Tripé dos investimentos: o que avaliar antes de começar a investir?

Se você quer começar a investir, mas está com muitas dúvidas, este artigo vai te ajudar a entender algumas características dos produtos financeiros.

Nós vamos te apresentar três pilares muito importantes que devem ser considerados na hora de decidir onde colocar o seu dinheiro.

Antes de realizar qualquer aplicação é preciso que você defina seu objetivo e, primeiramente, conheça seu perfil de investidor.

Para isso, é preciso que responda as seguintes perguntas: Você quer investir no curto, médio ou longo prazo? Você tem disposição para assumir algum risco?

Cada tipo de investimento apresenta três variáveis fundamentais e por meio delas, você poderá saber quais produtos se adaptam melhor aos seus objetivos.

Tripé dos Investimentos

O tripé dos investimentos é composto por:

  1. Segurança;
  2. Liquidez;
  3. Rentabilidade.

Segurança

No contexto dos investimentos a insegurança é uma das grandes questões que causam aversão ao mercado financeiro. Mas o quanto você preza pela segurança dos seus investimentos é uma das principais características para definir o seu perfil de investidor.

A exposição a riscos influencia diretamente na escolha do produto a ser aplicado, pois é a partir dela que você poderá montar a sua carteira, priorizando os produtos que sejam de acordo com as suas metas.

Quanto ao risco, podemos defini-lo como a possibilidade de determinado investimento não gerar a rentabilidade esperada, ou seja, a probabilidade de perder o dinheiro investido. Entretanto, vale lembrar que um risco maior também quer dizer mais possibilidade de melhores resultados. 

No mercado financeiro é possível encontrar diversos tipos de investimentos que apresentam certo nível de segurança. Os investimentos em renda fixa, tais como Tesouro Direto, CDBs, LCAs/LCIs, tendem a apresentar menores riscos quando comparados aos investimentos em renda variável, como por exemplo as ações, fundos imobiliários ou fundos multimercado.

Em território nacional, os investimentos considerados mais seguros são os oferecidos pelo Tesouro Direto, como o Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+.

Liquidez

A liquidez é a facilidade de se transformar determinado ativo em dinheiro, sem que seu preço seja afetado.

Por exemplo, não é tão fácil e rápido vender um apartamento, principalmente se a necessidade do dinheiro for urgente. Dessa forma, talvez seja necessário vender este apartamento por um preço bem abaixo do seu valor justo. Assim, não pode ser considerado líquido, pois apresenta uma baixa liquidez.

O investimento no Tesouro Selic já apresenta boa liquidez, pois pode ser resgatado a qualquer momento sem sofrer perda de seu valor.

No caso de ações, se a empresa for uma Blue Chip (empresa que apresenta alto valor de mercado e grande volume de negociação na bolsa),ela apresentará maior liquidez.

Se for Small Cap (empresa menor e menos negociada na bolsa), terá menor liquidez. Uma vez vendida, o tempo de resgate é “D+2”. Isso significa que ao vender uma ação hoje, o dinheiro só irá cair na sua conta da corretora em dois dias úteis.

Rentabilidade

A rentabilidade se refere ao retorno que determinado investimento pode gerar.

Digamos que você invista R$1.000,00 em um investimento com rentabilidade líquida de 5% ao ano.  Quer dizer que ao final de um ano, o resgate esperado será de R$1.050,00. 

Este é um dos pilares mais atraem os investidores e é a prioridade de muitos. Mas sempre deve ser analisada juntamente com os fatores de risco e liquidez.  

Os ativos que apresentam maior rentabilidade são os de renda variável, dessa forma, também tendem a ser os que oferecem menor segurança.

A importância do tripé na hora de investir

O conceito do tripé se baseia no fato de que, para obter bons resultados nos investimentos, deve-se priorizar apenas duas dessas variáveis, pois nenhum produto poderá ter essas três características ao mesmo tempo.

Por isso, ao investir, é preciso entender que para qualquer aplicação, as variáveis risco, liquidez e rentabilidade precisam ser consideradas.

A rentabilidade está relacionada às outras duas varáveis. Um investimento que apresenta baixa segurança precisa oferecer uma maior rentabilidade para se tornar atrativo. E, em geral, quanto maior a liquidez, menor será a rentabilidade.

Caso seu maior objetivo seja obter maior rentabilidade, você precisará assumir mais riscos e em alguns casos abrir mão da liquidez. Se quer priorizar a liquidez e segurança, provavelmente não irá obter grande rentabilidade.

