A importância de diversificar sua carteira de investimentos

Já ouviu aquela frase “Não coloque todos os ovos na mesma cesta”? Mas você sabe qual é o verdadeiro sentido dessa frase quando falamos de investimentos?

Simples! Se você colocar todos os ovos na mesma cesta, e ela cair, fatalmente todos os ovos irão se quebrar. O mesmo ocorre com os investimentos

Por que diversificar?

Por exemplo, se você comprar apenas ações de empresas que dependem de exportação, e ocorrer alguma crise mundial que afete a exportação de produtos brasileiros, provavelmente você vai ter grandes perdas na sua carteira de investimentos.

Qual é a solução? Divida os “ovos” em várias cestas. Se uma delas cair, ainda teremos “ovos” em outras cestas. E é assim que devemos agir nos investimentos. Ao diversificar sua carteira de investimentos em diversas classes de ativos: renda fixa, ações, fundos imobiliários, câmbio, juros, ouro, etc.

A combinação desses diferentes ativos irá reduzir a fragilidade da sua carteira, oferecendo proteção para momentos de tensão econômica em nível local ou internacional.

Um termo bastante utilizado nos investimentos é a volatilidade. Sendo bem simples e prático, volatilidade representa o grau de oscilação que a rentabilidade da sua carteira pode ter ao longo do tempo.

Óbvio que o objetivo de todos os investidores é buscar o máximo de rentabilidade com segurança. Mas é impossível ter um desempenho acima da média nos investimentos, sem ter o mínimo de exposição a risco.

Quando diversificamos a carteira em diversas classes de ativos, estamos buscando atingir esse objetivo: aumentar a rentabilidade, com volatilidade controlada.

Diversificação para diferentes perfis

O perfil do investidor vai determinar o grau de volatilidade que teremos na carteira.

Investidores de perfil conservador são avessos a riscos. Portanto, devem buscar produtos com baixa volatilidade e menor risco. Geralmente tem a taxa Selic como referência de rentabilidade. 

Se você tem acompanhado as notícias, sabe que a SELIC está em 2% ao ano. Isso significa 0,17% ao mês. A caderneta de poupança atualmente rende 70% do CDI. Isso significa . Ou 0,12% ao mês.

No outro extremo, temos o investidor do perfil agressivo. Este, aceita investir em produtos que tem alta volatilidade. Isso implica ter investimentos na carteira que podem ter rentabilidades negativas em determinados períodos. 

Esses investidores aceitam esse tipo de situação, em troca de rentabilidades bem superiores à Selic no médio e longo prazo.

Independente do seu perfil, a recomendação é que você tenha a sua carteira diversificada

Se você tem perfil conservador, vamos alocar mais em renda fixa e reservar uma parte pequena para produtos de classe mais moderada. 

Se o seu perfil é mais arrojado, vamos alocar mais em renda variável, entretanto, deixando sempre uma parte na renda fixa, com objetivo de trazer um pouco de segurança para a carteira.

A diversificação de investimentos é uma técnica de diluição de risco, que visa a maximização de ganhos. Ela consiste em alocar recursos em diferentes aplicações financeiras, de modo que o desempenho negativo de uma não signifique perdas na carteira como um todo.

Se você “deixar todos os ovos na mesma cesta”, pode acabar tendo grandes perdas.

Se você é conservador e quer mais rentabilidade, considere aumentar sua alocação em produtos de mais exposição a risco (ações e fundos multimercados), e não se sinta desconfortável ou incomodado com perdas em determinados momentos. Isso significa um deslocamento do perfil conservador rumo a um perfil mais agressivo.

Se você é agressivo e quer mais estabilidade, considere aumentar sua alocação em produtos de renda fixa e não espere rentabilidades muito acima da Selic. Isso significa um deslocamento do perfil agressivo rumo a um perfil mais conservador.

A seguir temos uma sugestão de alocação de recursos, conforme o perfil de investidor.


RF = Renda Fixa

Por fim, independente do seu perfil de investimentos, seja disciplinado. Siga sua estratégia. Mudar a cada solavanco da carteira significa perder as referências e perder oportunidades.

Diversificação e longo prazo são palavras-chave para o sucesso dos seus investimentos.

Diversifique sua carteira, fale com um assessor BlueTrade!

A hora é agora: por que investir em renda variável.

Em tempos de um cenário um econômico instável, é preciso repensar a forma com a qual você lida com os seus investimentos.  Se você ainda tem receio em investir em ativos de renda variável, infelizmente pode estar perdendo dinheiro.

