A hora é agora: por que investir em renda variável.

Em tempos de um cenário um econômico instável, é preciso repensar a forma com a qual você lida com os seus investimentos.  Se você ainda tem receio em investir em ativos de renda variável, infelizmente pode estar perdendo dinheiro.

Existem diversas formas de diversificar a sua carteira e aumentar a rentabilidade, mesmo com risco um pouco maior. 

E por que esse é o melhor momento para realocar a sua carteira?

A perspectiva de juros baixos por mais tempo – com a taxa Selic em 2,0% pelo menos até o segundo semestre de 2021, segundo os principais analistas da área, deve continuar impulsionando a Bolsa brasileira.

Isso por que houve um aumento do fluxo de investidores buscando por uma maior rentabilidade, migrados da Renda Fixa e da Poupança.

Para você ter uma ideia, o número de investidores pessoas físicas na Bolsa chegou a uma marca histórica de 3 milhões de indivíduos, o que revela uma mudança de atitude do brasileiro frente aos investimentos.

Então, não dá mais para fechar os olhos diante dessa oportunidade

Quero saber mais! 

Tipos de investimentos em Renda Variável

Seja você um investidor moderado ou agressivo, o objetivo é sempre o mesmo: ao investir de forma diversificada, é possível evitar a de perda de dinheiro no caso da desvalorização de algum ativo.

Assim, mesmo que você prefira investir em renda fixa, é possível encontrar opções de renda variável mais adequadas para o seu perfil de investidor, caso você tome a decisão de assumir um pouco mais de risco para uma maior rentabilidade. 

Exemplificamos abaixo algumas opções para ativos de renda fixa para diversificar a sua carteira, com informações da XP Investimentos: 

Opções

Opções são contratos onde o investidor tem o direito de comprar ou vender um lote de ações por um preço fixado em um determinado momento.

Pode-se traçar o paralelo de um seguro de carro: quando contratado, você garante o direito de vender o carro por um preço fixado. Mesmo se ele passar por um acidente que o desvalorize.

Ou seja, no mercado de opções são negociados o direito de compra e venda das ações, com preços e prazo pré-fixados. Mas não a obrigação, apenas o direito de compra e venda.

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Contratos Futuros

O contrato futuro é um investimento onde ocorre um acordo de compra e venda em uma data no futuro, por isso o nome. Ou seja, a cotação deriva de outro ativo.

É possível lucrar tanto com a valorização do ativo quanto na queda, a depender se você comprou ou vendeu o ativo.

E tanto o vendedor quanto o comprador se comprometem com a negociação. Seja de ativos financeiros ou de bens tangíveis (como gado e milho, por exemplo).

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Câmbio

O mercado de câmbio envolve as negociações referente à troca de moedas de diferentes nações. Por exemplo, se você acredita que o valor do dólar em relação ao real vai subir nos próximos meses, pode investir em comprar dólares hoje para vender por um preço maior no futuro.

Ou seja, você investe na diferença cambial entre duas moedas.

Como não é possível saber a cotação das moedas, principalmente em um cenário futuro, portanto, o risco é alto.

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Derivativos

Derivativos é um tipo de investimento que deriva a maior parte de seu valor de um outro ativo, taxa de referência ou índice. Por exemplo, o valor pode derivar de ações, do ouro ou da taxa de juros.

Esse outro ativo subjacente pode ser tanto físico, como ouro, café, milho, soja; quanto financeiro, como ações, taxa de juros, inflação, etc. E ele pode ser negociado à vista ou no mercado futuro.

Geralmente, são negociados em um padrão: o contrato é previamente especificado em relação a quantidade, qualidade, prazo de liquidação e outros fatores sobre a negociação.

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ETFs (Exchange-traded fund)

Considerado a principal porta de entrada para a bolsa de valores, a ETF (Exchange Traded Fund) é uma forma eficiente de investir em ações, que se destaca pela diversificação e baixo custo. 

Na prática, são fundos que representam índices e são negociados em bolsa de valores. Permitem acessar mercados amplos, sem a necessidade (e o custo) de comprar cada ativo individualmente.

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Conte com a ajuda da BlueTrade para Investir em Renda Variável (H2)

Agora que você já conhece algumas das inúmeras opções para investir em renda variável, e sabe por que esse é um momento ideal para diversificar a sua carteira – tendo em vista a queda dos rendimentos em renda fixa por conta da baixa taxa de juros:

Chegou a hora de dar o próximo passo

Mas se você ainda não entendeu muito bem como tudo isso funciona ou se sente inseguro, a BlueTrade conta com uma das melhores mesas de renda variável no Brasil para te ajudar nessa caminhada. 

Contamos com especialistas focados em desenvolver estratégias inteligentes para que seu dinheiro renda mais, confira algumas delas:

  • Carteiras recomendadas, embasadas por grandes analistas do mercado, como Eleven e DV Invest;
  • Alocações internacionais, ações de empresas que mais crescem no exterior;
  • Produtos alinhados com o seu perfil, com um contato próximo aos brokers que avaliam o seu perfil de investidor. 

Assim, você receberá todo o suporte necessário para realocar a sua carteira nas melhores oportunidades de renda variável, claro, respeitando os seus objetivos e perfil de investidor. 

