Investidores brasileiros de sucesso e suas histórias

Você é do tipo que precisa “ver para crer?” ou, então, se sente motivado ou motivada ao ver as histórias de sucesso de outras pessoas? Esse é um artigo exatamente sobre isso: inspiração

Os investimentos ainda são considerados tabu, especialmente no Brasil, e muitos ainda não aproveitam as oportunidades por medo, insegurança e, principalmente, falta de conhecimento sobre o assunto. 

Nosso país ainda está engatinhando quando falamos em mercado financeiro. Diferente dos Estados Unidos, por exemplo, em que as pessoas têm mais consciência e já possuem em sua vida três profissionais de extrema confiança: um médico, um advogado e um “financial advisor”, que equivale a um assessor de investimentos.

Ou seja, nos Estados Unidos a cultura de investimento e planejamento financeiro já é bem difundida, cerca de 99% da população investe o dinheiro, enquanto a mínima parcela ainda deixa suas economias paradas no banco. 

Mesmo com o cenário mais lento no Brasil, trouxemos o exemplo de investidores brasileiros de sucesso que marcaram a história com suas estratégias e ensinamentos. E que, inclusive, começaram há muito tempo. 

Luiz Barsi Filho

Fonte: Veja/Abril

Você conhece essa lenda da Bolsa de Valores? Luiz Barsi Filho é brasileiro, atualmente tem 82 anos de idade, e já coleciona uma série de apelidos como “Warren Buffett brasileiro” ou então “Rei dos Dividendos”. 

Mas sua história no mercado financeiro começou bem mais cedo, quando tinha apenas 16 anos de idade. Barsi é filho de imigrantes espanhóis e ficou órfão de pai quando era jovem. Por vir de família simples, começou a trabalhar como aprendiz de engraxate e alfaiate para ajudar sua mãe. 

Com o passar do tempo, se formou em técnico de contabilidade e foi a partir daí que despertou o interesse pelas oportunidades do mercado de capitais, onde são negociadas as ações da Bolsa de Valores. 

Barsi traçou o seu próprio método de investimento, conhecido como “carteira de ações previdenciária”, em que buscava investir em ações de empresas que ofereciam bons dividendos – parte do lucro líquido ajustado de uma empresa, que é distribuído entre acionistas. 

Além disso, o investidor tinha planos a longo prazo. Isso quer dizer que ele escolhia seus papéis baseado no seu método, e os deixava por muito tempo na carteira. Assim, em 10 anos investido, ele já tinha patrimônio o suficiente para não precisar trabalhar mais. 

Mas, como bom investidor que é, Barsi não abandonou o mercado financeiro depois de conquistar seu objetivo. E, em 2019, recebeu R$ 4 milhões em lucros da Eletrobras, apenas uma das empresas que fazem parte da sua carteira. 

Ao longo dos anos, teve sua própria corretora, trabalhou como colunista e consultor de investimentos. 

Hoje, a fortuna de Barsi é de aproximadamente R$ 2 bilhões de reais. Pai de cinco filhos, ele não deixou de repassar o seu legado, repleto de aprendizados. Inclusive, os seus filhos trilham o caminho do mercado, Luiz Barsi Neto, é assessor de investimentos e Louise Barsi, criou um programa para formar investidores. 

Clique aqui e leia o artigo “Tudo o que você precisa saber sobre a Bolsa de Valores”. 

Luiz Alves Paes de Barros 

Fonte: Divulgação (Eu Quero Investir)

Luiz Alves de Paes de Barros é brasileiro,  tem 73 anos de idade e é conhecido como um dos maiores investidores do país, assim como Luiz Barsi. 

Alves é de uma família tradicional do interior de São Paulo, proprietária de uma usina de açúcar. Por isso, tinha muito dinheiro proveniente do negócio.

No entanto, segundo o próprio investidor, a família “não soube administrar” os bens e o dinheiro, comprometendo boa parte do patrimônio. 

Por sempre observar os negócios da família, Alves se interessou por dinheiro, negócios e economia muito jovem. E, coincidentemente, assim como Barsi, comprou a sua primeira ação aos 16 anos de idade. Os papéis eram do banco Comind, instituição dos grandes lavradores de São Paulo.

Depois, se formou em economia pela USP e continuou aplicando o seu dinheiro no mercado financeiro, baseado na estratégia fundamentalista – que leva muito em consideração os fundamentos da empresa que vende os papéis. 

Alves criou sua própria carteira, conhecida como o fundo Alaska Poland. E, mais à frente criou a Alaska Black, com Henrique Bredda e Ney Miyamoto, que acumulou um ganho de mais de 352% em 27 meses. 

Hoje, ainda continua acumulando riquezas e uma história de sucesso. 

“Se você quiser conhecer uma ação mesmo, comece se envolvendo com ela. Compre um pouco, venda um pouco e veja se o preço na tela é de verdade ou de mentira”. (Luiz Alves Paes de Barros)

Eufrásia Teixeira Leite

Retrato de Eufrásia Teixeira Leite, em quadro a óleo exposto no Museu Casa da Hera em Vassouras (RJ)
Imagem: Autor desconhecido/Reprodução

Hoje em dia é comum, mas, você conhece a primeira investidora mulher do mercado? Pois é. Foi Eufrásia Teixeira Leite.

Eufrásia nasceu no século XIX, em 1850, e faleceu em 1930. Carioca e natural da cidade de Vassouras (RJ), era de família tradicional e muito estável financeiramente, pois seu pai era comissário de café. 

De certa forma e de acordo com os registros históricos, é possível afirmar que Eufrásia e sua irmã receberam alguma educação financeira de seu pai – o que era um privilégio para mulheres daquela época -. Mas, em 1872, as duas ficaram órfãs. 

Após a morte do pai, se mudaram para a Europa e, com a herança, Eufrásia começou a se interessar pelos investimentos na Bolsa de Valores, que era um ambiente totalmente masculino.

As mulheres que tinham interesse em operar na Bolsa, precisavam fazer as negociações com intermédio de um homem. Mas isso não fez com que Eufrásia desistisse. 

Inclusive, sua trajetória chamou muita atenção, principalmente porque ela tinha um perfil agressivo de investidor. Naquela época, já usava bem as estratégias de diversificação, principalmente com ativos internacionais. 

Os relatos apontaram que Eufrásia chegou a ter negociações em 17 países e em 9 moedas diferentes. Sua história no mercado financeiro perdurou por mais de 50 anos e resultou em inúmeras multiplicações do seu patrimônio.

Como você pode se tornar um investidor de sucesso?

Essas três histórias são inspiradoras, né? É possível ver que para investir, você pode começar do “zero”, ao contrário do que muitos pensam.

Mas, o que esses três investidores têm em comum? Você deve ter reparado que a resiliência, a paciência e a disciplina foram fundamentais na trajetória desses investidores de sucesso. 

É essencial também ter o seu perfil de investidor e seus propósitos bem alinhados. Além disso, o suporte de um profissional da área faz toda a diferença, tanto no seu aprendizado, quanto na sua performance. 

E, claro, o mercado financeiro não é só flores, principalmente no Brasil. Os investidores precisam entender que as crises e a volatilidade sempre vão existir, mas são as oportunidades que você encontra no meio delas é o que vai te fazer continuar no caminho do sucesso. 

Você gostaria de tirar suas dúvidas com um assessor Blue3? Clique aqui. 

Por que é o momento exato para internacionalizar os investimentos?

A importância de internacionalizar os investimentos não é novidade para o mercado. Há tempos essa necessidade tem sido falada por profissionais da área como analistas e assessores de investimentos.  Mas por que é o momento exato para internacionalizar os investimentos?

No entanto, o cenário atual e o que está por vir, acendeu ainda mais essa necessidade. E agora, quem não diversificar sua carteira com ativos internacionais provavelmente vai ter seus rendimentos atingidos pelo Risco-Brasil 2022. 

Porque uma coisa é certa: diversificar não significa apenas investir em ativos brasileiros diferentes. A essência da diversificação verdadeira vai além e precisa atravessar regiões e nacionalidades. 

O intuito de diversificar é exatamente esse: alocar em ativos que sejam descorrelacionados um do outro, ou seja, que se movem de maneiras e com interferências externas diferentes. Assim, a carteira de investimentos fica equilibrada mesmo que um dos ativos esteja indo mal. 

Aliás, em um dos nossos dias do BlueTalks, o estrategista-chefe da Blue3 fez a seguinte colocação: “Uma boa carteira de investimentos sempre vai ter um ativo que está indo mal”.

Você pode, inclusive, clicar aqui e assistir

Por que é necessário investir no exterior?

O motivo principal é esse que citamos acima: diversificar os investimentos para uma performance equilibrada da carteira de ativos. 

