Dê uma ajuda à sua previdência

Atualmente, os fundos de previdência privada são uma importante parte do portfólio das pessoas físicas no Brasil. Essa é uma ótima notícia, visto que olhada da ótica tributária, essa é uma das, senão a melhor classe de investimentos disponível hoje no mercado. 

A depender do sistema de tributação escolhido, o imposto de renda a ser pago pode chegar a apenas 10% do lucro obtido com o investimento. 

Os bancos comerciais são grandes responsáveis pelo estoque de previdência dos brasileiros, que hoje está de perto de R$1 trilhão. 

Herança maldita

São longínquos os tempos de taxas de juros astronômicas no Brasil. E sinceramente, espero que elas nunca mais voltem. Os juros nas alturas são um bom termômetro de que no horizonte o que está por vir no cenário político e econômico não é muito bom. 

Hoje, com uma Selic em 3%, esse fator é minimizado. Mas como uma espécie de cobertor curto, onde se cobre a cabeça e os pés ficam descobertos, essa queda de juros nos mostra outro problema. 

Herdado de uma regulamentação previdenciária precária, os veículos de previdência antigamente tinham diversas amarras em relação a onde o gestor poderia alocar o capital dos seus cotistas. 

Para ilustrar um pouco o fato, os veículos de previdência podiam ter no máximo 49% do seu capital em ações, com diversas restrições em relação ao emissor, por exemplo. 

Isso não era um problema em um Brasil de juros de 14% ao ano, onde na renda fixa era possível ter um retorno mensal de 1%, sem que fosse necessário incorrer em riscos para isso. É aquela famosa jabuticaba: só no Brasil mesmo…

Se pegarmos um dado de 2019, mais de 80% da previdência do brasileiro está alocada em renda fixa. O gerente do banco, que além de atender você, tem mais três mil clientes. Ele não só te indicará uma previdência, pois também deve bater metas de seguros, cartão de crédito, contas abertas e do famoso título de capitalização. Ele certamente não irá se preocupar em te mostrar que os tempos agora são outros e que uma realocação da sua carteira de investimentos é necessária. 

Pensamento crítico

Eu que não sou gerente de banco nem nada, tenho algum tempo livre para te incitar a fazer um exercício mental comigo. 

Os investimentos de previdência devem ser enxergados para o longo prazo. Não adianta investir em um veículo como este se não estiver pensando lá na frente. As suas características tributárias fazem com que quanto maior o tempo de investimentos, maior será o benefício. E isso virá na forma de juros compostos, logo, de maneira exponencial. 

Isso se dá pela ausência de come-cotas a cada seis meses, que ao longo do tempo, vai ganhando valor e vai rendendo juros. Já que o Leão não come 15% do seu lucro a cada semestre, esse lucro vai crescendo cada vez mais com a mágica da composição de retornos ao longo do tempo. 

Passada a questão do longo prazo, chegamos então a um ponto interessante. Se tratando de investimentos de longo prazo, os ativos de riscos tendem a gerar o maior retorno, visto que se afastando dos ruídos de mercado intradiário, o que temos é o desenvolvimento de empresas ao longo do tempo, que vão ganhando cada vez mais valor. 

Se pegarmos os retornos das classes de ativos, quanto mais arriscado o investimento, maior o retorno potencial. Veja que não estou falando que o retorno vai de fato se mostrar maior, mas ele tem mais potencial para ser maior. 

Assim sendo, faria mais sentido eu assumir mais riscos em minha parcela de previdência, visto que o potencial de retornos seriam maiores.

Olhando desta forma, já não faz sentido ter 80% do estoque de previdência em fundos de renda fixa. Os tempos agora são outros e para se obter um retorno digno, será preciso assumir riscos. Assim como em qualquer lugar do mundo. 

O grande segredo

E qual a forma que temos então para maximizar meus retornos? No longo prazo, não queremos estar na ponta perdedora. 

Na verdade, o grande segredo é que não há segredo nenhum. Deve-se ter um portfólio diversificado, com renda fixa sim, mas também com fundos multimercados e fundos de ações. 