Existem diversas formas de diversificar a sua carteira e aumentar a rentabilidade, mesmo com risco um pouco maior. 

E por que esse é o melhor momento para realocar a sua carteira?

A perspectiva de juros baixos por mais tempo – com a taxa Selic em 2,0% pelo menos até o segundo semestre de 2021, segundo os principais analistas da área, deve continuar impulsionando a Bolsa brasileira.

Isso por que houve um aumento do fluxo de investidores buscando por uma maior rentabilidade, migrados da Renda Fixa e da Poupança.

Para você ter uma ideia, o número de investidores pessoas físicas na Bolsa chegou a uma marca histórica de 3 milhões de indivíduos, o que revela uma mudança de atitude do brasileiro frente aos investimentos.

Então, não dá mais para fechar os olhos diante dessa oportunidade

Quero saber mais! 

Tipos de investimentos em Renda Variável

Seja você um investidor moderado ou agressivo, o objetivo é sempre o mesmo: ao investir de forma diversificada, é possível evitar a de perda de dinheiro no caso da desvalorização de algum ativo.

Assim, mesmo que você prefira investir em renda fixa, é possível encontrar opções de renda variável mais adequadas para o seu perfil de investidor, caso você tome a decisão de assumir um pouco mais de risco para uma maior rentabilidade. 

Exemplificamos abaixo algumas opções para ativos de renda fixa para diversificar a sua carteira, com informações da XP Investimentos: 

Opções

Opções são contratos onde o investidor tem o direito de comprar ou vender um lote de ações por um preço fixado em um determinado momento.

Pode-se traçar o paralelo de um seguro de carro: quando contratado, você garante o direito de vender o carro por um preço fixado. Mesmo se ele passar por um acidente que o desvalorize.

Ou seja, no mercado de opções são negociados o direito de compra e venda das ações, com preços e prazo pré-fixados. Mas não a obrigação, apenas o direito de compra e venda.

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Contratos Futuros

O contrato futuro é um investimento onde ocorre um acordo de compra e venda em uma data no futuro, por isso o nome. Ou seja, a cotação deriva de outro ativo.

É possível lucrar tanto com a valorização do ativo quanto na queda, a depender se você comprou ou vendeu o ativo.

E tanto o vendedor quanto o comprador se comprometem com a negociação. Seja de ativos financeiros ou de bens tangíveis (como gado e milho, por exemplo).

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Câmbio

O mercado de câmbio envolve as negociações referente à troca de moedas de diferentes nações. Por exemplo, se você acredita que o valor do dólar em relação ao real vai subir nos próximos meses, pode investir em comprar dólares hoje para vender por um preço maior no futuro.

Ou seja, você investe na diferença cambial entre duas moedas.

Como não é possível saber a cotação das moedas, principalmente em um cenário futuro, portanto, o risco é alto.

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Derivativos

Derivativos é um tipo de investimento que deriva a maior parte de seu valor de um outro ativo, taxa de referência ou índice. Por exemplo, o valor pode derivar de ações, do ouro ou da taxa de juros.

Esse outro ativo subjacente pode ser tanto físico, como ouro, café, milho, soja; quanto financeiro, como ações, taxa de juros, inflação, etc. E ele pode ser negociado à vista ou no mercado futuro.

Geralmente, são negociados em um padrão: o contrato é previamente especificado em relação a quantidade, qualidade, prazo de liquidação e outros fatores sobre a negociação.

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ETFs (Exchange-traded fund)

Considerado a principal porta de entrada para a bolsa de valores, a ETF (Exchange Traded Fund) é uma forma eficiente de investir em ações, que se destaca pela diversificação e baixo custo. 

Na prática, são fundos que representam índices e são negociados em bolsa de valores. Permitem acessar mercados amplos, sem a necessidade (e o custo) de comprar cada ativo individualmente.

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Conte com a ajuda da BlueTrade para Investir em Renda Variável (H2)

Agora que você já conhece algumas das inúmeras opções para investir em renda variável, e sabe por que esse é um momento ideal para diversificar a sua carteira – tendo em vista a queda dos rendimentos em renda fixa por conta da baixa taxa de juros:

Chegou a hora de dar o próximo passo

Mas se você ainda não entendeu muito bem como tudo isso funciona ou se sente inseguro, a BlueTrade conta com uma das melhores mesas de renda variável no Brasil para te ajudar nessa caminhada. 