Em outras regiões, como Europa e Estados Unidos, essa já é uma cultura bastante comum. Principalmente porque quando ocorre uma crise doméstica, os investimentos são diretamente impactados e expostos à volatilidade. 

Dessa maneira, a alocação internacional em economias mais estáveis, garantem a segurança que o investidor precisa no momento, evitando os riscos sistêmicos e conjunturais. 

O mesmo acontece com a desvalorização da moeda local. Por exemplo, em 2020 o Real foi a moeda com pior desempenho em comparação com os demais países emergentes do mundo. 

Essa desvalorização e volatilidade da moeda brasileira é puxada naturalmente pela incerteza política e pelo quadro fiscal delicado. Dessa forma, a pessoa que investe em moedas fortes está protegendo também o seu poder de compra. 

Para você visualizar melhor, listamos os tópicos que demonstram os benefícios do investimento no exterior:

  • Exposição aos principais temas de investimentos em todo o mundo;
  • Exposição à moedas fortes, imunes dos problemas inerentes aos países emergentes;
  • Adição de ativos com descorrelação dos investimentos no Brasil;
  • Melhora da relação risco x retorno, através da diversificação.

Além disso, é importante lembrar que hoje o Brasil representa aproximadamente 3% do PIB mundial, sendo 2% de renda fixa e 1% das ações. 

Dessa forma, é possível entender que investir no exterior não é apenas um luxo, mas sim, parte de uma estratégia de acessar boas oportunidades para  os seus investimentos. 

O que é o Risco-Brasil 2022?

A instabilidade nos investimentos, a incerteza econômica e a inflação já nos avisam sobre como será o cenário do próximo ano. 

Além do risco fiscal iminente, a crise hídrica e o país tentando se reerguer a todo custo dos impactos causados pela Covid-19, teremos o plus das eleições presidenciais.

Como todos já sabem, as eleições têm deixado uma nuvem de dúvidas e não sabemos o que irá acontecer, mas sabemos que essa insegurança política pode causar estragos no mercado financeiro. 

Todo país tem um risco soberano, que no nosso caso, é chamado Risco-Brasil. E, por esse motivo, uma pesquisa realizada pela XP Investimentos mostrou que 51% dos clientes pretendem diminuir a exposição ao mercado acionário em 2022. 


Mas, existe uma saída?

Existe sempre uma saída, mesmo em cenários muito ruins. Na última semana de novembro, a Blue3 realizou uma Webinar com nosso chefe-estrategista Thiago Nemézio e Daniel Haddad, diretor de investimentos da Avenue, uma corretora dos Estados Unidos.

Na Webinar com o tema “A grande oportunidade em um 2022 incerto?”, os profissionais falaram sobre o comportamento do mercado e investimentos no exterior, que é a principal saída para superarmos o cenário do ano que se aproxima. 

Primeiramente, Haddad já deixou uma reflexão de suma importância: “O mercado financeiro não é só sobre o que você sabe, mas de como você se comporta”. Por isso, o caminho para a porta de saída da crise é sempre o da calma.

É essencial entender que existe a crise, mas que o emocional e a ansiedade não podem tomar conta do investidor nesse momento, pois elas podem ser muito prejudiciais e fazer com que várias decisões equivocadas sejam tomadas. 

Inclusive, Haddad citou uma pesquisa que analisou um grupo de investidores que tinham e que não tinham uma assessoria de investimentos, e que o grupo com assessoria se destacou em quase 3 pontos percentuais. 

Ele explicou que, mesmo com toda a estratégia usada pela assessoria na alocação de ativos, o ponto crucial para a melhor performance do grupo foi o papel do assessor “acalmando o cliente em momentos de crise e de euforia”.

Internacionalizar os investimentos é arriscado?

Seguindo com o raciocínio, o primeiro passo para atravessar uma crise é a calma e o segundo é encontrar oportunidades em meio às turbulências para amenizar os impactos. Como falamos desde o início, os investimentos no exterior são essenciais nessas estratégias. 

Mas, muitas pessoas ainda pensam que internacionalizar os investimentos é arriscado. Principalmente quando falamos em dolarizar carteiras. Mas, Daniel Haddad ainda destaca que essa é uma falsa impressão, visto que “no Brasil, os mercados de renda fixa e ações estão expostos a riscos muito semelhantes, resultando em uma correlação muito alta dos ativos locais”.

E para completar, fez uma provocação: “será que faz sentido ter uma cesta de produtos que não é 100% em real e os investimentos não?”, ou seja, as pessoas consomem produtos globais, como o iphone, combustível, carne, mas os investimentos não.

O risco está exatamente aí, porque se você é um consumidor global, a desvalorização do real faz com que você perca seu poder de compra perante ao mundo, o que é muito negativo. 

São muitas as opções e as diversidades de investimentos no exterior. A nossa assessoria, inclusive, conta com mais de 100 produtos disponíveis na maior plataforma do país, como BDRs, fundos internacionais, fundos cambiais, ETFs, entre outros. 

Para entender o que vai se encaixar melhor nos seus propósitos e perfil de risco, tenha ao lado um assessor de investimentos. Porque, segundo o Haddad, “se você não sabe quem você é, o mercado é um lugar muito caro para descobrir”.

Para descobrir seu perfil de investidor e falar com um assessor Blue3, clique aqui. 

Seguro de vida: quando fazer e quais os benefícios?

O seguro de vida é uma das alternativas para quem quer fazer o planejamento sucessório e é uma proteção importante que muitos ainda não tem ou não sabem ao certo como contratar. 

E aqui vai um destaque, principalmente, para a quantidade baixa de brasileiros que possuem esse serviço. A pandemia fez com que as buscas pelo seguro no primeiro semestre de 2021 aumentassem 19% em relação ao ano passado. 

Mas, segundo pesquisas, apenas 15% possuem de fato um seguro de vida. Esse é um dado preocupante e mostra que as pessoas ainda não colocam em sua lista de prioridades a segurança para o futuro. 

Que bom que você está aqui, isso quer dizer que está interessado ou interessada em proteger você e sua família. 

Como funciona o seguro de vida?

Existem diversos tipos de seguro atualmente. Quando você compra um carro, geralmente escolhe um seguro do automóvel para ter a certeza que em caso de furtos ou batidas, você será restituído. 

Com o seguro de casa também é assim. E é basicamente como funciona o seguro de vida. Ele serve para garantir que o patrimônio e a integridade da família sejam assegurados, caso aconteça algum imprevisto com o titular, como acidentes, problemas de saúde, entre outros.

Mas é claro que o tipo de cobertura pode variar com mais ou menos abrangência. Tudo depende do plano contratado. Mas, vamos colocar duas situações para exemplificar de modo geral.

A primeira é a seguinte: vamos imaginar que o titular do seguro sofreu um acidente inesperado e faleceu. No caso, os seus beneficiários, ou seja, as pessoas escolhidas pelo titular no momento da contratação seguro (pode ser família ou não), recebem uma indenização. 

Na segunda situação: o titular contraiu uma enfermidade que o impede, de forma permanente,  de trabalhar. Nessa situação, o seguro pode indenizar o próprio segurado, ainda em vida. 

Esses foram dois exemplos, mas existem diversas situações em que pode haver a cobertura do seguro, como diárias de internação hospitalar, despesas médicas, doenças graves. 

Inclusive, é possível garantir até o auxílio-funeral, que cobre todas as despesas se o falecimento ocorrer durante o período de vigência do seguro.

Quando e como fazer um seguro de vida?

Basta estarmos vivos para algo acontecer, certo? Então, não existe um momento certo ou hora indicada para isso. 

O correto mesmo é ter um seguro de vida o quanto antes, inclusive, se você é jovem. Porque, pensar que esse tipo de apólice é só para pessoas mais velhas, é um engano. 

Para contratar, primeiro você precisa selecionar uma seguradora de confiança, que possa te oferecer um plano com a abrangência que você precisa, por um valor que caiba no seu orçamento.

Abrangências 

De antemão, vamos deixar aqui algumas das possibilidades que o cliente pode optar ao definir o seu seguro de vida. A abrangência pode ser em: 

  • Caso de morte do segurado;
  • Doenças graves;
  • Invalidez permanente total ou parcial por acidente;
  • Invalidez permanente total por acidente;
  • Invalidez permanente por acidente majorada;
  • Invalidez funcional permanente total por doença;
  • Invalidez laborativa permanente total por doença;
  • Despesas médicas, hospitalares, odontológicas;
  • Diárias de incapacidade temporária;
  • Diárias por internação hospitalar;
  • Auxílio funerário.

