3 milhões de CPFs é apenas o começo

Neste mês de setembro a bolsa de valores brasileira, a B3, deve chegar a 3 milhões de investidores. Um grande marco sobre a mudança do cenário e da mentalidade do investidor a respeito de seu patrimônio.

O mercado mudou e demanda maior atenção dos investidores sobre suas oportunidades de rentabilidade. É simples entender esse movimento, quando observamos o contexto.

Com a taxa básica de juros a 2%, a caderneta de poupança e ativos da renda fixa indexados ao CDI, são afetados diretamente pelo Juro Real. Seu dinheiro e patrimônio perdem valor com o tempo, principalmente considerando o movimento da Inflação.

Em 2011, quando o cenário econômico brasileiro era outro, a até então BMF&Bovespa, fez uma campanha publicitária com o intuito de trazer 500 mil investidores para a bolsa.

Um desafio, considerando a taxa Selic de quase 13%, vigente na época e o pouco esforço que o brasileiro precisava fazer para ter rendimentos consistentes em ativos conservadores. O movimento de chegada de novos investidores, no entanto continuou o mesmo.

Mas essa propaganda deixou seu legado. Pois apresentou a muitos brasileiros, de forma simples e até então pouco conhecida, como investir na bolsa de valores não era o bicho de sete cabeça que muitos acreditavam.

Ao comparar as empresas da bolsa com a carreira de um dos jogadores de futebol mais históricos do mundo, era fácil explicar que investir na bolsa era bom pra as empresas, pra BMF&Bovespa e principalmente para o investidor.

A B3, precisou de quase uma década para chegar à 1 milhão de investidores. E marcará os 3 milhões em menos de 2 anos. O que mudou?

A resposta correta é tudo. A economia mudou. O mercado está mais maduro, preparado para receber esse investidor que busca melhor rentabilidade. O nível de educação financeira do investidor também melhorou.

Empresas como a XP Investimentos trouxeram maior visibilidade e acesso ao mercado e à produtos até então restritos, além de utilizar a tecnologia para ajudar quem deseja investir.

Ajudar o brasileiro a investir, aliás, tornou-se o propósito de assessores de investimentos, que se capacitaram para ser a principal fonte de informação sobre as melhores oportunidades de investimentos.

Com tantas mudanças ocorridas e tantas outras para acontecer, é certo que estamos apenas no começo e que 3 milhões de CPFs significa um grande passo para a transformação, mas nem de longe será o último.

Se sua carteira de investimentos, fosse comparada à investimentos na carreira de um atleta, como ela estaria?































O fim do CDI! Uma nova era para os investimentos.

Hoje foi realizada a live “O fim do CDI! Uma nova era para os investimentos” com a presença de Guilherme Abbud, sócio-fundador da Persevera Asset Management, e apresentação de Marco Túlio Schiavinato, sócio e superintendente regional da BlueTrade e Eliseu Hernandez da área de Produtos e Alocação da BlueTrade.

Segundo Abbud, tivemos uma recessão de balanços. Durante anos, o Brasil viveu em investir se baseando em empréstimos, tanto o cidadão quanto os empresários.

Nisso, em 2015 gerou-se uma bolha de consumo, fazendo com que o Banco Central começasse a trabalhar educadamente em direção a meta.

Também reforçou que o CDI não voltará para altos patamares novamente. Na visão da asset, o CDI não deve voltar para acima de 4% a.a. nos próximos 5 anos.

Estamos vivendo um movimento transformacional no Brasil que, como país emergente, está vivendo um movimento de juros baixos semelhante a países desenvolvidos.

Abbud também reforça que pode haver a recuperação em V ou U. Porém, o pequeno e médio empresário não vai sentir isso de forma espontânea.

Nos EUA, quando a Bolsa sofre queda, sua Renda Fixa se contrapõe e tem bons retornos. Porém, isso nunca funcionou Brasil durante as crises, a Bolsa e Renda Fixa sempre vão mal juntas, afetado por conta do câmbio. Isso se deve a alta dependência do investidor estrangeiro que sempre tivemos.

Mas isso tem mudado, pois o Brasil está com mais de R$360 bilhões de reservas internacionais, a maioria das empresas nacionais já transformaram suas dívidas em reais e a própria maioria dos investidores estrangeiros já estão fora do país.

Na visão dele, a correlação entre Bolsa e Renda Fixa começou a funcionar no Brasil, semelhante aos EUA. Também há o sentimento de deslocamento entre o mundo financeiro e a economia real.

A evolução da taxa de juros também foi grande, na redução de 14% a.a. para os atuais 2% a.a. nos últimos anos. O lucro das empresas devem “patinar” por um tempo, mas os investidores farão mais compras em Bolsa, acreditando no lucro futuro.