Contamos com especialistas focados em desenvolver estratégias inteligentes para que seu dinheiro renda mais, confira algumas delas:

  • Carteiras recomendadas, embasadas por grandes analistas do mercado, como Eleven e DV Invest;
  • Alocações internacionais, ações de empresas que mais crescem no exterior;
  • Produtos alinhados com o seu perfil, com um contato próximo aos brokers que avaliam o seu perfil de investidor. 

Assim, você receberá todo o suporte necessário para realocar a sua carteira nas melhores oportunidades de renda variável, claro, respeitando os seus objetivos e perfil de investidor. 

Então não espere mais de fale com um de nossos assessores o quanto antes!

Fale com um assessor agora!

ESTRATÉGIAS QUANTITATIVAS E A SUA REVOLUÇÃO NO MERCADO FINANCEIRO

A Expert 2020 recebeu nesta última sexta feira, 17/07, Leda Braga.

Leda é brasileira, nascida no Rio de Janeiro, formada em engenharia. Hoje, conhecida como a rainha dos fundos quantitativos, é a CEO da Systematica Investiment, uma gestora especializada em fundos quantitativos, criada em 2015.

Os fundos quantitativos utilizam algoritmos e métodos estatísticos para tomar decisões.

Diferença entre fundos quantitativos e discricionários

Leda iniciou a sua entrevista explicando aos telespectadores a diferença entre os fundos quantitativos e os discricionários.

“No lado Quant – quantitativo – tende a ter mais posições em aberto”, explicou Leda.

Ela diz que o Ser Humano pode manter entre 6 a 8 tipos de investimentos em sua mente, e a máquina pode manter quantos você quiser.

Desta forma, os fundos discricionários tendem a ter um número menor de posições em carteira.

Nesta diferença técnica, podemos dizer que o fundo quantitativo é mais robusto, a prova de problemas. “O trend-following tende a ter uma boa performance quando o mercado entra em crise” acrescentou Leda.

Por fim, a diferença principal fica por conta do “nível de diversificação de cada um”.

Controle sobre a volatilidade

Os Trends Followers são fundos populares, que possuem a facilidade de mitigar um problema, eles operam na hipótese de prever o mercado na curva de preço.

Ou seja, lendo a tendência, se ela é de alta ou de baixa, ele a toma como um indicador, pra compra e venda. Compram o ativo que está subindo e vendem o que está caindo.

Na imagem abaixo, temos um exemplo de como o algoritmo age. Toda vez que as linhas, vermelha e cinza, se tocam uma tendência é definida e então o algoritmo compra ou vende determinado ativo:

Machine Learning

“A maior parte das decisões que nós tomamos na vida, é guiada pelo emocional. E a disciplina do Machine Learning está mudando a indústria de investimentos, pois ela processa apenas os dados para tomar uma decisão.” explicou Leda.

Embora a máquina consiga tomar essas decisões, sem o lado emocional para atrapalhar, ela acredita que é necessário um ser humano para dar uma direção manual, aos algoritmos.

“Uma vez que você tem uma tese de investimento, o algoritmo te ajuda a identificar as tendências, mas ele ainda precisa ter um guia humano.” finalizou Leda.

Conclusão

Por fim, Leda foi abordada em relação aos analistas fundamentalistas. “Eles tem um papel muito importante a cumprir, não só com a visão do total, mas também sugerindo ao pesquisador quantitativo em que direção a próxima estratégia pode seguir.”

Desta forma, Leda encerrou sua participação na Expert2020 com muita humildade e conhecimento compartilhado.

A Pandemia e o Mercado Segurador

No último sábado, 04/07, foi realizada a live “A Pandemia e o Mercado Segurador” com a presença de Helder Molina, CEO do Grupo Mongeral Aegon, e intermediação de Rafael Rezende, sócio e superintendente da BlueTrade.

Para ele, o segredo do sucesso de uma empresa é que ela tenha um propósito. E a Mongeral Aegon faz a mesma coisa desde sua formação: ajudar as pessoas a cuidar e proteger seu futuro.

Estamos sempre sujeitos a uma morte prematura ou invalidez em nossas vidas. É preciso mantermos nossa sobrevivência.

Segundo Helder, a companhia sempre passou por crises e problemas mundiais. Nisso, ele trouxe 3 passos que sempre executou em sua vida durante todas elas: não assistir televisão, não ler jornal e trabalhar mais.

