O que é o Come-Cotas?

Come-Cotas é um termo utilizado para  definir a antecipação do recolhimento  do imposto de renda em algumas modalidades de investimento. Certamente quem investe em  fundos classificados como de longo ou curto prazo, como renda fixa, cambiais e multimercados, já se deparou com esse tributo.

Diferentemente da grande maioria dos investimentos, onde só se paga o imposto relativo ao resgate da aplicação, nesses tipos de de fundos, se paga uma parte do imposto de forma antecipada e uma parte no resgate da aplicação. 

Quando esse imposto incide sobre meus rendimentos?

O funcionamento do come-cotas é simples, sendo deduzido a cada seis meses. Ele sempre é realizado no último dia útil dos meses de maio e novembro. Como ele não depende da interferência do investidor, acompanhando seu extrato nessas datas você poderá verificar a alteração em suas cotas de investimento.

Esse é justamente o motivo pelo qual ele recebe esse nome. No come-cotas o imposto é  deduzido diretamente das cotas do investidor. Assim, quando chega a época do come-cotas, é feito o cálculo de quanto o investidor deveria pagar de IR sobre os ganhos das aplicações naquele período e então isso é proporcionalmente deduzido das suas cotas. 

Fundos sujeitos ao come-cotas

Como já foi dito, o come-cotas não incide sobre todos os tipos de fundos de investimentos. Esse processo acontece apenas com fundos que são classificados como curto prazo ou longo prazo, dessa forma, os fundos de ações estão livres do come-cotas. Por outro lado, nos fundos de renda fixa e multimercados, muito conhecidos por parte dos investidores, existe o come-cotas. 

Alíquotas do Come-cotas

O come-cotas sempre irá incidir sobre a menor alíquota de imposto de renda  de cada tipo de fundo. Por exemplo, para os fundos de curto prazo, a cobrança semestral é de 20% em relação aos rendimentos, já para os de longo prazo o valor a ser considerado será de 15%.

No momento de resgatar o fundo, há o cálculo de compensação referente à diferença de alíquotas de acordo com o período de investimento.

Também vale a pena lembrar que a alíquota incide apenas sobre o rendimento neste  período, dessa maneira apenas a valorização do dinheiro aplicado será atingida, não o total  investido.

 

Saiba mais sobre come-cotas assistindo ao nosso vídeo educacional.

 

O Que São e Por que Investir em Fundos ESGs?

Durante a pandemia, os Fundos ESG chamaram bastante atenção da mídia e do mercado financeiro. Seu bom desempenho em meio à pandemia não passou despercebido.

Mas você sabe o que são eles?

O que são os Fundos ESG?

Basicamente, são fundos baseados em princípios Ambientais (Environmental), Sociais (Social) e de Governança (Governance). Apesar de hoje, a B3 possuir somente quatro índices que seguem tais critérios, nos próximos dois anos deve haver um aumento nessa quantidade.

Mas o que significa, na prática, ESG? E por que a B3 e as gestoras estão cada vez mais interessados em criar opções de investimentos nesse ativo?

Os investidores estão cada vez mais preocupados em aliar boa rentabilidade com princípios éticos sustentáveis, e os índices ESG são ótimas opções para isso.

Os fundos acionários sustentáveis acumularam alta superior a qualquer outro tipo de fundo, e queda inferior a todos, com exceção dos fundos de ações livres. 

Fundos ESG apresentam maior performance

Além disso, pensando em cenário global, a BlackRock, divulgou um levantamento que indica que os produtos de investimento com princípios ESG tiveram performance superior aos seus pares em vários momentos recessivos dos últimos anos, desde a crise do petróleo de 2015.

Ser norteado por práticas “Environmental, Social and Governance” gera valor para a empresa ao longo prazo, além de mitigar riscos, através da integração entre ESG e estratégias corporativas. Como resultado tem-se um aumento da cotação de mercado da empresa.

 O Longo Prazo é um dos principais fatores para se optar por índices ESG, visto que estes se mostraram mais resilientes, principalmente durante a pandemia do COVID-19. Empresas que focam em governança, por exemplo, não pensam somente no lucro do trimestre, mas em responsabilidade para com o futuro.

 Os princípios ambientais, apesar de serem mais difíceis de quantificar, possuem sua importância quando se prioriza o futuro. Empresas que não possuem cuidados ambientais, podem sofrer com risco regulatório, através de taxas e impostos mais altos.

Atenção para os principios sociais

Por fim, a importância de princípios sociais, cujo impacto acontece também por risco regulatório, abrange segurança de dados, segurança do trabalho, diversidade, compensação, benefícios, entre outros. Este princípio está ganhando muita relevância, visto que os custos humanos estão impactando cada vez mais as empresas.

Apesar destas práticas irem de encontro à maximização de resultados no curto prazo, os fatores mencionados devem ser levados em consideração pelas companhias.

O receio do investidor nacional no longo prazo, deriva de uma cultura imediatista e receio de incertezas econômicas. Porém, com a popularização de investimentos alternativos, opções como Fundos ESG estão cada vez mais em destaque, tanto pela rentabilidade, quanto pela crescente onda green.

