Risco diversificável e não diversificável, o que são e como afetam seus investimentos


Risco. Afinal, o que é risco? Em finanças, o risco está associado às incertezas que provocam uma variação nos retornos dos ativos financeiros. 

Logo, conhecer os riscos do objeto do investimento é de suma importância. Se não conhecemos seus riscos, estamos agindo de maneira imprudente.

Não ter conhecimento das variáveis que podem impactar de fato nosso investimento, nos torna vulneráveis a decisões impulsivas e mal fundamentadas.

No artigo de hoje, vou discorrer sobre dois conceitos básicos, mas muito importantes: O risco diversificável e o não diversificável.

Risco não diversificável

Quando nos referimos ao risco não diversificável, ou risco sistemático, estamos nos referindo à um risco que afeta a maioria dos ativos de uma economia. Por tanto, ele não está associado a um ativo ou setor específico, mas sim, à economia como um todo.

Obviamente, alguns ativos são mais afetados do que outros. Levando em conta o momento atual, podemos citar a alta do dólar. Com a crise do novo Corona vírus no Brasil, vimos uma intensificação no movimento de corte da taxa básica de juros (Selic).

Essa queda teve um impacto direto na cotação do dólar, uma vez que o chamado “Carry Trade” (Investidor estrangeiro toma empréstimo no seu país de origem, e aplica em outro país com taxas mais altas para ganhar a diferença) torna-se menos interessante.

Isso leva a uma menor oferta de Dólares para compra do Real, e, consequentemente, a uma depreciação da nossa moeda. Isso não levando em conta fatores como a instabilidade política e sanitária em que vivemos, o que diminui ainda mais a confiança do investidor e torna o investimento no país menos interessante. Essa depreciação teve impacto direto na economia.

Afinal, boa parte dos produtos do país ou vêm diretamente de exportação, ou está ligada a produtos que vem do exterior. Uma vez que esses produtos se tornam mais caros, a margem das empresas que trabalham com eles diminui, o que leva à um aumento dos preços.

Por outro lado, empresas exportadoras tendem a se beneficiar, uma vez que sua receita advém de moedas que estão apreciadas em relação ao Real. Assim, nota-se, de uma forma ou de outra, todas as empresas são afetadas por esse fenômeno. Logo, esse risco não pode ser eliminado através da diversificação.

reprodução: proeducacional.com

Risco diversificável

Quando falamos de Risco Diversificável, ou não sistemático, estamos nos referindo àquele que é diretamente associado a um setor ou ativo específico. Se sua carteira de investimentos é composta por apenas 1 ativo ou setor, você estará 100% exposto a seus riscos.

Não é vantajoso, pois caso ocorra alguma mudança que afete diretamente aquele setor negativamente, ou algum escândalo envolvendo aquela única empresa em carteira, prejuízos significativos podem surgir.

Por sorte, esse risco é mitigável através da diversificação (por isso risco diversificável). A exposição a diversos setores vai segurar a queda em momentos ruins, mas ao mesmo tempo, permitirá que participe dos ganhos nos bons momentos.

Quanto mais diversificada uma carteira, mais próximo seu risco será do risco sistemático. A soma dos dois é o que chamamos de risco total.

Conclusão

Saber identificar os riscos associados a seus investimentos é crucial para obter bons resultados no longo prazo. Como vimos acima, o risco sistemático afeta a maioria dos ativos, mas nem sempre de forma negativa ou uniforme, o que muitas vezes não se reflete nos preços.

Portanto, conhecer os riscos inerentes a seus ativos pode melhorar sua compreensão sobre aquilo que realmente os afeta diretamente, e se algum movimento do mercado, como um todo, reflete de maneira correta a precificação daquele ativo.

Isso pode impedi-lo de realizar prejuízos em meio a pressões vendedoras irracionais, além de auxiliar na identificação de bons ativos, mas que foram afetados negativamente de forma injustificável pelo mercado.