  Para gerenciar o seu patrimônio da melhor forma, é preciso ter cautela, planejar e diversificar. Levar em conta esses pontos e tomar decisões pautadas no tripé dos investimentos pode te ajudar a criar um portfólio mais sólido, diversificado e claro, com resultados mais assertivos.

Ainda tem dúvidas sobre investimentos? Procure um assessor da Blue3.

A hora é agora: por que investir em renda variável.

Em tempos de um cenário um econômico instável, é preciso repensar a forma com a qual você lida com os seus investimentos.  Se você ainda tem receio em investir em ativos de renda variável, infelizmente pode estar perdendo dinheiro.

Existem diversas formas de diversificar a sua carteira e aumentar a rentabilidade, mesmo com risco um pouco maior. 

E por que esse é o melhor momento para realocar a sua carteira?

A perspectiva de juros baixos por mais tempo – com a taxa Selic em 2,0% pelo menos até o segundo semestre de 2021, segundo os principais analistas da área, deve continuar impulsionando a Bolsa brasileira.

Isso por que houve um aumento do fluxo de investidores buscando por uma maior rentabilidade, migrados da Renda Fixa e da Poupança.

Para você ter uma ideia, o número de investidores pessoas físicas na Bolsa chegou a uma marca histórica de 3 milhões de indivíduos, o que revela uma mudança de atitude do brasileiro frente aos investimentos.

Então, não dá mais para fechar os olhos diante dessa oportunidade

Quero saber mais! 

Tipos de investimentos em Renda Variável

Seja você um investidor moderado ou agressivo, o objetivo é sempre o mesmo: ao investir de forma diversificada, é possível evitar a de perda de dinheiro no caso da desvalorização de algum ativo.

Assim, mesmo que você prefira investir em renda fixa, é possível encontrar opções de renda variável mais adequadas para o seu perfil de investidor, caso você tome a decisão de assumir um pouco mais de risco para uma maior rentabilidade. 

Exemplificamos abaixo algumas opções para ativos de renda fixa para diversificar a sua carteira, com informações da XP Investimentos: 

Opções

Opções são contratos onde o investidor tem o direito de comprar ou vender um lote de ações por um preço fixado em um determinado momento.

Pode-se traçar o paralelo de um seguro de carro: quando contratado, você garante o direito de vender o carro por um preço fixado. Mesmo se ele passar por um acidente que o desvalorize.

Ou seja, no mercado de opções são negociados o direito de compra e venda das ações, com preços e prazo pré-fixados. Mas não a obrigação, apenas o direito de compra e venda.

Quero ajuda para investir em Opções!

Contratos Futuros

O contrato futuro é um investimento onde ocorre um acordo de compra e venda em uma data no futuro, por isso o nome. Ou seja, a cotação deriva de outro ativo.

É possível lucrar tanto com a valorização do ativo quanto na queda, a depender se você comprou ou vendeu o ativo.

E tanto o vendedor quanto o comprador se comprometem com a negociação. Seja de ativos financeiros ou de bens tangíveis (como gado e milho, por exemplo).

Quero ajuda para investir em Contratos Futuros

Câmbio

O mercado de câmbio envolve as negociações referente à troca de moedas de diferentes nações. Por exemplo, se você acredita que o valor do dólar em relação ao real vai subir nos próximos meses, pode investir em comprar dólares hoje para vender por um preço maior no futuro.

Ou seja, você investe na diferença cambial entre duas moedas.

Como não é possível saber a cotação das moedas, principalmente em um cenário futuro, portanto, o risco é alto.

Quero ajuda para investir em Câmbio

Derivativos

Derivativos é um tipo de investimento que deriva a maior parte de seu valor de um outro ativo, taxa de referência ou índice. Por exemplo, o valor pode derivar de ações, do ouro ou da taxa de juros.

Esse outro ativo subjacente pode ser tanto físico, como ouro, café, milho, soja; quanto financeiro, como ações, taxa de juros, inflação, etc. E ele pode ser negociado à vista ou no mercado futuro.

Geralmente, são negociados em um padrão: o contrato é previamente especificado em relação a quantidade, qualidade, prazo de liquidação e outros fatores sobre a negociação.

Quero ajuda para investir em Derivativos!

ETFs (Exchange-traded fund)

Considerado a principal porta de entrada para a bolsa de valores, a ETF (Exchange Traded Fund) é uma forma eficiente de investir em ações, que se destaca pela diversificação e baixo custo. 