Fontes: Maisretorno, investnews, B3, morningstar.

O fim do CDI! Uma nova era para os investimentos.

Hoje foi realizada a live “O fim do CDI! Uma nova era para os investimentos” com a presença de Guilherme Abbud, sócio-fundador da Persevera Asset Management, e apresentação de Marco Túlio Schiavinato, sócio e superintendente regional da BlueTrade e Eliseu Hernandez da área de Produtos e Alocação da BlueTrade.

Segundo Abbud, tivemos uma recessão de balanços. Durante anos, o Brasil viveu em investir se baseando em empréstimos, tanto o cidadão quanto os empresários.

Nisso, em 2015 gerou-se uma bolha de consumo, fazendo com que o Banco Central começasse a trabalhar educadamente em direção a meta.

Também reforçou que o CDI não voltará para altos patamares novamente. Na visão da asset, o CDI não deve voltar para acima de 4% a.a. nos próximos 5 anos.

Estamos vivendo um movimento transformacional no Brasil que, como país emergente, está vivendo um movimento de juros baixos semelhante a países desenvolvidos.

Abbud também reforça que pode haver a recuperação em V ou U. Porém, o pequeno e médio empresário não vai sentir isso de forma espontânea.

Nos EUA, quando a Bolsa sofre queda, sua Renda Fixa se contrapõe e tem bons retornos. Porém, isso nunca funcionou Brasil durante as crises, a Bolsa e Renda Fixa sempre vão mal juntas, afetado por conta do câmbio. Isso se deve a alta dependência do investidor estrangeiro que sempre tivemos.

Mas isso tem mudado, pois o Brasil está com mais de R$360 bilhões de reservas internacionais, a maioria das empresas nacionais já transformaram suas dívidas em reais e a própria maioria dos investidores estrangeiros já estão fora do país.

Na visão dele, a correlação entre Bolsa e Renda Fixa começou a funcionar no Brasil, semelhante aos EUA. Também há o sentimento de deslocamento entre o mundo financeiro e a economia real.

A evolução da taxa de juros também foi grande, na redução de 14% a.a. para os atuais 2% a.a. nos últimos anos. O lucro das empresas devem “patinar” por um tempo, mas os investidores farão mais compras em Bolsa, acreditando no lucro futuro.

E a Bolsa sempre antecipa todo esse movimento de retomada.

Assista a live completa no link abaixo:

Sala de Espera (0:00)
Início (15:18)
Para onde vai a taxa Selic? (24:10)
Como ir além do corte de juros? (38:12)
Quais serão as próximas medidas adotadas pelo Banco Central? (45:27)
Recuperação em V ou em U, Qual será a do Brasil? (51:21)
Como investir nesse cenário (55:22)
Criação de uma carteira e Instrumentos de proteção (1:00:56)
Economia X Performance da Bolsa (1:08:10)
Revolução silenciosa da economia brasileira (1:13:29)
Considerações finais: Desapego do CDI e estratégia para sucesso na Bolsa (1:13:29)

Um panorama sobre os fundos multimercados

A nova realidade

No dia 17 de Julho o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) decidiu diminuir a taxa básica de juros do país (SELIC) para 2,25% ao ano, a menor já vista. Além disso, sinalizou que pode haver mais espaço para cortes no futuro. 

Montar uma carteira de investimentos atualmente está mais difícil. Aqueles 1% ao mês em épocas de SELIC a 14% ao ano provavelmente não voltarão. Além disso, para obter retornos mais significativos, diferentes estratégias deverão ser montadas.

Como os títulos de renda fixa são atrelados à inflação ou a taxa básica de juros, não há dúvidas que serão os ativos mais afetados dentro dos investimentos. Eles ainda serão uma peça importante dentro das carteiras, mas para conseguir uma rentabilidade mais atrativa, uma maior diversificação e exposição ao risco será necessária. 

Fundos Multimercados

É neste momento que os fundos multimercados podem fazer a diferença dentro da carteira do investidor. Os fundos de investimentos multimercado, segundo a Anbima, são uma classe de fundos que possuem uma política de investimento livre, sem concentração específica de ativos. Sendo assim, podem ter diferentes estratégias de investimentos. 

Obter uma parcela da carteira em diferentes fundos pode trazer uma estratégia interessante para o investidor. Ao mesmo tempo que alguns fundos podem apresentar uma gestão mais conservadora, focando em papéis de renda fixa, outros podem apresentar uma gestão mais agressiva, com ações e exposição ao câmbio. 

Sendo assim, estes fundos podem ser classificados por suas estratégias de investimento. Abaixo, uma breve descrição de cada estratégia, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima):

  • Macro: fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc), com estratégias de investimento baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos.
  • Trading: fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.), explorando oportunidades de ganhos a partir de movimentos de curto prazo nos preços dos ativos.
  • Long and Short – Direcional: fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando posições compradas e vendidas. O resultado deve ser proveniente, preponderantemente, da diferença entre essas posições. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa.
  • Long and Short – Neutro: fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando posições compradas e vendidas, com o objetivo de manterem a exposição financeira líquida limitada a 5%. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa.
  • Juros e Moedas: fundos que buscam retorno no longo prazo via investimentos em ativos de renda fixa, admitindo-se estratégias que impliquem risco de juros, risco de índice de preço e risco de moeda estrangeira. Excluem-se estratégias que impliquem exposição de renda variável (ações etc).
  • Livre: fundos sem compromisso de concentração em alguma estratégia específica.
  • Capital Protegido: fundos que buscam retornos em mercados de risco procurando proteger, parcial ou totalmente, o principal investido.
  • Estratégia Específica: fundos que adotam estratégia de investimento que implique riscos específicos, tais como commodities, futuro de índice.