Para se escolher as gestoras, temos hoje a maior parte delas com um veículo dedicado a previdência. E o trabalho das gestoras independentes é apenas esse, fazer gestão de investimentos de terceiros. 

Não há a possibilidade de se fazer outra coisa para ganhar dinheiro. É gestão e acabou. Temos hoje Brasil Capital, Constellation e Hix como algumas gestoras de ações com veículo exclusivo de previdência, já com a nova regulamentação, com a possibilidade de se investir até 100% em ações. 

Conclusão

Dito tudo isso, você pode até acreditar que um portfólio diversificado não vai fazer lá tanto diferença no seu bolso. 

Eu poderia me alongar com os mais diversos motivos para dizer que na verdade faz sim diferença estar alocado em bons veículos, com a devida diversificação. 

Mas uma das coisas que aprendi ao longo da vida é que existem coisas que são teóricas e existem coisas que são visuais, palpáveis, práticas. 

Alguém um dia sintetizou isso em uma frase: uma imagem vale mais que mil palavras. 

Então me despeço hoje com uma imagem para lhe fazer pensar. Aqui podemos ver que de fato, 1% a mais de rentabilidade que seja, faz uma diferença absurda nos seus resultados de longo prazo. 

Isso te permitiria se aposentar cinco anos mais cedo ou então colher ao final dos 25 anos, um rendimento 26% maior.

Previdência aprovada: abrindo caminhos

Na noite de 6 de maio de 1998, a cidade de Brasília estava prestes a prestigiar a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Plano idealizado pelo então presidente da república, Fernando Henrique Cardoso, a proposta colocava uma idade mínima para a aposentadoria. 

A aprovação dependia de 308 votos dos deputados. A base do governo passou o dia a procura de alianças para que a proposta fosse aprovada. Na apuração, a contagem apurou 307 votos a favor. O deputado Antonio Kandir, do PSDB-SP, mesmo partido do presidente da república e idealizador do plano da reforma, apertou o botão errado e votou pelo não. 

Sim, um voto errado da base aliada fez com que a proposta fosse recusada. 

Passados 19 anos, Michel Temer caminhava para aprovar sua versão da reforma da Previdência. Por mais que o assunto não fosse unanimidade, as probabilidades de a reforma ser aprovada eram grandes. Até que no dia 17 maio de 2017, a delação premiada de Joesley Batista para a operação lava jato entregou que o então presidente Michel Temer, participava de esquemas de corrupção. 

Mais uma vez, a reforma da previdência ficou de lado e não foi aprovada. 

Já se vão 21 anos desde o fiasco de 1998. No período, o Brasil contou com equipes econômicas negligentes, planos mirabolantes como a Nova Matriz Econômica, presidente envolvido em esquema de corrupção e tantas outras coisas que colocaram o país em cheque. 

Sem a reforma da Previdência, a dívida bruta do país ultrapassará o PIB nos próximos anos e a situação econômica brasileira estará em calamidade. 

É estranho imaginar essa situação se pensarmos que por duas vezes estivemos tão perto de alcançar a aprovação. Parece até que os cisnes negros são brasileiros, adoram o clima tropical e frequentam a praia de Copacabana. Quanto azar. 

Truques velhos para cães novos

Dizem por aí que é difícil ensinar truques novos para cães velhos. Pois eu acho que difícil mesmo é ensinar truques velhos para cães novos. Não que eu adore o atual governo, mas economicamente, Paulo Guedes e sua turma estão fazendo o estado da arte. 

O dia 22 de outubro de 2019 mostra a aprovação definitiva da tão esperada reforma da Previdência. Nada de cisnes negros desta vez. Para coroar, o senado botou um ressonante 60 a 19 na votação, afastando qualquer risco de não aprovação. 

Ainda faltam pequenos destaques a serem votados, o que sinceramente pouco influenciará no resultado final. Mais importante do que tudo isso? A sinalização de que estamos no caminho certo. 

O trabalho continua

Guedes se apressou em dizer que o trabalho com as reformas econômicas continua, com o desejo de endereçar principalmente três delas: reforma administrativa, pacto federativo e reforma tributária. 

As duas primeiras têm mais a ver com a situação fiscal do país, com a reforma administrativa buscando minar parte dos privilégios do funcionalismo público. No caso do pacto federativo, o governo busca uma melhor relação para os gastos obrigatórios do governo federal. 

