Consegui organizar minhas finanças, por onde começo a investir?

Investir não é uma tarefa tão complexa como muitas pessoas imaginam, no entanto, requer atenção, afinal, se feito de forma errada você pode sofrer prejuízos. Uma das primeiras coisas que alguém que deseja começar a investir precisa fazer é organizar suas finanças, ou seja, fazer um planejamento financeiro. 

É a partir daí que você vai: definir os seus objetivos financeiros, conhecer o seu perfil de investidor, montar uma reserva de emergência, escolher uma corretora de valores e estudar sobre os investimentos.

Entenda melhor cada um desses processos:

Objetivos financeiros

Um objetivo financeiro é aquilo que você deseja alcançar financeiramente, seja no curto prazo (até 2 anos), médio prazo (2 a 5 anos) ou longo prazo (acima de 5 anos). 

Eles são fundamentais na sua jornada como investidor, pois te guiam em suas escolhas de investimentos. Afinal, quando você sabe onde quer chegar, fica mais fácil pensar em estratégias.

Perfil de investidor

Também conhecido como suitability, o perfil de investidor é uma análise que identifica quais são as suas características e tolerância a riscos quando o assunto é investimento, classificando você entre alguns perfis de investidor.

Para ter acesso ao seu perfil, tudo que você precisa fazer é responder perguntas, como: período em que você deseja manter os seus aportes, idade, situação financeira, conhecimento de mercado e objetivos.

O questionário que irá traçar seu perfil serve como uma importante ferramenta para te guiar na hora de investir, deixando mais fácil saber quais modalidades de investimentos se encaixam melhor no que você busca.

Por conta disso, é importante ser o mais fiel possível com as informações na hora de responder as perguntas, pois elas te ajudarão a fazer boas escolhas na hora de aplicar o seu dinheiro.

Há diferentes perfis de investidor no mercado, os três mais comuns utilizados pela grande maioria das corretoras de valores são: conservador, moderado e arrojado.

Conservador – segurança é o mais importante, se propõe a assumir menores riscos e por consequência um menor retorno;

Moderado – segurança é importante, porém o investidor aceita certo risco para buscar um maior retorno;

Arrojado – o investidor já tem um maior conhecimento de mercado, a tolerância a risco é alta para conseguir um maior retorno.

Reserva de emergência

Construir uma reserva financeira é fundamental para quem investe. Isso porque ela é essencial e existem investimentos seguros e com facilidade de resgate para fazermos aplicações com esse objetivo.

De forma simples, essa reserva poderá te ajudar a superar obstáculos financeiros que surgem e não estão inclusos no seu orçamento, como imprevistos. O mais correto é que você guarde, pelo menos, o equivalente a 6 vezes os seus gastos mensais.

Corretora de valores

Uma corretora de valores é uma instituição financeira responsável por fazer a intermediação entre você e as aplicações financeiras. Sendo assim, é importante ter atenção quanto à escolha da sua corretora.

É preciso conferir as taxas, o portfólio de ativos, selos e certificações, atendimento e plataforma para avaliar qual atende melhor às suas necessidades. Além disso, é fundamental verificar se a mesma é autorizada a atuar no mercado financeiro.

Estudo dos investimentos

O conhecimento sobre investimentos te abre portas para a independência financeira. Sabendo disso, é importante que você estude mais sobre como funciona o mercado, os tipos de ativos e como tomar decisões inteligentes com base em seus objetivos.

Atualmente, temos ricas fontes de informação, como livros, blogs, redes sociais, aplicativos, podcasts e muito mais. O importante é encontrar aquela que mais te agrada para continuar aprendendo a cada dia sobre essa área.

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A hora dos fundos imobiliários

Em um tom saudosista, por vezes encontramos investidores discursando sobre como o mercado imobiliário brasileiro surfou uma grande onda no período pré-crise. 

Desde então, a escalada das taxas de juros e a deterioração da economia fez com que os investimentos neste setor diminuíssem drasticamente. 

A eleição de um governo comprometido com as reformas fiscais e o início, mesmo que lento, de um novo ciclo de alta, fez com que o mercado imobiliário se tornasse atrativo novamente. As taxas de juros nas mínimas históricas chancelam a volta do interesse de investimento no setor.

Existem diversas formas de nos expor ao setor imobiliário, como comprar imóveis diretamente, comprar cotas de fundos imobiliários, comprar ações de incorporadoras na bolsa de valores e até de forma indireta, comprando participações em empresas de siderurgia e acabamentos. 