Então não espere mais de fale com um de nossos assessores o quanto antes!

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Webinar – XP Private US

No último Sábado, 13/06, foi realizado o webinar “XP Private: Soluções de Investimento Externo e Portfólio Global” com a presença de Rodolfo Bastos e Ellen Cavacini que representam a XP Private US, e intermediação de Eliseu Hernandez e Arthur Constâncio, da parte de Produtos e Alocação na BlueTrade.

Alguns tópicos foram abordados, como a importância da diversificação do patrimônio dos clientes em alocação internacional.

Para investidores que querem viver de renda no longo prazo, é necessário uma alocação de parte do patrimônio em moeda forte para se proteger da volatilidade de países emergentes (como o Brasil) no longo prazo.

Há também a importância da organização fiscal, tributaria e sucessória, onde a mesa da XP Private US também possui uma constituição dessas estruturas.

Alem disso, a mesa reforça que é imprescindível a diversificação de grandes clientes, possibilitando a eles um acesso a plataforma global de investimentos.

Hoje, para que o patrimônio em investimentos se acumule no longo prazo, é preciso que o investidor aprenda a tomar riscos, passe a lidar com volatilidade e diversifique a carteira de forma geográfica.

Hoje mais de 90% dos clientes são brasileiros, e a mesa institucional da XP Private US é a terceira maior mesa de operações do mundo.

Eles reforçaram também que as oportunidades no mercado exterior são maiores. A nossa Bolsa brasileira representa somente 1,34% da Bolsa mundial.

E a maior parte das oportunidades de investimentos nos principais setores (tecnologia, saúde, etc) se encontram lá fora em maior escala.

Como exemplo, somente o giro diário de ações da Apple no mercado americano já é maior do que o volume negociado por todas as ações da Bovespa durante um pregão regular.

Saiba mais sobre o mercado de investimentos:








Por mares nunca dantes navegados

Não sei como se sairiam nesta crise os navegantes portugueses. Por mais heroicos e cheios de coragem que fossem, como brilhantemente narrou Luís Vaz de Camões, acredito que não muito bem. 

Quando Ray Dalio, gestor do maior hedge fund do mundo perde um dinheiro absurdo, justamente por não saber como reagir ao momento, pode apostar que os resultados não serão muito animadores para os meros mortais que estão abaixo dele. 

Se você, assim como eu, perdeu dinheiro nesta crise – ou ao menos viu suas posições sendo marcadas para baixo – paciência, não dá para ganhar sempre. 

A questão é que hoje temos de tomar uma nova decisão permeada por riscos, incertezas e diversos caminhos a tomar. Cada um com seus prós e contras. Cada escolha uma renúncia, como diria o grande Chorão, anos atrás.

Mesmo que a decisão seja fazer nada, essa é uma decisão. Incorra em suas consequências. 

Dado o atual cenário mundial, com lockdown na maior parte do mundo, quais decisões devemos tomar com nossos investimentos a partir de agora?

Os impactos do Covid-19

Certamente teremos o novo Coronavírus impactando a economia mundial em 2020. Isso está dado, não tem o que fazer. A tarefa de gestores, estrategistas e analistas é de encontrar o quanto e por quanto tempo teremos as economias mundiais afetadas. 

A China parece voltar à normalidade depois de ser o epicentro do vírus. Ao governos chinês e demais países vizinhos, uma salva de palmas pelo exemplo de como se deve fazer um shutdown. A postura exemplar fez com que o vírus fosse dizimado por lá. 

O Coronavírus, no entanto, se espalhou rapidamente pelo resto do mundo, assolando de maneira mais séria a Itália. Espanha, Estados Unidos e Brasil estão entre os países que foram fortemente afetados também. 

A situação na Itália demorou a ser levada a sério e quando a população e o governo se tocaram, a situação já era bem crítica. O número de vítimas fatais já ultrapassou o que foi visto na China e faltam leitos de UTI para o país. 

Com todo esse fluxo negativo de notícias, bolsas ao redor do mundo desabaram, o dólar disparou contra outras moedas e os países ligaram um grande sinal de alerta. 

Ao que parece, a situação na Itália foi considerada o cenário base pelos agentes de mercado, que parecem precificar o pior cenário possível. Parece que o mercado não levou em consideração alguns critérios que facilitam a propagação do vírus na terra dos genoveses. 

As políticas públicas na Itália são precárias e o governo, novamente, demorou a tomar medidas necessárias para tratar o caso. O clima na Europa ainda é de bastante frio e um dos fatores mais importantes, a Itália é o segundo país do mundo em número de idosos em relação ao percentual total de habitantes. 

Infelizmente o vírus tem consequências muito sérias em pessoas de mais idade, que já se encontram com o sistema imunológico baixo e em diversos casos, já têm outras doenças que os acompanham. 

Outros países, como Coréia do Sul e Singapura foram rápidos ao agir, ordenando à população que permanecesse em casa e o shutdown comprovadamente é a forma mais eficaz de conter o avanço do Covid-19. 

Ao que parece, a vida segue normal nos países orientais, onde o vírus foi levado a sério desde o início. 

