O que é preciso saber antes de investir no Tesouro Direto?

Popular da Renda Fixa, o Tesouro Direto é um tipo de investimento bem conhecido. Afinal, saber que é possível investir com segurança e com retorno maior do que a poupança, já é ótimo!

Mas, o Tesouro é atrativo para investidores de todos os perfis. Para o conservador, tem sido uma opção além da poupança; e para o investidor mais arrojado, pode ser um produto para diversificação de carteira. 

Mesmo sendo considerado de menor risco, você precisa saber exatamente como funciona antes de dar o primeiro passo, assim como em qualquer outro investimento. 

O objetivo deste artigo é exatamente esse, te explicar o que é o Tesouro Direto e quais são as suas opções para investir nele. 

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional – do governo federal – lançado em 2002 em parceria com a Bolsa de Valores brasileira, a B3.

Fundamentalmente, o investidor que compra o título está “emprestando” o seu dinheiro para o governo, para que sejam financiados projetos ou para sanar as dívidas públicas, por exemplo.

E, por sua vez, o investidor recebe uma valorização do seu capital investido por meio dos juros. 

A principal característica desses títulos é que são acessíveis em comparação aos outros, permitindo aplicações a partir de R$30.

Como falamos até agora no plural, já foi possível imaginar que existem mais de um tipo de título. E, realmente! O investidor pode optar por uma opção específica de título, de acordo com o que fizer mais sentido.

Ainda, existe a possibilidade de escolher títulos que tenham liquidez diária – que o dinheiro pode ser movimentado a qualquer momento – ou com prazos de vencimento variados.

O indicador que vai medir o retorno também depende da escolha de quem está investindo.

Por fim, o título do Tesouro Direto pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido. 

Veja a seguir:

Títulos prefixados


Os títulos prefixados, são aqueles que no momento da aplicação já apresentam qual será a rentabilidade que o investidor terá de retorno. Assim, quem compra o título sabe exatamente o quanto vai receber de lucro na data do vencimento. 

Títulos pós-fixados 

Os títulos pós-fixados têm a sua remuneração atrelada a um indexador que pode variar ao longo do tempo, até o vencimento da aplicação. Portanto, sua remuneração vai depender das variações do indexador escolhido.

Nesse caso, o investidor não “perde” dinheiro levando o título até o vencimento. O que acontece é que se a porcentagem daquele indexador estiver menor, consequentemente, a rentabilidade vai ser menor também. E vice-versa.  

Títulos híbridos

Nos títulos híbridos, a remuneração é baseada em uma taxa pré-fixada somada a algum índice (como a inflação, por exemplo, ou o CDI). 

Como investir no Tesouro Direto?

O investimento no Tesouro Direto também é acessível. É 100% digital e feito por intermediação de instituições bancárias ou corretoras de valores. 

Para isso, é preciso abrir uma conta em um local de confiança, avaliando as taxas e propostas, e se cadastrar na plataforma do Tesouro Direto. A plataforma já disponibiliza as opções de títulos para os investidores. 

O horário de funcionamento para comprar títulos do Tesouro Direto é comercial, sendo, todos os dias úteis das 9h30 às 18 horas, com os preços e taxas operados no momento da transação.

Agora, trouxemos algumas opções de títulos para que você entenda melhor como funciona.

Tesouro Prefixado (LTN)


Assim como explicado acima, o Tesouro Prefixado (LTN) tem as taxas de juros fixadas no momento da compra do título, e o pagamento dos juros será somente na data de vencimento. Por isso, esse é o investimento em que você sabe exatamente qual será o retorno na data do vencimento.

As datas de vencimento podem variar, sendo de curto, médio e longo prazo. Mesmo sendo prefixado, se a venda do título ocorrer antes do vencimento, o Tesouro Nacional irá pagar somente o valor de mercado (taxa vigente) do título.

Isso quer dizer que os rendimentos recebidos podem ser menores do que o acordado no início.

O Tesouro Prefixado tem incidência de Imposto de Renda. 

Tesouro Selic (LFT)

O Tesouro Selic, também conhecido como LTF, é um tipo de título pós-fixado do Tesouro Direto.

Para investir, é preciso fazer apenas uma aplicação, e o valor irá render conforme a variação da taxa básica de juros da economia, a Selic.

Entre as características principais desse título, podemos destacar a possibilidade de liquidez diária – movimentar o dinheiro quando necessário –  e a baixa volatilidade, em que o valor é corrigido diariamente pela variação da taxa vigente.

Por ter esses atributos, é considerado um bom título para o investidor iniciante ou que deseja um melhor rendimento para a sua reserva de emergência. 

Entretanto, o Tesouro Selic não possui a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que pode restituir em até R$250 mil por CPF caso o órgão emissor do título venha a falir. 

Mas, os profissionais do mercado avaliam esse risco como baixo por se tratar do governo, considerando como um risco soberano.

Por fim, é importante frisar que o Tesouro Selic possui incidência de Imposto de Renda. 

Tesouro IPCA (NTN-B Principal)

O Tesouro IPCA é um exemplo de título híbrido, pois sua característica principal é que a taxa está atrelada a uma taxa prefixado + o índice pós-fixado. 

Diferente do Tesouro Selic, esse título tem a rentabilidade que acompanha o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) – inflação do país, além do retorno prefixado definido ao adquirir o título. 

Por isso, nesse título, os retornos estarão acima da inflação. Caso a aplicação realizada seja resgatada antes do prazo contratado, o investidor pode obter ágio ou deságio, dependendo do valor a mercado do título. E caso o papel seja levado até o vencimento, o investidor receberá a rentabilidade da taxa contratada. 

O Tesouro IPCA (NTN-B Principal) também possui incidência de Imposto de Renda. 

Imposto de Renda


Como foi possível observar, os títulos do Tesouro Direto possuem incidência de Imposto de Renda. A tributação é feita por meio de tabela regressiva.

A primeira faixa de tributação é de 22,5% e é válida se o investimento tiver um período menor ou igual a 180 dias. De 181 a 360 dias, a alíquota é de 20%. Caso o investimento tenha entre 361 a 720 dias, a alíquota será de 17,5%.

Por fim, para investimentos acima de 720 dias, a alíquota é de 15%.

Para te auxiliar com a tributação, conte com a Contabilidade da Bolsa, uma empresa especializada em impostos para investidores. 

Como saber em qual título do Tesouro investir?


Nós mostramos aqui algumas opções de título do Tesouro Direto. E entre as possibilidades de prazo de vencimento, tipos de juros e outras tantas características, você pode ter se perguntado em qual tipo de título é melhor investir.

Bem, primeiramente você deve ter bem claro em mente o que está buscando. Qual o objetivo com o investimento? É ter uma reserva de emergência? Investir para a faculdade dos filhos? Para comprar um carro? Se faça perguntas!

Assim, será possível ir em busca do título que mais atende a sua necessidade. Por exemplo: se você deseja uma reserva de emergência, não faria sentido contratar um título com vencimento daqui 2 anos, certo? A melhor escolha seria, então, um título de liquidez diária. E por aí vai. 

Essa, então, seria a premissa básica. Mas, entendemos que para quem não está familiarizado com os termos, é mais difícil entender qual título se encaixa com o  objetivo. 

Por isso, é recomendado ter ao lado um assessor de investimentos, que irá te auxiliar durante todos os processos, entendendo o seu momento e participando das escolhas que sejam adequadas para você. 

Se você tem dúvidas, clique aqui e fale agora com um assessor Blue3. 

Bancos x Corretoras: qual a melhor opção para investir?