Ele reforça que, graças ao pânico que a mídia traz todos os dias, a necessidade de compra de seguro no mundo tem aumentado ainda mais. No momento da pandemia, o lucro da companhia foi 50% maior do que era estimado, mostrando que estão batendo recordes.

Ele reforça também a necessidade da educação financeira desde o berço, comparando a cultura de pensamento de uma mulher gravida nos EUA com uma mulher gravida no Brasil.

No exterior, a família planeja a necessidade de poupar antes mesmo do nascimento do filho. A educação financeira é imprescindível nas escolas.

Na opinião de Helder, a pandemia chegou por uma razão: o mundo estava doente e ela fez com que as pessoas abrissem a mente.

Para ele, e necessária uma iniciativa mundial e global, numa união das empresas privadas para possível criação de renda mínima e uma saude universal, sem dependência do governo.

Ele finaliza trazendo a questão da longevidade. É importante todos nos vivermos com responsabilidade social, e para isso é necessário equilibrarmos nossa saude e nossos recursos.

Veja a live completa no link abaixo e tire suas dúvidas.

Sala de espera (0:00)
Início (12:31)
Papel da tecnologia para atravessar a crise (16:23)
Economia brasileira (21:31)
Reabertura dos mercados (25:13)
Jogo de cintura (33:20)
Reflexos digitalização no mercado de seguros (34:04)
Importância de falar sobre proteção (39:08)
Como reduzir o abismo da educação financeira no Brasil (41:03)
Desburocratização do planejamento patrimonial (47:26)
Inovação no mercado segurador (48:33)
Democratização do acesso à saúde (52:50)
Ajudar a população a ser mais saudável (56:42)
Filantropia e responsabilidade social (58:35)
Considerações finais (1:00:53)


Follow On: o que é e como funciona a oferta de novas ações na Bolsa

Toda grande empresa sonha em um dia poder realizar o seu IPO, em outras palavras, abrir capital na bolsa de valores pela primeira vez.

Ou seja, o termo IPO é utilizado no mercado financeiro para anunciar que uma empresa fechada está abrindo capital ao público.

A Oferta Pública Inicial (IPO), precisa seguir algumas regras que o mercado impõe, e se a empresa se enquadrar nessas regras, ela consegue realizar o processo.

Uma vez realizado o IPO, essa empresa pode vir a realizar um follow on posteriormente.

E é exatamente sobre esse assunto que nós iremos abordar neste artigo.

 O QUE É O FOLLOW ON?

O follow on, nada mais é do que uma emissão subsequente de ações de uma determinada empresa, que já realizou seu IPO, no mercado.

Em outras palavras, essa mesma empresa volta para a bolsa de valores e emite novas ações para que acionistas e não acionistas tenham oportunidade de comprar essas novas ações.

Portanto, não se confunda entre IPO e follow on. Um deles acontece no início da abertura de capital (IPO), e o outro pode acontecer inúmeras vezes após seu IPO (follow on).

QUAIS SÃO OS TIPOS DE FOLLOW ON?

O follow on pode ocorrer em dois tipos, através da oferta primária ou secundária.

Na oferta primária, quem emite as novas ações é a própria empresa.

Desta forma, ela aumenta o seu capital social e a sua base acionária, e os recursos adquiridos através desta nova emissão é encaminhado diretamente para o caixa da empresa.

Já na oferta secundária, os próprios acionistas decidem colocar suas ações a venda. E com isso, o capital adquirido, não altera em nada no caixa da empresa.

Ou seja, o dinheiro é encaminhado diretamente aos acionistas que venderam suas ações.

POR QUE UMA EMPRESA REALIZA UM FOLLOW ON?

Se você fosse o dono de uma empresa, e estivesse precisando de mais dinheiro em caixa, e a emissão de novas ações fosse te beneficiar em relação a isso, porque não faria?

É exatamente essa a linha de raciocínio utilizada quando uma empresa decide realizar o follow on. Captar novos recursos.

Além disso, um outro benefício seria o aumento de liquidez do ativo dentro do mercado.

Pois desta forma, o volume de ações negociadas durante os pregões é maior do que o volume anterior, enquanto ainda não existiam esses novos ativos.

Por fim, o comprador, durante o follow on, pode ainda vender essas mesmas ações. Encerrando uma operação de compra e venda.

COMO A EMPRESA PODE REALIZAR O FOLLOW ON?

