Ciclos Econômicos e sua importância

Você já deve ter reparado que constantemente fazemos menção às políticas monetárias e fiscais nesse site, e isso se deve à sua influência na economia.

Mas afinal, o que as influenciam? É sobre isso que vamos falar hoje, os chamados Ciclos Econômicos.

DEFININDO

Os Ciclos Econômicos, são caracterizados por 4 fases distintas, sendo elas as fases de expansão, boom (pico), contração e recessão. Vamos discorrer um pouco sobre cada uma delas.

O ciclo de expansão pode ser interpretado como o ciclo da prosperidade, onde temos uma alta demanda agregada, os lucros das empresas estão nas alturas, e o investimento das empresas é alto.

Geralmente, as taxas de juros estão em patamares mais baixos.

Já o estágio do Boom é caracterizado como o pico do ciclo de expansão, quando se forma uma pressão inflacionária e temos um excesso na demanda agregada.

O estágio de contração se dá por uma diminuição no consumo, nos lucros e nos preços dos produtos e serviços por parte das empresas, que competem por consumidores.

O estágio de recessão é reconhecido através das altas taxas de desemprego e lucros baixos por parte das empresas.

POLÍTICA MONETÁRIA E FISCAL E SUA ATUAÇÃO NOS CICLOS

Como vimos acima, diferentes ciclos apresentam diferentes problemas e soluções.

Geralmente, as atuações mais contundentes ocorrem nos momentos mais extremos, como nos períodos do boom e da recessão, sendo adotadas medidas contracionistas e expancionistas, respectivamente.

Quando a economia está a todo vapor, para corrigir assimetrias tais como a pressão inflacionária adotam-se medidas contracionistas, com um aumento na taxa de juros, corte nos gastos públicos e aumento nas tributações.

Já em períodos de recessão, adotam-se políticas expancionistas como forma de combate à pressão por desemprego, com redução na taxa de juros, aumento dos gastos públicos e diminuição na tributação.

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Bull Market x Bear Market

O mercado financeiro é repleto de jargões, crenças e terminologias que muitas vezes confundem aqueles que não têm familiaridade com esse mundo.

Hoje vamos botar sob o microscópio duas expressões bastante utilizadas no dia a dia do mercado, Bull Market e Bear Market.

Definição

Provavelmente você já viu alguma foto do Touro de Wall Street. Você sabe, aquela estátua de bronze que tão frequentemente vemos em fotos no Instagram e no Facebook. Essa estátua é símbolo do Bull Market, o “Charging Bull”.

O Bull Market é usado como referência a um mercado de alta, um mercado otimista, um mercado “Bullish”.

O preço das ações tende a subir, a economia do país está forte, as empresas estão investindo e as pessoas com dinheiro no bolso.

Enquanto isso, o Bear Market refere-se exatamente ao oposto, um mercado mais pessimista, um mercado “Bearish”, com expectativas de baixa no preço das ações e do mercado como um todo.

Neste cenário, normalmente temos desaceleração da economia e aumento no desemprego.

Origem das expressões

A teoria mais difundida sobre a origem dessas expressões diz respeito à forma de atacar desses animais.

Enquanto o touro ataca em um movimento ascendente, jogando suas vítimas para o alto com seus chifres, o urso utiliza suas patas para atacar, em um movimento de cima para baixo, o que simbolizaria seus respectivos momentos de mercado, ascendente e descendente.

Os ciclos econômicos e os mercados

Como mostramos acima, o Bull e o Bear Market, muitas vezes refletem o momento econômico vivido pelo país naquele momento.

Visto isso, creio que seja relevante falarmos sobre os ciclos econômicos.

Em um cenário pessimista como o do Bear Market, normalmente veremos entrar em ação políticas econômicas expancionistas, políticas essas que envolvem ações como redução da taxa básica de juros da economia, redução da alíquota do Depósito Compulsório, aumento de gastos do governo, redução na tributação e afins.

O resultado disso é um aumento na atividade econômica do país, e um incentivo maior para investir no mercado acionário, visto que a rentabilidade de títulos atrelados à taxa de juros é reduzida, o que aumenta o apelo de investimentos mais arriscados, mas que oferecem maior chance de ganhos mais expressivos.