Chegou o momento de escolher onde colocar o seu dinheiro. 

Será que o banco, uma das instituições financeiras mais antigas e tradicionais do mundo, é a melhor opção?  Ou será que são os bancos digitais, a novidade do momento? 

Ou a escolha mais assertiva seria as corretoras de valores, instituições voltadas especificamente para os investimentos?

Saber qual é o local ideal para investir o seu dinheiro é fundamental na sua jornada pelo mercado financeiro.

Essas instituições, possuem particularidades diferentes dentro do mercado. Por isso, desenvolvemos este artigo exclusivo para explicar para você as particularidades de cada uma delas. 

Bancos tradicionais e digitais  

Vamos iniciar com os bancos. Todo mundo já teve, tem ou conhece alguém que possui conta em uma instituição bancária. Isso porque essa prática está enraizada na cultura do brasileiro desde muito tempo. 

Mas, não é porque é a modalidade mais antiga, que é a única e melhor opção. Tudo vai depender dos seus objetivos. 

Vamos falar, então, do banco comum e dos bancos digitais, que são mais recentes e têm se destacado bastante no mercado. 

Bancos tradicionais 

Os bancos tradicionais oferecem muitos serviços aos seus clientes, como: operações comuns (saque, depósito, transferência), empréstimos, financiamentos, seguros e alguns tipos de investimentos. 

Vale destacar, então, que os investimentos não são a prioridade desse tipo de instituição. 

Vamos elencar os pontos fortes dos bancos tradicionais e, outros, mais enfraquecidos que valem a pena repensar. 

O primeiro ponto forte é a segurança. Os “bancões”, como muitos chamam, possuem tradição e geralmente são instituições renomadas e seguras.

Outro ponto é a comodidade, pois não é necessário realizar transferências quando se decide investir diretamente pelo banco. 

Por outro lado, como citamos acima, os bancos oferecem mais de um serviço, não sendo os investimentos a sua prioridade. Por isso, as opções de produtos financeiros são restritas. Além de serem diferentes para clientes com mais ou menos potencial monetário. 

Assim, quando o assunto é rendimento, os produtos com maior índice de rentabilidade não estão disponíveis para todos os clientes nos bancos e, consequentemente,  a diversificação da carteira também é limitada. 

E as taxas? 

As taxas e tarifas envolvem o quanto aquela instituição irá cobrar pelo serviço. E, nesse caso, também é importante considerar que, geralmente, nos bancos tradicionais essas taxas são maiores.

Por fim, o último ponto, é o atendimento. Nos bancos, o atendimento pode ser considerado “generalizado” e menos personalizado e, às vezes, o suporte que um investidor – principalmente, o iniciante – precisa, pode deixar a desejar. 


Bancos digitais 

Os bancos digitais são jovens no mercado financeiro e já fizeram muitos clientes migrarem do banco tradicional para esse novo modelo. 

Os serviços oferecidos são semelhantes ao do banco tradicional, com transferências, opção de cartão de crédito e débito, linhas de crédito (mais acessíveis) , entre outros. Vale dizer também, que mesmo sendo digital, podem ter custos na abertura de conta que é preciso observar. 

Entretanto, os clientes possuem total liberdade para administrar o dinheiro. Por não ter um gerente ou nenhuma pessoa responsável pelo atendimento de cada um, esse tipo de banco te deixa livre para “ir e vir” como bem entender. 

Como são novos, é mais difícil afirmar que são tão seguros quanto os bancos tradicionais. Exatamente porque não têm o mesmo tempo de mercado do que os “bancões”. 

Porém, esses bancos também são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garantem o reembolso de até R$250.000 por CPF em caso de falência, por exemplo. 

O processo também é menos burocrático, porque todo o atendimento é feito virtualmente ou por telefone, não sendo preciso se direcionar até uma agência pessoalmente para tratar de assuntos relacionados a sua conta. E, nesse ponto, os bancos digitais são positivos, pois geralmente oferecem um atendimento muito satisfatório

Agora, falando em investimento, esses bancos também possuem restrição de opções de produtos financeiros em renda fixa. Porque, no caso dos bancos digitais, não há serviço de intermediação para investimentos em ações ou de renda variável. 

Mas, é possível encontrar produtos como CDBs, por exemplo, que oferecem uma rentabilidade mais alta do que as dos bancos tradicionais, como 100%, 105% ou até 112% do CDI.

Esses serviços contém variações de taxas e tributos. 

Corretora de Valores

Acima você pôde ver as opções de bancos e quais os pontos fortes e fracos de cada um. Neste tópico, vamos falar sobre a corretora de valores, especialista em produtos financeiros para investimento. 

As corretoras de valores, diferente das opções faladas anteriormente, oferecem serviços amplos na área dos investimentos, como: assessoria e consultoria de investimentos, gerenciamento de carteira de ativos, uma cartela variada de produtos financeiros, home broker, entre outros.

Muitas pessoas se sentem inseguras com as corretoras, porque associam segurança apenas aos bancos tradicionais. Mas, é preciso desmistificar essa questão. Pois no mercado existem diversas corretoras de confiança para quem deseja investir. 

As corretoras de valores são rigorosamente fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), justamente com o objetivo de proteger os interesses dos investidores e garantir a transparência das transações. 

Por isso, para saber se uma corretora é segura, você pode pesquisar na CVM, verificar se está autorizada pelo Banco Central e se ela possui todos os selos de certificação.

No entanto, é válido destacar que o dinheiro parado em conta, na maioria das corretoras, não é protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Somente se o dinheiro estiver investido em algum produto financeiro. 

Como os bancos digitais, as corretoras também oferecem muita liberdade aos seus clientes. Inclusive, é possível fazer a portabilidade de investimento entre as corretoras, ou seja, passar um investimento de uma para outra sem precisar finalizar e iniciar novamente o processo. 

E o mais interessante das corretoras é a diversidade dos produtos financeiros adequados, que possuem uma rentabilidade considerável e são mais acessíveis do que as outras opções, principalmente falando em renda variável, como no caso das ações.

Essa variedade é fundamental para que o investidor tenha uma carteira cada vez mais diversificada e saudável. Além disso, a maioria das corretoras do mercado não cobram taxa para abertura de conta e podem até isentar tarifas nas operações de alguns produtos. 

Leia também “A importância de diversificar sua carteira de investimentos”.

Por ser especialista em investimentos, as corretoras se destacam no atendimento personalizado, disponibilizando todo o suporte no acompanhamento do mercado e da carteira de investimentos de cada cliente.

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Então, qual é a melhor opção?

Neste momento, é possível que você tenha analisado os pontos levantados e até chegado a uma conclusão. Entretanto, é fundamental ressaltarmos no final deste artigo que, entre o melhor e o pior, existe o que funciona e faz sentido para você. Por isso, é preciso entender quais são os seus objetivos para fazer a sua escolha. 

O fato é que se a sua intenção é ter rentabilidade com os investimentos para a construção do seu patrimônio, as corretoras realmente se destacam e podem fazer a diferença nos seus resultados a médio, curto e longo prazo. 

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Títulos privados e títulos de crédito privados: confira as diferenças, prós e contras

ABC DO MERCADO


Um dos desafios do mercado financeiro, em prol da popularização da educação financeira, é descomplicar nomes, siglas e mecanismos por trás das modalidades de investimento. O próprio Governo Federal reconheceu esta necessidade, em 2015, quando alterou o nome dos títulos ofertados pelo Tesouro Nacional para facilitar a compreensão por parte dos investidores.