Como podemos ver, os fundos multimercados possuem uma grande diversidade de estratégias que podem ser alocadas dentro de diversos perfis de investimentos. Além disso, dependendo do momento de mercado, cada fundo pode apresentar uma estratégia específica para aproveitar oportunidades de longo e curto prazo. 

Panorama de 2020

Dentre todos os fundos que são registrados na Anbima, os fundos multimercados representam 23% do destino dos recursos dos investidores, ficando apenas atrás dos fundos de renda fixa. São mais de R$ 1 trilhão alocados. 

Além disso, tanto este ano quanto nos últimos 12 meses, os fundos multimercados foram o segundo destino mais comum dentro os investidores que alocaram em fundos, ficando atrás somente dos fundos de ações.

Só neste ano, foram mais de R$ 18 bilhões de reais de captação.  Enquanto os fundos de renda fixa tiveram resgate de mais de R$ 100 bilhões.

O destaque dentro dos multimercados vai para fundos com estratégia de investimentos livre e aqueles que investem no exterior, do qual foram destino de mais de 50% dos recursos. 

Todos sabemos que o ano de 2020 que sofreu impactos econômicos por causa da pandemia. Entretanto, considerando o rendimento médio ponderado de todos os fundos multimercados, os mesmos apresentaram um rendimento positivo neste ano de 1,24%. O mesmo que os de renda fixa e cerca de +20,00% acima dos de ações, com desempenho de aproximadamente de -19% no ano.

Os fundos multimercados de estratégia livre e long e short neutro foram os melhores desempenhos dentro do ano de 2020, apresentando rendimentos positivos na casa de 0,20% e 2,08% no ano. 

É importante destacar que as rentabilidades passadas não são garantia de rentabilidades futuras. Além disso, como cada fundo possui gestão focada em estratégias diferentes, tais estratégias desempenham de maneira diferente de acordo com o contexto macroeconômico. A variedade de fundos multimercados é um fator positivo para a diversificação da carteira do investidor.

Portanto, é de extrema importância ler o regulamento do fundo, entender sua política de investimento e taxas, além de conhecer como que a gestão do fundo performa. Além disso, contar com a ajuda de um profissional para orientar é essencial para manter as carteiras balanceadas.




Como os fundos multimercado se encaixam na sua carteira

Com a queda da taxa básica de juros, ocorre na cabeça de vários investidores a vontade de otimizar melhor sua carteira. Afinal, é fácil encontrar anúncios sobre o como virou arriscado ser conservador. A afirmação é totalmente verdadeira, uma vez que os investimentos mais conservadores, como fundos de renda fixa, podem ter inclusive juros negativo. 

Pode parecer estranho, uma vez que em geral, o primeiro objetivo do investidor conservador é se proteger de riscos ao seu patrimônio. 

O fenômeno de juros negativos nos fundos de renda fixa ocorrem por conta das taxas de administração que por vezes são abusivas, principalmente se tratando dos veículos presentes dentro dos grandes bancos. 

Com uma Selic a 5%, fica difícil um fundo de renda fixa render mais do que 6% ao ano. Se descontarmos a taxa de administração que pode chegar a 4% ao ano, o investidor ficaria com 2%. Depois de subtraída a inflação e pago o imposto de renda, o investidor terá um poder de compra menor do que no momento em que investiu. 

Foco em plataformas abertas

O cenário exige uma inteligência financeira maior dos investidores, para que consigam balancear melhor sua carteira e se expor aos riscos certos. O primeiro passo é sair dos grandes bancos e passar a investir em plataformas abertas de investimentos. 

Os fundos disponíveis nas plataformas tendem a cobrar taxas mais condizentes com o justo. O segundo passo é entender de que forma uma carteira é bem montada.

O objetivo hoje é explorar os fundos multimercado e de que forma eles se encaixam na sua carteira. 

A carteira dos multimercado

Essa categoria de fundos tem a liberdade para investir em praticamente todas as classes de ativos financeiros: ações, juros, crédito, câmbio etc. Isso garante aos multimercados uma multidisciplinaridade interessante.

Como o ambiente de investimentos é muito grande, buscamos classes para categorizar os multimercados. O mais comum é encontrar a divisão por volatilidade. Existem, portanto, os multimercado de baixa, média e alta volatilidade. 

A carteira do investidor

O investidor, que agora sabe que precisa se expor um pouco mais aos riscos, decide que vai migrar uma parte de seus investimentos, que antes se concentravam na renda fixa, para os fundos multimercados. 

