Pre x Pós: Qual a diferença entre os títulos do Tesouro Direto?

Com menos de 50 reais já é possível aplicar seu dinheiro no Tesouro Direto. A plataforma disponibiliza ativos para quem pretende obter retorno financeiro tanto para curto prazo, quanto para médio ou longo prazo. 

Emitidos pelo Tesouro Nacional, órgão do Governo Federal, os títulos do Tesouro Direto são considerados investimentos seguros, isso porque são parte da dívida do governo federal, ou seja: o risco de “calote” é praticamente nulo.

No site oficial do programa estão disponíveis diferentes tipos de títulos e é interessante conhecer a diferença entre cada um deles antes de aplicar. Para cada objetivo ou prazo de investimento, existe um título ideal para incluir na sua carteira. 

A seguir, confira a diferença entre as opções disponíveis no “cardápio” do Tesouro Direto e qual atende melhor às suas necessidades:

Tesouro Direto pós-fixado

O Tesouro Direto disponibiliza três tipos de títulos distintos. São eles: o Tesouro Prefixado, o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA +.

O Tesouro Selic possui rentabilidade atrelada à taxa básica de juros, isto é: conforme o índice se movimenta, ele pode render mais ou menos. 

Neste mês, o Comitê de Políticas Monetárias do Banco Central (Copom), estabeleceu a Selic em 6,25% ao ano. Com isso, a taxa segue seu ciclo de alta iniciado em março, quando partiu da mínima histórica (2% a.a.).

Segundo o relatório Focus divulgado na última segunda-feira (27/09), produzido também pelo Banco Central com base em pesquisa com analistas financeiros das principais empresas do mercado financeiro, a taxa deve chegar a 8,25% ao ano ainda em 2021. Se for esse o caso, o Tesouro Selic terá essa taxa de rendimento, acrescida ainda de uma pequena rentabilidade adicional, de acordo com o vencimento do título escolhido. 

Segundo o site do Tesouro Direto, este é um bom investimento para quem tem objetivos de curto prazo e para adquirir reservas financeiras emergenciais.

Outro título pós fixado é o Tesouro IPCA+, que é atrelado a outro índice macroeconômico: a inflação medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Também segundo o último relatório Focus, a projeção para a inflação ao final de 2021 é de 8,45%. Da mesma forma que no Tesouro Selic, o título atrelado ao IPCA também adiciona uma pequena rentabilidade além da fixada pelo índice. Segundo o portal do Tesouro Direto, a modalidade é recomendada para aplicações de longo prazo, como instrumento para proteção do patrimônio contra a desvalorização trazida pela alta dos preços.

Tesouro direto prefixado

Já nos títulos do tesouro prefixado, como o próprio nome diz, é possível saber, no momento de investir, quanto você receberá no vencimento da aplicação, variando entre 10% e 11% nos títulos disponíveis atualmente. Por isso, segundo a página do tesouro, é indicado para estratégias de médio e longo prazos.

Quais são os títulos oferecidos pelo Tesouro Direto?

Atualmente, existem dez tipos de títulos disponíveis no Tesouro Direto para aplicações financeiras. Eles são divididos entre os prefixados, Selic e IPCA +. Saiba, a seguir, quais são esses investimentos e qual a rentabilidade anual de cada um.

  • Tesouro Prefixado 2024: rentabilidade anual de 10,12%.
  • Tesouro Prefixado 2026: rentabilidade anual de 10,43%.
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais de 2013: rentabilidade anual de 11,06%.
  • Tesouro Selic 2024: rentabilidade diária vinculada à taxa Selic + 0,1565%.
  • Tesouro Selic 2027: rentabilidade diária vinculada à taxa Selic + 0,2853%.
  • Tesouro IPCA + 2026: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,54%.
  • Tesouro IPCA + 2035: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,76%.
  • Tesouro IPCA + 2045: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,76%.
  • Tesouro IPCA + com juros semestrais 2030: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,67%.
  • Tesouro IPCA + com juros semestrais 2040: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,81%.
  • Tesouro IPCA + com juros semestrais 2055: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,88%.

A plataforma do Tesouro Direto também disponibiliza um simulador para o investidor ter uma ideia de quanto seu dinheiro pode render dependendo de qual tipo de aplicação investir. Dessa forma, é possível ter uma ideia de quanto você pode adquirir de acordo com seu objetivo.

Cuidados que o investidor deve ter

Por ter um preço acessível para investir e estar quase certo de que as aplicações renderão frutos, muitos acreditam que é praticamente impossível “perder” dinheiro no Tesouro Direto. Mas, se considerarmos que o ganho real de qualquer investimento é apurado depois de descontada a inflação do período, é possível “perder” dinheiro.

Outro fator importante que pode resultar em “prejuízo” é resgatar a aplicação antes do previsto. Vender um título com menos de um mês após a sua aquisição, por exemplo, será cobrado taxa de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Outra forma que pode te fazer “perder dinheiro” com o Tesouro Direto é a “marcação a mercado”, atualização diária do preço que sofrem os títulos prefixados. De acordo com contexto econômico (inflação, taxa Selic, cenário político etc.), esses ativos “ganham” ou “perdem” demanda no mercado, o que influencia diretamente no seu valor caso o investidor decida vendê-lo. 

Porém, nem sempre é simples de entender — principalmente para quem não tem experiência com o mercado financeiro — como a marcação a mercado e outros fatores podem influenciar a rentabilidade dos títulos. Por isso é sempre importante contar com uma assessoria de investimentos, como a da Blue3.

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Quer saber mais sobre o tesouro direto? leia o artigo: o que é preciso saber antes de investir no Tesouro Direto?

Uma Breve Introdução ao Crédito Privado

No cenário econômico atual, com a taxa de juros (Selic) extremamente baixa, no nível de 2% ao ano, investimentos de renda fixa convencionais não têm dado o retorno esperado pelos investidores.

