Entenda a diferença entre Analista, Broker e Assessor de Investimentos

Se você está conhecendo agora o mercado financeiro mais de perto, já deve ter se perguntado sobre as funções dos profissionais que trabalham nessa área. 

Muitas pessoas imaginam que existe um profissional responsável por cuidar do dinheiro, fazer investimentos e orientar a tomar decisões. Mas a verdade é que, não existe um só para lidar com tudo. 

O mercado financeiro é vasto, com departamentos e funções bem específicas para cada um deles: analistas, assessores de investimentos e brokers que, juntos, fazem todo o movimento acontecer. 

Pode parecer confuso no início, nós sabemos. Mas você vai ver como tudo vai ficar mais claro no final deste artigo. 

Assim, você vai saber exatamente quem procurar!

Conheça, agora, os principais profissionais que atuam no mercado: 

Assessor de investimentos

O agente autônomo de investimentos, popularmente conhecido como assessor de investimentos é o profissional que está à frente de toda a comunicação, mantendo o contato direto com o cliente. 

É esse profissional que vai fazer a primeira entrevista para conhecer bem a fundo os objetivos e traçar um perfil de investidor que esteja alinhado, exclusivamente, com os interesses do futuro investidor.

Portanto, a todo tempo essa relação é próxima, acessível e dinâmica, para que o cliente sinta-se à vontade e possa expor todos os seus desejos, medos e inseguranças para o assessor que, por sua vez, estará ali para auxiliar e dar suporte em todos os momentos. 

Além do mais, sua função principal é estar atento às oportunidades para oferecê-las no momento certo. 

Essa profissão é regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atender tanto investidores iniciantes, quanto os mais experientes. E não se engane, não são todas as pessoas que são aptas para atuar como assessor de investimentos

Isso porque, para exercer a função, é preciso ter formação específica, preencher os pré-requisitos legais e ser aprovado em provas de certificação como a da Ancord (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias) e a CPA-20, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Para um exemplo prático, você pode pensar que o assessor de investimentos está para as suas finanças, assim como o médico para os cuidados com a sua saúde. Exige a mesma – dadas as devidas proporções – responsabilidade, preparo e seriedade. 

O assessor pode atuar tanto de forma independente, como em corretora de valores ou assessorias de investimento. 

Outro fato muito importante é que o assessor não pode emitir relatórios e fazer análises ou recomendações para seus clientes. Seu papel é, realmente, orientar, apresentar as opções e oferecer todo suporte ao cliente no momento da tomada de decisão. 

Para saber mais como funciona uma empresa que é assessoria de investimentos, clique aqui. 

Broker 

Os brokers são os profissionais responsáveis por atuar na mesa de operações, onde acontecem as compras e as vendas dos ativos, que podem ser de renda fixa ou variável. 

Esse profissional tem habilidade com o sistema Home Broker e faz a intermediação entre quem quer comprar e quem quer vender, ou seja, investidores e empresas/instituições privadas ou públicas. Principalmente, nas operações de curto prazo. 

O broker tem um perfil ágil e focado, além de ter conhecimento o suficiente para lidar com as adversidades do mercado. 

Uma curiosidade que muitas pessoas não sabem sobre esse profissional é que, geralmente, o broker se concentra em um tipo de investimento como, ações, renda fixa ou commodities para atuar de forma altamente concentrada e poder acompanhar todos os movimentos daquele ativo. 

Para atuar como broker, o profissional  precisa ter a certificação AAI da Ancord, assim como assessor, e a PQO, que é a Certificação do Programa de Qualidade Operacional, da Bolsa de Valores brasileira (B3).

No entanto, também assim como o assessor, o broker não pode fazer recomendações aos investidores, ele pode propor operações, mas segue as instruções dadas pelo analista de investimentos, que vamos falar agora. 

Leia também o artigo “Home broker: o que é e como usar?” .

Analista de investimentos 

Como falamos acima, o assessor de investimentos é o profissional que está na  “linha de frente” do relacionamento com o investidor/cliente e o broker é quem realiza, na prática, as operações dos ativos. Mas, quem dá suporte para esses dois profissionais?

É sobre esse profissional que vamos falar agora, o analista. O analista está na parte operacional de todo o processo, é ele quem estuda e interpreta os gráficos, e faz análises que podem ser: técnicas ou fundamentalistas. 

Entenda no artigo “Análises fundamentalista e técnica: como podem ajudar seus investimentos?”.

Além disso, acompanha veemente os movimentos do mercado e tem um conhecimento bem aprofundado da macro e microeconomia. 

Para poder atuar, é preciso ter a Certificação Nacional dos Profissionais de Investimentos (CNPI), emitida pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec).

E para conseguir a certificação, o profissional deve ser aprovado nos exames: 

  • CB – Conteúdo Brasileiro – fase comum para o analista fundamentalista, técnico e pleno.
  • CG1 – Conteúdo Global 1 – fase para o analista fundamentalista. 
  • CT1 – Conteúdo Técnico 1 – fase para o analista técnico. 

Nesse caso, o profissional da área tem permissão para fazer recomendações sobre o que fazer com um ativo. Portanto, é o analista que atua dando suporte para o assessor de investimentos e também para os brokers.

Faz sentido ter todos esses profissionais?

Como foi possível observar, essas profissões do mercado financeiro são extremamente sérias e exigem certificações, assim como um advogado precisa da OAB para atuar. 

Isso quer dizer que esses profissionais têm sua expertise comprovada e são de alto nível de competência. 

Faz sentido dizer que, como estamos falando em evolução e preservação de patrimônio, precisamos ter responsabilidade ao escolher quem irá nos ajudar a cuidar das nossas finanças. Porque um passo em falso e tudo pode se perder

Mas, você pode se perguntar “eu não consigo cuidar das minhas finanças sem a ajuda de ninguém?”, e a resposta é, sim, você até pode. Assim como você pode comprar as peças para o seu carro na internet e trocar sozinho, sem a ajuda de um profissional, por sua conta e risco. 

Mas muito cuidado aqui, pois não estamos falando que ao contratar esses profissionais você vai ter sucesso sempre. 

Entretanto, pense que a chance de tomar decisões equivocadas e sem necessidade, que podem prejudicar os seus investimentos, são muito maiores do que com o suporte de quem vive o dia a dia do mercado. 

E você não precisa contratar todos esses, por exemplo. Pois quando você opta em construir seu patrimônio com o auxílio de uma assessoria de investimentos, você já tem indiretamente o suporte desses profissionais. 

Não são todas, mas existem assessorias que oferecem uma equipe completa e multidisciplinar, além de parcerias com casas de análises, como é o caso da Blue3. Assim, os seus investimentos são assistidos por todos os lados. 

