Por que os Fundos Imobiliários interessam os investidores?

O que são os Fundos Imobiliários e por que essa modalidade de investimentos têm chamado a atenção? Por que ficaram tão populares? 

Um relatório divulgado pela B3 (Bolsa de Valores brasileira) no ano passado, constatou que o número de pessoas físicas investindo em Fundos Imobiliários cresceu cinco vezes nos últimos três anos. 

No entanto, recentemente, os Fiis se tornaram o centro de uma polêmica que envolvia a tributação do Imposto de Renda. Provavelmente, você deve ter visto muitos comentários sobre esse assunto na internet e/ou nos jornais. 

E, por esse motivo, muitos investidores perderam o interesse pelo investimento. Mas, como esses fundos realmente funcionam? E será que valem a pena? 

Neste artigo, nós vamos explicar tudo sobre o tema. 

O que são os Fundos de Investimentos Imobiliários (Fiis)?

Você deve se lembrar ou, se não lembra, deve ter ouvido algum familiar contar que antigamente – mas não há muito tempo atrás – ter um imóvel físico era sinônimo de investimento. 

Como funcionava? Você comprava um imóvel na planta, a fim de investir naquele negócio, e depois de alguns anos o lucro vinha dos aluguéis ou até mesmo da valorização do metro quadrado daquele imóvel.

Entretanto, hoje os tempos são outros, e o cenário econômico do país também. Por esse motivo, esse tipo de negócio deixou de ser tão atrativo quanto era antes. 

Além do mais, muitas vezes, a burocracia envolvendo os cuidados com o imóvel e o prejuízo quando o mesmo fica desalugado, fez muitas pessoas repensarem a vantagem do negócio. 

E o que isso tem a ver com os Fundos Imobiliários? Bem, isso é o que vamos te explicar agora.

Sabe quando uma pessoa compra um imóvel para receber o aluguel, como forma de investimento? É basicamente essa a função dos Fundos Imobiliários, em uma explicação mais geral, é claro. 

Mas, realmente, é uma forma mais “simplificada” de se tornar proprietário ou proprietária de um imóvel, seja comercial ou residencial. A diferença é que preocupações com reforma do espaço, burocracia de financiamento ou prejuízo por falta de locatário, não existem. 

Isso quer dizer que você compra um imóvel, sem a necessidade de ser da forma tradicional, e também, sem precisar dispor de 200, 300, 500 mil reais, porque você pode investir a partir de 100 reais. E com uma das características consideradas mais relevantes: a facilidade para vender ou se desfazer caso não queira mais. 

Antes de você saber quais são os tipos e como esses investimentos funcionam na prática, vamos te explicar o que são os Fundos de Investimentos. 

Fundos de Investimentos 

Os Fundos de Investimentos funcionam assim: um grupo de investidores que tem o interesse de investir no mesmo ativo, nesse caso, os imobiliários, se reúnem em uma espécie de condomínio. Cada um compra uma “cota” do fundo e recebe proporcional ao valor investido. 

A diferença de investir em Fundos é que a administração e a alocação desses aportes é feita por um gestor responsável. E é esse gestor que vai decidir onde colocar os ativos da carteira, e se é necessário fazer aquisições ou vendas, tudo isso para acompanhar os interesses dos investidores. 

É importante dizer que os Fundos de Investimento e as atividades desta modalidade de investimento são regulamentadas e fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). 

Esses investimentos, em sua maioria, são da classe da Renda Variável e a negociação é feita por meio da Bolsa de Valores brasileira, a B3. Vale lembrar também que geralmente existe a taxa de administração, ou seja, a taxa paga ao gestor responsável pelo fundo. 

Invista em Fundos. Clique e converse com um assessor Blue3. 

Quais são os tipos de Fundo Imobiliário?

Existem diversas opções de Fundos Imobiliários para investir, neste tópico vamos te explicar como são classificados. É claro que, a estratégia de investimentos, o perfil do investidor e o cenário macroeconômico serão parâmetros imprescindíveis para definir qual será a opção mais adequada. 

Abaixo, vamos falar sobre algumas dessas alternativas de investimento. 

Fundos de tijolos

Os Fundos de Tijolos são os investimentos em imóveis físicos, ou seja, que já foram construídos. 

E nesse tipo, os investidores podem optar por fazer a aplicação em diferentes regiões ou imóveis, que podem ser: shoppings, hotéis, escolas, hospitais, instituições bancárias e, em alguns casos menos comuns, residenciais. 

O objetivo é receber o aluguel em forma de dividendos, distribuídos entre os investidores do Fundo. O destaque é a qualidade do imóvel e da localização, que são vendidos por frações e valores comuns e mais acessíveis. 

É um investimento interessante para aqueles que buscam renda constante – recebimento de aluguel – e benefícios como reajuste dos aluguéis. Além disso, é uma opção a ser considerada por quem ainda não se expõe diretamente a ativos de renda variável, como às ações.

Fundos de papéis

Diferente dos Fundos de tijolos, os Fundos de papéis não vendem o “imóvel”, mas sim títulos atrelados ao setor imobiliário.Por meio desses fundos, você pode investir em títulos como:

– Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

– Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)

– Letras hipotecárias (LH) 

– Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC)

Esse é um investimento de Renda Fixa que proporciona liquidez e oportunidade de diversificação na carteira de investimentos. 

Fundos híbridos

No caso dos Fundos híbridos há uma mescla dos tipos de investimentos. Pois eles podem conter tanto imóveis físicos quanto títulos do setor imobiliário. 

Fundos de Fundos (FoFs)


Fundos de Fundos Imobiliários. Já ouviu falar? Essa é uma outra possibilidade dentro desse mercado. 

Basicamente, é o investimento indireto em cotas de outros fundos. E esses fundos também possuem um gestor responsável por alocar as cotas da melhor forma, de acordo com a estratégia. 

IFIX

Para encerrar esse tópico, é importante dizer que todos esses fundos, assim como de outros segmentos, possuem um índice de referência, que busca representar o desempenho dos principais Fundos Imobiliários. Esse índice é conhecido como IFIX. 

Seu objetivo é apresentar a variação de preços desses fundos e o retorno total na Bolsa de Valores. 

Imposto de Renda 

Por fim, chegamos ao tópico que protagonizou polêmicas no primeiro semestre de 2021, a Tributação dos Fiis. Para contextualizar, houveram rumores de que os Fundos Imobiliários teriam, como os outros investimentos, incidência de Imposto de Renda. 

O mercado balançou e muitos investidores venderam os seus Fundos, seguindo o conhecido “efeito manada”. Mas, na realidade, os rumores não foram confirmados. 

Se você quiser saber mais sobre esse assunto, leia este artigo. 