A atitude é muito bacana. No entanto, a escolha de produto é ainda mais importante. É comum neste caso que o investidor opte por um fundo multimercado de baixa volatilidade. Como ele sempre foi investidor de renda fixa, é provável que tenha aversão a chacoalhadas do preço, mesmo que isso possa significar nada no longo prazo. 

O racional é o seguinte: Vou colocar uma parte nos de baixa volatilidade, assim, consigo me expor um pouco mais a risco e tento ganhar um pouco mais. 

A verdade é que essa estratégia dificilmente fará muita diferença no resultado final da carteira. Como os multimercado de baixa volatilidade têm o mandato apenas para aquela categoria, eles fazem de tudo para que tenham oscilações pequenas em suas cotas. 

A maneira de fazer isso é se entupir de títulos de renda fixa de baixíssima volatilidade, sobrando pouco espaço para que o gestor possa correr risco de fato. Ora, não existe almoço grátis, se o gestor não correr riscos, ele também não entrega retorno. É por conta disso que os fundos multimercados de baixa volatilidade apresentam um retorno parecido aos fundos de renda fixa. 

Mas na verdade, o cenário começa a ficar crítico agora: algo que vem caindo em desuso nos fundos de renda fixa, são as taxas de performance. No entanto, ela ainda é praticamente unanimidade nos multimercados, independentemente da volatilidade. 

Desta forma, existem dois cenários para o investidor: caso seu fundo performe bem, ele receberá não muito mais do que na renda fixa, uma vez que o rendimento não será muito superior e a taxa de performance ainda vai comer uma parte da rentabilidade. 

O segundo cenário é o caso de o fundo performar mal. Neste caso, o investidor perde mais do que perderia nos fundos de renda fixa, uma vez que a volatilidade do multimercado é maior e ele se expõe mais a riscos. Infelizmente para o investidor, o gestor não paga a ele uma taxa em um ano de performance ruim. 

Como é possível perceber, o sistema de incentivos não está favorável do lado do investidor. 

Qual a alternativa?

Usando o mesmo exemplo, imagine que você investidor conservador decidiu que irá destinar 20% dos seus recursos para os fundos multimercados. Mas relembrando, o investidor conservador tem aversão às chacoalhadas na cota. 

A solução seria, portanto, destinar apenas 10% dos recursos aos multimercados. No entanto, este recurso iria para os multimercados média/alta volatilidade. O objetivo seria dar espaço para o gestor para que ele consiga montar posições de riscos, como apostas na bolsa de valores. 

O investidor ainda assim estaria protegendo seu capital, visto que 90% ainda continua na renda fixa. Os outros 10% podem ir para o risco. Não faz sentido colocar 20% em um fundo de baixa volatilidade, para que ele compre títulos de renda fixa majoritariamente e ainda cobre uma taxa de você para isso. 

O ideal é investir em um fundo de alta volatilidade, onde o gestor pode, além de ganhar dinheiro para ele, através das taxas de administração e performance, ganhar dinheiro também para você cotista. 

Extra: investir é uma maratona, não uma corrida de 100m

Fiz questão de colocar esta sessão aqui hoje. Frisei em alguns pontos deste artigo o quanto os investidores, por vezes, são averso à volatilidade. 

Primeiramente, cabe a definição de que volatilidade não é risco. Volatilidade apenas ilustra a interação entre compradores e vendedores. Risco aqui encaramos como risco de perda de capital. As torres gêmeas não tinham volatilidade alguma, mas será que podemos dizer que não existia risco algum de um atentado terrorista para derrubá-las? 

Agora partindo para o que realmente interessa, é muito importante que o investidor tenha a cabeça no longo prazo. Em geral, as chacoalhadas dos preços das ações ou das cotas dos fundos de investimentos, são apenas pequenos solavancos de uma grande tendência de alta. 

Não dá para imaginar que a subida será constante. Inclusive os maiores bull markets contam com quedas significativas no curto prazo, mas que se olhadas de longe, significam pouco em todo o processo de subida. 

Imagine o seguinte: até hoje, sua vida foi apenas formada de bons momentos? Acredito que seja mais provável que houveram alguns momentos de baixa, mas que você tenha evoluído tanto desde o dia em que nasceu, que olhando para trás, esses momentos de baixa são apenas pequenos vales. 

Nos investimentos é a mesma coisa: os mensageiros do apocalipse te venderão que o mundo está às portas de um crise nunca antes vista neste mundo. Em geral esse tipo de mensagem serve apenas para vender jornal e não passa de uma pequena turbulência.

Fundos de Investimento em Ações: entenda as estratégias

O ano de 2019 está quase chegando ao fim e foi um período importante para o panorama de investimentos no país. A bolsa brasileira, pela primeira vez na história, alcançou mais de um milhão de investidores. O principal índice de ações do país, o IBOVESPA, ultrapassou a barreira dos 100 mil pontos. Além disso, a poupança registra uma saída nunca vista antes, fluxo que tem direção para outros investimentos, como por exemplo, a bolsa.

Sendo assim, o ânimo com a bolsa brasileira é nítido em qualquer noticiário do país. Somado a isso, o desejo de investir em ações passa pela cabeça de muitas pessoas ao nosso redor. É muito comum ouvirmos amigos, familiares ou colegas de trabalho dizendo que não sabem investir em ações. 

