevista explicando aos telespectadores a diferença entre os fundos quantitativos e os discricionários.

“No lado Quant – quantitativo – tende a ter mais posições em aberto”, explicou Leda.

Ela diz que o Ser Humano pode manter entre 6 a 8 tipos de investimentos em sua mente, e a máquina pode manter quantos você quiser.

Desta forma, os fundos discricionários tendem a ter um número menor de posições em carteira.

Nesta diferença técnica, podemos dizer que o fundo quantitativo é mais robusto, a prova de problemas. “O trend-following tende a ter uma boa performance quando o mercado entra em crise” acrescentou Leda.

Por fim, a diferença principal fica por conta do “nível de diversificação de cada um”.

Controle sobre a volatilidade

Os Trends Followers são fundos populares, que possuem a facilidade de mitigar um problema, eles operam na hipótese de prever o mercado na curva de preço.

Ou seja, lendo a tendência, se ela é de alta ou de baixa, ele a toma como um indicador, pra compra e venda. Compram o ativo que está subindo e vendem o que está caindo.

Na imagem abaixo, temos um exemplo de como o algoritmo age. Toda vez que as linhas, vermelha e cinza, se tocam uma tendência é definida e então o algoritmo compra ou vende determinado ativo:

Machine Learning

“A maior parte das decisões que nós tomamos na vida, é guiada pelo emocional. E a disciplina do Machine Learning está mudando a indústria de investimentos, pois ela processa apenas os dados para tomar uma decisão.” explicou Leda.

Embora a máquina consiga tomar essas decisões, sem o lado emocional para atrapalhar, ela acredita que é necessário um ser humano para dar uma direção manual, aos algoritmos.

“Uma vez que você tem uma tese de investimento, o algoritmo te ajuda a identificar as tendências, mas ele ainda precisa ter um guia humano.” finalizou Leda.

Conclusão

Por fim, Leda foi abordada em relação aos analistas fundamentalistas. “Eles tem um papel muito importante a cumprir, não só com a visão do total, mas também sugerindo ao pesquisador quantitativo em que direção a próxima estratégia pode seguir.”

Desta forma, Leda encerrou sua participação na Expert2020 com muita humildade e conhecimento compartilhado.

Swing Trade: oportunidades e estratégias.

Um método, de curto e médio prazo, muito utilizado por investidores.

Investir não é algo tão chato e complicado como a maioria das pessoas imaginam, e além disso, pode te trazer muitas oportunidades.

E o swing trade pode te trazer essa oportunidade, se feito com uma boa gestão de risco.

E para isso, é necessário conhecimento. Então, o que é o Swing Trade?

O que é?

O Swing Trade é uma das modalidades de investimentos. Ao contrário do Day-Trade por exemplo, o Swing Trade é menos arriscado e te demanda um pouco menos de tempo.

Ele é uma forma de trading de curto prazo, e quem opta por esse modelo de operação, aposta em tendências de mercado para ganhar dinheiro com ações, futuros, opções e etc.

O que torna o Swing diferente do Day-trade é o prazo de investimento.

No primeiro caso, as operações podem variar entre 2 dias e duas semanas, podendo em alguns casos ultrapassar essas duas semanas, de acordo com a posição desejada.

E no segundo caso, as operações de compra e venda são realizadas no mesmo dia, dentro do mesmo pregão.

Quais ferramentas utilizar para o Swing Trade?

A ferramenta mais utilizada para realizar operações de Swing trade é a análise gráfica.

Como dito anteriormente, a pessoa ao optar por essa modalidade está apostando em tendências do mercado.

E o gráfico pode deixar essas tendências mais visíveis, se utilizado de forma correta.

Sendo assim, se você quiser pegar o movimento de algum ativo no período de algumas semanas, você pode escolher pelo tempo gráfico semanal, por exemplo.

Porém, nesta modalidade, é majoritariamente utilizado o gráfico diário, 60 minutos e o intraday, para que se tenha uma visão mais clara e rápida dos movimentos do mercado.

Como correr menos risco nesta modalidade?

Ao operar no Swing trade, algumas técnicas podem te ajudar a correr menos riscos.

Entretanto, a principal ferramenta que você deve utilizar para minimizar os seus riscos é o stop loss.

Através dele, ao entrar em um ativo, você além de definir uma meta de ganho, também define uma de perda.