E a Bolsa sempre antecipa todo esse movimento de retomada.

Assista a live completa no link abaixo:

Sala de Espera (0:00)
Início (15:18)
Para onde vai a taxa Selic? (24:10)
Como ir além do corte de juros? (38:12)
Quais serão as próximas medidas adotadas pelo Banco Central? (45:27)
Recuperação em V ou em U, Qual será a do Brasil? (51:21)
Como investir nesse cenário (55:22)
Criação de uma carteira e Instrumentos de proteção (1:00:56)
Economia X Performance da Bolsa (1:08:10)
Revolução silenciosa da economia brasileira (1:13:29)
Considerações finais: Desapego do CDI e estratégia para sucesso na Bolsa (1:13:29)

Swing Trade: oportunidades e estratégias.

Um método, de curto e médio prazo, muito utilizado por investidores.

Investir não é algo tão chato e complicado como a maioria das pessoas imaginam, e além disso, pode te trazer muitas oportunidades.

E o swing trade pode te trazer essa oportunidade, se feito com uma boa gestão de risco.

E para isso, é necessário conhecimento. Então, o que é o Swing Trade?

O que é?

O Swing Trade é uma das modalidades de investimentos. Ao contrário do Day-Trade por exemplo, o Swing Trade é menos arriscado e te demanda um pouco menos de tempo.

Ele é uma forma de trading de curto prazo, e quem opta por esse modelo de operação, aposta em tendências de mercado para ganhar dinheiro com ações, futuros, opções e etc.

O que torna o Swing diferente do Day-trade é o prazo de investimento.

No primeiro caso, as operações podem variar entre 2 dias e duas semanas, podendo em alguns casos ultrapassar essas duas semanas, de acordo com a posição desejada.

E no segundo caso, as operações de compra e venda são realizadas no mesmo dia, dentro do mesmo pregão.

Quais ferramentas utilizar para o Swing Trade?

A ferramenta mais utilizada para realizar operações de Swing trade é a análise gráfica.

Como dito anteriormente, a pessoa ao optar por essa modalidade está apostando em tendências do mercado.

E o gráfico pode deixar essas tendências mais visíveis, se utilizado de forma correta.

Sendo assim, se você quiser pegar o movimento de algum ativo no período de algumas semanas, você pode escolher pelo tempo gráfico semanal, por exemplo.

Porém, nesta modalidade, é majoritariamente utilizado o gráfico diário, 60 minutos e o intraday, para que se tenha uma visão mais clara e rápida dos movimentos do mercado.

Como correr menos risco nesta modalidade?

Ao operar no Swing trade, algumas técnicas podem te ajudar a correr menos riscos.

Entretanto, a principal ferramenta que você deve utilizar para minimizar os seus riscos é o stop loss.

Através dele, ao entrar em um ativo, você além de definir uma meta de ganho, também define uma de perda.

Desta forma, você faz com que o emocional não te atrapalhe, e que seus erros sejam menores.

Ou seja, os stops são programados para serem respeitados, independente do que ocorra.

Conclusão

Por fim, como você pôde perceber, o swing trade possui um tempo maior de operação, e com isso, você pode sim ter erros.

Mas, não deve guardar mágoas deles, pois você também tem mais tempo para recuperações.

Hoje, a Bluetrade conta com um analista técnico parceiro, com vagas na lista VIP para seu próximo curso de análise técnica. Portanto, caso você tenha interesse, visite o site e conheça mais sobre este universo.

Link: aprenda.daltonvieira.com/invistamelhor ou app.daltonvieira.com/

A Pandemia e o Mercado Segurador

No último sábado, 04/07, foi realizada a live “A Pandemia e o Mercado Segurador” com a presença de Helder Molina, CEO do Grupo Mongeral Aegon, e intermediação de Rafael Rezende, sócio e superintendente da BlueTrade.

Para ele, o segredo do sucesso de uma empresa é que ela tenha um propósito. E a Mongeral Aegon faz a mesma coisa desde sua formação: ajudar as pessoas a cuidar e proteger seu futuro.

Estamos sempre sujeitos a uma morte prematura ou invalidez em nossas vidas. É preciso mantermos nossa sobrevivência.

Segundo Helder, a companhia sempre passou por crises e problemas mundiais. Nisso, ele trouxe 3 passos que sempre executou em sua vida durante todas elas: não assistir televisão, não ler jornal e trabalhar mais.

Ele reforça que, graças ao pânico que a mídia traz todos os dias, a necessidade de compra de seguro no mundo tem aumentado ainda mais. No momento da pandemia, o lucro da companhia foi 50% maior do que era estimado, mostrando que estão batendo recordes.