Isso faz com que os Fundos Imobiliários, os Fiis, sigam sem tributação. Entretanto, existem algumas regras, veja a seguir: 

A distribuição dos rendimentos para pessoas físicas possui isenção, desde que as cotas sejam negociadas na Bolsa de Valores ou no mercado de balcão; o investidor tenha menos de 10% das cotas do fundo; quando o fundo tiver, no mínimo, 50 cotistas. 

Agora, vamos supor que o investidor tenha ganhos por meio da valorização das cotas. Neste caso, no momento da venda, é preciso pagar o Imposto de Renda. A alíquota é de 20%. 

Vale a pena investir? 

Os Fundos Imobiliários (Fiis) apresentam características que costumam agradar os investidores, entre elas: a possibilidade de diversificação da carteira; liquidez; renda passiva e isenção de Imposto de Renda. 

Porém, o que vai dizer se esse é  um investimento que vai valer a pena para você é todo um estudo feito antes da tomada de decisão. Em conversa com o seu assessor de investimentos, você vai poder alinhar as suas expectativas e objetivos com o investimento. 

Além do mais, os cenários macro e micro da economia também influenciam. Como por exemplo, no caso da polêmica do I.R em que houve um balanço do mercado, muitos investidores venderam seus fundos de maneira equivocada. 

Mas, o balanço dos ativos nem sempre significa uma sentença de venda. Por isso, antes de tomar uma decisão de compra, e até mesmo de venda mais para frente, você precisa estar alinhado com quem tem conhecimento aprofundado do mercado. 

E é exatamente o conjunto de fatores que envolvem o seu perfil de investidor e o suporte de quem entende de investimentos, que será o diferencial para atender, de fato, as suas expectativas. 

ETF de renda variável: o que é e como funciona?

Você já ouviu falar em ETF? É uma sigla que significa Exchange Traded Funds, e conhecida no Brasil como Fundos de Investimentos, que seguem índices de referência. 

É caro para investir? Compensa? Para qual perfil é indicado? 

Neste artigo, você vai entender de forma fácil e simplificada o que é e como funcionam esses fundos na Renda Variável. 

O que é ETF?

Como falamos acima, ETF é uma abreviação de Exchange Traded Funds e são fundos de índice. No Brasil os ETFs foram regulamentados em 2002, mas só agora esse tipo de investimento está começando a ser explorado, diferente do exterior em que a prática já é bastante difundida entre os investidores. 

Basicamente, os fundos funcionam da seguinte forma: a aplicação do investimento é feita em grupo e administrada por um gestor. Os fundos ficam atrelados a índices de referência, podendo ser de renda fixa ou de renda variável.

Os ETFs são uma forma mais acessível de realizar alguns aportes e ter uma carteira mais diversificada e completa. E por esse motivo, tem se destacado no mercado. 

Quer investir da forma correta? Clique aqui e fale com um assessor Blue3.

ETFs de Renda Variável

É possível investir em ETFs na renda variável. Esses Fundos vão acompanhar índices como Ibovespa, S&P 500, Nasdaq, Índice Carbono Eficiente, entre outros. 

Os Índices de referência possuem as principais ações de cada segmento listadas na Bolsa, ou seja, seleciona ações que são referência no segmento.

Mas, como funciona isso? 

Vamos supor que você queira investir em ações que compõem um índice, seguindo uma estratégia x, por exemplo, ao invés de comprar cada ação separadamente, você pode investir em ETFs disponíveis na Bolsa de Valores brasileira (B3)  que seguem aquele índice. 

Esse índice vai trazer o retorno equivalente, ou seja, replicar a performance do índice escolhido como referência. Vale destacar que esse índice deve ser reconhecido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é responsável por fiscalizar  e regulamentar o mercado da Bolsa de Valores.

A gestão dos ETFs é feita de forma passiva, pois os gestores responsáveis pelo fundo estão empenhados em replicar a composição e o desempenho do índice. Inclusive, essa é uma das diferenças entre os ETFs e os fundos tradicionais, que podem ter gestão ativa ou passiva. 

Os ETFs da Bolsa são uma boa opção para aqueles que estão começando a investir na Bolsa agora e querem arriscar de uma forma mais “conservadora”.

Sua característica (e vantagem) principal é a possibilidade da diversificação que um ETF traz para a carteira com um recurso consideravelmente menor do que seria se fosse feita individualmente. 

O exemplo mais popular é o do Ibovespa, o seu ETF é negociado na Bolsa como BOVA11 e dentro dele estão mais de 60 ações que acompanham esse índice. Por isso, em termos de diversificação, é um tipo de investimento recomendado.

No entanto, não é possível escolher quais serão as ações e a porcentagem que cada uma vai ocupar na sua carteira, justamente porque elas irão seguir o mesmo formato que está no índice. 

Como investir em ETFs?

Os ETFs não estão disponíveis como opção de produto nas corretoras de valores pois são negociados na Bolsa por meio do home broker, assim como as ações comuns. Porém, como qualquer outro ativo, a intermediação dessa negociação deve ser feita por uma corretora. 

A partir daí, basta escolher qual ETF você vai investir, selecionar o código de representação, escolher a quantidade e enviar a ordem de compra. A venda é feita pelo mesmo processo de uma ação individual na Bolsa. 

E a rentabilidade? Como o fundo acompanha quase que fielmente os resultados daquele índice, a rentabilidade vai depender do desempenho do índice de referência. É importante lembrar que as oscilações também são as mesmas e que ocorrem com frequência.

Diferente das ações individuais, os dividendos – o lucro repassado pela empresa para os investidores – dos ETFs é reinvestido no próprio fundo. 

Taxas e tributação 

Outro tópico fundamental e que você precisa saber antes de investir em qualquer ativo é o que envolve os custos entre taxas e tributações do investimento. 

Como em qualquer operação, para investir em ETFs é necessário pagar a taxa de corretagem da corretora que vai intermediar a negociação. 

Existem também as taxas cobradas pela própria Bolsa brasileira para liquidar os ativos. Essas tarifas são conhecidas como emolumentos.

Imposto de Renda

Os ETFs possuem incidência de imposto de renda e seguem a mesma regra das  outras ações negociadas diretamente na Bolsa. 

A incidência é de 15% sobre os ganhos, entretanto, não há isenção de Imposto de Renda em ETF para quem realiza vendas de até R$20 mil na Bolsa de Valores.

A retenção do I.R dos ETFs de renda variável não é feita na fonte, diferente da renda fixa. No momento da venda das cotas, o investidor deve calcular qual será o valor devido e fazer o pagamento por meio de DARF até o último dia útil do mês seguinte à operação.

Vale a pena investir em ETFs?

Primeiramente, precisamos deixar bem claro que nosso papel neste artigo não é fazer uma recomendação. Queremos levantar os pontos para que você, investidor, possa fazer suas escolhas com consciência. 