E é exatamente a aparente similaridade na nomenclatura que pauta este texto. Afinal, você sabe qual é a diferença entre os chamados títulos privados e os títulos de crédito privados?

Para começar é importante pontuar que estamos falando de duas diferentes classes de investimentos de renda fixa, que remuneram a partir de uma taxa pré-estabelecida de juros ou têm a sua rentabilidade atrelada a um índice (como inflação ou taxa Selic).

As similaridades, porém, encerram-se por aí. Confira!

Antes de mais nada: o que são “títulos”? 

No mercado financeiro, falamos “título” quando nos referimos a papéis que entidades emitem para arrecadar recursos. Os títulos podem ser emitidos por bancos, empresas ou entidades financeiras e securitizadoras, e diferem-se uns dos outros em aspectos como remuneração, tributação, prazos e níveis de risco.

Títulos privados

Títulos privados são ativos de renda fixa emitidos por bancos e instituições financeiras com prazo de vencimento definido e taxa de remuneração pré-fixada, pós-fixada ou híbrida (com parte da rentabilidade fixa e a outra parte acompanhando algum índice econômico).

Os mais usuais títulos privados encontrados no mercado nacional são os famosos CDB (Certificado de Depósito Bancário), a LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). 

Na prática, ao contratar uma destas modalidades, você está emprestando dinheiro ao banco ou instituição para que este financie outros tomadores de empréstimo, novos projetos, ou até mesmo seu próprio capital de giro.

Já em relação às LCIs e LCAs, os bancos ou instituições emissoras do respectivo papel destinarão o capital para empresas atuantes nos segmentos imobiliário ou do agronegócio.

No geral, os ativos de renda fixa como CDBs, LCIs e LCAs são considerados alguns dos investimentos de menor risco encontrados no mercado e contam com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

No caso dos CDBs, o fato de renderem mais que a poupança e possuírem boa liquidez os torna atrativos para uma boa parte dos investidores iniciantes e também aos que buscam alocar parte dos recursos em ativos de renda fixa como parte de uma estratégia de diversificação.

Um fator de ponderação neste caso é a incidência de Imposto de Renda sobre a aplicação, que começa em 22,5% dos ganhos em aplicações de até 180 dias e cai, gradualmente, para um mínimo de 15% para aplicações que ultrapassem os 720 dias.

Já no caso de LCIs e LCAs não há incidência de Imposto de Renda sobre os ganhos, porém, em ambos os casos, o valor mínimo de aplicação costuma ser maior que nos CDBs e a liquidez também precisa ser considerada, uma vez que há prazos de carência ou data de vencimento para retirada dos recursos aplicados.

Outras modalidades de títulos privados existentes no mercado são LF (Letra Financeira), RDB (Recibo de Depósito Bancário), LH (Letra Hipotecária) e LC (Letra de Câmbio), entre outros.

Escreva aqui embaixo nos comentários caso queira conhecer mais a fundo estes outros ativos, que a Blue3 irá preparar um conteúdo específico para cada um deles!

Títulos de crédito privados

Enquanto nos títulos privados o mecanismo prevê que o investidor empreste dinheiro para uma instituição financeira – que então o utilizará para o próprio operacional, ou o direcionará para outros tomadores de empréstimo – quando falamos dos títulos de crédito privados, falamos em “emprestar” para empresas ou instituições securitizadoras que estejam captando recursos para financiar novos projetos. 

Igualmente uma modalidade de renda fixa, os títulos de crédito privados tendem a possuir uma rentabilidade maior que outros ativos de renda fixa. Por outro lado, são considerados um pouco menos seguros que os títulos privados, por exemplo, por não contarem com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O funcionamento é basicamente o mesmo. O investidor aloca seus recursos em determinada companhia por um tempo pré-estabelecido e é remunerado por intermédio de taxa de juros.

Assim como nos títulos privados, são encontrados títulos pré ou pós-fixados e também híbridos. Alguns exemplos são as debêntures e os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). 

O valor mobiliário emitido por uma empresa, a debênture, torna o investidor um credor daquela companhia. A remuneração pode ser feita por intermédio dos juros estabelecidos ou mesmo participação nos lucros daquela empresa, a depender do acordado no ato de contratação do investimento.

O resgate costuma ocorrer pelo menos dois anos depois da aplicação, mas os prazos para retorno podem ser maiores em alguns casos. Existem duas variações de debêntures disponíveis no mercado: as comuns (tributadas pelo IR) e as incentivadas (isentas de IR por preverem investimentos em projetos de infraestrutura que beneficiem o país e os respectivos setores econômicos relacionados). 

Já os CRIs e CRAs costumam ser mais rentáveis que os seus “primos” da classe dos títulos privados (LCIs e LCAs). O motivo? Possuírem menor liquidez e maior risco de crédito. Muitas vezes, CRIs e CRAs são modalidades procuradas por investidores mais experientes, não apenas pelo risco de crédito, mas porque geralmente a aplicação mínima costuma exigir valores mais elevados e, em alguns casos, é necessário que o investidor seja considerado um investidor qualificado.

Tanto CRIs quanto CRAs são investimentos isentos de incidência de Imposto de Renda e também de IOF

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Sonha com o primeiro imóvel? Confira os melhores investimentos para acumular renda

O planejamento financeiro é importante em todas as fases da vida, principalmente quando se pensa em comprar o primeiro imóvel, um dos principais sonhos de conquista das pessoas. Justamente por se tratar de uma decisão de longo prazo, é essencial que se tenha muita atenção nesse momento. É aí que entra o papel dos investimentos, que podem ser os grandes responsáveis por fazer sua reserva crescer de forma mais rápida.

Para os profissionais da área, quando se trata de investimentos de longo prazo, a renda fixa pode ser uma ótima opção. Vale ficar de olho tanto nos títulos públicos do Tesouro Direto quanto em opções oferecidas por instituições privadas, como CDBs, LCIs, LCAs, CRIs e CRAs.

Para escolher o investimento que melhor atende ao seu perfil, antes de mais nada você precisa traçar seu objetivo, sempre pensando no preço do imóvel. Quanto poupar por mês? Pretende fazer aportes mensais? Quer ter mais ou menos riscos?

Confira as principais diferenças entre esses modelos de investimentos:

Tesouro IPCA+

Talvez seja o investimento mais acessível para quem investe para médio e longo prazo, como em casos de compra de imóveis. O Tesouro IPCA+ com ou sem juros semestrais (NTN-B e NTN-B Principal) é um tipo de título público que paga uma taxa prefixada mais a variação da inflação pelo IPCA.

Como são negociados via Tesouro Direto, o aporte inicial é de apenas R$ 30, respeitando o valor mínimo de 1% do valor de um título.

Nesse modelo, quanto maior o prazo, maior a oscilação. Assim, as vendas antecipadas podem dar ao investidor um retorno negativo, caso os preços estejam em baixa. Dessa forma, é importante também casar o prazo de vencimento do papel com o prazo de utilização dos recursos.

Na maioria dos casos, é o mais indicado quando se deseja poupar para a compra de imóvel.

LCI e LCA

LCA é a sigla para Letra de Crédito do Agronegócio. Já LCI significa Letra de Crédito Imobiliário. Esses títulos são emitidos por bancos e se diferem no foco do financiamento. O primeiro financia as atividades do setor de agronegócio. Já o segundo suporta atividades do setor imobiliário.

Em ambos, a taxa de rentabilidade e a data de vencimento são definidas no momento da compra. Ou seja, a diferença principal está na taxa de rendimento, prazo de aplicação, aporte inicial e o foco de investimento – no agronegócio ou no setor imobiliário.