É possível identificarmos uma relação aqui, uma vez que o Bull e o Bear Market normalmente são reflexos de momentos econômicos distintos vividos pelo país. Portanto, o fim de um ciclo marca o início do outro.

Oportunidades nos mercados

Sou um grande fã do Value Investing, uma política com foco no longo prazo, que busca comprar ações abaixo de seu valor intrínseco.

Como vimos em artigos passados, em que comentei sobre os riscos sistemáticos e não sistemáticos, nem sempre um movimento de baixa ou “Bearish” afeta todos as agentes do mercado. Porém, muitas vezes isso não se reflete nos preços.

Conhecer o real valor de uma ação (valor intrínseco) pode ajudá-lo a identificar ações abaixo desse valor, e presenteá-lo com belas oportunidades de negócios, assim como com uma visão imparcial sobre aquele ativo em específico e se a queda no preço é justificável.

Quantitative Easing e suas aplicações



Se você é familiarizado com o mundo dos investimentos, provavelmente já ouviu falar de Quantitative Easing. Esse artifício consiste na “injeção” artificial de capital.

O Banco Central atua na economia por meio da política monetária, utilizando instrumentos que controlam o “preço” do dinheiro.

As 3 medidas mais conhecidas são o Depósito Compulsório (parte dos depósitos à vista recebidos pelos bancos são transferidos para o Banco Central), Open Market (compra e venda de títulos públicos) e Taxa de Redesconto (taxa de empréstimo para as instituições financeiras).

Porém, em casos em que os meios mais ortodoxos provam – se insuficientes, o Quantitative Easing pode entrar em cena.

Como funciona

Como mencionado anteriormente, esse método baseia-se na transmissão indireta de capital do Banco Central para a economia por meio das instituições financeiras.

Em momentos em que os bancos estão hesitantes em emprestar seu capital, mesmo em que a taxa de juros está em baixa, encontramos uma situação que chamamos de armadilha de liquidez.

Por meio da injeção artificial de capital, o governo gera liquidez no mercado, entrando como comprador de títulos bancários.

Quando isso acontece, as instituições financeiras então encontram-se com um excedente de capital em suas mãos.

A expectativa é que, com isso, essas instituições se tornem mais propensas a conceder crédito mais barato (diversas instituições com capital excedente = competição para empréstimo por meio das taxas de juros) para a ponta final, facilitando assim o acesso a recursos, aumentando o consumo, fazendo a economia girar e os preços subirem, combatendo, então, um cenário deflacionário e de estagnação econômica.

Esse método se diferencia do Open Market pelo volume de capital utilizado, e pelo maior leque de ativos que podem ser adquiridos pelo Banco Central. Outro aspecto interessante é a influência que esse programa tem na política fiscal.

Entrando como comprador de títulos públicos em massa, o preço desses títulos tende a aumentar (lei da oferta e demanda), e o yield (Retorno/Preço) diminuir, caso as taxas permaneçam constantes, gerando a possibilidade de o governo emitir novos títulos a preços e yield´s menores, diminuindo o custo da dívida e aumentando sua capacidade de gasto, o que pode influenciar a economia de forma positiva.

Pontos negativos

Um aumento acima do esperado na inflação pode ocorrer quando não há uma mensuração correta da demanda e oferta.

Nesse caso, como a quantidade de moeda em circulação é muito elevada, a oferta pode não acompanhar a demanda, o que gera um aumento acentuado nos preços, gerando assim, um cenário hiper inflacionário.

A desvalorização cambial também é um risco inerente quando se utiliza o Quantitative Easing. Além disso, o excesso de capital nas mãos dos bancos não necessariamente vai levar a um aumento no capital em circulação caso os bancos não tenham confiança na estabilidade econômica, optando, assim, apenas por reter o recurso.

Conclusão

O Quantitative Easing pode ser um instrumento muito importante em cenários de estagnação econômica, porém, é necessário muita cautela e estudo na sua aplicação para que não ocorra um desvio em seu caráter temporário, sendo utilizado de forma permanente para financiar a dívida pública e privada, nem uma mensuração incorreta do estímulo necessário.