A questão é: por qual destes meios devo me expor ao novo ciclo de alta do setor?

O efeito taxa de juros

Falar que a baixa das taxas de juros impacta positivamente o setor imobiliário é quase que um fato estilizado.

Os juros baixos impactam nos imóveis de duas formas principais. O primeiro efeito é nos financiamentos imobiliários e o segundo é no custo de oportunidade com investimentos financeiros.

Tratando sobre o primeiro caso, sabemos que a compra de um imóvel residencial pode ser um marco na vida de uma família, bem como por muitas vezes, esta família terá de recorrer a alguma linha de financiamento, visto que o valor de um imóvel é relativamente alto. 

Se pegarmos biênio de topo da última crise brasileira, nos anos de 2014-15, tínhamos uma taxa Selic a 14,25% ao ano. Isso significa que o custo de captação dos bancos era algo próximo a isso. 

Se o banco captava dinheiro a 14,25%, ele teria que emprestar esse dinheiro a uma taxa demasiadamente maior, para que pudesse ter lucro com a operação. Note que financiamentos imobiliários são de longo prazo, o que faz com que o banco tenha uma propensão a cobrar mais para que possa emprestar o dinheiro por mais tempo. 

Essa dinâmica de captação e empréstimo do banco não mudou muito para o que vemos hoje. A diferença está na taxa Selic, que se encontra em 5% ao ano. É uma diferença brutal de quase 10% ao ano.

Relembrando, o financiamento imobiliário é de longo prazo, podendo chegar a 20 anos. Se colocarmos na ponta do lápis, 10% ao ano, durante 20 anos via juros compostos, temos uma diferença colossal.

Isso fez com que muitos potenciais compradores de imóveis se afastassem do setor e adiassem o plano de compra. A realidade mudou nos últimos anos e agora vemos novamente os imóveis se tornarem atrativos, por conta do custo menor do dinheiro. 

O segundo ponto no qual a taxa de juros baixa impacta positivamente o setor, é o custo de oportunidade imóveis vs títulos de renda fixa. 

Ora, se voltássemos alguns poucos anos atrás e pudéssemos investir em tesouro Selic pagando 14,25% ao ano, praticamente sem risco a não ser o risco soberano, por qual motivo iríamos investir em um imóvel, que dificilmente iria pagar algo parecido com isso?

Além disso, os imóveis ainda estão sujeitos a riscos de vacância e de mercado, por exemplo. 

Neste novo cenário de taxas de juros nas mínimas históricas e um juro real bem deprimido, tentando a zero, investir em um imóvel que pode render por volta de 8% ao ano, se tornou mais interessante. 

Desta forma, devemos enxergar uma migração de uma parte do dinheiro parado na renda fixa, para a compra participações no mercado imobiliário. 

O boom dos FIIs

A B3 divulgou em seu último relatório mensal sobre FIIs um salto para 470.098 investidores, uma alta de 8,99% em relação ao último mês (agosto). 

Coincidência ou não, foi justamente nos últimos três meses que passamos a ter uma visão mais clara das medidas tomadas pelo governo, o que deu o aval ao Banco Central para que continuasse no ciclo de corte de juros. 

Já foram realizadas em 2019 42 ofertas públicas de fundos imobiliários, ultrapassando ainda em setembro o total de 2018, quando foram realizadas 40 emissões. 

Os dados corroboram com a visão que já tínhamos de que, a melhor forma de se expor ao mercado imobiliário é através dos fundos imobiliários. Na comparação direta com os imóveis físicos, enxergamos taxas de retorno de aluguéis bem parecidas. 

A predileção pelos FIIs fica por conta de toda a praticidade que ele te proporciona. Não precisamos nos preocupar com inquilinos, os riscos de mercado são diluídos, uma vez que o fundo pode ter diversos imóveis, em diversas localizações diferentes e mais de um inquilino. 

Isso tudo faz com que dificilmente nos veremos em um problema profundo investindo em imóveis através dos FIIs. O contrário não é verdade, uma vez que a diversificação comprando imóveis diretamente fica muito mais limitada. Você dificilmente conseguirá ter 10 imóveis, alugados para inquilinos diferentes e geograficamente espalhados, algo que é muito fácil conseguir nos fundos imobiliários.