A empresa pode realizar o follow on de duas maneiras, contendo as ofertas primárias e secundárias, pela oferta pública e a restrita.

Na oferta pública, as ações são destinadas a investidores de forma geral.

Contudo, na oferta restrita, as ações são ofertadas a investidores qualificados (Pessoas físicas e jurídicas com carteira própria acima de R$1 milhão e Fundos de investimentos)

CONCLUSÃO

Portanto, se você é um investidor arrojado que possui ações em carteira, mas não consegue acompanhar com muita frequência o mercado financeiro, procure por um assessor de investimentos.

Desta maneira, ele irá poder te auxiliar com possíveis follow on’s e outras ocorrências do mercado.

Saiba que, os assessores de investimentos da Bluetrade estão sempre atentos ao mercado financeiro, e possuem uma mesa de renda variável à disposição para essas e outras ocorrências.

Taxa Selic em 2,25%

Nesta última quarta-feira, 17 de junho, o COPOM – Comitê de Política Monetária – anunciou uma nova queda de 75 bps na taxa básica de juros do país, a SELIC. Com isso, o que antes era 3% a.a hoje está em 2,25% a.a.

No intuito de fomentar ainda mais a economia, praticando a queda dos juros, foi realizado esse corte de 0,75% e com isso, alguns investimentos da renda fixa, que possuem relação com a SELIC, irão sofrer alguns ajustes.

Vale lembrar que com a Selic mais baixa aqui, o diferencial de juros entre os títulos brasileiros e os de países desenvolvidos como os EUA, considerados mais seguros, diminui.

Como resultado, é comum que haja uma saída de capitais para esses países com melhores notas de crédito. Consequentemente, o preço do dólar frente ao real se valoriza.

Talvez seja a hora de diversificar e apostar em mais risco.

Em um ambiente com juros altos ficava muito fácil para os investidores deixarem dinheiro guardado na renda fixa. Há 4 anos, tínhamos uma SELIC no patamar de 14,25% ao ano, e isso implicava em um rendimento maior do que 1% ao mês.

Ou seja, em 4 anos, tivemos uma queda de exatos 12% na SELIC.

Com isso, você precisa assumir que é necessário diversificar os seus investimentos, ou se não, você vai ficar pra trás!

No caso da Poupança, como fica?

A nova regra da poupança diz que ela rende 70% da taxa Selic enquanto, a mesma, estiver abaixo de 8,5% ao ano. Como a Selic hoje está em 2,25%, ou seja, menor do que 8,5%, a poupança está rendendo 1,575% ao ano.

Isso significa uma rentabilidade de aproximadamente 0,13% ao mês.

Vamos fazer uma simulação pra ficar claro, o que realmente está acontecendo com a, talvez sua, poupança. Digamos que você vai aplicar hoje R$ 1.000.000,00 na poupança, o que você irá encontrar em 1 ano?

Você não precisa ser um expert em matemática pra identificar um número negativo, basta encontrar o sinal “-“ que será o suficiente para entender o contexto.

E é exatamente o que está acontecendo com a rentabilidade real da poupança a partir de hoje! Ao investir seu 1 milhão, passado 1 ano, você encontrará menos do que deixou investido.

Imagine você, ter trabalhado durante toda sua vida com muito esforço e dedicação, sempre tendo em mente uma aposentadoria tranquila, com a família, podendo pagar os estudos dos filhos, viver sem passar necessidades, investir o seu dinheiro e quando fosse retirar, tivesse uma quantia menor do que a que você colocou.

Por isso, reafirmo, é o momento de confessarmos que a Poupança não é mais um tipo de investimento.

Você pode contar com a liquidez e segurança que ela possui, porém, a rentabilidade que ela produz, hoje, é falsa.

Então, onde colocar o meu dinheiro da poupança?

Hoje, quem conta com o auxílio de um assessor de investimentos da BlueTrade está sem preocupações com relação a isso. O cliente possui uma carteira muito bem diversificada, e um atendimento de alta qualidade no mercado financeiro.

Entretanto, a pessoa que não possui esse auxílio terá que estudar e procurar por alternativas na renda fixa ou renda variável.

As opções são muitas, porém, você precisa saber como analisar uma boa empresa, a duração de um título, e entender como o mercado financeiro caminha.

Conclusão

Por fim, o fato é, a época de 1% ao mês de rentabilidade acabou! Você precisa sair do conforto para não perder mais dinheiro.

