Risco x retorno: você sabe avaliar a performance dos seus investimentos?

Antes de ler este artigo, responda às seguintes perguntas mentalmente:

Você sabe avaliar o risco x retorno dos seus investimentos financeiros? Você tem certeza que se montar sua carteira de investimentos sozinho, vai conseguir, de fato, obter os resultados efetivos planejados? 

Por mais que já tenha alguma experiência com investimentos, você sabe se a maneira como alocou os ativos no seu portfólio de investimentos vai te ajudar a sobreviver às incertezas e oscilações do mercado? Sua carteira possui a diversificação adequada de acordo com o seu perfil de investidor? 

Se todas as suas respostas forem “não” ou “talvez”, eu tenho dicas valiosas, venha comigo!

O assunto “investimento” ainda é um tema muito novo para diversas pessoas, dentro do núcleo familiar, então, nem se fala. Quem nunca ouviu a avó dar aquele “sábio” conselho: “Meu neto, lembra de guardar um dinheirinho na poupança!”

O fato é que, nos últimos anos, milhares de pessoas vêm tentando desvendar o tão aclamado mistério: “Como investir bem o meu dinheiro?”. Hoje, eu quero ter uma conversa franca com você: sobre como fazer com que seu patrimônio vire renda de verdade e se multiplique! 

Talvez você ainda nem tenha se dado conta da importância de não deixar seu dinheiro mal investido ou quase parado na caderneta de poupança, provavelmente, porque é mais simples deixar como está.

Talvez você esteja cansado de deixar seus recursos no banco e ao olhar o extrato do mês, perceber que quase nada mudou; talvez você simplesmente ainda não tenha sido apresentado a uma alternativa confiável que possa gerar rendimentos consistentes para tudo o que você conquistou com tanto trabalho; talvez você até já invista, mas ainda não sabe, de verdade, qual o melhor investimento para você; ou talvez você esteja arriscando demais seu patrimônio por não conhecer a relação risco x retorno dos investimentos. 

E é justamente para te mostrar que sim, o seu patrimônio pode crescer ainda mais de forma consistente, sólida e sustentável, que eu estou aqui hoje.

Muito se ouve falar da relação entre o “risco x retorno” dos investimentos. O risco está associado ao grau de incerteza sobre o investimento no futuro; quanto maior o retorno pretendido, maior o risco para que se tenha a chance de atingir o tão sonhado retorno.

Na teoria, as relações econômicas e financeiras deveriam ser assim, mas na prática, nem sempre são. Chegou a hora de você entender, de uma vez por todas, como funciona a relação “risco x retorno” dos investimentos! 

Mais comum do que se imagina, no dia a dia, vemos muitos investidores se expondo a riscos altíssimos em busca de retornos muitas vezes irreais, mas há uma equação bem simples e eu vou te ensinar.

Para atingir um determinado Valor Futuro, temos quatro variáveis:

  • Valor Presente (que é valor com qual se inicia sua aplicação);
  • Período (é o horizonte de tempo que precisaremos para atingir este objetivo em dias, meses ou anos);
  • Valor da Parcela (valor do aporte diário/mensal/anual que aplicamos para esse objetivo); 
  • Rentabilidade Esperada (a taxa de juros que esperamos obter em nossa aplicação).

Hoje em dia, temos muitas pessoas que buscam somente o investimento que possa dar a maior rentabilidade possível, ignorando totalmente os outros fatores. 

Acabam se esquecendo, porém,  que uma rentabilidade maior, quase sempre, vem atrelada a um risco maior também; e pra piorar ainda mais, ignoram completamente os demais itens da equação, principalmente, esquecem da disciplina dos aportes periódicos que são ainda mais importantes que a rentabilidade.

Disciplina nos aportes é algo que podemos controlar e depende somente de nós, enquanto a rentabilidade não. 

Então, como ficaria melhor, o conselho da avó? “Meu filho, antes de investir, é muito importante que você tenha em mente que vai precisar montar uma carteira de investimentos de acordo com seus objetivos, respeitando o seu perfil de investidor”. 

O sucesso da sua estratégia de investimentos precisa estar alinhado às suas características pessoais, mas tenha muito cuidado, esse é um universo cheio de armadilhas. 

Ao buscar novas oportunidades no mercado, você irá se deparar com inúmeras ofertas e é fundamental que você saiba definir ou procure ajuda profissional para identificar quais delas se enquadram melhor nos seus objetivos e perfil de risco.

O que fazer, então?

  1. Seja conservador em suas expectativas. Diminuindo sua rentabilidade esperada, você precisará de maiores aportes mensais e, caso a rentabilidade seja maior que a simulada, você vai alcançar seu objetivo mais cedo;
  1. Tenha disciplina, faça religiosamente os aportes programados. Se o objetivo for aposentadoria, considere a hipótese de utilizar um bom plano de previdência privada que, certamente, vai lhe ajudar a criar disciplina;
  1. Busque investimentos de acordo com seu perfil de investidor, não invista em algo apenas por estar na moda ou por achar que terá o maior retorno. Em momentos de queda dos preços dos ativos, você pode não aguentar o impacto e vender seu ativo no momento errado;
  1. Não pule de galho em galho;
  2. Não deixe o emocional dominar você. 

Por fim, tenha consciência que se você tentar trilhar esse caminho sem um acompanhamento profissional a chance de cair em armadilhas ou seguir por uma rota que vai te deixar mais distante do seu objetivo final é muito maior do que você imagina. 

Da mesma forma que você procura um médico antes de iniciar qualquer tratamento que envolva sua saúde física e mental, é preciso buscar um profissional do mercado financeiro para cuidar da saúde do seu patrimônio. 

Para falar com um assessor, clique aqui. 

Por que é o momento exato para internacionalizar os investimentos?

A importância de internacionalizar os investimentos não é novidade para o mercado. Há tempos essa necessidade tem sido falada por profissionais da área como analistas e assessores de investimentos.  Mas por que é o momento exato para internacionalizar os investimentos?

No entanto, o cenário atual e o que está por vir, acendeu ainda mais essa necessidade. E agora, quem não diversificar sua carteira com ativos internacionais provavelmente vai ter seus rendimentos atingidos pelo Risco-Brasil 2022. 

Porque uma coisa é certa: diversificar não significa apenas investir em ativos brasileiros diferentes. A essência da diversificação verdadeira vai além e precisa atravessar regiões e nacionalidades. 

O intuito de diversificar é exatamente esse: alocar em ativos que sejam descorrelacionados um do outro, ou seja, que se movem de maneiras e com interferências externas diferentes. Assim, a carteira de investimentos fica equilibrada mesmo que um dos ativos esteja indo mal. 