Assim, muitos investidores estão em busca de novas oportunidades. Com isso, ativos de crédito privado têm ganhado cada vez mais visibilidade.

Mas antes de falar sobre tais ativos, vamos voltar um pouco. Afinal, você sabe o que é renda fixa?

O que é renda fixa

Renda fixa nada mais é do que um título de dívida. O que significa que, quando empresas, bancos ou até mesmo o governo precisam de dinheiro, um dos modos de se capitalizar é por meio da emissão de títulos, que remuneram aqueles que bancarem o tal título, com uma taxa previamente acordada.

Essa taxa pode ser pós-fixada, ou seja, atrelada a um indexador (os mais comuns são CDI ou IPCA) ou uma taxa nominal prefixada, como 10% ao ano, por exemplo.

Os investimentos de renda fixa podem ser classificados de três formas:

Títulos públicos

São aqueles emitidos pelo governo, com o intuito de financiar ações públicas, como obras, programas assistencialistas, entre outros projetos governamentais.

Por ser um investimento em ativos garantidos pelo governo brasileiro, o risco é considerado muito baixo. São representados por títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, alguns exemplos disso são Tesouro Direto e NTNs.

Títulos Bancários

Como o próprio nome diz, são emitidos por bancos quando eles precisam financiar suas operações. Para operações voltadas ao mercado de crédito imobiliário, temos o LCI e para operações de crédito do agronegócio, o LCA. Já o CDB, não tem uma destinação específica.

Os dois primeiros são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas e todos os três são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura o valor investido caso a instituição emissora do título venha a falir.

Títulos de Crédito Privado

Para financiar suas operações, as empresas de capital aberto emitem esses títulos de dívida, que podem ser CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), para financiamento de operações destinadas ao agronegócio, ou CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) para operações voltadas ao mercado imobiliário.

Temos também as debêntures para financiamentos sem fins específicos. Os dois primeiros são isentos de IR para pessoas físicas, e o terceiro pode ter tal isenção, mas falaremos sobre isso mais tarde. De toda forma, não possuem garantia do FGC.

Como os Títulos de Crédito Privado funcionam

Agora vamos focar no principal tema desta publicação, os títulos de crédito privado.

Os títulos de créditos privados são investimentos de renda fixa, que podem proporcionar retornos maiores do que os já consolidados CDBs e títulos públicos.

A maior rentabilidade desses títulos está diretamente atrelada ao maior risco envolvido na operação, geralmente relacionado ao risco de crédito no caso de a empresa não pagar o valor devido.

Como tais produtos não possuem garantia do FGC, esse risco acaba sendo relevante na emissão do título e na sua rentabilidade.

Os investimentos em crédito privado se dão na forma de CRIs, CRAs e debêntures. Os dois primeiros precisam ser emitidos por meio de companhias securitizadoras, que atuam como intermediadoras nesse processo de lançamento ao mercado.

Porém, para trazer mais segurança aos investidores, existem empresas de rating – que em tradução literal significa “avaliação”.

Essas empresas classificam as instituições que disponibilizam produtos no mercado, assim os investidores podem ter uma visão melhor sobre onde estão alocando seus investimentos e qual a chance de a empresa não honrar com seus credores.

Moody’s, Fitch e S&P são exemplos de empresas de rating internacionalmente conhecidas que classificam os emissores, como o que foi apresentado na figura 1.

Como podemos ver na figura 1, as classificações variam de empresa para empresa, mas a ideia geral é a mesma: os ratings que estão no topo (AAA) classificam as empresas que possuem menor risco, logo, as probabilidades de honrar com as dívidas adquiridas são maiores.

Normalmente, são empresas financeiramente estáveis e com bom histórico perante o mercado.

Conforme o rating diminui, o risco de investir nas empresas aumenta, sendo assim, pode-se observar o retorno atrelado ao risco do ativo e compará-lo à rentabilidade do ativo de menor risco do Brasil (Tesouro Direto) para saber a atratividade de tal investimento.

Já as debêntures, podem ser emitidas pela própria empresa, mas precisam da aprovação de agentes regulatórios para distribuição.

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs)

São um modo de financiar o mercado imobiliário e funcionam da seguinte forma: a construtora (XYZ) precisa levantar capital para seu próximo empreendimento.

Sendo assim, ela vai até uma companhia securitizadora e acerta as condições do financiamento, como por exemplo, o montante total a ser financiado, o prazo de pagamento (ex.: nov/2030) e a taxa de juros (ex.: IPCA + 4,0%).

Com essas informações, a companhia securitizadora divide o valor a ser financiado em diversas cotas e as lança ao mercado na forma de CRI (empresa X), com taxa de investimento IPCA + 4,0% e vencimento em novembro/2030.

Os investidores que se interessarem por tal oferta adquirem cotas desse CRI com o intuito de ter o retorno oferecido pela empresa ao final do prazo (já líquido) de imposto de renda (IR), no caso de pessoas físicas.

Caso os investidores queiram resgatar o montante investido antes do prazo, podem fazê-lo por meio do mercado secundário, porém, estão suscetíveis a ágio (valorização) ou deságio (desvalorização) de tal investimento.

Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs)

Assim como os CRIs, servem para financiar empresas com operações em um setor específico, no caso, o agronegócio, como frigoríficos e produtores agrícolas. O investimento em CRA possui as mesmas características e especificidades dos CRIs, alterando somente o setor de destinação dos recursos.

Debêntures

Debêntures são uma forma para que sociedades de ações e não pertencentes ao setor financeiro possam fazer captação de recursos, fugindo das altas taxas de juros cobradas por bancos. Elas podem ser comuns ou incentivadas.