Ações coordenadas

Os bancos centrais ao redor do mundo foram rápidos ao agir. O FED agiu logo no início de março, cortando de forma extraordinária 0,5% de sua taxa de juros. Duas semanas depois, em outra reunião extraordinária, anunciaram o corte dos juros para 0%. 

Além disso, o BC americano reiniciou o quantitative easing, que é um afrouxamento monetário, com a recompra de títulos para injetar mais liquidez nos sistema. 

Além da política monetária, os EUA já se dispuseram a realizar diversos incentivos fiscais para prevenir possíveis quebras nas empresas e uma eventual crise de crédito, que poderia levar os bancos americanos à falência. 

Outros bancos centrais, como Inglaterra e Europeu anunciaram cortes de juros e incentivos fiscais, também buscando salvar a economia do continente de uma recessão mais forte. 

No Brasil, na última quarta-feira tivemos mais um corte na taxa Selic, com o Copom trazendo o juros básicos brasileiro para o patamar de 3,75%. Além disso, o governo brasileiro já anunciou incentivos fiscais e deve tomar novas medidas com o passar dos dias. 

O Brasil conta com um trunfo nesta crise por sua característica contra-cíclica em relação ao resto mundo. Aqui estamos no início do ciclo de recuperação de nossa pior recessão republicana. Existe um hiato do produto muito grande, a economia está estagnada, o desemprego está alto e a inflação está ancorada. 

Com o panorama mostrado acima, o BC não tem motivos para subir a Selic no curto prazo. Para ajudar a conter o dólar, que escalou desde meados de fevereiro, nosso Banco Central conseguiu um contrato de swaps cambiais com o FED. Além disso, contamos com imensas reservas cambiais que o governo pode leiloar caso ache necessário conter o câmbio. 

Teremos ainda uma demanda reprimida na economia brasileira em 2020. As pessoas irão consumir menos por um a três trimestres, o que irá afetar de alguma forma os lucros e margens das empresas.

As projeções de crescimento de PIB no Brasil foram revisadas para baixo, com previsões inclusive de PIB negativo. Mais sobre isso à frente. 

O que fazer agora?

É provável que muitos de vocês tenham visto grandes perdas em seus investimentos. Se tratando de investimentos, todo dia temos de tomar alguma decisão. Vender, manter ou comprar? 

Os ativos de riscos, quase que em sua totalidade, apresentam algum tipo de desvalorização. O que está precificado é uma perda de fundamento gigantesca e as revisões de PIB jogaram ainda mais água no chopp dos investidores. 

Devo lembrar, no entanto, que temos um grupo de empresas listadas que são as melhores do seu setor e definitivamente são as melhores empresas do Brasil. Este tipo de negócio é sólido, tem muita liquidez e em geral tem capacidade de atravessar tempos de crise. 

Isso é uma inferência empírica, ao passo que no quadriênio de 2015 a 2018 não tivemos crescimento de PIB. Ainda assim, essas empresas conseguiram entregar crescimento de lucro, ganho de participação no mercado e saíram da crise com uma posição ainda mais dominante frente aos concorrentes. 

O PIB estagnado afasta novos concorrentes. Se o cenário econômico não está satisfatório, as pessoas ficarão com mais ressalvas sobre abrir um novo negócio. O mesmo vale para possíveis concorrentes externos, que ao olhar para o Brasil, já encontram diversas dificuldades no ambiente de negócios. 

Se o cenário não estiver perfeito, eles também ficarão mais reticentes em abrir uma unidade no Brasil. Com isso, o profit pool do setor continua sendo dividido entre as empresas que já estão no mercado. 

A vantagem vai para as empresas com maior porte, caixa e linhas de crédito robustas, que possibilita à companhia atravessar a crise sem precisar cortar produção ou quadro de funcionários. 

Além disso, se a empresa tem uma situação financeira mais favorável, ela consegue conceder descontos mais agressivos, a ponto de enfraquecer os menores concorrentes, o que pode possibilitar uma quebra no concorrente ou até uma aquisição estratégica. 

Com isso, quando a crise for embora e os lucros do setor se normalizarem, as empresas terão uma fatia maior do mercado e um lucro ainda maior do que tinha antes da crise. 

Note, no entanto, que toda essa dinâmica demora algum tempo. Os ciclos empresariais demoram meses para acontecerem e é preciso paciência. 

As empresas estão muito descontadas desde seu último pico. Por mais que possa parecer que não, a crise causada pelo Covid-19, passa. Uma hora ela vai embora. 

Ao investir em renda variável, devemos ter um ambiente temporal de longo prazo. É provável que daqui a três anos vejamos a atual crise apenas como um pequeno lapso nos lucros corporativos. 

Eu não sei onde essa queda irá parar, qual será o real impacto do coronavírus nas economias ao redor do mundo e se estamos próximos de encontrar uma vacina. A questão é que uma hora essa crise passa. 

Se tratando de ativos de riscos, a oportunidade está dada. Se você não tem nada em renda variável, pode ser um ótimo momento para colocar um pé nisso. Para os que têm alguma coisa e viram essa parcela da carteira derreter, pode ser o momento de vender um pouco do que não caiu e recompor a posição perdida nas quedas. 