Quer trocar de carro? Veja como realizar seu objetivo sem pagar juros de financiamento

Se você tem o objetivo de trocar de carro, muito provavelmente você já se encontrou em dúvida sobre como se planejar financeiramente. Nessas horas, investir pode ser uma alternativa ao financiamento, uma vez que os bancos costumam cobrar juros altos nesse tipo de operação.

Porém, é necessário realizar um bom planejamento para que o seu objetivo possa ser alcançado sem arriscar seu orçamento pessoal. 

Entenda o custo fixo

De acordo com Raphael Prata, líder de Fundos de Investimentos da Blue3, você precisa estar atento ao fato de que para planejar a um novo automóvel é preciso ter a mesma disciplina de uma dívida mensal, isto é, adicionar esse investimento aos seus “custos fixos”, que são as despesas que, mensalmente, você deve honrar, assim como as demais contas de água, luz e internet, e outros gastos, como transporte e alimentação.

“Quando você se planeja para uma compra de alto valor, como um carro, você não pode dizer algo como: ‘ah, se sobrar, vou investir!’ Não! Tem que ser pago fielmente todo mês, como se fosse uma despesa recorrente”.

Raphael Prata | Líder de fundos de investimentos | Blue3

Ao colocar o investimento na sua conta mensal, é possível programar o investimento sem comprometer o seu planejamento financeiro.

Diversificação

Utilizar os investimentos para trocar de carro permite que você consiga adquirir este bem sem pagar muitos juros, porém, é necessário ter paciência. O ideal é criar uma “rotina” para se programar.

Por exemplo, se você troca de carro a cada dois anos, assim que concluir uma compra, já comece a investir para programar a próxima, assim o relógio estará sempre a seu favor. 

Mas como escolher os investimentos que farão parte dessa sua carteira, priorizando essa meta?

Segundo Prata, é preciso diversificar, independentemente do objetivo. “Não devemos alocar todo o dinheiro somente num único ativo”, adverte. Suas aplicações devem estar protegidas em diferentes tipos de investimentos, incluindo renda fixa, variável e fundos de investimento. E os critérios para a diversificação dessa carteira serão definidos pelo perfil do investidor interessado: conservador, moderado ou agressivo.

“Se for alguém de um perfil mais agressivo, isso significa que o investidor está disposto a mais riscos. A rentabilidade tende a ser maior, por exemplo, que a carteira de alguém com perfil mais conservador”.

Raphael Prata | Líder de fundos de investimentos | Blue3

O ideal é contar com uma assessoria de investimentos que te ajude a conciliar os objetivos pessoais com as opções disponíveis no mercado de capitais, auxiliando não somente na compra de um carro novo ou na entrada de um imóvel, mas também para metas de longo prazo, como a aposentadoria e a independência financeira.

Venha para a Blue3 e encontre os melhores investimentos para construir o seu legado financeiro.

Pre x Pós: Qual a diferença entre os títulos do Tesouro Direto?

Com menos de 50 reais já é possível aplicar seu dinheiro no Tesouro Direto. A plataforma disponibiliza ativos para quem pretende obter retorno financeiro tanto para curto prazo, quanto para médio ou longo prazo. 

Emitidos pelo Tesouro Nacional, órgão do Governo Federal, os títulos do Tesouro Direto são considerados investimentos seguros, isso porque são parte da dívida do governo federal, ou seja: o risco de “calote” é praticamente nulo.

No site oficial do programa estão disponíveis diferentes tipos de títulos e é interessante conhecer a diferença entre cada um deles antes de aplicar. Para cada objetivo ou prazo de investimento, existe um título ideal para incluir na sua carteira. 

A seguir, confira a diferença entre as opções disponíveis no “cardápio” do Tesouro Direto e qual atende melhor às suas necessidades:

Tesouro Direto pós-fixado

O Tesouro Direto disponibiliza três tipos de títulos distintos. São eles: o Tesouro Prefixado, o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA +.

O Tesouro Selic possui rentabilidade atrelada à taxa básica de juros, isto é: conforme o índice se movimenta, ele pode render mais ou menos. 

Neste mês, o Comitê de Políticas Monetárias do Banco Central (Copom), estabeleceu a Selic em 6,25% ao ano. Com isso, a taxa segue seu ciclo de alta iniciado em março, quando partiu da mínima histórica (2% a.a.).

Segundo o relatório Focus divulgado na última segunda-feira (27/09), produzido também pelo Banco Central com base em pesquisa com analistas financeiros das principais empresas do mercado financeiro, a taxa deve chegar a 8,25% ao ano ainda em 2021. Se for esse o caso, o Tesouro Selic terá essa taxa de rendimento, acrescida ainda de uma pequena rentabilidade adicional, de acordo com o vencimento do título escolhido. 

Segundo o site do Tesouro Direto, este é um bom investimento para quem tem objetivos de curto prazo e para adquirir reservas financeiras emergenciais.

Outro título pós fixado é o Tesouro IPCA+, que é atrelado a outro índice macroeconômico: a inflação medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Também segundo o último relatório Focus, a projeção para a inflação ao final de 2021 é de 8,45%. Da mesma forma que no Tesouro Selic, o título atrelado ao IPCA também adiciona uma pequena rentabilidade além da fixada pelo índice. Segundo o portal do Tesouro Direto, a modalidade é recomendada para aplicações de longo prazo, como instrumento para proteção do patrimônio contra a desvalorização trazida pela alta dos preços.

Tesouro direto prefixado

Já nos títulos do tesouro prefixado, como o próprio nome diz, é possível saber, no momento de investir, quanto você receberá no vencimento da aplicação, variando entre 10% e 11% nos títulos disponíveis atualmente. Por isso, segundo a página do tesouro, é indicado para estratégias de médio e longo prazos.

Quais são os títulos oferecidos pelo Tesouro Direto?

Atualmente, existem dez tipos de títulos disponíveis no Tesouro Direto para aplicações financeiras. Eles são divididos entre os prefixados, Selic e IPCA +. Saiba, a seguir, quais são esses investimentos e qual a rentabilidade anual de cada um.

  • Tesouro Prefixado 2024: rentabilidade anual de 10,12%.
  • Tesouro Prefixado 2026: rentabilidade anual de 10,43%.
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais de 2013: rentabilidade anual de 11,06%.
  • Tesouro Selic 2024: rentabilidade diária vinculada à taxa Selic + 0,1565%.
  • Tesouro Selic 2027: rentabilidade diária vinculada à taxa Selic + 0,2853%.
  • Tesouro IPCA + 2026: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,54%.
  • Tesouro IPCA + 2035: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,76%.
  • Tesouro IPCA + 2045: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,76%.
  • Tesouro IPCA + com juros semestrais 2030: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,67%.
  • Tesouro IPCA + com juros semestrais 2040: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,81%.
  • Tesouro IPCA + com juros semestrais 2055: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,88%.