Outro forte ponto para o FIIs é a questão da liquidez, que com esse aumento no número de investidores, subiu muito e agora está ainda mais fácil converter suas cotas em dinheiro sem perda de valor. No caso dos imóveis físicos, é praticamente impossível vender seu imóvel pelo preço que ele vale em menos de três meses. 

Deixemos a discussão sobre a exposição ao setor via ações de empresas de siderurgia ou de incorporadoras para um outra hora.

Conclusão

A mensagem final para o investidor é que a atual estrutura da economia praticamente o obriga a mudar sua forma de  pensar e investir. O setor imobiliário é sempre uma boa pedida para sua carteira, restando saber apenas de que forma acessá-lo. 

Pelos motivos citados acima, não acredito haver um único argumento para o investidor optar por adquirir um imóvel físico ao invés de comprar cotas de fundos imobiliários. 

O que são debêntures?

As debêntures são títulos de renda fixa privada, emitidos por empresas que desejam financiar algum tipo de investimento.

Como funciona

As empresas muitas vezes precisam de capital para suas atividades operacionais do dia a dia. Elas também podem precisar do capital para realizar novos investimentos.

Como a quantidade de dinheiro demandada é muito grande, seria inviável o banco realizar essa operação de crédito para a empresa, uma vez que isso o prejudicaria em termos de liquidez e concentração.

Assim sendo, o banco ajuda a empresa a buscar esse capital com investidores no mercado. Desta forma, o banco estrutura a operação e leva ao mercado, para que a empresa consiga captar o que necessita para o investimento.

Após essa operação, a empresa se compromete a devolver o dinheiro captado, corrigido por juros para os investidores.

Vale dizer que existem dois tipos de debêntures, as comuns e as incentivadas.

Incentivadas

As debêntures incentivadas são exclusivas para empresas que irão realizar investimentos de infraestrutura, como portos, linhas de transmissão de energia e estradas.

Como as atividades de infraestrutura são de extrema importância para a economia, o governo incentiva que as empresas realizem esses investimentos. Esse incentivo vem na forma de isenção de IR para pessoas físicas que invistam em debêntures.

Dessa forma, a empresa consegue captar mais fácil o dinheiro com pessoas físicas e conseguem realizar mais investimentos, fazendo a economia do país rodar.

Comuns

As debêntures comuns não têm nenhuma característica singular. Debêntures comuns podem ser emitidas por qualquer empresa, seja qual for o objetivo do investimento a ser realizado.

Para essa modalidade, o imposto de renda é o comum da renda fixa, via tabela regressiva.

Conclusão

Por serem títulos de crédito privado e contarem com uma duração mais longa, as debêntures geralmente apresentam taxas de retorno bem atrativas.

Investir em debêntures é o mesmo que emprestar seu dinheiro para as maiores empresas do país para que as mesmas consigam realizar seus projetos de investimentos.

Por último, as debêntures são uma ótima oportunidade de investimento se bem encaixada dentro de uma carteira. Ela é uma ótima forma de acessar o mercado de capitais, buscando retornos mais altos do que em outros títulos de renda fixa.

Saiba mais sobre as principais taxas cobradas em fundos de investimentos assistindo à nosso vídeo educacional.


 

 

O que são os CRIs?

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários, CRIs, são títulos de renda fixa privado emitidos por empresas a fim de financiar alguma atividade no ramo de construção civil.

Como funciona

Para exemplificar, imagine que uma empresa deseja construir um shopping center, mas não tem o dinheiro em caixa para a obra. Para isso, ela procura um banco para lhe ajudar a emitir um CRI.

O banco então estrutura todo o processo, capta o dinheiro com os investidores, que em troca exigem um pagamento de juros.

Após captar o dinheiro, o banco repassa o dinheiro para a empresa realizar a construção do imóvel. Com os aluguéis recebidos deste shopping, a empresa paga os investidores que lhe emprestaram dinheiro.

Remuneração

Os CRIs, em geral, são prefixados ou indexados a um índice de inflação. Por conta disso, eles se beneficiam de cenários de queda de juros, uma vez que nenhum componente de sua remuneração é relacionado aos juros, como o caso do CDI, por exemplo.

Vale destacar também que em cenário de juros mais baixos, as emissões de CRIs aumentam, uma vez que o setor de construção civíl se beneficia dos juros baixos.

A grande vantagem dos CRIs é que eles são isentos de IR e IOF para pessoa física. Sendo assim, em geral essa modalidade é mais interessante do que o tesouro direto ou o CDB, que tem incidência de IR via tabela regressiva.