Ele reforça também a necessidade da educação financeira desde o berço, comparando a cultura de pensamento de uma mulher gravida nos EUA com uma mulher gravida no Brasil.

No exterior, a família planeja a necessidade de poupar antes mesmo do nascimento do filho. A educação financeira é imprescindível nas escolas.

Na opinião de Helder, a pandemia chegou por uma razão: o mundo estava doente e ela fez com que as pessoas abrissem a mente.

Para ele, e necessária uma iniciativa mundial e global, numa união das empresas privadas para possível criação de renda mínima e uma saude universal, sem dependência do governo.

Ele finaliza trazendo a questão da longevidade. É importante todos nos vivermos com responsabilidade social, e para isso é necessário equilibrarmos nossa saude e nossos recursos.

Veja a live completa no link abaixo e tire suas dúvidas.

Sala de espera (0:00)
Início (12:31)
Papel da tecnologia para atravessar a crise (16:23)
Economia brasileira (21:31)
Reabertura dos mercados (25:13)
Jogo de cintura (33:20)
Reflexos digitalização no mercado de seguros (34:04)
Importância de falar sobre proteção (39:08)
Como reduzir o abismo da educação financeira no Brasil (41:03)
Desburocratização do planejamento patrimonial (47:26)
Inovação no mercado segurador (48:33)
Democratização do acesso à saúde (52:50)
Ajudar a população a ser mais saudável (56:42)
Filantropia e responsabilidade social (58:35)
Considerações finais (1:00:53)


Bull Market x Bear Market

O mercado financeiro é repleto de jargões, crenças e terminologias que muitas vezes confundem aqueles que não têm familiaridade com esse mundo.

Hoje vamos botar sob o microscópio duas expressões bastante utilizadas no dia a dia do mercado, Bull Market e Bear Market.

Definição

Provavelmente você já viu alguma foto do Touro de Wall Street. Você sabe, aquela estátua de bronze que tão frequentemente vemos em fotos no Instagram e no Facebook. Essa estátua é símbolo do Bull Market, o “Charging Bull”.

O Bull Market é usado como referência a um mercado de alta, um mercado otimista, um mercado “Bullish”.

O preço das ações tende a subir, a economia do país está forte, as empresas estão investindo e as pessoas com dinheiro no bolso.

Enquanto isso, o Bear Market refere-se exatamente ao oposto, um mercado mais pessimista, um mercado “Bearish”, com expectativas de baixa no preço das ações e do mercado como um todo.

Neste cenário, normalmente temos desaceleração da economia e aumento no desemprego.

Origem das expressões

A teoria mais difundida sobre a origem dessas expressões diz respeito à forma de atacar desses animais.

Enquanto o touro ataca em um movimento ascendente, jogando suas vítimas para o alto com seus chifres, o urso utiliza suas patas para atacar, em um movimento de cima para baixo, o que simbolizaria seus respectivos momentos de mercado, ascendente e descendente.

Os ciclos econômicos e os mercados

Como mostramos acima, o Bull e o Bear Market, muitas vezes refletem o momento econômico vivido pelo país naquele momento.

Visto isso, creio que seja relevante falarmos sobre os ciclos econômicos.

Em um cenário pessimista como o do Bear Market, normalmente veremos entrar em ação políticas econômicas expancionistas, políticas essas que envolvem ações como redução da taxa básica de juros da economia, redução da alíquota do Depósito Compulsório, aumento de gastos do governo, redução na tributação e afins.

O resultado disso é um aumento na atividade econômica do país, e um incentivo maior para investir no mercado acionário, visto que a rentabilidade de títulos atrelados à taxa de juros é reduzida, o que aumenta o apelo de investimentos mais arriscados, mas que oferecem maior chance de ganhos mais expressivos.

É possível identificarmos uma relação aqui, uma vez que o Bull e o Bear Market normalmente são reflexos de momentos econômicos distintos vividos pelo país. Portanto, o fim de um ciclo marca o início do outro.

Oportunidades nos mercados

Sou um grande fã do Value Investing, uma política com foco no longo prazo, que busca comprar ações abaixo de seu valor intrínseco.

Como vimos em artigos passados, em que comentei sobre os riscos sistemáticos e não sistemáticos, nem sempre um movimento de baixa ou “Bearish” afeta todos as agentes do mercado. Porém, muitas vezes isso não se reflete nos preços.

Conhecer o real valor de uma ação (valor intrínseco) pode ajudá-lo a identificar ações abaixo desse valor, e presenteá-lo com belas oportunidades de negócios, assim como com uma visão imparcial sobre aquele ativo em específico e se a queda no preço é justificável.