No caso da reforma tributária, ainda há muita polaridade sobre qual proposta deveria ser levada adiante. O timing político vai ser extremamente importante no caso desta reforma e o consenso é que por hora, ela deve ser enviada em partes. 

A reforma tributária é real geradora de valor para as empresas e tem o potencial de jogar o desemprego para baixo e fazer com que a economia ganhe tração, impulsionando o crescimento do PIB. 

O mais interessante disso tudo, é que um dia após a aprovação de uma das mais importantes reformas da nossa história republicana, o mártir do movimento vem ao público dizer a quem quiser ouvir que o trabalho continua e está apenas no início.

Cereja do bolo

Em paralelo ao legislativo, Salim Mattar comanda a secretaria de desestatização do governo. Pela primeira vez temos um presidente a favor da privatização de empresas que não sejam necessárias para o governo. Pela primeira vez temos o consenso de que o livre mercado deve ditar as leis das negociações comerciais, sem intervenção estatal. 

A primeira leva de estatais a serem privatizadas deve incluir um total de 17 empresas, dentre as quais estão Correios, Casa da Moeda e Eletrobras. A tramitação burocrática demora algum tempo, mas irá ocorrer e o parecer deve ser favorável. 

Mattar vem fazendo um trabalho formidável, limpando a folha de estatais não core para o governo brasileiro e deixando com que essas empresas passem para a iniciativa privada. Consequentemente, tendem a ser mais bem geridas e ter maior potência de gerar valor à sociedade. 

Outro ponto é que o BNDES deverá dar início no futuro próximo à venda de suas participações em empresas privadas. A ação irá gerar um fluxo de capital para dentro do banco, que parece finalmente estar empenhado em auxiliar no desenvolvimento da indústria média, que não tem acesso ao mercado de capitais, mas que também precisa de dinheiro para executar seu projetos. 

O impacto no mercado financeiro

É impossível não dizer que a classe de ativo que mais se beneficia de todo esse arcabouço de trabalho de política econômica é a classe de ativos reais. Assim sendo, empresas e imóveis deverão surfar muito bem esse ciclo que está apenas no início. 

Os juros estão estruturalmente baixos e assim ficarão por bastante tempo. A renda fixa corre um sério risco de ter taxas reais negativas em alguns investimentos. Parecia loucura dizer isso em janeiro, mas aqui estamos e isso é cada vez mais realidade. 

A alternativa será migrar para as ações, fundos de private equity e fundos imobiliários. O Ibovespa apresenta uma valorização de mais de 20% no ano. E ela é apenas uma metonímia dos ativos reais.

Estamos falando de apenas 10 meses de governo. Eu quase nada sei, mas desconfio de muita coisa. Veremos bolsa a 200 mil, 300 mil pontos? Parece loucura agora. Mas sempre parece…

O mais importante de tudo isso: estamos apenas no início do trabalho. Muita água vai passar por debaixo desta ponte. Haverá volatilidade, haverá momento em que o precipício parecerá estar na calçada de casa. Mas no longo prazo isso passa e o movimento que estamos vivendo agora é histórico e inédito. Uma boa viagem a todos nós!

Previdência Privada: Pontos essenciais para escolher o seu plano

A palavra previdência nunca esteve tão em alta, você pode ligar em qualquer noticiário e lá estará ela. Com a reforma aprovada  em julho 2019 o termo ganhou notoriedade e passou a fazer parte do cotidiano das pessoas.

Mas você sabia que a previdência vai muito além da Previdência Social?

Hoje vamos falar sobre o que é previdência privada e por que ela pode ser um bom investimento para garantir uma aposentadoria mais tranquila e também garantia de segurança para o futuro de sua família.

A Previdência Privada nada mais é do que a possibilidade de investir em fundos com foco no longo prazo, assim você investe em um auxílio para sua aposentadoria no futuro.

Escolher um plano de previdência requer muita atenção e planejamento. Além de haver vários fundos disponíveis no mercado, você ainda precisa escolher o modelo, entre PGBL e VGBL e calcular o período que deseja aplicar.