Aliás, em um dos nossos dias do BlueTalks, o estrategista-chefe da Blue3 fez a seguinte colocação: “Uma boa carteira de investimentos sempre vai ter um ativo que está indo mal”.

Você pode, inclusive, clicar aqui e assistir

Por que é necessário investir no exterior?

O motivo principal é esse que citamos acima: diversificar os investimentos para uma performance equilibrada da carteira de ativos. 

Em outras regiões, como Europa e Estados Unidos, essa já é uma cultura bastante comum. Principalmente porque quando ocorre uma crise doméstica, os investimentos são diretamente impactados e expostos à volatilidade. 

Dessa maneira, a alocação internacional em economias mais estáveis, garantem a segurança que o investidor precisa no momento, evitando os riscos sistêmicos e conjunturais. 

O mesmo acontece com a desvalorização da moeda local. Por exemplo, em 2020 o Real foi a moeda com pior desempenho em comparação com os demais países emergentes do mundo. 

Essa desvalorização e volatilidade da moeda brasileira é puxada naturalmente pela incerteza política e pelo quadro fiscal delicado. Dessa forma, a pessoa que investe em moedas fortes está protegendo também o seu poder de compra. 

Para você visualizar melhor, listamos os tópicos que demonstram os benefícios do investimento no exterior:

  • Exposição aos principais temas de investimentos em todo o mundo;
  • Exposição à moedas fortes, imunes dos problemas inerentes aos países emergentes;
  • Adição de ativos com descorrelação dos investimentos no Brasil;
  • Melhora da relação risco x retorno, através da diversificação.

Além disso, é importante lembrar que hoje o Brasil representa aproximadamente 3% do PIB mundial, sendo 2% de renda fixa e 1% das ações. 

Dessa forma, é possível entender que investir no exterior não é apenas um luxo, mas sim, parte de uma estratégia de acessar boas oportunidades para  os seus investimentos. 

O que é o Risco-Brasil 2022?

A instabilidade nos investimentos, a incerteza econômica e a inflação já nos avisam sobre como será o cenário do próximo ano. 

Além do risco fiscal iminente, a crise hídrica e o país tentando se reerguer a todo custo dos impactos causados pela Covid-19, teremos o plus das eleições presidenciais.

Como todos já sabem, as eleições têm deixado uma nuvem de dúvidas e não sabemos o que irá acontecer, mas sabemos que essa insegurança política pode causar estragos no mercado financeiro. 

Todo país tem um risco soberano, que no nosso caso, é chamado Risco-Brasil. E, por esse motivo, uma pesquisa realizada pela XP Investimentos mostrou que 51% dos clientes pretendem diminuir a exposição ao mercado acionário em 2022. 


Mas, existe uma saída?

Existe sempre uma saída, mesmo em cenários muito ruins. Na última semana de novembro, a Blue3 realizou uma Webinar com nosso chefe-estrategista Thiago Nemézio e Daniel Haddad, diretor de investimentos da Avenue, uma corretora dos Estados Unidos.

Na Webinar com o tema “A grande oportunidade em um 2022 incerto?”, os profissionais falaram sobre o comportamento do mercado e investimentos no exterior, que é a principal saída para superarmos o cenário do ano que se aproxima. 

Primeiramente, Haddad já deixou uma reflexão de suma importância: “O mercado financeiro não é só sobre o que você sabe, mas de como você se comporta”. Por isso, o caminho para a porta de saída da crise é sempre o da calma.

É essencial entender que existe a crise, mas que o emocional e a ansiedade não podem tomar conta do investidor nesse momento, pois elas podem ser muito prejudiciais e fazer com que várias decisões equivocadas sejam tomadas. 

Inclusive, Haddad citou uma pesquisa que analisou um grupo de investidores que tinham e que não tinham uma assessoria de investimentos, e que o grupo com assessoria se destacou em quase 3 pontos percentuais. 

Ele explicou que, mesmo com toda a estratégia usada pela assessoria na alocação de ativos, o ponto crucial para a melhor performance do grupo foi o papel do assessor “acalmando o cliente em momentos de crise e de euforia”.

Internacionalizar os investimentos é arriscado?

Seguindo com o raciocínio, o primeiro passo para atravessar uma crise é a calma e o segundo é encontrar oportunidades em meio às turbulências para amenizar os impactos. Como falamos desde o início, os investimentos no exterior são essenciais nessas estratégias. 

Mas, muitas pessoas ainda pensam que internacionalizar os investimentos é arriscado. Principalmente quando falamos em dolarizar carteiras. Mas, Daniel Haddad ainda destaca que essa é uma falsa impressão, visto que “no Brasil, os mercados de renda fixa e ações estão expostos a riscos muito semelhantes, resultando em uma correlação muito alta dos ativos locais”.

E para completar, fez uma provocação: “será que faz sentido ter uma cesta de produtos que não é 100% em real e os investimentos não?”, ou seja, as pessoas consomem produtos globais, como o iphone, combustível, carne, mas os investimentos não.

O risco está exatamente aí, porque se você é um consumidor global, a desvalorização do real faz com que você perca seu poder de compra perante ao mundo, o que é muito negativo. 

São muitas as opções e as diversidades de investimentos no exterior. A nossa assessoria, inclusive, conta com mais de 100 produtos disponíveis na maior plataforma do país, como BDRs, fundos internacionais, fundos cambiais, ETFs, entre outros. 

Para entender o que vai se encaixar melhor nos seus propósitos e perfil de risco, tenha ao lado um assessor de investimentos. Porque, segundo o Haddad, “se você não sabe quem você é, o mercado é um lugar muito caro para descobrir”.

Para descobrir seu perfil de investidor e falar com um assessor Blue3, clique aqui. 

Quero investir em ações, mas tenho medo de perder dinheiro; o que fazer?

A renda variável nunca foi tão popular no Brasil. Após alcançar o recorde de 3.229.318 de investidores ao fim de 2020, a B3, a bolsa de valores brasileira já acumulava, até 30 de setembro deste ano, cerca de 3.970.384 contas ativas. 

Embora deixar o conforto da renda fixa possa parecer assustador, os números mostram que cada vez mais pessoas abrem apetite ao risco por mais ganhos em fundos imobiliários, BDRs, fundos de investimentos, ETFs, câmbio e — principalmente — em ações. 

Nós, da Blue3, eleita a melhor mesa de renda variável do país pela XP, vamos mostrar como você pode investir nessa modalidade sem medo de perder dinheiro.

Com regulação há mais segurança

Para garantir mais segurança, transparência e a organização dos ativos para todos os agentes envolvidos no mercado de capitais, os investidores podem contar com a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Enquanto a B3 se responsabiliza por fornecer uma plataforma para as negociações de compra e venda de ativos, a CVM, uma autarquia federal, funciona como o órgão que fiscaliza e regula esse mercado.