Diferentemente dos investimentos acima, a empresa não necessita de uma companhia securitizadora para fazer a emissão de tais títulos. Ela pode fazê-lo por conta própria, mas para isso, precisa cumprir alguns pré-requisitos:

  • Convocar uma assembleia geral dos cotistas para autorizar a emissão;
  • Elaborar uma escritura de emissão, sendo definidos neste o montante total a ser captado, a destinação dos recursos, o prazo de pagamento (ex.: nov/2030), a taxa juros (ex.: IPCA + 4,0%) e o agente fiduciário (que representa os investidores (debenturistas) perante a empresa);
  • Efetuar o registro dessa emissão na CVM;
  • Emitir e providenciar, junto a uma instituição financeira, a negociação das debêntures ao mercado comprador.

Durante a emissão, as debêntures são classificadas da seguinte forma:

  • Incentivadas: têm como objetivo o financiamento de melhorias na infraestrutura (ex.: construção de ponte, transmissão de energia elétrica), esses títulos contam com a isenção de IR para seus rendimentos, no caso de pessoas físicas;
  • Comuns: têm como objetivo a captação de recursos que não estejam relacionados a infraestrutura da empresa, tais investimentos são tributados conforme a tabela regressiva de tributação de renda fixa.

Os investidores que tiverem interesse por tais ofertas, adquirem cotas dessa debênture, se tornando assim “debenturistas”. Eles passam a auferir os rendimentos divulgados pela empresa ao final do prazo líquido de IR, no caso de pessoas físicas.

Caso os debenturistas queiram o resgate do valor investido antes do prazo, podem fazê-lo, porém estão sujeitos à variação de mercado para tal investimento.

Títulos de crédito privado são considerados uma boa forma de diversificação de carteira com ativos indexados ao IPCA, ou seja, que garantem um retorno real, acima da taxa de inflação, e por isso é recomendado o uso de aproximadamente 15% da carteira para esse fim.

Com isso, concluímos nossa introdução aos investimentos relacionados ao crédito privado. Caso ainda tenha dúvidas, entre em contato com seu assessor BlueTrade.

Aí vem o Natal, hora de pensar na ceia e no seu dinheiro!

Aí vem o natal, hora de pensar na ceia e no seu dinheiro

Sou fã incondicional das festividades de Natal e, principalmente, da ceia. Além da felicidade de encontrar rabanadas em todas as padarias, essa época do ano também traz para mim a infalível lembrança do Dilema do Peru

Proposto pelo acadêmico, filósofo e analista de risco, Nassim Nicholas Taleb, o problema serve para demonstrar o risco de nos apoiarmos cegamente em dados passados para prever o futuro… como faz a maioria dos investidores. 

Taleb pede que se imagine um peru alimentado diária e religiosamente por um açougueiro durante mil dias. Cada dia confirma e reafirma aos departamentos econômico, de gerenciamento de risco e de análise do peru, que aquele humano o adora. 

O tempo passa e cada novo dia traz ainda mais confiança na conclusão dos especialistas. Mas, no dia 1.001… surpresa! É Natal (ou Dia de Ação de Graças, no original americano)!

Prepare-se para as surpresas

Basicamente, a tradução da ideia para seus investimentos é a necessidade de atenção para a possibilidade de surpresas futuras. Quando se analisa ativos para a montagem de um portfólio robusto de investimentos, é obrigatório reservar uma parcela para desafiar aquilo que você acredita. 

A pergunta é: e se estiver errado, o que estaria certo? Que ativo apresenta a famosa descorrelação, isto é, o que sobe quando a carteira cai e vice-versa? 

O investidor pode e deve balancear o tamanho dessa parcela (que geralmente fica em um mínimo de 10%) no portfólio, mas nunca ficar sem. Lembre-se: nunca ficar sem.

O fato é que, de tempos em tempos, estaremos persuadidos por alguma certeza sobre pra que lado o mercado vai se mover. Calcularemos múltiplos (P/L, P/VP, LPA, DY…..), listaremos preços históricos, notaremos coincidências temporais e seremos convencidos por análises matemáticas e históricas. Então projetaremos o futuro com base nesses dados e… surpresa! 

Obviamente, os históricos não deverão ser desprezados. Na verdade, são bons indicativos sobre como determinado ativo reagiu durante situações específicas no passado.

Mas, como diria o famoso prefeito de Sucupira, Odorico Paraguaçu, “o prafrentemente já é outra história”.

Como investir em Renda Fixa de forma inteligente.

Você provavelmente deve estar acompanhando nos noticiários a taxa de juros em mínimas históricas no país, hoje a 2% ano.

Se por um lado isso faz com que o custo das dívidas diminua – o que movimenta a economia, por outro os juros baixos derrubam a rentabilidade dos investimentos, principalmente os de renda fixa, como a poupança.

Para você ter uma ideia, a poupança não teve ganho real nos últimos meses e perdeu para a inflação. Isso quer dizer que:

Você jogou dinheiro pelo ralo caso tenha deixado suas economias nesse tipo de aplicação!

E esse cenário deve continuar no longo prazo, então você precisa conhecer um pouco mais a fundo sobre renda fixa para encontrar alternativas mais inteligentes e tão seguras quanto a poupança para que seu dinheiro renda mais.

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Conheça os Tipos de Renda Fixa

Se você está começando a investir agora – ou é um investidor moderado, e está buscando aplicações que tragam uma renda recorrente, mas cansou de perder dinheiro com a poupança, não é preciso deixar de lado a Renda Fixa. 

O segredo dos grandes investidores é a diversificação. E sim, até os investidores mais arrojados possuem esse tipo de aplicação em suas carteiras. 

Acredite, existem opções tão seguras quanto a poupança em renda fixa, mas com rendimentos bem melhores e para todo o tipo de perfil de investidor. 

Mas antes de conhecer os tipos de renda fixa, é necessário saber que a rentabilidade desse tipo de investimento geralmente é calculada de duas formas:

  1. Títulos Prefixados:  rentabilidade conhecida antecipadamente, quando o investidor mantém o título até o vencimento;
  2.  Títulos Pós-fixados: a rentabilidade do investimento dependerá do desempenho de um indexador, como a Selic ou o CDI.

Assim, de acordo com o seu perfil, existem diversas opções para diversificar a sua carteira e otimizar os seus rendimentos.