A plataforma do Tesouro Direto também disponibiliza um simulador para o investidor ter uma ideia de quanto seu dinheiro pode render dependendo de qual tipo de aplicação investir. Dessa forma, é possível ter uma ideia de quanto você pode adquirir de acordo com seu objetivo.

Cuidados que o investidor deve ter

Por ter um preço acessível para investir e estar quase certo de que as aplicações renderão frutos, muitos acreditam que é praticamente impossível “perder” dinheiro no Tesouro Direto. Mas, se considerarmos que o ganho real de qualquer investimento é apurado depois de descontada a inflação do período, é possível “perder” dinheiro.

Outro fator importante que pode resultar em “prejuízo” é resgatar a aplicação antes do previsto. Vender um título com menos de um mês após a sua aquisição, por exemplo, será cobrado taxa de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Outra forma que pode te fazer “perder dinheiro” com o Tesouro Direto é a “marcação a mercado”, atualização diária do preço que sofrem os títulos prefixados. De acordo com contexto econômico (inflação, taxa Selic, cenário político etc.), esses ativos “ganham” ou “perdem” demanda no mercado, o que influencia diretamente no seu valor caso o investidor decida vendê-lo. 

Porém, nem sempre é simples de entender — principalmente para quem não tem experiência com o mercado financeiro — como a marcação a mercado e outros fatores podem influenciar a rentabilidade dos títulos. Por isso é sempre importante contar com uma assessoria de investimentos, como a da Blue3.

Clique aqui para falar com um assessor Blue3 e conheça diversas formas de investir e comece a construir o seu legado!

Quer saber mais sobre o tesouro direto? leia o artigo: o que é preciso saber antes de investir no Tesouro Direto?

Quero investir para pagar a faculdade dos meus filhos. Como planejar?

Garantir uma boa educação escolar aos filhos é uma prioridade para os pais. Desde a alfabetização, passando pelos ensinos fundamental e médio, até o tão sonhado curso superior. A educação é a melhor maneira de garantir um futuro próspero na sociedade contemporânea, mas uma boa instituição de ensino particular, nem sempre, é acessada a preços módicos. Ainda mais quando falamos do ensino universitário.

E este é um dos principais motivos pelos quais o planejamento financeiro torna-se fundamental.

Use o tempo a seu favor

Por meio de um planejamento prévio adequado é possível investir para financiar a faculdade dos filhos com mais de uma década de antecedência. E essa organização abrirá bastante o leque de opções de investimentos que atenderão as especificidades do acúmulo de capital para a concretização deste objetivo. 

Consideremos o tripé dos investimentos: risco (segurança), rentabilidade e liquidez. Como falamos aqui de uma ação estruturada para o longo prazo, podemos considerar a liquidez como o fator menos preponderante, uma vez que o objetivo não contempla o resgate do montante no curto espaço de tempo.

Também não é possível assumir uma posição exclusivamente centrada em investimentos mais arrojados, afinal, quando temos um planejamento financeiro a longo prazo, é possível também proteger a valorização do seu dinheiro, não havendo necessidade de exposição à volatilidade das opções que podem render acima da média em prazos menores.

Considere boas opções

A composição de uma carteira diversificada é a melhor estratégia e pode ser adotada tanto para uma cobertura de segurança quanto para garantir maiores rendimentos.

Uma composição interessante é começar pela alocação de recursos em investimentos de renda fixa como CDBs, LCIs e LCAs, com prazo de vencimento longo (para aplicações a partir de dois anos será praticada a menor alíquota de IR, mas como falamos em prazos longos, é possível buscar por contratos ainda mais extensos, que terão maior rentabilidade). 

Desde abril de 2020, instituições financeiras, corretoras e fintechs também estão habilitadas para a emissão dos certificados de depósito bancários, uma modalidade até então restrita aos bancos tradicionais

Outra opção que pode compor essa carteira é o fundo de investimento multimercado. Trata-se de uma modalidade que sobe um degrau a mais no fator risco em comparação à renda fixa. Mas, também por isso, oferece ótima rentabilidade e outros benefícios, como diversificação e flexibilidade.

Nessa modalidade, o investidor delega a alocação dos recursos a um fundo gestor especializado, que pode ser em um ou mais mercados pré-estabelecidos de acordo com a estratégia definida para aquela classe. São diversas classes distintas de fundos de investimentos classificadas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Uma das estratégias mais utilizadas por gestores de fundos – e procuradas pelos investidores – são as aplicadas nos chamados “fundos macro”, nos quais os ativos que compõem aquele fundo são atrelados a índices macroeconômicos e, costumeiramente, focados nos médio e longo prazos.

A maior parte dos fundos multimercados são tributados como os fundos de renda fixa (com a alíquota do IR atingindo o menor patamar para aplicações superiores a 720 dias). 

Diversifique

Um terceiro ativo que pode compor a estratégia de investimento para o longo prazo, já pensando na faculdade de seus filhos, é o título de crédito privado.

Apesar de ter um pouco mais de risco, ainda é possível prever quais serão os rendimentos oriundos da aplicação, o que torna o ativo altamente recomendado como fator de diversificação e por proporcionar maior rentabilidade. Nessa modalidade, o investidor compra títulos emitidos por empresas e instituições privadas para “emprestar” dinheiro a uma companhia: debêntures, CRIs e CRAs são exemplos. 

A debênture torna o investidor um credor da companhia emissora do título. A remuneração pode ser feita por intermédio de juros pré-estabelecidos ou participação nos lucros. Existem duas variações de debêntures disponíveis no mercado: as comuns (tributadas pelo IR) e as incentivadas (isentas de IR por preverem investimentos em projetos de infraestrutura que beneficiem o país e os respectivos setores econômicos relacionados). 

Já os CRIs e CRAs costumam ser mais rentáveis que os títulos privados (LCIs e LCAs). São modalidades procuradas por investidores mais experientes, não apenas pelo risco de crédito, mas porque geralmente a aplicação mínima costuma exigir valores mais elevados e, em alguns casos, é necessário que o investidor seja considerado um investidor qualificado.

Tanto CRIs quanto CRAs são investimentos isentos de incidência de Imposto de Renda e também de IOF. 

Acesse a Central de Sistemas da Comissão de Valores Mobiliários e confira todas as ofertas públicas de títulos registrados. 

Apostar no longo prazo, balancear o portfólio com ativos de menor exposição a risco e que complementem opções de maior rentabilidade. Planejando com antecedência e sabedoria, a árdua tarefa de bem-educar será executada com uma preocupação a menos: a quitação dos boletos. 