Entretanto, preste muita atenção nessa regra. A SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) estabeleceu que todo seguro de vida, independente do plano, precisa ter proteção obrigatória no caso de morte, independente da causa. 

Valores 

Os valores da apólice podem variar não só de acordo com os serviços oferecidos, mas também pelas características do cliente, como idade, profissão, sexo e até mesmo os hábitos do segurado.

Mas, por que os hábitos? Bom, porque a rigidez do seguro e os valores podem ser modificados dependendo do perfil do cliente. 

Por exemplo, um cliente que tem uma profissão arriscada ou já possui um problema de saúde iminente ou até mesmo é mais velho, possui necessidades e riscos diferentes de um cliente que é jovem, saudável e trabalha em casa. 

E antes de contratar um seguro, fique atento  também a questões muito importantes como os riscos excluídos; carência da apólice; abrangência geográfica do serviço; valor máximo de capital segurado; valor do prêmio e disponibilidade dos produtos de seguro. 

É preciso se certificar, ainda, se o plano que você está contratando é individual ou coletivo. 

Apólice individual

A apólice individual, como o próprio nome já sugere, é o seguro de vida em que o segurado negocia diretamente com a seguradora. 

Neste tipo de apólice, o seguro é personalizado, ou seja, atende especificamente às necessidades e características do cliente e de sua família, como exemplificamos no tópico acima. 

O seguro de vida individual é a opção mais apropriada para famílias que buscam proteção especial e de longo prazo. 

Apólice coletiva 

Já a apólice coletiva é o serviço que atende as necessidades de um grupo de pessoas, no caso de funcionários de uma empresa, por exemplo. O número de pessoas necessário para compor a apólice pode variar de acordo com a seguradora. 

Como é um plano mais generalista, o valor costuma ser mais acessível e sua função é atender às necessidades básicas do grupo. A apólice é renovada de tempos em tempos, mas – no caso de empresas – se houver o desligamento do funcionário, automaticamente o benefício é perdido. 

Seguro de vida no planejamento sucessório 

Além dos benefícios que falamos nos tópicos acima, o seguro de vida é muito importante para o planejamento sucessório. Lembra que falamos no início deste artigo sobre a importância do seguro para a proteção da família? 

Leia nosso artigo exclusivo sobre planejamento sucessório aqui.

Pois é. O seguro de vida é uma ferramenta facilitadora no processo de sucessão. Isso porque, em caso de morte do segurado, a liberação da indenização é rápida (chega a ser paga em menos de 15 dias), diferente de outros meios como o inventário. E principalmente porque, por lei, o seguro de vida nunca integra o inventário.

Outro ponto é que o capital do seguro de vida não está sujeito às dívidas do segurado. Assim, eleva o nível de segurança e agilidade para garantir os recursos necessários dos beneficiários para o processo sucessório.

Deu para ver o quanto o seguro de vida é fundamental para garantir a proteção do seu patrimônio e a qualidade da sua vida e da sua família, né? Mas, como falamos, não se esqueça de buscar profissionais e seguradoras de confiança. 

Para falar com os profissionais da área de seguros da Blue3, clique aqui.

Quero investir em ações, mas tenho medo de perder dinheiro; o que fazer?

A renda variável nunca foi tão popular no Brasil. Após alcançar o recorde de 3.229.318 de investidores ao fim de 2020, a B3, a bolsa de valores brasileira já acumulava, até 30 de setembro deste ano, cerca de 3.970.384 contas ativas. 

Embora deixar o conforto da renda fixa possa parecer assustador, os números mostram que cada vez mais pessoas abrem apetite ao risco por mais ganhos em fundos imobiliários, BDRs, fundos de investimentos, ETFs, câmbio e — principalmente — em ações. 

Nós, da Blue3, eleita a melhor mesa de renda variável do país pela XP, vamos mostrar como você pode investir nessa modalidade sem medo de perder dinheiro.

Com regulação há mais segurança

Para garantir mais segurança, transparência e a organização dos ativos para todos os agentes envolvidos no mercado de capitais, os investidores podem contar com a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Enquanto a B3 se responsabiliza por fornecer uma plataforma para as negociações de compra e venda de ativos, a CVM, uma autarquia federal, funciona como o órgão que fiscaliza e regula esse mercado.

Para acessar esse ambiente de negócios, você primeiramente precisa procurar um banco, corretora ou outras instituições financeiras que estejam habilitadas junto à B3.

Sem medo de investir da forma certa

Agora, estar seguro quanto aos seus investimentos não significa que você deva investir de olhos fechados. Muitas pessoas se traumatizam com a renda variável porque não a encararam com a seriedade que os investimentos dessa modalidade merecem e não por culpa do comportamento da Bolsa, dos ativos ou de uma suposta ‘falta de sorte’.

Antes de se perguntar se você deve investir na Bolsa, você precisa se dedicar e estudar esse mercado, as empresas listadas na B3 e em quais pode ser mais conveniente investir. 

Porque você pode ganhar dinheiro ao investir em ações, mas não deve entrar nesse mercado como o apostador de um jogo de azar, que se confunde com as oscilações, as influências internas e externas e outros fatores que fazem a Bolsa ser um investimento mais volátil.

Por exemplo, toda companhia listada na B3 precisa publicar quatro vezes ao ano, obrigatoriamente, relatórios com os resultados apurados dentro de um período de três meses. Nesses materiais, você encontra dados como liquidez, endividamento, lucros, retorno sobre patrimônio líquido, entre outros, que mostram como a empresa na qual você investe está posicionada em relação ao setor em que está inserida.

Verifique também o histórico da administração e como as companhias são reconhecidas por agentes do mercado financeiro. 

Há empresas que enfrentam sérios problemas judiciais a ponto de desvalorizarem suas ações; outras têm boa reputação perante o mercado já que apresentam resultados consistentes, soluções inovadoras, estão atentas às agendas ambiental, social e de governança (ESG, na sigla em inglês), entre outros fatores.

Não à toa, há empresas cujos papéis custam R$ 0,30, na contramão de outras que vendem ações a quase R$ 150.

Ao investir em ações, pense a longo prazo. Isso não significa que você vai observar o seu investimento somente ao fim de determinado período,  mas quanto mais tempo houver para os seus objetivos serem totalmente alcançados, mais chances de rentabilidade você pode obter.

Leia também o artigo “Tudo o que você precisa saber sobre a Bolsa de Valores”.

Veja se as taxas e os impostos mantêm o investimento atrativo

Agora que já falamos da popularidade e dos pontos positivos de investir em renda variável, mais especificamente em ações, você precisa ficar de olho também na cobrança de taxas e nos impostos que vão dentro desse pacote. 

Assim você pode ver se as cobranças afetam muito ou não a rentabilidade da aplicação. Veja os principais custos:

Taxa de Corretagem – Variável de corretora para corretora, incide toda vez que você faz uma compra ou venda de ações na Bolsa. 

Quanto mais alto for o valor investido, menor vai ser o impacto dessa taxa sobre o investimento.

Imposto sobre Serviço (ISS) – Este tributo incide sobre a taxa de corretagem com alíquota de 9,65% sobre o valor da corretagem.

Taxa de Custódia – Quando a corretora armazena as ações em que você investiu, pode haver uma cobrança em razão desse serviço.

Emolumentos e Taxa de Liquidação – São cobranças feitas pela B3 por cada transação feita na Bolsa. O valor, entretanto, varia conforme a operação (tradicional, day trade, swing trade), tipo de investidor (pessoa física, institucional e clube de investimentos) e o valor aplicado.

Imposto de Renda (IR) – Se você, por acaso, vender suas ações e o valor não ultrapassar R$ 20 mil, há isenção do pagamento desse tributo. 

Agora, caso o valor esteja acima desse patamar será preciso pagar 15% sobre o lucro líquido até o último dia útil do mês seguinte à venda dos papéis.

Diversificar não significa “pulverizar”

Por fim, há uma dica que, apesar de velha conhecida, jamais deixará de ser importante: Não coloque todos os ovos na mesma cesta. Quando traduzido para a linguagem do mercado financeiro, esse ditado quer dizer: não aplique todo o seu dinheiro em apenas uma única maneira de investir. 

Afinal, você gostaria de correr o risco de perder todo o patrimônio em apenas uma jogada errada? Se você quer que seu dinheiro tenha a possibilidade de render mais, adote a estratégia da diversificação.

Quando você diversifica seus investimentos, ao comprar títulos de diferentes características e que se complementam, você minimiza os riscos da sua carteira e busca retornos maiores de forma mais inteligente.

Para isso, tome cuidado. Diversificação não significa pulverização, ou seja, não distribua seus recursos de maneira aleatória em ativos desconhecidos.

