EXPERT XP | Tony Blair: O mundo e seu futuro

Segundo Tony Blair, a politica mundial sabe sempre o que fazer. O mais difícil é colocar em pratica.

É preciso eliminar a corrupção, ter estado de direito, regras previsíveis, setor publico eficiente e não superinflado, e acima de tudo educar o povo adequadamente, alem da certeza de que as oportunidades sejam igualmente acessíveis.

Os desafios atuais não são ideológicos, mas os problemas reais são práticos, que pedem soluções praticas.

Ele reforça que, sobre o Covid-19, tudo o que esteve presente antes da crise estará também após a crise, de forma maior e acelerada, ainda por vir problemas econômicos globais.

Ainda existem países com dilema entre enfrentar o lockdown – causando danos econômicos – ou aguardar testes rápidos e precisos sem travar a economia.

Segundo Blair, a China será uma potencia, não importa o que acontece. A tecnologia chinesa será algo incomparável nos próximos anos.

Hoje eles possuem uma posição agressiva de liderança, fazendo com que os países desenvolvidos mantenham uma posição mais estratégica ao invés de reagir a tudo o que a China vem fazendo.

O jeito é aceitar o fato de que o regime chinês será mais duro e rígido. Nisso tudo, passaremos por um período turbulento e é necessário saber navegar nesse ambiente.

Ele também reforça que sempre foi contra o Brexit, com receio de que o Reino Unido saia sem um acordo, pelo menos, na contenção do coronavírus.

A vacina será o caminho mais indicado para a recuperação. E finaliza que deseja o melhor para o Brasil, que está num momento difícil, mas vai recuperar com o tempo.

Webinar – Cripto (muito além da) Moeda

Hoje foi realizada o webinar “Cripto: Muito Além da Moeda” com a presença de Stefano Sergole, sócio e diretor de distribuição da Hashdex, e intermediação de João Cury, sócio e líder de operações na BlueTrade e Eliseu Hernandez da área de produtos e alocação na BlueTrade.

A Hashdex é uma fintech fundada por ele e mais um sócio em 2018, que permite o investimento nos principais criptoativos do mercado. Mas no início, o próprio Stefano tinha certo preconceito por criptomoedas.

Porém o seu preconceito virou curiosidade quando o Bitcoin saiu de US$ 800,00 para US$ 20.000,00 em várias bolsas internacionais. Sem dúvida era um mercado marcado por exageros, mas que deveria ser explorado.

Segundo ele, o criptoativo surgiu na necessidade de se criar uma moeda sem uma autoridade central (como o dólar por exemplo, onde cada nota é devidamente registrada com seu próprio código).

Porém, era importante que a moeda digital também fosse um registro imutável e único.

Ele reforça a importância de blockchains (que regula os criptoativos) mais personalizados, permitindo mais segurança nas negociações e uma maior evolução em sua regulação que, segundo ele, ainda estamos num período gestacional e sem total aderência da moeda por parte dos investidores.

Segundo Stefano, as forças contrárias ao Bitcoin ainda são poderosas, como a chave privada por exemplo, onde em sua perda o investidor perde o acesso e até a custódia de seus ativos digitais.

Mas segundo ele, a regulação está evoluindo após o surgimento da sua gestora.

Atualmente a XP Investimentos distribui o fundo Hashdex Criptoativos Explorer FIC FIM, que tem por objetivo investir até 40% de seu patrimônio em cotas de fundos offshore que replicam o índice de criptoativos HDAI (Hashdex Digital Assets Index) negociado na Nasdaq.

Veja o webinar completo no link abaixo e tire suas dúvidas.







Entenda o mecanismo de leilões da bolsa

O conhecimento sobre o funcionamento dos leilões da bolsa pode ser um dos conhecimentos que muitos investidores já se esbarraram e sentiram a necessidade se capacitarem para melhorar suas operações.

É importante saber a diferença dos termos leilão e pregão. O pregão é o período oficial de negociações de ações das quais acontecem as ordens, as transferências de ativos e recursos. Já o leilão, é um mecanismo da B3 usado durante os pregões para, de maneira geral, equilibrar os preços.

Existem três tipos de leilão que podem acontecer durante o pregão. O leilão de abertura do pregão, o leilão que encerra as atividades do dia e o leilão que ocorre durante o dia de negociação, isto é, durante um pregão normal.

Leilão de Abertura

O leilão de abertura é o período do qual o sistema da bolsa somente acata as ordens de venda e compra dos ativos no começo do dia. Não há execução de negócios e nem fluxo de recursos. Este período corresponde aos 15 minutos antecedentes a abertura do mercado de ações. 

Lembrando que a abertura de mercado e o leilão de abertura podem sofrer alterações durante o ano por causa dos horários de verão brasileiros e americanos. A bolsa brasileira sempre acompanha o mercado norte americano.

Como dito anteriormente, não há negociação efetiva de ativos neste período, mesmo que uma oferta de compra se case com outra de venda. Esse processo é importantíssimo para definir o preço inicial das ações para o começo de negócios.

As ordens colocadas neste período de 15 minutos antes da abertura do mercado não podem ser canceladas. O leilão de abertura, portanto, é essencial para determinar um equilíbrio na formação do preço naquele dia.

Este preço é de extrema importância no mercado de ações, pois é ele quem inicia as negociações, comparando com os preços passados e futuros do mesmo dia. Além disso, os preços dos ativos podem ser influenciados por outros mercados já abertos no mundo ou acontecimentos do próprio país. Qualquer investidor e ativo pode participar do leilão de abertura.