Os ETFs têm sido a escolha de investidores que estão iniciando no mercado de ações, como uma forma mais conservadora, ou para aqueles que buscam uma carteira diversificada com recursos menores. 

No entanto, como falamos acima, não é possível escolher as ações que vão compor o ETF. Isso quer dizer que, no mesmo fundo, você pode ter boas empresas e também empresas que não possuem perspectivas positivas de mercado. 

Outra característica é a liquidez. Os ETFs geralmente têm facilidade de negociação, transformando o investimento em dinheiro de forma rápida, podendo ser comprado ou vendido em qualquer momento do horário de mercado, como as ações comuns.

Por fim, tenha em mente que os fundos de índice da renda variável tem volatilidade e podem ser impactados pela instabilidade do mercado como qualquer outro ativo da categoria, mesmo sendo uma forma mais conservadora de investir em ações. 

Por isso, ter tolerância ao risco é um fator importante para operar nesse mercado. 

Quer saber como investir em ETFs da forma certa? Clique aqui e fale com um assessor Blue3.

Quero investir para pagar a faculdade dos meus filhos. Como planejar?

Garantir uma boa educação escolar aos filhos é uma prioridade para os pais. Desde a alfabetização, passando pelos ensinos fundamental e médio, até o tão sonhado curso superior. A educação é a melhor maneira de garantir um futuro próspero na sociedade contemporânea, mas uma boa instituição de ensino particular, nem sempre, é acessada a preços módicos. Ainda mais quando falamos do ensino universitário.

E este é um dos principais motivos pelos quais o planejamento financeiro torna-se fundamental.

Use o tempo a seu favor

Por meio de um planejamento prévio adequado é possível investir para financiar a faculdade dos filhos com mais de uma década de antecedência. E essa organização abrirá bastante o leque de opções de investimentos que atenderão as especificidades do acúmulo de capital para a concretização deste objetivo. 

Consideremos o tripé dos investimentos: risco (segurança), rentabilidade e liquidez. Como falamos aqui de uma ação estruturada para o longo prazo, podemos considerar a liquidez como o fator menos preponderante, uma vez que o objetivo não contempla o resgate do montante no curto espaço de tempo.

Também não é possível assumir uma posição exclusivamente centrada em investimentos mais arrojados, afinal, quando temos um planejamento financeiro a longo prazo, é possível também proteger a valorização do seu dinheiro, não havendo necessidade de exposição à volatilidade das opções que podem render acima da média em prazos menores.

Considere boas opções

A composição de uma carteira diversificada é a melhor estratégia e pode ser adotada tanto para uma cobertura de segurança quanto para garantir maiores rendimentos.

Uma composição interessante é começar pela alocação de recursos em investimentos de renda fixa como CDBs, LCIs e LCAs, com prazo de vencimento longo (para aplicações a partir de dois anos será praticada a menor alíquota de IR, mas como falamos em prazos longos, é possível buscar por contratos ainda mais extensos, que terão maior rentabilidade). 

Desde abril de 2020, instituições financeiras, corretoras e fintechs também estão habilitadas para a emissão dos certificados de depósito bancários, uma modalidade até então restrita aos bancos tradicionais

Outra opção que pode compor essa carteira é o fundo de investimento multimercado. Trata-se de uma modalidade que sobe um degrau a mais no fator risco em comparação à renda fixa. Mas, também por isso, oferece ótima rentabilidade e outros benefícios, como diversificação e flexibilidade.

Nessa modalidade, o investidor delega a alocação dos recursos a um fundo gestor especializado, que pode ser em um ou mais mercados pré-estabelecidos de acordo com a estratégia definida para aquela classe. São diversas classes distintas de fundos de investimentos classificadas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Uma das estratégias mais utilizadas por gestores de fundos – e procuradas pelos investidores – são as aplicadas nos chamados “fundos macro”, nos quais os ativos que compõem aquele fundo são atrelados a índices macroeconômicos e, costumeiramente, focados nos médio e longo prazos.

A maior parte dos fundos multimercados são tributados como os fundos de renda fixa (com a alíquota do IR atingindo o menor patamar para aplicações superiores a 720 dias). 

Diversifique

Um terceiro ativo que pode compor a estratégia de investimento para o longo prazo, já pensando na faculdade de seus filhos, é o título de crédito privado.

Apesar de ter um pouco mais de risco, ainda é possível prever quais serão os rendimentos oriundos da aplicação, o que torna o ativo altamente recomendado como fator de diversificação e por proporcionar maior rentabilidade. Nessa modalidade, o investidor compra títulos emitidos por empresas e instituições privadas para “emprestar” dinheiro a uma companhia: debêntures, CRIs e CRAs são exemplos. 

A debênture torna o investidor um credor da companhia emissora do título. A remuneração pode ser feita por intermédio de juros pré-estabelecidos ou participação nos lucros. Existem duas variações de debêntures disponíveis no mercado: as comuns (tributadas pelo IR) e as incentivadas (isentas de IR por preverem investimentos em projetos de infraestrutura que beneficiem o país e os respectivos setores econômicos relacionados). 

Já os CRIs e CRAs costumam ser mais rentáveis que os títulos privados (LCIs e LCAs). São modalidades procuradas por investidores mais experientes, não apenas pelo risco de crédito, mas porque geralmente a aplicação mínima costuma exigir valores mais elevados e, em alguns casos, é necessário que o investidor seja considerado um investidor qualificado.

Tanto CRIs quanto CRAs são investimentos isentos de incidência de Imposto de Renda e também de IOF. 

Acesse a Central de Sistemas da Comissão de Valores Mobiliários e confira todas as ofertas públicas de títulos registrados. 

Apostar no longo prazo, balancear o portfólio com ativos de menor exposição a risco e que complementem opções de maior rentabilidade. Planejando com antecedência e sabedoria, a árdua tarefa de bem-educar será executada com uma preocupação a menos: a quitação dos boletos. 

E claro, um planejamento financeiro fica muito mais eficiente quando feito ao lado de profissionais. Por isso, procure a ajuda da Blue3, clique aqui e inscreva-se para falar com um dos nossos assessores.

Alocação internacional: Por que investir no exterior?

Não há dúvidas sobre a importância da diversificação quando falamos em investimentos. Uma carteira diversificada auxilia a maximização de retorno para um determinado risco. Mesmo com a diversificação de ativos no Brasil, o país representa somente 1,6% (em PIB) do mercado mundial. Neste contexto, considerar investir no exterior, permite que os investidores experimentem níveis mais baixos de volatilidade em seu portfólio.