E a Blue3 ajuda você nessa tarefa, com profissionais que vão te auxiliar a pensar de forma objetiva sobre como os investimentos da sua carteira se desempenham em conjunto, se eles contribuem para que você atinja seus objetivos de curto, médio e longo prazo e se esses ativos se adequam ao seu perfil e tolerância a perdas. 

Clique aqui para falar com um assessor de investimentos.

Entenda a diferença entre Analista, Broker e Assessor de Investimentos

Se você está conhecendo agora o mercado financeiro mais de perto, já deve ter se perguntado sobre as funções dos profissionais que trabalham nessa área. 

Muitas pessoas imaginam que existe um profissional responsável por cuidar do dinheiro, fazer investimentos e orientar a tomar decisões. Mas a verdade é que, não existe um só para lidar com tudo. 

O mercado financeiro é vasto, com departamentos e funções bem específicas para cada um deles: analistas, assessores de investimentos e brokers que, juntos, fazem todo o movimento acontecer. 

Pode parecer confuso no início, nós sabemos. Mas você vai ver como tudo vai ficar mais claro no final deste artigo. 

Assim, você vai saber exatamente quem procurar!

Conheça, agora, os principais profissionais que atuam no mercado: 

Assessor de investimentos

O agente autônomo de investimentos, popularmente conhecido como assessor de investimentos é o profissional que está à frente de toda a comunicação, mantendo o contato direto com o cliente. 

É esse profissional que vai fazer a primeira entrevista para conhecer bem a fundo os objetivos e traçar um perfil de investidor que esteja alinhado, exclusivamente, com os interesses do futuro investidor.

Portanto, a todo tempo essa relação é próxima, acessível e dinâmica, para que o cliente sinta-se à vontade e possa expor todos os seus desejos, medos e inseguranças para o assessor que, por sua vez, estará ali para auxiliar e dar suporte em todos os momentos. 

Além do mais, sua função principal é estar atento às oportunidades para oferecê-las no momento certo. 

Essa profissão é regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atender tanto investidores iniciantes, quanto os mais experientes. E não se engane, não são todas as pessoas que são aptas para atuar como assessor de investimentos

Isso porque, para exercer a função, é preciso ter formação específica, preencher os pré-requisitos legais e ser aprovado em provas de certificação como a da Ancord (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias) e a CPA-20, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Para um exemplo prático, você pode pensar que o assessor de investimentos está para as suas finanças, assim como o médico para os cuidados com a sua saúde. Exige a mesma – dadas as devidas proporções – responsabilidade, preparo e seriedade. 

O assessor pode atuar tanto de forma independente, como em corretora de valores ou assessorias de investimento. 

Outro fato muito importante é que o assessor não pode emitir relatórios e fazer análises ou recomendações para seus clientes. Seu papel é, realmente, orientar, apresentar as opções e oferecer todo suporte ao cliente no momento da tomada de decisão. 

Para saber mais como funciona uma empresa que é assessoria de investimentos, clique aqui. 

Broker 

Os brokers são os profissionais responsáveis por atuar na mesa de operações, onde acontecem as compras e as vendas dos ativos, que podem ser de renda fixa ou variável. 

Esse profissional tem habilidade com o sistema Home Broker e faz a intermediação entre quem quer comprar e quem quer vender, ou seja, investidores e empresas/instituições privadas ou públicas. Principalmente, nas operações de curto prazo. 

O broker tem um perfil ágil e focado, além de ter conhecimento o suficiente para lidar com as adversidades do mercado. 

Uma curiosidade que muitas pessoas não sabem sobre esse profissional é que, geralmente, o broker se concentra em um tipo de investimento como, ações, renda fixa ou commodities para atuar de forma altamente concentrada e poder acompanhar todos os movimentos daquele ativo. 

Para atuar como broker, o profissional  precisa ter a certificação AAI da Ancord, assim como assessor, e a PQO, que é a Certificação do Programa de Qualidade Operacional, da Bolsa de Valores brasileira (B3).

No entanto, também assim como o assessor, o broker não pode fazer recomendações aos investidores, ele pode propor operações, mas segue as instruções dadas pelo analista de investimentos, que vamos falar agora. 

Leia também o artigo “Home broker: o que é e como usar?” .

Analista de investimentos 

Como falamos acima, o assessor de investimentos é o profissional que está na  “linha de frente” do relacionamento com o investidor/cliente e o broker é quem realiza, na prática, as operações dos ativos. Mas, quem dá suporte para esses dois profissionais?

É sobre esse profissional que vamos falar agora, o analista. O analista está na parte operacional de todo o processo, é ele quem estuda e interpreta os gráficos, e faz análises que podem ser: técnicas ou fundamentalistas. 

Entenda no artigo “Análises fundamentalista e técnica: como podem ajudar seus investimentos?”.

Além disso, acompanha veemente os movimentos do mercado e tem um conhecimento bem aprofundado da macro e microeconomia. 

Para poder atuar, é preciso ter a Certificação Nacional dos Profissionais de Investimentos (CNPI), emitida pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec).

E para conseguir a certificação, o profissional deve ser aprovado nos exames: 

  • CB – Conteúdo Brasileiro – fase comum para o analista fundamentalista, técnico e pleno.
  • CG1 – Conteúdo Global 1 – fase para o analista fundamentalista. 
  • CT1 – Conteúdo Técnico 1 – fase para o analista técnico. 

Nesse caso, o profissional da área tem permissão para fazer recomendações sobre o que fazer com um ativo. Portanto, é o analista que atua dando suporte para o assessor de investimentos e também para os brokers.

Faz sentido ter todos esses profissionais?

Como foi possível observar, essas profissões do mercado financeiro são extremamente sérias e exigem certificações, assim como um advogado precisa da OAB para atuar. 

Isso quer dizer que esses profissionais têm sua expertise comprovada e são de alto nível de competência. 

Faz sentido dizer que, como estamos falando em evolução e preservação de patrimônio, precisamos ter responsabilidade ao escolher quem irá nos ajudar a cuidar das nossas finanças. Porque um passo em falso e tudo pode se perder

Mas, você pode se perguntar “eu não consigo cuidar das minhas finanças sem a ajuda de ninguém?”, e a resposta é, sim, você até pode. Assim como você pode comprar as peças para o seu carro na internet e trocar sozinho, sem a ajuda de um profissional, por sua conta e risco. 

Mas muito cuidado aqui, pois não estamos falando que ao contratar esses profissionais você vai ter sucesso sempre. 

Entretanto, pense que a chance de tomar decisões equivocadas e sem necessidade, que podem prejudicar os seus investimentos, são muito maiores do que com o suporte de quem vive o dia a dia do mercado. 

E você não precisa contratar todos esses, por exemplo. Pois quando você opta em construir seu patrimônio com o auxílio de uma assessoria de investimentos, você já tem indiretamente o suporte desses profissionais. 

Não são todas, mas existem assessorias que oferecem uma equipe completa e multidisciplinar, além de parcerias com casas de análises, como é o caso da Blue3. Assim, os seus investimentos são assistidos por todos os lados. 

Como e por que fazer o planejamento sucessório?

Construir um legado sólido e que pode ser aproveitado por muitas gerações é, com certeza, motivo para se sentir confortável. 

Entretanto, existem burocracias – não tão confortáveis assim – que precisam ser levadas em consideração, como as que envolvem o planejamento e a preservação de tudo que foi conquistado, seja por você ou pela sua empresa, por exemplo.  

Por isso, pensar em planejamento sucessório, além de necessário, é uma demonstração de respeito a todo o seu esforço e trabalho. 

Neste artigo, vamos explicar exatamente o que é um planejamento sucessório, quais as opções e os riscos de não pensar no futuro. 

O que é planejamento sucessório?

Ninguém gosta de imaginar o dia em que vai morrer, ou pensar como a família vai seguir caso não esteja mais aqui. Algumas pessoas até pensam que lidar com esse tipo de assunto “atrai”. Mas, a verdade é que não tem como deixar para depois. 

Essa é uma etapa decisiva da vida de uma pessoa. Além de ser uma forma de garantir que todo o seu patrimônio seja distribuído da forma correta, sem se “perder” ou ficar desprotegido após sua partida. 

Afinal, nós investimos nosso dinheiro e trabalhamos para que, no futuro, seja possível desfrutar de tudo que foi conquistado. Imagine, então, se todo esse esforço fosse desperdiçado por uma falta de planejamento em vida? 

Vamos pensar em uma situação hipotética, na qual o nosso personagem fictício, Pedro, não fez o seu planejamento sucessório. Em um dia comum, se envolveu em um acidente de trânsito e, infelizmente, faleceu. 