A grande vantagem nesse tipo de investimento está na isenção de taxas e na rentabilidade um pouco acima do CDI.

Quando o objetivo é a compra de um imóvel, o ideal é escolher LCIs e LCAs de prazos mais longos, melhorando a rentabilidade.

Fundos de renda fixa

Os investimentos mais conservadores não são os ideais quando pensamos em compras de imóveis. A acumulação nessas aplicações financeiras é mais lenta, mas funciona.

Nesse modelo, os gestores dos fundos compram títulos de renda fixa, como CDBs (certificados de depósito bancário) e Títulos Públicos, em uma espécie de empréstimo, esperando receber esse dinheiro de volta, acrescido de juros.

Os fundos de renda fixa costumam empregar diversos ativos em sua composição – até mesmo ativos mais arriscados podem compor a carteira. Os ganhos são divididos entre todos os participantes proporcionalmente, a depender de quanto cada um aplicou no fundo.

CDBs indexados à inflação

O CDB IPCA ou Certificado de Depósito Bancário vinculado ao desempenho do Índice Nacional de Preços ao Consumidor é uma aplicação de renda fixa muito utilizada por quem deseja proteger o poder de compra da moeda.

Geralmente são emitidos por bancos médios e costumam ter uma remuneração bastante interessante. Oferecem uma taxa prefixada mais a variação da inflação, em geral pelo IPCA.

Quanto maior o prazo, maior tende a ser a rentabilidade. Mas como não costumam ter liquidez antes do vencimento, o ideal é casar o prazo do papel com o do objetivo.

E para que seus investimentos realmente tenham resultados, nada melhor que contar com o apoio dos profissionais da área.

Não perca tempo, fale com um assessor Blue3.

Café com investimentos – Qual é o melhor indicador para os investimentos agora?

IPCA e Selic são dois grandes balizadores dos investimentos no Brasil. O primeiro, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE, mede mensalmente o ganho ou a perda do poder de compra. Para entender o cálculo, confira este texto do nosso blog! 

Já a Selic, conhecida como “taxa básica de juros”, é um mecanismo de controle do governo para segurar a escalada dos preços. Ela sobe (ou desce) por decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reúne a cada 45 dias. 

Atualmente, a economia brasileira está pressionada pela inflação, o que motivou o BC a subir a Selic quatro vezes em sequência nos últimos seis meses. Após a reunião do dia 05 de agosto, a autoridade econômica fixou a taxa de juros em 5,25% ao ano, bastante acima dos 2% a.a. de janeiro, patamar mais baixo já alcançado pelo índice na história. Segundo os economistas pesquisados pelo Relatório Focus, também do Banco Central, em 27 de agosto, a expectativa é que ela chegue a 7,5% ao ano ainda em 2021.

O mercado financeiro conta com aplicações de renda fixa atreladas a esses dois indicadores, cujo desempenho também torna modalidades como a renda variável e fundos de investimento imobiliários mais, ou menos, atrativas.

Tomamos um café rápido com o Thiago Nemésio, estrategista-chefe da Blue3, para saber como os investidores podem pensar a carteira levando em consideração a atual conjuntura econômica.

Thiago, na conjuntura atual, o investidor deve olhar mais para o IPCA ou para a Selic?

A pergunta não deve ser inflação ou Selic, mas por que abrir mão de um dos dois? A escalada do IPCA mostra, mais do que nunca, como é importante diversificar a carteira, com um percentual importante atrelado à inflação, especialmente em CRIs, CRAs, debêntures e, claro, títulos públicos. Com isso ele consegue se manter protegido independentemente da alta inflacionária.

Já quem está na Selic, aproveita essa alta, já que ela tem que subir para controle da inflação. Portanto, no longo prazo, esses investidores vão se sair bem. Quando a inflação recuar no futuro, ele terá um juro real bom. Por isso, é bom ter os dois.

Essa é uma estratégia pensada para o logo prazo. Mas, o que é possível fazer para o curto prazo?

Para 2021, melhor apostar na inflação. Não deve ser possível neste ano entregar juros reais positivos em aplicações relacionadas à Selic, mesmo com esses aumentos consecutivos.

Existem outras opções que podem entrar no radar para proteger os investimentos da inflação?

Além dos produtos de renda fixa que citei, a bolsa de valores é uma classe de ativos que protege bem da inflação, assim como os fundos imobiliários. Além disso, outra opção é investir no exterior, com parte do patrimônio rentabilizando em dólar. O mais importante é sempre pensar em longo prazo, independentemente da conjuntura econômica momentânea.

Ainda ficou com dúvida sobre como seguir com seus investimentos? Fale com um assessor Blue3.

ABC do Mercado – Relatório Focus projeta inflação a 7,27% em 2021. Entenda como é calculado o IPCA

As projeções para a inflação em 2021 não estão otimistas. Segundo a pesquisa semanal realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras do Brasil e disponibilizada no relatório Focus da última segunda-feira (27/08), a expectativa é que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), considerado o índice oficial de inflação do país, termine este ano acumulado em 7,27%. 

Esse nível de inflação, caso se confirme, representaria o maior aumento anual de preços no Brasil desde 2015, quando o índice encerrou o ano com acumulado de 10,67%.

Mas o que isso significa?

A inflação é um dos grandes fantasmas da economia brasileira. Nos anos 1980, o país foi obrigado a conviver com um fenômeno chamado “hiperinflação”, em que o dinheiro perdia valor rapidamente (muitas vezes em questão de dias ou até horas). Naquele tempo, era comum as pessoas receberem o salário e — às vezes, literalmente — correrem para o supermercado para comprar o que fosse possível, uma vez que os preços eram constantemente remarcados diretamente nas prateleiras. Felizmente, esse tempo passou e hoje a economia brasileira desfruta de relativa estabilidade. Mas isso não quer dizer que nosso dinheiro tenha parado de se desvalorizar.

Para medir a perda do poder de compra do nosso dinheiro, o governo brasileiro utiliza a pesquisa mensal de preços do varejo e serviços, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em dez grandes cidades brasileiras. O cálculo é feito em cada região e, depois, somam-se os valores apurados para compor o índice nacional. Entre os dados utilizados pela entidade estão desde preços de alimentos básicos, como arroz, feijão, frutas e legumes nos supermercados, até custos com transporte, vestuário, educação, saúde e serviços, como concessão de energia elétrica e água encanada.

A partir das variações de preços é possível entender se, com o mesmo montante de dinheiro, a população conseguiu consumir mais ou menos. Se a balança pender para o lado negativo, o resultado é chamado de inflação. Por outro lado, se o dinheiro “ganhou valor”, diz-se que o cenário foi “deflacionário”.

Seu dinheiro poderá valer menos no final deste ano

Voltando à previsão do mercado financeiro, caso ela seja certeira, no final deste ano teremos menor capacidade de consumo que no começo. Com o IPCA a 7,27%, caso você tenha guardado R$ 100 embaixo do colchão em janeiro, em dezembro você continuará com a mesma cédula azul, mas agora ela terá o poder de compra equivalente de R$ 92,73 no início do ano. Ou seja: depois de doze meses, você precisará de sete reais a mais para comprar os mesmos itens no supermercado. Esse é o poder (negativo) da inflação.

Ninguém gosta de perder dinheiro, mas como se proteger da inflação?

Não é possível proteger-se totalmente da inflação. Afinal, todos os dias vamos à padaria, ao supermercado, compramos uma roupa, almoçamos fora… Enfim, existe sempre uma influência da inflação sobre o nosso dia a dia.