E claro, um planejamento financeiro fica muito mais eficiente quando feito ao lado de profissionais. Por isso, procure a ajuda da Blue3, clique aqui e inscreva-se para falar com um dos nossos assessores.

ABC do Mercado – Educação financeira: o primeiro passo para investir no seu legado

Hoje em dia, mais do que nunca, é fácil o acesso para os investimentos. Corretoras disponibilizam ferramentas que possibilitam a qualquer pessoa, por meio do smartphone, investir em diferentes tipos de ativos, seja na renda fixa ou variável. 

Contudo, para quem está iniciando é necessário antes dar um passo atrás: como conseguir fazer “sobrar” dinheiro para investir? A resposta para essa pergunta é relativamente simples: com educação e planejamento financeiros. 

Mas onde adquirir conhecimento e informação com credibilidade? Confira!

Primeiro passo: organize-se!

Nenhum centavo vai sobrar se você não souber onde está gastando o seu suado dinheirinho. Por isso, anote todos os gastos, das contas mensais recorrentes (como a conta do celular) até o lanche que você tomou na padaria. 

“Pode não parecer, mas pequenos gastos diários, como o cafezinho, podem se transformar em uma grande despesa mensal que te tira do caminho da independência financeira”, explica Amanda Fraioli, especialista  em educação financeira na Blue3.

Acha muito complicado andar com um caderninho para anotar todas as despesas? Então dê as boas-vindas ao século XIX. Atualmente existem diversos aplicativos para smartphone que te ajudam a colocar a vida financeira nos trilhos, como o Organizze, Wallet, Fortuno, Guiabolso, entre outros. 

Nesta matéria, o portal SpaceMoney traz mais detalhes sobre esses e outros apps de organização. Confira!

Outra estratégia utilizada por muitos investidores (e descrita no livro Pai Rico Pai Pobre, do escritor Robert T. Kiyosaki) que também pode te ajudar a poupar e começar a investir é “pagar a si mesmo primeiro”. 

Como funciona? Ao receber o salário, a primeira “despesa” que você paga são os seus investimentos. Em segundo, as contas urgentes e recorrentes. O que sobrar fica para gastos supérfluos, como a pizza do final de semana. Dessa forma, em vez de “esperar sobrar” para investir, você já garante sua aplicação mensal logo no primeiro dia!

Organizou-se financeiramente? Então, venha aprender!

“O risco vem de você não saber o que está fazendo”. Essa é uma das frases mais famosas do megainvestidor internacional Warren Buffet, que ficou bilionário investindo na Bolsa de Valores americana. 

Qual é a grande lição que esse ditado pode te trazer? Quanto mais conhecimento você adquire, menores são os riscos de sofrer grandes prejuízos, até mesmo no mercado de ações, conhecido pela sua volatilidade.

Segundo a B3, a Bolsa de Valores brasileira, até agosto deste ano 3,8 milhões de investidores já tinham aberto contas em corretoras para negociar em renda variável. Se você é um deles, mas ainda não se sente confortável comprando papéis nos pregões, o melhor caminho é buscar compreender como funciona o mercado acionário. 

Mas com tanto conteúdo disponível na internet, por onde começar? De olho na necessidade que esse público iniciante tem de obter conhecimento de forma estruturada, a Blue3 criou um braço educacional na empresa — a Blue3 Educação e lançou um curso chamado “Aprenda a investir na Bolsa”.

O objetivo é levar aos investidores iniciantes tudo que eles precisam saber para começar a investir na Bolsa de Valores. Na linha de frente estão líderes das mesas de renda variável e fixa da empresa, como Patrick Johnston, Bruno Moura, Abner Gonçalves e Vitor Faleiros. 

“O objetivo é que o aluno entenda de vez o funcionamento da Bolsa de Valores e saiba reconhecer as melhores oportunidades para a sua carteira de investimentos, podendo se basear em um conteúdo teórico elaborado pela nossa equipe, que vive o cotidiano dos mercados de renda fixa e variável.”, destaca Abner.

“Esse é um curso projetado para quem não acredita nas fórmulas mágicas de enriquecimento da internet e nem quer cair no ‘efeito manada’, adquirindo ativos porque todo mundo está comprando. Ele traz as ferramentas que o iniciante da Bolsa precisa para iniciar com o pé direito no mercado de ações’, completa Patrick. 

O curso inclui apostila digital com todo o conteúdo das aulas e o aluno ainda conta com 12 meses de acesso integral ao conteúdo, para rever e aprender cada vez mais. “Investir em conhecimento é adquirir segurança para fazer as melhores escolhas, seja na vida ou nos investimentos”, resume Amanda Fraioli, especialista em educação financeira na Blue3.

Conhecimento + informação de qualidade = o melhor caminho para o seu legado

Além de conhecer a fundo o mercado de capitais, manter-se atualizado sobre a conjuntura econômica e os diversos fatos do cotidiano que influenciam nos investimentos é essencial para obter bons resultados. 

Tendo em vista esse objetivo, o portal SpaceMoney passou a disponibilizar, desde o início de setembro, dois canais digitais que têm patrocínio da Blue3 e são imperdíveis para quem quer acompanhar de perto o dia a dia do mercado. São eles:

Bolsa de Valores – conteúdo diário sobre o desempenho do Ibovespa e fatos relevantes que afetam as empresas listadas na B3. O canal traz ainda carteiras recomendadas pela XP Investimentos, além de entrevistas e reportagens especiais.

Proteção e Futuro – Previdência privada e seguro de vida são produtos essenciais para a carteira de qualquer investidor. O objetivo do canal Proteção e Futuro é desmistificar o funcionamento desses produtos, além de trazer notícias diárias sobre planejamento financeiro e desempenho de investimentos em renda fixa.

Assim, você tem acesso rápido e gratuito a conteúdo e informação de qualidade sobre o mercado financeiro. 

E se você quer começar a investir mais ainda não teve a orientação de um profissional, clique aqui e fale diretamente com um assessor Blue3.

O que é preciso saber antes de investir no Tesouro Direto?

Popular da Renda Fixa, o Tesouro Direto é um tipo de investimento bem conhecido. Afinal, saber que é possível investir com segurança e com retorno maior do que a poupança, já é ótimo!

Mas, o Tesouro é atrativo para investidores de todos os perfis. Para o conservador, tem sido uma opção além da poupança; e para o investidor mais arrojado, pode ser um produto para diversificação de carteira. 

Mesmo sendo considerado de menor risco, você precisa saber exatamente como funciona antes de dar o primeiro passo, assim como em qualquer outro investimento. 

O objetivo deste artigo é exatamente esse, te explicar o que é o Tesouro Direto e quais são as suas opções para investir nele. 