Por esse motivo, separamos os sete pontos principais, que poderão te ajudar na escolha do plano ideal para seu perfil e seus objetivos.

1 – Taxa zero

Como esse investimento é pensado para garantir que você possa usufruí-lo no futuro, é importante que você procure planos com ZERO de taxa de carregamento de entrada e saída. Assim, você não precisará se preocupar em pagar por taxas ao decidir entrar no plano, sendo que não irá usufruir de seus rendimentos por um longo período, nem quando for sair e ter parte do seu investimento

2 – Taxa de Administração abaixo de 1%

É importante você saber que Fundos de Renda Fixa conservadores não devem cobrar acima de 1% ao ano para a administração. Sendo assim, entrar em fundos que apresentem uma taxa acima deste valor podem comprometer seus investimentos.

3 – Diversificação

É muito importante lembrar que diversificação também pode ser aplicada à Previdência Privada, já que ela não é apenas um investimento de Renda Fixa. Além disso, também existem diversos fundos específicos, criados para atender perfis específicos de investidores, e que podem lhe trazer maiores possibilidades de rentabilidade.

4 – Evite atendimento reativo

Como em qualquer investimento, contar com uma assessoria completa para sua Previdência é muito importante, portanto, não aceite um atendimento que só procura você no momento em que decide fazer a portabilidade para um fundo melhor de outra instituição.

5 – Busque quem realmente entende

Com o mercado em alta e com muita gente interessada em investir, sempre aparecem empresas que decidem seguir a onda sem realmente possuir as credenciais para um atendimento seguro e conhecimento. Procure gestores que realmente possam te orientar quando as diferenças de investimento em todas as categorias: renda fixa, multimercado, inflação e balanceados. Você também pode checar se o profissional  e a instituição que lhe oferece assessoria está devidamente credenciado na CVM (Comissão de valores mobiliários). 

6 – Busque quem seleciona o melhor produto para o seu perfil

Conhecer seu perfil de investidor é muito importante para que vocês saiba onde e como deve investir seu patrimônio. Na hora que de decidir entre PGBL E VGBL, lembre-se que os planos PGBL são vantajosos apenas para quem faz declaração completa de Imposto de Renda. Caso não tenha certeza qual tipo de IR você declara, contrate um VGBL.

7 – Atendimento e relacionamento

Contar com uma assessoria qualificada faz toda diferença para seus investimentos. Para aproveitar as melhores oportunidades do mercado, é essencial ter um  atendimento que esteja constantemente em contato com você, e consiga apresentar as melhores opções de investimentos.

Conclusão

Sempre que investimos nosso patrimônio estamos em busca de segurança e rentabilidade, pois isso é tão importante contar nesse processo com empresas e profissionais sérios e competentes. Investir com quem se preocupa com o seu capital além de evitar dores de cabeça, garante que seus investimentos não sejam comprometidos. Com as dicas que passamos neste post acreditamos que seu primeiro investimento na Previdência Privada ou sua portabilidade serão muito mais tranquilos.

 

Veja nosso vídeo com dicas para ajudar você a escolher a melhor opção em Previdência Privada.

 

 

Saiba como declarar sua Previdência Privada no Imposto de Renda

Quando chega a época de declarar o imposto de renda Investidores na Previdência Privada, tanto na modalidade PGBL quanto na Modalidade VGBL precisam estar preparados para declarar sua PP.

 

Não é raro encontrarmos pessoas com muitas dúvidas sobre como declarar sua previdência privada, quais transações devem ser declaradas e se há uma real necessidade de declarar esse investimento no Imposto de renda.  

 

É importante saber que todos os aportes ou saques nos planos de previdência privada, independentemente da modalidade, PGBL ou BGBL, que foram realizados durante o calendário anterior ao IR (ano anterior) devem ser obrigatoriamente declarados de maneira bastante clara e específica no formulário do IR.

 

PGBL – Contribuições 

 

Seguindo os códigos 36 e 38 da ficha de Pagamentos efetuados, todas as contribuições realizadas no período referente ao ano anterior a declaração devem ser informados da maneira como informado pelo informe de rendimentos de sua seguradora. 

