Confira as principais notícias que movimentaram o mercado nesta semana

Chegamos ao fim de mais uma semana. Perdeu alguma coisa? Quer rever algum assunto? Se manter atualizado sobre tudo que aconteceu de mais importante nos últimos dias? Para te manter bem informado, separamos as principais notícias dessa semana que influenciaram o mercado financeiro. 

Quer acompanhar as principais notícias desta sexta-feira (10), em tempo real, sobre a B3, a bolsa de valores brasileira, e os mercados de seguros, previdência privada, além de ter acesso a diversos conteúdos que vão te auxiliar a criar o melhor planejamento financeiro?

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Confira:

Segunda-feira – 06/09

Poupança tem retirada líquida de R$ 5,467 bilhões em agosto

Após quatro meses de resultado positivo, o saldo da aplicação na caderneta de poupança voltou a cair com o registro de mais saques do que depósitos. No mês passado, as retiradas superaram os depósitos em R$ 5,467 bilhões, de acordo com relatório divulgado pelo Banco Central (BC). 

O resultado negativo contrasta com o registrado em agosto do ano passado, quando os brasileiros tinham depositado R$ 11,402 bilhões a mais do que retiraram da poupança.

No mês passado, foram aplicados R$ 295,901 bilhões, contra saques de R$ 301,369 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 2,719 bilhões.

Com o desempenho de agosto, a poupança acumula retirada líquida de R$ 15,629 bilhões nos oito primeiros meses do ano. Já de janeiro a agosto de 2020, houve captação líquida de R$ 123,981 bilhões.

Bolsonaro edita MP que combate “remoção arbitrária” de contas e conteúdos por provedores

O presidente Jair Bolsonaro assinou a edição de uma medida provisória que altera o marco civil da internet para combater a “remoção arbitrária e imotivada de contas, perfis e conteúdos por provedores”, disse a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom).

Segundo a Secom no Twitter, a MP quer garantir maior clareza quanto a “políticas, procedimentos, medidas e instrumentos” utilizados pelos provedores de redes sociais para cancelamento ou suspensão de conteúdos e contas”.

Terça-feira – 07/09

Por conta do Feriado de Independência, comemorado em 07/09, não houve negociação de ativos na B3, bolsa de valores brasileira.

Quarta-feira – 08/09

Cade recomenda aprovação da fusão entre Localiza (RENT3) e Unidas (LCAM3) mediante a remédios

Prédio Cade

Em parecer, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou a aprovação da fusão entre Localiza (RENT3) e Unidas (LCAM3) mediante ‘remédios’.

Agora, o negócio segue para avaliação do Tribunal do Cade, com prazo até os primeiros dias de janeiro de 2022.

IGP-DI recua 0,14% em agosto com queda no minério de ferro, diz FGV

Os preços do minério de ferro recuaram expressivamente e o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,14% em agosto, de uma alta de 1,45% em julho, mas a inflação pressiona tanto o produtor quanto o consumidor, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O resultado ficou bem aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,10% no mês passado, e levou o índice a acumular em 12 meses avanço de 28,21%.

Segundo a FGV, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, passou a cair 0,42% em agosto, contra alta de 1,65% antes. As Matérias-Primas Brutas cederam 4,17%, ante salto de 1,79% no mês anterior.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — desacelerou a alta a 0,71% no período, de 0,92% em julho.

O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) registrou em agosto alta de 0,46%, contra avanço de 0,85% em julho.

O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

Cesta básica sobe em 13 das 17 capitais pesquisadas, aponta estudo

O custo médio da cesta básica em agosto teve alta em 13 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O levantamento, divulgado hoje (8), mostra que os maiores aumentos foram em Campo Grande (3,48%), Belo Horizonte (2,45%) e Brasília (2,10%).

As quedas nos preços foram registradas em Aracaju (-6,56%), Curitiba (-3,12%), Fortaleza (-1,88%) e João Pessoa (-0,28%).

A cesta mais cara é a de Porto Alegre que custa R$ 664,67 e teve alta de 1,18 % em agosto. A de Florianópolis é a segunda mais cara (R$ 659), com elevação de 0,7% no mês. A de São Paulo ficou em R$ 650,50, com variação de 1,56%.

A cesta básica mais barata é a de Aracaju, no valor de R$ 456,40, seguida pela de Salvador (R$ 485,44) e de João Pessoa (R$ 490,93).

Ibovespa fecha em queda de 3,78%, marcando a maior queda diária em seis meses; dólar sobe 2,89%

O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, fechou em queda nesta quarta-feira (8).

No encerramento dos negócios, às 17h, o índice fechou em queda de 3,78%, aos 113.413 pontos, marcando a maior queda diária em seis meses, refletindo preocupações com a pauta econômica do país diante do aumento da tensão político-institucional, após declarações do presidente Jair Bolsonaro durante manifestações no Dia da Independência, na véspera.

