O que todo investidor deve saber sobre as Commodities?

Frequentemente ouvimos, em jornais ou em análises econômicas, falarem sobre as commodities e a sua influência no mercado nacional e internacional.

Inclusive, falando em influência, o Brasil é referência quando o assunto é agronegócio e somos um dos maiores produtores de commodities do mundo. 

Um estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) constatou que o Brasil é o 4º maior produtor mundial de grãos – arroz, cevada, soja, milho e trigo – ficando atrás somente da China, dos Estados Unidos e da Índia.

As commodities são referência de influência nos preços do mercado, como também são negociadas diretamente na Bolsa de Valores como em contratos futuros, por exemplo. 

Por isso, nesse artigo vamos explicar exatamente o que são e como se comportam dentro de todo o cenário econômico e mercado financeiro

Em primeiro lugar, o que são commodities?

A tradução livre da palavra commodity (singular) significa “mercadoria”, mas nesse caso, sua definição é um pouco mais específica. 

As commodities são matérias-primas naturais comercializadas em sua forma mais bruta, com baixo grau de transformação e industrialização. Por exemplo: soja, milho, café, petróleo, ouro, trigo, entre outros. 

Essas matérias-primas são consideradas como bens de consumo mundial, possibilitando o desenvolvimento de diversos outros produtos. 

Uma característica interessante das commodities, em geral, e que auxilia na sua identificação, é o fato de serem produzidas em larga escala e sem variações, ou seja, não apresentam diferença independente de onde e por quem tenham sido produzidas. Além disso, podem ser estocadas sem que percam sua qualidade.

Isso justifica o fato de que o seu valor depende diretamente da demanda. Seguindo, então, a lei da oferta e da procura do mercado. Um exemplo prático disso é o ouro. 

Ouro é ouro em qualquer lugar do mundo, certo? Independente do seu processo de produção, o seu estado bruto não tem alteração. 

E da mesma forma, o valor dele oscila de acordo com a procura. Quando a procura está alta, o ouro sobe, e quando está baixa, consequentemente o valor cai também. 

Como as commodities são classificadas?

  • Agrícolas 
  • Químicas
  • Minerais
  • Financeiras
  • Ambientais 
  • Energéticas 

Por terem essas características, possuem alta importância em nível mundial, principalmente pelo fato da comercialização, que é feita entre os países. 

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Como as commodities impactam o mercado?

Para começar, podemos relacionar as commodities com o processo de colonização que acontecia antigamente, em que as matérias-primas eram extraídas para o benefício dos colonizadores. 

Ao decorrer da história, com a evolução do comércio e da economia global, as commodities se tornaram (como citamos acima) bens de consumo mundial e são comercializadas internacionalmente por meio da Bolsa de Valores. 

E exatamente por isso, o movimento econômico acaba se conectando de alguma forma. Assim, podemos entender que todos os países do mundo precisam de matéria-prima para desenvolver seus produtos. Logo, os países que são “ricos” de produção, se beneficiam com a prática da exportação. 

No caso do Brasil, mais especificamente, as produções são comercializadas internamente e também no exterior, geralmente para países mais desenvolvidos. As commodities representam mais de 60% das exportações feitas por nosso país.  

Inclusive, um relatório da XP Investimentos de junho deste ano, constatou que o PIB brasileiro é fortemente correlacionado com o ciclo de commodities, e os profissionais da empresa ainda afirmaram que “não há Brasil sem commodities”.

Superciclo das commodities

As commodities na economia são marcadas por momentos de hiperciclo. E o que isso significa? Os hiperciclos são alternâncias que acontecem na economia entre períodos fortes e de crescimento, podendo haver depois, períodos de baixa e de recessão econômica.

O último superciclo das commodities foi há quase uma década, mais especificamente entre os anos de 2002 e 2008. Naquela época, foi resultado da combinação de diversos fatores, como a expansão na demanda global derivada do intenso processo de urbanização e de crescimento na renda em países emergentes, principalmente a China.

Em 2020, vimos a economia global ser fortemente impactada pela crise do novo coronavírus. No entanto, os analistas do mercado já estão apontando para um superciclo se iniciando novamente com a retomada econômica, impulsionado pela demanda vinda da China e dos EUA. 

Isso é um sinal de que, com o fortalecimento da atividade econômica nos países desenvolvidos, a demanda deve continuar crescendo no Brasil. Outro ponto forte desse fenômeno é a influência na cotação da moeda. 

Se temos dólar entrando no país, pela lei da oferta e procura, ele acaba se desvalorizando um pouco mais frente ao real. Por outro lado, como não há possibilidade da oferta também crescer na mesma velocidade, os preços acabam subindo

Quando o cenário está otimista para as commodities, vemos muitos investidores interessados em investir nessa categoria. Você sabe como investir?

Vamos seguir, então, para o próximo tópico. 

Como investir em commodities?

Quando o preço das commodities sobem, torna-se cada vez maior o número de investidores interessados em investir nessa categoria. Principalmente, aqueles que desejam fazer hedge, ou seja, proteger a carteira de investimentos da inflação ou como reserva de valor no caso do investimento em ouro ou prata.

Confira as principais opções de investimentos desta área: 

Investir em ações de empresas de commodities 

Nessa opção, o investidor investe de forma indireta, ou seja, compra papéis na Bolsa de empresas que são do segmento das commodities (como a Vale S.A, por exemplo, que é exportadora de minério de ferro). 

A Bolsa de Valores brasileira, a B3, tem bastante opções nesse sentido com ações de empresas expostas a commodities. Nesse caso, o investimento é feito como em qualquer ação.