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional – do governo federal – lançado em 2002 em parceria com a Bolsa de Valores brasileira, a B3.

Fundamentalmente, o investidor que compra o título está “emprestando” o seu dinheiro para o governo, para que sejam financiados projetos ou para sanar as dívidas públicas, por exemplo.

E, por sua vez, o investidor recebe uma valorização do seu capital investido por meio dos juros. 

A principal característica desses títulos é que são acessíveis em comparação aos outros, permitindo aplicações a partir de R$30.

Como falamos até agora no plural, já foi possível imaginar que existem mais de um tipo de título. E, realmente! O investidor pode optar por uma opção específica de título, de acordo com o que fizer mais sentido.

Ainda, existe a possibilidade de escolher títulos que tenham liquidez diária – que o dinheiro pode ser movimentado a qualquer momento – ou com prazos de vencimento variados.

O indicador que vai medir o retorno também depende da escolha de quem está investindo.

Por fim, o título do Tesouro Direto pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido. 

Veja a seguir:

Títulos prefixados


Os títulos prefixados, são aqueles que no momento da aplicação já apresentam qual será a rentabilidade que o investidor terá de retorno. Assim, quem compra o título sabe exatamente o quanto vai receber de lucro na data do vencimento. 

Títulos pós-fixados 

Os títulos pós-fixados têm a sua remuneração atrelada a um indexador que pode variar ao longo do tempo, até o vencimento da aplicação. Portanto, sua remuneração vai depender das variações do indexador escolhido.

Nesse caso, o investidor não “perde” dinheiro levando o título até o vencimento. O que acontece é que se a porcentagem daquele indexador estiver menor, consequentemente, a rentabilidade vai ser menor também. E vice-versa.  

Títulos híbridos

Nos títulos híbridos, a remuneração é baseada em uma taxa pré-fixada somada a algum índice (como a inflação, por exemplo, ou o CDI). 

Como investir no Tesouro Direto?

O investimento no Tesouro Direto também é acessível. É 100% digital e feito por intermediação de instituições bancárias ou corretoras de valores. 

Para isso, é preciso abrir uma conta em um local de confiança, avaliando as taxas e propostas, e se cadastrar na plataforma do Tesouro Direto. A plataforma já disponibiliza as opções de títulos para os investidores. 

O horário de funcionamento para comprar títulos do Tesouro Direto é comercial, sendo, todos os dias úteis das 9h30 às 18 horas, com os preços e taxas operados no momento da transação.

Agora, trouxemos algumas opções de títulos para que você entenda melhor como funciona.

Tesouro Prefixado (LTN)


Assim como explicado acima, o Tesouro Prefixado (LTN) tem as taxas de juros fixadas no momento da compra do título, e o pagamento dos juros será somente na data de vencimento. Por isso, esse é o investimento em que você sabe exatamente qual será o retorno na data do vencimento.

As datas de vencimento podem variar, sendo de curto, médio e longo prazo. Mesmo sendo prefixado, se a venda do título ocorrer antes do vencimento, o Tesouro Nacional irá pagar somente o valor de mercado (taxa vigente) do título.

Isso quer dizer que os rendimentos recebidos podem ser menores do que o acordado no início.

O Tesouro Prefixado tem incidência de Imposto de Renda. 

Tesouro Selic (LFT)

O Tesouro Selic, também conhecido como LTF, é um tipo de título pós-fixado do Tesouro Direto.

Para investir, é preciso fazer apenas uma aplicação, e o valor irá render conforme a variação da taxa básica de juros da economia, a Selic.

Entre as características principais desse título, podemos destacar a possibilidade de liquidez diária – movimentar o dinheiro quando necessário –  e a baixa volatilidade, em que o valor é corrigido diariamente pela variação da taxa vigente.

Por ter esses atributos, é considerado um bom título para o investidor iniciante ou que deseja um melhor rendimento para a sua reserva de emergência. 

Entretanto, o Tesouro Selic não possui a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que pode restituir em até R$250 mil por CPF caso o órgão emissor do título venha a falir. 

Mas, os profissionais do mercado avaliam esse risco como baixo por se tratar do governo, considerando como um risco soberano.

Por fim, é importante frisar que o Tesouro Selic possui incidência de Imposto de Renda. 

Tesouro IPCA (NTN-B Principal)

O Tesouro IPCA é um exemplo de título híbrido, pois sua característica principal é que a taxa está atrelada a uma taxa prefixado + o índice pós-fixado. 

Diferente do Tesouro Selic, esse título tem a rentabilidade que acompanha o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) – inflação do país, além do retorno prefixado definido ao adquirir o título. 

Por isso, nesse título, os retornos estarão acima da inflação. Caso a aplicação realizada seja resgatada antes do prazo contratado, o investidor pode obter ágio ou deságio, dependendo do valor a mercado do título. E caso o papel seja levado até o vencimento, o investidor receberá a rentabilidade da taxa contratada. 

O Tesouro IPCA (NTN-B Principal) também possui incidência de Imposto de Renda. 

Imposto de Renda


Como foi possível observar, os títulos do Tesouro Direto possuem incidência de Imposto de Renda. A tributação é feita por meio de tabela regressiva.

A primeira faixa de tributação é de 22,5% e é válida se o investimento tiver um período menor ou igual a 180 dias. De 181 a 360 dias, a alíquota é de 20%. Caso o investimento tenha entre 361 a 720 dias, a alíquota será de 17,5%.

Por fim, para investimentos acima de 720 dias, a alíquota é de 15%.

Para te auxiliar com a tributação, conte com a Contabilidade da Bolsa, uma empresa especializada em impostos para investidores. 

Como saber em qual título do Tesouro investir?


Nós mostramos aqui algumas opções de título do Tesouro Direto. E entre as possibilidades de prazo de vencimento, tipos de juros e outras tantas características, você pode ter se perguntado em qual tipo de título é melhor investir.

Bem, primeiramente você deve ter bem claro em mente o que está buscando. Qual o objetivo com o investimento? É ter uma reserva de emergência? Investir para a faculdade dos filhos? Para comprar um carro? Se faça perguntas!

Assim, será possível ir em busca do título que mais atende a sua necessidade. Por exemplo: se você deseja uma reserva de emergência, não faria sentido contratar um título com vencimento daqui 2 anos, certo? A melhor escolha seria, então, um título de liquidez diária. E por aí vai. 

Essa, então, seria a premissa básica. Mas, entendemos que para quem não está familiarizado com os termos, é mais difícil entender qual título se encaixa com o  objetivo. 

Por isso, é recomendado ter ao lado um assessor de investimentos, que irá te auxiliar durante todos os processos, entendendo o seu momento e participando das escolhas que sejam adequadas para você. 

Se você tem dúvidas, clique aqui e fale agora com um assessor Blue3. 