Porém, é possível proteger o futuro!
Como?
O melhor caminho é utilizar investimentos que tragam rentabilidade acima da inflação, para que o patrimônio cresça sem se desvalorizar.

Um dos melhores exemplos é o Tesouro Direto IPCA+. O título, emitido pelo tesouro nacional, é indexado à inflação oficial, isto é, tem seu rendimento atrelado a ela, além de uma pequena taxa de crescimento mensal. No caso da opção com vencimento para 2045, por exemplo, o investidor recebe juros equivalentes ao IPCA no período mais 4,63% ao ano.  

Diferentemente de quem deixou o dinheiro no colchão, ao final de 2021 um investidor que tivesse investido R$ 100 no Tesouro IPCA+ 2045 não terminaria o ano com R$ 92,73, mas com R$ 104,63.  Na prática, entre o que deixou de perder e o que rendeu, esse investidor “embolsou” R$ 11 em 12 meses.

Parece pouco, mas é sempre melhor ganhar do que perder!

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Guia completo sobre investimentos para iniciantes

Enfim, você decidiu dar o primeiro passo rumo à liberdade financeira e buscar outras alternativas além da poupança. Mas, como em qualquer início, imaginamos que você ainda esteja descobrindo e assimilando todas as informações do universo dos investimentos. 

Isso é comum. O mercado financeiro pode parecer confuso no começo, mas é um espaço rico em possibilidades para a construção do seu patrimônio. 

Mas, nunca é tarde e sempre é tempo de aprender. E foi por esse motivo, que preparamos um guia completo sobre investimentos para iniciantes. 

Como começar a investir? 

Antes de mais nada, você precisa se conhecer. O que queremos dizer com isso? Você precisa entender o quanto você está disposto a investir; com qual frequência; se você tem tolerância ao risco e a volatilidade do mercado; e por fim, quais são os seus objetivos a curto, médio e longo prazo. 

As respostas desse processo vão te mostrar qual é o seu perfil de investidor. E saber qual é o seu perfil é a premissa para todo o restante que virá a seguir. 

Os perfis principais do mercado  foram classificados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), e são: 

Perfil conservador 

O investidor conservador é adepto à segurança, priorizando aqueles produtos que oferecem menor risco e estabilidade na carteira de investimentos. Mesmo que, para isso, tenha uma rentabilidade um pouco menor. 

Por isso, tendem a optar pelos investimentos em renda fixa. E os produtos mais comuns neste sentido são os CDBs, Títulos Públicos e os Fundos de Renda Fixa. 

Perfil moderado 

Esse investidor se preocupa menos com os riscos do que o conservador. Entretanto, ainda tende a priorizar a segurança na hora de investir. 

O investidor moderado costuma aderir alguns produtos que oferecem uma rentabilidade maior a longo prazo, se arriscando mais. 

Produtos como CDBs, Previdência Privada, Fundos Multimercados, Fundos Imobiliários e Ações podem fazer parte da lista de interesses desses investidores. 

Perfil arrojado ou agressivo 

Esses investidores possuem mais tolerância aos riscos em busca de uma rentabilidade maior. Por isso, costumam ousar e investir, preferencialmente, em renda variável, como a compra de ações e derivativos. 

A Bolsa de Valores costuma ser o ambiente em que os investidores mais arrojados costumam participar com frequência. 

Se planejar para começar a investir 

Agora que você já viu quais são os perfis dos investidores, podemos avançar para o próximo ponto, que é o do planejamento financeiro. 

Investimento não é um passatempo e muito menos a promessa de enriquecer do dia para a noite, mas sim uma forma de organizar a sua vida financeira, para que o dinheiro que você poupa renda mais e que você construa um patrimônio para ter um futuro digno e confortável. 

É saber utilizar os seus recursos de hoje da melhor forma. Por isso, desde o princípio, você precisa definir qual é a quantia que vai dispor mensalmente, com responsabilidade, para os seus investimentos.

A responsabilidade é o ponto-chave no planejamento. Antes de aplicar todo o seu montante em operações visando o lucro, é importante ter em mente que a reserva de emergência precisa entrar como uma das prioridades nesse processo. 

Mas, por que? A vida é repleta de surpresas, boas e ruins, e basta estar em movimento para uma vez ou outra sermos surpreendidos com imprevistos. 

Por exemplo: 

Sabe quando você decide que neste mês vai reservar um dinheiro para viajar com a família? E justamente nesta mesma época o seu carro quebra, seu animal de estimação fica doente ou você precisa dar manutenção em algo da sua casa que está com problemas. 

É desta mesma forma que acontece com os investimentos. Vamos supor que você esteja investindo em algum produto que esteja apresentando bons resultados. Mas, um desses imprevistos acontecem. Você certamente irá precisar deslocar a sua rentabilidade para resolver essa questão. 

Por isso existe a reserva de emergência. Ela é essencial para todos os tipos de investidores e vai garantir que os seus investimentos continuem saudáveis mesmo nas adversidades.

Como montar uma reserva de emergência? 

Primeiro, é preciso entender quais são os seus gastos fixos. Porque os especialistas do mercado orientam que a reserva de emergência deve cobrir de seis a nove meses dos gastos fixos de uma pessoa. 

Além disso, a reserva de emergência não deixa de ser um investimento também. Por isso, alocar esse montante em uma aplicação que ofereça liquidez diária – que você pode retirar a qualquer momento – e rentabilidade, faz toda a diferença. 

Alguns exemplos de produtos com liquidez diária, são: o Tesouro Selic, CDBs, Fundos de Investimento de Renda Fixa. 


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Quais são os investimentos mais indicados para iniciantes?

Essa é uma pergunta bem comum feita por quem está começando. Por isso, para finalizar o artigo, vamos falar sobre 3 investimentos, que já citamos acima, e são interessantes para os iniciantes.

  1. CDB

O CDB é um Certificado de Depósito Bancário emitido pelos bancos. É um investimento conhecido e bem comum na renda fixa. Esse produto oferece menos risco, como a poupança, porém com mais rentabilidade. Isso porque os rendimentos começam a contar desde o dia da aplicação.

Existem três tipos: o prefixado, pós fixado e híbrido. Além disso, pode ser tanto de liquidez diária, quanto de resgate apenas no dia do vencimento.

Leia mais sobre o CDB aqui.

  1. Fundos de Investimento de Renda Fixa

Os fundos de investimento funcionam assim: o investidor se junta a um grupo que tem o interesse de investir nos mesmos ativos, assim, cada investidor adquire uma cota e recebe a participação nos resultados.

Eles são administrados por gestoras responsáveis. Os fundos de renda fixa possuem 80% dos seus investimentos em títulos, como o nome já sugere, de renda fixa e os outros 20% em derivativos. 

Por isso, é um fundo considerado de menor risco também. 

Para saber mais sobre fundos, leia o artigo “Tipos de fundo de investimentos”.

  1. Tesouro Direto 

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional criado pelo governo com o objetivo de gerenciar as dívidas públicas. 

Então, são títulos públicos em que o investidor empresta dinheiro para o governo em troca de rentabilidade. O Tesouro Direto se encaixa em um dos investimentos mais seguros do mercado atualmente. 

Esses títulos podem ser prefixados, pós-fixados e híbridos. 

Saiba também “Como investir em Renda Fixa de forma inteligente”.

Dica bônus: essa é uma dica que pode evitar muitos tropeços no início dessa jornada. Cada investidor tem objetivos particulares.

