CDB e CDI: entenda as diferenças e saiba como investir

Se você pesquisa sobre investimentos em renda fixa, se é um investidor mais conservador, ou se está dando seus primeiros passos por esse mercado, certamente já ouviu falar em CDB e CDI. 

E sim, os termos são parecidos e por muitas vezes confundidos, mas as definições e os seus fins são distintos. 

Neste artigo você vai entender como funcionam, quais são as diferenças e como investir.

O que é CDI?

O CDI é o Certificado de Depósito Interbancário e atua como um indexador de referência do mercado, sendo uma das principais taxas usadas na renda fixa. 

Para contextualizar, vamos te explicar a origem do CDI. Fundamentalmente, o CDI é uma ferramenta das instituições financeiras para captar recursos, por isso o nome “Depósito Interbancário”. 

Ou seja, para encerrar o dia com saldo positivo – exigência do Banco Central a todas instituições financeiras – os bancos buscam um empréstimo com outras instituições e a taxa base para definir o juros desse empréstimo entre os bancos é o CDI. 

Esse empréstimo não é disponibilizado para pessoas físicas, mas o CDI acabou se tornando uma taxa reguladora do mercado financeiro. Pois, todas as operações realizadas pelos bancos por meio do CDI são registradas na Bolsa brasileira, que calcula a taxa média praticada. 

Assim, a taxa é divulgada diariamente como referência para a rentabilidade dos investimentos. Por isso, você costuma ouvir que determinado título do CDB está rendendo 100% do CDI. 

Muito além disso, o indexador também serve para avaliar se aquele investimento está dando um bom retorno ou não. Não perca tempo, clique aqui e invista agora! 

Fundos DI

Neste artigo, também é válido explicar brevemente o que são os Fundos DI, porque seu nome acaba sendo confundido diversas vezes com o CDI em questão. 

Fundos DI é um fundo de investimentos que está atrelado à taxa CDI. Também fazem parte da renda fixa e envolvem carteiras com, pelo menos, 80% aplicado em ativos que sejam vinculados a essa taxa de juros. 

Esses fundos são administrados por gestoras responsáveis. Procure um assessor Blue3 e comece a investir em Fundos DI!

O que é CDB?

Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um dos investimentos mais comuns da renda fixa. Por ser dessa classe, é considerado de menos risco e sua segurança pode ser comparada com a da poupança, mas com rentabilidade maior que já começa a contar desde o dia da aplicação. 

Além disso,o CDB também é um investimento assegurado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), até o montante máximo de 250 mil reais por instituição financeira/conglomerado financeiro ou CPF/CNPJ.

Assim como na poupança, ao adquirir um CDB, o investidor está emprestando o seu dinheiro para o banco que, por sua vez, irá utilizá-lo para realizar suas atividades bancárias, como emprestar para seus clientes, por exemplo. Em troca, o investidor recebe os juros sobre o investimento. 

Vale um adendo: ao usar o investimento para realizar operações de crédito com os clientes, o banco ganha no famoso “spread” que é a diferença entre os juros que serão devolvidos para você e o que é cobrado do cliente pelo empréstimo.


Porém, quando falamos em CDB, não estamos falando de um único tipo. Existem três tipos no mercado: o prefixado, pós-fixado e o híbrido. 

E mais, o CDB pode ter tanto a opção de liquidez diária, como a opção de resgatar apenas no vencimento. 

CDB prefixado 

Os títulos prefixados possibilitam que o investidor saiba qual será o rendimento total da aplicação até o dia do vencimento. Ou seja, ao adquirir o título, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que vai receber no final. Por exemplo: 7% ao ano. 

CDB pós-fixado 

Os títulos pós-fixados, são atrelados a indexadores (geralmente CDI). Assim, os rendimentos são diários e variam conforme as oscilações do indexador do título. 

Por esse motivo, o investidor só consegue ter uma previsão dos rendimentos e só saberá de fato o valor que vai receber no dia que for realizar o resgate. Mesmo com as oscilações, não significa que há o risco de perder o dinheiro. Apenas que, o rendimento será o mesmo do indexador naquele dia. 

O CDB pós-fixado pode ser considerado mais defensivo e se encaixa em diversos cenários econômicos. Comece a investir em CDB, fale com um assessor Blue3 agora!