Bancos x Corretoras: qual a melhor opção para investir?

Chegou o momento de escolher onde colocar o seu dinheiro. 

Será que o banco, uma das instituições financeiras mais antigas e tradicionais do mundo, é a melhor opção?  Ou será que são os bancos digitais, a novidade do momento? 

Ou a escolha mais assertiva seria as corretoras de valores, instituições voltadas especificamente para os investimentos?

Saber qual é o local ideal para investir o seu dinheiro é fundamental na sua jornada pelo mercado financeiro.

Essas instituições, possuem particularidades diferentes dentro do mercado. Por isso, desenvolvemos este artigo exclusivo para explicar para você as particularidades de cada uma delas. 

Bancos tradicionais e digitais  

Vamos iniciar com os bancos. Todo mundo já teve, tem ou conhece alguém que possui conta em uma instituição bancária. Isso porque essa prática está enraizada na cultura do brasileiro desde muito tempo. 

Mas, não é porque é a modalidade mais antiga, que é a única e melhor opção. Tudo vai depender dos seus objetivos. 

Vamos falar, então, do banco comum e dos bancos digitais, que são mais recentes e têm se destacado bastante no mercado. 

Bancos tradicionais 

Os bancos tradicionais oferecem muitos serviços aos seus clientes, como: operações comuns (saque, depósito, transferência), empréstimos, financiamentos, seguros e alguns tipos de investimentos. 

Vale destacar, então, que os investimentos não são a prioridade desse tipo de instituição. 

Vamos elencar os pontos fortes dos bancos tradicionais e, outros, mais enfraquecidos que valem a pena repensar. 

O primeiro ponto forte é a segurança. Os “bancões”, como muitos chamam, possuem tradição e geralmente são instituições renomadas e seguras.

Outro ponto é a comodidade, pois não é necessário realizar transferências quando se decide investir diretamente pelo banco. 

Por outro lado, como citamos acima, os bancos oferecem mais de um serviço, não sendo os investimentos a sua prioridade. Por isso, as opções de produtos financeiros são restritas. Além de serem diferentes para clientes com mais ou menos potencial monetário. 

Assim, quando o assunto é rendimento, os produtos com maior índice de rentabilidade não estão disponíveis para todos os clientes nos bancos e, consequentemente,  a diversificação da carteira também é limitada. 

E as taxas? 

As taxas e tarifas envolvem o quanto aquela instituição irá cobrar pelo serviço. E, nesse caso, também é importante considerar que, geralmente, nos bancos tradicionais essas taxas são maiores.

Por fim, o último ponto, é o atendimento. Nos bancos, o atendimento pode ser considerado “generalizado” e menos personalizado e, às vezes, o suporte que um investidor – principalmente, o iniciante – precisa, pode deixar a desejar. 


Bancos digitais 

Os bancos digitais são jovens no mercado financeiro e já fizeram muitos clientes migrarem do banco tradicional para esse novo modelo. 

Os serviços oferecidos são semelhantes ao do banco tradicional, com transferências, opção de cartão de crédito e débito, linhas de crédito (mais acessíveis) , entre outros. Vale dizer também, que mesmo sendo digital, podem ter custos na abertura de conta que é preciso observar. 

Entretanto, os clientes possuem total liberdade para administrar o dinheiro. Por não ter um gerente ou nenhuma pessoa responsável pelo atendimento de cada um, esse tipo de banco te deixa livre para “ir e vir” como bem entender. 

Como são novos, é mais difícil afirmar que são tão seguros quanto os bancos tradicionais. Exatamente porque não têm o mesmo tempo de mercado do que os “bancões”. 

Porém, esses bancos também são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garantem o reembolso de até R$250.000 por CPF em caso de falência, por exemplo. 

O processo também é menos burocrático, porque todo o atendimento é feito virtualmente ou por telefone, não sendo preciso se direcionar até uma agência pessoalmente para tratar de assuntos relacionados a sua conta. E, nesse ponto, os bancos digitais são positivos, pois geralmente oferecem um atendimento muito satisfatório

Agora, falando em investimento, esses bancos também possuem restrição de opções de produtos financeiros em renda fixa. Porque, no caso dos bancos digitais, não há serviço de intermediação para investimentos em ações ou de renda variável. 

Mas, é possível encontrar produtos como CDBs, por exemplo, que oferecem uma rentabilidade mais alta do que as dos bancos tradicionais, como 100%, 105% ou até 112% do CDI.

Esses serviços contém variações de taxas e tributos. 

Corretora de Valores

Acima você pôde ver as opções de bancos e quais os pontos fortes e fracos de cada um. Neste tópico, vamos falar sobre a corretora de valores, especialista em produtos financeiros para investimento. 

As corretoras de valores, diferente das opções faladas anteriormente, oferecem serviços amplos na área dos investimentos, como: assessoria e consultoria de investimentos, gerenciamento de carteira de ativos, uma cartela variada de produtos financeiros, home broker, entre outros.

Muitas pessoas se sentem inseguras com as corretoras, porque associam segurança apenas aos bancos tradicionais. Mas, é preciso desmistificar essa questão. Pois no mercado existem diversas corretoras de confiança para quem deseja investir. 

As corretoras de valores são rigorosamente fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), justamente com o objetivo de proteger os interesses dos investidores e garantir a transparência das transações. 

Por isso, para saber se uma corretora é segura, você pode pesquisar na CVM, verificar se está autorizada pelo Banco Central e se ela possui todos os selos de certificação.

No entanto, é válido destacar que o dinheiro parado em conta, na maioria das corretoras, não é protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Somente se o dinheiro estiver investido em algum produto financeiro. 

Como os bancos digitais, as corretoras também oferecem muita liberdade aos seus clientes. Inclusive, é possível fazer a portabilidade de investimento entre as corretoras, ou seja, passar um investimento de uma para outra sem precisar finalizar e iniciar novamente o processo. 

E o mais interessante das corretoras é a diversidade dos produtos financeiros adequados, que possuem uma rentabilidade considerável e são mais acessíveis do que as outras opções, principalmente falando em renda variável, como no caso das ações.

Essa variedade é fundamental para que o investidor tenha uma carteira cada vez mais diversificada e saudável. Além disso, a maioria das corretoras do mercado não cobram taxa para abertura de conta e podem até isentar tarifas nas operações de alguns produtos. 

Leia também “A importância de diversificar sua carteira de investimentos”.

Por ser especialista em investimentos, as corretoras se destacam no atendimento personalizado, disponibilizando todo o suporte no acompanhamento do mercado e da carteira de investimentos de cada cliente.

Clique aqui e invista com a melhor assessoria de investimentos do Brasil.

Então, qual é a melhor opção?