Pedro era casado, pai de dois homens e empresário. Bom, o que aconteceu foi que, a família, além de ter que lidar com a terrível dor da perda, precisou ir atrás das burocracias do inventário para organizar como o patrimônio de Pedro e sua empresa seriam administrados a partir dali. 

E você sabe como é o processo de inventário? 

Precisamos dizer que, a grosso modo, fazer o inventário é um processo demorado, podendo levar anos.

Além disso, os custos para fazer um inventário podem representar até 20% dos bens, porque envolve o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD); a alíquota de cada estado –  entre 1,5% e 8% e custos de cartório.

Ainda, para o processo do inventário, tem também a taxa jurídica que fica entre 2% e 12% (segundo a tabela da OAB). Ou seja, são muitos os encargos que vão precisar ser descontados diretamente dos bens da pessoa que faleceu. 

Até aqui, já deu para observar, o quão custoso é – em todos os sentidos – ficar à mercê desse processo. Bom, temos também um outro ponto: 

Como os herdeiros são escolhidos no processo de inventário?

O que a maioria sabe é que, os herdeiros legítimos – descendentes, ascendentes, cônjuges/companheiros e colaterais até o 4º grau – têm direito a uma quota do montante total do patrimônio. 

Quando há um herdeiro só, o processo é menos burocrático e, às vezes, é até possível escapar do inventário. Mas, quando há mais de um herdeiro, não há como fugir. 

E, ainda, se não há acordo de divisão entre as partes, fica mais complicado. Tão complicado a ponto de, em muitos casos, ser necessário um juiz para intervir e decidir como será a partilha. 

Qual é a saída para facilitar toda essa burocracia e evitar problemas por falta de planejamento? Bom, chegamos ao ponto da pergunta do início. 

O planejamento sucessório é uma alternativa de formalizar a divisão dos bens e a proteção do patrimônio, ainda em vida, por um custo bem menor, respeitando todos os desejos da pessoa que possui os bens e para que, se algo acontecer, a transferência das titularidades seja rápida. 

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Como é feito o planejamento sucessório?

Para fazer o planejamento sucessório, é necessário traçar estratégias de acordo com a intenção da pessoa interessada. Mas, entre as possíveis estratégias e formas de fazer isso, vamos elencar em tópicos quais são as principais. 

Seguro de vida

O seguro de vida é uma ferramenta imprescindível no planejamento sucessório. É nele que se inicia tudo, como se fosse o  “bê-á-bá” da sucessão. 

Isso porque, a principal adversidade que herdeiros enfrentam no momento da sucessão é a ausência de liquidez financeira para custear o processo de inventário e manter o padrão de vida.

Os bens do falecido invariavelmente ficam indisponíveis, o que acaba sendo um problema de difícil solução. O seguro de vida tem um ponto de destaque em relação às outras ferramentas como a previdência privada, por exemplo. 

Por lei, o seguro de vida nunca integra o inventário, mesmo em processos com litígios – disputas judiciais. Além disso, ele pode ser contratado por uma fração do valor necessário para a sucessão. 

Portanto, é a ferramenta com maior nível de segurança e custo-benefício na hora de garantir aos herdeiros os recursos necessários para o custeio de todo o processo sucessório.

Testamento 

Essa é uma das práticas mais conhecidas e é até comum ouvirmos que uma pessoa deixou um testamento antes de morrer. Mas, como funciona? No testamento, a pessoa pode escolher como será feita a distribuição dos seus bens. 

No entanto, é preciso que a legislação seja respeitada. E está na lei que 50% do patrimônio deve ser, obrigatoriamente, transferido aos herdeiros necessários

E os outros 50% são livres para serem destinados a quem o “testador” quiser, sem necessariamente precisar ser da família. 

Previdência Privada

A previdência privada é outra estratégia bem interessante quando o assunto é planejamento sucessório. Para isso, é necessário contratar um plano que esteja alinhado com essas expectativas. 

No momento de contratar o plano, já é possível estabelecer os beneficiários (herdeiros) dos recursos e, caso ocorra a morte do titular, o valor é repassado para as pessoas escolhidas, sem precisar aguardar muito tempo. 

Outro ponto positivo é que na maioria das vezes, não há necessidade de passar pelo processo de inventário e, ainda, não tem incidência do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) – existem exceções em algumas localidades do país.

Entretanto, em processos de sucessão com litígio – conflito de interesses – o juiz pode incluir a previdência no inventário, inviabilizando o recebimento dos recursos. 

Se você quiser entender mais sobre como funciona a previdência privada, clique aqui e confira nosso artigo exclusivo sobre o tema!

Doação 

Uma alternativa é fazer doação em vida. A pessoa interessada pode fazer doações dos seus bens em vida para os herdeiros, como uma estratégia de organizar o seu planejamento. 

O interessante é que o doador pode continuar usufruindo dos seus bens até a sua morte. E para utilizar o bem, o beneficiário também precisa consultar o doador, caso esteja vivo. Para isso, a doação é repassada com reserva de usufruto. 

As doações podem ser repassadas sem custo, desde que seja respeitada a máxima anual definida pelo estado. 

Holding familiar

A Holding familiar é uma outra forma de facilitar os processos de transferência e tributação. Para isso, o interessado abre uma holding, ou seja, uma empresa que vai reter o patrimônio da família, e os sócios são os herdeiros. 

Decidi fazer meu planejamento, e agora?

Escolher fazer o planejamento sucessório é, com certeza, uma forma de cuidar de tudo o que foi conquistado por você e é tão importante porque evita muitas burocracias desnecessárias que podem prejudicar o seu patrimônio.

Como destacamos acima, existem diversas intercorrências quando todas essas questões não são organizadas em vida. 

Envolve dor de cabeça dos familiares e possíveis desavenças; custos altos que são retirados do próprio patrimônio e o tempo de liberação dos bens que pode, inclusive, deprecia-los. 

Ao tomar a decisão de fazer o seu planejamento sucessório, é preciso ter em mente que é essencial ter o auxílio de profissionais que entendam do assunto, como o planejador financeiro. Afinal, estamos falando de uma decisão muito importante e que envolve a qualidade de vida de todos. 

Esse profissional vai alinhar com você quais são os principais objetivos para poder entender qual será a estratégia e os instrumentos ideais para organizar o seu patrimônio e aproveitá-lo da melhor forma.

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Por que os Fundos Imobiliários interessam os investidores?

O que são os Fundos Imobiliários e por que essa modalidade de investimentos têm chamado a atenção? Por que ficaram tão populares? 

Um relatório divulgado pela B3 (Bolsa de Valores brasileira) no ano passado, constatou que o número de pessoas físicas investindo em Fundos Imobiliários cresceu cinco vezes nos últimos três anos. 

No entanto, recentemente, os Fiis se tornaram o centro de uma polêmica que envolvia a tributação do Imposto de Renda. Provavelmente, você deve ter visto muitos comentários sobre esse assunto na internet e/ou nos jornais. 

E, por esse motivo, muitos investidores perderam o interesse pelo investimento. Mas, como esses fundos realmente funcionam? E será que valem a pena? 

Neste artigo, nós vamos explicar tudo sobre o tema. 

O que são os Fundos de Investimentos Imobiliários (Fiis)?

Você deve se lembrar ou, se não lembra, deve ter ouvido algum familiar contar que antigamente – mas não há muito tempo atrás – ter um imóvel físico era sinônimo de investimento. 

Como funcionava? Você comprava um imóvel na planta, a fim de investir naquele negócio, e depois de alguns anos o lucro vinha dos aluguéis ou até mesmo da valorização do metro quadrado daquele imóvel.

Entretanto, hoje os tempos são outros, e o cenário econômico do país também. Por esse motivo, esse tipo de negócio deixou de ser tão atrativo quanto era antes. 

Além do mais, muitas vezes, a burocracia envolvendo os cuidados com o imóvel e o prejuízo quando o mesmo fica desalugado, fez muitas pessoas repensarem a vantagem do negócio. 

E o que isso tem a ver com os Fundos Imobiliários? Bem, isso é o que vamos te explicar agora.

Sabe quando uma pessoa compra um imóvel para receber o aluguel, como forma de investimento? É basicamente essa a função dos Fundos Imobiliários, em uma explicação mais geral, é claro. 

Mas, realmente, é uma forma mais “simplificada” de se tornar proprietário ou proprietária de um imóvel, seja comercial ou residencial. A diferença é que preocupações com reforma do espaço, burocracia de financiamento ou prejuízo por falta de locatário, não existem. 

Isso quer dizer que você compra um imóvel, sem a necessidade de ser da forma tradicional, e também, sem precisar dispor de 200, 300, 500 mil reais, porque você pode investir a partir de 100 reais. E com uma das características consideradas mais relevantes: a facilidade para vender ou se desfazer caso não queira mais. 