Quando ouvirmos falar de alguém que investe em ações, ficamos pensando se não estamos perdendo tempo, se quiser saber mais sobre o tema, temos este artigo sobre o ânimo com a bolsa. No entanto, não é todo mundo que possui a confiança, o tempo e os recursos necessários para investir diretamente na bolsa.

Investindo em ações através de Fundos

Porém, existe uma forma de investir em ações de maneira muito mais fácil: os fundos de investimento em ações, mais conhecidos como FIA. Os fundos de investimento possuem uma vasta variedade de opções para o investidor, e uma delas são os fundos focados em comprar e vender ações. 

De maneira bem simples, esses fundos, com equipes especializadas, captam recursos para investir em uma carteira selecionada de ações de empresas. Eles precisam ter, no mínimo, dois terços de seu patrimônio em ações de mercado, e cada fundo tem sua carteira e sua maneira de escolher as mesmas.

Em poucas palavras, os FIA captam dinheiro e investem em ações para você, buscando um retorno de acordo com o que é definido em seu regulamento. Ao investir neles, o investidor compra uma cota, e esse custo é muito menor do que comprar lotes de ações diretamente na bolsa. Sem falar que a carteira dos fundos possuem diversas ações de diversos segmentos da bolsa, trazendo diversidade para o investidor. 

Além disso, os FIA possuem pessoas especializadas que ficam analisando o mercado e as empresas o tempo todo. Portanto, seu objetivo é seguir ou ganhar de seu benchmark de referência, que na maioria das vezes é o IBOVESPA.

Por contar com uma equipe especializada e ser responsável por compras e vendas dos papéis, os fundos de investimento em ações cobram uma taxa para poder trabalhar. Essas taxas, na maioria das vezes, são as taxas de administração e as de performance. A primeira geralmente é em torno de 2% a 3% ao ano em relação ao patrimônio líquido do fundo. A segunda, geralmente uma taxa de 20% sobre os rendimentos, acontece caso o fundo renda somente acima de seu benchmark. 

Vale ressaltar que esses fundos trazem uma volatilidade e risco maior do que outros fundos e produtos de investimento, devido ao fato de estarem sujeitos a variação dos preços dos ativos, o que pode não ser do apetite financeiro de algumas pessoas.

Estratégias dos FIA

Para atingir seus objetivos, os fundos utilizam diversas estratégias para montar suas carteiras de ações e garantir sua rentabilidade. Você pode identificar as estratégias dos fundos nos sufixos de seus nomes ou em seu regulamento, documento mais importante de um fundo que diz tudo a seu respeito. As estratégias mais comuns são apresentadas abaixo:

  • Long Only: estratégia estabelecida por analisar empresas que possuem potencial de crescimento e geração de valor e consequentemente aumentar o valor das suas ações durante o tempo. Esses fundos, então, fazem uma avaliação das empresas, compram suas ações, acompanham seu desenvolvimento, mantendo sua posição como acionista. A norma diz que eles precisam ficar no mínimo 67% comprados e não podem operar na ponta vendedora. 
  • Long Short: estratégia realizada ao comprar um par de ações que podem apresentar uma correlação negativa. Assim, o fundo espera na valorização de uma e na desvalorização da outra. Ele atua nas duas pontas, compradora e vendedora. 
  • Long Biased: estratégia em que o fundo aposta na valorização das ações, porém pode atuar nas tendências de altas e baixas das mesmas. Eles podem, por exemplo, utilizar os aluguéis de ações para alavancar sua atuação.
  • Internacional: fundos que podem utilizar as estratégias acima, mas possui participação grande em ativos internacionais. 
  • Indexados: assim como acima, são fundos que investem nos principais índices do país para tentar replicar seu rendimento.
  • Outros: podem existir outros tipos de estratégia mais setoriais, mais focados em questões como empresas sustentáveis, empresas com grandes distribuições de dividendos, empresas menores, com bons níveis de governança corporativa (saiba mais neste artigo) e outros.

Como visto acima, podem existir diferentes estratégias para os fundos de investimento em ações. Você consegue entender mais sobre como avaliar um fundo neste artigo. Então, não existe um melhor que o outro.

O importante é sempre ler os documentos do fundo, como o regulamento e o material de divulgação, a fim de entender mais os riscos e a volatilidade, assim como sua equipe e os rendimentos que vem apresentando. Além disso, é de extrema importância que você tenha um assessor de investimentos ao lado para aconselhar e explicar os produtos de acordo com seu perfil de investidor.

Portanto, os fundos de investimentos em ações são uma ótima opção para quem quer começar a investir na bolsa de valores. São uma forma mais profissional e focada de investir, mais barata e diversificada para quem ainda não tem muito tempo e conhecimento. 

O que são FIPs?

Os fundos de investimentos (FIPs) em participações podem soar como um instrumento de investimentos estranho para os investidores em geral, mas é um veículo de alocação bem conhecido entre os investidores institucionais. 

Os FIPs são uma classe de investimentos alternativos, que participam de investimentos não tradicionais, como imóveis, infraestrutura e capital privado. Este tipo de veículo também é comumente conhecido como private equity

Como funcionam?