Para acessar esse ambiente de negócios, você primeiramente precisa procurar um banco, corretora ou outras instituições financeiras que estejam habilitadas junto à B3.

Sem medo de investir da forma certa

Agora, estar seguro quanto aos seus investimentos não significa que você deva investir de olhos fechados. Muitas pessoas se traumatizam com a renda variável porque não a encararam com a seriedade que os investimentos dessa modalidade merecem e não por culpa do comportamento da Bolsa, dos ativos ou de uma suposta ‘falta de sorte’.

Antes de se perguntar se você deve investir na Bolsa, você precisa se dedicar e estudar esse mercado, as empresas listadas na B3 e em quais pode ser mais conveniente investir. 

Porque você pode ganhar dinheiro ao investir em ações, mas não deve entrar nesse mercado como o apostador de um jogo de azar, que se confunde com as oscilações, as influências internas e externas e outros fatores que fazem a Bolsa ser um investimento mais volátil.

Por exemplo, toda companhia listada na B3 precisa publicar quatro vezes ao ano, obrigatoriamente, relatórios com os resultados apurados dentro de um período de três meses. Nesses materiais, você encontra dados como liquidez, endividamento, lucros, retorno sobre patrimônio líquido, entre outros, que mostram como a empresa na qual você investe está posicionada em relação ao setor em que está inserida.

Verifique também o histórico da administração e como as companhias são reconhecidas por agentes do mercado financeiro. 

Há empresas que enfrentam sérios problemas judiciais a ponto de desvalorizarem suas ações; outras têm boa reputação perante o mercado já que apresentam resultados consistentes, soluções inovadoras, estão atentas às agendas ambiental, social e de governança (ESG, na sigla em inglês), entre outros fatores.

Não à toa, há empresas cujos papéis custam R$ 0,30, na contramão de outras que vendem ações a quase R$ 150.

Ao investir em ações, pense a longo prazo. Isso não significa que você vai observar o seu investimento somente ao fim de determinado período,  mas quanto mais tempo houver para os seus objetivos serem totalmente alcançados, mais chances de rentabilidade você pode obter.

Leia também o artigo “Tudo o que você precisa saber sobre a Bolsa de Valores”.

Veja se as taxas e os impostos mantêm o investimento atrativo

Agora que já falamos da popularidade e dos pontos positivos de investir em renda variável, mais especificamente em ações, você precisa ficar de olho também na cobrança de taxas e nos impostos que vão dentro desse pacote. 

Assim você pode ver se as cobranças afetam muito ou não a rentabilidade da aplicação. Veja os principais custos:

Taxa de Corretagem – Variável de corretora para corretora, incide toda vez que você faz uma compra ou venda de ações na Bolsa. 

Quanto mais alto for o valor investido, menor vai ser o impacto dessa taxa sobre o investimento.

Imposto sobre Serviço (ISS) – Este tributo incide sobre a taxa de corretagem com alíquota de 9,65% sobre o valor da corretagem.

Taxa de Custódia – Quando a corretora armazena as ações em que você investiu, pode haver uma cobrança em razão desse serviço.

Emolumentos e Taxa de Liquidação – São cobranças feitas pela B3 por cada transação feita na Bolsa. O valor, entretanto, varia conforme a operação (tradicional, day trade, swing trade), tipo de investidor (pessoa física, institucional e clube de investimentos) e o valor aplicado.

Imposto de Renda (IR) – Se você, por acaso, vender suas ações e o valor não ultrapassar R$ 20 mil, há isenção do pagamento desse tributo. 

Agora, caso o valor esteja acima desse patamar será preciso pagar 15% sobre o lucro líquido até o último dia útil do mês seguinte à venda dos papéis.

Diversificar não significa “pulverizar”

Por fim, há uma dica que, apesar de velha conhecida, jamais deixará de ser importante: Não coloque todos os ovos na mesma cesta. Quando traduzido para a linguagem do mercado financeiro, esse ditado quer dizer: não aplique todo o seu dinheiro em apenas uma única maneira de investir. 

Afinal, você gostaria de correr o risco de perder todo o patrimônio em apenas uma jogada errada? Se você quer que seu dinheiro tenha a possibilidade de render mais, adote a estratégia da diversificação.

Quando você diversifica seus investimentos, ao comprar títulos de diferentes características e que se complementam, você minimiza os riscos da sua carteira e busca retornos maiores de forma mais inteligente.

Para isso, tome cuidado. Diversificação não significa pulverização, ou seja, não distribua seus recursos de maneira aleatória em ativos desconhecidos.

E a Blue3 ajuda você nessa tarefa, com profissionais que vão te auxiliar a pensar de forma objetiva sobre como os investimentos da sua carteira se desempenham em conjunto, se eles contribuem para que você atinja seus objetivos de curto, médio e longo prazo e se esses ativos se adequam ao seu perfil e tolerância a perdas. 

Clique aqui para falar com um assessor de investimentos.

Entenda a diferença entre Analista, Broker e Assessor de Investimentos

Se você está conhecendo agora o mercado financeiro mais de perto, já deve ter se perguntado sobre as funções dos profissionais que trabalham nessa área. 

Muitas pessoas imaginam que existe um profissional responsável por cuidar do dinheiro, fazer investimentos e orientar a tomar decisões. Mas a verdade é que, não existe um só para lidar com tudo. 

O mercado financeiro é vasto, com departamentos e funções bem específicas para cada um deles: analistas, assessores de investimentos e brokers que, juntos, fazem todo o movimento acontecer. 

Pode parecer confuso no início, nós sabemos. Mas você vai ver como tudo vai ficar mais claro no final deste artigo. 

Assim, você vai saber exatamente quem procurar!

Conheça, agora, os principais profissionais que atuam no mercado: 

Assessor de investimentos

O agente autônomo de investimentos, popularmente conhecido como assessor de investimentos é o profissional que está à frente de toda a comunicação, mantendo o contato direto com o cliente. 

É esse profissional que vai fazer a primeira entrevista para conhecer bem a fundo os objetivos e traçar um perfil de investidor que esteja alinhado, exclusivamente, com os interesses do futuro investidor.

Portanto, a todo tempo essa relação é próxima, acessível e dinâmica, para que o cliente sinta-se à vontade e possa expor todos os seus desejos, medos e inseguranças para o assessor que, por sua vez, estará ali para auxiliar e dar suporte em todos os momentos. 

Além do mais, sua função principal é estar atento às oportunidades para oferecê-las no momento certo. 