Antes de você saber quais são os tipos e como esses investimentos funcionam na prática, vamos te explicar o que são os Fundos de Investimentos. 

Fundos de Investimentos 

Os Fundos de Investimentos funcionam assim: um grupo de investidores que tem o interesse de investir no mesmo ativo, nesse caso, os imobiliários, se reúnem em uma espécie de condomínio. Cada um compra uma “cota” do fundo e recebe proporcional ao valor investido. 

A diferença de investir em Fundos é que a administração e a alocação desses aportes é feita por um gestor responsável. E é esse gestor que vai decidir onde colocar os ativos da carteira, e se é necessário fazer aquisições ou vendas, tudo isso para acompanhar os interesses dos investidores. 

É importante dizer que os Fundos de Investimento e as atividades desta modalidade de investimento são regulamentadas e fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). 

Esses investimentos, em sua maioria, são da classe da Renda Variável e a negociação é feita por meio da Bolsa de Valores brasileira, a B3. Vale lembrar também que geralmente existe a taxa de administração, ou seja, a taxa paga ao gestor responsável pelo fundo. 

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Quais são os tipos de Fundo Imobiliário?

Existem diversas opções de Fundos Imobiliários para investir, neste tópico vamos te explicar como são classificados. É claro que, a estratégia de investimentos, o perfil do investidor e o cenário macroeconômico serão parâmetros imprescindíveis para definir qual será a opção mais adequada. 

Abaixo, vamos falar sobre algumas dessas alternativas de investimento. 

Fundos de tijolos

Os Fundos de Tijolos são os investimentos em imóveis físicos, ou seja, que já foram construídos. 

E nesse tipo, os investidores podem optar por fazer a aplicação em diferentes regiões ou imóveis, que podem ser: shoppings, hotéis, escolas, hospitais, instituições bancárias e, em alguns casos menos comuns, residenciais. 

O objetivo é receber o aluguel em forma de dividendos, distribuídos entre os investidores do Fundo. O destaque é a qualidade do imóvel e da localização, que são vendidos por frações e valores comuns e mais acessíveis. 

É um investimento interessante para aqueles que buscam renda constante – recebimento de aluguel – e benefícios como reajuste dos aluguéis. Além disso, é uma opção a ser considerada por quem ainda não se expõe diretamente a ativos de renda variável, como às ações.

Fundos de papéis

Diferente dos Fundos de tijolos, os Fundos de papéis não vendem o “imóvel”, mas sim títulos atrelados ao setor imobiliário.Por meio desses fundos, você pode investir em títulos como:

– Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

– Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)

– Letras hipotecárias (LH) 

– Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC)

Esse é um investimento de Renda Fixa que proporciona liquidez e oportunidade de diversificação na carteira de investimentos. 

Fundos híbridos

No caso dos Fundos híbridos há uma mescla dos tipos de investimentos. Pois eles podem conter tanto imóveis físicos quanto títulos do setor imobiliário. 

Fundos de Fundos (FoFs)


Fundos de Fundos Imobiliários. Já ouviu falar? Essa é uma outra possibilidade dentro desse mercado. 

Basicamente, é o investimento indireto em cotas de outros fundos. E esses fundos também possuem um gestor responsável por alocar as cotas da melhor forma, de acordo com a estratégia. 

IFIX

Para encerrar esse tópico, é importante dizer que todos esses fundos, assim como de outros segmentos, possuem um índice de referência, que busca representar o desempenho dos principais Fundos Imobiliários. Esse índice é conhecido como IFIX. 

Seu objetivo é apresentar a variação de preços desses fundos e o retorno total na Bolsa de Valores. 

Imposto de Renda 

Por fim, chegamos ao tópico que protagonizou polêmicas no primeiro semestre de 2021, a Tributação dos Fiis. Para contextualizar, houveram rumores de que os Fundos Imobiliários teriam, como os outros investimentos, incidência de Imposto de Renda. 

O mercado balançou e muitos investidores venderam os seus Fundos, seguindo o conhecido “efeito manada”. Mas, na realidade, os rumores não foram confirmados. 

Se você quiser saber mais sobre esse assunto, leia este artigo. 

Isso faz com que os Fundos Imobiliários, os Fiis, sigam sem tributação. Entretanto, existem algumas regras, veja a seguir: 

A distribuição dos rendimentos para pessoas físicas possui isenção, desde que as cotas sejam negociadas na Bolsa de Valores ou no mercado de balcão; o investidor tenha menos de 10% das cotas do fundo; quando o fundo tiver, no mínimo, 50 cotistas. 

Agora, vamos supor que o investidor tenha ganhos por meio da valorização das cotas. Neste caso, no momento da venda, é preciso pagar o Imposto de Renda. A alíquota é de 20%. 

Vale a pena investir? 

Os Fundos Imobiliários (Fiis) apresentam características que costumam agradar os investidores, entre elas: a possibilidade de diversificação da carteira; liquidez; renda passiva e isenção de Imposto de Renda. 

Porém, o que vai dizer se esse é  um investimento que vai valer a pena para você é todo um estudo feito antes da tomada de decisão. Em conversa com o seu assessor de investimentos, você vai poder alinhar as suas expectativas e objetivos com o investimento. 

Além do mais, os cenários macro e micro da economia também influenciam. Como por exemplo, no caso da polêmica do I.R em que houve um balanço do mercado, muitos investidores venderam seus fundos de maneira equivocada. 

Mas, o balanço dos ativos nem sempre significa uma sentença de venda. Por isso, antes de tomar uma decisão de compra, e até mesmo de venda mais para frente, você precisa estar alinhado com quem tem conhecimento aprofundado do mercado. 

E é exatamente o conjunto de fatores que envolvem o seu perfil de investidor e o suporte de quem entende de investimentos, que será o diferencial para atender, de fato, as suas expectativas. 

O que todo investidor deve saber sobre as Commodities?

Frequentemente ouvimos, em jornais ou em análises econômicas, falarem sobre as commodities e a sua influência no mercado nacional e internacional.

Inclusive, falando em influência, o Brasil é referência quando o assunto é agronegócio e somos um dos maiores produtores de commodities do mundo. 

Um estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) constatou que o Brasil é o 4º maior produtor mundial de grãos – arroz, cevada, soja, milho e trigo – ficando atrás somente da China, dos Estados Unidos e da Índia.

As commodities são referência de influência nos preços do mercado, como também são negociadas diretamente na Bolsa de Valores como em contratos futuros, por exemplo. 

Por isso, nesse artigo vamos explicar exatamente o que são e como se comportam dentro de todo o cenário econômico e mercado financeiro

Em primeiro lugar, o que são commodities?

A tradução livre da palavra commodity (singular) significa “mercadoria”, mas nesse caso, sua definição é um pouco mais específica. 

As commodities são matérias-primas naturais comercializadas em sua forma mais bruta, com baixo grau de transformação e industrialização. Por exemplo: soja, milho, café, petróleo, ouro, trigo, entre outros. 

Essas matérias-primas são consideradas como bens de consumo mundial, possibilitando o desenvolvimento de diversos outros produtos. 

Uma característica interessante das commodities, em geral, e que auxilia na sua identificação, é o fato de serem produzidas em larga escala e sem variações, ou seja, não apresentam diferença independente de onde e por quem tenham sido produzidas. Além disso, podem ser estocadas sem que percam sua qualidade.

Isso justifica o fato de que o seu valor depende diretamente da demanda. Seguindo, então, a lei da oferta e da procura do mercado. Um exemplo prático disso é o ouro. 

Ouro é ouro em qualquer lugar do mundo, certo? Independente do seu processo de produção, o seu estado bruto não tem alteração. 

E da mesma forma, o valor dele oscila de acordo com a procura. Quando a procura está alta, o ouro sobe, e quando está baixa, consequentemente o valor cai também. 

Como as commodities são classificadas?

  • Agrícolas 
  • Químicas
  • Minerais
  • Financeiras
  • Ambientais 
  • Energéticas 

Por terem essas características, possuem alta importância em nível mundial, principalmente pelo fato da comercialização, que é feita entre os países. 

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Como as commodities impactam o mercado?

Para começar, podemos relacionar as commodities com o processo de colonização que acontecia antigamente, em que as matérias-primas eram extraídas para o benefício dos colonizadores. 

Ao decorrer da história, com a evolução do comércio e da economia global, as commodities se tornaram (como citamos acima) bens de consumo mundial e são comercializadas internacionalmente por meio da Bolsa de Valores. 

E exatamente por isso, o movimento econômico acaba se conectando de alguma forma. Assim, podemos entender que todos os países do mundo precisam de matéria-prima para desenvolver seus produtos. Logo, os países que são “ricos” de produção, se beneficiam com a prática da exportação. 