 

Para se obter o máximo de benefício fiscal disponível dentro dessa modalidade é necessário realizar sua declaração no modelo completo da declaração do imposto de renda, dessa forma se enquadrando para receber 12% de dedução no IR, sendo 12% também o limite de sua renda tributável anual. 

 

Caso você opte pelo modelo de desconto simplificado, você não poderá utilizar p limite dedutível de 12%, sendo essa a maior vantagem desse modelo o PGBL não seria o melhor modelo de previdência privada para você. 

 

Outro ponto importante a se pensar, principalmente relacionado à adequação do seu perfil, é não realizar contribuições acima do limite dedutível do seu plano PGBL já que nesse caso todo o excedente desse limite deixa de ser dedutível e será tributado normalmente no IR.

 

PGBL – Saque

 

Da mesma forma que as contribuições, todos os valores resgatados ou benefícios concedidos do seu PGBL devem de maneira obrigatória ser registrados integralmente na fichas: “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica” para planos que estejam submetidos ao regime tributário progressivo ou na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva” em casos de planos sob o regime de tributação regressivo.

 

VGBL – Contribuições 

 

No modelo de tributação  VGBL as contribuições feitas ao longo do ano calendário devem ser declaradas na ficha “Bens e Direitos” por meio do código 97 que corresponde ao VGBL. Nesse caso os valores de rendimentos obtidos ao longo do ano anterior não deve ser informados, apenas o valor das contribuições realizadas.

Em caso de planos VGBL  com mais de um ano, você declarará a soma de todas as contribuições já realizadas de acordo com o informe de sua seguradora. 

 

VGBL – Saques  

 

Seguindo a mesma regra, quando for realizar o saque de seu rendimentos você deve estar atendo a qual foi regime de tributação escolhido por você.

Da mesma maneira seguida pelo PGBL, no VGBL os valores resgatados precisam ser registrados como “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica” caso você tenha optado pelo regime tributário progressivo, ou informado na ficha  “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva” em casos de planos sob o regime de tributação regressivo.

 

Mas ao contrário do PGBL, nessa modalidade o imposto de renda incide apenas sobre o rendimento de sua aplicação dessa maneira os saques de patrimônio acumulado anterior à declaração esse valor deverá ser ajustado na ficha “bens e direitos”, registrando quais foram as contribuições realizadas e quais foram os resgates realizados.

 

Conclusão

 

Apesar das dúvidas de muitas pessoas é bastante simples declarar a previdência privada no imposto de renda. mas para não cometer erros e evitar dores de cabeça , você deve sempre estar atento ao seu modelo de tributação.

Esse será o principal fator de distinção entre a declaração para cada tipo de investimento. Tanto para o VGBL quanto para o PGBL, você deverá declarar tantos seus saques quanto contribuições, seguindo os informes de rendimentos emitidos por sua seguradora. 

 

 

5 vantagens pouco conhecidas da Previdência Privada

Quando um investidor opta pela previdência privada, no geral ele está sempre com sua principal característica em mente: A possibilidade de possuir uma renda extra à sua aposentadoria e garantir a sua tranquilidade e de sua família no futuro. 

Mas o que muitos desconhecem são algumas vantagens e diferenciais que esse investimento possui, quando comparado com outros investimentos. Já que essas possibilidades e características combinadas apenas a previdência oferece no Brasil. 

1. Sucessão Patrimonial

A sucessão patrimonial é uma das melhores estratégias para assegurar que sua família esteja protegida e possa usufruir de seu capital acumulado em caso de eventual fatalidade. Na maioria das vezes ao pensarmos em um plano de previdência temos em mente nossa vida na aposentadoria, mas nunca sabemos o dia de amanhã e caso algo inesperado ocorra é importante que sua família e herdeiros estejam protegidos e possam usufruir de seu capital acumulado.

Apesar de existirem maneiras de planejar sua sucessão patrimonial ao longo dos anos, também em outros tipos de investimento, na Previdência Privada essa possibilidade é intrínseca ao modelo de investimento. Esse planejamento já na contratação de seu plano evita que numa eventual fatalidade seus herdeiros tenham que recorrer a questões burocráticas como inventário ou divisão de herança, já que você mesmo pode definir seu planejamento sucessório. 