Essa profissão é regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atender tanto investidores iniciantes, quanto os mais experientes. E não se engane, não são todas as pessoas que são aptas para atuar como assessor de investimentos

Isso porque, para exercer a função, é preciso ter formação específica, preencher os pré-requisitos legais e ser aprovado em provas de certificação como a da Ancord (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias) e a CPA-20, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Para um exemplo prático, você pode pensar que o assessor de investimentos está para as suas finanças, assim como o médico para os cuidados com a sua saúde. Exige a mesma – dadas as devidas proporções – responsabilidade, preparo e seriedade. 

O assessor pode atuar tanto de forma independente, como em corretora de valores ou assessorias de investimento. 

Outro fato muito importante é que o assessor não pode emitir relatórios e fazer análises ou recomendações para seus clientes. Seu papel é, realmente, orientar, apresentar as opções e oferecer todo suporte ao cliente no momento da tomada de decisão. 

Para saber mais como funciona uma empresa que é assessoria de investimentos, clique aqui. 

Broker 

Os brokers são os profissionais responsáveis por atuar na mesa de operações, onde acontecem as compras e as vendas dos ativos, que podem ser de renda fixa ou variável. 

Esse profissional tem habilidade com o sistema Home Broker e faz a intermediação entre quem quer comprar e quem quer vender, ou seja, investidores e empresas/instituições privadas ou públicas. Principalmente, nas operações de curto prazo. 

O broker tem um perfil ágil e focado, além de ter conhecimento o suficiente para lidar com as adversidades do mercado. 

Uma curiosidade que muitas pessoas não sabem sobre esse profissional é que, geralmente, o broker se concentra em um tipo de investimento como, ações, renda fixa ou commodities para atuar de forma altamente concentrada e poder acompanhar todos os movimentos daquele ativo. 

Para atuar como broker, o profissional  precisa ter a certificação AAI da Ancord, assim como assessor, e a PQO, que é a Certificação do Programa de Qualidade Operacional, da Bolsa de Valores brasileira (B3).

No entanto, também assim como o assessor, o broker não pode fazer recomendações aos investidores, ele pode propor operações, mas segue as instruções dadas pelo analista de investimentos, que vamos falar agora. 

Leia também o artigo “Home broker: o que é e como usar?” .

Analista de investimentos 

Como falamos acima, o assessor de investimentos é o profissional que está na  “linha de frente” do relacionamento com o investidor/cliente e o broker é quem realiza, na prática, as operações dos ativos. Mas, quem dá suporte para esses dois profissionais?

É sobre esse profissional que vamos falar agora, o analista. O analista está na parte operacional de todo o processo, é ele quem estuda e interpreta os gráficos, e faz análises que podem ser: técnicas ou fundamentalistas. 

Entenda no artigo “Análises fundamentalista e técnica: como podem ajudar seus investimentos?”.

Além disso, acompanha veemente os movimentos do mercado e tem um conhecimento bem aprofundado da macro e microeconomia. 

Para poder atuar, é preciso ter a Certificação Nacional dos Profissionais de Investimentos (CNPI), emitida pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec).

E para conseguir a certificação, o profissional deve ser aprovado nos exames: 

  • CB – Conteúdo Brasileiro – fase comum para o analista fundamentalista, técnico e pleno.
  • CG1 – Conteúdo Global 1 – fase para o analista fundamentalista. 
  • CT1 – Conteúdo Técnico 1 – fase para o analista técnico. 

Nesse caso, o profissional da área tem permissão para fazer recomendações sobre o que fazer com um ativo. Portanto, é o analista que atua dando suporte para o assessor de investimentos e também para os brokers.

Faz sentido ter todos esses profissionais?

Como foi possível observar, essas profissões do mercado financeiro são extremamente sérias e exigem certificações, assim como um advogado precisa da OAB para atuar. 

Isso quer dizer que esses profissionais têm sua expertise comprovada e são de alto nível de competência. 

Faz sentido dizer que, como estamos falando em evolução e preservação de patrimônio, precisamos ter responsabilidade ao escolher quem irá nos ajudar a cuidar das nossas finanças. Porque um passo em falso e tudo pode se perder

Mas, você pode se perguntar “eu não consigo cuidar das minhas finanças sem a ajuda de ninguém?”, e a resposta é, sim, você até pode. Assim como você pode comprar as peças para o seu carro na internet e trocar sozinho, sem a ajuda de um profissional, por sua conta e risco. 

Mas muito cuidado aqui, pois não estamos falando que ao contratar esses profissionais você vai ter sucesso sempre. 

Entretanto, pense que a chance de tomar decisões equivocadas e sem necessidade, que podem prejudicar os seus investimentos, são muito maiores do que com o suporte de quem vive o dia a dia do mercado. 

E você não precisa contratar todos esses, por exemplo. Pois quando você opta em construir seu patrimônio com o auxílio de uma assessoria de investimentos, você já tem indiretamente o suporte desses profissionais. 

Não são todas, mas existem assessorias que oferecem uma equipe completa e multidisciplinar, além de parcerias com casas de análises, como é o caso da Blue3. Assim, os seus investimentos são assistidos por todos os lados. 

Como e por que fazer o planejamento sucessório?

Construir um legado sólido e que pode ser aproveitado por muitas gerações é, com certeza, motivo para se sentir confortável. 

Entretanto, existem burocracias – não tão confortáveis assim – que precisam ser levadas em consideração, como as que envolvem o planejamento e a preservação de tudo que foi conquistado, seja por você ou pela sua empresa, por exemplo.  

Por isso, pensar em planejamento sucessório, além de necessário, é uma demonstração de respeito a todo o seu esforço e trabalho. 

Neste artigo, vamos explicar exatamente o que é um planejamento sucessório, quais as opções e os riscos de não pensar no futuro. 

O que é planejamento sucessório?

Ninguém gosta de imaginar o dia em que vai morrer, ou pensar como a família vai seguir caso não esteja mais aqui. Algumas pessoas até pensam que lidar com esse tipo de assunto “atrai”. Mas, a verdade é que não tem como deixar para depois. 

Essa é uma etapa decisiva da vida de uma pessoa. Além de ser uma forma de garantir que todo o seu patrimônio seja distribuído da forma correta, sem se “perder” ou ficar desprotegido após sua partida. 

Afinal, nós investimos nosso dinheiro e trabalhamos para que, no futuro, seja possível desfrutar de tudo que foi conquistado. Imagine, então, se todo esse esforço fosse desperdiçado por uma falta de planejamento em vida? 

Vamos pensar em uma situação hipotética, na qual o nosso personagem fictício, Pedro, não fez o seu planejamento sucessório. Em um dia comum, se envolveu em um acidente de trânsito e, infelizmente, faleceu. 