Na prática, são fundos que representam índices e são negociados em bolsa de valores. Permitem acessar mercados amplos, sem a necessidade (e o custo) de comprar cada ativo individualmente.

Quero ajuda para investir em ETFs!

Conte com a ajuda da BlueTrade para Investir em Renda Variável (H2)

Agora que você já conhece algumas das inúmeras opções para investir em renda variável, e sabe por que esse é um momento ideal para diversificar a sua carteira – tendo em vista a queda dos rendimentos em renda fixa por conta da baixa taxa de juros:

Chegou a hora de dar o próximo passo

Mas se você ainda não entendeu muito bem como tudo isso funciona ou se sente inseguro, a BlueTrade conta com uma das melhores mesas de renda variável no Brasil para te ajudar nessa caminhada. 

Contamos com especialistas focados em desenvolver estratégias inteligentes para que seu dinheiro renda mais, confira algumas delas:

  • Carteiras recomendadas, embasadas por grandes analistas do mercado, como Eleven e DV Invest;
  • Alocações internacionais, ações de empresas que mais crescem no exterior;
  • Produtos alinhados com o seu perfil, com um contato próximo aos brokers que avaliam o seu perfil de investidor. 

Assim, você receberá todo o suporte necessário para realocar a sua carteira nas melhores oportunidades de renda variável, claro, respeitando os seus objetivos e perfil de investidor. 

Então não espere mais de fale com um de nossos assessores o quanto antes!

Fale com um assessor agora!

3 milhões de CPFs é apenas o começo

Neste mês de setembro a bolsa de valores brasileira, a B3, deve chegar a 3 milhões de investidores. Um grande marco sobre a mudança do cenário e da mentalidade do investidor a respeito de seu patrimônio.

O mercado mudou e demanda maior atenção dos investidores sobre suas oportunidades de rentabilidade. É simples entender esse movimento, quando observamos o contexto.

Com a taxa básica de juros a 2%, a caderneta de poupança e ativos da renda fixa indexados ao CDI, são afetados diretamente pelo Juro Real. Seu dinheiro e patrimônio perdem valor com o tempo, principalmente considerando o movimento da Inflação.

Em 2011, quando o cenário econômico brasileiro era outro, a até então BMF&Bovespa, fez uma campanha publicitária com o intuito de trazer 500 mil investidores para a bolsa.

Um desafio, considerando a taxa Selic de quase 13%, vigente na época e o pouco esforço que o brasileiro precisava fazer para ter rendimentos consistentes em ativos conservadores. O movimento de chegada de novos investidores, no entanto continuou o mesmo.

Mas essa propaganda deixou seu legado. Pois apresentou a muitos brasileiros, de forma simples e até então pouco conhecida, como investir na bolsa de valores não era o bicho de sete cabeça que muitos acreditavam.

Ao comparar as empresas da bolsa com a carreira de um dos jogadores de futebol mais históricos do mundo, era fácil explicar que investir na bolsa era bom pra as empresas, pra BMF&Bovespa e principalmente para o investidor.

A B3, precisou de quase uma década para chegar à 1 milhão de investidores. E marcará os 3 milhões em menos de 2 anos. O que mudou?

A resposta correta é tudo. A economia mudou. O mercado está mais maduro, preparado para receber esse investidor que busca melhor rentabilidade. O nível de educação financeira do investidor também melhorou.

Empresas como a XP Investimentos trouxeram maior visibilidade e acesso ao mercado e à produtos até então restritos, além de utilizar a tecnologia para ajudar quem deseja investir.

Ajudar o brasileiro a investir, aliás, tornou-se o propósito de assessores de investimentos, que se capacitaram para ser a principal fonte de informação sobre as melhores oportunidades de investimentos.

Com tantas mudanças ocorridas e tantas outras para acontecer, é certo que estamos apenas no começo e que 3 milhões de CPFs significa um grande passo para a transformação, mas nem de longe será o último.

Se sua carteira de investimentos, fosse comparada à investimentos na carreira de um atleta, como ela estaria?































Swing Trade: oportunidades e estratégias.

Um método, de curto e médio prazo, muito utilizado por investidores.

Investir não é algo tão chato e complicado como a maioria das pessoas imaginam, e além disso, pode te trazer muitas oportunidades.

E o swing trade pode te trazer essa oportunidade, se feito com uma boa gestão de risco.

E para isso, é necessário conhecimento. Então, o que é o Swing Trade?

O que é?