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CDB – Certificado de Depósito Bancário

O CDB é um dos investimentos em renda fixa mais simples e populares do mercado. Além de ser tão seguro quanto a poupança, sua rentabilidade é melhor ainda. 

Em resumo, ele é um título emitido pelos bancos para captar recursos para o financiamento de suas atividades.

Em troca deste empréstimo de recursos, ele devolve ao investidor a quantia aplicada mais o valor dos juros acordado no momento do investimento.

Além de ter uma rentabilidade que pode chegar até o dobro da poupança, o CDB tem outras vantagens:

  • Segurança: segurado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), no caso de investimentos até R$250 mil;
  • Liquidez: se você escolher por um CDB de liquidez diária, poderá recuperar o dinheiro aplicado quando achar necessário; 

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CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio

Os CRAs são títulos de renda fixa emitidos por empresas ligadas ao agronegócio. Em sua maioria, por produtores rurais ou suas cooperativas, relacionados ao financiamento da atividade agropecuária.

Para isso, a empresa emite um título que representa parte de sua dívida. Os investidores recebem o dinheiro investido somado aos juros, que pode ser predefinido pelo CDI ou o IPCA. Entre os benefícios, destaca-se:

  • Isenção de IR e IOF para a pessoa física, o que significa mais rendimento ao investidor.

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CRI – Certificados De Recebíveis Imobiliário

Os CRIs são títulos de renda fixa privado emitidos por empresas com o objetivo de financiar alguma atividade no ramo de construção civil.

Com os aluguéis recebidos pelos imóveis construídos, a empresa paga os investidores que lhe emprestaram dinheiro.

De forma geral, esse tipo de investimento paga uma taxa prefixada que é conhecida já na compra. Além disso, pode ocorrer também o acréscimo da variação de um índice como a inflação ou o CDI.

Entre os benefícios, destacam-se:

  • Isenção de IR e IOF para pessoa física;
  • Não existe um valor mínimo aplicado aos investimentos em CRI, com apenas R$ 1 mil já é possível iniciar.

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Debêntures – comuns e incentivadas

As debêntures são títulos de renda fixa privada, emitidos por empresas que desejam financiar algum tipo de investimento. 

Elas podem precisar de capital para custear atividades operacionais do dia a dia ou para realizar novos investimentos.

As debêntures incentivadas são exclusivas para empresas que irão realizar investimentos de infraestrutura. Já as debêntures comuns podem ser emitidas por qualquer empresa, seja qual for o objetivo do investimento a ser realizado. 

Entre as principais vantagens, destaca-se:

  • Isenção de IR e IOF (para pessoa física) no rendimento e no ganho de capital, caso estejam enquadradas como debêntures de infraestrutura

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Trace uma estratégia de sucesso de Renda Fixa com a ajuda da BlueTrade.

Para concluir, a renda fixa ainda reserva boas oportunidades, com ativos recomendados para todos os perfis de investidores, de conservadores a agressivos. 

O que muda é o tipo de ativo, o indexador, o risco e o prazo. Afinal, diversificação é a chave para o seu sucesso como investidor.

O importante é que você já sabe que deixar o seu dinheiro na poupança não é um bom negócio.

E quanto mais você demorar para tomar uma atitude, mais as suas economias serão engolidas pela inflação. 

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Você não precisa investir sozinho!

Mas se você ainda não sente segurança para tirar o seu dinheiro da poupança, não se preocupe: não é preciso investir sozinho!

A BlueTrade conta com uma assessoria especializada para te ajudar nessa transição. 

Nossos profissionais buscam pelas as melhores oportunidades e produtos alinhados com seus objetivos. 

Vale lembrar que recebemos o prêmio TIER 1 da XP, como um dos escritórios que mais agregaram valor e eficiência às carteiras de renda fixa dos clientes!

Então não perca mais tempo, fale com um assessor BlueTrade e faça o seu dinheiro render mais! 

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A Pandemia e o Mercado Segurador

No último sábado, 04/07, foi realizada a live “A Pandemia e o Mercado Segurador” com a presença de Helder Molina, CEO do Grupo Mongeral Aegon, e intermediação de Rafael Rezende, sócio e superintendente da BlueTrade.

Para ele, o segredo do sucesso de uma empresa é que ela tenha um propósito. E a Mongeral Aegon faz a mesma coisa desde sua formação: ajudar as pessoas a cuidar e proteger seu futuro.

Estamos sempre sujeitos a uma morte prematura ou invalidez em nossas vidas. É preciso mantermos nossa sobrevivência.

Segundo Helder, a companhia sempre passou por crises e problemas mundiais. Nisso, ele trouxe 3 passos que sempre executou em sua vida durante todas elas: não assistir televisão, não ler jornal e trabalhar mais.

Ele reforça que, graças ao pânico que a mídia traz todos os dias, a necessidade de compra de seguro no mundo tem aumentado ainda mais. No momento da pandemia, o lucro da companhia foi 50% maior do que era estimado, mostrando que estão batendo recordes.

Ele reforça também a necessidade da educação financeira desde o berço, comparando a cultura de pensamento de uma mulher gravida nos EUA com uma mulher gravida no Brasil.

No exterior, a família planeja a necessidade de poupar antes mesmo do nascimento do filho. A educação financeira é imprescindível nas escolas.

Na opinião de Helder, a pandemia chegou por uma razão: o mundo estava doente e ela fez com que as pessoas abrissem a mente.

Para ele, e necessária uma iniciativa mundial e global, numa união das empresas privadas para possível criação de renda mínima e uma saude universal, sem dependência do governo.

Ele finaliza trazendo a questão da longevidade. É importante todos nos vivermos com responsabilidade social, e para isso é necessário equilibrarmos nossa saude e nossos recursos.

Veja a live completa no link abaixo e tire suas dúvidas.