O dólar se valorizou em 2,89% e fechou cotado a R$ 5,325. A sessão também foi marcada pela tensão gerada com as falas do presidente brasileiro, incitando a desobediência e aumentando ainda mais a crise entre os poderes, impactando diretamente o câmbio.

Quinta-feira – 09/09

IPCA: inflação fica em 0,87% em agosto, maior resultado para o mês desde 2000

A inflação registrou alta de 0,87% em agosto, a maior para o mês desde o ano 2000. Com isso, o indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses, acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (8,99%).

Em agosto do ano passado, a variação mensal foi de 0,24%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Banco Central Europeu reduz suporte, mas não sinaliza fim do estímulo

O Banco Central Europeu (BCE) reduzirá ligeiramente suas compras de títulos de emergência ao longo do próximo trimestre, disse a autoridade monetária, dando um passo simbólico para desfazer a ajuda econômica de emergência que sustentou o bloco durante a pandemia.

No entanto, o movimento foi modesto e o BCE não deu nenhum sinal de seu próximo movimento, incluindo como desfazer o Programa de Compra de Emergência da Pandemia (PEPP) de 1,85 trilhão de euros, que manteve os custos de empréstimos baixos para governos e empresas.

EUA: pedidos por seguro-desemprego caíram na semana passada

Os pedidos iniciais por seguro-desemprego da semana passada nos EUA ficaram novamente abaixo da previsão dos economistas do mercado e do número revisado da semana anterior, segundo dados do Departamento de Trabalho publicados nesta quinta-feira (09).

Foram solicitados 310 mil benefícios, contra os 345 mil da semana passada. A previsão do mercado era de 335 mil pedidos.

No entanto, o número de solicitações contínuas ficou levemente acima da previsão de 2,744 milhões, com 2,783 milhões de benefícios solicitados, também abaixo do número revisado da semana passada, que foi de 2,805 milhões.

Banco Central Europeu eleva projeções de crescimento e inflação

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu  Foto: Ralph Orlowski/Reuters

O Banco Central Europeu elevou nesta quinta-feira (9) suas projeções de crescimento e inflação para este ano e mais além, com a economia da zona do euro se recuperando mais rapidamente da pandemia do que a maioria esperava.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que a zona do euro está a caminho de um forte crescimento no terceiro trimestre e que o BCE prevê a atividade econômica de volta ao seu nível pré-pandemia até o final do ano.

Ela disse que embora as perspectivas para a inflação para este ano tenham sido revistas para cima, superior à meta de 2% do BCE, o aumento atual deve ser temporário e acrescentou que a inflação de médio prazo ainda está bem abaixo da meta.

Índice da Construção Civil registra alta de 0,99% em agosto

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou 0,99% em agosto. O resultado ficou 0,90 ponto percentual (p.p) abaixo da taxa de julho, quando registrou 1,89% e é a menor variação desde agosto de 2020.

No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa atingiu 22,74%, pouco acima dos 22,60% anotados nos 12 meses imediatamente anteriores. O acumulado de janeiro a agosto ficou em 14,61%. Em agosto de 2020, o índice foi 0,88%.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inflação acumulada em 12 meses passa de 10% em oito capitais

Com a alta de 0,87% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, a inflação oficial do país chegou a 9,68% nos últimos 12 meses, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre as 16 regiões metropolitanas pesquisadas, oito apresentaram taxas acumuladas em 12 meses superiores a 10%.

A maior inflação acumulada foi verificada em Curitiba, com taxa de 12,08%, seguida de Rio Branco (11,97%), Campo Grande (11,26%) e São Luís (11,25%). O menor acumulado de 12 meses foi registrado no Rio de Janeiro, com inflação de 8,09%.

Para o mês de agosto de 2021, todas as áreas pesquisadas tiveram inflação, sendo o maior índice registrado em Brasília (1,40%), influenciado pelas altas de 7,76% no preço da gasolina e de 3,67% na energia elétrica. O menor resultado foi verificado na região metropolitana de Belo Horizonte, com inflação mensal de 0,43%. A região foi influenciada pela queda nos preços das passagens aéreas (-20,05%) e da taxa de água e esgoto (-13,73%).

Brasil tem novas regras para pagamento e transferência internacionais

O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) alteraram a regulamentação cambial e de capitais internacionais para alinhá-las às inovações tecnológicas e aos novos modelos de negócios sobre pagamentos e transferências internacionais. “As novas regras buscam promover um ambiente mais competitivo, inclusivo e inovador para a prestação de serviços aos cidadãos e empresas que enviam ou recebem recursos do exterior”, informou o BC.

As novas medidas permitirão que as instituições de pagamento (IPs), as fintechs, autorizadas a funcionar pelo BC, também possam operar no mercado de câmbio, atuando exclusivamente em meio eletrônico. Atualmente, somente bancos e corretoras podem fazer as operações. Essa permissão entrará em vigor em 1º de setembro de 2022 e as demais medidas em 1º de outubro deste ano.

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