2. Na previdência privada não há incidência de come-cotas

Apesar dos planos de previdência privada não serem isentos de imposto de renda, uma de sua maiores vantagens é poder escolher o plano e forma de tributação de seu investimento. Dessa forma apesar de investir em fundos seus investimentos na previdência privada estão livres do come-cotas, imposto cobrado 2 vezes ao ano sobre suas cotas em fundos. 

No longo prazo a não incidência de come-cotas garante um rendimento melhor a você, já que você não perderá suas cotas e pagará o imposto apenas no final do seu investimento, pagando o imposto de acordo com o plano escolhido.

3. Portabilidade 

Uma das característica mais importantes da Previdência Privada e uma ferramenta importante para que os investidores possam adequar seus investimentos na previdência é a portabilidade. Com ela não só é possível trocar o seu plano de previdência, instituição financeira, modelo de tributação, mas é possível fazer tudo isso sem ter que iniciar do zero uma nova previdência. 

Ao não precisar realizar o resgate de sua aplicação você não paga o Imposto de Renda e não perde nada ao transferir seu plano para outro com possibilidades melhores de rendimento.  Além de não precisar reiniciar a contagem da tabela regressiva do IR como seriam nos outros investimentos de renda fina.

4. Automação  via débito automático

Algo aparentemente simples, mas que pode fazer toda a diferença num planejamento de aposentadoria por Previdência privada é manter a regularidade de suas aplicações. Essa disciplina garantirá que seu capital tenha cada vez mais possibilidade de rendimentos.

Uma solução oferecida pelos planos de Previdência privada é realizar a aplicação de forma automática, via débito automático. Assim seu dinheiro será aplicado periodicamente, sem a necessidade de interação sua, facilitando seu cotidiano como investidor.  

5. Escolha do modelo tributário 

Já pensou poder escolher como deseja pagar o imposto de renda de seu investimento? Pois ao contrário da  grande maioria dos investimentos nos quais você é obrigado a recolher impostos sobre os rendimentos de maneira única e compulsória, na Previdência Privada você tem alternativas que melhor se adéqua ao seu perfil de investidor e aos seus objetivos de investimento. 

Ao escolher por exemplo os modelos de tributação PGBL ou VGBL, é possível optar por uma alíquota maior com abatimento do IR de 12% ou uma alíquota menor sem abatimento. Além de poder escolher entre a tabela regressiva ou progressiva de imposto. 

Conclusão

As vantagens de se investir em uma previdência privada são muitos e eles aumentam ainda mais quando comparamos a PP com outros investimentos.

Com suas possibilidades de adequação ao perfil do investidor e a combinação de suas diversas características únicas a previdência se torna uma modalidade extremamente robusta para seus investimentos de longo prazo, principalmente com objetivo de um complemento para a  aposentadoria.

Escolher o plano de Previdência levando em conta a melhor forma de se utilizar de cada uma dessas características é uma robusta ferramenta para potencializar seu investimentos na previdência privada. 

 

 

Portabilidade de Previdência Privada: O que você precisa saber para trocar de plano

  Uma das grandes vantagens de seu investir em uma previdência privada é a possibilidade de, caso você esteja insatisfeito com seu plano de previdência, você tem a opção de migrar seus recursos aplicados para outro plano, que melhor se adeque aos seus objetivos como investir.

 

Essa portabilidade pode ser feita para qualquer instituição financeiro no país e pode ser realizada sem custos para o investidor. O processo é fácil e garante a segurança do seu dinheiro.

 

No processo de portabilidade da previdência privada, não há a necessidade de você resgatar seu plano e dessa forma ter que pagar imposto de renda e iniciar do zero um novo plano, já que basta realizar essa transferência.

 

A portabilidade da previdência privada é utilizada principalmente por investidores que desejam aumentar suas possibilidades de rendimentos, com estratégias mais robustas e adequadas à seus objetivos ou estão em busca de taxas menores para gestão de seu plano.

 

A portabilidade também pode ser realizada dentro da mesma instituição financeira, ajudando na mudança de uma plano atual para outro mais adequado à você. Todos esses recursos ajudam o investidor a melhorar seus rendimentos e buscar formas de melhorar a eficiência de seus investimentos para chegar em seu objetivo.