Sempre com a cabeça no longo prazo. O atual movimento de queda ainda pode se estender. Pode ser interessante ir comprando aos poucos. Como disse Luiz Parreiras em um call com investidores hoje (20/3) pela manhã, se trata de uma oportunidade como 2008 e quando subir, será muito rápido. 

A questão é que existe um fator psicológico. O investidor que quer acertar o fundo do movimento, pode ver o mercado disparar em um dia e esperar voltar, pois viu esse comportamento em momentos anteriores. Se a disparada se estende por uma semana, ele nunca mais compra, pois acredita que ficou caro. 

Não estamos tentando pegar o fundo do movimento. O objetivo aqui é comprar bons ativos, que gerem bons retornos daqui a cinco anos. Tudo e só isso. 

Alocação tática

Além de abrir oportunidade de alocação no Brasil, a recente queda nos mercados mundiais também gerou uma oportunidade nos EUA. 

Por muito tempo, gostamos da alocação em ações exclusivamente no Brasil, visto que as características econômicas aqui apresentadas eram mais interessantes do que no restante do mundo. O Brasil contava com uma história de crescimento muito bacana, início de ciclo e preços das ações ainda comprimidos. 

O S&P 500 trabalhou por 10 anos consecutivos em alta. A recente queda deixou o principal índice da bolsa americana em preços de recessão. Sabemos do poder monetário e fiscal dos EUA, que foi rápido ao tomar medidas para salvar sua economia. 

Donald Trump está em ano de eleição e pode apostar que ele fará de tudo para manter crescimento na economia americana para que consiga se reeleger. 

Quando de uma recuperação global na economia, o mercado acionário americano deve ser o primeiro a reagir, uma vez que existem menos fatores de riscos nos EUA. 

Faz sentido, portanto, uma alocação em bolsa americana para o momento, além de manter também uma alocação em bolsa brasileira. 

Proteções

Com a atual crise, cresceu também a busca por proteções. Vale lembrar que uma carteira bem diversificada entre as classes de ativos já é um ótima proteção. 

Em relação estritamente a ouro, dólar e opções, não faz tanto sentido neste momento. O dólar pode até continuar subindo, mas é interessante esperar mais um pouco para ter esse ativo em carteira. 

O ouro teve quedas recentes na busca dos investidores globais por liquidez. As opções estão caríssimas com a volatilidade nos ativos de risco nas alturas. 

Acredito ser necessário uma mescla desses ativos na sua carteira. No entanto, como não considero a quebra de fundamentos da tese de investimentos no Brasil como um cenário minimamente provável, acredito ser melhor esperar a poeira baixar para entrar nesses ativos. 

Conclusão

O mercado com seu caráter de maníaco depressivo por vezes nos faz acreditar que as coisas não irão melhorar e que o fim do mundo está próximo. Mas acredite, isso passa. 

Também não vale a pena sofrer pelas perdas passadas. Elas são doloridas mas são cicatrizes necessárias para nosso contínuo desenvolvimento como investidores. Ray Dalio perdeu dinheiro nesta crise por não saber o que fazer, segundo palavras dele mesmo. 

Se ajuda ainda mais, a turma do Verde também tomou uma ré em seus principais veículos. Se tem alguém que sabe investir e ganhar dinheiro é a dupla Luis Stulhberger e Luiz Parreiras da Verde. 

As perdas são normais, não conseguiremos acertar sempre e, principalmente, não iremos conseguir prever quando teremos o próximo cisne negro. Afinal, por definição, eles são imprevisíveis. 

Portugal não ouviu Luis de Camões quando o mesmo alertou em Os Lusíadas sobre um sociedade definhada. Desta vez existe uma dupla Luís/Luiz que nos alerta que a crise passa e que 2008 serve de escola. Cabe a você ouvir ou não.

Insights: porque você também deveria investir em ações

Existe uma sina no universo do mercado financeiro de que, pessoas com perfil conservador não deveriam investir em renda variável.

Esta regra parece ser marcada na pedra, visto que dificilmente encontramos pessoas que se dizem conservadoras com algum percentual da carteira em ações.

Não que eu concorde com tal afirmação, inclusive acho justamente o contrário. Mas vivemos no Brasil e sabe, tudo bem não ter renda variável na carteira quando se consegue uma rentabilidade de 15% ao ano em renda fixa. Com isso, dobramos nosso capital a cada cinco anos, nada mal!

Quis o destino, no entanto, que os ventos daqui passassem a soprar em outra direção. Em 2017 tivemos o início de um Brasil reformista, que busca cortar gastos públicos e acabar com os privilégios dos grupos mais favorecidos, como uma taxa de juros de longo prazo a custo de banana para as grandes corporações, enquanto o pequeno empresariado tinha de captar recursos a uma taxa de 20% ao ano no mercado.

As reformas que já foram postas em prática, juntamente à uma mudança de mindset nos principais órgãos econômicos do país, como Ministério da Economia, Banco Central e BNDES, possibilitaram que a Taxa Selic caísse ao seu patamar mais baixo da história, aos 4,25% ao ano.

E acredite, eu também não sou do time do “a renda fixa morreu”. Se eu acho que um portfólio inteligente e bem montado deve ter renda fixa? Sem dúvidas. Se eu acho que essa parcela tem de cair, no entanto? Sem sombra de dúvidas.