Follow On: o que é e como funciona a oferta de novas ações na Bolsa

Toda grande empresa sonha em um dia poder realizar o seu IPO, em outras palavras, abrir capital na bolsa de valores pela primeira vez.

Ou seja, o termo IPO é utilizado no mercado financeiro para anunciar que uma empresa fechada está abrindo capital ao público.

A Oferta Pública Inicial (IPO), precisa seguir algumas regras que o mercado impõe, e se a empresa se enquadrar nessas regras, ela consegue realizar o processo.

Uma vez realizado o IPO, essa empresa pode vir a realizar um follow on posteriormente.

E é exatamente sobre esse assunto que nós iremos abordar neste artigo.

 O QUE É O FOLLOW ON?

O follow on, nada mais é do que uma emissão subsequente de ações de uma determinada empresa, que já realizou seu IPO, no mercado.

Em outras palavras, essa mesma empresa volta para a bolsa de valores e emite novas ações para que acionistas e não acionistas tenham oportunidade de comprar essas novas ações.

Portanto, não se confunda entre IPO e follow on. Um deles acontece no início da abertura de capital (IPO), e o outro pode acontecer inúmeras vezes após seu IPO (follow on).

QUAIS SÃO OS TIPOS DE FOLLOW ON?

O follow on pode ocorrer em dois tipos, através da oferta primária ou secundária.

Na oferta primária, quem emite as novas ações é a própria empresa.

Desta forma, ela aumenta o seu capital social e a sua base acionária, e os recursos adquiridos através desta nova emissão é encaminhado diretamente para o caixa da empresa.

Já na oferta secundária, os próprios acionistas decidem colocar suas ações a venda. E com isso, o capital adquirido, não altera em nada no caixa da empresa.

Ou seja, o dinheiro é encaminhado diretamente aos acionistas que venderam suas ações.

POR QUE UMA EMPRESA REALIZA UM FOLLOW ON?

Se você fosse o dono de uma empresa, e estivesse precisando de mais dinheiro em caixa, e a emissão de novas ações fosse te beneficiar em relação a isso, porque não faria?

É exatamente essa a linha de raciocínio utilizada quando uma empresa decide realizar o follow on. Captar novos recursos.

Além disso, um outro benefício seria o aumento de liquidez do ativo dentro do mercado.

Pois desta forma, o volume de ações negociadas durante os pregões é maior do que o volume anterior, enquanto ainda não existiam esses novos ativos.

Por fim, o comprador, durante o follow on, pode ainda vender essas mesmas ações. Encerrando uma operação de compra e venda.

COMO A EMPRESA PODE REALIZAR O FOLLOW ON?

A empresa pode realizar o follow on de duas maneiras, contendo as ofertas primárias e secundárias, pela oferta pública e a restrita.

Na oferta pública, as ações são destinadas a investidores de forma geral.

Contudo, na oferta restrita, as ações são ofertadas a investidores qualificados (Pessoas físicas e jurídicas com carteira própria acima de R$1 milhão e Fundos de investimentos)

CONCLUSÃO

Portanto, se você é um investidor arrojado que possui ações em carteira, mas não consegue acompanhar com muita frequência o mercado financeiro, procure por um assessor de investimentos.

Desta maneira, ele irá poder te auxiliar com possíveis follow on’s e outras ocorrências do mercado.

Saiba que, os assessores de investimentos da Bluetrade estão sempre atentos ao mercado financeiro, e possuem uma mesa de renda variável à disposição para essas e outras ocorrências.

Investimentos: Mais uma vez, diversifique

Semana passada, escrevi sobre a diferença entre risco sistemático (não diversificável) e o risco não sistemático ou diversificável (relembre aqui).

Esse nome se baseia no fato de que a diversificação pode reduzir e muito o risco do seu portfólio de investimentos.

Esse risco pode ser decomposto em risco de mercado, risco de crédito, risco de liquidez e risco setorial (existem outros, mas esses são considerados os principais).

Observe que o risco aqui se refere à incerteza do resultado, não à probabilidade de um resultado ruim.

Claro que normalmente associamos risco à possibilidade de perda, entretanto na definição de incerteza de resultado, o risco também pode ser a nosso favor se o resultado for positivo.

Apenas não era possível saber no início do investimento se seria um ganho ou uma perda. O risco de mercado é o risco de perdas em investimentos financeiros causadas por movimentos adversos de preços.

Exemplos de risco de mercado são: mudanças nos preços de ações ou de commodities, movimentos nas taxas de juros ou flutuações cambiais. Esse risco se refere à volatilidade do preço do ativo (é, geralmente, calculada pelo desvio padrão).