*Em colaboração com Eliseu Hernandez, assessor de investimentos BlueTrade.




Economia comportamental e nossas finanças

Hoje vamos falar sobre um tema extremamente relevante para seu dia a dia. Vamos falar sobre alguns conceitos de economia comportamental e como isso pode estar afetando sua capacidade de acumular riqueza.

Contabilidade Mental

A Contabilidade Mental representa o fruto do trabalho de Richard H. Thaler, ganhador do prêmio Nobel de economia em 2017.

A contabilidade mental questiona um conceito muito usado nas teorias econômicas tradicionais, o Homo Economicus, que trata os seres humanos como seres 100% racionais e perfeitamente informados, logo, sabedores de todas as consequências de seus atos e tomadores de suas decisões financeiras sempre baseadas na lógica e na razão.

Em seu estudo, Thaler aponta justamente o contrário- que somos seres irracionais, e que tendemos a tomar a pior decisão quando frente a possibilidades distintas. Isso é explicado pela nossa “preguiça”, falta de tempo e hábitos na tomada de decisão.

De acordo com esse mesmo estudo, tendemos a formar “caixinhas” em nossa mente, em que contabilizamos nossos gastos e alocamos uma certa quantidade de recurso para uma certa necessidade.

Por exemplo, digamos que você esteja a caminho de um concerto e que o ingresso lhe custou 100 reais. Em sua carteira, você tem o ingresso e outra nota de 100 reais.

Caso, ao chegar no concerto, a nota de 100 reais tenha sumido, isso provavelmente não afetará sua decisão de assistir ao show.

Porém, caso o ingresso tenha sido perdido no meio do caminho, é provável que você desista de ir, já que você já havia gasto 100 reais no ingresso, mesmo que no outro cenário, a perda tenha sido a mesma em valor financeiro. Isso mostra nossa incapacidade de interpretar o dinheiro como algo fungível.

Além disso, temos uma tendência a gastar recursos advindos de fontes imprevisíveis, como por exemplo uma restituição do imposto de renda, de maneira diferente da que gastaríamos o mesmo valor advindo de fontes como nosso salário.

Normalmente esses recursos são gastos de maneira impulsiva em bens de consumo, por exemplo.

E porque isso acontece?

Como dito anteriormente, somos tendenciosos na nossa tomada de decisão. Esse fenômeno acontece devido ao que chamamos de Heurísticas e Vieses, estudo feito por Kahneman e Tversky.

Heurísticas são atalhos mentais que utilizamos na tomada de decisão. Existem diversos tipos de Heurísticas, como por exemplo a Heurística de Ancoragem (tendência de manter nosso julgamento inicial e ajustá-lo a novas informações recebidas), ou a Heurística de Representatividade (julgamento de um fato na medida em que ele se assemelha a outro).

Isso não necessariamente é algo ruim, já que nos auxilia na tomada de decisão rápida, e pode fornecer resultados adequados em situação em que agilidade na decisão é necessária. O problema mesmo ocorre quando essas decisões são enviesadas.

Os vieses representam erros sistemáticos na tomada de decisão. Tendência de violar algum tipo de racionalidade. Um viés particularmente relevante ao mundo dos investimentos é o viés de aversão a perdas.

Esse viés trata da atribuição de importância maior à perda do que aos ganhos, levando-nos a assumir mais riscos impulsivamente, no intuito de reparar eventuais prejuízos.

Conclusão

Como vimos acima, o processo de avaliação do dinheiro dentro de nossas mentes é algo extremamente complexo e que envolve diversas variáveis.

Porém, conhecer um pouco mais sobre o que afeta nosso julgamento com relação a isso é de extrema importância para reconhecer possíveis comportamentos e gatilhos na tomada de decisão que podem estar afetando seu julgamento, e te impedindo de tomar a decisão mais adequada.




Risco diversificável e não diversificável, o que são e como afetam seus investimentos


Risco. Afinal, o que é risco? Em finanças, o risco está associado às incertezas que provocam uma variação nos retornos dos ativos financeiros. 

Logo, conhecer os riscos do objeto do investimento é de suma importância. Se não conhecemos seus riscos, estamos agindo de maneira imprudente.