CDB híbrido 

O CDB híbrido é um misto de pós-fixado com prefixado. Isso quer dizer que esse título oferece uma parte pós-fixada, atrelada à variação da inflação (IPCA ou IGP-M) e outra parte prefixada, que é o valor fixo do rendimento ao ano. 

Veja também o artigo “Como investir em Renda Fixa de forma inteligente.” ou clique aqui e comece a investir agora.

Imposto de Renda

Os CDBs têm Imposto de Renda sobre o rendimento (lucro) via tabela regressiva podendo ser entre 22,5% e 15%. O que isso quer dizer? Quanto maior o período em que o dinheiro ficar investido, menor será a alíquota incidente. 

A primeira faixa de tributação é de 22,5% e é válida se o investimento tiver um período menor ou igual a 180 dias. De 181 a 360 dias, a alíquota é de 20%. Caso o investimento

tenha entre 361 a 720 dias, a alíquota será de 17,5%. Por fim, para investimentos acima de 720 dias, a alíquota é de 15%.

Para calcular o seu Imposto de Renda com mais eficiência e tranquilidade, conte com a Contabilidade da Bolsa.

Vale a pena? Como investir em CDB?

Assim como qualquer outro investimento, é preciso ponderar e analisar todo o cenário, principalmente da taxa de juros, para entender se está valendo a pena no momento ou não. Bem como, entender sobre a sua carteira e perfil de investidor.

Mesmo assim, é possível pontuar algumas características do CDB: 

  • É um investimento de baixo risco, assegurado pela FGC.
  • Tem a possibilidade de liquidez diária
  • É possível controlar o poder de compra, já que existe a previsibilidade dos rendimentos.
  • Amplas opções de títulos no mercado (oferecidos por instituições de pequeno a grande porte). 

Para investir é preciso avaliar em qual instituição (de confiança!) você tem interesse em abrir uma conta e quais os títulos do CDB que mais fazem sentido com os seus objetivos para esse investimento. É importante ressaltar que o valor mínimo para investir no CDB vai depender de cada título.

Além disso, é muito importante ter ao lado um profissional para te auxiliar e evitar que você tome decisões equivocadas ou perca tempo com escolhas que não são boas para você. 

E é claro, se tiver alguma dúvida sobre CDB e CDI, clique aqui e fale diretamente com um assessor Blue3. 

Alta da Selic: como preparar seus investimentos para esse cenário?

A taxa Selic é um dos principais indexadores da economia brasileira e é ela que direciona os demais indicadores do mercado, considerada uma das maiores ferramentas do Banco Central para o controle da inflação. Atualmente, vivemos um movimento de alta de juros, por isso é importante nos atentarmos a ela e mais ainda: como preparar nossos investimentos diante desse cenário? 

O que é a taxa Selic? 

Para isso, primeiramente vamos relembrar os conceitos básicos. A taxa Selic é a taxa de juros básica da economia e é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, um programa virtual onde, diariamente, instituições financeiras compram e vendem títulos do Tesouro Nacional. Ela também está diretamente ligada aos juros dos títulos públicos que o governo oferece neste sistema. 

Mas o que a alta da Selic significa na prática? 

Quando o Banco Central anuncia um aumento da taxa SELIC, por exemplo, consequentemente, os empréstimos, financiamentos e demais operações financeiras também ficam mais caros. Isso acarreta juros maiores e favorece a queda da inflação, visto que o poder de compra das pessoas diminui. 

Um dos maiores referenciais que temos quando trabalhamos seja na renda fixa ou no multimercado é o CDI, pois ele representa a taxa de depósito interbancário e acaba também demonstrando uma correlação fortíssima com a Selic.

Assim, com a taxa Selic subindo para 4,25% ao ano, o CDI anual passa a subir também para 4,15%.

Tendo em vista este cenário, vamos agora ao que pode ser feito nos seus investimentos a fim de aproveitar esse momento de alta. 

Mas precisamos ressaltar que não é um motivo para você voltar a colocar todo o seu patrimônio em renda fixa. 

O ponto principal a ser compreendido nestes momentos é apenas que agora, talvez seja hora de transferir um percentual alocado em um mercado específico que pode acabar sendo prejudicado, para um outro que, num horizonte de médio ou longo prazo, passará a se apresentar como mais interessante. 

Mas claro que o mais recomendado é que você converse primeiro com um assessor de investimentos Blue3 para receber o auxílio adequado na implementação de qualquer mudança.