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Contrato futuro e de opções

O mercado futuro é um espaço na Bolsa de Valores em que ocorrem as negociações de contratos de derivativos de commodities, índices, taxas de juros ou moedas, com o vencimento em uma data futura.  

Mas, existe uma regra que precisa ser cumprida: o produto especificado no contrato precisa ter o mesmo padrão, condições e características para que seja negociado entre os investidores. 

Assim como em muitas outras operações, o preço de cada contrato varia de acordo com a lei de oferta e demanda. A compra do contrato garante ao investidor o direito em cima das oscilações que ocorrem sobre o ativo. 

É importante destacar que essas oscilações acontecem todos os dias e em “real time”, então caso haja uma valorização do ativo, o valor é acrescentado a sua conta e caso haja uma desvalorização, é descontado. 

E os resultados vêm de oscilações negativas ou positivas da cotação do contrato, tudo depende do polo de movimentação que você estiver operando, podendo ser na compra de um ativo para ganhar na valorização da venda, ou na venda para comprar a um preço menor depois. 

Contrato de opções 

Já as opções, por sua vez, dão o direito de comprar ou vender o ativo, mas não obrigação de exercer o contrato, e o investidor paga por este direito. Isso significa que o titular do contrato de opções pode optar por exercê-lo ou não. 

Já a contra parte, ou seja, quem vendeu o direito, de compra ou venda, terá a obrigação de honrar o contrato e, logicamente, recebe por assumir este risco. 

Para comprar uma opção, o investidor precisa pagar antecipadamente um prêmio, que reflete uma certa quantidade do ativo em questão, geralmente uma porcentagem do valor do valor do ativo de referência conforme a validade e a condição de exercício do contrato. 

Em outras palavras, o prêmio é a taxa pela qual o ativo pode ser comprado ou vendido até a data de vencimento.

Existem dois tipos de contratos de opções: de compra e de venda. As opções de compra representam uma oferta para comprar um ativo. Enquanto as opções de venda representam uma oferta para vender um ativo.

Quais são os riscos e quem geralmente opera nesse mercado?

Existem dois tipos de investidores, os especuladores e os hedgers. Os especuladores são a maioria no mercado. Eles estão interessados em ganho de capital com as variações de preço e possuem um papel fundamental para dar liquidez aos contratos. 

É por meio deles que os produtores conseguem se proteger das oscilações de preços.  Os produtores, então, são os hedgers, diretamente ligados ao mercado físico.  

Eles usam o mercado financeiro como uma ferramenta de proteção contra uma eventual baixa de preços, comprando contratos futuros.

No entanto, é um investimento de alto risco, especialmente por permitir alavancagens, por isso, é mais indicado aos investidores de perfil arrojado e experientes.

Para investir em commodities, conte com o auxílio de profissionais do mercado. Dessa forma, você estará assistido por quem estuda diariamente os cenários e os ativos. 

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Commodities: a peça-chave do mercado financeiro brasileiro

Muito tem se falado sobre commodities nas últimas semanas devido aos recordes nas cotações desses produtos. Toda essa popularidade se justifica pelo fato delas serem mercadorias fundamentais aos países (principalmente os emergentes) e pelo seu preço impactar diretamente a economia e a Bolsa de Valores brasileira.

Mas afinal, o que são commodities?

O que são commodities?

A palavra significa ‘mercadoria’, em uma tradução livre do inglês. No mercado financeiro, ela é utilizada para caracterizar produtos de matéria-prima que possuem algumas características, entre elas:

  • Produção em larga escala;
  • Passível de estocagem sem perda de qualidade;
  • Pouco industrializados;
  • Possuem padrões de qualidade e produção.

Por serem produtos comercializados mundialmente e com um volume muito grande, quando seus preços oscilam o mercado financeiro mundial sofre seus impactos, e alguns países sentem mais essas variações do que outros.

Um bom exemplo foi a alta do Bovespa na última semana (21/05), puxada pelo aumento nos preços das commodities, que se contrapôs às quedas de bolsas ao redor do mundo.

Grupos de commodities

As commodities englobam vários produtos, e por isso elas são divididas em quatro grandes grupos: as agrícolas, minerais, ambientais e financeiras.

O Brasil é uma superpotência quando o assunto é produção de alimentos, nossos principais produtos são as commodities agrícolas como soja, milho, café, açúcar, cacau e laranja. Além disso, somos destaque na produção de petróleo, minério de ferro e boi gordo.

Esses produtos correspondem a mais da metade das exportações do país, e não é difícil enxergar a relação entre eles e a bolsa brasileira.

As commodities na Bolsa de Valores brasileira

Na carteira teórica que compõe o índice Bovespa, cerca de um terço das empresas listadas tem relação direta com commodities, sendo Petrobras, Vale, JBS e Suzano as quatro maiores companhias relacionadas. Quando comparamos índices de commodities como o CRB (Core Commodity Index) com BOVA11 graficamente, percebemos a forte relação entre esses dois índices.

Fonte: tradingeconomics

O momento atual de retomada da economia de países como China, EUA e Índia e o crescimento do PIB global, impulsionam as commodities e seguindo essa onda, o mercado começa a migrar as ações de crescimento (como empresas de tecnologia) para empresas de valor (como bancos e commodities).

Bancos como o Bank of America, o Goldman Sachs e o UBS projetam alto crescimento para os próximos seis meses, ou seja, apesar de já termos visto uma grande alta do setor, ainda há espaço para avanço.

Estes são apenas alguns dos sinais de que este segmento apresenta boas oportunidades para o Brasil e claro, para os investidores.

Como está a exposição da sua carteira às commodities?

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Fontes: infomoney, nubank, rico, veja