Não ter conhecimento das variáveis que podem impactar de fato nosso investimento, nos torna vulneráveis a decisões impulsivas e mal fundamentadas.

No artigo de hoje, vou discorrer sobre dois conceitos básicos, mas muito importantes: O risco diversificável e o não diversificável.

Risco não diversificável

Quando nos referimos ao risco não diversificável, ou risco sistemático, estamos nos referindo à um risco que afeta a maioria dos ativos de uma economia. Por tanto, ele não está associado a um ativo ou setor específico, mas sim, à economia como um todo.

Obviamente, alguns ativos são mais afetados do que outros. Levando em conta o momento atual, podemos citar a alta do dólar. Com a crise do novo Corona vírus no Brasil, vimos uma intensificação no movimento de corte da taxa básica de juros (Selic).

Essa queda teve um impacto direto na cotação do dólar, uma vez que o chamado “Carry Trade” (Investidor estrangeiro toma empréstimo no seu país de origem, e aplica em outro país com taxas mais altas para ganhar a diferença) torna-se menos interessante.

Isso leva a uma menor oferta de Dólares para compra do Real, e, consequentemente, a uma depreciação da nossa moeda. Isso não levando em conta fatores como a instabilidade política e sanitária em que vivemos, o que diminui ainda mais a confiança do investidor e torna o investimento no país menos interessante. Essa depreciação teve impacto direto na economia.

Afinal, boa parte dos produtos do país ou vêm diretamente de exportação, ou está ligada a produtos que vem do exterior. Uma vez que esses produtos se tornam mais caros, a margem das empresas que trabalham com eles diminui, o que leva à um aumento dos preços.

Por outro lado, empresas exportadoras tendem a se beneficiar, uma vez que sua receita advém de moedas que estão apreciadas em relação ao Real. Assim, nota-se, de uma forma ou de outra, todas as empresas são afetadas por esse fenômeno. Logo, esse risco não pode ser eliminado através da diversificação.

reprodução: proeducacional.com

Risco diversificável

Quando falamos de Risco Diversificável, ou não sistemático, estamos nos referindo àquele que é diretamente associado a um setor ou ativo específico. Se sua carteira de investimentos é composta por apenas 1 ativo ou setor, você estará 100% exposto a seus riscos.

Não é vantajoso, pois caso ocorra alguma mudança que afete diretamente aquele setor negativamente, ou algum escândalo envolvendo aquela única empresa em carteira, prejuízos significativos podem surgir.

Por sorte, esse risco é mitigável através da diversificação (por isso risco diversificável). A exposição a diversos setores vai segurar a queda em momentos ruins, mas ao mesmo tempo, permitirá que participe dos ganhos nos bons momentos.

Quanto mais diversificada uma carteira, mais próximo seu risco será do risco sistemático. A soma dos dois é o que chamamos de risco total.

Conclusão

Saber identificar os riscos associados a seus investimentos é crucial para obter bons resultados no longo prazo. Como vimos acima, o risco sistemático afeta a maioria dos ativos, mas nem sempre de forma negativa ou uniforme, o que muitas vezes não se reflete nos preços.

Portanto, conhecer os riscos inerentes a seus ativos pode melhorar sua compreensão sobre aquilo que realmente os afeta diretamente, e se algum movimento do mercado, como um todo, reflete de maneira correta a precificação daquele ativo.

Isso pode impedi-lo de realizar prejuízos em meio a pressões vendedoras irracionais, além de auxiliar na identificação de bons ativos, mas que foram afetados negativamente de forma injustificável pelo mercado.


A curva de juros no Brasil e seus investimentos em renda fixa

Hoje vamos falar sobre um assunto que causa muita confusão na cabeça dos investidores. Porém, seu entendimento é de suma importância: a famigerada curva de juros.

Afinal, do que se trata? A curva de juros (ou Yield Curve) é uma relação matemática de tempo/ retorno. Ela representa, graficamente, o retorno de um título, ou títulos, de qualidade de crédito semelhantes ao longo do tempo.