Neste momento, é possível que você tenha analisado os pontos levantados e até chegado a uma conclusão. Entretanto, é fundamental ressaltarmos no final deste artigo que, entre o melhor e o pior, existe o que funciona e faz sentido para você. Por isso, é preciso entender quais são os seus objetivos para fazer a sua escolha. 

O fato é que se a sua intenção é ter rentabilidade com os investimentos para a construção do seu patrimônio, as corretoras realmente se destacam e podem fazer a diferença nos seus resultados a médio, curto e longo prazo. 

Se você tem dúvidas sobre como investir, clique aqui e fale diretamente com um assessor Blue3.

Títulos privados e títulos de crédito privados: confira as diferenças, prós e contras

ABC DO MERCADO


Um dos desafios do mercado financeiro, em prol da popularização da educação financeira, é descomplicar nomes, siglas e mecanismos por trás das modalidades de investimento. O próprio Governo Federal reconheceu esta necessidade, em 2015, quando alterou o nome dos títulos ofertados pelo Tesouro Nacional para facilitar a compreensão por parte dos investidores.

E é exatamente a aparente similaridade na nomenclatura que pauta este texto. Afinal, você sabe qual é a diferença entre os chamados títulos privados e os títulos de crédito privados?

Para começar é importante pontuar que estamos falando de duas diferentes classes de investimentos de renda fixa, que remuneram a partir de uma taxa pré-estabelecida de juros ou têm a sua rentabilidade atrelada a um índice (como inflação ou taxa Selic).

As similaridades, porém, encerram-se por aí. Confira!

Antes de mais nada: o que são “títulos”? 

No mercado financeiro, falamos “título” quando nos referimos a papéis que entidades emitem para arrecadar recursos. Os títulos podem ser emitidos por bancos, empresas ou entidades financeiras e securitizadoras, e diferem-se uns dos outros em aspectos como remuneração, tributação, prazos e níveis de risco.

Títulos privados

Títulos privados são ativos de renda fixa emitidos por bancos e instituições financeiras com prazo de vencimento definido e taxa de remuneração pré-fixada, pós-fixada ou híbrida (com parte da rentabilidade fixa e a outra parte acompanhando algum índice econômico).

Os mais usuais títulos privados encontrados no mercado nacional são os famosos CDB (Certificado de Depósito Bancário), a LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). 

Na prática, ao contratar uma destas modalidades, você está emprestando dinheiro ao banco ou instituição para que este financie outros tomadores de empréstimo, novos projetos, ou até mesmo seu próprio capital de giro.

Já em relação às LCIs e LCAs, os bancos ou instituições emissoras do respectivo papel destinarão o capital para empresas atuantes nos segmentos imobiliário ou do agronegócio.

No geral, os ativos de renda fixa como CDBs, LCIs e LCAs são considerados alguns dos investimentos de menor risco encontrados no mercado e contam com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

No caso dos CDBs, o fato de renderem mais que a poupança e possuírem boa liquidez os torna atrativos para uma boa parte dos investidores iniciantes e também aos que buscam alocar parte dos recursos em ativos de renda fixa como parte de uma estratégia de diversificação.

Um fator de ponderação neste caso é a incidência de Imposto de Renda sobre a aplicação, que começa em 22,5% dos ganhos em aplicações de até 180 dias e cai, gradualmente, para um mínimo de 15% para aplicações que ultrapassem os 720 dias.

Já no caso de LCIs e LCAs não há incidência de Imposto de Renda sobre os ganhos, porém, em ambos os casos, o valor mínimo de aplicação costuma ser maior que nos CDBs e a liquidez também precisa ser considerada, uma vez que há prazos de carência ou data de vencimento para retirada dos recursos aplicados.

Outras modalidades de títulos privados existentes no mercado são LF (Letra Financeira), RDB (Recibo de Depósito Bancário), LH (Letra Hipotecária) e LC (Letra de Câmbio), entre outros.

Escreva aqui embaixo nos comentários caso queira conhecer mais a fundo estes outros ativos, que a Blue3 irá preparar um conteúdo específico para cada um deles!

Títulos de crédito privados

Enquanto nos títulos privados o mecanismo prevê que o investidor empreste dinheiro para uma instituição financeira – que então o utilizará para o próprio operacional, ou o direcionará para outros tomadores de empréstimo – quando falamos dos títulos de crédito privados, falamos em “emprestar” para empresas ou instituições securitizadoras que estejam captando recursos para financiar novos projetos. 

Igualmente uma modalidade de renda fixa, os títulos de crédito privados tendem a possuir uma rentabilidade maior que outros ativos de renda fixa. Por outro lado, são considerados um pouco menos seguros que os títulos privados, por exemplo, por não contarem com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O funcionamento é basicamente o mesmo. O investidor aloca seus recursos em determinada companhia por um tempo pré-estabelecido e é remunerado por intermédio de taxa de juros.

Assim como nos títulos privados, são encontrados títulos pré ou pós-fixados e também híbridos. Alguns exemplos são as debêntures e os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). 

O valor mobiliário emitido por uma empresa, a debênture, torna o investidor um credor daquela companhia. A remuneração pode ser feita por intermédio dos juros estabelecidos ou mesmo participação nos lucros daquela empresa, a depender do acordado no ato de contratação do investimento.

O resgate costuma ocorrer pelo menos dois anos depois da aplicação, mas os prazos para retorno podem ser maiores em alguns casos. Existem duas variações de debêntures disponíveis no mercado: as comuns (tributadas pelo IR) e as incentivadas (isentas de IR por preverem investimentos em projetos de infraestrutura que beneficiem o país e os respectivos setores econômicos relacionados). 

Já os CRIs e CRAs costumam ser mais rentáveis que os seus “primos” da classe dos títulos privados (LCIs e LCAs). O motivo? Possuírem menor liquidez e maior risco de crédito. Muitas vezes, CRIs e CRAs são modalidades procuradas por investidores mais experientes, não apenas pelo risco de crédito, mas porque geralmente a aplicação mínima costuma exigir valores mais elevados e, em alguns casos, é necessário que o investidor seja considerado um investidor qualificado.

Tanto CRIs quanto CRAs são investimentos isentos de incidência de Imposto de Renda e também de IOF

Tem interesse nesse tipo de investimentos? Quer conhecer as melhores opções disponíveis no mercado atualmente? Fale com um assessor Blue3.

Sonha com o primeiro imóvel? Confira os melhores investimentos para acumular renda

O planejamento financeiro é importante em todas as fases da vida, principalmente quando se pensa em comprar o primeiro imóvel, um dos principais sonhos de conquista das pessoas. Justamente por se tratar de uma decisão de longo prazo, é essencial que se tenha muita atenção nesse momento. É aí que entra o papel dos investimentos, que podem ser os grandes responsáveis por fazer sua reserva crescer de forma mais rápida.