O Swing Trade é uma das modalidades de investimentos. Ao contrário do Day-Trade por exemplo, o Swing Trade é menos arriscado e te demanda um pouco menos de tempo.

Ele é uma forma de trading de curto prazo, e quem opta por esse modelo de operação, aposta em tendências de mercado para ganhar dinheiro com ações, futuros, opções e etc.

O que torna o Swing diferente do Day-trade é o prazo de investimento.

No primeiro caso, as operações podem variar entre 2 dias e duas semanas, podendo em alguns casos ultrapassar essas duas semanas, de acordo com a posição desejada.

E no segundo caso, as operações de compra e venda são realizadas no mesmo dia, dentro do mesmo pregão.

Quais ferramentas utilizar para o Swing Trade?

A ferramenta mais utilizada para realizar operações de Swing trade é a análise gráfica.

Como dito anteriormente, a pessoa ao optar por essa modalidade está apostando em tendências do mercado.

E o gráfico pode deixar essas tendências mais visíveis, se utilizado de forma correta.

Sendo assim, se você quiser pegar o movimento de algum ativo no período de algumas semanas, você pode escolher pelo tempo gráfico semanal, por exemplo.

Porém, nesta modalidade, é majoritariamente utilizado o gráfico diário, 60 minutos e o intraday, para que se tenha uma visão mais clara e rápida dos movimentos do mercado.

Como correr menos risco nesta modalidade?

Ao operar no Swing trade, algumas técnicas podem te ajudar a correr menos riscos.

Entretanto, a principal ferramenta que você deve utilizar para minimizar os seus riscos é o stop loss.

Através dele, ao entrar em um ativo, você além de definir uma meta de ganho, também define uma de perda.

Desta forma, você faz com que o emocional não te atrapalhe, e que seus erros sejam menores.

Ou seja, os stops são programados para serem respeitados, independente do que ocorra.

Conclusão

Por fim, como você pôde perceber, o swing trade possui um tempo maior de operação, e com isso, você pode sim ter erros.

Mas, não deve guardar mágoas deles, pois você também tem mais tempo para recuperações.

Hoje, a Bluetrade conta com um analista técnico parceiro, com vagas na lista VIP para seu próximo curso de análise técnica. Portanto, caso você tenha interesse, visite o site e conheça mais sobre este universo.

Link: aprenda.daltonvieira.com/invistamelhor ou app.daltonvieira.com/

Bull Market x Bear Market

O mercado financeiro é repleto de jargões, crenças e terminologias que muitas vezes confundem aqueles que não têm familiaridade com esse mundo.

Hoje vamos botar sob o microscópio duas expressões bastante utilizadas no dia a dia do mercado, Bull Market e Bear Market.

Definição

Provavelmente você já viu alguma foto do Touro de Wall Street. Você sabe, aquela estátua de bronze que tão frequentemente vemos em fotos no Instagram e no Facebook. Essa estátua é símbolo do Bull Market, o “Charging Bull”.

O Bull Market é usado como referência a um mercado de alta, um mercado otimista, um mercado “Bullish”.

O preço das ações tende a subir, a economia do país está forte, as empresas estão investindo e as pessoas com dinheiro no bolso.

Enquanto isso, o Bear Market refere-se exatamente ao oposto, um mercado mais pessimista, um mercado “Bearish”, com expectativas de baixa no preço das ações e do mercado como um todo.

Neste cenário, normalmente temos desaceleração da economia e aumento no desemprego.

Origem das expressões

A teoria mais difundida sobre a origem dessas expressões diz respeito à forma de atacar desses animais.

Enquanto o touro ataca em um movimento ascendente, jogando suas vítimas para o alto com seus chifres, o urso utiliza suas patas para atacar, em um movimento de cima para baixo, o que simbolizaria seus respectivos momentos de mercado, ascendente e descendente.

Os ciclos econômicos e os mercados

Como mostramos acima, o Bull e o Bear Market, muitas vezes refletem o momento econômico vivido pelo país naquele momento.

Visto isso, creio que seja relevante falarmos sobre os ciclos econômicos.

Em um cenário pessimista como o do Bear Market, normalmente veremos entrar em ação políticas econômicas expancionistas, políticas essas que envolvem ações como redução da taxa básica de juros da economia, redução da alíquota do Depósito Compulsório, aumento de gastos do governo, redução na tributação e afins.