Pedro era casado, pai de dois homens e empresário. Bom, o que aconteceu foi que, a família, além de ter que lidar com a terrível dor da perda, precisou ir atrás das burocracias do inventário para organizar como o patrimônio de Pedro e sua empresa seriam administrados a partir dali. 

E você sabe como é o processo de inventário? 

Precisamos dizer que, a grosso modo, fazer o inventário é um processo demorado, podendo levar anos.

Além disso, os custos para fazer um inventário podem representar até 20% dos bens, porque envolve o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD); a alíquota de cada estado –  entre 1,5% e 8% e custos de cartório.

Ainda, para o processo do inventário, tem também a taxa jurídica que fica entre 2% e 12% (segundo a tabela da OAB). Ou seja, são muitos os encargos que vão precisar ser descontados diretamente dos bens da pessoa que faleceu. 

Até aqui, já deu para observar, o quão custoso é – em todos os sentidos – ficar à mercê desse processo. Bom, temos também um outro ponto: 

Como os herdeiros são escolhidos no processo de inventário?

O que a maioria sabe é que, os herdeiros legítimos – descendentes, ascendentes, cônjuges/companheiros e colaterais até o 4º grau – têm direito a uma quota do montante total do patrimônio. 

Quando há um herdeiro só, o processo é menos burocrático e, às vezes, é até possível escapar do inventário. Mas, quando há mais de um herdeiro, não há como fugir. 

E, ainda, se não há acordo de divisão entre as partes, fica mais complicado. Tão complicado a ponto de, em muitos casos, ser necessário um juiz para intervir e decidir como será a partilha. 

Qual é a saída para facilitar toda essa burocracia e evitar problemas por falta de planejamento? Bom, chegamos ao ponto da pergunta do início. 

O planejamento sucessório é uma alternativa de formalizar a divisão dos bens e a proteção do patrimônio, ainda em vida, por um custo bem menor, respeitando todos os desejos da pessoa que possui os bens e para que, se algo acontecer, a transferência das titularidades seja rápida. 

Tem dúvidas sobre o assunto? Clique aqui e fale direto com nossos profissionais. 

Como é feito o planejamento sucessório?

Para fazer o planejamento sucessório, é necessário traçar estratégias de acordo com a intenção da pessoa interessada. Mas, entre as possíveis estratégias e formas de fazer isso, vamos elencar em tópicos quais são as principais. 

Seguro de vida

O seguro de vida é uma ferramenta imprescindível no planejamento sucessório. É nele que se inicia tudo, como se fosse o  “bê-á-bá” da sucessão. 

Isso porque, a principal adversidade que herdeiros enfrentam no momento da sucessão é a ausência de liquidez financeira para custear o processo de inventário e manter o padrão de vida.

Os bens do falecido invariavelmente ficam indisponíveis, o que acaba sendo um problema de difícil solução. O seguro de vida tem um ponto de destaque em relação às outras ferramentas como a previdência privada, por exemplo. 

Por lei, o seguro de vida nunca integra o inventário, mesmo em processos com litígios – disputas judiciais. Além disso, ele pode ser contratado por uma fração do valor necessário para a sucessão. 

Portanto, é a ferramenta com maior nível de segurança e custo-benefício na hora de garantir aos herdeiros os recursos necessários para o custeio de todo o processo sucessório.

Testamento 

Essa é uma das práticas mais conhecidas e é até comum ouvirmos que uma pessoa deixou um testamento antes de morrer. Mas, como funciona? No testamento, a pessoa pode escolher como será feita a distribuição dos seus bens. 

No entanto, é preciso que a legislação seja respeitada. E está na lei que 50% do patrimônio deve ser, obrigatoriamente, transferido aos herdeiros necessários

E os outros 50% são livres para serem destinados a quem o “testador” quiser, sem necessariamente precisar ser da família. 

Previdência Privada

A previdência privada é outra estratégia bem interessante quando o assunto é planejamento sucessório. Para isso, é necessário contratar um plano que esteja alinhado com essas expectativas. 

No momento de contratar o plano, já é possível estabelecer os beneficiários (herdeiros) dos recursos e, caso ocorra a morte do titular, o valor é repassado para as pessoas escolhidas, sem precisar aguardar muito tempo. 

Outro ponto positivo é que na maioria das vezes, não há necessidade de passar pelo processo de inventário e, ainda, não tem incidência do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) – existem exceções em algumas localidades do país.

Entretanto, em processos de sucessão com litígio – conflito de interesses – o juiz pode incluir a previdência no inventário, inviabilizando o recebimento dos recursos. 

Se você quiser entender mais sobre como funciona a previdência privada, clique aqui e confira nosso artigo exclusivo sobre o tema!

Doação 

Uma alternativa é fazer doação em vida. A pessoa interessada pode fazer doações dos seus bens em vida para os herdeiros, como uma estratégia de organizar o seu planejamento. 

O interessante é que o doador pode continuar usufruindo dos seus bens até a sua morte. E para utilizar o bem, o beneficiário também precisa consultar o doador, caso esteja vivo. Para isso, a doação é repassada com reserva de usufruto. 

As doações podem ser repassadas sem custo, desde que seja respeitada a máxima anual definida pelo estado. 

Holding familiar

A Holding familiar é uma outra forma de facilitar os processos de transferência e tributação. Para isso, o interessado abre uma holding, ou seja, uma empresa que vai reter o patrimônio da família, e os sócios são os herdeiros. 

Decidi fazer meu planejamento, e agora?

Escolher fazer o planejamento sucessório é, com certeza, uma forma de cuidar de tudo o que foi conquistado por você e é tão importante porque evita muitas burocracias desnecessárias que podem prejudicar o seu patrimônio.

Como destacamos acima, existem diversas intercorrências quando todas essas questões não são organizadas em vida. 

Envolve dor de cabeça dos familiares e possíveis desavenças; custos altos que são retirados do próprio patrimônio e o tempo de liberação dos bens que pode, inclusive, deprecia-los. 

Ao tomar a decisão de fazer o seu planejamento sucessório, é preciso ter em mente que é essencial ter o auxílio de profissionais que entendam do assunto, como o planejador financeiro. Afinal, estamos falando de uma decisão muito importante e que envolve a qualidade de vida de todos. 

Esse profissional vai alinhar com você quais são os principais objetivos para poder entender qual será a estratégia e os instrumentos ideais para organizar o seu patrimônio e aproveitá-lo da melhor forma.

Ficou com dúvidas? Clique aqui para conversar. 

Consegui organizar minhas finanças, por onde começo a investir?

Investir não é uma tarefa tão complexa como muitas pessoas imaginam, no entanto, requer atenção, afinal, se feito de forma errada você pode sofrer prejuízos. Uma das primeiras coisas que alguém que deseja começar a investir precisa fazer é organizar suas finanças, ou seja, fazer um planejamento financeiro. 

