Como pensar em estratégias de investimento a longo prazo?

Você já deve ter ouvido em palestras, lives, artigos ou em falas de especialistas do mercado sobre a importância de cultivar um pensamento voltado para o longo prazo na hora de fazer seus investimentos. 

Esse pensamento é fundamental para que os planos futuros possam ser concretizados com mais tranquilidade e conforto. Por isso, esse conselho é tão válido, não só para ativos em renda fixa, mas para os de renda variável também. 

Dispor um dinheiro para daqui 20, 30, 40 anos, vai muito além da tarefa de se planejar financeiramente. Exige um esforço mental para evitar que o desânimo apareça no meio do caminho e ponha tudo a perder.

Quando o desânimo aparecer, lembre-se de grandes investidores, como Warren Buffet, que construiu seu patrimônio no longo prazo e fez história no mundo dos investimentos.

“Planeje o investimento como um casamento católico: para a vida toda.” (Warren Buffett)

Qual o primeiro passo para uma estratégia a longo prazo?


Na Expert XP 2021 – o maior evento sobre investimentos do mundo – realizado pela XP Investimentos, o sócio da Blue3 e especialista em alocação, Eliseu Hernandez, conversou sobre o assunto com Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos e embaixador do evento. 

Os profissionais levantaram pontos importantes sobre o tema, que valem a pena serem falados neste artigo. 

Segundo o estrategista, Fernando Ferreira, o primeiro passo para montar uma estratégia a longo prazo seria pensar na diversificação da carteira de investimentos. “Esse é o único almoço grátis que o mercado nos dá”, enfatizou. 

Do ponto de vista da carteira de investimentos líquida, dividir os “ovos” em mais de uma “cesta” faz mais sentido para proteger o que já foi construído e mirar no futuro da carteira. 

O segundo passo seria pensar na qualidade dos ativos e no quanto eles são descorrelacionados uns dos outros. Fernando deu o exemplo das criptomoedas que, por mais que tenham uma alta volatilidade, não são correlacionadas a outros ativos que possuem influência do governo, por exemplo. 

“Por isso, ter uma pequena parte no seu portfólio nesse ativo, pode ajudar a diminuir o risco da carteira no final do dia”, complementa. 

Um investidor pode ter uma carteira com diferentes ativos brasileiros, mas se não há diversificação regional, isso pode ser um problema também. Porque, de acordo com o estrategista-chefe da XP, “se der um problema no Brasil, como estamos vendo agora, a carteira inteira vai mal ao mesmo tempo”. 

A alocação estrutural da carteira precisa, então, levar em consideração os pilares que envolvem a diversificação e a descorrelação dos ativos, que citamos acima, permitindo que um ativo compense o outro. Essa estrutura é fundamental para evitar que o investidor balance em momentos de instabilidade do mercado. 

Como o cenário econômico atual impacta na montagem da carteira?

Em uma passagem do evento, Fernando Ferreira respondeu se realmente faz sentido olhar o cenário econômico atual para montar a carteira de investimentos. E a resposta foi “depende”. 

Pensando em um processo de montagem de carteira a longo prazo, olhar o cenário atual pode não ser o principal ponto de partida. Exatamente porque, ao fazer a alocação dos ativos, é essencial montar uma carteira que irá proteger o investidor em diferentes cenários e momentos. 

Entretanto, saber avaliar o cenário econômico contribui no momento de definir a distribuição de cada ativo. Por exemplo: “ a maior parte vai ficar para a Bolsa?”, “o dólar deve ocupar quantos % da carteira?”, entre outros questionamentos. 

Por isso, o estrategista afirma que, “o cenário é sim muito relevante na alocação mais tática e na hora de fazer mudanças e trocas. Mas, é importante sempre respeitar o perfil do investidor e a tolerância ao risco”. 

O especialista em alocação, Eliseu Hernandez, também fez o seu alerta: “querendo ou não, nem todo mundo vai acertar, mesmo usando as táticas”. Principalmente porque o cenário pode indicar uma mudança e, mesmo assim, “o movimento pode ser feito tarde demais”, complementa Fernando. 

Os profissionais falaram, ainda, sobre a falta de racionalidade dos investidores no momento das tomadas de decisões, onde muitos ainda continuam agindo pela emoção. 

E, nesses momentos, ter um assessor de investimentos ao lado pode fazer a diferença para chegar ao melhor consenso sobre essas porcentagens “ideais” para cada classe de ativo.


Sobre o tempo ideal para a correção de rota, o consenso indica que o que vai influenciar é o perfil de cada investidor. Existe o perfil que pede uma mudança mais rápida, e outro que leva mais tempo para fazer uma movimentação. Mas, cada passo deve ser seguido com inteligência e estratégia. 

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E o cenário da inflação? 

Por fim, os palestrantes falaram sobre o cenário atual da inflação, que tem crescido muito no Brasil e o impacto nos investimentos. 

E, o estrategista-chefe da XP, trouxe uma reflexão: “muitos investidores pensam que se proteger da inflação significa comprar títulos e fundos atrelados à inflação. E não está errado. Mas, é preciso avaliar melhor os ativos que têm uma parte deles prefixado + um spread”. 

No caso, Fernando falou dos títulos de renda fixa do Tesouro Direto que são híbridos. Isso porque, ao comprar o título, pode ser que “haja um estresse no mercado” e esse spread aumente, fazendo com que o título adquirido anteriormente tenha uma marcação a mercado menor. 

O estrategista citou o caso para enfatizar que esses títulos continuam sendo uma boa opção para proteger a carteira, mas que não são os únicos. Fernando aproveitou, então, para apresentar os fundos imobiliários, ações específicas da Bolsa de Valores e ativos dolarizados como bons hedges (proteção) para a inflação.  

Como ser um investidor a longo prazo no Brasil?

A mensagem final de Fernando Ferreira no encontro na Expert XP, trouxe alguns conselhos para os investidores brasileiros. 

“No Brasil, sempre temos emoção. Os cenários nunca são tão bonitos quanto aparentam, e nem tão ruins.”, destacou o estrategista. A recomendação principal é manter a calma e a frieza na hora de atuar, pensando sempre no longo prazo. 

Ele indica que o investidor converse com o assessor para montar uma carteira “bem amarradinha” e com as alocações certas. Fernando afirma que isso é primordial para que o investidor possa ficar tranquilo e otimizar tempo para aproveitar o que “realmente importa na vida”. 

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