O resultado disso é um aumento na atividade econômica do país, e um incentivo maior para investir no mercado acionário, visto que a rentabilidade de títulos atrelados à taxa de juros é reduzida, o que aumenta o apelo de investimentos mais arriscados, mas que oferecem maior chance de ganhos mais expressivos.

É possível identificarmos uma relação aqui, uma vez que o Bull e o Bear Market normalmente são reflexos de momentos econômicos distintos vividos pelo país. Portanto, o fim de um ciclo marca o início do outro.

Oportunidades nos mercados

Sou um grande fã do Value Investing, uma política com foco no longo prazo, que busca comprar ações abaixo de seu valor intrínseco.

Como vimos em artigos passados, em que comentei sobre os riscos sistemáticos e não sistemáticos, nem sempre um movimento de baixa ou “Bearish” afeta todos as agentes do mercado. Porém, muitas vezes isso não se reflete nos preços.

Conhecer o real valor de uma ação (valor intrínseco) pode ajudá-lo a identificar ações abaixo desse valor, e presenteá-lo com belas oportunidades de negócios, assim como com uma visão imparcial sobre aquele ativo em específico e se a queda no preço é justificável.

Follow On: o que é e como funciona a oferta de novas ações na Bolsa

Toda grande empresa sonha em um dia poder realizar o seu IPO, em outras palavras, abrir capital na bolsa de valores pela primeira vez.

Ou seja, o termo IPO é utilizado no mercado financeiro para anunciar que uma empresa fechada está abrindo capital ao público.

A Oferta Pública Inicial (IPO), precisa seguir algumas regras que o mercado impõe, e se a empresa se enquadrar nessas regras, ela consegue realizar o processo.

Uma vez realizado o IPO, essa empresa pode vir a realizar um follow on posteriormente.

E é exatamente sobre esse assunto que nós iremos abordar neste artigo.

 O QUE É O FOLLOW ON?

O follow on, nada mais é do que uma emissão subsequente de ações de uma determinada empresa, que já realizou seu IPO, no mercado.

Em outras palavras, essa mesma empresa volta para a bolsa de valores e emite novas ações para que acionistas e não acionistas tenham oportunidade de comprar essas novas ações.

Portanto, não se confunda entre IPO e follow on. Um deles acontece no início da abertura de capital (IPO), e o outro pode acontecer inúmeras vezes após seu IPO (follow on).

QUAIS SÃO OS TIPOS DE FOLLOW ON?

O follow on pode ocorrer em dois tipos, através da oferta primária ou secundária.

Na oferta primária, quem emite as novas ações é a própria empresa.

Desta forma, ela aumenta o seu capital social e a sua base acionária, e os recursos adquiridos através desta nova emissão é encaminhado diretamente para o caixa da empresa.

Já na oferta secundária, os próprios acionistas decidem colocar suas ações a venda. E com isso, o capital adquirido, não altera em nada no caixa da empresa.

Ou seja, o dinheiro é encaminhado diretamente aos acionistas que venderam suas ações.

POR QUE UMA EMPRESA REALIZA UM FOLLOW ON?

Se você fosse o dono de uma empresa, e estivesse precisando de mais dinheiro em caixa, e a emissão de novas ações fosse te beneficiar em relação a isso, porque não faria?

É exatamente essa a linha de raciocínio utilizada quando uma empresa decide realizar o follow on. Captar novos recursos.

Além disso, um outro benefício seria o aumento de liquidez do ativo dentro do mercado.

Pois desta forma, o volume de ações negociadas durante os pregões é maior do que o volume anterior, enquanto ainda não existiam esses novos ativos.

Por fim, o comprador, durante o follow on, pode ainda vender essas mesmas ações. Encerrando uma operação de compra e venda.

COMO A EMPRESA PODE REALIZAR O FOLLOW ON?

A empresa pode realizar o follow on de duas maneiras, contendo as ofertas primárias e secundárias, pela oferta pública e a restrita.

Na oferta pública, as ações são destinadas a investidores de forma geral.

Contudo, na oferta restrita, as ações são ofertadas a investidores qualificados (Pessoas físicas e jurídicas com carteira própria acima de R$1 milhão e Fundos de investimentos)

CONCLUSÃO

Portanto, se você é um investidor arrojado que possui ações em carteira, mas não consegue acompanhar com muita frequência o mercado financeiro, procure por um assessor de investimentos.

Desta maneira, ele irá poder te auxiliar com possíveis follow on’s e outras ocorrências do mercado.

Saiba que, os assessores de investimentos da Bluetrade estão sempre atentos ao mercado financeiro, e possuem uma mesa de renda variável à disposição para essas e outras ocorrências.