É a partir daí que você vai: definir os seus objetivos financeiros, conhecer o seu perfil de investidor, montar uma reserva de emergência, escolher uma corretora de valores e estudar sobre os investimentos.

Entenda melhor cada um desses processos:

Objetivos financeiros

Um objetivo financeiro é aquilo que você deseja alcançar financeiramente, seja no curto prazo (até 2 anos), médio prazo (2 a 5 anos) ou longo prazo (acima de 5 anos). 

Eles são fundamentais na sua jornada como investidor, pois te guiam em suas escolhas de investimentos. Afinal, quando você sabe onde quer chegar, fica mais fácil pensar em estratégias.

Perfil de investidor

Também conhecido como suitability, o perfil de investidor é uma análise que identifica quais são as suas características e tolerância a riscos quando o assunto é investimento, classificando você entre alguns perfis de investidor.

Para ter acesso ao seu perfil, tudo que você precisa fazer é responder perguntas, como: período em que você deseja manter os seus aportes, idade, situação financeira, conhecimento de mercado e objetivos.

O questionário que irá traçar seu perfil serve como uma importante ferramenta para te guiar na hora de investir, deixando mais fácil saber quais modalidades de investimentos se encaixam melhor no que você busca.

Por conta disso, é importante ser o mais fiel possível com as informações na hora de responder as perguntas, pois elas te ajudarão a fazer boas escolhas na hora de aplicar o seu dinheiro.

Há diferentes perfis de investidor no mercado, os três mais comuns utilizados pela grande maioria das corretoras de valores são: conservador, moderado e arrojado.

Conservador – segurança é o mais importante, se propõe a assumir menores riscos e por consequência um menor retorno;

Moderado – segurança é importante, porém o investidor aceita certo risco para buscar um maior retorno;

Arrojado – o investidor já tem um maior conhecimento de mercado, a tolerância a risco é alta para conseguir um maior retorno.

Reserva de emergência

Construir uma reserva financeira é fundamental para quem investe. Isso porque ela é essencial e existem investimentos seguros e com facilidade de resgate para fazermos aplicações com esse objetivo.

De forma simples, essa reserva poderá te ajudar a superar obstáculos financeiros que surgem e não estão inclusos no seu orçamento, como imprevistos. O mais correto é que você guarde, pelo menos, o equivalente a 6 vezes os seus gastos mensais.

Corretora de valores

Uma corretora de valores é uma instituição financeira responsável por fazer a intermediação entre você e as aplicações financeiras. Sendo assim, é importante ter atenção quanto à escolha da sua corretora.

É preciso conferir as taxas, o portfólio de ativos, selos e certificações, atendimento e plataforma para avaliar qual atende melhor às suas necessidades. Além disso, é fundamental verificar se a mesma é autorizada a atuar no mercado financeiro.

Estudo dos investimentos

O conhecimento sobre investimentos te abre portas para a independência financeira. Sabendo disso, é importante que você estude mais sobre como funciona o mercado, os tipos de ativos e como tomar decisões inteligentes com base em seus objetivos.

Atualmente, temos ricas fontes de informação, como livros, blogs, redes sociais, aplicativos, podcasts e muito mais. O importante é encontrar aquela que mais te agrada para continuar aprendendo a cada dia sobre essa área.

Venha para a Blue3 e dê o primeiro passo na construção do seu legado financeiro.

Por que os Fundos Imobiliários interessam os investidores?

O que são os Fundos Imobiliários e por que essa modalidade de investimentos têm chamado a atenção? Por que ficaram tão populares? 

Um relatório divulgado pela B3 (Bolsa de Valores brasileira) no ano passado, constatou que o número de pessoas físicas investindo em Fundos Imobiliários cresceu cinco vezes nos últimos três anos. 

No entanto, recentemente, os Fiis se tornaram o centro de uma polêmica que envolvia a tributação do Imposto de Renda. Provavelmente, você deve ter visto muitos comentários sobre esse assunto na internet e/ou nos jornais. 

E, por esse motivo, muitos investidores perderam o interesse pelo investimento. Mas, como esses fundos realmente funcionam? E será que valem a pena? 

Neste artigo, nós vamos explicar tudo sobre o tema. 

O que são os Fundos de Investimentos Imobiliários (Fiis)?

Você deve se lembrar ou, se não lembra, deve ter ouvido algum familiar contar que antigamente – mas não há muito tempo atrás – ter um imóvel físico era sinônimo de investimento. 

Como funcionava? Você comprava um imóvel na planta, a fim de investir naquele negócio, e depois de alguns anos o lucro vinha dos aluguéis ou até mesmo da valorização do metro quadrado daquele imóvel.

Entretanto, hoje os tempos são outros, e o cenário econômico do país também. Por esse motivo, esse tipo de negócio deixou de ser tão atrativo quanto era antes. 

Além do mais, muitas vezes, a burocracia envolvendo os cuidados com o imóvel e o prejuízo quando o mesmo fica desalugado, fez muitas pessoas repensarem a vantagem do negócio. 

E o que isso tem a ver com os Fundos Imobiliários? Bem, isso é o que vamos te explicar agora.

Sabe quando uma pessoa compra um imóvel para receber o aluguel, como forma de investimento? É basicamente essa a função dos Fundos Imobiliários, em uma explicação mais geral, é claro. 

Mas, realmente, é uma forma mais “simplificada” de se tornar proprietário ou proprietária de um imóvel, seja comercial ou residencial. A diferença é que preocupações com reforma do espaço, burocracia de financiamento ou prejuízo por falta de locatário, não existem. 

Isso quer dizer que você compra um imóvel, sem a necessidade de ser da forma tradicional, e também, sem precisar dispor de 200, 300, 500 mil reais, porque você pode investir a partir de 100 reais. E com uma das características consideradas mais relevantes: a facilidade para vender ou se desfazer caso não queira mais. 

Antes de você saber quais são os tipos e como esses investimentos funcionam na prática, vamos te explicar o que são os Fundos de Investimentos. 

Fundos de Investimentos 

Os Fundos de Investimentos funcionam assim: um grupo de investidores que tem o interesse de investir no mesmo ativo, nesse caso, os imobiliários, se reúnem em uma espécie de condomínio. Cada um compra uma “cota” do fundo e recebe proporcional ao valor investido. 

A diferença de investir em Fundos é que a administração e a alocação desses aportes é feita por um gestor responsável. E é esse gestor que vai decidir onde colocar os ativos da carteira, e se é necessário fazer aquisições ou vendas, tudo isso para acompanhar os interesses dos investidores. 

É importante dizer que os Fundos de Investimento e as atividades desta modalidade de investimento são regulamentadas e fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). 