Para os profissionais da área, quando se trata de investimentos de longo prazo, a renda fixa pode ser uma ótima opção. Vale ficar de olho tanto nos títulos públicos do Tesouro Direto quanto em opções oferecidas por instituições privadas, como CDBs, LCIs, LCAs, CRIs e CRAs.

Para escolher o investimento que melhor atende ao seu perfil, antes de mais nada você precisa traçar seu objetivo, sempre pensando no preço do imóvel. Quanto poupar por mês? Pretende fazer aportes mensais? Quer ter mais ou menos riscos?

Confira as principais diferenças entre esses modelos de investimentos:

Tesouro IPCA+

Talvez seja o investimento mais acessível para quem investe para médio e longo prazo, como em casos de compra de imóveis. O Tesouro IPCA+ com ou sem juros semestrais (NTN-B e NTN-B Principal) é um tipo de título público que paga uma taxa prefixada mais a variação da inflação pelo IPCA.

Como são negociados via Tesouro Direto, o aporte inicial é de apenas R$ 30, respeitando o valor mínimo de 1% do valor de um título.

Nesse modelo, quanto maior o prazo, maior a oscilação. Assim, as vendas antecipadas podem dar ao investidor um retorno negativo, caso os preços estejam em baixa. Dessa forma, é importante também casar o prazo de vencimento do papel com o prazo de utilização dos recursos.

Na maioria dos casos, é o mais indicado quando se deseja poupar para a compra de imóvel.

LCI e LCA

LCA é a sigla para Letra de Crédito do Agronegócio. Já LCI significa Letra de Crédito Imobiliário. Esses títulos são emitidos por bancos e se diferem no foco do financiamento. O primeiro financia as atividades do setor de agronegócio. Já o segundo suporta atividades do setor imobiliário.

Em ambos, a taxa de rentabilidade e a data de vencimento são definidas no momento da compra. Ou seja, a diferença principal está na taxa de rendimento, prazo de aplicação, aporte inicial e o foco de investimento – no agronegócio ou no setor imobiliário.

A grande vantagem nesse tipo de investimento está na isenção de taxas e na rentabilidade um pouco acima do CDI.

Quando o objetivo é a compra de um imóvel, o ideal é escolher LCIs e LCAs de prazos mais longos, melhorando a rentabilidade.

Fundos de renda fixa

Os investimentos mais conservadores não são os ideais quando pensamos em compras de imóveis. A acumulação nessas aplicações financeiras é mais lenta, mas funciona.

Nesse modelo, os gestores dos fundos compram títulos de renda fixa, como CDBs (certificados de depósito bancário) e Títulos Públicos, em uma espécie de empréstimo, esperando receber esse dinheiro de volta, acrescido de juros.

Os fundos de renda fixa costumam empregar diversos ativos em sua composição – até mesmo ativos mais arriscados podem compor a carteira. Os ganhos são divididos entre todos os participantes proporcionalmente, a depender de quanto cada um aplicou no fundo.

CDBs indexados à inflação

O CDB IPCA ou Certificado de Depósito Bancário vinculado ao desempenho do Índice Nacional de Preços ao Consumidor é uma aplicação de renda fixa muito utilizada por quem deseja proteger o poder de compra da moeda.

Geralmente são emitidos por bancos médios e costumam ter uma remuneração bastante interessante. Oferecem uma taxa prefixada mais a variação da inflação, em geral pelo IPCA.

Quanto maior o prazo, maior tende a ser a rentabilidade. Mas como não costumam ter liquidez antes do vencimento, o ideal é casar o prazo do papel com o do objetivo.

E para que seus investimentos realmente tenham resultados, nada melhor que contar com o apoio dos profissionais da área.

Não perca tempo, fale com um assessor Blue3.

Café com investimentos – Qual é o melhor indicador para os investimentos agora?

IPCA e Selic são dois grandes balizadores dos investimentos no Brasil. O primeiro, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE, mede mensalmente o ganho ou a perda do poder de compra. Para entender o cálculo, confira este texto do nosso blog! 

Já a Selic, conhecida como “taxa básica de juros”, é um mecanismo de controle do governo para segurar a escalada dos preços. Ela sobe (ou desce) por decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reúne a cada 45 dias. 

Atualmente, a economia brasileira está pressionada pela inflação, o que motivou o BC a subir a Selic quatro vezes em sequência nos últimos seis meses. Após a reunião do dia 05 de agosto, a autoridade econômica fixou a taxa de juros em 5,25% ao ano, bastante acima dos 2% a.a. de janeiro, patamar mais baixo já alcançado pelo índice na história. Segundo os economistas pesquisados pelo Relatório Focus, também do Banco Central, em 27 de agosto, a expectativa é que ela chegue a 7,5% ao ano ainda em 2021.

O mercado financeiro conta com aplicações de renda fixa atreladas a esses dois indicadores, cujo desempenho também torna modalidades como a renda variável e fundos de investimento imobiliários mais, ou menos, atrativas.

Tomamos um café rápido com o Thiago Nemésio, estrategista-chefe da Blue3, para saber como os investidores podem pensar a carteira levando em consideração a atual conjuntura econômica.

Thiago, na conjuntura atual, o investidor deve olhar mais para o IPCA ou para a Selic?

A pergunta não deve ser inflação ou Selic, mas por que abrir mão de um dos dois? A escalada do IPCA mostra, mais do que nunca, como é importante diversificar a carteira, com um percentual importante atrelado à inflação, especialmente em CRIs, CRAs, debêntures e, claro, títulos públicos. Com isso ele consegue se manter protegido independentemente da alta inflacionária.

Já quem está na Selic, aproveita essa alta, já que ela tem que subir para controle da inflação. Portanto, no longo prazo, esses investidores vão se sair bem. Quando a inflação recuar no futuro, ele terá um juro real bom. Por isso, é bom ter os dois.

Essa é uma estratégia pensada para o logo prazo. Mas, o que é possível fazer para o curto prazo?

Para 2021, melhor apostar na inflação. Não deve ser possível neste ano entregar juros reais positivos em aplicações relacionadas à Selic, mesmo com esses aumentos consecutivos.

Existem outras opções que podem entrar no radar para proteger os investimentos da inflação?

Além dos produtos de renda fixa que citei, a bolsa de valores é uma classe de ativos que protege bem da inflação, assim como os fundos imobiliários. Além disso, outra opção é investir no exterior, com parte do patrimônio rentabilizando em dólar. O mais importante é sempre pensar em longo prazo, independentemente da conjuntura econômica momentânea.

Ainda ficou com dúvida sobre como seguir com seus investimentos? Fale com um assessor Blue3.