Webinar: Inovação e o Futuro dos Investimentos no Brasil, com Guilherme Benchimol.

No último sábado, 27/06, a BlueTrade realizou o webinar “Inovação e o Futuro dos Investimentos no Brasil” com a ilustre presença de Guilherme Benchimol, CEO e sócio-fundador da XP Inc. com intermediação de Wagner Vieira, sócio-fundador da BlueTrade.

Ações juntos transformamos e ESG 
14m15s até 20m20s

Alguns tópicos foram abordados, como a ação social “Juntos Transformamos”. Na visão do Guilherme, o principal intuito é espalhar a corrente do bem.

Se não puder ajudar numa causa existente, faça a diferença e ajude uma causa próxima de você. Com esse sentimento sairemos mais rápido da crise.

O que tem para nos dizer sobre esses momentos de crise?
21m19s até 28m06s

Segundo Guilherme, nas crises é preciso se moldar com velocidade, se adaptar as mudanças e manter a cabeça positiva. Ele utilizou os exemplos abaixo:

  • Seja capim e jamais seja bambu.
  • Se molde com velocidade, se adapte rápido.
  • O empreendedor de verdade gosta das crises.
  • Na pista seca dificilmente o Senna ultrapassava 10 carros em uma única volta, mas quando tinha uma chuva forte ele fazia isso! Superação.

    Se aproxime do seu cliente, isso é o mais importante.

Como são seus investimentos na pessoa física
34m30s até 39m43s

Guilherme também chegou a expor sua carteira pessoal de investimentos, com alocações em fundos de ações, ativos internacionais, ativos de créditos brasileiros (debêntures, CRIs e CRAs), dentre outros.

Mas ele frisou que cada investidor tem o seu perfil e o benefício maior virá com pensamento em longo prazo.

  • 50% em fundos de ações
  • Aproveita as crises para comprar um pouco mais de ações ou investir mais nos fundos de ações. 
  • Os outros 20% em ativos internacionais, 15% a 20% em ativos de crédito brasileiro (debêntures, cri, cra)
  • 5% em outros ativos como COEs.

Inovação: Home office até o final do ano e a Villa XP
39m45s até 47m27s

No começo da pandemia, a decisão do home office foi difícil. Mas isso engajou uma nova forma de trabalho no negócio, fazendo com que o home office se estendesse e que fosse criado o projeto Villa XP, que segundo ele, ficará pronto até ano que vem.

Cultura e Partnership
47m30s até 55m34s


Ele também reforçou sobre a cultura da empresa e o modelo partnership. É imprescindível que a empresa tenha uma cultura forte.

É importante que os sócios e colaboradores sejam fanáticos na cultura do negócio. Segundo ele, este será o maior legado que se levará na história da XP.

E sobre o recente assunto polêmico entre Itaú e XP, é importante o mercado ter competição. Mas a publicidade do Itaú foi uma comunicação infeliz e que afetou a honra da empresa e da profissão do assessor. Ele acredita que esta confusão já tenha sido superada, mas isso mostra que é nítido o incômodo dos bancos frente ao crescimento da XP. O monopólio bancário de altas tarifas e serviços inapropriados está acabando, e a XP seguirá forte na ambição de transformar o mercado financeiro.

Polêmica Itaú e XP Investimentos
55m38s até 1h00m30s

E sobre o recente assunto polêmico entre Itaú e XP, é importante o mercado ter competição. Mas a publicidade do Itaú foi uma comunicação infeliz e que afetou a honra da empresa e da profissão do assessor.

Ele acredita que esta confusão já tenha sido superada, mas isso mostra que é nítido o incômodo dos bancos frente ao crescimento da XP.

O monopólio bancário de altas tarifas e serviços inapropriados está acabando, e a XP seguirá forte na ambição de transformar o mercado financeiro.

  • Itaú é um acionista importante, mas que não interfere nas decisões da companhia.
  • Se os acionistas não estão satisfeitos com a XP, que vendam suas ações.

Mensagem final 

Como mensagem final, a maior felicidade na vida é termos um propósito. Não é somente o dinheiro. Nós nascemos em busca de uma missão.

O que motiva ele a continuar após tantos recordes é amar o que faz, estar junto de pessoas boas que também querem mudar o mundo, e sempre buscar ser melhor a cada dia.

Assista a essa live inspiradora e cheia de conteúdo no canal na BlueTrade no Youtube:


VIX – O famoso índice do medo.