Por isso, os movimentos de “manada” em que muitos investidores acabam tomando a mesma decisão por influência de outras pessoas, podem ser prejudiciais e levar muitos ao erro. É essencial alinhar a análise fundamentalista do mercado feita por profissionais com os objetivos de cada um.

E, claro, você não precisa estar sozinho ou sozinha na hora de investir. Conte com a ajuda de quem entende e é especialista de mercado. 

Se você tem dúvidas sobre as suas opções para investir, clique aqui e converse com um assessor Blue3.

Como pensar em estratégias de investimento a longo prazo?

Você já deve ter ouvido em palestras, lives, artigos ou em falas de especialistas do mercado sobre a importância de cultivar um pensamento voltado para o longo prazo na hora de fazer seus investimentos. 

Esse pensamento é fundamental para que os planos futuros possam ser concretizados com mais tranquilidade e conforto. Por isso, esse conselho é tão válido, não só para ativos em renda fixa, mas para os de renda variável também. 

Dispor um dinheiro para daqui 20, 30, 40 anos, vai muito além da tarefa de se planejar financeiramente. Exige um esforço mental para evitar que o desânimo apareça no meio do caminho e ponha tudo a perder.

Quando o desânimo aparecer, lembre-se de grandes investidores, como Warren Buffet, que construiu seu patrimônio no longo prazo e fez história no mundo dos investimentos.

“Planeje o investimento como um casamento católico: para a vida toda.” (Warren Buffett)

Qual o primeiro passo para uma estratégia a longo prazo?


Na Expert XP 2021 – o maior evento sobre investimentos do mundo – realizado pela XP Investimentos, o sócio da Blue3 e especialista em alocação, Eliseu Hernandez, conversou sobre o assunto com Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos e embaixador do evento. 

Os profissionais levantaram pontos importantes sobre o tema, que valem a pena serem falados neste artigo. 

Segundo o estrategista, Fernando Ferreira, o primeiro passo para montar uma estratégia a longo prazo seria pensar na diversificação da carteira de investimentos. “Esse é o único almoço grátis que o mercado nos dá”, enfatizou. 

Do ponto de vista da carteira de investimentos líquida, dividir os “ovos” em mais de uma “cesta” faz mais sentido para proteger o que já foi construído e mirar no futuro da carteira. 

O segundo passo seria pensar na qualidade dos ativos e no quanto eles são descorrelacionados uns dos outros. Fernando deu o exemplo das criptomoedas que, por mais que tenham uma alta volatilidade, não são correlacionadas a outros ativos que possuem influência do governo, por exemplo. 

“Por isso, ter uma pequena parte no seu portfólio nesse ativo, pode ajudar a diminuir o risco da carteira no final do dia”, complementa. 

Um investidor pode ter uma carteira com diferentes ativos brasileiros, mas se não há diversificação regional, isso pode ser um problema também. Porque, de acordo com o estrategista-chefe da XP, “se der um problema no Brasil, como estamos vendo agora, a carteira inteira vai mal ao mesmo tempo”. 

A alocação estrutural da carteira precisa, então, levar em consideração os pilares que envolvem a diversificação e a descorrelação dos ativos, que citamos acima, permitindo que um ativo compense o outro. Essa estrutura é fundamental para evitar que o investidor balance em momentos de instabilidade do mercado. 

Como o cenário econômico atual impacta na montagem da carteira?

Em uma passagem do evento, Fernando Ferreira respondeu se realmente faz sentido olhar o cenário econômico atual para montar a carteira de investimentos. E a resposta foi “depende”. 

Pensando em um processo de montagem de carteira a longo prazo, olhar o cenário atual pode não ser o principal ponto de partida. Exatamente porque, ao fazer a alocação dos ativos, é essencial montar uma carteira que irá proteger o investidor em diferentes cenários e momentos. 

Entretanto, saber avaliar o cenário econômico contribui no momento de definir a distribuição de cada ativo. Por exemplo: “ a maior parte vai ficar para a Bolsa?”, “o dólar deve ocupar quantos % da carteira?”, entre outros questionamentos. 

Por isso, o estrategista afirma que, “o cenário é sim muito relevante na alocação mais tática e na hora de fazer mudanças e trocas. Mas, é importante sempre respeitar o perfil do investidor e a tolerância ao risco”. 

O especialista em alocação, Eliseu Hernandez, também fez o seu alerta: “querendo ou não, nem todo mundo vai acertar, mesmo usando as táticas”. Principalmente porque o cenário pode indicar uma mudança e, mesmo assim, “o movimento pode ser feito tarde demais”, complementa Fernando. 

Os profissionais falaram, ainda, sobre a falta de racionalidade dos investidores no momento das tomadas de decisões, onde muitos ainda continuam agindo pela emoção. 

E, nesses momentos, ter um assessor de investimentos ao lado pode fazer a diferença para chegar ao melhor consenso sobre essas porcentagens “ideais” para cada classe de ativo.


Sobre o tempo ideal para a correção de rota, o consenso indica que o que vai influenciar é o perfil de cada investidor. Existe o perfil que pede uma mudança mais rápida, e outro que leva mais tempo para fazer uma movimentação. Mas, cada passo deve ser seguido com inteligência e estratégia. 

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E o cenário da inflação? 

Por fim, os palestrantes falaram sobre o cenário atual da inflação, que tem crescido muito no Brasil e o impacto nos investimentos. 

E, o estrategista-chefe da XP, trouxe uma reflexão: “muitos investidores pensam que se proteger da inflação significa comprar títulos e fundos atrelados à inflação. E não está errado. Mas, é preciso avaliar melhor os ativos que têm uma parte deles prefixado + um spread”. 

No caso, Fernando falou dos títulos de renda fixa do Tesouro Direto que são híbridos. Isso porque, ao comprar o título, pode ser que “haja um estresse no mercado” e esse spread aumente, fazendo com que o título adquirido anteriormente tenha uma marcação a mercado menor. 

O estrategista citou o caso para enfatizar que esses títulos continuam sendo uma boa opção para proteger a carteira, mas que não são os únicos. Fernando aproveitou, então, para apresentar os fundos imobiliários, ações específicas da Bolsa de Valores e ativos dolarizados como bons hedges (proteção) para a inflação.  

Como ser um investidor a longo prazo no Brasil?

A mensagem final de Fernando Ferreira no encontro na Expert XP, trouxe alguns conselhos para os investidores brasileiros. 

“No Brasil, sempre temos emoção. Os cenários nunca são tão bonitos quanto aparentam, e nem tão ruins.”, destacou o estrategista. A recomendação principal é manter a calma e a frieza na hora de atuar, pensando sempre no longo prazo. 

Ele indica que o investidor converse com o assessor para montar uma carteira “bem amarradinha” e com as alocações certas. Fernando afirma que isso é primordial para que o investidor possa ficar tranquilo e otimizar tempo para aproveitar o que “realmente importa na vida”. 

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Renda fixa ou renda variável? Entenda o que fazer

Começar a investir, para muitos, é como entrar em um novo mundo. São tantas novidades, termos e conceitos para entender e colocar em prática que ficar confuso ou confusa no princípio é bem comum. 

Então, depois de tomar a decisão de iniciar com os investimentos, é preciso entender sobre o perfil de investidor e sobre qual o tipo e categoria de investimento você vai optar por se encaixar melhor aos seus objetivos. 

Os investimentos são divididos em Renda Fixa e Renda Variável. No meio delas, ficam as opções mais diversificadas, que oferecem um pouco de cada um. 

E como escolher a melhor para você? Neste artigo, você vai entender cada uma das opções. 