Vamos agora para as soluções disponíveis no mercado financeiro.

Renda Fixa

Começando para aquele público mais conservador que não está disposto a aceitar um maior risco para aumentar seus retornos, os títulos do Tesouro NTN-B, também conhecido como Tesouro IPCA+ podem ser uma boa opção diante do aumento da inflação oficial ( IPC-A ) que alcançou o patamar de 8,06% acumulada de 12 meses segundo os cálculos do IBGE.

No geral, quando se aposta numa alta da inflação futura e o que se deseja é preservar o poder de compra, aplicar em investimentos que tenham o IPCA como seu indexador é sempre interessante. 

Sendo assim, visando a preservação do juro real do seu investimento, além dos títulos públicos federais ligados a inflação, temos outras opções de investimentos com bastante atratividade na renda fixa devido a sua isenção para pessoa física LCAs, LCIs, CRAs e CRIs ;

Para esclarecer, tanto as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), como os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), são títulos de dívida que se destinam ao financiamento do Agronegócio. 

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliária) e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) são títulos voltados ao financiamento do setor imobiliário. A diferença entre esses títulos são as instituições que emitem a dívida. No caso das Letras de Crédito, as instituições emitentes são os bancos e nos Certificados de Recebíveis, são as Companhias Securitizadoras.

Em ambos os casos, nós conseguimos obter uma excelente rentabilidade atrelada ao IPCA, isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas e, no caso das Letras de Crédito (LCI e LCA), contamos com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), tão valioso para conferir maior segurança aos seus investidores.

Outra opção bastante comum no mercado são as Debêntures, um representativo de dívida emitido por ações, que assegura a seus detentores o direito de crédito contra a companhia emissora.

Assim como CRA e CRI, as Debêntures incentivadas também possuem o benefício de isenção para pessoa física e para pessoa jurídica imposto de 15%, além de rentabilizar os seus investimentos, investindo em Debêntures incentivadas, você ajudar a fomentar o setor de infraestrutura do país.

Além disso, o investidor pode também utilizar ativos atrelados ao CDI para acompanhar o aumento da taxa Selic.

Multimercado

Para investidores que estejam um pouco mais propensos a correr risco e fugir da renda fixa com este novo patamar de rentabilidade, os fundos multimercado se configuram como boa opção para quem deseja buscar um meio termo entre a renda fixa e a renda variável.

Os fundos multimercado são fundos de investimento que possuem uma alta flexibilização para escolha da alocação dos seus ativos. Então, não existe uma limitação para composição da sua carteira, e os mesmos têm flexibilidade total para escolha dos seus ativos entre títulos de renda fixa, moeda, ações e commodities, seja no mercado nacional ou internacional.

Dentre a esfera dos multimercados, existem muitos tipos diferentes em que eles podem ser classificados. 

No Brasil, temos quatro classificações principais, são elas: Macro; Long & Short; Quantitativa e Arbitragem.

É importante se atentar e procurar o fundo mais compatível com as características do próprio investidor. Como existe um espectro muito grande de abrangência entre os fundos multimercado, acabamos por conseguir encontrar fundos com perfis de risco e rentabilidade diversos. 

Cabe a cada um buscar, dentre os perfis de fundos multimercado disponíveis aquele que considera mais compatível ao seu perfil.

Renda Variável

Apesar da Selic estar subindo, o patamar atual ainda é favorável para o mercado de ações. Ativos em renda variável também seriam uma boa opção para acompanhar o aquecimento da economia, com projeções bastante otimistas para o PIB brasileiro. 

Mas, obviamente, o que se recomenda é que se passe a alocar um percentual neste segmento visando captar esta valorização, que vai depender necessariamente do seu perfil de investidor e vai permitir que você obtenha um ganho de juro real sobre a sua carteira.

Por exemplo, é possível você seguir o modelo de investimento de Warren Buffet: comprar ações no longo prazo e esperar pacientemente que elas cheguem a um bom preço de empresas consideradas sólidas, e tentar não se desfazer dos papéis, essa estratégia é popularmente conhecida como buy and hold. 

Mais uma vez, tudo vai depender do seu perfil de investidor e estratégia utilizada.

E claro, se você ainda tiver alguma dúvida, clique aqui e fale com um assessor Blue3.