 

Como é feita a portabilidade?

O pedido de portabilidade deve ser feito à instituição financeira de seu plano atual. Você irá informar para onde deseja migrar seu plano e será o plano a partir do qual você irá migrar que irá contactar o plano de destino para realizar o processo de transferência, que pode levar até 5 dias para ser concluído.

 

É possível realizar a portabilidade previdência entre planos abertos, entre planos fechados (fundos de pensão) ou de um plano fechado para um plano aberto. Mas só é possível solicitar a migração de seu plano durante a fase de acumulação do plano, nunca na fase de recebimento do benefício.

 

Durante a portabilidade da previdência, ainda é possível mudar a tabela de cobrança de imposto de renda de seu plano da progressiva para a regressiva. Mas não é possível realizar a mudança da regressiva para a progressiva, já que ao escolher a tabela regressiva, deve-se permanecer com ela até o final do investimento.

 

Conclusão 

  Como a portabilidade da previdência permite ao investidor levar todo o prazo em que ele permaneceu no plano, sem voltar a contar do zero essa ferramenta é uma ótima alternativa para quem está insatisfeito com o plano atual de previdência privada. É possível realizar uma série de mudanças no plano de investimento sem ter que sacar o dinheiro, pagar imposto de renda e iniciar uma nova previdência.

 

 

 

Previdência Privada: PGBL ou VGBL?

  Você ainda tem dúvidas entre o que é PGBL e VGBL, ou, Plano Gerador de Benefício Livre e Vida Gerador de Benefício Livre? Pois saiba que você não está sozinho. Muitos investidores interessado em garantir um futuro mais tranquilo financeiramente e desejam começar a investir na previdência privada também têm essa dúvida.

 

Quando o investidor decide em procurar por um plano de previdência  privada, com o objetivo de garantir uma renda complementar a sua aposentadoria ou com algum outro objetivo de longo prazo ele acaba se deparando com diversas possibilidades que devem ser estudadas com cuidado, para que possam auxiliar na conquista de seus objetivos.

 

Nessa etapa educação financeira e planejamento são essenciais e podem evitar dores de cabeça no futuro, já que o investimento será feito respeitando suas necessidades. Assim você não escolherá um plano inadequado às suas metas.

 

A grande diferença entre PGBL e VGBL está na tributação de cada modelo. Caso você declare o imposto de renda pelo formulário completo poderá optar pelo PGBL, por exemplo, com a possibilidade de  deduzir seus aportes até o limite de 12% da sua renda anual.

 

Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL)

 

O PGBL é indicado para pessoas que fazem a declaração completa do Imposto de renda e também contribuem para a Previdência Social. Nessa opção, as quantias aplicadas podem ser deduzidas do imposto, desde que não ultrapassem os 12% da renda bruta anual.

 

Apesar de não ser isento de IR, há grandes vantagens nesse plano já que no final do período de acumulação, o imposto será referente ao valor total  montante total acumulado com o passar dos anos. Sendo assim, soma-se suas contribuições mais o rendimento.

 

Por conta disso sua rentabilidade até o final do período será aumentada, já que seus rendimentos serão também sobre o valor que seria pago ao IR.

 

Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)

 

O VGBL não pode ser Abatido no imposto de renda, sendo essa sua maior diferença em relação ao anterior. Mas quando o dinheiro for sacado, será cobrado apenas o imposto referente ao rendimentos que o investidor  obteve durante o período da aplicação. 

 

Esse plano é indicado para pessoas que fazem a declaração simplificada do IR ou que são isentas a ele, pois possuem deduções a fazer no IR.  Ele também permite ultrapassar o valor de 12% da sua renda e ter um benefício proporcional às suas aplicações.
 

PGBL e VGBL

 

Ainda há a possibilidade de combinar os dois planos, dessa forma aumentar as possibilidades de renda. Com essa combinação é possível unir o melhor da cada modalidade.

 

Assim você poderá por exemplo contribuir com 12% da sua renda no modelo PGBL e garantir essa dedução no seu imposto de renda, ao mesmo tempo que consegue uma maior flexibilidade no VGBL, podendo decidir o valor que deseja investir periodicamente.