Sala de espera (0:00)
Início (12:31)
Papel da tecnologia para atravessar a crise (16:23)
Economia brasileira (21:31)
Reabertura dos mercados (25:13)
Jogo de cintura (33:20)
Reflexos digitalização no mercado de seguros (34:04)
Importância de falar sobre proteção (39:08)
Como reduzir o abismo da educação financeira no Brasil (41:03)
Desburocratização do planejamento patrimonial (47:26)
Inovação no mercado segurador (48:33)
Democratização do acesso à saúde (52:50)
Ajudar a população a ser mais saudável (56:42)
Filantropia e responsabilidade social (58:35)
Considerações finais (1:00:53)


Investimentos: Mais uma vez, diversifique

Semana passada, escrevi sobre a diferença entre risco sistemático (não diversificável) e o risco não sistemático ou diversificável (relembre aqui).

Esse nome se baseia no fato de que a diversificação pode reduzir e muito o risco do seu portfólio de investimentos.

Esse risco pode ser decomposto em risco de mercado, risco de crédito, risco de liquidez e risco setorial (existem outros, mas esses são considerados os principais).

Observe que o risco aqui se refere à incerteza do resultado, não à probabilidade de um resultado ruim.

Claro que normalmente associamos risco à possibilidade de perda, entretanto na definição de incerteza de resultado, o risco também pode ser a nosso favor se o resultado for positivo.

Apenas não era possível saber no início do investimento se seria um ganho ou uma perda. O risco de mercado é o risco de perdas em investimentos financeiros causadas por movimentos adversos de preços.

Exemplos de risco de mercado são: mudanças nos preços de ações ou de commodities, movimentos nas taxas de juros ou flutuações cambiais. Esse risco se refere à volatilidade do preço do ativo (é, geralmente, calculada pelo desvio padrão).

Quanto maior a volatilidade, maior o risco de mercado desse ativo. É possível diminuir esse risco diversificando em várias classes de ativos. Por exemplo, ações, renda fixa e ouro. Quanto mais descorrelacionados os ativos da sua carteira, mais a volatilidade estará controlada.

Já o risco de crédito é a possibilidade de uma perda resultante da falha do devedor em pagar um empréstimo ou cumprir obrigações contratuais. Isso é medido pelo Rating do ativo. Se tiver uma classificação baixa (<BBB) o emissor tem um risco de inadimplência relativamente alto.

Por outro lado, se tiver uma classificação boa (AA ou AAA), o risco de inadimplência será progressivamente diminuído. Ao diversificar em vários ativos de renda fixa, é possível diminuir consideravelmente o risco de crédito. É muito mais difícil várias empresas darem calote do que uma só.

Liquidez é um termo usado para se referir à facilidade com que um ativo ou título pode ser comprado ou vendido no mercado. Basicamente, descreve a rapidez com que algo pode ser convertido em dinheiro. Isso pode ser um risco, por exemplo, ao comprar um imóvel.

Caso precise se desfazer rapidamente, será necessário oferecer um grande desconto. Quanto maior a liquidez do ativo, menor será o desconto na hora de sair.

Para reduzir esse risco, tenha em seu portfólio ativos altamente líquidos para que possa acessá-los em caso de emergência.

A diversificação setorial é sobre não ter muita exposição a nenhum setor. Pois existem riscos inerentes ao setor, que por mais diversificado que esteja dentro dessa fatia do mercado, ainda sim estaria exposto ao mesmo resultado.

Por exemplo, é possível ter ações de várias empresas aéreas, porém todas estão com aviões parados sem conseguir fazer receita, pois os voos ainda estão muito restritos. Diversificar (sim, mais uma vez) em papéis de vários setores é a solução.

Existem outros riscos como, por exemplo, o risco de inflação, mas você já sabe a resposta. A diversificação vai reduzir ao máximo esse risco.

Um portfólio de investimentos com uma grande variedade de ativos é capaz de diluir de forma significativa o risco não sistemático.

Neoeconomia Brasileira

Para entender o motivo pelo qual estamos iniciando uma nova era econômica no país, precisamos exclamar a interessante e conturbada história econômica brasileira, observando a cultura e fatos que se estabeleceram ao longo da mesma.

O começo foi no século XV, quando desbravadores dos mares, equipados com canhões, bússolas, astrolábios e caravelas navegavam pelo mar atlântico em buscar do novo, do desconhecido.

Quando encontraram as Américas e o Portugueses dominaram a antiga Terra de Vera Cruz, que hoje, é o nosso Brasil.

Podemos dizer que o Brasil viveu ciclos econômicos, tendo como primeiro o “Ciclo Econômico do Pau-Brasil”, nessa época, os nativos extraiam essa matéria prima, que eram obtidas pelos europeus através do escambo.

Após o esgotamento da oferta do material que deu início a atividade econômica no brasil os portugueses trouxeram uma plantinha bem conhecida chamada cana-de-açúcar que prosperou nas ricas terras brasileiras, os colonizadores instalaram engenhos para produção de açúcar, usando mão de obra escrava, sustentado pelo tráfico negreiro.

Com toda exploração acontecendo foi inevitável encontrarem matais preciosos, o que gerou um novo ciclo econômico do ouro com seu ápice no século XVIII, esse movimento decrescente em 1989 com a Inconfidência Mineira, que perdurou até 1785.

Enfim chegamos em um dos mais importantes ciclos econômicos do ciclo do café, que foi o grande responsável pelo impulso da economia brasileira, havendo intenso desenvolvimento no país, com expansões de estradas, a industrialização, e atração de imigrantes europeus.

Este movimento favoreceu a modernização de modais de transporte, e com a abolição da escravidão aumentou o número de imigrantes europeus, ocasionando uma superprodução, oferta era maior que a demanda.

De tal modo é marcado o fim do ciclo cafeeiro em consequência do Crash de 1929. Tudo isso trouxe necessidade de diversificação da base econômica, gerando a era da industrialização, o governo de Getúlio Vargas passa a incentivar a instalação da indústria pesada no Brasil como a siderúrgica e petroquímica, ponta pé inicial para as principais empresas listadas em nossa bolsa de valores, Petrobras e Vale.