Esses investimentos, em sua maioria, são da classe da Renda Variável e a negociação é feita por meio da Bolsa de Valores brasileira, a B3. Vale lembrar também que geralmente existe a taxa de administração, ou seja, a taxa paga ao gestor responsável pelo fundo. 

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Quais são os tipos de Fundo Imobiliário?

Existem diversas opções de Fundos Imobiliários para investir, neste tópico vamos te explicar como são classificados. É claro que, a estratégia de investimentos, o perfil do investidor e o cenário macroeconômico serão parâmetros imprescindíveis para definir qual será a opção mais adequada. 

Abaixo, vamos falar sobre algumas dessas alternativas de investimento. 

Fundos de tijolos

Os Fundos de Tijolos são os investimentos em imóveis físicos, ou seja, que já foram construídos. 

E nesse tipo, os investidores podem optar por fazer a aplicação em diferentes regiões ou imóveis, que podem ser: shoppings, hotéis, escolas, hospitais, instituições bancárias e, em alguns casos menos comuns, residenciais. 

O objetivo é receber o aluguel em forma de dividendos, distribuídos entre os investidores do Fundo. O destaque é a qualidade do imóvel e da localização, que são vendidos por frações e valores comuns e mais acessíveis. 

É um investimento interessante para aqueles que buscam renda constante – recebimento de aluguel – e benefícios como reajuste dos aluguéis. Além disso, é uma opção a ser considerada por quem ainda não se expõe diretamente a ativos de renda variável, como às ações.

Fundos de papéis

Diferente dos Fundos de tijolos, os Fundos de papéis não vendem o “imóvel”, mas sim títulos atrelados ao setor imobiliário.Por meio desses fundos, você pode investir em títulos como:

– Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

– Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)

– Letras hipotecárias (LH) 

– Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC)

Esse é um investimento de Renda Fixa que proporciona liquidez e oportunidade de diversificação na carteira de investimentos. 

Fundos híbridos

No caso dos Fundos híbridos há uma mescla dos tipos de investimentos. Pois eles podem conter tanto imóveis físicos quanto títulos do setor imobiliário. 

Fundos de Fundos (FoFs)


Fundos de Fundos Imobiliários. Já ouviu falar? Essa é uma outra possibilidade dentro desse mercado. 

Basicamente, é o investimento indireto em cotas de outros fundos. E esses fundos também possuem um gestor responsável por alocar as cotas da melhor forma, de acordo com a estratégia. 

IFIX

Para encerrar esse tópico, é importante dizer que todos esses fundos, assim como de outros segmentos, possuem um índice de referência, que busca representar o desempenho dos principais Fundos Imobiliários. Esse índice é conhecido como IFIX. 

Seu objetivo é apresentar a variação de preços desses fundos e o retorno total na Bolsa de Valores. 

Imposto de Renda 

Por fim, chegamos ao tópico que protagonizou polêmicas no primeiro semestre de 2021, a Tributação dos Fiis. Para contextualizar, houveram rumores de que os Fundos Imobiliários teriam, como os outros investimentos, incidência de Imposto de Renda. 

O mercado balançou e muitos investidores venderam os seus Fundos, seguindo o conhecido “efeito manada”. Mas, na realidade, os rumores não foram confirmados. 

Se você quiser saber mais sobre esse assunto, leia este artigo. 

Isso faz com que os Fundos Imobiliários, os Fiis, sigam sem tributação. Entretanto, existem algumas regras, veja a seguir: 

A distribuição dos rendimentos para pessoas físicas possui isenção, desde que as cotas sejam negociadas na Bolsa de Valores ou no mercado de balcão; o investidor tenha menos de 10% das cotas do fundo; quando o fundo tiver, no mínimo, 50 cotistas. 

Agora, vamos supor que o investidor tenha ganhos por meio da valorização das cotas. Neste caso, no momento da venda, é preciso pagar o Imposto de Renda. A alíquota é de 20%. 

Vale a pena investir? 

Os Fundos Imobiliários (Fiis) apresentam características que costumam agradar os investidores, entre elas: a possibilidade de diversificação da carteira; liquidez; renda passiva e isenção de Imposto de Renda. 

Porém, o que vai dizer se esse é  um investimento que vai valer a pena para você é todo um estudo feito antes da tomada de decisão. Em conversa com o seu assessor de investimentos, você vai poder alinhar as suas expectativas e objetivos com o investimento. 

Além do mais, os cenários macro e micro da economia também influenciam. Como por exemplo, no caso da polêmica do I.R em que houve um balanço do mercado, muitos investidores venderam seus fundos de maneira equivocada. 

Mas, o balanço dos ativos nem sempre significa uma sentença de venda. Por isso, antes de tomar uma decisão de compra, e até mesmo de venda mais para frente, você precisa estar alinhado com quem tem conhecimento aprofundado do mercado. 

E é exatamente o conjunto de fatores que envolvem o seu perfil de investidor e o suporte de quem entende de investimentos, que será o diferencial para atender, de fato, as suas expectativas. 

O que todo investidor deve saber sobre as Commodities?

Frequentemente ouvimos, em jornais ou em análises econômicas, falarem sobre as commodities e a sua influência no mercado nacional e internacional.

Inclusive, falando em influência, o Brasil é referência quando o assunto é agronegócio e somos um dos maiores produtores de commodities do mundo. 

Um estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) constatou que o Brasil é o 4º maior produtor mundial de grãos – arroz, cevada, soja, milho e trigo – ficando atrás somente da China, dos Estados Unidos e da Índia.

As commodities são referência de influência nos preços do mercado, como também são negociadas diretamente na Bolsa de Valores como em contratos futuros, por exemplo. 

Por isso, nesse artigo vamos explicar exatamente o que são e como se comportam dentro de todo o cenário econômico e mercado financeiro

Em primeiro lugar, o que são commodities?

A tradução livre da palavra commodity (singular) significa “mercadoria”, mas nesse caso, sua definição é um pouco mais específica. 

As commodities são matérias-primas naturais comercializadas em sua forma mais bruta, com baixo grau de transformação e industrialização. Por exemplo: soja, milho, café, petróleo, ouro, trigo, entre outros. 

Essas matérias-primas são consideradas como bens de consumo mundial, possibilitando o desenvolvimento de diversos outros produtos. 

Uma característica interessante das commodities, em geral, e que auxilia na sua identificação, é o fato de serem produzidas em larga escala e sem variações, ou seja, não apresentam diferença independente de onde e por quem tenham sido produzidas. Além disso, podem ser estocadas sem que percam sua qualidade.

Isso justifica o fato de que o seu valor depende diretamente da demanda. Seguindo, então, a lei da oferta e da procura do mercado. Um exemplo prático disso é o ouro. 