Provavelmente você já se sentiu com medo em determinados momentos de volatidade na bolsa. Certamente, se você possui ações em carteira!

Agora eu te pergunto, você sabia que existe um índice que representa, de certa forma, o medo e a expectativa que os investidores estão sentindo no próximo período de 30 dias?

Este é o caso do VIX – Volatility Index, traduzindo para o português, Índice de volatilidade. Criado em 1993, ele é o índice que mede o preço das opções de ações que compõe o S&P500.

Desta forma, ele mede as expectativas em relação às 500 ações do S&P pelos próximos 30 dias.

Assim, ele serve também como base para negociações de curto prazo, realizadas por especuladores.

Mas, como pode um índice americano medir o medo global?

Pelo simples fato do S&P ser um dos maiores índices do mundo, contemplando as maiores empresas do mundo o VIX, por sua vez, tem essa magnitude de prever as expectativas futuras.

Durante a crise de 2008, esse índice atingiu uma valorização de aproximadamente 273%. No dia 22 de agosto, o índice era cotado a 18,81 pontos, e no dia 17 de outubro o índice atingiu o seu pico aos 70,33 pontos, maior pico já registrado até hoje.

Em 2020, com a crise do coronavírus, o índice em 14 de fevereiro era cotado a 13,68 pontos. Oito dias depois, 22 de fevereiro, o índice já estava sendo cotado a 40,11 pontos. E então, em 27 de março, o índice atingiu o seu segundo maior pico da história, aos 65,54 pontos.

Estamos falando de uma valorização de aproximadamente 379%, do dia 14 de fevereiro ao dia 27 de março.

Mas como é feito o cálculo e quem calcula esses dados?

O cálculo do índice é feito pela Chicago Board Options Exchange, CBOE, e fica válido por 30 dias. Para quem não sabe, a CBOE é uma bolsa de opções dos Estados Unidos.

O cálculo desse índice é feito de forma automatizada, no qual são usados dados sobre compra e venda de ações, bem como média de preços, variações e tempo. O resultado oficial envolve uma série de fórmulas complexas.

Então, quanto mais altos são os números do VIX, maiores são as incertezas dos investidores.

Por exemplo, se a variação do VIX é de 5%, isso significa que os investidores estimam que os ativos possam oscilar 5%, tanto para cima quanto para baixo. Quanto maior é esse valor, maior é a queda dos ativos.

Conclusão

Saber um pouco mais sobre o VIX é fundamental para ter um conhecimento mais aprofundado do mercado financeiro.

E nesta época de pandemia, a instabilidade neste setor se torna ainda maior, o que implica em acompanhar mais de perto as mudanças que acontecem diariamente, e com isso, tomar decisões conscientes e racionais.

E quando falamos sobre essas decisões, é porque a emoção pode falar mais alto nesses momentos, o que não é bom para nenhum investidor.

Com isso em mente, procure por um assessor de investimentos, ele poderá te auxiliar em momentos de instabilidades, e consequentemente, você poderá continuar na sua área de atuação sem muitas preocupações.




Webinar – Cripto (muito além da) Moeda

Hoje foi realizada o webinar “Cripto: Muito Além da Moeda” com a presença de Stefano Sergole, sócio e diretor de distribuição da Hashdex, e intermediação de João Cury, sócio e líder de operações na BlueTrade e Eliseu Hernandez da área de produtos e alocação na BlueTrade.

A Hashdex é uma fintech fundada por ele e mais um sócio em 2018, que permite o investimento nos principais criptoativos do mercado. Mas no início, o próprio Stefano tinha certo preconceito por criptomoedas.

Porém o seu preconceito virou curiosidade quando o Bitcoin saiu de US$ 800,00 para US$ 20.000,00 em várias bolsas internacionais. Sem dúvida era um mercado marcado por exageros, mas que deveria ser explorado.

Segundo ele, o criptoativo surgiu na necessidade de se criar uma moeda sem uma autoridade central (como o dólar por exemplo, onde cada nota é devidamente registrada com seu próprio código).

Porém, era importante que a moeda digital também fosse um registro imutável e único.

Ele reforça a importância de blockchains (que regula os criptoativos) mais personalizados, permitindo mais segurança nas negociações e uma maior evolução em sua regulação que, segundo ele, ainda estamos num período gestacional e sem total aderência da moeda por parte dos investidores.