O Brasil rentista acabou! E pode apostar que ele se foi para talvez nunca mais voltar. A taxa de juros básica deve voltar a subir em 2021, mas nada que a leve muito acima da faixa de 6% ao ano. 

Se antes era comum investir unicamente em títulos de renda fixa com rentabilidades acima de 15% ao ano, atualmente isso não deve passar dos 4,5% bruto ao ano, e descontada a inflação você terá aproximadamente 1,25%aa de juro real. 

A questão é que, mesmo com este cenário atual, o “investidor conservador” continua com aversão à renda variável. O principal culpado nesta situação é o próprio investidor, que por diversos motivos, ainda não percebeu que aquele 1% ao mês na renda fixa se foi juntamente com a dona Dilma.

Com isso, ele simplesmente se fecha para qualquer apetite a risco, não se preocupando nem em entender como funciona minimamente a renda variável. 

Ora, se você trabalhou para juntar seu capital, o seu desejo será que você tenha uma aposentadoria tranquila, aproveitando as férias eternas e merecidas que têm, após se dedicar anos ao trabalho. No entanto, se você tiver um rendimento real pouco acima de 1% ao ano, receio em te dizer que na verdade, você vai apenas sobreviver. 

Um adendo, a poupança não entra nem em consideração neste momento. Com um juros real negativo, se você tem o dinheiro na poupança é melhor que você nunca deixe de trabalhar, visto que terá menos dinheiro quando mais precisar. 

Também não estou dizendo que todos devem ter o mesmo percentual de renda variável na carteira. Mas se você tem menos de 30 anos e nenhuma posição arrojada em sua carteira, é melhor abrir os olhos!

É comum encontrar os mesmos argumentos para essa aversão à renda variável: “é muito arriscado, não é para mim”. 

Na verdade, o que realmente incomoda é a marcação de preço instantânea. Para o investidor acostumado apenas com renda fixa, é catastrófico acordar com suas posições tendo uma queda diária de 4%.

Risco

A Teoria Moderna das Finanças diz que: quanto mais riscos você correr, maior será seu retorno potencial. Isso teoricamente explicaria um rendimento potencial baixo da renda fixa, onde você sabe que receberá, ao final do investimento, uma quantia maior do que investiu. 

Nas renda variável você abdica de saber ex-ante se receberá um valor maior ou menor do que o investimento, para que possa obter ganhos potenciais infinitos.

O risco, em geral, tem o papel assumido pela volatilidade que é o quanto determinado ativo financeiro oscila ao longo do tempo. As ações possuem marcação de preços em tempo real, e qualquer notícia sobre o ambiente macro ou micro afeta o preço desses papéis listados. 

A marcação à mercado dos títulos de renda fixa é bem mais ineficiente, visto que não existe um mercado organizado de bolsa para cotações em tempo real. Assim sendo, o investidor só saberá quanto o título dele está valendo, se ele quiser vendê-lo antes do prazo. 

Como em geral esses títulos são carregados até o vencimento, as oscilações de preço não afetam o investidor, visto que ele não observa a variação diária do papel, a não ser que precise liquidar antes do vencimento. 

É comum vermos uma empresa de capital aberto emitir títulos de dívida (como exemplo as debêntures). Os investidores conservadores adoram, visto que essas emissões chegam com taxas de retorno bem interessantes. 

Como exemplo atual, uma empresa do setor elétrico está emitindo um título (debênture incentivada) que pagará IPCA + 4,25% ao longo dos próximos 10 anos, isento de imposto de renda. Considerando o atual cenário de juros, é uma barganha, inclusive irei participar desta oferta, visto que, um retorno real de 4,25% ao ano não se encontra em qualquer esquina.

Fico ainda mais confiante quando olho para a empresa em si, que tem uma saúde financeira muito boa, e além disso é uma das empresas mais eficientes no seu setor, tem um modelo de negócios que garante muita economia no processo de exploração e produção de energia. Enfim, uma empresa excelente, que gera muito caixa e vai conseguir pagar essa dívida que está emitindo com um alto grau de certeza.

Agora, eu tenho noção de que receberei somente a taxa indicativa, nem um centavo a mais.

E se eu olhar para esta mesma empresa, sob a ótica do investimento em ações? Relembrando, ela é uma das melhores empresas do setor de energia, altamente eficiente e com um modelo de negócios bem montado. Sua receita é protegida por contratos de longo prazo com o governo federal e que até onde eu sei, ainda não encontraram nenhuma alternativa à energia elétrica.

Desde o início de janeiro de 2019, ela já apresentou uma alta superior a 175%. É exatamente a mesma empresa, mas são investimentos de classes diferentes. Não estou dizendo que a partir de agora, ela ainda subirá os mesmos 175%. 

Mas o preço das ações, no longo prazo, acompanham o lucro das empresas que estão por trás daqueles tickers que piscam o dia todo no home broker. 

Em qual situação eu não receberei o meu dinheiro de volta no título de renda fixa? Bom, se ao longo destes 10 anos, a empresa quebrar, eu perco todo o meu dinheiro. 