Entre em contato com a BlueTrade, e saiba mais sobre como investir com o auxílio de um assessor de investimentos.

Saiba mais sobre o mundo dos investimentos:








Muitas vezes por impulso consumimos mais do que deveríamos

Existem várias regras sobre como ter uma vida financeira estável e outras tantas de como investir o patrimônio financeiro. Nesta coluna já discorri sobre várias delas, pois são de extrema importância.

Entretanto nem sempre conseguimos segui-las. Nem sempre acompanhamos nosso orçamento contabilizando todas as entradas e saídas. E muitas vezes por impulso consumimos mais do que deveríamos ou na tentativa de ganhar dinheiro rápido, tomamos riscos muito maiores e acabamos no prejuízo.

Culpar a si mesmo e chamar-se de idiota não vai adiantar. Enfrentar o problema de frente é muito mais produtivo.

Perdoe-se  

No livro “Idiotices Que Pessoas Inteligentes Fazem Com O Próprio Dinheiro” JILL SCHLESINGER enfatiza a importância de perdoar-se. Todos cometemos erros nos relacionamentos, carreiras e com dinheiro. Isso significa que não precisa de xingamentos pessoais, o que é tanto injusto quanto improdutivo.

Chamar-nos de idiota, por exemplo, é uma desculpa. Sabemos que isso não é verdade. Esse tipo de atitude geralmente interrompe o processo de reflexão rapidamente e de reação ao erro.

Não ignore problemas  

É bastante comum postergar lidar com os problemas. Mesmo porque às vezes temos vergonha do erro cometido que nos leva a mentir inclusive para o cônjuge. E quem quer lidar com algo que nos faz sentir estúpidos?

Mas esses problemas tendem a se agravar. Por exemplo, alguns pagamentos de contas perdidos podem gerar multas, juros dívidas, cobranças, crédito danificado e assim por diante.

Muito dinheiro perdido em um investimento errado pode comprometer um plano familiar futuro que, se ignorado, pode virar um problema ainda maior. 

Reflita sobre o erro  

Parece um clichê (pois é mesmo), mas de fato refletir o erro pode evitar cometê-lo novamente.

Quando não aprendemos com nossos erros, infligimos estresse desnecessário a nós mesmos e aos outros, e corremos o risco de perder a confiança das pessoas e a confiança em nós.

Um amigo ou cônjuge sem julgamento é inestimável ao gerenciar erros financeiros. Se você puder ter essa pessoa em sua vida, isso proporciona muito alívio psicológico e uma experiência positiva.

E, extremamente importante, a reflexão revela que o erro não foi catastrófico, apenas mais um.

Que nos leva ao último ponto:

Não fique preso  

Se você é como eu, então você tem a tendência de ficar preso na autocrítica paralisante. Isso não é nada legal.

Existem várias maneiras que psicólogos recomendam para lidar com isso. Abordar esses assuntos foge da minha área de especialidade e do tópico do texto.

Entretanto, desenvolver um relacionamento saudável com dinheiro e com nós mesmos é um processo contínuo, duradouro e de longo prazo.

No caso do dinheiro, é só permanecer nas regras amplamente divulgadas.

Saiba como investir seu dinheiro:








E o ouro, como fica?

Quando a economia entra em crise, como a atual que estamos vivendo, os investidores tendem a fugir do risco e buscam um porto seguro para colocar parte dos seus investimentos. E sempre que o ouro parece que está subindo, há uma corrida para comprar, esperando que ele continue a subir. No entanto, antes de decidir comprar ouro imediatamente, é uma boa ideia dar um passo atrás. O ouro é um ativo como qualquer outro – pode subir ou cair devido ao momento de mercado. Embora o ouro tenha uma longa história como dinheiro, isso não significa que é a melhor escolha para seu portfólio. Dito isto, existem algumas boas razões para incluir ouro em seu portfólio, mas nem tanto.

Por que as pessoas gostam tanto de ouro?  

Parte da explicação vem de sua história. Em muitos casos, isso tem a ver com a idéia de que o ouro é, bem, ouro. É valioso há milhares de anos. Ao contrário de muito do nosso dinheiro hoje, que acessamos via cartão ou fazendo transferências, é possível tocar em ouro.

É fácil olhar para o ouro e ver o valor tangível. Porém, lembre-se de que o preço do ouro sobe e desce como outros ativos. Os movimentos de preços nem sempre são baseados em algum tipo de valor intrínseco. A percepção de como os mercados estão indo, a força das moedas (principalmente o dólar americano) e outros fatores influenciam o valor do ouro. 