Leilão de Ações

Os leilões de ações podem acontecer a qualquer momento durante o pregão. Eles são mecanismos da bolsa que respeitam certas regras:

  • Valorização ou desvalorização a partir de 10% no preço de uma ação em relação ao fechamento do dia anterior, antes da abertura do pregão
  • Valorização ou desvalorização a partir de 10% no preço de uma ação em relação de abertura do dia, no decorrer da sessão
  • Oscilação de preço entre 10% a 20% em relação ao último preço do papel antes de entrar em leilão.

Desta forma, os leilões de ações podem ser ativados a qualquer momento e inúmeras vezes durante o dia, se necessário. Seu principal papel é de evitar grandes oscilações de preços dos ativos em um período de tempo. Seu tempo de duração é de cinco minutos. 

Assim como o de abertura, os ativos param de negociar entre investidores e o sistema volta a acatar somente ordens de compra e venda. Depois de 5 minutos, as negociações voltam. Qualquer ativo e investidor pode participar deste leilão.

Leilão de Fechamento

O leilão de fechamento acontece durante os cinco minutos que antecedem o término do pregão, e isto pode variar também por causa das mesmas situações que o contexto do leilão de abertura. Ele possui as mesmas características que o leilão de abertura, sendo somente uma diferente.

A característica essencial é o fato de somente alguns ativos participarem deste período de negociação. Estes precisam fazer parte de alguma das carteiras de índice da B3, não necessariamente do Ibovespa. Pode ser o Índice Brasil 100, por exemplo.

Assim como o leilão de abertura, o de fechamento representa um momento crítico para o pregão, pois determina o preço do ativo naquele dia e também acata ordens e não executa negociações. Além disso, o crescente volume de negociações na última hora do pregão mostra ainda mais importância para esse mecanismo.

Uma curiosidade é as ofertas de compra e venda feitas pelos investidores delimitadas para serem realizadas com o preço de fechamento. Existe uma opção no home broker para comprarem e venderem ações de acordo com o preço estipulado somente pelo leilão de fechamento.

Assim, logo quando o leilão é finalizado, as ordens são realizadas e o mercado fecha. Este tipo de operação é mais arriscado, pois o investidor não consegue desfazer da posição e fica sujeito ao preço do leilão de abertura do dia seguinte.

Expanda seu conhecimento sobre investimentos em ações. Confira o vídeo abaixo:




Como funciona o COE?

Os Certificados de Operações Estruturadas, popularmente conhecido por COE, ainda é uma modalidade de investimentos pouco conhecida pelos brasileiros, mas que podem expor o investidor a cenários de ganhos interessantes.

O COE, assim como os fundos de investimentos, funciona como um veículo de alocação. Ou seja, é uma cesta com diversos ativos, que combinados, buscam trazer uma boa rentabilidade ao investidor.

Em um primeiro momento, pode parecer complicado de se entender a dinâmica de funcionamento do COE, mas ao final deste artigo, será possível perceber que não é tão complicado assim.

Como funciona

É interessante pensar no COE como uma cesta de investimentos. Dentro desta cesta, o banco emissor pode colocar ações listadas no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo, fundos de investimentos brasileiros e internacionais e também índices.

O objetivo é criar cenário de ganho e perda para o investidor. O interessante dos COEs é que você saberá exatamente quais são esses cenários no momento em que investir.

Dentro desse tipo de investimento, existem duas categorias: Os COEs com capital protegido e os COEs sem capital protegido. Como o próprio nome já diz, no primeiro caso o investidor não tem risco de perda no investimento, sendo que no segundo existe esse risco, que acaba sendo compensado pelo potencial de lucros maiores do que na modalidade anterior.

Exemplo

Digamos que você investiu em um COE com período de dois anos e capital protegido. Esse COE é baseado em um cesta com as ações X, Y e Z. Quando você decidiu investir nesse COE, a sua corretora lhe informou que em caso de sucesso, você ganharia um total de 15% sobre o capital investido.

No momento de investir, as regras definidas para esse COE eram de que, se ao final do período, todas as três ações estivessem acima do valor da data do investimento, você ganharia. Caso contrário, seu capital inicial seria devolvido.

Passados os dois anos, você verificou que a ações X, Y e Z estavam acima do valor de dois anos atrás.

Sendo assim, você foi remunerado em 15% sobre seu investimento inicial.

Veja que essa estratégia independe se as ações subiram 1% ou 100% no período. Em qualquer dos casos, você ganhará 15%.

Ao final do investimento, incidirá o imposto de renda conforme a tabela regressiva, começando em 22,5% até 15%, a depender o prazo do COE.

Principais Vantagens

  • Acessibilidade: Através dos COEs você pode investir em ativos fora do Brasil, sem precisar enviar dinheiro para fora do país e sem correr risco cambial, uma vez que os COEs podem investir em ações e fundos do mundo todo.
  • Diversificação: A estrutura dos COEs já é, por definição, uma forma de diversificação. Através de um COE você pode investir em qualquer classe de ativo, seja em nosso país, seja internacionalmente.
  • Acompanhamento: Uma outra vantagem de se investir nos COEs, é a facilidade de acompanhamento. Uma vez que ele investe em diversos ativos, mas é um produto só, o acompanhamento é fácil e sem complicações.
  • Baixo valor de investimento: O capital inicial para se investir em um COE é baixo, considerando que o investidor terá a possibilidade de investir em classes de ativos que ele geralmente não conseguiria com um baixo investimento.

Conclusão

Se você se interessou pelos COEs e quer entender mais sobre essa modalidade de investimentos, bem como conhecer as diversas opções de COEs presentes na plataforma da XP Investimentos, contate seu assessor BlueTrade.

Saiba mais sobre os COEs assistindo à nosso vídeo educacional.