Quanto maior a volatilidade, maior o risco de mercado desse ativo. É possível diminuir esse risco diversificando em várias classes de ativos. Por exemplo, ações, renda fixa e ouro. Quanto mais descorrelacionados os ativos da sua carteira, mais a volatilidade estará controlada.

Já o risco de crédito é a possibilidade de uma perda resultante da falha do devedor em pagar um empréstimo ou cumprir obrigações contratuais. Isso é medido pelo Rating do ativo. Se tiver uma classificação baixa (<BBB) o emissor tem um risco de inadimplência relativamente alto.

Por outro lado, se tiver uma classificação boa (AA ou AAA), o risco de inadimplência será progressivamente diminuído. Ao diversificar em vários ativos de renda fixa, é possível diminuir consideravelmente o risco de crédito. É muito mais difícil várias empresas darem calote do que uma só.

Liquidez é um termo usado para se referir à facilidade com que um ativo ou título pode ser comprado ou vendido no mercado. Basicamente, descreve a rapidez com que algo pode ser convertido em dinheiro. Isso pode ser um risco, por exemplo, ao comprar um imóvel.

Caso precise se desfazer rapidamente, será necessário oferecer um grande desconto. Quanto maior a liquidez do ativo, menor será o desconto na hora de sair.

Para reduzir esse risco, tenha em seu portfólio ativos altamente líquidos para que possa acessá-los em caso de emergência.

A diversificação setorial é sobre não ter muita exposição a nenhum setor. Pois existem riscos inerentes ao setor, que por mais diversificado que esteja dentro dessa fatia do mercado, ainda sim estaria exposto ao mesmo resultado.

Por exemplo, é possível ter ações de várias empresas aéreas, porém todas estão com aviões parados sem conseguir fazer receita, pois os voos ainda estão muito restritos. Diversificar (sim, mais uma vez) em papéis de vários setores é a solução.

Existem outros riscos como, por exemplo, o risco de inflação, mas você já sabe a resposta. A diversificação vai reduzir ao máximo esse risco.

Um portfólio de investimentos com uma grande variedade de ativos é capaz de diluir de forma significativa o risco não sistemático.

Neoeconomia Brasileira

Para entender o motivo pelo qual estamos iniciando uma nova era econômica no país, precisamos exclamar a interessante e conturbada história econômica brasileira, observando a cultura e fatos que se estabeleceram ao longo da mesma.

O começo foi no século XV, quando desbravadores dos mares, equipados com canhões, bússolas, astrolábios e caravelas navegavam pelo mar atlântico em buscar do novo, do desconhecido.

Quando encontraram as Américas e o Portugueses dominaram a antiga Terra de Vera Cruz, que hoje, é o nosso Brasil.

Podemos dizer que o Brasil viveu ciclos econômicos, tendo como primeiro o “Ciclo Econômico do Pau-Brasil”, nessa época, os nativos extraiam essa matéria prima, que eram obtidas pelos europeus através do escambo.

Após o esgotamento da oferta do material que deu início a atividade econômica no brasil os portugueses trouxeram uma plantinha bem conhecida chamada cana-de-açúcar que prosperou nas ricas terras brasileiras, os colonizadores instalaram engenhos para produção de açúcar, usando mão de obra escrava, sustentado pelo tráfico negreiro.

Com toda exploração acontecendo foi inevitável encontrarem matais preciosos, o que gerou um novo ciclo econômico do ouro com seu ápice no século XVIII, esse movimento decrescente em 1989 com a Inconfidência Mineira, que perdurou até 1785.

Enfim chegamos em um dos mais importantes ciclos econômicos do ciclo do café, que foi o grande responsável pelo impulso da economia brasileira, havendo intenso desenvolvimento no país, com expansões de estradas, a industrialização, e atração de imigrantes europeus.

Este movimento favoreceu a modernização de modais de transporte, e com a abolição da escravidão aumentou o número de imigrantes europeus, ocasionando uma superprodução, oferta era maior que a demanda.

De tal modo é marcado o fim do ciclo cafeeiro em consequência do Crash de 1929. Tudo isso trouxe necessidade de diversificação da base econômica, gerando a era da industrialização, o governo de Getúlio Vargas passa a incentivar a instalação da indústria pesada no Brasil como a siderúrgica e petroquímica, ponta pé inicial para as principais empresas listadas em nossa bolsa de valores, Petrobras e Vale.

No governo de Juscelino Kubistchek, em 1902, ouve o plano de metas que tinha como objetivo país crescer em 5 anos o que não cresceu em 50, focalizando no desenvolvimento de setores específicos como energia, transporte e alimentação.

Durante a ditadura militar, os governos abrem o país para investimentos estrangeiros que impulsionam o desenvolvimento estrutural brasileiro e entre 1969 e 1973, nosso pís vive o famoso ˜Milagre Econômico”, frisado com um crescimento do PIB de 12%.