Proteção contra a Inflação 

Uma das maiores razões para incluir ouro em seu portfólio é proteger-se contra a inflação. Como veículo de armazenamento de valor, o ouro conseguiu se sair muito bem ao longo do tempo. A inflação pode corroer o poder de compra da moeda (já falamos sobre isso aqui), mas o ouro pode ajudá-lo a se proteger contra essa perda de valor. Por isso, mesmo quando o ouro não está subindo rapidamente, ainda é considerado uma maneira bastante decente de não perder a inflação. 

Diversidade de ativos em seu portfólio  

Se você não acha que renda fixa e ações oferecem diversidade suficiente, adicionar um pouco de ouro pode ajudá-lo a se sentir mais confortável. O ouro geralmente se move oposto ao mercado de ações. Portanto, se o mercado de ações cair, o ouro geralmente subirá (ênfase no geralmente). Se você deseja adicionar algum equilíbrio ao seu portfólio, o ouro pode ser uma maneira de fazê-lo, diversificando seus ativos de maneira a protegê-lo parcialmente de um evento no mercado. 

Quanto de ouro você deve ter em seus investimentos? 

Seu portfólio deve ser estruturado de forma a ajudá-lo a alcançar seus objetivos de longo prazo. O ouro pode ter um lugar. No entanto, muitos especialistas alertam que você deve ter cuidado com a quantidade de ouro a incluir em seu portfólio. Uma regra prática é limitar o ouro a não mais que 2,5% a 5% do seu portfólio. Dependendo da sua situação e da sua tolerância ao risco, você pode se sentir mais confortável com uma parcela maior ou menor de ouro em seu portfólio de investimentos. 

Ouro não gera riqueza 

Diferente de investir em uma ação em que a empresa produz, gera receita e te paga lucros, ouro é apenas ouro. Warren Buffett há muito tempo defende que investir em ouro é “estúpido”. Ele disse em 2009: “A única coisa que posso dizer é que o ouro não fará nada entre agora e depois, exceto olhar para você. Considerando que, a Coca-Cola estará ganhando dinheiro, e acho que a Wells Fargo estará ganhando muito dinheiro – é muito melhor ter um ganso que continua botando ovos do que um ganso que fica sentado…”

Portanto, tenha apenas uma pequena parte do seu portfólio de investimentos em ouro em prol da diversificação. No final, o ouro pode ser uma boa adição ao seu portfólio – desde que você saiba porquê o incluiu e por qual motivo isso ajuda a alcançar seus objetivos financeiros a longo prazo.

*Eliseu Hernandez D’Oliveira é assessor de investimento da Blue Trade, formado em economia pelo Instituto Insper e mestre em economia pela Universidade de Brasília

Você Precisa de Logística!

• Beto Zampini é o vice-presidente do Grupo Imediato, empresa de logística com vários segmentos, hoje possui 3.000 funcionários e mais de 1.000 veículos de transporte em operações.

• Segundo Beto, alguns grupos sem restrição (agronegócio, farmácia, supermercados, e-commerce) acabaram beneficiando grande parte do setor logístico, muito pelo contrário, estes grupos obtiveram forte crescimento no período.

• Ilan Nigri é sócio e especialista na Vinci Partners, está na empresa desde a fundação, sendo a Vinci uma gestora com forte estratégia em fundos imobiliários de vários setores (shoppings, logística, fundo de fundos), com mais de 36bi sob gestão.

• Segundo Ilan, em março houve alvoroço por parte dos locatários com possível toque de recolher anunciado, mas os galpões continuam funcionando normalmente. O fundo se defendeu muito bem durante a crise e continua recebendo oportunidades de demanda.

• Ilan mencionou uma matéria que informa as maiores vendas desse período em e-commerce, que foram instrumentos musicais e brinquedos. O e-commerce teve forte aceleração, empresas que pensavam em implementar o setor agora foram obrigados a ter.

• Segundo Beto, o consumidor de forma isolada passa a adquirir mais produtos atráves da internet, e toda a estrutura logística deve ser bem organizada. Hoje temos pequenos centros de distribuição mais espalhados para atender o consumidor de forma mais rápida, e até o próprio consumidor pode ir até o local buscar o produto.