A cultura de internacionalizar os investimentos é bastante difundida nos Estados Unidos e em países da Europa, pois permite que os investidores tenham menos exposição a mercados locais, reduzindo alguns riscos sistêmicos e conjunturais.

Destacamos abaixo os principais benefícios de se diversificar a carteira com alocação internacional: 

Investimento em moeda forte

O dólar, considerado como refúgio em períodos de instabilidade econômica, é capaz de oferecer menos incertezas e mais estabilidade ao longo do tempo, de forma que pode proteger o investidor contra cenários de estresse no Brasil.

Além disso, é importante considerar uma correlação inversa entre o Ibovespa e o dólar, quanto mais investidores estrangeiros entram no Brasil há uma tendência de desvalorização do dólar e vice-versa.

Acesso à temas específicos

Outro benefício é a exposição a setores específicos, exclusivos ou pouco representativos por aqui, no Brasil. 

Considere, por exemplo, os mercados emergentes em muitos países asiáticos e o movimento de alguns países em direção a políticas econômicas de livre mercado. Espera-se que essas economias apresentem altas taxas de crescimento, que podem ser de duas a três vezes mais rápidas que economias de mercados desenvolvidos e mais consolidados. 

E inclusive, ter uma exposição global também ajuda a diversificar suas apostas em um setor.

Ser sócio das maiores empresas do mundo

Ao investir no exterior, você também tem acesso às maiores empresas do mundo. Grandes corporações tendem a ser menos voláteis e podem ajudar a diversificar seu portfólio e ao mesmo tempo, proporcionam um bom crescimento do preço ao longo do tempo. 

E também são investimentos mais seguros, por serem mais estabelecidos do que empresas menores e com fontes de lucro mais confiáveis. 

Vale ressaltar também que empresas estrangeiras consolidadas tendem a se recuperar mais rapidamente de crises. Assim, ter investimentos dessa natureza pode ajudar a dar equilíbrio à carteira.

Principais produtos

Fundos Internacionais

Os Fundos Internacionais são fundos de investimento no exterior, que possuem uma carteira de ativos financeiros internacionais. Embora sejam negociados no mercado local, eles são compostos por ações, títulos e demais ativos de mercados estrangeiros.

Um ponto interessante sobre os fundos de investimentos é que é possível fazer a aplicação diretamente nas corretoras brasileiras, sem a necessidade de estudar o mercado exterior ou entender como funciona a troca de câmbio.

COE

O COE, ou Certificado de Operações Estruturadas, é um tipo de aplicação que combina a segurança da renda fixa com a rentabilidade da renda variável, através da diversificação de ativos.

Através dos COEs é possível obter exposição a ativos como câmbio, ações internacionais ou índices internacionais de forma simples. 

Apesar de não possuírem exposição à variação do Dólar, os COEs podem ser um instrumento interessante para a alocação com exposição a teses e ativos específicos, com a vantagem de possuírem capital protegido, caso haja queda do ativo. 

BDR’S

Os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) são uma alternativa para investir em empresas do exterior, sem que seja preciso abrir conta em corretoras internacionais.

Disponíveis a todos os investidores desde outubro do ano passado, eles replicam as ações de mercados estrangeiros diretamente na bolsa brasileira. Ou seja, são ativos que acessam empresas de outros países indiretamente.

Essa pode ser uma alternativa para a diversificação dos investimentos, com parte da sua carteira protegida das instabilidades da economia local.

Como encaixar os produtos na sua carteira?

Para a alocação de produtos internacionais, primeiramente é necessário e essencial entender o seu perfil de risco. Em média, a alocação internacional pode representar de 15% a 20% da carteira. Contudo, de acordo com o perfil de risco do investidor, essa alocação pode variar em uma faixa de 5% a 50% da carteira. 

Quer saber mais sobre como diversificar a sua carteira e investir no exterior? 

Clique aqui e fale com um assessor Blue3.

Guia completo dos impostos que incidem sobre os investimentos

Com o grande volume de CPFs ingressando no universo dos investimentos, muitos ainda estão descobrindo os diversos produtos disponíveis, inclusive, os de renda variável. Um erro comum entre os investidores é não se atentar quanto aos impostos que incidem sobre os investimentos. Sendo que esses encargos influenciam diretamente nos ganhos de sua aplicação.

Para você entender melhor sobre a importância desse assunto, vamos começar fazendo uma comparação bem simples entre futebol e tributação. Pode parecer coisa para os contadores, mas na verdade, conhecer a regra do jogo ajuda o investidor a fazer um planejamento tributário dos investimentos e maximizar os seus ganhos.

Já parou pra pensar sobre a importância do impedimento ou até mesmo como seria se não houvesse essa “regrinha” polêmica no futebol? O impedimento é uma das regras mais complexas do futebol, porque envolve tanto o conceito de posicionamento em campo, quanto a capacidade de avaliação por parte do árbitro sobre a influência que um jogador pode exercer em um lance.

O impedimento serve para deixar o jogo mais equilibrado e evitar que um jogador fique na área do adversário, aguardando um lançamento de bola para fazer o gol. Se não fosse assim, os técnicos não precisariam de estratégias para ganhar o jogo. Nesse sentido, não basta apenas o técnico conhecer a regra, pois quem vive ela, na prática, é o jogador que vai entrar em campo.

E para escolher a melhor aplicação para o seu dinheiro é a mesma coisa. A decisão depende de diversas variáveis, como o risco que está disposto a correr, o retorno que pretende ter e o tempo que tem para manter o dinheiro investido.

Além desses pontos, existem alguns itens que, muitas vezes, passam despercebidos, mas que influenciam diretamente nos ganhos de sua aplicação: os impostos que incidem sobre o investimento. A incidência dos tributos vigentes varia de um investimento para outro. Sobre os rendimentos provenientes de investimentos no mercado financeiro temos dois impostos:

Imposto sobre Operações Financeiras – IOF e Imposto de Renda – IR.

No IOF, a tributação ocorre para saques com menos de 30 dias de aplicação sobre a rentabilidade, e é proporcional ao número de dias aplicados. A alíquota, nesse caso, é regressiva, ou seja, diminui à medida que aumenta o prazo de aplicação. Neste contexto, as alíquotas variam de 96%, para aplicações por 1 dia, até 3% para aplicações por 29 dias e 0% a partir de 30 dias.

Já para o IR, a alíquota depende do tempo de aplicação. 

A tabela abaixo, mostra as diferentes alíquotas, de acordo com o prazo de cada investimento.

PrazoAlíquota
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Tanto o IOF, quanto o IR, via de regra, são impostos retidos na fonte pela instituição financeira a qual o investidor tem relacionamento, seja no vencimento, come-cotas ou no momento do resgate. Com exceção da Renda variável, que o imposto é recolhido pelo próprio investidor e estaremos explicando melhor mais à frente.