Basicamente, os FIPs compram uma participação relevante em uma ou mais empresas, empreendimentos e projetos, para que possam participar ativamente do planejamento e execução das atividades operacionais destes investimentos. 

Usemos como exemplo um FIP que compra participações em empresas privadas. Ao contrário dos fundos de ações, que compram participações em empresas negociadas na bolsa de valores e geralmente detêm participações pequenas nestas empresas, o FIP compra uma participação relevante, capaz de torná-lo parte do bloco de controle dessas empresas. 

Ao fazer parte do grupo controlador, o fundo então terá poder de decisão na empresa e poderá indicar membros para a diretoria executiva, como CEO, diretor financeiro e diretor de operações, por exemplo. 

Desta forma, o fundo consegue mudar os rumos da empresa que investe, melhorando a operação da mesma a fim de gerar mais lucro para a companhia. Ao gerar mais lucro, a empresa distribuirá seu lucro para seus acionistas. O fundo como um grande acionista da empresa terá uma boa parte deste lucro distribuído. Após isso, dividirá seus rendimentos entre seus cotistas.

Note que mesmo que a empresa seja de capital fechado, ela têm ações. A única diferença é que essas ações não são negociadas em bolsa de valores e geralmente estão nas mãos de poucos controladores. Por isso dizemos que um FIP é acionista da empresa. 

Tipos de FIPs

Os fundos de participações são classificados em quatro tipos: 

  • FIP – Capital Semente: Essa classe investe em empresas que tenham faturamento anual de até R$16 milhões. 
  • FIP – Empresas Emergente: Essa classe pode investir em empresas que tenham faturamento anual de até R$300 milhões. 
  • FIP – IE / FIP – PD&I: Essa classe é destinada a fundos que invistam em projetos de infraestrutura ou pesquisa, desenvolvimento e inovação no setores de energia, água e saneamento básico, transporte etc.
  • FIP – Multiestratégia: Essa classe se destina a fundos que não se enquadram em nenhuma das classes descritas acima. 

Período de investimentos

Os fundos de investimentos em participações são, por natureza, de longo prazo. Isso porque a participação na gestão de empreendimentos, com a execução de mudanças e com novos projetos, pode demorar a demonstrar resultados.  

O impacto das mudanças operacionais que existem nas empresas obedece a ciclos empresariais, os quais são bem longos, podendo chegar a até 10 anos. Desta forma, o investidor até pode vender sua participação no fundos em um curto espaço de tempo, uma vez que as cotas dos FIPs são negociadas em bolsa. No entanto, o investidor não deve participar deste modelo de investimentos se não estiver apto a esperar para que os frutos da boa gestão apareçam. 

A cota do fundo sendo negociada em bolsa de valores pode assustar, mas o preço da cota não deve oscilar muito e o investidor não deve se prender a isso. O mindset neste caso deve estar nas operações das empresas investidas pelo fundo. 

Desinvestimento

Os FIPs geralmente compram participações em empresas e projetos ainda em sua fase inicial, com muitas mudanças a serem feitas e muitas estratégias a serem desenvolvidas. Após fazer todo este trabalho, é comum que os FIPs vendam uma parte ou a totalidade de suas participações nas empresas.

Após o desinvestimento, o fundo pode distribuir o dinheiro a seus cotistas ou então partir para um novo ciclo de investimentos, onde tentará encontrar novamente boas oportunidades de investimentos a longo prazo. 

A venda da participação do fundo nas companhias pode ser feita de forma direta para um comprador interessado ou então pode ser feita via IPO, vendendo a sua parte da empresa na bolsa de valores, tornando a empresa uma companhia de capital aberto.

Vantagens de se investir nos FIPs

No atual ciclo econômico brasileiro, com taxas de juros estruturalmente baixas e historicamente nas mínimas, passa a ser cada vez mais necessário o investimento em ativos reais, como participações em imóveis, empresas e projetos de infraestrutura. 

A primeira grande vantagem desta modalidade de investimentos é que no caso dos ativos reais, eles geram mais resultados com um ambiente de juros baixos. Os projetos ficam mais viáveis, as empresas têm mais aptidão para investir em expansão de parques fabris e o mercado imobiliário fica mais aquecido. Tudo isso em um ciclo virtuoso que é retroalimentado pelas relações econômicas. 

Assim sendo, a expectativa de retorno de ações e participações em geral são maiores em tempos de juros baixos. Como o cenário deve permanecer assim por um bom tempo, o investimentos nos FIPs se mostram uma ótima forma de capturar mais retorno. 

Uma outra grande vantagem é que nos casos dos FIPs de Infraestrutura, os cotistas contam com um incentivo do governo, que não tributa as pessoas físicas no recebimento de dividendos e nem no ganho de capital no caso de venda da cota. 

Vale dizer que o investidor geralmente recebe proventos regularmente nos FIPs e como eles não são tributados no caso dos FIP – IE, todo o rendimento chega líquido ao cotista. O cotista pessoa física também não precisa pagar IR caso venda as suas cotas na bolsa de valores.