No governo de Juscelino Kubistchek, em 1902, ouve o plano de metas que tinha como objetivo país crescer em 5 anos o que não cresceu em 50, focalizando no desenvolvimento de setores específicos como energia, transporte e alimentação.

Durante a ditadura militar, os governos abrem o país para investimentos estrangeiros que impulsionam o desenvolvimento estrutural brasileiro e entre 1969 e 1973, nosso pís vive o famoso ˜Milagre Econômico”, frisado com um crescimento do PIB de 12%.

Porém havia o problema era que com grandes financiaram por empréstimos a juros flutuantes ocasionou uma inflação de 18% ao ano e o crescente endividamento do país.

Nos anos 80, denominada como década perdida, o brasil se afundava em suas contas públicas e via a inflação aumentando de maneira descontrolada.

No final do governo militar, a economia brasileira estava totalmente desgastada devido a altos juros de suas dívidas externas, vimos o PIB despencando de 10,2% em 1980 pra 4,3% negativos em 1981, a solução foi a criação de planos econômicos para estabilizar a moeda e controlar a inflação.

Só entre 1984 e 1994 o país teve 6 moedas diferentes, a primeira foi o plano cruzado onde o governo tentou o controle da inflação através do congelamento de preços, seguido pelos planos Bresser e o Verão, ambos sem sucesso.

Com a eleição de Fernando Collor de Mello, o Brasil começa a adotar ideias neoliberais, priorizando abrir a economia nacional, privatizando empresas públicas, reduzindo funcionalismo público e aumentando participações privada em vários setores econômicos, porém, graças a escândalos de corrupção o presidente sofreu impeachment, custando seu cargo presidencial.

O Brasil com contou com 13 planos de estabilização econômica, tendo como o último, o Plano Real que viabilizou o equilíbrio das contas públicas e o estabelecimento de um novo padrão monetário, atrelando o valor do real ao dólar. Tal estabilização se manteria pelo século XXI. Em dois anos a miséria do Brasil caiu 18%.

Os próximos governos tiveram o início marcado pelo alto crescimento econômico brasileiro, que foi abalado pela recessão econômica de 2014 juntamente com a crise política no governo de Dilma Rousseff, levando o Brasil ao centro das atenções mundiais quando o assunto era corrupção.

Com um breve resumo de nossa história econômica podemos concluir que nosso país nunca conseguiu se consolidar como um país confiável e atrativo para investidores no privado, devido as altas taxas de juros praticadas, questões fiscais e falta de confiabilidade derivada da desestabilidade política e econômica.

Com a nova política econômica que o Banco Central vem adotando, aprovação do teto de gastos e reforma da providência, uma dessas pontas fundamentais para o investimento privado nacional está mudando, mas ainda temos um caminho pela frente com outras reformas necessárias que precisam ser adotadas, como a reforma administrativa e a tributária.

No gráfico abaixo, temos o IPCA e a Selic nos últimos 10 anos, historicamente ficando em patamares altíssimos, acima da inflação. Em 2016 por exemplo, tínhamos Selic a cerca de 14% ao ano e inflação a 10,67% no ano, ganhar quase 4% no ano no Tesouro Selic, sendo o investimento mais seguro do Brasil é mole, não é?

Mas, estamos entrando em uma nova era, em que isso não é possível, a “Neoeconomia Brasileira” como decidi apelida-la, ou era dos juros baixos, que inicialmente gerou fuga de capital de investidores estrangeiros que antes pegavam empréstimos a juros baixíssimos, em alguns países até negativos para colocarem na renda fixa brasileira, isso ocasionou em uma forte desvalorização do real, somado com outros temas.

Hoje, temos a Selic a 2,25% ao ano e um IPCA projetado pelo Banco Central para de 2020 de 1,63%, secundo o Relatório Focus divulgado no dia 26 de junho de 2020, tendo a menor taxa básica de juros da história do Brasil e a poupança rendendo 1,575%, que, descontado o IPCA, fica  – 0,055% ao ano!

É isso mesmo, poupança e alguns títulos de renda fixa fazendo o investidor perder dinheiro ao longo do tempo, isso considerando o IPCA baixo, devidos efeitos econômicos causados pelo corona-vírus, que com o tempo tende a voltar e a diferença ficar ainda maior.

Com constante redução da taxa de juros no Brasil, investidores terão que se reeducar quando o assunto é investimentos e começarem a tomar mais riscos em busca de um melhor rendimento de seu capital, por tal motivo estamos em crescendo migração de pessoas físicas para a bolsa de valores brasileira.

De acordo com dados divulgadores pela B3, em 2018 tínhamos 813.291 investidores pessoa física, em 2019 esse número já subiu para 1.681.033 e em 2020 já chegamos a 2.483.286 CPF’s, uma alta expressiva de 205,34% em 3 anos.

Isso devido os investidores estarem saindo da renda fixa e indo para o mercado de ações, onde apenas o Dividend Yield (dividendos mais os juros sobre capital próprio distribuídos aos investidores sobre o valor da ação) de determinadas empresas já rentabilizam mais do que o próprio CDI, quem dirá quando a referência é a poupança…

Para demonstrar, utilizaremos as 5 empresas maior representadas no índice Ibovespa, são elas: VALE3 (Vale) com 10,412% de representatividade no índice, ITUB4 (Itaú Unibanco) com 7,631%, B3SA (B3) com 5,982%, PETR4 (Petrobras) com 5,564% e BBDC4 (Bradesco) com 5,463%.

Que juntas, somam 35,052% do índice de referência da bolsa de valores brasileira. Pegamos o Dividend Yield dessas 5 empresas e fizemos a média desta rentabilidade, para enfim, compararmos com a rentabilidade do CDI em cada ano, e obtemos o seguinte resultado:

A partir de 2019 os juros sobre capital mais os dividendos das 5 maiores empresas da bolsa já ultrapassa o rendimento do CDI, respectivamente, da poupança e de alguns títulos de renda fixa, mesmo considerando apenas as maiores empresas do índice Ibovespa, pois se puxarmos uma carteira de empresas boas pagadoras de dividendos e JCP essa rentabilidade é ainda mais.