Desta forma, você faz com que o emocional não te atrapalhe, e que seus erros sejam menores.

Ou seja, os stops são programados para serem respeitados, independente do que ocorra.

Conclusão

Por fim, como você pôde perceber, o swing trade possui um tempo maior de operação, e com isso, você pode sim ter erros.

Mas, não deve guardar mágoas deles, pois você também tem mais tempo para recuperações.

Hoje, a Bluetrade conta com um analista técnico parceiro, com vagas na lista VIP para seu próximo curso de análise técnica. Portanto, caso você tenha interesse, visite o site e conheça mais sobre este universo.

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Follow On: o que é e como funciona a oferta de novas ações na Bolsa

Toda grande empresa sonha em um dia poder realizar o seu IPO, em outras palavras, abrir capital na bolsa de valores pela primeira vez.

Ou seja, o termo IPO é utilizado no mercado financeiro para anunciar que uma empresa fechada está abrindo capital ao público.

A Oferta Pública Inicial (IPO), precisa seguir algumas regras que o mercado impõe, e se a empresa se enquadrar nessas regras, ela consegue realizar o processo.

Uma vez realizado o IPO, essa empresa pode vir a realizar um follow on posteriormente.

E é exatamente sobre esse assunto que nós iremos abordar neste artigo.

 O QUE É O FOLLOW ON?

O follow on, nada mais é do que uma emissão subsequente de ações de uma determinada empresa, que já realizou seu IPO, no mercado.

Em outras palavras, essa mesma empresa volta para a bolsa de valores e emite novas ações para que acionistas e não acionistas tenham oportunidade de comprar essas novas ações.

Portanto, não se confunda entre IPO e follow on. Um deles acontece no início da abertura de capital (IPO), e o outro pode acontecer inúmeras vezes após seu IPO (follow on).

QUAIS SÃO OS TIPOS DE FOLLOW ON?

O follow on pode ocorrer em dois tipos, através da oferta primária ou secundária.

Na oferta primária, quem emite as novas ações é a própria empresa.

Desta forma, ela aumenta o seu capital social e a sua base acionária, e os recursos adquiridos através desta nova emissão é encaminhado diretamente para o caixa da empresa.

Já na oferta secundária, os próprios acionistas decidem colocar suas ações a venda. E com isso, o capital adquirido, não altera em nada no caixa da empresa.

Ou seja, o dinheiro é encaminhado diretamente aos acionistas que venderam suas ações.

POR QUE UMA EMPRESA REALIZA UM FOLLOW ON?

Se você fosse o dono de uma empresa, e estivesse precisando de mais dinheiro em caixa, e a emissão de novas ações fosse te beneficiar em relação a isso, porque não faria?

É exatamente essa a linha de raciocínio utilizada quando uma empresa decide realizar o follow on. Captar novos recursos.

Além disso, um outro benefício seria o aumento de liquidez do ativo dentro do mercado.

Pois desta forma, o volume de ações negociadas durante os pregões é maior do que o volume anterior, enquanto ainda não existiam esses novos ativos.

Por fim, o comprador, durante o follow on, pode ainda vender essas mesmas ações. Encerrando uma operação de compra e venda.

COMO A EMPRESA PODE REALIZAR O FOLLOW ON?

A empresa pode realizar o follow on de duas maneiras, contendo as ofertas primárias e secundárias, pela oferta pública e a restrita.

Na oferta pública, as ações são destinadas a investidores de forma geral.

Contudo, na oferta restrita, as ações são ofertadas a investidores qualificados (Pessoas físicas e jurídicas com carteira própria acima de R$1 milhão e Fundos de investimentos)

CONCLUSÃO

Portanto, se você é um investidor arrojado que possui ações em carteira, mas não consegue acompanhar com muita frequência o mercado financeiro, procure por um assessor de investimentos.

Desta maneira, ele irá poder te auxiliar com possíveis follow on’s e outras ocorrências do mercado.

Saiba que, os assessores de investimentos da Bluetrade estão sempre atentos ao mercado financeiro, e possuem uma mesa de renda variável à disposição para essas e outras ocorrências.

VIX – O famoso índice do medo.

Provavelmente você já se sentiu com medo em determinados momentos de volatidade na bolsa. Certamente, se você possui ações em carteira!

Agora eu te pergunto, você sabia que existe um índice que representa, de certa forma, o medo e a expectativa que os investidores estão sentindo no próximo período de 30 dias?