• Beto reforça que a crise ofereceu oportunidades, ele cita a Ambev como exemplo, que se adaptou também as plataformas digitais. O consumo de bares e restaurantes foi totalmente migrado para internet. O nível de exigência do serviço é importante, mas para ele o e-commerce já está consolidado nesta nova realidade.

• Segundo Ilan, o setor logístico na crise têm sido muito resiliente, pois houve uma transformação de qualidade de serviços que veio pra ficar. Na visão do consumidor, “se eu não puder voltar ao supermercado, será ótimo”.

• Beto reforça que estamos numa recessão e temos que acompanhar como isso será conduzido dentro do governo, mas as empresas privadas conseguem se adaptar. Empresas que já vinham com dificuldades, este é o momento que ela sai do mercado, dando espaço a novas empresas que se adaptaram mais rápido.

• Segundo Beto, a infraestrutura brasileira acaba atrapalhando o processo de logística. Num país onde não há um transporte público de qualidade, acumula-se onibus e carros nas ruas, inviabilizando a logística. Segundo ele, as empresas de transporte de carga sofreram 46% de queda no faturamento.

• Beto prioriza no Grupo Imediato a garantia de emprego e saúde do time, eles se relacionaram com clientes, fizeram reuniões diárias alimentando informações, e em meio a tudo isso, fizeram várias ações para priorizar os empregos e a saúde dos funcionários. E principalmente ações de prevenção contra o coronavírus aos colaboradores.

• Ilan voltou para dezembro do ano passado, onde todas as cotas de todos os fundos imobiliários valorizaram e se ajustaram, até chegar março. Na época, eles perceberam uma irracionalidade nestes preços de cotas. Mesmo com a crise, segundo Ilan, é importante que os investidores sempre se informem quanto ao ativos que ele aloca. E os assessores de investimento têm ajudado muito neste quesito.

• Os fundos imobiliários de setor logístico são os que tiveram menor volatilidade, alguns com as cotas se recuperando. Mas os investidores precisam ter consciência de que cotas de fundos imobiliários podem sim, ter queda na cota. Mas foi comprovado a resiliência do índice IFIX (Índice de Fundos Imobilários) dentro da crise, onde há uma diversificação de setores e empresas e as ofertas serem mais controladas.

A experiência de Luis Stuhlberger e Luiz Parreiras, da Verde Asset, para lidar com as crises

• Sobre o coronavírus, existem diversos testes e inovações em tratamento, ainda não há uma “bala de prata” que resolverá de forma definitiva;

• Nos EUA, há um horizonte para a saída da quarentena após as fases divulgadas por Trump, além do FED injetar US$ 1.7 tri de liquidez na economia.

• A reação política nos governos estão sem precedentes, o estímulo monetário está sendo algo nunca antes visto.

• Segundo Stuhlberger, as empresas americanas foram as que melhor performaram após as crises de 2008. E no início dos anos 2000, Brasil e emergentes performaram melhor com o boom das commodities.

• Ele também afirma que parte significativa do problema será endereçada pelo governo americano, e que na crise atual não há “culpados”, o vírus é um “acidente” da natureza.

• Ele ressalta que a crise do coronavírus vai tirar praticamente toda a economia da reforma da previdência conquistada, tanto em perda de receita, quanto em aumento de gastos.

• Pequenas empresas americanas receberão empréstimos que não precisam ser pagos – se a empresa não demitir ou cortar salários. Nos EUA há 31mm de empresas pequenas, responsáveis por metade dos empregos do país.

• A divida gerada por conta deste estresse de mercado pode ficar impagável ao longo do tempo, mas não por causa do coronavírus – que haverá uma solução e podem até ter outras doenças no futuro – mas por conta do sistema previdênciário, pois com o passar do tempo, o número de aposentados vai se acumular ainda mais de uma maneira global.

• Para Stuhlberger, se levar em conta o que aconteceu no Brasil nos últimos anos com as reformas feitas e juros/inflação baixa, o otimismo era certo. Mas a crise leva o governo a ter desafios fiscais e aumentar a incerteza do futuro do Brasil (se vai voltar a crescer ou não). O que pode ser afirmado é que o desafio aumentou.

• Segundo Stuhlberger, “ficar velho é uma merda. Mas a vantagem são as experiências durante a crise e desenvolver talento nas tomadas de decisões conforme o tempo”.

• Benchimol deixa como mensagem final que os brasileiros sempre esperam atitudes do governo, mas nós também temos que fazer nossa parte em ajudar o próximo.