E nas ações desta mesma empresa? Ora, se a empresa quebrar ao longo do tempo em que tenho dinheiro nela, eu perderei todo o meu capital. 

Veja que simplificadamente, o risco é, na verdade, o mesmo. Este é um modelo simplificado, visto que no processo de falência da empresa, o primeiro a receber o valor residual é o governo, depois os credores e só depois os acionistas. 

Mas acredite, isso na verdade pouco importa, pois em geral não sobrará nada pra contar  história. E tudo isso acontece da mesma forma em um títulos de renda fixa ou em uma ação. Se trata da mesma empresa, ela tem o mesmo modelo de negócio, atua no mesmo setor. É tudo a mesma coisa. 

Mas e as oscilações diárias nas ações?

Existe uma frase no mercado financeiro que diz: “somente os vendedores de ações deveriam se preocupar com as quedas de curto prazo”. 

Eu, por exemplo, sou consumidor de cerveja. Se acontecer algo que faça o preço da cerveja caia, eu aproveito para comprar mais, não para vender as que já tenho guardadas em casa. 

Eu sei que a tendência é que o preço se normalize dentro de algumas semanas ou meses, então eu aproveito para comprar mais enquanto o preço está baixo. 

Com as ações deveria ser exatamente assim. Desde que investimos em cias de alto grau de qualidade, em geral não há o que temer com as quedas diárias. Elas, na verdade, são ótimas oportunidades para comprar mais de um ativo que você sabe que é bom, a um preço mais barato. 

Não existe sucesso de curto prazo. Tenha em sua carteira ações de extrema qualidade, com lucros recorrentes. Seu retorno virá dos dividendos no médio prazo e da apreciação das ações no longo prazo. 

E é só no longo prazo mesmo. Empresas obedecem a ciclos empresariais, que são longos e demorados. Não dá para cobrar nada no curto prazo. Ademais, no curto prazo o caminhar do preço das ações se assemelha a um caminhar de um bêbado, não sendo possível prever para onde o preço vai. 

No longo prazo, no entanto, o preço das ações acompanha o lucro das empresas. Então se temos empresas fortes, geradoras de lucro, não devemos ter problemas. 

Se você não tem tempo para olhar uma a uma cada ação que você deveria ter, entregue a gestão para um profissional através de um fundo de ações. 


E não precisa ser 100% da sua carteira. Comece com pouco, vá ganhando mais confiança conforme o tempo for passando e aumentando cada vez mais. 

Se você não olha todos os dias o rendimento do seu título de renda fixa, por que tem que olhar o da sua carteira de ações? As coisas não acontecem da noite para o dia. Elas demandam tempo. 

O que não podemos mais esperar é uma alocação de carteira ineficiente com nada ou quase nada em renda variável. O mercado mudou e se você não mudar junto, ficará para trás, e talvez daqui um tempo seja tarde demais para aceitar essa mudança.

Como a Cogna pretende revolucionar a educação básica

A Cogna passou recentemente por uma reestruturação organizacional onde passou a dividir a empresa em quatro linhas de frente. 

Conhecida anteriormente como Kroton, a companhia surgiu em Belo Horizonte como um cursinho pré-vestibular e evoluiu para ser o maior player de educação no país. O foco deixou de ser educação básica e passou a ser educação superior, onde a empresa adquiriu concorrentes estratégicos e utilizou de sua excelência operacional para ser a empresa mais relevante do setor na bolsa. 

No final de 2019 houve a dita reorganização, onde a Kroton passou a se chamar Cogna, abrigando sob o seu guarda chuva quatro diferentes linhas de negócios. O nome Kroton foi mantido para a operação B2C de ensino superior. 

A plataforma B2B de ensino superior passou a se chamar Platos. Enquanto isso, a empresa se utilizou da aquisição da Somos Educação para criar linhas específicas que cuidariam da educação básica, onde a Saber cuidará do B2C, linha com escolas próprias, e a Vasta cuidará do B2B, que fornecerá sistemas para escolas. 

Esta última empresa dentro da Cogna é o foco de hoje. Particularmente, é a unidade que mais tem potencial para fazer com que o grupo volte a valer o que um dia valeu na bolsa. 

O ensino básico privado no Brasil

O panorama de escolas privadas no Brasil é bem parecido na média. Em geral, elas são empresas de menor porte e com administração familiar. Diferentemente de outros setores da economia, a escola K12, que cobre desde o jardim de infância até o último ano do ensino médio, parou na história. 

O gestor da escola, por exemplo, tem que conversar com inúmeros integrantes de sua cadeia, como fornecedores de livros didáticos, uniformes, professores, pais de alunos etc. Com tudo isso, lhe sobra pouco tempo para se preocupar com atividades extremamente importantes, como a qualidade do ensino, o desenvolvimento dos alunos e os aspectos financeiros da empresa. 

Outro fator é que em um mundo cada vez mais digitalizado e gerador de dados, incomoda o fato de que eles não sejam utilizados para maximizar o desempenho dos alunos. As escolas ainda são pouquíssimo digitalizadas e quase não geram dados que podem virar informações sobre os alunos. 