Porém havia o problema era que com grandes financiaram por empréstimos a juros flutuantes ocasionou uma inflação de 18% ao ano e o crescente endividamento do país.

Nos anos 80, denominada como década perdida, o brasil se afundava em suas contas públicas e via a inflação aumentando de maneira descontrolada.

No final do governo militar, a economia brasileira estava totalmente desgastada devido a altos juros de suas dívidas externas, vimos o PIB despencando de 10,2% em 1980 pra 4,3% negativos em 1981, a solução foi a criação de planos econômicos para estabilizar a moeda e controlar a inflação.

Só entre 1984 e 1994 o país teve 6 moedas diferentes, a primeira foi o plano cruzado onde o governo tentou o controle da inflação através do congelamento de preços, seguido pelos planos Bresser e o Verão, ambos sem sucesso.

Com a eleição de Fernando Collor de Mello, o Brasil começa a adotar ideias neoliberais, priorizando abrir a economia nacional, privatizando empresas públicas, reduzindo funcionalismo público e aumentando participações privada em vários setores econômicos, porém, graças a escândalos de corrupção o presidente sofreu impeachment, custando seu cargo presidencial.

O Brasil com contou com 13 planos de estabilização econômica, tendo como o último, o Plano Real que viabilizou o equilíbrio das contas públicas e o estabelecimento de um novo padrão monetário, atrelando o valor do real ao dólar. Tal estabilização se manteria pelo século XXI. Em dois anos a miséria do Brasil caiu 18%.

Os próximos governos tiveram o início marcado pelo alto crescimento econômico brasileiro, que foi abalado pela recessão econômica de 2014 juntamente com a crise política no governo de Dilma Rousseff, levando o Brasil ao centro das atenções mundiais quando o assunto era corrupção.

Com um breve resumo de nossa história econômica podemos concluir que nosso país nunca conseguiu se consolidar como um país confiável e atrativo para investidores no privado, devido as altas taxas de juros praticadas, questões fiscais e falta de confiabilidade derivada da desestabilidade política e econômica.

Com a nova política econômica que o Banco Central vem adotando, aprovação do teto de gastos e reforma da providência, uma dessas pontas fundamentais para o investimento privado nacional está mudando, mas ainda temos um caminho pela frente com outras reformas necessárias que precisam ser adotadas, como a reforma administrativa e a tributária.

No gráfico abaixo, temos o IPCA e a Selic nos últimos 10 anos, historicamente ficando em patamares altíssimos, acima da inflação. Em 2016 por exemplo, tínhamos Selic a cerca de 14% ao ano e inflação a 10,67% no ano, ganhar quase 4% no ano no Tesouro Selic, sendo o investimento mais seguro do Brasil é mole, não é?

Mas, estamos entrando em uma nova era, em que isso não é possível, a “Neoeconomia Brasileira” como decidi apelida-la, ou era dos juros baixos, que inicialmente gerou fuga de capital de investidores estrangeiros que antes pegavam empréstimos a juros baixíssimos, em alguns países até negativos para colocarem na renda fixa brasileira, isso ocasionou em uma forte desvalorização do real, somado com outros temas.

Hoje, temos a Selic a 2,25% ao ano e um IPCA projetado pelo Banco Central para de 2020 de 1,63%, secundo o Relatório Focus divulgado no dia 26 de junho de 2020, tendo a menor taxa básica de juros da história do Brasil e a poupança rendendo 1,575%, que, descontado o IPCA, fica  – 0,055% ao ano!

É isso mesmo, poupança e alguns títulos de renda fixa fazendo o investidor perder dinheiro ao longo do tempo, isso considerando o IPCA baixo, devidos efeitos econômicos causados pelo corona-vírus, que com o tempo tende a voltar e a diferença ficar ainda maior.

Com constante redução da taxa de juros no Brasil, investidores terão que se reeducar quando o assunto é investimentos e começarem a tomar mais riscos em busca de um melhor rendimento de seu capital, por tal motivo estamos em crescendo migração de pessoas físicas para a bolsa de valores brasileira.

De acordo com dados divulgadores pela B3, em 2018 tínhamos 813.291 investidores pessoa física, em 2019 esse número já subiu para 1.681.033 e em 2020 já chegamos a 2.483.286 CPF’s, uma alta expressiva de 205,34% em 3 anos.