Este é o caso do VIX – Volatility Index, traduzindo para o português, Índice de volatilidade. Criado em 1993, ele é o índice que mede o preço das opções de ações que compõe o S&P500.

Desta forma, ele mede as expectativas em relação às 500 ações do S&P pelos próximos 30 dias.

Assim, ele serve também como base para negociações de curto prazo, realizadas por especuladores.

Mas, como pode um índice americano medir o medo global?

Pelo simples fato do S&P ser um dos maiores índices do mundo, contemplando as maiores empresas do mundo o VIX, por sua vez, tem essa magnitude de prever as expectativas futuras.

Durante a crise de 2008, esse índice atingiu uma valorização de aproximadamente 273%. No dia 22 de agosto, o índice era cotado a 18,81 pontos, e no dia 17 de outubro o índice atingiu o seu pico aos 70,33 pontos, maior pico já registrado até hoje.

Em 2020, com a crise do coronavírus, o índice em 14 de fevereiro era cotado a 13,68 pontos. Oito dias depois, 22 de fevereiro, o índice já estava sendo cotado a 40,11 pontos. E então, em 27 de março, o índice atingiu o seu segundo maior pico da história, aos 65,54 pontos.

Estamos falando de uma valorização de aproximadamente 379%, do dia 14 de fevereiro ao dia 27 de março.

Mas como é feito o cálculo e quem calcula esses dados?

O cálculo do índice é feito pela Chicago Board Options Exchange, CBOE, e fica válido por 30 dias. Para quem não sabe, a CBOE é uma bolsa de opções dos Estados Unidos.

O cálculo desse índice é feito de forma automatizada, no qual são usados dados sobre compra e venda de ações, bem como média de preços, variações e tempo. O resultado oficial envolve uma série de fórmulas complexas.

Então, quanto mais altos são os números do VIX, maiores são as incertezas dos investidores.

Por exemplo, se a variação do VIX é de 5%, isso significa que os investidores estimam que os ativos possam oscilar 5%, tanto para cima quanto para baixo. Quanto maior é esse valor, maior é a queda dos ativos.

Conclusão

Saber um pouco mais sobre o VIX é fundamental para ter um conhecimento mais aprofundado do mercado financeiro.

E nesta época de pandemia, a instabilidade neste setor se torna ainda maior, o que implica em acompanhar mais de perto as mudanças que acontecem diariamente, e com isso, tomar decisões conscientes e racionais.

E quando falamos sobre essas decisões, é porque a emoção pode falar mais alto nesses momentos, o que não é bom para nenhum investidor.

Com isso em mente, procure por um assessor de investimentos, ele poderá te auxiliar em momentos de instabilidades, e consequentemente, você poderá continuar na sua área de atuação sem muitas preocupações.




Taxa Selic em 2,25%

Nesta última quarta-feira, 17 de junho, o COPOM – Comitê de Política Monetária – anunciou uma nova queda de 75 bps na taxa básica de juros do país, a SELIC. Com isso, o que antes era 3% a.a hoje está em 2,25% a.a.

No intuito de fomentar ainda mais a economia, praticando a queda dos juros, foi realizado esse corte de 0,75% e com isso, alguns investimentos da renda fixa, que possuem relação com a SELIC, irão sofrer alguns ajustes.

Vale lembrar que com a Selic mais baixa aqui, o diferencial de juros entre os títulos brasileiros e os de países desenvolvidos como os EUA, considerados mais seguros, diminui.

Como resultado, é comum que haja uma saída de capitais para esses países com melhores notas de crédito. Consequentemente, o preço do dólar frente ao real se valoriza.

Talvez seja a hora de diversificar e apostar em mais risco.

Em um ambiente com juros altos ficava muito fácil para os investidores deixarem dinheiro guardado na renda fixa. Há 4 anos, tínhamos uma SELIC no patamar de 14,25% ao ano, e isso implicava em um rendimento maior do que 1% ao mês.

Ou seja, em 4 anos, tivemos uma queda de exatos 12% na SELIC.

Com isso, você precisa assumir que é necessário diversificar os seus investimentos, ou se não, você vai ficar pra trás!

No caso da Poupança, como fica?