Segundo Stefano, as forças contrárias ao Bitcoin ainda são poderosas, como a chave privada por exemplo, onde em sua perda o investidor perde o acesso e até a custódia de seus ativos digitais.

Mas segundo ele, a regulação está evoluindo após o surgimento da sua gestora.

Atualmente a XP Investimentos distribui o fundo Hashdex Criptoativos Explorer FIC FIM, que tem por objetivo investir até 40% de seu patrimônio em cotas de fundos offshore que replicam o índice de criptoativos HDAI (Hashdex Digital Assets Index) negociado na Nasdaq.

Veja o webinar completo no link abaixo e tire suas dúvidas.







Risco diversificável e não diversificável, o que são e como afetam seus investimentos


Risco. Afinal, o que é risco? Em finanças, o risco está associado às incertezas que provocam uma variação nos retornos dos ativos financeiros. 

Logo, conhecer os riscos do objeto do investimento é de suma importância. Se não conhecemos seus riscos, estamos agindo de maneira imprudente.

Não ter conhecimento das variáveis que podem impactar de fato nosso investimento, nos torna vulneráveis a decisões impulsivas e mal fundamentadas.

No artigo de hoje, vou discorrer sobre dois conceitos básicos, mas muito importantes: O risco diversificável e o não diversificável.

Risco não diversificável

Quando nos referimos ao risco não diversificável, ou risco sistemático, estamos nos referindo à um risco que afeta a maioria dos ativos de uma economia. Por tanto, ele não está associado a um ativo ou setor específico, mas sim, à economia como um todo.

Obviamente, alguns ativos são mais afetados do que outros. Levando em conta o momento atual, podemos citar a alta do dólar. Com a crise do novo Corona vírus no Brasil, vimos uma intensificação no movimento de corte da taxa básica de juros (Selic).

Essa queda teve um impacto direto na cotação do dólar, uma vez que o chamado “Carry Trade” (Investidor estrangeiro toma empréstimo no seu país de origem, e aplica em outro país com taxas mais altas para ganhar a diferença) torna-se menos interessante.

Isso leva a uma menor oferta de Dólares para compra do Real, e, consequentemente, a uma depreciação da nossa moeda. Isso não levando em conta fatores como a instabilidade política e sanitária em que vivemos, o que diminui ainda mais a confiança do investidor e torna o investimento no país menos interessante. Essa depreciação teve impacto direto na economia.

Afinal, boa parte dos produtos do país ou vêm diretamente de exportação, ou está ligada a produtos que vem do exterior. Uma vez que esses produtos se tornam mais caros, a margem das empresas que trabalham com eles diminui, o que leva à um aumento dos preços.

Por outro lado, empresas exportadoras tendem a se beneficiar, uma vez que sua receita advém de moedas que estão apreciadas em relação ao Real. Assim, nota-se, de uma forma ou de outra, todas as empresas são afetadas por esse fenômeno. Logo, esse risco não pode ser eliminado através da diversificação.

reprodução: proeducacional.com

Risco diversificável

Quando falamos de Risco Diversificável, ou não sistemático, estamos nos referindo àquele que é diretamente associado a um setor ou ativo específico. Se sua carteira de investimentos é composta por apenas 1 ativo ou setor, você estará 100% exposto a seus riscos.

Não é vantajoso, pois caso ocorra alguma mudança que afete diretamente aquele setor negativamente, ou algum escândalo envolvendo aquela única empresa em carteira, prejuízos significativos podem surgir.

Por sorte, esse risco é mitigável através da diversificação (por isso risco diversificável). A exposição a diversos setores vai segurar a queda em momentos ruins, mas ao mesmo tempo, permitirá que participe dos ganhos nos bons momentos.

Quanto mais diversificada uma carteira, mais próximo seu risco será do risco sistemático. A soma dos dois é o que chamamos de risco total.

Conclusão

Saber identificar os riscos associados a seus investimentos é crucial para obter bons resultados no longo prazo. Como vimos acima, o risco sistemático afeta a maioria dos ativos, mas nem sempre de forma negativa ou uniforme, o que muitas vezes não se reflete nos preços.

Portanto, conhecer os riscos inerentes a seus ativos pode melhorar sua compreensão sobre aquilo que realmente os afeta diretamente, e se algum movimento do mercado, como um todo, reflete de maneira correta a precificação daquele ativo.

Isso pode impedi-lo de realizar prejuízos em meio a pressões vendedoras irracionais, além de auxiliar na identificação de bons ativos, mas que foram afetados negativamente de forma injustificável pelo mercado.