Já falamos sobre a regra geral dos dois impostos que incidem sobre os rendimentos provenientes. Agora vamos conhecer os principais grupos de produtos, suas respectivas tributações e dicas de como obter uma eficiência tributária e aumentar os ganhos.

Renda Fixa

Os principais produtos de renda fixa são: CDB, Títulos públicos, debêntures, COE, LC, LF

A tributação para aplicação nesses investimentos é a tabela regressiva do IR e do IOF. Ou seja, prazo maior que 30 dias não incide IOF e quanto maior o prazo, menor a alíquota do IR sendo que maior que 02 anos a alíquota é 15%.

Existe nessa categoria, produtos que são isentos de IR para investidor pessoa física. São eles: poupança, LCI, LCA, CRA, CRI e debêntures incentivadas.

A dica para essa categoria, é sempre programar os investimentos para prazos mais longos, fazer as contas e comparar com um produto que não é isento de IR. Pois, muitas vezes, um CDB, por exemplo, tem uma taxa superior ao título LCA, quando se faz a dedução do IR, a taxa líquida fica menor que a do LCA, que é um produto isento de IR.

Fundos de investimentos

Neste caso, as seguintes categorias: Renda fixa, Multimercado, Cambiais, Fundos DI e FIC (Fundo de Investimentos em Cotas), a tributação do IR ocorre pela tabela regressiva no resgate ou come-cotas (no último dia útil de maio e novembro). Como os fundos não têm vencimento, o fisco faz uma antecipação do imposto no mês de maio e novembro e depois, faz o ajuste da tabela regressiva no momento do resgate.

Nos fundos de ações a tributação do IR é fixa em 15% no momento do resgate, e não possui come-cotas retido na fonte.

Para essa modalidade de produtos, o IOF segue a tabela regressiva. Acima de 30 dias não tem incidência do imposto.

A dica aqui é sempre evitar resgates antes dos 30 dias, pois o IOF sobre o rendimento pode abocanhar grande parte. Além disso, a legislação fiscal permite compensação de prejuízo para investimentos em fundos. Existe uma classificação para os fundos e dentro da mesma categoria o prejuízo de um fundo pode ser compensado em outro.

Consulte sua instituição financeira sobre como eles fazem a compensação de fundos, assim poderá obter o relatório dos prejuízos e ficará ciente de como aproveitar melhor esse benefício.

Renda variável

O mercado de ações atraiu mais de três milhões de investidores pessoa física até o final de 2020. Sendo o varejo, um dos maiores responsáveis por essa grande onda. Além de se atentar aos lucros, é importante que o investidor também preste atenção nas normas perante o fisco.

Acima de R$ 20 mil, a alíquota adotada é de 15% para vendas mensais e nas operações de day trade e Fundos Imobiliários (FII) a alíquota aplicada é de 20%. 

É preciso evidenciar ainda que é possível reduzir o valor do ganho capital, basta somar as despesas com corretagem, taxas ou outros custos necessários para a realização da compra/venda das ações, ao custo de aquisição.

Agora, caso o valor das vendas realizadas em cada mês seja igual ou inferior a R$20mil, investidores pessoas físicas estão isentos do imposto de renda. Exceto nas transações de day trade, onde independentemente do valor, não existe isenção. 

Entretanto, de qualquer forma, todas as operações realizadas na bolsa de valores estão sujeitas ao imposto de renda na fonte e à alíquota de 0,005%. Mas podem ser compensados na apuração do ganho líquido, com o imposto de renda mensal.  

Mas atenção: nas operações com renda variável as apurações são mensais e a responsabilidade do recolhimento é do investidor. São elas: ações, FIIs, ouro, opções, futuro, entre outros. 

O recolhimento do imposto de renda é feito por meio do DARF, com o código 6015, e o vencimento é no último dia do mês subsequente às operações. Não se esqueça de guardar os DARFS recolhidos e as memórias de cálculo.

A dica aqui é que pode compensar prejuízos de produtos dentro da mesma categoria: operações comuns, day trade e FII. Os prejuízos não prescrevem e podem ir sendo compensados até finalizar todo o valor.

Investimento planejado

Ao definir qual a aplicação ideal para seus objetivos, não se esqueça de avaliar, também, o valor disponível, prazo e risco, é preciso ficar atento aos encargos cobrados sobre a operação, pois podem fazer bastante diferença no momento do resgate.

Precisa de ajuda para entender melhor sobre impostos e investimentos?

Agora que você já sabe tudo sobre a tributação dos investimentos, entre em contato com um assessor BlueTrade ou com a Contabilidade da Bolsa e não deixe para marcar gol quando estiver impedido! 

O que é o Come-Cotas?

Come-Cotas é um termo utilizado para  definir a antecipação do recolhimento  do imposto de renda em algumas modalidades de investimento. Certamente quem investe em  fundos classificados como de longo ou curto prazo, como renda fixa, cambiais e multimercados, já se deparou com esse tributo.

Diferentemente da grande maioria dos investimentos, onde só se paga o imposto relativo ao resgate da aplicação, nesses tipos de de fundos, se paga uma parte do imposto de forma antecipada e uma parte no resgate da aplicação. 

Quando esse imposto incide sobre meus rendimentos?

O funcionamento do come-cotas é simples, sendo deduzido a cada seis meses. Ele sempre é realizado no último dia útil dos meses de maio e novembro. Como ele não depende da interferência do investidor, acompanhando seu extrato nessas datas você poderá verificar a alteração em suas cotas de investimento.

Esse é justamente o motivo pelo qual ele recebe esse nome. No come-cotas o imposto é  deduzido diretamente das cotas do investidor. Assim, quando chega a época do come-cotas, é feito o cálculo de quanto o investidor deveria pagar de IR sobre os ganhos das aplicações naquele período e então isso é proporcionalmente deduzido das suas cotas. 

Fundos sujeitos ao come-cotas

Como já foi dito, o come-cotas não incide sobre todos os tipos de fundos de investimentos. Esse processo acontece apenas com fundos que são classificados como curto prazo ou longo prazo, dessa forma, os fundos de ações estão livres do come-cotas. Por outro lado, nos fundos de renda fixa e multimercados, muito conhecidos por parte dos investidores, existe o come-cotas. 

Alíquotas do Come-cotas

O come-cotas sempre irá incidir sobre a menor alíquota de imposto de renda  de cada tipo de fundo. Por exemplo, para os fundos de curto prazo, a cobrança semestral é de 20% em relação aos rendimentos, já para os de longo prazo o valor a ser considerado será de 15%.

No momento de resgatar o fundo, há o cálculo de compensação referente à diferença de alíquotas de acordo com o período de investimento.