A nova regra da poupança diz que ela rende 70% da taxa Selic enquanto, a mesma, estiver abaixo de 8,5% ao ano. Como a Selic hoje está em 2,25%, ou seja, menor do que 8,5%, a poupança está rendendo 1,575% ao ano.

Isso significa uma rentabilidade de aproximadamente 0,13% ao mês.

Vamos fazer uma simulação pra ficar claro, o que realmente está acontecendo com a, talvez sua, poupança. Digamos que você vai aplicar hoje R$ 1.000.000,00 na poupança, o que você irá encontrar em 1 ano?

Você não precisa ser um expert em matemática pra identificar um número negativo, basta encontrar o sinal “-“ que será o suficiente para entender o contexto.

E é exatamente o que está acontecendo com a rentabilidade real da poupança a partir de hoje! Ao investir seu 1 milhão, passado 1 ano, você encontrará menos do que deixou investido.

Imagine você, ter trabalhado durante toda sua vida com muito esforço e dedicação, sempre tendo em mente uma aposentadoria tranquila, com a família, podendo pagar os estudos dos filhos, viver sem passar necessidades, investir o seu dinheiro e quando fosse retirar, tivesse uma quantia menor do que a que você colocou.

Por isso, reafirmo, é o momento de confessarmos que a Poupança não é mais um tipo de investimento.

Você pode contar com a liquidez e segurança que ela possui, porém, a rentabilidade que ela produz, hoje, é falsa.

Então, onde colocar o meu dinheiro da poupança?

Hoje, quem conta com o auxílio de um assessor de investimentos da BlueTrade está sem preocupações com relação a isso. O cliente possui uma carteira muito bem diversificada, e um atendimento de alta qualidade no mercado financeiro.

Entretanto, a pessoa que não possui esse auxílio terá que estudar e procurar por alternativas na renda fixa ou renda variável.

As opções são muitas, porém, você precisa saber como analisar uma boa empresa, a duração de um título, e entender como o mercado financeiro caminha.

Conclusão

Por fim, o fato é, a época de 1% ao mês de rentabilidade acabou! Você precisa sair do conforto para não perder mais dinheiro.

Entre em contato com a BlueTrade, e saiba mais sobre como investir com o auxílio de um assessor de investimentos.

Saiba mais sobre o mundo dos investimentos:








“Sell in May and go away.”, Não desta vez!

Você provavelmente já leu ou ouviu alguém falar a expressão “Sell in May and go away”, que traduzindo para o português significa “Venda em maio e vá embora”.

Mas o que muitos não sabem é que a expressão completa e correta é “Sell in may and go away, but come back on St. Leger Day”, que significa “Venda em maio e vá embora, mas volte no dia de St. Leger”.

O dia de St. Leger é um evento, de corrida de cavalos, que ocorre na Inglaterra, indicando o fim da temporada de verão.

Em outras palavras, o ditado popular do mercado financeiro sugere que os investidores vendam suas ações em maio, e voltem somente em outubro (quando é anunciado o fim da temporada de verão na Inglaterra). Ou seja, um recesso de 6 meses.

Mas por qual razão vender meus investimentos em maio?

Um estudo realizado em 2001, analisou 37 bolsas mundiais, e dentre elas 36 apontaram que as maiores rentabilidades estão entre os meses de novembro e abril e os piores meses são efetivamente de maio a outubro.

Além disso, nos últimos 23 anos o Ibovespa só subiu no mês de maio apenas 8 vezes, considerando maio de 2020. Mesmo sendo apenas um ditado popular, ele de alguma forma reflete comportamentos do mercado que podem ser atrelados ao consumo, produção, sazonalidade e não apenas o desempenho das empresas.

Se considerarmos que o período de verão, também, é o período de férias nos países europeus, podemos entender que a liquidez nos ativos reduz, pois as pessoas deixam de operar com a mesma frequência, e consequentemente os ativos se desvalorizam, o que pode vir a ser uma das explicações.

Então, devo vender tudo agora?

Como mencionado anteriormente, é apenas um ditado popular (por mais que muitos levem a sério). Para o investidor que visa o longo prazo, tem menos ainda com o que se preocupar, além disso, ele pode ter um outro ponto de vista esse momento, como uma grande oportunidade de adquirir mais ativos por um preço menor. Como os investidores costumam dizer: Comprar na promoção!

Outro fato muito importante que deve ser mencionado é que, mesmo não sendo maio, o mês de março foi o que apresentou a maior queda do Ibovespa no ano de 2020, com uma desvalorização de mais de 30%.