Ouro é ouro em qualquer lugar do mundo, certo? Independente do seu processo de produção, o seu estado bruto não tem alteração. 

E da mesma forma, o valor dele oscila de acordo com a procura. Quando a procura está alta, o ouro sobe, e quando está baixa, consequentemente o valor cai também. 

Como as commodities são classificadas?

  • Agrícolas 
  • Químicas
  • Minerais
  • Financeiras
  • Ambientais 
  • Energéticas 

Por terem essas características, possuem alta importância em nível mundial, principalmente pelo fato da comercialização, que é feita entre os países. 

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Como as commodities impactam o mercado?

Para começar, podemos relacionar as commodities com o processo de colonização que acontecia antigamente, em que as matérias-primas eram extraídas para o benefício dos colonizadores. 

Ao decorrer da história, com a evolução do comércio e da economia global, as commodities se tornaram (como citamos acima) bens de consumo mundial e são comercializadas internacionalmente por meio da Bolsa de Valores. 

E exatamente por isso, o movimento econômico acaba se conectando de alguma forma. Assim, podemos entender que todos os países do mundo precisam de matéria-prima para desenvolver seus produtos. Logo, os países que são “ricos” de produção, se beneficiam com a prática da exportação. 

No caso do Brasil, mais especificamente, as produções são comercializadas internamente e também no exterior, geralmente para países mais desenvolvidos. As commodities representam mais de 60% das exportações feitas por nosso país.  

Inclusive, um relatório da XP Investimentos de junho deste ano, constatou que o PIB brasileiro é fortemente correlacionado com o ciclo de commodities, e os profissionais da empresa ainda afirmaram que “não há Brasil sem commodities”.

Superciclo das commodities

As commodities na economia são marcadas por momentos de hiperciclo. E o que isso significa? Os hiperciclos são alternâncias que acontecem na economia entre períodos fortes e de crescimento, podendo haver depois, períodos de baixa e de recessão econômica.

O último superciclo das commodities foi há quase uma década, mais especificamente entre os anos de 2002 e 2008. Naquela época, foi resultado da combinação de diversos fatores, como a expansão na demanda global derivada do intenso processo de urbanização e de crescimento na renda em países emergentes, principalmente a China.

Em 2020, vimos a economia global ser fortemente impactada pela crise do novo coronavírus. No entanto, os analistas do mercado já estão apontando para um superciclo se iniciando novamente com a retomada econômica, impulsionado pela demanda vinda da China e dos EUA. 

Isso é um sinal de que, com o fortalecimento da atividade econômica nos países desenvolvidos, a demanda deve continuar crescendo no Brasil. Outro ponto forte desse fenômeno é a influência na cotação da moeda. 

Se temos dólar entrando no país, pela lei da oferta e procura, ele acaba se desvalorizando um pouco mais frente ao real. Por outro lado, como não há possibilidade da oferta também crescer na mesma velocidade, os preços acabam subindo

Quando o cenário está otimista para as commodities, vemos muitos investidores interessados em investir nessa categoria. Você sabe como investir?

Vamos seguir, então, para o próximo tópico. 

Como investir em commodities?

Quando o preço das commodities sobem, torna-se cada vez maior o número de investidores interessados em investir nessa categoria. Principalmente, aqueles que desejam fazer hedge, ou seja, proteger a carteira de investimentos da inflação ou como reserva de valor no caso do investimento em ouro ou prata.

Confira as principais opções de investimentos desta área: 

Investir em ações de empresas de commodities 

Nessa opção, o investidor investe de forma indireta, ou seja, compra papéis na Bolsa de empresas que são do segmento das commodities (como a Vale S.A, por exemplo, que é exportadora de minério de ferro). 

A Bolsa de Valores brasileira, a B3, tem bastante opções nesse sentido com ações de empresas expostas a commodities. Nesse caso, o investimento é feito como em qualquer ação.

Leia mais sobre o mercado de ações aqui.

Contrato futuro e de opções

O mercado futuro é um espaço na Bolsa de Valores em que ocorrem as negociações de contratos de derivativos de commodities, índices, taxas de juros ou moedas, com o vencimento em uma data futura.  

Mas, existe uma regra que precisa ser cumprida: o produto especificado no contrato precisa ter o mesmo padrão, condições e características para que seja negociado entre os investidores. 

Assim como em muitas outras operações, o preço de cada contrato varia de acordo com a lei de oferta e demanda. A compra do contrato garante ao investidor o direito em cima das oscilações que ocorrem sobre o ativo. 

É importante destacar que essas oscilações acontecem todos os dias e em “real time”, então caso haja uma valorização do ativo, o valor é acrescentado a sua conta e caso haja uma desvalorização, é descontado. 

E os resultados vêm de oscilações negativas ou positivas da cotação do contrato, tudo depende do polo de movimentação que você estiver operando, podendo ser na compra de um ativo para ganhar na valorização da venda, ou na venda para comprar a um preço menor depois. 

Contrato de opções 

Já as opções, por sua vez, dão o direito de comprar ou vender o ativo, mas não obrigação de exercer o contrato, e o investidor paga por este direito. Isso significa que o titular do contrato de opções pode optar por exercê-lo ou não. 

Já a contra parte, ou seja, quem vendeu o direito, de compra ou venda, terá a obrigação de honrar o contrato e, logicamente, recebe por assumir este risco. 

Para comprar uma opção, o investidor precisa pagar antecipadamente um prêmio, que reflete uma certa quantidade do ativo em questão, geralmente uma porcentagem do valor do valor do ativo de referência conforme a validade e a condição de exercício do contrato. 

Em outras palavras, o prêmio é a taxa pela qual o ativo pode ser comprado ou vendido até a data de vencimento.

Existem dois tipos de contratos de opções: de compra e de venda. As opções de compra representam uma oferta para comprar um ativo. Enquanto as opções de venda representam uma oferta para vender um ativo.

Quais são os riscos e quem geralmente opera nesse mercado?

Existem dois tipos de investidores, os especuladores e os hedgers. Os especuladores são a maioria no mercado. Eles estão interessados em ganho de capital com as variações de preço e possuem um papel fundamental para dar liquidez aos contratos. 

É por meio deles que os produtores conseguem se proteger das oscilações de preços.  Os produtores, então, são os hedgers, diretamente ligados ao mercado físico.  

Eles usam o mercado financeiro como uma ferramenta de proteção contra uma eventual baixa de preços, comprando contratos futuros.

No entanto, é um investimento de alto risco, especialmente por permitir alavancagens, por isso, é mais indicado aos investidores de perfil arrojado e experientes.

Para investir em commodities, conte com o auxílio de profissionais do mercado. Dessa forma, você estará assistido por quem estuda diariamente os cenários e os ativos. 

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