Além do Dividend Yield, temos que considerar também o crescimento das empresas que tem bons fundamentos e consequentemente ocasiona no aumento de seu valor, refletindo no preço de seus papéis negociados no mercado, gerando valorização do patrimônio do investidor no longo prazo.

Contudo, concluímos que temos uma nova era econômica em que pessoas buscam investir na iniciativa privada e tomando mais riscos em busca de melhores remunerações e rentabilidade, já que a renda fixa não traz tanta atratividade como antes.

Disclaimer: Este artigo não é uma recomendação de investimento, e sim apenas uma reflexão sobre o atual cenário do mercado e conclusões pessoais, pequenas diferenças numéricas nos gráficos apresentados são provenientes de cálculos de tabelas e arredondamentos.

Quantitative Easing e suas aplicações



Se você é familiarizado com o mundo dos investimentos, provavelmente já ouviu falar de Quantitative Easing. Esse artifício consiste na “injeção” artificial de capital.

O Banco Central atua na economia por meio da política monetária, utilizando instrumentos que controlam o “preço” do dinheiro.

As 3 medidas mais conhecidas são o Depósito Compulsório (parte dos depósitos à vista recebidos pelos bancos são transferidos para o Banco Central), Open Market (compra e venda de títulos públicos) e Taxa de Redesconto (taxa de empréstimo para as instituições financeiras).

Porém, em casos em que os meios mais ortodoxos provam – se insuficientes, o Quantitative Easing pode entrar em cena.

Como funciona

Como mencionado anteriormente, esse método baseia-se na transmissão indireta de capital do Banco Central para a economia por meio das instituições financeiras.

Em momentos em que os bancos estão hesitantes em emprestar seu capital, mesmo em que a taxa de juros está em baixa, encontramos uma situação que chamamos de armadilha de liquidez.

Por meio da injeção artificial de capital, o governo gera liquidez no mercado, entrando como comprador de títulos bancários.

Quando isso acontece, as instituições financeiras então encontram-se com um excedente de capital em suas mãos.

A expectativa é que, com isso, essas instituições se tornem mais propensas a conceder crédito mais barato (diversas instituições com capital excedente = competição para empréstimo por meio das taxas de juros) para a ponta final, facilitando assim o acesso a recursos, aumentando o consumo, fazendo a economia girar e os preços subirem, combatendo, então, um cenário deflacionário e de estagnação econômica.

Esse método se diferencia do Open Market pelo volume de capital utilizado, e pelo maior leque de ativos que podem ser adquiridos pelo Banco Central. Outro aspecto interessante é a influência que esse programa tem na política fiscal.

Entrando como comprador de títulos públicos em massa, o preço desses títulos tende a aumentar (lei da oferta e demanda), e o yield (Retorno/Preço) diminuir, caso as taxas permaneçam constantes, gerando a possibilidade de o governo emitir novos títulos a preços e yield´s menores, diminuindo o custo da dívida e aumentando sua capacidade de gasto, o que pode influenciar a economia de forma positiva.

Pontos negativos

Um aumento acima do esperado na inflação pode ocorrer quando não há uma mensuração correta da demanda e oferta.

Nesse caso, como a quantidade de moeda em circulação é muito elevada, a oferta pode não acompanhar a demanda, o que gera um aumento acentuado nos preços, gerando assim, um cenário hiper inflacionário.

A desvalorização cambial também é um risco inerente quando se utiliza o Quantitative Easing. Além disso, o excesso de capital nas mãos dos bancos não necessariamente vai levar a um aumento no capital em circulação caso os bancos não tenham confiança na estabilidade econômica, optando, assim, apenas por reter o recurso.

Conclusão

O Quantitative Easing pode ser um instrumento muito importante em cenários de estagnação econômica, porém, é necessário muita cautela e estudo na sua aplicação para que não ocorra um desvio em seu caráter temporário, sendo utilizado de forma permanente para financiar a dívida pública e privada, nem uma mensuração incorreta do estímulo necessário.

*Em colaboração com Eliseu Hernandez, assessor de investimentos BlueTrade.




Taxa Selic em 2,25%

Nesta última quarta-feira, 17 de junho, o COPOM – Comitê de Política Monetária – anunciou uma nova queda de 75 bps na taxa básica de juros do país, a SELIC. Com isso, o que antes era 3% a.a hoje está em 2,25% a.a.

No intuito de fomentar ainda mais a economia, praticando a queda dos juros, foi realizado esse corte de 0,75% e com isso, alguns investimentos da renda fixa, que possuem relação com a SELIC, irão sofrer alguns ajustes.

Vale lembrar que com a Selic mais baixa aqui, o diferencial de juros entre os títulos brasileiros e os de países desenvolvidos como os EUA, considerados mais seguros, diminui.

Como resultado, é comum que haja uma saída de capitais para esses países com melhores notas de crédito. Consequentemente, o preço do dólar frente ao real se valoriza.

Talvez seja a hora de diversificar e apostar em mais risco.

Em um ambiente com juros altos ficava muito fácil para os investidores deixarem dinheiro guardado na renda fixa. Há 4 anos, tínhamos uma SELIC no patamar de 14,25% ao ano, e isso implicava em um rendimento maior do que 1% ao mês.

Ou seja, em 4 anos, tivemos uma queda de exatos 12% na SELIC.

Com isso, você precisa assumir que é necessário diversificar os seus investimentos, ou se não, você vai ficar pra trás!

No caso da Poupança, como fica?

A nova regra da poupança diz que ela rende 70% da taxa Selic enquanto, a mesma, estiver abaixo de 8,5% ao ano. Como a Selic hoje está em 2,25%, ou seja, menor do que 8,5%, a poupança está rendendo 1,575% ao ano.