Isso devido os investidores estarem saindo da renda fixa e indo para o mercado de ações, onde apenas o Dividend Yield (dividendos mais os juros sobre capital próprio distribuídos aos investidores sobre o valor da ação) de determinadas empresas já rentabilizam mais do que o próprio CDI, quem dirá quando a referência é a poupança…

Para demonstrar, utilizaremos as 5 empresas maior representadas no índice Ibovespa, são elas: VALE3 (Vale) com 10,412% de representatividade no índice, ITUB4 (Itaú Unibanco) com 7,631%, B3SA (B3) com 5,982%, PETR4 (Petrobras) com 5,564% e BBDC4 (Bradesco) com 5,463%.

Que juntas, somam 35,052% do índice de referência da bolsa de valores brasileira. Pegamos o Dividend Yield dessas 5 empresas e fizemos a média desta rentabilidade, para enfim, compararmos com a rentabilidade do CDI em cada ano, e obtemos o seguinte resultado:

A partir de 2019 os juros sobre capital mais os dividendos das 5 maiores empresas da bolsa já ultrapassa o rendimento do CDI, respectivamente, da poupança e de alguns títulos de renda fixa, mesmo considerando apenas as maiores empresas do índice Ibovespa, pois se puxarmos uma carteira de empresas boas pagadoras de dividendos e JCP essa rentabilidade é ainda mais.

Além do Dividend Yield, temos que considerar também o crescimento das empresas que tem bons fundamentos e consequentemente ocasiona no aumento de seu valor, refletindo no preço de seus papéis negociados no mercado, gerando valorização do patrimônio do investidor no longo prazo.

Contudo, concluímos que temos uma nova era econômica em que pessoas buscam investir na iniciativa privada e tomando mais riscos em busca de melhores remunerações e rentabilidade, já que a renda fixa não traz tanta atratividade como antes.

Disclaimer: Este artigo não é uma recomendação de investimento, e sim apenas uma reflexão sobre o atual cenário do mercado e conclusões pessoais, pequenas diferenças numéricas nos gráficos apresentados são provenientes de cálculos de tabelas e arredondamentos.

Webinar: Inovação e o Futuro dos Investimentos no Brasil, com Guilherme Benchimol.

No último sábado, 27/06, a BlueTrade realizou o webinar “Inovação e o Futuro dos Investimentos no Brasil” com a ilustre presença de Guilherme Benchimol, CEO e sócio-fundador da XP Inc. com intermediação de Wagner Vieira, sócio-fundador da BlueTrade.

Ações juntos transformamos e ESG 
14m15s até 20m20s

Alguns tópicos foram abordados, como a ação social “Juntos Transformamos”. Na visão do Guilherme, o principal intuito é espalhar a corrente do bem.

Se não puder ajudar numa causa existente, faça a diferença e ajude uma causa próxima de você. Com esse sentimento sairemos mais rápido da crise.

O que tem para nos dizer sobre esses momentos de crise?
21m19s até 28m06s

Segundo Guilherme, nas crises é preciso se moldar com velocidade, se adaptar as mudanças e manter a cabeça positiva. Ele utilizou os exemplos abaixo:

  • Seja capim e jamais seja bambu.
  • Se molde com velocidade, se adapte rápido.
  • O empreendedor de verdade gosta das crises.
  • Na pista seca dificilmente o Senna ultrapassava 10 carros em uma única volta, mas quando tinha uma chuva forte ele fazia isso! Superação.

    Se aproxime do seu cliente, isso é o mais importante.

Como são seus investimentos na pessoa física
34m30s até 39m43s

Guilherme também chegou a expor sua carteira pessoal de investimentos, com alocações em fundos de ações, ativos internacionais, ativos de créditos brasileiros (debêntures, CRIs e CRAs), dentre outros.

Mas ele frisou que cada investidor tem o seu perfil e o benefício maior virá com pensamento em longo prazo.

  • 50% em fundos de ações
  • Aproveita as crises para comprar um pouco mais de ações ou investir mais nos fundos de ações. 
  • Os outros 20% em ativos internacionais, 15% a 20% em ativos de crédito brasileiro (debêntures, cri, cra)
  • 5% em outros ativos como COEs.

Inovação: Home office até o final do ano e a Villa XP
39m45s até 47m27s

No começo da pandemia, a decisão do home office foi difícil. Mas isso engajou uma nova forma de trabalho no negócio, fazendo com que o home office se estendesse e que fosse criado o projeto Villa XP, que segundo ele, ficará pronto até ano que vem.

Cultura e Partnership
47m30s até 55m34s


Ele também reforçou sobre a cultura da empresa e o modelo partnership. É imprescindível que a empresa tenha uma cultura forte.

É importante que os sócios e colaboradores sejam fanáticos na cultura do negócio. Segundo ele, este será o maior legado que se levará na história da XP.