Em finanças, o tempo é associado ao risco, o que, se pararmos para pensar, faz muito sentido! Afinal, um investimento em um título nada mais é que um empréstimo.

O que você acha que tem mais risco? Emprestar seu dinheiro para o seu tio durante um mês, ou 5 anos? Exatamente, a possibilidade de eventos que podem prejudicar a capacidade de pagamento do devedor, em um período mais longo de tempo, é muito maior. Logo, naturalmente, o prêmio exigido é maior.

Banco Central e sua relação com a curva

O Banco Central atua na curva de juros por meio da política monetária. Em cenários de inflação baixa e desaceleração econômica, o BACEN tende a reduzir a taxa básica de juros da economia, como uma forma de estímulo (taxa baixa, preço do dinheiro cai, pessoas e empresas tomam mais crédito, consomem, e a economia volta a crescer).

Da mesma forma, em cenários de pressão inflacionária, o Bacen aumenta a taxa de juros. Na ponta longa da curva, as taxas refletem a expectativa de longo prazo, baseadas nas ações de hoje, por isso, a credibilidade do Banco Central é tão importante.

Afinal, se as taxas de juros estão baixas no curto prazo, a tendência é que elas cresçam ao longo do tempo, até que a pressão inflacionária se forme, e o Bacen volte a cortá-la (é o que chamamos de curva normal).

O mercado tenta antecipar isto através de um aumento na expectativa de juros no longo prazo. Porém, é importante frisar que a curva de juros não reflete somente as ações da política econômica.

A percepção de risco de um país também entra em jogo, afinal, se um país está no meio de uma crise política, a confiança do investidor cai, e isso se reflete em um prêmio pelo risco maior, o que gera uma abertura (muitas vezes irracional) nas taxas.

Curva Pré x DI

Quando ouvimos falar de curva de juros, normalmente faz-se referência à curva Pré x DI. Essa curva é a representação gráfica da expectativa de juros. A sua formação se dá por meio de contratos futuros do DI. Porém, é importante mencionar que a precificação desses contratos futuros leva em consideração fatores como instabilidade política, inflação e risco pelo tempo. 

Portanto, a precificação no longo prazo está muito mais associada à percepção de risco do país do que à expectativa de fato de que a taxa de juros vai representar aquele valor, naquela data. Essa associação, representa bem aquilo que foi discutido anteriormente, quando falamos em aberturas irracionais da curva.

Abertura da curva em diferentes momentos no tempo.



E o que a Renda Fixa tem com isso?

Essas aberturas irracionais representam uma boa oportunidade de alocação em renda fixa, uma vez que a precificação e remuneração desses títulos é baseada na curva de juros. Em um cenário de abertura podemos encontrar taxas extremamente atrativas, em ativos de qualidade de crédito excelente, o que, em retorno, diminui a atratividade em investimentos de renda variável.

Afinal, por que correr risco, se posso ter uma boa rentabilidade na renda fixa, com um risco muito menor? Além disso, essas aberturas geram uma boa oportunidade de ganho para aqueles que não desejam carregar o papel até o vencimento.

A lógica por trás disso é simples: os títulos são marcados a mercado (baseado nas taxas em que aquele título está sendo negociado).

Se possuo um papel com uma taxa IPCA+5%, e o mesmo papel está sendo negociado no mercado a uma taxa de IPCA+4%, naturalmente meu título se torna mais interessante para os outros investidores, o que causa uma apreciação e a possibilidade de negociação com um ganho – é o que chamamos de ágio.

Em linhas gerais, títulos pré-fixados são interessantes se a expectativa é de queda de juros, e pós-fixados, se a expectativa é de alta. Lembrando, a marcação a mercado não é relevante caso você decida carregar seu título até o vencimento.

Conclusão

Como vimos, a renda é fixa mas não tão fixa assim. É possível obter ganhos expressivos caso o investidor se posicione de maneira correta, tanto antes do vencimento, quanto na própria data de vencimento. Porém, é importante frisar, fique sempre atento às suas necessidades como investidor.

Não assuma riscos que não está disposto a correr, e preste sempre atenção ao vencimento do título e à sua necessidade de liquidez, para que não seja surpreendido de forma negativa pelo mercado.