Isso significa uma rentabilidade de aproximadamente 0,13% ao mês.

Vamos fazer uma simulação pra ficar claro, o que realmente está acontecendo com a, talvez sua, poupança. Digamos que você vai aplicar hoje R$ 1.000.000,00 na poupança, o que você irá encontrar em 1 ano?

Você não precisa ser um expert em matemática pra identificar um número negativo, basta encontrar o sinal “-“ que será o suficiente para entender o contexto.

E é exatamente o que está acontecendo com a rentabilidade real da poupança a partir de hoje! Ao investir seu 1 milhão, passado 1 ano, você encontrará menos do que deixou investido.

Imagine você, ter trabalhado durante toda sua vida com muito esforço e dedicação, sempre tendo em mente uma aposentadoria tranquila, com a família, podendo pagar os estudos dos filhos, viver sem passar necessidades, investir o seu dinheiro e quando fosse retirar, tivesse uma quantia menor do que a que você colocou.

Por isso, reafirmo, é o momento de confessarmos que a Poupança não é mais um tipo de investimento.

Você pode contar com a liquidez e segurança que ela possui, porém, a rentabilidade que ela produz, hoje, é falsa.

Então, onde colocar o meu dinheiro da poupança?

Hoje, quem conta com o auxílio de um assessor de investimentos da BlueTrade está sem preocupações com relação a isso. O cliente possui uma carteira muito bem diversificada, e um atendimento de alta qualidade no mercado financeiro.

Entretanto, a pessoa que não possui esse auxílio terá que estudar e procurar por alternativas na renda fixa ou renda variável.

As opções são muitas, porém, você precisa saber como analisar uma boa empresa, a duração de um título, e entender como o mercado financeiro caminha.

Conclusão

Por fim, o fato é, a época de 1% ao mês de rentabilidade acabou! Você precisa sair do conforto para não perder mais dinheiro.

Entre em contato com a BlueTrade, e saiba mais sobre como investir com o auxílio de um assessor de investimentos.

Saiba mais sobre o mundo dos investimentos:








Risco diversificável e não diversificável, o que são e como afetam seus investimentos


Risco. Afinal, o que é risco? Em finanças, o risco está associado às incertezas que provocam uma variação nos retornos dos ativos financeiros. 

Logo, conhecer os riscos do objeto do investimento é de suma importância. Se não conhecemos seus riscos, estamos agindo de maneira imprudente.

Não ter conhecimento das variáveis que podem impactar de fato nosso investimento, nos torna vulneráveis a decisões impulsivas e mal fundamentadas.

No artigo de hoje, vou discorrer sobre dois conceitos básicos, mas muito importantes: O risco diversificável e o não diversificável.

Risco não diversificável

Quando nos referimos ao risco não diversificável, ou risco sistemático, estamos nos referindo à um risco que afeta a maioria dos ativos de uma economia. Por tanto, ele não está associado a um ativo ou setor específico, mas sim, à economia como um todo.

Obviamente, alguns ativos são mais afetados do que outros. Levando em conta o momento atual, podemos citar a alta do dólar. Com a crise do novo Corona vírus no Brasil, vimos uma intensificação no movimento de corte da taxa básica de juros (Selic).

Essa queda teve um impacto direto na cotação do dólar, uma vez que o chamado “Carry Trade” (Investidor estrangeiro toma empréstimo no seu país de origem, e aplica em outro país com taxas mais altas para ganhar a diferença) torna-se menos interessante.

Isso leva a uma menor oferta de Dólares para compra do Real, e, consequentemente, a uma depreciação da nossa moeda. Isso não levando em conta fatores como a instabilidade política e sanitária em que vivemos, o que diminui ainda mais a confiança do investidor e torna o investimento no país menos interessante. Essa depreciação teve impacto direto na economia.

Afinal, boa parte dos produtos do país ou vêm diretamente de exportação, ou está ligada a produtos que vem do exterior. Uma vez que esses produtos se tornam mais caros, a margem das empresas que trabalham com eles diminui, o que leva à um aumento dos preços.

Por outro lado, empresas exportadoras tendem a se beneficiar, uma vez que sua receita advém de moedas que estão apreciadas em relação ao Real. Assim, nota-se, de uma forma ou de outra, todas as empresas são afetadas por esse fenômeno. Logo, esse risco não pode ser eliminado através da diversificação.

reprodução: proeducacional.com

Risco diversificável

Quando falamos de Risco Diversificável, ou não sistemático, estamos nos referindo àquele que é diretamente associado a um setor ou ativo específico. Se sua carteira de investimentos é composta por apenas 1 ativo ou setor, você estará 100% exposto a seus riscos.

Não é vantajoso, pois caso ocorra alguma mudança que afete diretamente aquele setor negativamente, ou algum escândalo envolvendo aquela única empresa em carteira, prejuízos significativos podem surgir.

Por sorte, esse risco é mitigável através da diversificação (por isso risco diversificável). A exposição a diversos setores vai segurar a queda em momentos ruins, mas ao mesmo tempo, permitirá que participe dos ganhos nos bons momentos.

Quanto mais diversificada uma carteira, mais próximo seu risco será do risco sistemático. A soma dos dois é o que chamamos de risco total.

Conclusão

Saber identificar os riscos associados a seus investimentos é crucial para obter bons resultados no longo prazo. Como vimos acima, o risco sistemático afeta a maioria dos ativos, mas nem sempre de forma negativa ou uniforme, o que muitas vezes não se reflete nos preços.

Portanto, conhecer os riscos inerentes a seus ativos pode melhorar sua compreensão sobre aquilo que realmente os afeta diretamente, e se algum movimento do mercado, como um todo, reflete de maneira correta a precificação daquele ativo.

Isso pode impedi-lo de realizar prejuízos em meio a pressões vendedoras irracionais, além de auxiliar na identificação de bons ativos, mas que foram afetados negativamente de forma injustificável pelo mercado.