Desafios da maternidade em tempos de home office

Passamos por um momento único na história, nunca imaginado, e com ele temos  improvisado para manter um pouco a rotina no dia a dia. Para nós, mulheres, com uma vida profissional ativa, que já acumulávamos muitas funções, não tem sido fácil conciliar a vida familiar e trabalhar em casa. Tudo é novo, principalmente, em países como o nosso, onde a cultura do home office não estava estabelecida.

Vemos as escolas se reinventando, ao criarem a modalidade EAD para as crianças. As mães se desdobram para conseguir com que os filhos menores se adaptem ao novo formato. Além disso, apesar de algumas profissões propiciarem o trabalho em home office, a cobranças por resultados estão mais incisivas em algumas empresas, um desafio para todos,  principalmente para as mães trabalhadoras!

Nós, mulheres, somos 44% da população formal empregada, segundo dados do Ministério da Economia (2016). Somos maioria quando falamos de profissionais com nível superior completo e ainda damos conta da casa e dos filhos.

Dados divulgados em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as mulheres realizam serviços domésticos durante 18,5 horas por semana, em comparação com 10,3 horas semanais gastas pelos homens com a mesma atividade.

Atualmente, nós que escrevemos este artigo, trabalhamos no mercado financeiro como AAI – Agente Autônomo de Investimentos e somos privilegiadas. Não sofremos com a desigualdade de salário. Somos minoria em número de profissionais, mas com igualdade de projeção de remuneração.

A meritocracia é um ponto muito forte da nossa profissão. Recebemos de acordo com nosso potencial de relacionamento, planejamento, estratégia, produtividade, brilho nos olhos, enfim, do tamanho do nosso sonho. Vemos que o mesmo serve para os homens da nossa profissão, isso é mágico! Estamos inseridas numa classe que não vive a triste realidade acima citada.

Vemos todos os dias o quanto as mulheres são influentes nas decisões familiares, responsáveis pelo orçamento da casa, só no quesito de chefiar famílias, tivemos um crescimento de 822% num período de 15 anos, onde passamos do número de 339mil para 3,1 milhões no período de 2001 a 2015.

O interesse delas pelos assuntos econômicos, também cresceram muito, 280% no tesouro direto (perfil mais conservador, buscando segurança) e dos 150 mil CPFs na bolsa de valores, esse número dobrou entre os anos de 2018 e 2019, indica relatório da B3.

Ainda no mercado financeiro temos vários nomes na gestão de fundos, como Sara Delfim da Dahlia Capital, grandes economistas como Zeina Latif, traders como Camila Bakari – (um mundo, ainda, extremamente masculino) e à frente de grandes bancos, inclusive aqui na XP, quem não ouviu falar da Betina Roxo – analista de research ou Ana Laura Magalhães, a Explica Ana?

Portanto, o dia das mães nos traz uma reflexão: será que não estamos querendo ser super mulheres? O confinamento colocou uma lente de aumento na desigualdade de gênero e na sobrecarga que atinge a vida das trabalhadoras.

Somos aquelas que se preocupam com tudo a todo o tempo. Isso nos traz muita ansiedade e frustração por estarmos focadas, priorizando a todos, para que se mantenham saudáveis. Nós nos reinventamos visando a felicidade comum. Não damos conta de que esquecemos de nós mesmas, que ninguém consegue fazer tudo sozinho, e  está tudo bem assim!

Manter uma rotina para facilitar o dia a dia para você e sua família é necessário em tempos de pandemia. Assim, todos se programam, sabendo que devem fazer no decorrer do dia.

Apesar de sermos solicitadas pelas crianças de forma diferente, de acordo com a idade, manter o equilíbrio entre trabalho e os filhos pequenos é desafiador. Elas não entendem bem o que está acontecendo, mas… seguimos firmes na rotina!

Para as mulheres que possuem companheiros em casa, revezar os momentos entre a educação e brincadeiras com as crianças é um bom caminho. Assim, todos conseguem trabalhar, mantendo o vínculo mais próximo nesses momentos.