Investimentos de Renda Fixa 

Nesta categoria ficam concentrados os investimentos considerados como de menor risco. Eles podem ser títulos públicos e privados ou fundos de investimento.

Os títulos são emitidos pelo governo, instituições financeiras ou empresas, que têm o objetivo de financiar seus projetos, sanar dívidas ou realizar aquisições a fim de crescimento. 

Então, os investidores compram esses títulos em busca de valorização de seu capital por meio dos juros. Por isso, na renda fixa, desde que levado até o vencimento o investidor receberá a rentabilidade contratada na data de aplicação.. 

Alguns dos investimentos citados acima podem, inclusive, serem considerados tão seguros quanto a poupança, que é a forma de investimento mais popular do Brasil. A grande diferença é que, enquanto o rendimento da poupança é o menor disparado entre todos, e ainda é preciso esperar por 30 dias para ter a rentabilidade sobre o capital investido, os outros investimentos dentro da renda fixa são mais rentáveis e em muitos casos começam a render desde o primeiro dia da aplicação.

E, geralmente, existem três formatos de remuneração. Os prefixados, que são os que têm a sua rentabilidade conhecida no momento da aplicação, portanto o investidor sabe quanto aquele investimento retornará de lucros no vencimento.

O pós-fixado, que tem a sua remuneração atrelada a um indexador que pode variar ao longo do tempo, até o vencimento da aplicação. Portanto sua remuneração vai depender das variações do indexador. 

E o híbrido, em que sua remuneração é baseada em uma taxa pré fixada somada a algum índice (como a inflação, por exemplo, ou o CDI). 

Ainda, esses investimentos podem ser de liquidez diária, ou seja, com a possibilidade de resgate desde o início da aplicação sem sofrer penalização por isso, ou com carência, quando é necessário aguardar um período mínimo para poder realizar resgates.

É importante frisar que muitos investimentos dessa classe são assegurados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF e por conglomerado financeiro. 

Mesmo sendo considerados menos arriscados para o investidor, há uma consideração sobre o risco desses investimentos. Você já ouviu falar em ágio e deságio? Isso pode acontecer com todos os investimentos de Renda Fixa, exceto a poupança.

Porque mesmo que você compre por uma taxa prefixada, já sabendo quais serão os rendimentos que vai ter no prazo final, se for preciso vender antes dessa data, a negociação será feita em cima dos juros atuais do mercado.


E, como sabemos, há uma volatilidade alta na curva de juros e podem haver oscilações no valor do título, mesmo sendo de renda fixa, pois será negociado antes do vencimento. 

Então, você pode ter um ágio, que representa a venda por uma taxa menor do que a contratada (gerando lucro); ou um deságio, que seria a venda por uma taxa maior do que a contratada (gerando prejuízo).

Por isso, é essencial se atentar aos prazos e condições de cada título antes de investir.  

Os principais investimentos da renda fixa são:

  • CDBs
  • Títulos Públicos Federais
  • Letras de Câmbio
  • LCIs e LCAs
  • Fundos Renda Fixa
  • Debêntures 
  • CRA e CRI
  • Letra Financeira



Imposto de Renda na renda fixa

O imposto de renda nos títulos de renda fixa ocorre via tabela regressiva. Isso quer dizer que quanto maior o período em que você deixa seu dinheiro investido, menor será a alíquota incidente. E a tributação incide somente sobre o lucro da operação.


Por fim, vale relembrar que algumas modalidades de investimentos não apresentam incidência de IR para a pessoa física, como é o caso das debêntures incentivadas, CRIs e CRAs.

A primeira faixa de tributação é de 22,5% e é válida se o investimento tiver um período menor que 180 dias. De 181 a 360 dias, a alíquota é de 20%. Caso o investimento tenha entre 361 a 720 dias, a alíquota será de 17,5%. Por fim, para investimentos acima de 720 dias, a alíquota é de 15%.

Para ajuda com o Imposto de Renda, conte com a Contabilidade da Bolsa

Investimentos de Renda Variável

Os investimentos em renda variável possuem um maior risco em comparação a renda fixa, mas com rentabilidade mais alta. Entretanto, no momento da aplicação, não é possível prever qual será o retorno do investimento.

Portanto, a rentabilidade pode ser alta, mas também pode ser menor do que o esperado e até gerar possíveis perdas a curto prazo, principalmente porque o mercado é instável e os ativos do mercado de capitais são muito voláteis.

Isso quer dizer que não existe uma regra específica que irá garantir os ganhos, tampouco receita milagrosa para o sucesso em renda variável. 

Todos esses ativos são negociados na Bolsa de Valores, que é o ambiente exclusivo  para esses tipos de negociação. Para ter acesso a Bolsa, é utilizada a plataforma de home broker, operada pelas corretoras de valores credenciadas. 

Inclusive, a prática é rigorosamente fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é a responsável por regulamentar e disciplinar esse mercado de valores mobiliários, aplicando punições caso haja o descumprimento das regras.

Nesse mercado, os 3 principais investimentos são: 

Ações

As ações, são os ativos mais populares desse mercado. Elas representam uma parcela do capital de uma empresa, ou seja, o investidor se torna sócio (mesmo que minoritário), participando dos lucros e prejuízos daquela organização. 

As ações podem ser disponibilizadas no mercado primário por empresas – e até mesmo governo – com o objetivo de obter dinheiro em caixa para ser utilizado em seus projetos ou sanar dívidas, por exemplo. 

Esse tipo de investimento apresenta uma maior liquidez, e é possível sair da sociedade e migrar para outro negócio mais atraente a qualquer momento. 

Como lucrar com ações? É possível obter lucro com ações na distribuição de dividendos, que é até 25% dos ganhos obtidos pela empresa. Ou na negociação dos papéis no momento da venda. Ex: comprar a ação por um valor menor e vender por um valor maior. 

Mercado de câmbio

Nesse mercado são feitas as negociações baseadas nas oscilações das moedas dos países, como o real, o dólar e o euro. Então, o investimento é feito na diferença cambial entre uma moeda e outra. 

O investimento nesse mercado pode ser por meio de fundos cambiais, contratos futuros, ETFs ou a moeda em espécie mesmo. Normalmente, os especialistas do mercado indicam o mercado de câmbio para proteger a carteira de investimentos da economia local.

Contratos futuros 

Esses ativos são contratos padronizados, negociados em mercado futuro, possuindo uma validade pré-definida e preços ajustados diariamente conforme as expectativas de mercado para tal vencimento, possibilitando a montagem de posições compradas ou vendidas conforme a finalidade da estratégia.

Os ativos negociados são diversos, entre eles estão: café, soja, milho, boi gordo e índices como Ibovespa e S&P 500. 

Nesse mercado existem ajustes diários, ou seja, as variações de preço no intraday podem demandar mais ou menos recurso financeiro do investidor conforme a variação do preço de um dia para o outro, podendo ser oscilações positivas ou negativas.

Por isso, o ajuste diário é um sistema que faz o controle das perdas e dos ganhos ajustando o valor diariamente, funcionando como uma forma de proteção, evitando prejuízos excessivamente altos e risco de inadimplência por parte de algum participante.

Leia também “Tudo o que você precisa saber sobre a Bolsa de Valores”.

E agora, escolher a renda fixa ou renda variável?

Como foi possível observar durante o artigo, as duas categorias oferecem ativos e riscos diferentes um do outro. No caso dos investimentos, é difícil elencar as modalidades como melhores ou piores, porque antes de chegar a uma conclusão para o momento, existem muitos fatores por trás. 

“O que faz sentido para mim?”