Também vale a pena lembrar que a alíquota incide apenas sobre o rendimento neste  período, dessa maneira apenas a valorização do dinheiro aplicado será atingida, não o total  investido.

 

Saiba mais sobre come-cotas assistindo ao nosso vídeo educacional.

 

O Que São e Por que Investir em Fundos ESGs?

Durante a pandemia, os Fundos ESG chamaram bastante atenção da mídia e do mercado financeiro. Seu bom desempenho em meio à pandemia não passou despercebido.

Mas você sabe o que são eles?

O que são os Fundos ESG?

Basicamente, são fundos baseados em princípios Ambientais (Environmental), Sociais (Social) e de Governança (Governance). Apesar de hoje, a B3 possuir somente quatro índices que seguem tais critérios, nos próximos dois anos deve haver um aumento nessa quantidade.

Mas o que significa, na prática, ESG? E por que a B3 e as gestoras estão cada vez mais interessados em criar opções de investimentos nesse ativo?

Os investidores estão cada vez mais preocupados em aliar boa rentabilidade com princípios éticos sustentáveis, e os índices ESG são ótimas opções para isso.

Os fundos acionários sustentáveis acumularam alta superior a qualquer outro tipo de fundo, e queda inferior a todos, com exceção dos fundos de ações livres. 

Fundos ESG apresentam maior performance

Além disso, pensando em cenário global, a BlackRock, divulgou um levantamento que indica que os produtos de investimento com princípios ESG tiveram performance superior aos seus pares em vários momentos recessivos dos últimos anos, desde a crise do petróleo de 2015.

Ser norteado por práticas “Environmental, Social and Governance” gera valor para a empresa ao longo prazo, além de mitigar riscos, através da integração entre ESG e estratégias corporativas. Como resultado tem-se um aumento da cotação de mercado da empresa.

 O Longo Prazo é um dos principais fatores para se optar por índices ESG, visto que estes se mostraram mais resilientes, principalmente durante a pandemia do COVID-19. Empresas que focam em governança, por exemplo, não pensam somente no lucro do trimestre, mas em responsabilidade para com o futuro.

 Os princípios ambientais, apesar de serem mais difíceis de quantificar, possuem sua importância quando se prioriza o futuro. Empresas que não possuem cuidados ambientais, podem sofrer com risco regulatório, através de taxas e impostos mais altos.

Atenção para os principios sociais

Por fim, a importância de princípios sociais, cujo impacto acontece também por risco regulatório, abrange segurança de dados, segurança do trabalho, diversidade, compensação, benefícios, entre outros. Este princípio está ganhando muita relevância, visto que os custos humanos estão impactando cada vez mais as empresas.

Apesar destas práticas irem de encontro à maximização de resultados no curto prazo, os fatores mencionados devem ser levados em consideração pelas companhias.

O receio do investidor nacional no longo prazo, deriva de uma cultura imediatista e receio de incertezas econômicas. Porém, com a popularização de investimentos alternativos, opções como Fundos ESG estão cada vez mais em destaque, tanto pela rentabilidade, quanto pela crescente onda green.

Fontes: Maisretorno, investnews, B3, morningstar.

Um panorama sobre os fundos multimercados

A nova realidade

No dia 17 de Julho o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) decidiu diminuir a taxa básica de juros do país (SELIC) para 2,25% ao ano, a menor já vista. Além disso, sinalizou que pode haver mais espaço para cortes no futuro. 

Montar uma carteira de investimentos atualmente está mais difícil. Aqueles 1% ao mês em épocas de SELIC a 14% ao ano provavelmente não voltarão. Além disso, para obter retornos mais significativos, diferentes estratégias deverão ser montadas.

Como os títulos de renda fixa são atrelados à inflação ou a taxa básica de juros, não há dúvidas que serão os ativos mais afetados dentro dos investimentos. Eles ainda serão uma peça importante dentro das carteiras, mas para conseguir uma rentabilidade mais atrativa, uma maior diversificação e exposição ao risco será necessária. 

Fundos Multimercados

É neste momento que os fundos multimercados podem fazer a diferença dentro da carteira do investidor. Os fundos de investimentos multimercado, segundo a Anbima, são uma classe de fundos que possuem uma política de investimento livre, sem concentração específica de ativos. Sendo assim, podem ter diferentes estratégias de investimentos. 

Obter uma parcela da carteira em diferentes fundos pode trazer uma estratégia interessante para o investidor. Ao mesmo tempo que alguns fundos podem apresentar uma gestão mais conservadora, focando em papéis de renda fixa, outros podem apresentar uma gestão mais agressiva, com ações e exposição ao câmbio. 

Sendo assim, estes fundos podem ser classificados por suas estratégias de investimento. Abaixo, uma breve descrição de cada estratégia, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima):

  • Macro: fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc), com estratégias de investimento baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos.
  • Trading: fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.), explorando oportunidades de ganhos a partir de movimentos de curto prazo nos preços dos ativos.
  • Long and Short – Direcional: fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando posições compradas e vendidas. O resultado deve ser proveniente, preponderantemente, da diferença entre essas posições. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa.
  • Long and Short – Neutro: fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando posições compradas e vendidas, com o objetivo de manterem a exposição financeira líquida limitada a 5%. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa.
  • Juros e Moedas: fundos que buscam retorno no longo prazo via investimentos em ativos de renda fixa, admitindo-se estratégias que impliquem risco de juros, risco de índice de preço e risco de moeda estrangeira. Excluem-se estratégias que impliquem exposição de renda variável (ações etc).
  • Livre: fundos sem compromisso de concentração em alguma estratégia específica.
  • Capital Protegido: fundos que buscam retornos em mercados de risco procurando proteger, parcial ou totalmente, o principal investido.
  • Estratégia Específica: fundos que adotam estratégia de investimento que implique riscos específicos, tais como commodities, futuro de índice.

Como podemos ver, os fundos multimercados possuem uma grande diversidade de estratégias que podem ser alocadas dentro de diversos perfis de investimentos. Além disso, dependendo do momento de mercado, cada fundo pode apresentar uma estratégia específica para aproveitar oportunidades de longo e curto prazo. 

Panorama de 2020

Dentre todos os fundos que são registrados na Anbima, os fundos multimercados representam 23% do destino dos recursos dos investidores, ficando apenas atrás dos fundos de renda fixa. São mais de R$ 1 trilhão alocados. 

Além disso, tanto este ano quanto nos últimos 12 meses, os fundos multimercados foram o segundo destino mais comum dentro os investidores que alocaram em fundos, ficando atrás somente dos fundos de ações.

Só neste ano, foram mais de R$ 18 bilhões de reais de captação.  Enquanto os fundos de renda fixa tiveram resgate de mais de R$ 100 bilhões.