No caso do Brasil, mais especificamente, as produções são comercializadas internamente e também no exterior, geralmente para países mais desenvolvidos. As commodities representam mais de 60% das exportações feitas por nosso país.  

Inclusive, um relatório da XP Investimentos de junho deste ano, constatou que o PIB brasileiro é fortemente correlacionado com o ciclo de commodities, e os profissionais da empresa ainda afirmaram que “não há Brasil sem commodities”.

Superciclo das commodities

As commodities na economia são marcadas por momentos de hiperciclo. E o que isso significa? Os hiperciclos são alternâncias que acontecem na economia entre períodos fortes e de crescimento, podendo haver depois, períodos de baixa e de recessão econômica.

O último superciclo das commodities foi há quase uma década, mais especificamente entre os anos de 2002 e 2008. Naquela época, foi resultado da combinação de diversos fatores, como a expansão na demanda global derivada do intenso processo de urbanização e de crescimento na renda em países emergentes, principalmente a China.

Em 2020, vimos a economia global ser fortemente impactada pela crise do novo coronavírus. No entanto, os analistas do mercado já estão apontando para um superciclo se iniciando novamente com a retomada econômica, impulsionado pela demanda vinda da China e dos EUA. 

Isso é um sinal de que, com o fortalecimento da atividade econômica nos países desenvolvidos, a demanda deve continuar crescendo no Brasil. Outro ponto forte desse fenômeno é a influência na cotação da moeda. 

Se temos dólar entrando no país, pela lei da oferta e procura, ele acaba se desvalorizando um pouco mais frente ao real. Por outro lado, como não há possibilidade da oferta também crescer na mesma velocidade, os preços acabam subindo

Quando o cenário está otimista para as commodities, vemos muitos investidores interessados em investir nessa categoria. Você sabe como investir?

Vamos seguir, então, para o próximo tópico. 

Como investir em commodities?

Quando o preço das commodities sobem, torna-se cada vez maior o número de investidores interessados em investir nessa categoria. Principalmente, aqueles que desejam fazer hedge, ou seja, proteger a carteira de investimentos da inflação ou como reserva de valor no caso do investimento em ouro ou prata.

Confira as principais opções de investimentos desta área: 

Investir em ações de empresas de commodities 

Nessa opção, o investidor investe de forma indireta, ou seja, compra papéis na Bolsa de empresas que são do segmento das commodities (como a Vale S.A, por exemplo, que é exportadora de minério de ferro). 

A Bolsa de Valores brasileira, a B3, tem bastante opções nesse sentido com ações de empresas expostas a commodities. Nesse caso, o investimento é feito como em qualquer ação.

Leia mais sobre o mercado de ações aqui.

Contrato futuro e de opções

O mercado futuro é um espaço na Bolsa de Valores em que ocorrem as negociações de contratos de derivativos de commodities, índices, taxas de juros ou moedas, com o vencimento em uma data futura.  

Mas, existe uma regra que precisa ser cumprida: o produto especificado no contrato precisa ter o mesmo padrão, condições e características para que seja negociado entre os investidores. 

Assim como em muitas outras operações, o preço de cada contrato varia de acordo com a lei de oferta e demanda. A compra do contrato garante ao investidor o direito em cima das oscilações que ocorrem sobre o ativo. 

É importante destacar que essas oscilações acontecem todos os dias e em “real time”, então caso haja uma valorização do ativo, o valor é acrescentado a sua conta e caso haja uma desvalorização, é descontado. 

E os resultados vêm de oscilações negativas ou positivas da cotação do contrato, tudo depende do polo de movimentação que você estiver operando, podendo ser na compra de um ativo para ganhar na valorização da venda, ou na venda para comprar a um preço menor depois. 

Contrato de opções 

Já as opções, por sua vez, dão o direito de comprar ou vender o ativo, mas não obrigação de exercer o contrato, e o investidor paga por este direito. Isso significa que o titular do contrato de opções pode optar por exercê-lo ou não. 

Já a contra parte, ou seja, quem vendeu o direito, de compra ou venda, terá a obrigação de honrar o contrato e, logicamente, recebe por assumir este risco. 

Para comprar uma opção, o investidor precisa pagar antecipadamente um prêmio, que reflete uma certa quantidade do ativo em questão, geralmente uma porcentagem do valor do valor do ativo de referência conforme a validade e a condição de exercício do contrato. 

Em outras palavras, o prêmio é a taxa pela qual o ativo pode ser comprado ou vendido até a data de vencimento.

Existem dois tipos de contratos de opções: de compra e de venda. As opções de compra representam uma oferta para comprar um ativo. Enquanto as opções de venda representam uma oferta para vender um ativo.

Quais são os riscos e quem geralmente opera nesse mercado?

Existem dois tipos de investidores, os especuladores e os hedgers. Os especuladores são a maioria no mercado. Eles estão interessados em ganho de capital com as variações de preço e possuem um papel fundamental para dar liquidez aos contratos. 

É por meio deles que os produtores conseguem se proteger das oscilações de preços.  Os produtores, então, são os hedgers, diretamente ligados ao mercado físico.  

Eles usam o mercado financeiro como uma ferramenta de proteção contra uma eventual baixa de preços, comprando contratos futuros.

No entanto, é um investimento de alto risco, especialmente por permitir alavancagens, por isso, é mais indicado aos investidores de perfil arrojado e experientes.

Para investir em commodities, conte com o auxílio de profissionais do mercado. Dessa forma, você estará assistido por quem estuda diariamente os cenários e os ativos. 

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ETF de renda variável: o que é e como funciona?

Você já ouviu falar em ETF? É uma sigla que significa Exchange Traded Funds, e conhecida no Brasil como Fundos de Investimentos, que seguem índices de referência. 

É caro para investir? Compensa? Para qual perfil é indicado? 

Neste artigo, você vai entender de forma fácil e simplificada o que é e como funcionam esses fundos na Renda Variável. 

O que é ETF?

Como falamos acima, ETF é uma abreviação de Exchange Traded Funds e são fundos de índice. No Brasil os ETFs foram regulamentados em 2002, mas só agora esse tipo de investimento está começando a ser explorado, diferente do exterior em que a prática já é bastante difundida entre os investidores. 

Basicamente, os fundos funcionam da seguinte forma: a aplicação do investimento é feita em grupo e administrada por um gestor. Os fundos ficam atrelados a índices de referência, podendo ser de renda fixa ou de renda variável.

Os ETFs são uma forma mais acessível de realizar alguns aportes e ter uma carteira mais diversificada e completa. E por esse motivo, tem se destacado no mercado. 

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ETFs de Renda Variável

É possível investir em ETFs na renda variável. Esses Fundos vão acompanhar índices como Ibovespa, S&P 500, Nasdaq, Índice Carbono Eficiente, entre outros. 

Os Índices de referência possuem as principais ações de cada segmento listadas na Bolsa, ou seja, seleciona ações que são referência no segmento.

Mas, como funciona isso? 

Vamos supor que você queira investir em ações que compõem um índice, seguindo uma estratégia x, por exemplo, ao invés de comprar cada ação separadamente, você pode investir em ETFs disponíveis na Bolsa de Valores brasileira (B3)  que seguem aquele índice. 

Esse índice vai trazer o retorno equivalente, ou seja, replicar a performance do índice escolhido como referência. Vale destacar que esse índice deve ser reconhecido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é responsável por fiscalizar  e regulamentar o mercado da Bolsa de Valores.

A gestão dos ETFs é feita de forma passiva, pois os gestores responsáveis pelo fundo estão empenhados em replicar a composição e o desempenho do índice. Inclusive, essa é uma das diferenças entre os ETFs e os fundos tradicionais, que podem ter gestão ativa ou passiva. 

Os ETFs da Bolsa são uma boa opção para aqueles que estão começando a investir na Bolsa agora e querem arriscar de uma forma mais “conservadora”.

Sua característica (e vantagem) principal é a possibilidade da diversificação que um ETF traz para a carteira com um recurso consideravelmente menor do que seria se fosse feita individualmente. 

O exemplo mais popular é o do Ibovespa, o seu ETF é negociado na Bolsa como BOVA11 e dentro dele estão mais de 60 ações que acompanham esse índice. Por isso, em termos de diversificação, é um tipo de investimento recomendado.

No entanto, não é possível escolher quais serão as ações e a porcentagem que cada uma vai ocupar na sua carteira, justamente porque elas irão seguir o mesmo formato que está no índice. 

Como investir em ETFs?

Os ETFs não estão disponíveis como opção de produto nas corretoras de valores pois são negociados na Bolsa por meio do home broker, assim como as ações comuns. Porém, como qualquer outro ativo, a intermediação dessa negociação deve ser feita por uma corretora. 