Você já se fez essa pergunta? É nela que está o ponto de partida. É preciso entender o que se busca com os investimentos, qual é o seu objetivo e o que quer colher no futuro. 

A partir daí, você traça o seu perfil de investidor, e o resultado automaticamente vai direcionar para qual lado seguir. Entretanto, os profissionais do mercado financeiro, são unanimidade na hora de  aconselhar que a diversificação é muito saudável para o investidor.

A diversificação é a prática de fracionar o montante investido e alocar em diferentes tipos de investimento, tanto de renda fixa, quanto de variável. Essa prática diminui os riscos porque equilibra os ativos em porções diferentes, fazendo com que o dinheiro tenha uma performance mais eficiente.

E é claro que o que vai definir a quantidade da % alocada em cada ativo serão os seus objetivos e o seu perfil, acompanhado de um estudo aprofundado sobre o mercado e o cenário econômico.

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Investimentos a curto prazo: onde o dinheiro rende mais?

Falamos constantemente sobre a importância do longo prazo para a construção do patrimônio e para a saúde dos investimentos. 

Entretanto, existem também oportunidades de investimento a curto prazo, que podem ser usadas para atender às suas necessidades mais imediatas dentro do seu portfólio. 

E você sabe quais são eles? Para quem são indicados? Como usá-los de forma inteligente?

É exatamente isso que vamos abordar neste artigo. Confira! 

O que são investimentos de curto prazo?

Sabe aquele dinheiro que você pensa em investir para obter mais rendimentos, mas que gostaria que fosse a curto prazo, como uma reserva de emergência, podendo retirar quando necessário? É bem por aí. Os investimentos de curto prazo são ágeis e possuem mais liquidez. 

Normalmente, são considerados de curto prazo aqueles investimentos com duração de até 12 meses. Podem ser de renda fixa, mas também são comuns nas aplicações de renda variável. 

No caso da renda variável, os profissionais do mercado indicam uma dose moderada, para aproveitar oportunidades e diversificar a carteira. Mas, é importante ter ciência de que não é garantia de lucro, podendo ter perdas. 

Então, os investimentos de curto prazo podem servir para todos os tipos de investidores. O que vai depender é o objetivo de cada um. 

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Investimentos de curto prazo na renda fixa 


Na renda fixa, os investimentos possuem maior previsibilidade. Logo, o investidor já sabe o que esperar dos rendimentos, mesmo que para ter mais segurança seja preciso optar por retornos menores. 

E, geralmente, esses investimentos são:  pós fixados, atrelados a taxas de juros como a Selic (taxa básica de juros) e o CDI (Certificado de Depósito Interbancário); pré fixados: com uma taxa de retorno já definida e conhecida pelo investidor no momento da aplicação; ou indexados à inflação: que garantem um retorno real e protegem o investidor da alta de preços. 

Existem títulos, por exemplo, com liquidez diária. Isso quer dizer que o investidor pode retirar o dinheiro a qualquer momento, sem nenhum problema. Além disso, a aplicação rende desde o primeiro dia, não sendo necessário esperar 30 dias como na poupança.

As aplicações mais populares, nesse sentido, são: 

CDBs (Certificado de Depósito Bancário)

São títulos emitidos pelos bancos, assegurados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF e por conglomerado financeiro. 

Existem vários títulos dessa categoria, e sua rentabilidade vai depender da instituição financeira que está oferecendo. Além disso, alguns CDBs oferecem a opção de resgate imediato. 

Tesouro Selic

Um título do Tesouro Nacional, conhecido como LTF, é emitido pelo governo e possui uma classificação alta de segurança. O seu rendimento é diário, acompanhando a taxa Selic vigente. Esse título também oferece opção de resgate imediato.

LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)

São um tipo de investimento em que as instituições emissoras, como os bancos, lançam o papel para conceder empréstimos relacionados ao setor imobiliário (LCI) ou financiar o agronegócio (LCA).

São isentos de Imposto de Renda, mas, diferente dos exemplos anteriores, esses títulos têm  liquidez com período um pouco maior, variando entre 3 e 24 meses. 

Fundos DI

É um fundo de investimentos que está atrelado à taxa CDI e considera as aplicações que contenha, pelo menos, 80% em ativos que sejam vinculados a esse indexador. São administrados por gestoras responsáveis e também possuem liquidez. 

Leia também o artigo “Como investir em renda fixa de forma inteligente”

Investimentos de curto prazo na renda variável 


Você deve se perguntar, é possível investir na Bolsa de Valores e lucrar em um período de curto prazo? 

A resposta para essa pergunta não é tão simples quanto muitos gostariam que fosse e envolve diversas questões. 

Muito se fala sobre as oscilações e a volatilidade do mercado, bem como crises passageiras que podem impactar pontualmente algumas ações. E esses são um dos principais pontos a serem considerados. 

Por isso, citamos acima, que os investimentos de curto prazo na Bolsa devem ser estrategicamente analisados e feitos em situações de oportunidade que o mercado pode apresentar. 

Todos os outros investimentos feitos nesse sentido, fora do contexto de oportunidade e sem um conhecimento aprofundado do mercado, podem ser frustrantes e não valerem tanto a pena. 

Por exemplo, tenho certeza que você, em meio a buscas e pesquisas sobre investimentos, já ouviu falar com muito ânimo e empolgação sobre Day Trade ou Swing Trade. Mas, você sabe realmente o que significam?

Day Trade

O Day Trade pode ser o “queridinho” para alguns, como também uma opção a ser evitada para outros. Nessa modalidade da renda variável, o investidor compra e vende os ativos na Bolsa de Valores no mesmo dia, em um intervalo de minutos ou horas, por exemplo. 

Para isso, é preciso habilidade e muito conhecimento, para saber qual é a melhor hora de vender os ativos no dia visando o lucro da operação e se arriscando na alavancagem – movimentação de volumes mais altos do que os que possui em conta. Muitos investidores utilizam a análise técnica e a tendência dos gráficos para guiar suas decisões. (análise de fluxo – “tape reading”)

Mesmo assim, as estratégias ainda dividem as opiniões do mercado e geram controvérsias. Entretanto, é fundamental destacar que esse tipo de investimento é classificado como de alto risco, sendo indicado para investidores com mais experiência de mercado e tolerância a perdas e riscos.  

Swing Trade

O Swing Trade é uma operação bem parecida com o Day Trade, utilizando as mesmas técnicas de análise, mas que acontece em um período um pouco maior, como de 3 dias há algumas semanas, podendo até levar alguns meses. 

Nessa modalidade, o investidor também aproveita as pequenas variações e tendências do mercado para venda e compra de ativos em caráter de oportunidade. Ele também é considerado um investimento de risco, mais comum entre investidores de perfil agressivo. 

Qual investimento de curto prazo rende mais?

Bom, falamos de renda fixa e renda variável. Por todo histórico, já é possível imaginar que os investimentos em renda fixa possuem rendimentos menores, justamente por oferecerem mais segurança ao investidor. 

E, por outro lado, os investimentos de renda variável podem oferecer bons ganhos. Porém, sem garantia de rentabilidade. As opções citadas acima são as principais e mais comuns entre as duas classes.

Por isso, cabe ao investidor, com o auxílio de profissionais, entender qual tipo condiz com o seu perfil, seus objetivos e sua tolerância ao risco. Pois existe um conselho muito pertinente nessas circunstâncias: não é porque é bom para o outro, que vai ser bom para você. 

Em caso de dúvidas, saiba que você pode clicar aqui e fale com um assessor Blue3.