O destaque dentro dos multimercados vai para fundos com estratégia de investimentos livre e aqueles que investem no exterior, do qual foram destino de mais de 50% dos recursos. 

Todos sabemos que o ano de 2020 que sofreu impactos econômicos por causa da pandemia. Entretanto, considerando o rendimento médio ponderado de todos os fundos multimercados, os mesmos apresentaram um rendimento positivo neste ano de 1,24%. O mesmo que os de renda fixa e cerca de +20,00% acima dos de ações, com desempenho de aproximadamente de -19% no ano.

Os fundos multimercados de estratégia livre e long e short neutro foram os melhores desempenhos dentro do ano de 2020, apresentando rendimentos positivos na casa de 0,20% e 2,08% no ano. 

É importante destacar que as rentabilidades passadas não são garantia de rentabilidades futuras. Além disso, como cada fundo possui gestão focada em estratégias diferentes, tais estratégias desempenham de maneira diferente de acordo com o contexto macroeconômico. A variedade de fundos multimercados é um fator positivo para a diversificação da carteira do investidor.

Portanto, é de extrema importância ler o regulamento do fundo, entender sua política de investimento e taxas, além de conhecer como que a gestão do fundo performa. Além disso, contar com a ajuda de um profissional para orientar é essencial para manter as carteiras balanceadas.




Como os fundos multimercado se encaixam na sua carteira

Com a queda da taxa básica de juros, ocorre na cabeça de vários investidores a vontade de otimizar melhor sua carteira. Afinal, é fácil encontrar anúncios sobre o como virou arriscado ser conservador. A afirmação é totalmente verdadeira, uma vez que os investimentos mais conservadores, como fundos de renda fixa, podem ter inclusive juros negativo. 

Pode parecer estranho, uma vez que em geral, o primeiro objetivo do investidor conservador é se proteger de riscos ao seu patrimônio. 

O fenômeno de juros negativos nos fundos de renda fixa ocorrem por conta das taxas de administração que por vezes são abusivas, principalmente se tratando dos veículos presentes dentro dos grandes bancos. 

Com uma Selic a 5%, fica difícil um fundo de renda fixa render mais do que 6% ao ano. Se descontarmos a taxa de administração que pode chegar a 4% ao ano, o investidor ficaria com 2%. Depois de subtraída a inflação e pago o imposto de renda, o investidor terá um poder de compra menor do que no momento em que investiu. 

Foco em plataformas abertas

O cenário exige uma inteligência financeira maior dos investidores, para que consigam balancear melhor sua carteira e se expor aos riscos certos. O primeiro passo é sair dos grandes bancos e passar a investir em plataformas abertas de investimentos. 

Os fundos disponíveis nas plataformas tendem a cobrar taxas mais condizentes com o justo. O segundo passo é entender de que forma uma carteira é bem montada.

O objetivo hoje é explorar os fundos multimercado e de que forma eles se encaixam na sua carteira. 

A carteira dos multimercado

Essa categoria de fundos tem a liberdade para investir em praticamente todas as classes de ativos financeiros: ações, juros, crédito, câmbio etc. Isso garante aos multimercados uma multidisciplinaridade interessante.

Como o ambiente de investimentos é muito grande, buscamos classes para categorizar os multimercados. O mais comum é encontrar a divisão por volatilidade. Existem, portanto, os multimercado de baixa, média e alta volatilidade. 

A carteira do investidor

O investidor, que agora sabe que precisa se expor um pouco mais aos riscos, decide que vai migrar uma parte de seus investimentos, que antes se concentravam na renda fixa, para os fundos multimercados. 

A atitude é muito bacana. No entanto, a escolha de produto é ainda mais importante. É comum neste caso que o investidor opte por um fundo multimercado de baixa volatilidade. Como ele sempre foi investidor de renda fixa, é provável que tenha aversão a chacoalhadas do preço, mesmo que isso possa significar nada no longo prazo. 

O racional é o seguinte: Vou colocar uma parte nos de baixa volatilidade, assim, consigo me expor um pouco mais a risco e tento ganhar um pouco mais. 

A verdade é que essa estratégia dificilmente fará muita diferença no resultado final da carteira. Como os multimercado de baixa volatilidade têm o mandato apenas para aquela categoria, eles fazem de tudo para que tenham oscilações pequenas em suas cotas. 

A maneira de fazer isso é se entupir de títulos de renda fixa de baixíssima volatilidade, sobrando pouco espaço para que o gestor possa correr risco de fato. Ora, não existe almoço grátis, se o gestor não correr riscos, ele também não entrega retorno. É por conta disso que os fundos multimercados de baixa volatilidade apresentam um retorno parecido aos fundos de renda fixa. 

Mas na verdade, o cenário começa a ficar crítico agora: algo que vem caindo em desuso nos fundos de renda fixa, são as taxas de performance. No entanto, ela ainda é praticamente unanimidade nos multimercados, independentemente da volatilidade. 

Desta forma, existem dois cenários para o investidor: caso seu fundo performe bem, ele receberá não muito mais do que na renda fixa, uma vez que o rendimento não será muito superior e a taxa de performance ainda vai comer uma parte da rentabilidade. 

O segundo cenário é o caso de o fundo performar mal. Neste caso, o investidor perde mais do que perderia nos fundos de renda fixa, uma vez que a volatilidade do multimercado é maior e ele se expõe mais a riscos. Infelizmente para o investidor, o gestor não paga a ele uma taxa em um ano de performance ruim. 

Como é possível perceber, o sistema de incentivos não está favorável do lado do investidor. 

Qual a alternativa?

Usando o mesmo exemplo, imagine que você investidor conservador decidiu que irá destinar 20% dos seus recursos para os fundos multimercados. Mas relembrando, o investidor conservador tem aversão às chacoalhadas na cota. 

A solução seria, portanto, destinar apenas 10% dos recursos aos multimercados. No entanto, este recurso iria para os multimercados média/alta volatilidade. O objetivo seria dar espaço para o gestor para que ele consiga montar posições de riscos, como apostas na bolsa de valores. 

O investidor ainda assim estaria protegendo seu capital, visto que 90% ainda continua na renda fixa. Os outros 10% podem ir para o risco. Não faz sentido colocar 20% em um fundo de baixa volatilidade, para que ele compre títulos de renda fixa majoritariamente e ainda cobre uma taxa de você para isso. 

O ideal é investir em um fundo de alta volatilidade, onde o gestor pode, além de ganhar dinheiro para ele, através das taxas de administração e performance, ganhar dinheiro também para você cotista. 

Extra: investir é uma maratona, não uma corrida de 100m

Fiz questão de colocar esta sessão aqui hoje. Frisei em alguns pontos deste artigo o quanto os investidores, por vezes, são averso à volatilidade. 