 

Conclusão

 

Escolher o modelo correto para seu perfil irá evitar dores de cabeça na hora de usufruir os rendimentos da sua Previdência Privada.  Como a principal diferença entre PGBL e VGBL está na forma de tributação você pode optar pela que melhor se adequa à sua renda atual, valor que deseja investir e prazo para sacar o dinheiro. Com um bom planejamento e acompanhamento de sua carteira você poderá adequar sua previdência privada para o melhor plano para atingir suas metas.

 

 

 

Entenda sobre Previdência Privada e a importância para sua aposentadoria no futuro

Viver uma vida sem grandes preocupações financeiras é o sonho de muita gente. Esse sonho é ainda maior quando pensamos em nosso futuro, quando estamos mais velhos e chegou a hora de aproveitar o que nos resta de vida. O que muita gente se esquece é que para se obter um futuro tranquilo, com independência financeira é necessário planejamento e o início deve ser imediato. 

Quanto mais cedo você começar a se programar para essa fase da vida, mais possibilidade você terá de chegar até ela com um patrimônio garantido e segurança para você e sua família.

Como no Brasil a educação financeira é algo que o Brasileiro quase não tem contato muitas pessoas acabam adiando suas aplicações e assim sabotando sua aposentadoria. Isso acontece pois muitos acreditam que está cedo de mais para se pensar nisso, já que a aposentadoria só ocorre entre os 50 ou 60 anos. Outros já acreditam que é muito tarde para se investir melhor na previdência.

Segundo dados do Banco Mundial, apenas 4% da população brasileira poupa algum dinheiro com o objetivo de complementar sua aposentadoria, além do INSS. O que coloca o Brasil como um dos piores países no mundo nesse quesito.

Quando observamos a constante mudança do cenário econômico e a nova realidade imposta a investidores, o fatio de apenas 4 brasileiros em cada 100 terem algum tipo de reserva para o futuro fica ainda mais preocupante.

Faça da previdência privada sua ferramenta para um futuro tranquilo.

A previdência privada é uma forma segura de investir com pensamento no longo prazo. Com diversos ativos disponíveis para esse investimento, é uma maneira fácil de aplicação do seu patrimônio.  Apesar de ser pensada para complementar sua aposentadoria, a previdência privada não está ligada ao INSS. 

O grande diferencial da previdência privada é a possibilidade de proteger seu patrimônio de maneira que ele renda até a data de você usufruí-lo. Mas antes de decidir a quantia que você irá investir é importante considerar alguns fatores que poderão potencializar seus rendimentos, e ir de encontro com seus objetivos reais como investidor.  

Um desses fatores importantes para iniciar seu planejamento é saber quando deseja obter de renda no futuro, e assim equiparar suas aplicações da renda ou patrimônio atual para conseguir chegar aos valores desejados. Mas essa parte mais estratégica deve também estar sempre alinhada com disciplina e persistência, pois o ideal é realizar suas aplicações mensalmente e com foco no longo prazo.

Por que investir na Previdência Privada.

As vantagens de se investir na previdência privada são muitas, principalmente quando comparada com a aposentadoria pública. O ideal é não depender da aposentadoria pelo INSS já que o teto é de apenas R$ 4.663. Então a previdência privada te dá a possibilidade de escolher o valor que você irá investir mensalmente  e os prazos dessa aplicação. Além disso é possível escolher como deseja receber sua renda entre vitalício ou determinado período, considerando os anos que você irá usufruir do benefício. Além de permitir um planejamento sucessório com a possibilidade de que filhos e cônjuges possam receber o benefício após um possível falecimento.

Conclusão 

Como pudemos ver, a previdência privada pode e deve ser utilizada de maneira eficaz para garantir um futuro tranquilo e sem grandes preocupações financeira. Os investimentos na previdência privada são fáceis, seguros e garantem bons rendimentos a quem deseja complementar sua aposentadoria e garantir uma boa renda no futuro. Além de possibilitar a segurança de sua família, pois no caso de um eventual falecimento filhos e cônjuges poderão receber os benefícios de sua Previdência Privada.