Diversificação

Os CRIs também são ótimas oportunidades de diversificação da carteira. Isso porque o investimentos estará atrelado a um empreendimento imobiliário, tendo o mesmo como garantia. Assim sendo, o investidor estará se expondo a um risco imobiliário, enquanto que, em geral, o restante da carteira estará pulverizado em diversos outros setores.

Saiba mais sobre os Certificados de Recebíveis Imobiliários assistindo à nosso vídeo educacional.


 

 

Saiba como declarar sua Previdência Privada no Imposto de Renda

Quando chega a época de declarar o imposto de renda Investidores na Previdência Privada, tanto na modalidade PGBL quanto na Modalidade VGBL precisam estar preparados para declarar sua PP.

 

Não é raro encontrarmos pessoas com muitas dúvidas sobre como declarar sua previdência privada, quais transações devem ser declaradas e se há uma real necessidade de declarar esse investimento no Imposto de renda.  

 

É importante saber que todos os aportes ou saques nos planos de previdência privada, independentemente da modalidade, PGBL ou BGBL, que foram realizados durante o calendário anterior ao IR (ano anterior) devem ser obrigatoriamente declarados de maneira bastante clara e específica no formulário do IR.

 

PGBL – Contribuições 

 

Seguindo os códigos 36 e 38 da ficha de Pagamentos efetuados, todas as contribuições realizadas no período referente ao ano anterior a declaração devem ser informados da maneira como informado pelo informe de rendimentos de sua seguradora. 

 

Para se obter o máximo de benefício fiscal disponível dentro dessa modalidade é necessário realizar sua declaração no modelo completo da declaração do imposto de renda, dessa forma se enquadrando para receber 12% de dedução no IR, sendo 12% também o limite de sua renda tributável anual. 

 

Caso você opte pelo modelo de desconto simplificado, você não poderá utilizar p limite dedutível de 12%, sendo essa a maior vantagem desse modelo o PGBL não seria o melhor modelo de previdência privada para você. 

 

Outro ponto importante a se pensar, principalmente relacionado à adequação do seu perfil, é não realizar contribuições acima do limite dedutível do seu plano PGBL já que nesse caso todo o excedente desse limite deixa de ser dedutível e será tributado normalmente no IR.

 

PGBL – Saque

 

Da mesma forma que as contribuições, todos os valores resgatados ou benefícios concedidos do seu PGBL devem de maneira obrigatória ser registrados integralmente na fichas: “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica” para planos que estejam submetidos ao regime tributário progressivo ou na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva” em casos de planos sob o regime de tributação regressivo.

 

VGBL – Contribuições 

 

No modelo de tributação  VGBL as contribuições feitas ao longo do ano calendário devem ser declaradas na ficha “Bens e Direitos” por meio do código 97 que corresponde ao VGBL. Nesse caso os valores de rendimentos obtidos ao longo do ano anterior não deve ser informados, apenas o valor das contribuições realizadas.

Em caso de planos VGBL  com mais de um ano, você declarará a soma de todas as contribuições já realizadas de acordo com o informe de sua seguradora. 

 

VGBL – Saques  

 

Seguindo a mesma regra, quando for realizar o saque de seu rendimentos você deve estar atendo a qual foi regime de tributação escolhido por você.

Da mesma maneira seguida pelo PGBL, no VGBL os valores resgatados precisam ser registrados como “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica” caso você tenha optado pelo regime tributário progressivo, ou informado na ficha  “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva” em casos de planos sob o regime de tributação regressivo.

 

Mas ao contrário do PGBL, nessa modalidade o imposto de renda incide apenas sobre o rendimento de sua aplicação dessa maneira os saques de patrimônio acumulado anterior à declaração esse valor deverá ser ajustado na ficha “bens e direitos”, registrando quais foram as contribuições realizadas e quais foram os resgates realizados.

 

Conclusão

 

Apesar das dúvidas de muitas pessoas é bastante simples declarar a previdência privada no imposto de renda. mas para não cometer erros e evitar dores de cabeça , você deve sempre estar atento ao seu modelo de tributação.

Esse será o principal fator de distinção entre a declaração para cada tipo de investimento. Tanto para o VGBL quanto para o PGBL, você deverá declarar tantos seus saques quanto contribuições, seguindo os informes de rendimentos emitidos por sua seguradora.