E sobre o recente assunto polêmico entre Itaú e XP, é importante o mercado ter competição. Mas a publicidade do Itaú foi uma comunicação infeliz e que afetou a honra da empresa e da profissão do assessor. Ele acredita que esta confusão já tenha sido superada, mas isso mostra que é nítido o incômodo dos bancos frente ao crescimento da XP. O monopólio bancário de altas tarifas e serviços inapropriados está acabando, e a XP seguirá forte na ambição de transformar o mercado financeiro.

Polêmica Itaú e XP Investimentos
55m38s até 1h00m30s

E sobre o recente assunto polêmico entre Itaú e XP, é importante o mercado ter competição. Mas a publicidade do Itaú foi uma comunicação infeliz e que afetou a honra da empresa e da profissão do assessor.

Ele acredita que esta confusão já tenha sido superada, mas isso mostra que é nítido o incômodo dos bancos frente ao crescimento da XP.

O monopólio bancário de altas tarifas e serviços inapropriados está acabando, e a XP seguirá forte na ambição de transformar o mercado financeiro.

  • Itaú é um acionista importante, mas que não interfere nas decisões da companhia.
  • Se os acionistas não estão satisfeitos com a XP, que vendam suas ações.

Mensagem final 

Como mensagem final, a maior felicidade na vida é termos um propósito. Não é somente o dinheiro. Nós nascemos em busca de uma missão.

O que motiva ele a continuar após tantos recordes é amar o que faz, estar junto de pessoas boas que também querem mudar o mundo, e sempre buscar ser melhor a cada dia.

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Quantitative Easing e suas aplicações



Se você é familiarizado com o mundo dos investimentos, provavelmente já ouviu falar de Quantitative Easing. Esse artifício consiste na “injeção” artificial de capital.

O Banco Central atua na economia por meio da política monetária, utilizando instrumentos que controlam o “preço” do dinheiro.

As 3 medidas mais conhecidas são o Depósito Compulsório (parte dos depósitos à vista recebidos pelos bancos são transferidos para o Banco Central), Open Market (compra e venda de títulos públicos) e Taxa de Redesconto (taxa de empréstimo para as instituições financeiras).

Porém, em casos em que os meios mais ortodoxos provam – se insuficientes, o Quantitative Easing pode entrar em cena.

Como funciona

Como mencionado anteriormente, esse método baseia-se na transmissão indireta de capital do Banco Central para a economia por meio das instituições financeiras.

Em momentos em que os bancos estão hesitantes em emprestar seu capital, mesmo em que a taxa de juros está em baixa, encontramos uma situação que chamamos de armadilha de liquidez.

Por meio da injeção artificial de capital, o governo gera liquidez no mercado, entrando como comprador de títulos bancários.

Quando isso acontece, as instituições financeiras então encontram-se com um excedente de capital em suas mãos.

A expectativa é que, com isso, essas instituições se tornem mais propensas a conceder crédito mais barato (diversas instituições com capital excedente = competição para empréstimo por meio das taxas de juros) para a ponta final, facilitando assim o acesso a recursos, aumentando o consumo, fazendo a economia girar e os preços subirem, combatendo, então, um cenário deflacionário e de estagnação econômica.

Esse método se diferencia do Open Market pelo volume de capital utilizado, e pelo maior leque de ativos que podem ser adquiridos pelo Banco Central. Outro aspecto interessante é a influência que esse programa tem na política fiscal.

Entrando como comprador de títulos públicos em massa, o preço desses títulos tende a aumentar (lei da oferta e demanda), e o yield (Retorno/Preço) diminuir, caso as taxas permaneçam constantes, gerando a possibilidade de o governo emitir novos títulos a preços e yield´s menores, diminuindo o custo da dívida e aumentando sua capacidade de gasto, o que pode influenciar a economia de forma positiva.

Pontos negativos

Um aumento acima do esperado na inflação pode ocorrer quando não há uma mensuração correta da demanda e oferta.

Nesse caso, como a quantidade de moeda em circulação é muito elevada, a oferta pode não acompanhar a demanda, o que gera um aumento acentuado nos preços, gerando assim, um cenário hiper inflacionário.

A desvalorização cambial também é um risco inerente quando se utiliza o Quantitative Easing. Além disso, o excesso de capital nas mãos dos bancos não necessariamente vai levar a um aumento no capital em circulação caso os bancos não tenham confiança na estabilidade econômica, optando, assim, apenas por reter o recurso.

Conclusão

O Quantitative Easing pode ser um instrumento muito importante em cenários de estagnação econômica, porém, é necessário muita cautela e estudo na sua aplicação para que não ocorra um desvio em seu caráter temporário, sendo utilizado de forma permanente para financiar a dívida pública e privada, nem uma mensuração incorreta do estímulo necessário.

*Em colaboração com Eliseu Hernandez, assessor de investimentos BlueTrade.