A partir daí, basta escolher qual ETF você vai investir, selecionar o código de representação, escolher a quantidade e enviar a ordem de compra. A venda é feita pelo mesmo processo de uma ação individual na Bolsa. 

E a rentabilidade? Como o fundo acompanha quase que fielmente os resultados daquele índice, a rentabilidade vai depender do desempenho do índice de referência. É importante lembrar que as oscilações também são as mesmas e que ocorrem com frequência.

Diferente das ações individuais, os dividendos – o lucro repassado pela empresa para os investidores – dos ETFs é reinvestido no próprio fundo. 

Taxas e tributação 

Outro tópico fundamental e que você precisa saber antes de investir em qualquer ativo é o que envolve os custos entre taxas e tributações do investimento. 

Como em qualquer operação, para investir em ETFs é necessário pagar a taxa de corretagem da corretora que vai intermediar a negociação. 

Existem também as taxas cobradas pela própria Bolsa brasileira para liquidar os ativos. Essas tarifas são conhecidas como emolumentos.

Imposto de Renda

Os ETFs possuem incidência de imposto de renda e seguem a mesma regra das  outras ações negociadas diretamente na Bolsa. 

A incidência é de 15% sobre os ganhos, entretanto, não há isenção de Imposto de Renda em ETF para quem realiza vendas de até R$20 mil na Bolsa de Valores.

A retenção do I.R dos ETFs de renda variável não é feita na fonte, diferente da renda fixa. No momento da venda das cotas, o investidor deve calcular qual será o valor devido e fazer o pagamento por meio de DARF até o último dia útil do mês seguinte à operação.

Vale a pena investir em ETFs?

Primeiramente, precisamos deixar bem claro que nosso papel neste artigo não é fazer uma recomendação. Queremos levantar os pontos para que você, investidor, possa fazer suas escolhas com consciência. 

Os ETFs têm sido a escolha de investidores que estão iniciando no mercado de ações, como uma forma mais conservadora, ou para aqueles que buscam uma carteira diversificada com recursos menores. 

No entanto, como falamos acima, não é possível escolher as ações que vão compor o ETF. Isso quer dizer que, no mesmo fundo, você pode ter boas empresas e também empresas que não possuem perspectivas positivas de mercado. 

Outra característica é a liquidez. Os ETFs geralmente têm facilidade de negociação, transformando o investimento em dinheiro de forma rápida, podendo ser comprado ou vendido em qualquer momento do horário de mercado, como as ações comuns.

Por fim, tenha em mente que os fundos de índice da renda variável tem volatilidade e podem ser impactados pela instabilidade do mercado como qualquer outro ativo da categoria, mesmo sendo uma forma mais conservadora de investir em ações. 

Por isso, ter tolerância ao risco é um fator importante para operar nesse mercado. 

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Home Broker: o que é e como usar?

Certamente você já ouviu falar no nome Home Broker em algum conteúdo sobre investimentos, mais especificamente quando o assunto é mercado de capitais e renda variável. 

Neste artigo, nós vamos te explicar o que é, para que serve e como ele funciona na prática. Uma coisa é certa e podemos adiantar logo no início: sem o Home Broker é impossível comprar e vender ações. 

Afinal, o que é Home Broker?

Você se lembra dos pregões viva-voz? Era o espaço físico onde os operadores negociavam – compravam e vendiam – os ativos da Bolsa de Mercadorias e Futuro antes de 2005. 

O ambiente era realmente uma “loucura”. Gritos e correrias durante o dia eram extremamente comuns. O processo acontecia sem usar quase nenhum recurso tecnológico, exceto o telefone onde eram feitas as negociações e o registro eletrônico quando ocorria a venda ou a compra. 

Se você não lembra dessa época, provavelmente já viu cenas como essa acontecendo em filmes como O Lobo de Wall Street, por exemplo. 

E por que estamos relembrando esse período? Porque o famoso “pregão viva-voz” também evoluiu com a tecnologia e foi substituído pela plataforma Home Broker. Então, tudo o que antes era negociado pessoalmente, passou a acontecer de forma digital. 

Foi aí que há mais de uma década surgiu esse sistema que é usado nos dias de hoje para negociar ativos, por meio da Bolsa de Valores, de forma ágil, instantânea e de qualquer lugar, sendo preciso apenas o acesso à internet e à plataforma.

Bolsa de Valores 

É na Bolsa de Valores que ficam os ativos negociados no mercado de capitais, como as ações, commodities, fundos de investimentos, derivativos, contratos futuros, entre outros. 

Assim, os ativos ficam disponíveis em um amplo mercado para que os investidores possam comprar ou vender, de acordo com o que for mais oportuno no momento. 

No Brasil, temos a B3, a Bolsa brasileira, fundada oficialmente em 2017. A B3 é formada por aproximadamente 400 empresas de diversos segmentos e toda a sua atividade é regulamentada e fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Aproveite para saber mais sobre a Bolsa no artigo “Tudo o que você precisa saber sobre a Bolsa de Valores”.

Como funciona o Home Broker?

Primeiramente, para ter acesso e autonomia para operar no Home Broker você precisa ter conta em uma corretora de valores. Isso quer dizer que é a corretora que vai fornecer a plataforma para você.

E no caso dos investimentos em bancos tradicionais, a operação pelo home broker é feita somente pelo responsável – gerente – pelos seus investimentos. 

Diferentemente das corretoras, em que você tem acesso para operar a qualquer momento, desde que seja em horário de funcionamento do mercado. Nas corretoras você tem também uma outra opção: as mesas de operações. 

Nas mesas estão os brokers, que irão fazer as negociações no seu lugar, sendo uma opção para aqueles investidores que não têm tempo de operar no Home Broker, por exemplo. Você pode solicitar esse serviço em sua corretora.

Vale lembrar que essa é uma plataforma segura, desde que você esteja acessando por meio de instituições financeiras de confiança. 

Além de ser o espaço de negociação de ativos, é também o local em que é possível avaliar a performance do mercado, o quanto está valendo cada ação, o desempenho dos índices e tudo mais em tempo real.

Também é possível ver as ações e os ativos que compõem a sua carteira para observar qual está sendo o saldo do investimento. 

Veja o passo a passo de como operar: 

1º passo: escolha uma corretora de sua confiança e abra uma conta;

2º passo: faça o login e acesse o home broker;

3º passo: se a ação que você quer comprar já estiver escolhida, é só selecionar na plataforma a quantidade (se será por lote-padrão ou fracionário) e clicar em “comprar”;

4º passo: confirme a sua assinatura eletrônica para enviar a ordem de compra e validar a operação. 

Para vender, basta fazer o caminho inverso e clicar em “vender”. 

Entretanto, cada corretora tem taxas de corretagem e de operação já definidas. Portanto, certifique-se de todas as informações anteriormente para não ter “surpresas” durante o processo.

Quer investir na Bolsa da forma certa? Agora você pode aprender com os brokers da melhor mesa de renda variável da XP Investimentos. Confira o nosso curso exclusivo “Aprenda a investir na Bolsa”.

O que é preciso saber antes de utilizar um Home Broker?

O acesso à plataforma pode passar a falsa impressão de que podemos realizar diversas operações sem antes ter um entendimento maior sobre investimentos. 

Isso é comum, até porque, imagine ter na sua tela ações das maiores e mais influentes empresas do mundo, podendo ser compradas apenas com um clique?

Mas é claro que no caminho não existem só “flores” e por se tratar de mercado financeiro, temos que ter muito cuidado e atenção. Principalmente para operar o Home Broker, onde lidamos com ativos de renda variável. 

Renda variável, como a maioria já sabe, são aqueles investimentos que apresentam um risco maior. E um passo equivocado pode comprometer todos os investimentos realizados ali. 

Por isso, mais uma vez, reforçamos que antes de operar o sistema é preciso saber o que está sendo feito, uma vez que esse mercado apresenta alta volatilidade  e passa, muitas vezes, por crises que podem abalar as suas operações.

E, muito mais do que saber o que está sendo feito, quando falamos de estratégia, é preciso entender sobre as peculiaridades de cada investidor, como os objetivos e o perfil de risco. 

Tanto o entendimento das suas características pessoais, como o estudo macro e micro do mercado, não precisam ser feitos por você. Afinal, a vida é corrida e entendemos que não há tempo para se aprofundar em todos os assuntos. 

Nesse caso, você pode contar com o auxílio de um assessor de investimentos, que é o profissional ideal e extremamente qualificado para te dar suporte de ponta a ponta. 

Se você ainda não tem assessoria de investimentos, é só clicar aqui e conversar diretamente com um profissional da melhor assessoria de investimentos do Brasil.