Os investidores que tenham perdido esses 30% na bolsa em fevereiro e março, se tivessem resgatado para colocar numa aplicação atrelada à Selic, demorariam 20 anos para reaver o seu capital. Quem permaneceu na bolsa, já recuperou boa parte.

Por fim, apesar do ditado popular e todos os estudos relacionados a ele, o mês de maio de 2020, se mostrou o melhor maio desde 2009, quando no mesmo o Ibovespa subiu 12,49%. E se voltarmos no tempo apenas um ano, teremos um retorno positivo também no mês de maio de 2019.

Conclusão

Não siga ditados populares. Baseie-se sempre em diversificar seus investimentos com pensamento de longo prazo.

Além disso, não siga conselhos de pessoas que não possuem conhecimento na área, ou que não são qualificadas para isso.

Procure sempre estudar antes de realizar qualquer tipo de investimento, e caso seja oportuno, utilize o conhecimento de um assessor de investimento.

Esse profissional poderá te auxiliar como ninguém, ainda mais em momentos de muita tensão como o que passamos recentemente.


Imposto sobre os dividendos!

Talvez ao ler o título desse artigo, logo de cara você pode ter pensado: “Essa pessoa está maluca?” ou “Não existe imposto sobre dividendos.”. De fato, concordo com os pensamentos que alguém possa ter tido ao ler o título da matéria, mas saiba que nem sempre foi desta maneira.

Você sabia que os dividendos recebidos de ações nem sempre foram isentos de imposto? Acredito que se você for um investidor mais velho, e mais experiente, saiba do que estou falando!

Mas para os que não fazem a menor ideia do que estou dizendo, irei explicar. O ano de 1995 foi o marco histórico deste assunto, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso fez a edição da Lei nº 9.249 em 26 de dezembro de 1995, onde dizia que “…os lucros e dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir de janeiro de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, não ficam sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte, nem integram a base de cálculo do imposto de renda do beneficiário.”.

Com isso, a partir de Janeiro de 1996, apenas as Pessoas Jurídicas passaram a ser as únicas não isentas de imposto sobre o lucro obtido. A ideia era evitar uma bitributação. Ou seja, impedir que o imposto de renda fosse cobrado duas vezes sobre o mesmo lucro.

Por curiosidade, vamos voltar um pouco mais no tempo, em 1924, quando foi realizada a primeira declaração de imposto de renda de pessoa física. Os lucros derivados do comércio e indústria eram classificados como ‘Rendimentos de 1° categoria’, ou seja, os rendimentos de trabalho dependente.

Dois anos depois, em 1926, as categorias de imposto foram transformadas em cédulas e os rendimentos de lucros e dividendos fizeram parte da cédula F, classificação que ficou mantida até a extinção dos rendimentos cedulares na declaração do exercício de 1990.

Mas o que era a cédula F? Ela significava: ‘Capitais aplicados em dívidas públicas.’, ela permitia deduções de despesas relacionadas com a percepção de rendimentos.

Por fim, em 1995 aconteceu o que agora todos já sabemos, a isenção do imposto de renda na fonte, sobre os dividendos. Vale ressaltar que o JCP (Juros sobre capital próprio) não é isento de IR, e o mesmo é retido na fonte (conhecido como o ‘dedo duro’, para a receita federal).

Ao final de todo esse aprendizado, talvez alguns afirmem: ‘Nada mais justo, após tanto imposto pago em tudo neste país’. Em primeiro lugar, quero deixar claro que meu ponto não é dizer o que é justo ou não, mas é importante mencionar que essas regras de tributação são aplicadas apenas no Brasil.

O que eu quero dizer com isso? Cada país, enquanto Estado Soberano, tem suas próprias formas de realizar a tributação sobre os dividendos. Veja abaixo alguns exemplos de tributações sobre dividendos em outros países, de Pessoa física e jurídica:

Conclusão

Como podem perceber, os únicos três países no mundo que não cobram impostos sobre os dividendos para pessoa física são: Brasil, Estônia e a Letônia.

Até quando continuaremos assim? É uma boa pergunta, que pode ser respondida em um próximo artigo, caso algum dia essa Lei 9.249 seja alterada.

Quer saber mais sobre dividendos ? assista ao vídeo abaixo.