Por fim, os fundos de participações são conhecidos por fazer investimentos em empresas e setores que ainda estão em seus estágios iniciais, precisando de bastante desenvolvimento. Isto faz com que os retornos possam ser bem maiores, uma vez que os rendimentos demorarão mais tempo para amadurecerem, mas por conta do forte trabalho de gestão, são melhores.

5 dicas para escolher um fundo de investimento

Com uma infinidade de fundos de investimentos disponíveis nas plataformas, pode ser difícil para algumas pessoas escolherem em qual deles colocar seu dinheiro.



Pode ser que fiquemos tentados a escolher o fundo que melhor performou no ano ou então aquele que tem o gestor mais famoso.



Pode não ser uma boa estratégia, uma vez que muitas vezes um acerto isolado de investimento pode ter feito a performance do fundo ser anormal em determinado ano e ter feito seu gestor famoso.



Abaixo temos algumas dicas para que você consiga escolher um bom fundo de investimentos.

 

1. Descubra seu perfil de investidor

Não adianta investir em fundo de ações se você não suporta ver oscilações em sua cota diária. As empresas obedecem a ciclos empresariais, os quais duram meses e não dias.



Desta forma, as oscilações diárias das ações e consequentemente das cotas dos fundos, pouco dizem sobre o longo prazo. Portanto, esqueça a cota diária e foque na mentalidade de longo prazo do seu gestor. Caso ache que ações são muito arriscadas, opte por um fundo multimercado ou de renda fixa.



2. Descubra quem são os gestores e analistas

Eles estarão representando você e o seu dinheiro. Desta forma, você deve conhecê-los profundamente. Graças à tecnologia, hoje em dia ficou fácil descobrir mais sobre as trajetórias profissionais dos gestores e analistas.



O próprio site da gestora costuma constar com essas informações. Uma busca no LinkedIn também ajuda. O objetivo é entender se o gestor é experiente, se já trabalhou em bons lugares e se tem reconhecimento na área.



 

3. Olhe a performance histórica

O fundo é vencedor no longo prazo? Lembre-se que não adianta o fundo ter apenas um bom histórico recente. Isso pode ser um acerto de tese, exagero no tamanho da posição, que depois se revelou vencedora.



Um fundo ter uma boa performance recente diz pouco. É interessante olhar horizontes de tempo maiores, pois eles nos dão maior noção de como o gestor performou em tempos de crise e também em tempos de bull market.



Não é necessário dizer para fugir dos fundos que nunca performaram bem. Se em um horizonte de 10 anos o fundo nunca bateu seu benchmark, pode ser um sinal de que existem fundos melhores na indústria.



4. Procure clareza dos gestores

O fundo tem clareza em todos os seus momentos? Os gestores aparecem quando estão perdendo? Procure por fundos que tenham bons materiais informativos, que se comuniquem com os cotistas através de cartas.



As cartas são uma ótima maneira de entendermos o que está se passando na cabeça dos gestores. Se o seu fundo não tem nenhuma carta ou material informativo, de que forma você saberá no que ele está investindo?



 

5. Procure saber se o fundo é homologado

Pesquise sobre a regulamentação do fundo, buscando saber se o mesmo é homologado na CVM e na ANBIMA. Em geral você consegue descobrir essas informações apenas navegando pelo site da gestora do fundo.



Procure sempre pelo selo da ANBIMA no rodapé do site do seu fundo. Em tempos de pirâmides financeiras, é sempre interessante ter a certeza de que o seu fundo é de confiança.

 

 

Como funciona a tributação dos fundos de investimentos?

A tributação dos fundos de investimentos é um assunto que por vezes pode parecer de difícil assimilação, uma vez que existem diversas formas de tributação quando investimos em fundos de investimentos.

A tributação incide de maneiras diferentes para os diferentes tipos de fundos. Sendo assim, fundos de ações têm uma característica de incidência, enquanto que o restante dos fundos têm outra.

Dentro desta categoria que tem uma tributação diferenciada dos fundos de ações, existe ainda a divisão entre fundos de curto prazo e fundos de longo prazo.

Fundos de Ações

A tributação para os fundos de ações é a mais simples deste sistema. Assim como acontece com o investidor pessoa física que opera ações, o imposto de renda incidente será de 15% sobre o lucro, independentemente do prazo de investimento.

Vale notar que o investidor pagará imposto de renda apenas se ele obtiver lucro, líquido das taxas que sejam incidentes no investimento. Sendo assim, a alíquota de 15% irá incidir sobre o lucro líquido do investidor.

Um outro ponto a se destacar, é que a depender do prazo do investimento, o investidor pode ainda ter de pagar IOF, imposto que explicaremos mais a frente.

Tipos de fundos

Os fundos de investimentos que não são fundos de ações – exemplo: fundos de renda fixa, multimercado e cambiais – são divididos em duas categorias, a depender das características de suas carteiras.

Assim sendo, caso o fundo tenha uma carteira de investimentos com títulos com vencimento médio inferior a 12 meses, ele é caracterizado como fundo de curto prazo. Caso o vencimento médio dos títulos seja maior do que 12 meses, ele entra na categoria de fundos de longo prazo.