Além disso, ainda é muito incipiente o movimento das escolas para abranger serviços secundários na educação básica, como os conceitos de soft skills, tão comentados no novo ambiente da geração dos millennials. Não existe, por exemplo, a cobertura por parte das escolas de atividades de ensino específicas em períodos extra, como reforço escolar, ensino de tecnologia, ciências ou engenharia. 

Há de se notar também o fato de que houve nos últimos 20 anos uma mudança nos hábitos de uma família tradicional, que passou de uma mãe que por vezes não trabalhava e tinha tempo para levar e buscar os filhos na escola, bem como levá-los às atividades no período da tarde, como judô, violão e natação. 

Hoje em dia ambos os pais tendem a passar o dia todo no trabalho, o que dificulta seu deslocamento para atender às demandas dos filhos. 

Junte todos os problemas apresentados ao fato de que o Brasil ainda é um país onde um curso superior é diferencial e garante ao graduado uma média salarial substancialmente maior do que do indivíduo sem um diploma de curso superior. 

A diferença é ainda mais latente quando são considerados os cursos superiores em universidades públicas de ponta, onde os vestibulares são extremamente concorridos e fortunas são gastas pelos pais em cursinhos pré-vestibular. 

Isso tudo mostra que o sistema de ensino básico privado necessita de um reboot. Existe um mercado endereçável gigante neste segmento. Os cinco maiores players de educação básica no país representam menos de 10% desse mercado. 

Um dado mostra que 8 em cada 10 famílias consideram que educação de qualidade é o melhor investimento que os pais podem fazer por seus filhos. A mesma pesquisa ainda mostra que as famílias tendem a preferir escolas que ofereçam habilidade do século 21 em sua grade de ensino. 

Público alvo

A educação básica privada, nos moldes do que a Vasta busca oferecer, é destinada às famílias de classe A e B. Existe um argumento que fala que o investimento em ensino básico não faz tanto sentido, uma vez que as famílias estão tendo cada vez menos filhos. 

A afirmação acima é parcialmente verdadeira, uma vez que as famílias estão tendo menos filhos realmente. No entanto, a diminuição de filhos per capita vem sendo observada nas classes D e E, ao passo que as classes A e B continuam tendo filhos da mesma forma. 

No geral, as pessoas não querem mais ter muitos filhos, mas ainda assim querem ter ao menos um ou dois. Como o público à que se destina o sistema oferecido pela Vasta é focado nas classes A e B, não deve existir um problema de demanda. 

Um sinal disso, é que segundo o Censo Escolar do Inep, o número de estudantes de ensino básico caiu no Brasil, mas o número de estudantes do ensino básico privado aumentou 10% nos últimos oito anos. 

O argumento se torna uma falácia ao vermos perspectivas do IBGE para a evolução da população brasileira nas classes econômicas. Claro que se tratam de previsões, pode ser que o IBGE esteja errado por um, dois, cinco anos. Mas a tendência da economia é sempre de crescimento, então imaginamos que seja um cenário plausível. 

Enquanto hoje em dia as classes alvo da Vasta representam aproximadamente 40% da população, em 10 anos ela representará quase 60%.

A Vasta Educação

A Vasta surge com o propósito de ser uma plataforma one stop provider para as escolas K12 privadas. Os serviços da Vasta podem ser divididos em dois grandes grupos: onde o primeiro tem o objetivo de ajudar a escola a prover uma educação de qualidade, e o segundo grupo busca auxiliar a escola a ser melhor gerida. 

A Vasta basicamente fornece um sistema para que a escola possa se tornar um negócio rentável, sustentável e com boas perspectivas de médio/longo prazo. 

Ao abordar um cliente, a Vasta oferece ao parceiro duas opções metodológicas: sistema de ensino ou livro didático. No primeiro, a Vasta instala no parceiro uma de suas bandeiras de ensino, que conta com marcas extremamente renomadas, como Anglo, Pitágoras e pH. 

Neste caso, todo o sistema passa a pertencer a esta bandeira, que conta com suas próprias características pedagógicas, programas de ensino e qualificação de docentes. A empresa trabalha com diversas bandeiras justamente para que possa abranger os mais diferentes perfis de escola, com diferentes tickets médios e opcionais. 

Ao adotar um sistema de ensino, a escola também ganha acesso à plataforma de tecnologia aplicada à educação da Vasta, que possibilita a digitalização do ensino, através de tarefas de casa via computador, tablet ou celular, por exemplo. 

Esta funcionalidade automaticamente passa a gerar diversos dados para o professor, que consegue entender se determinado assunto foi um entrave no entendimento dos alunos e mostra que ele deve reforçar aquele conteúdo na próxima aula. 

A plataforma integrada também pode fazer relatórios de cada aluno individualmente, que podem ser acessados pelos pais e pela coordenação da escola, que saberá onde focar com cada aluno, tornando mais eficiente o processo de aulas de reforço em períodos extras para quem realmente precisa. 

Ao mesmo tempo, a escola também recebe acesso à um portal de capacitação de docentes, que são submetidos à programas de educação continuada, para que estejam sempre atentos às novidades de suas respectivas áreas, bem como tendências de ensino que vão sendo desenvolvidas com o passar dos anos. 

