Alocação internacional: Por que investir no exterior?

Não há dúvidas sobre a importância da diversificação quando falamos em investimentos. Uma carteira diversificada auxilia a maximização de retorno para um determinado risco. Mesmo com a diversificação de ativos no Brasil, o país representa somente 1,6% (em PIB) do mercado mundial. Neste contexto, considerar investir no exterior, permite que os investidores experimentem níveis mais baixos de volatilidade em seu portfólio.

A cultura de internacionalizar os investimentos é bastante difundida nos Estados Unidos e em países da Europa, pois permite que os investidores tenham menos exposição a mercados locais, reduzindo alguns riscos sistêmicos e conjunturais.

Destacamos abaixo os principais benefícios de se diversificar a carteira com alocação internacional: 

Investimento em moeda forte

O dólar, considerado como refúgio em períodos de instabilidade econômica, é capaz de oferecer menos incertezas e mais estabilidade ao longo do tempo, de forma que pode proteger o investidor contra cenários de estresse no Brasil.

Além disso, é importante considerar uma correlação inversa entre o Ibovespa e o dólar, quanto mais investidores estrangeiros entram no Brasil há uma tendência de desvalorização do dólar e vice-versa.

Acesso à temas específicos

Outro benefício é a exposição a setores específicos, exclusivos ou pouco representativos por aqui, no Brasil. 

Considere, por exemplo, os mercados emergentes em muitos países asiáticos e o movimento de alguns países em direção a políticas econômicas de livre mercado. Espera-se que essas economias apresentem altas taxas de crescimento, que podem ser de duas a três vezes mais rápidas que economias de mercados desenvolvidos e mais consolidados. 

E inclusive, ter uma exposição global também ajuda a diversificar suas apostas em um setor.

Ser sócio das maiores empresas do mundo

Ao investir no exterior, você também tem acesso às maiores empresas do mundo. Grandes corporações tendem a ser menos voláteis e podem ajudar a diversificar seu portfólio e ao mesmo tempo, proporcionam um bom crescimento do preço ao longo do tempo. 

E também são investimentos mais seguros, por serem mais estabelecidos do que empresas menores e com fontes de lucro mais confiáveis. 

Vale ressaltar também que empresas estrangeiras consolidadas tendem a se recuperar mais rapidamente de crises. Assim, ter investimentos dessa natureza pode ajudar a dar equilíbrio à carteira.

Principais produtos

Fundos Internacionais

Os Fundos Internacionais são fundos de investimento no exterior, que possuem uma carteira de ativos financeiros internacionais. Embora sejam negociados no mercado local, eles são compostos por ações, títulos e demais ativos de mercados estrangeiros.

Um ponto interessante sobre os fundos de investimentos é que é possível fazer a aplicação diretamente nas corretoras brasileiras, sem a necessidade de estudar o mercado exterior ou entender como funciona a troca de câmbio.

COE

O COE, ou Certificado de Operações Estruturadas, é um tipo de aplicação que combina a segurança da renda fixa com a rentabilidade da renda variável, através da diversificação de ativos.

Através dos COEs é possível obter exposição a ativos como câmbio, ações internacionais ou índices internacionais de forma simples. 

Apesar de não possuírem exposição à variação do Dólar, os COEs podem ser um instrumento interessante para a alocação com exposição a teses e ativos específicos, com a vantagem de possuírem capital protegido, caso haja queda do ativo. 

BDR’S

Os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) são uma alternativa para investir em empresas do exterior, sem que seja preciso abrir conta em corretoras internacionais.

Disponíveis a todos os investidores desde outubro do ano passado, eles replicam as ações de mercados estrangeiros diretamente na bolsa brasileira. Ou seja, são ativos que acessam empresas de outros países indiretamente.

Essa pode ser uma alternativa para a diversificação dos investimentos, com parte da sua carteira protegida das instabilidades da economia local.

Como encaixar os produtos na sua carteira?

Para a alocação de produtos internacionais, primeiramente é necessário e essencial entender o seu perfil de risco. Em média, a alocação internacional pode representar de 15% a 20% da carteira. Contudo, de acordo com o perfil de risco do investidor, essa alocação pode variar em uma faixa de 5% a 50% da carteira. 

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Como funciona o COE?

Os Certificados de Operações Estruturadas, popularmente conhecido por COE, ainda é uma modalidade de investimentos pouco conhecida pelos brasileiros, mas que podem expor o investidor a cenários de ganhos interessantes.

O COE, assim como os fundos de investimentos, funciona como um veículo de alocação. Ou seja, é uma cesta com diversos ativos, que combinados, buscam trazer uma boa rentabilidade ao investidor.

Em um primeiro momento, pode parecer complicado de se entender a dinâmica de funcionamento do COE, mas ao final deste artigo, será possível perceber que não é tão complicado assim.

Como funciona

É interessante pensar no COE como uma cesta de investimentos. Dentro desta cesta, o banco emissor pode colocar ações listadas no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo, fundos de investimentos brasileiros e internacionais e também índices.

O objetivo é criar cenário de ganho e perda para o investidor. O interessante dos COEs é que você saberá exatamente quais são esses cenários no momento em que investir.

Dentro desse tipo de investimento, existem duas categorias: Os COEs com capital protegido e os COEs sem capital protegido. Como o próprio nome já diz, no primeiro caso o investidor não tem risco de perda no investimento, sendo que no segundo existe esse risco, que acaba sendo compensado pelo potencial de lucros maiores do que na modalidade anterior.

Exemplo

Digamos que você investiu em um COE com período de dois anos e capital protegido. Esse COE é baseado em um cesta com as ações X, Y e Z. Quando você decidiu investir nesse COE, a sua corretora lhe informou que em caso de sucesso, você ganharia um total de 15% sobre o capital investido.

No momento de investir, as regras definidas para esse COE eram de que, se ao final do período, todas as três ações estivessem acima do valor da data do investimento, você ganharia. Caso contrário, seu capital inicial seria devolvido.

Passados os dois anos, você verificou que a ações X, Y e Z estavam acima do valor de dois anos atrás.

Sendo assim, você foi remunerado em 15% sobre seu investimento inicial.

Veja que essa estratégia independe se as ações subiram 1% ou 100% no período. Em qualquer dos casos, você ganhará 15%.

Ao final do investimento, incidirá o imposto de renda conforme a tabela regressiva, começando em 22,5% até 15%, a depender o prazo do COE.

Principais Vantagens

  • Acessibilidade: Através dos COEs você pode investir em ativos fora do Brasil, sem precisar enviar dinheiro para fora do país e sem correr risco cambial, uma vez que os COEs podem investir em ações e fundos do mundo todo.
  • Diversificação: A estrutura dos COEs já é, por definição, uma forma de diversificação. Através de um COE você pode investir em qualquer classe de ativo, seja em nosso país, seja internacionalmente.
  • Acompanhamento: Uma outra vantagem de se investir nos COEs, é a facilidade de acompanhamento. Uma vez que ele investe em diversos ativos, mas é um produto só, o acompanhamento é fácil e sem complicações.
  • Baixo valor de investimento: O capital inicial para se investir em um COE é baixo, considerando que o investidor terá a possibilidade de investir em classes de ativos que ele geralmente não conseguiria com um baixo investimento.

Conclusão

Se você se interessou pelos COEs e quer entender mais sobre essa modalidade de investimentos, bem como conhecer as diversas opções de COEs presentes na plataforma da XP Investimentos, contate seu assessor BlueTrade.

Saiba mais sobre os COEs assistindo à nosso vídeo educacional.


 

 

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