Fundos de curto prazo

Para os fundos de curto prazo, ou seja, fundos que tenham em suas carteiras títulos com vencimento médio inferior a 12 meses, a alíquota de IR incidente irá ser de 22,5% caso o resgate seja feito em até 180 dias a partir da aplicação ou 20% se o resgate foi superior a 180 dias.

Fundos de longo prazo

Caso o fundo tenha em sua carteira, títulos com vencimento médio superior a 12 meses, ele se encaixa na categoria de fundos de longo prazo. Com isso, a alíquota de IR irá variar conforme a tabela regressiva, a mesma que é aplicada em investimentos de renda fixa, que vai de 22,5% até o mínimo de 15%.

Exemplo

Assim sendo, se você investir em um fundo multimercado, cuja classificação seja um fundo de longo prazo e deixar seu dinheiro investido por um ano e quatro meses, a alíquota incidente de IR será de 17,5% sobre o lucro que você obteve.

IOF

O Imposto Sobre Operações Financeiras também pode incidir sobre o investimento em fundos. O IOF incide sobre as aplicações apenas se o resgate do investimento for feito dentro de 30 dias.

A alíquota do IOF é regressiva, começando em 96% caso o resgate seja feito um dia após a aplicação e caminha para 3% caso o resgate seja feito no vigésimo-nono dia.

Come Cotas

Um aspecto importante a se tratar é que, exceto para os fundos de ações, existe um adiantamento da tributação dos fundos que é chamado de come cotas. Como este é um assunto extenso, ele será tratado em um outro artigo.

Conclusão

Algo importante a ser dito é que tanto para o caso do Imposto de Renda, quanto do IOF, a incidência da alíquota é apenas sobre o que o investidor obtiver de lucro.

Após esta explicação, esperamos que a tributação para os fundos de investimentos esteja mais clara para você investidor. Existem algumas regras que devemos nos atentar, mas que possam a ser mais fáceis de se assimilar conforme formos convivendo com elas.

Saiba mais sobre a tributação nos fundos de investimentos assistindo à nosso vídeo educacional.


 

 

Principais taxas dos Fundos de Investimentos

Ao investirmos em fundos de investimentos, muitas vezes nos deparamos com algumas taxas que nunca ouvimos falar.

Existem três taxas principais que iremos explicar hoje, sendo elas: Taxa de Administração, Taxa de Performance e Taxa de Saída.

Taxa de Administração

A taxa de administração é a mais famosa de todas e quase que na maioria das vezes ela é cobrada. Essa taxa é cobrada anualmente pelo cotista como uma forma de cobrir os custos da prestação de serviços.

Um fundo de investimentos é uma empresa como qualquer outra e necessita de pagar suas contas de estrutura física, taxas de regulamentação, custos com auditoria dentre outros custos existentes.

Sendo assim, a taxa de administração tem como finalidade a remuneração de pessoas e entidades envolvidas em um fundo.

Quando existente, a taxa de administração incide sobre o patrimônio do fundo, independente de o mesmo ter dado lucro ou não no período. Sendo assim, no momento inicial do investimento, já se saberá que uma taxa de administração incidirá sobre o total investido.

Taxa de Performance

A taxa de performance existe tem como finalidade remunerar a boa gestão de um fundo. Isso acontece quando o fundo rende acima de seu benchmark, ou seja, seu índice de referência.

Para exemplificar a situação, o Ibovespa é um índice de referência comum para os fundos de ação, assim como o CDI é um índice de referência comum para o fundos multimercado e de renda fixa.

A taxa de performance só é paga se o fundo render acima de seu benchmark e esse rendimento for positivo. Assim sendo, se o Ibovespa caiu 10% em determinado ano e um fundo que o tenha como benchmark caiu apenas 5%, isso quer dizer que ele bateu seu benchmark, mas não terá taxa de performance, uma vez que o rendimento foi negativo.

No mercado de fundos brasileiros, é comum a taxa de performance ser 20%. Vale dizer também que existem alguns fundos que não cobram taxa de performance.

Indo para um exemplo prático, imagine que um fundo de ações tenha como seu benchmark o Ibovespa e taxa de performance de 20% sobre o que exceder seu índice de referência. Se em um determinado ano, o fundo tiver rentabilidade de 30% e o Ibovespa de 15%, a sua performance então terá sido 15% superior à do seu benchmark. Neste caso, o investidor pagará ao fundo 20% de prêmio sobre esses 15% de performance superior ao Ibovespa.

Taxa de Saída

Essa taxa já vem caindo em desuso, mas ainda acontece em alguns tipos de fundos de investimentos.

A taxa de saída, quando incidente, é paga quando se pede resgate de seu fundo e o mesmo tem um período de alguns dias ou semanas até seu dinheiro cair na sua conta.

Se o investidor quiser que seu dinheiro caia na conta mais rápido do que esse período de liquidação, ele paga uma taxa de saída, que incide sobre o total do patrimônio resgatado.

Vale reforçar que nem sempre existe essa taxa de saída e caso ela esteja prevista, será possível encontrar essa informação na lâmina, bem como no regulamento do fundo.

Saiba mais sobre as principais taxas cobradas em fundos de investimentos assistindo à nosso vídeo educacional.