O segundo caso é geralmente encontrado em escolas premium, onde não há um embandeiramento do colégio, em geral por questões como tradição histórica da escola. Este modelo é observado em cidades maiores. 

No sistema de livro didático, a Vasta oferece à escola parceira uma personificação do serviço, onde ela monta um sistema pedagógico de acordo com as necessidades do colégio. 

Para isso, a Vasta é detentora das quatro maiores editoras de livros didáticos do país. A plataforma tecnológica também está presente neste modelo, bem com a plataforma de capacitação de professores. 

Vale dizer que para ambos os casos, a plataforma de ensino dos alunos oferece diversas opções. Se um aluno estiver com dificuldade em resolver determinado exercício, é oferecido à ele a oportunidade de assistir uma vídeo aula sobre o assunto. Caso a dificuldade ainda persista, ele poderá acionar um tutor da Vasta, que estará disponível de segunda a sábado das 7h às 23h. Aos domingos existe um suporte das 7h às 13h.

Todos esse ecossistema potencializa a capacidade da escola em prover as mais diferentes oportunidades de ensino aos seus alunos. A qualidade é comprovada com o dado que em mais de 500 cidades, escolas com algum sistema de ensino da Vasta estiveram no Top 3 do município no ENEM. 

A Vasta ainda oferece em seu primeiro bloco de auxílio, atividades ligadas à línguas estrangeiras e à modalidade STEM, acrônimo do inglês que significa Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Todas essas características são ofertadas ou estão em desenvolvimento para auxiliar a escola a prover a melhor solução de ensino possível às famílias e seus filhos. 

O segundo bloco busca ajudar a escola a ser melhor gerida e a gerar mais valor aos seus donos. 

Atualmente a empresa oferece apenas um serviço neste bloco, mas promete entregar diversas outras funcionalidades ao longo do ano. 

A solução oferecida na plataforma de gestão é a de e-commerce. As escolas têm um problema fiscal em comprar livros didáticos para revender aos alunos, uma vez que o cadastro estadual delas é de provedor de serviços. 

A Vasta oferece, através da Livro Fácil, o maior marketplace de ensino básico do país, com mais de 167 mil itens em seu catálogo. Repentinamente a escola se livrou de problemas de organização, logística e fiscal, através de um serviço oferecido pelas Vasta. 

A empresa ainda está desenvolvendo soluções para as frentes de matrícula online, marketplace de bolsas de estudos, marketing digital e CRM, ERP Financeiro e Acadêmico. 

Estas soluções ajudarão as escolas a atrair cada vez mais alunos, oferecê-los uma educação de excelência, não apenas segundo o currículo básico exigido pelo MEC, mas os preparando para os desafios da vida adulta e consequentemente conseguirão um maior grau de retenção de sua base de clientes. 

Modelo de negócios

As escolas que decidem por operar com serviços oferecidos pela Vasta, assinam contratos que vão de três a sete anos, o que garante uma grande previsibilidade de receita pela empresa. 

Hoje, mais de 4 mil escolas são clientes de algum serviço oferecido pela companhia, dentre um universo possível de mais de 17 mil. 

Os serviços oferecidos são customizáveis, então existe uma grande oportunidade de cross-sell, visto que as escolas que são parceiras atualmente, nem sempre adquirem todos os pacotes possíveis. Se o atual cliente está satisfeito com o serviço (conforme os níveis de NPS da empresa), ele tem mais chance de adquirir outras ofertas da Vasta. 

A Cogna acertou em cheio em dividir suas unidades de negócio, pois permite que o mercado precifique de maneira mais adequada a holding como um todo. 

Ao olharmos para a Vasta, temos uma empresa de plataform as a service (paas), que funciona em um modelo de assinaturas, onde o cliente pode montar seu pacote e paga mensalmente para a companhia de acordo com as funcionalidades escolhidas. Estamos diante de um negócio ainda com receitas recorrentes e previsíveis. 

O modelo é todo baseado em tecnologia, como foi possível observar através das novidades apresentadas aqui e serão ainda mais latentes com o passar do tempo e o lançamento de novas features

A Vasta é uma unidade asset light, visto que demanda pouco investimento em capital físico pois ela não tem o custo de criar e administrar uma escola do zero, com o pagamento de salários de professores, etc. 

Ela fornece soluções com viés tecnológico, fazendo com que os investimentos tenham que ser em profissionais da área e em grandes servidores. O custo disso tudo é muito menor e a escalabilidade é alta. 

Desenvolvido o sistema, ele precisa apenas de manutenção e de melhorias contínuas. Mas pouco importa se haverá uma ou mil escolas conectadas a esse sistema. A receita cresce muito mais rápido do que o custo. 

Essas características de asset light e alta escalabilidade, conferem ao negócio um grande potencial de crescimento.

Conclusão

A Vasta Educação é apenas uma das linhas de negócios da Cogna. A empresa também promete entregar um mindset mais voltado à tecnologia em suas outras áreas de negócios, mas certamente a Vasta se mostrou algo sem precedentes, em um mercado altamente fragmentado e com muitas oportunidades de melhorias. São características que gosto muito em uma empresa. 

Ainda precisa ser observado se os desenrolares serão como a empresa espera, mas me parece uma ótima oportunidade de longo prazo.