Os afazeres domésticos precisam, e devem, ser compartilhados entre todos os membros da família. Dessa maneira, não sobrecarregaremos ninguém, apesar de sabermos que a maioria dos homens não contribuem muito para as tarefas do lar. Por fim, e não menos importante: não deixe as coisas muito bagunçadas, pois você terá trabalho em dobro depois.

 Respeitemos os nossos limites e tenhamos em mente que cada momento precisa ser vivido em seu tempo e da melhor forma, para conseguirmos aproveitar ao máximo deles. Manter o equilíbrio emocional faz a diferença nesses momentos; ler boas notícias, bons livros, meditar, praticar exercícios físicos, cuidar da aparência, fazer uma prece, amar e receber amor.

Acima de tudo, praticar a “EMPATIA” nesse momento delicado, pois assim como você, todos estão vulneráveis e carentes de boas energias.

Enfim, ser mãe é muito mais que dar vida a alguém; fazer-se presente nos momentos necessários; proporcionar qualidade no relacionamento materno; buscar sabedoria e equilíbrio emocional, pois escolhemos ser mais felizes quando decidimos ser MÃES. Seja mãe de alma, sangue, coração, e até aquelas que decidiram não ser mães.

A felicidade está em nossas mãos. Siga em frente, pare, reflita, observe e reaja, porque depois que tudo passar o dinamismo do mundo será ainda maior que agora.

FELIZ DIA DAS MÃES.

Autoras:

Márcia Lira

Sandra Lourenço

Vanessa Bernardo

Assessoras de investimentos Bluetrade.

O que é um IPO?

A oferta pública inicial, da sigla em inglês initial plublic offering é o processo em que uma empresa de capital fechado, se torna uma empresa de capital aberto, com ações negociadas na bolsa de valores.

Quando a empresa está abrindo capital, ela vende uma parte de seu capital social para qualquer um que deseje comprar.

O dinheiro captado pode ir para o bolso dos sócios, quando é uma oferta secundária ou para a própria empresa, no caso de uma oferta primária.

O primeiro caso acontece quando algum sócio deseja sair da empresa. A oferta primária tem por finalidade ajudar a empresa a conseguir mais capital para investir ou para quitar uma parcela de suas dívidas.

O processo do IPO pode demorar até seis meses. Para fazer a oferta, a empresa contrata um conjunto de bancos, que será responsável por ajudar a empresa durante o processo.

Durante esses seis meses a empresa irá passar por adequações legais, os bancos farão uma análise completa da empresa e em conjunto com os controladores, irão definir qual será o preço da ação no dia da estreia na bolsa.

Na fase final do IPO, os controladores e os bancos farão o chamado road show, onde eles irão apresentar a empresa para investidores institucionais, a fim de que os mesmos participem da oferta e adquiram uma quantidade relevante de ações.

Um fato interessante, é que em geral, os bancos definem, em conjunto com a empresa, três faixas de preço diferentes. O que pode acontecer é que os investidores podem não gostar do que estão vendo da empresa e passarem a oferecer um preço menor. A empresa então pode aceitar ou não a oferta dos investidores. Sendo assim, em alguns casos a empresa passa por todo o processo do IPO, para no final do mesmo, descobrir que a oferta não é tão boa assim e a mesma acaba não sendo listada na bolsa.

O contrário também pode acontecer, com a demanda pelo papel sendo alta. Nesse caso, dificilmente o preço sobe após a última faixa de preço, mas a empresa pode optar por lançar um lote adicional de ações, até 15% maior do que o lote padrão.

Conclusão

Ao adquirir ações no IPO, você está se tornando sócio de grandes empresas. Essas ações não tem um prazo de validade e tão menos rendimento garantido. Você pode vendê-las a qualquer momento, desde que encontre alguém disposto a comprá-las no mesmo preço que você deseja vender.

Saiba mais sobre os IPOs assistindo à nosso vídeo educacional.