Primeiramente, cabe a definição de que volatilidade não é risco. Volatilidade apenas ilustra a interação entre compradores e vendedores. Risco aqui encaramos como risco de perda de capital. As torres gêmeas não tinham volatilidade alguma, mas será que podemos dizer que não existia risco algum de um atentado terrorista para derrubá-las? 

Agora partindo para o que realmente interessa, é muito importante que o investidor tenha a cabeça no longo prazo. Em geral, as chacoalhadas dos preços das ações ou das cotas dos fundos de investimentos, são apenas pequenos solavancos de uma grande tendência de alta. 

Não dá para imaginar que a subida será constante. Inclusive os maiores bull markets contam com quedas significativas no curto prazo, mas que se olhadas de longe, significam pouco em todo o processo de subida. 

Imagine o seguinte: até hoje, sua vida foi apenas formada de bons momentos? Acredito que seja mais provável que houveram alguns momentos de baixa, mas que você tenha evoluído tanto desde o dia em que nasceu, que olhando para trás, esses momentos de baixa são apenas pequenos vales. 

Nos investimentos é a mesma coisa: os mensageiros do apocalipse te venderão que o mundo está às portas de um crise nunca antes vista neste mundo. Em geral esse tipo de mensagem serve apenas para vender jornal e não passa de uma pequena turbulência.

Fundos de Investimento em Ações: entenda as estratégias

O ano de 2019 está quase chegando ao fim e foi um período importante para o panorama de investimentos no país. A bolsa brasileira, pela primeira vez na história, alcançou mais de um milhão de investidores. O principal índice de ações do país, o IBOVESPA, ultrapassou a barreira dos 100 mil pontos. Além disso, a poupança registra uma saída nunca vista antes, fluxo que tem direção para outros investimentos, como por exemplo, a bolsa.

Sendo assim, o ânimo com a bolsa brasileira é nítido em qualquer noticiário do país. Somado a isso, o desejo de investir em ações passa pela cabeça de muitas pessoas ao nosso redor. É muito comum ouvirmos amigos, familiares ou colegas de trabalho dizendo que não sabem investir em ações. 

Quando ouvirmos falar de alguém que investe em ações, ficamos pensando se não estamos perdendo tempo, se quiser saber mais sobre o tema, temos este artigo sobre o ânimo com a bolsa. No entanto, não é todo mundo que possui a confiança, o tempo e os recursos necessários para investir diretamente na bolsa.

Investindo em ações através de Fundos

Porém, existe uma forma de investir em ações de maneira muito mais fácil: os fundos de investimento em ações, mais conhecidos como FIA. Os fundos de investimento possuem uma vasta variedade de opções para o investidor, e uma delas são os fundos focados em comprar e vender ações. 

De maneira bem simples, esses fundos, com equipes especializadas, captam recursos para investir em uma carteira selecionada de ações de empresas. Eles precisam ter, no mínimo, dois terços de seu patrimônio em ações de mercado, e cada fundo tem sua carteira e sua maneira de escolher as mesmas.

Em poucas palavras, os FIA captam dinheiro e investem em ações para você, buscando um retorno de acordo com o que é definido em seu regulamento. Ao investir neles, o investidor compra uma cota, e esse custo é muito menor do que comprar lotes de ações diretamente na bolsa. Sem falar que a carteira dos fundos possuem diversas ações de diversos segmentos da bolsa, trazendo diversidade para o investidor. 

Além disso, os FIA possuem pessoas especializadas que ficam analisando o mercado e as empresas o tempo todo. Portanto, seu objetivo é seguir ou ganhar de seu benchmark de referência, que na maioria das vezes é o IBOVESPA.

Por contar com uma equipe especializada e ser responsável por compras e vendas dos papéis, os fundos de investimento em ações cobram uma taxa para poder trabalhar. Essas taxas, na maioria das vezes, são as taxas de administração e as de performance. A primeira geralmente é em torno de 2% a 3% ao ano em relação ao patrimônio líquido do fundo. A segunda, geralmente uma taxa de 20% sobre os rendimentos, acontece caso o fundo renda somente acima de seu benchmark. 

Vale ressaltar que esses fundos trazem uma volatilidade e risco maior do que outros fundos e produtos de investimento, devido ao fato de estarem sujeitos a variação dos preços dos ativos, o que pode não ser do apetite financeiro de algumas pessoas.

Estratégias dos FIA

Para atingir seus objetivos, os fundos utilizam diversas estratégias para montar suas carteiras de ações e garantir sua rentabilidade. Você pode identificar as estratégias dos fundos nos sufixos de seus nomes ou em seu regulamento, documento mais importante de um fundo que diz tudo a seu respeito. As estratégias mais comuns são apresentadas abaixo:

  • Long Only: estratégia estabelecida por analisar empresas que possuem potencial de crescimento e geração de valor e consequentemente aumentar o valor das suas ações durante o tempo. Esses fundos, então, fazem uma avaliação das empresas, compram suas ações, acompanham seu desenvolvimento, mantendo sua posição como acionista. A norma diz que eles precisam ficar no mínimo 67% comprados e não podem operar na ponta vendedora. 
  • Long Short: estratégia realizada ao comprar um par de ações que podem apresentar uma correlação negativa. Assim, o fundo espera na valorização de uma e na desvalorização da outra. Ele atua nas duas pontas, compradora e vendedora. 
  • Long Biased: estratégia em que o fundo aposta na valorização das ações, porém pode atuar nas tendências de altas e baixas das mesmas. Eles podem, por exemplo, utilizar os aluguéis de ações para alavancar sua atuação.
  • Internacional: fundos que podem utilizar as estratégias acima, mas possui participação grande em ativos internacionais. 
  • Indexados: assim como acima, são fundos que investem nos principais índices do país para tentar replicar seu rendimento.
  • Outros: podem existir outros tipos de estratégia mais setoriais, mais focados em questões como empresas sustentáveis, empresas com grandes distribuições de dividendos, empresas menores, com bons níveis de governança corporativa (saiba mais neste artigo) e outros.

Como visto acima, podem existir diferentes estratégias para os fundos de investimento em ações. Você consegue entender mais sobre como avaliar um fundo neste artigo. Então, não existe um melhor que o outro.

O importante é sempre ler os documentos do fundo, como o regulamento e o material de divulgação, a fim de entender mais os riscos e a volatilidade, assim como sua equipe e os rendimentos que vem apresentando. Além disso, é de extrema importância que você tenha um assessor de investimentos ao lado para aconselhar e explicar os produtos de acordo com seu perfil de investidor.

Portanto, os fundos de investimentos em ações são uma ótima opção para quem quer começar a investir na bolsa de valores. São uma forma mais profissional e focada de investir, mais barata e diversificada para quem ainda não tem muito tempo e conhecimento.