Quais investimentos no exterior estão disponíveis para brasileiros?

Com a pandemia de COVID-19, os investimentos no exterior passaram a ser considerados pelos investidores brasileiros. Isso porque além da crise sanitária, as eleições presidenciais de 2022 poderá ser um fator preponderante para ditar o ritmo do mercado financeiro daqui para frente, apesar de já estar sofrendo com grande volatilidade – por conta de questões políticas, econômicas e fiscais – nos últimos meses.

Sendo assim, para quem busca uma maior diversificação, os investimentos no exterior podem ser uma saída bastante plausível.

Quais as vantagens de investir no exterior?

Um dos principais benefícios em investir no exterior é justamente a abertura de novas possibilidades, oferecendo uma maior diversificação. Além disso, a força da moeda também é uma questão bastante positiva. Lá fora, existem mais alternativas para se aplicar e um ambiente mais competitivo e propício a fazer negócios, fazendo com que o risco seja menor.

Para se ter uma noção da diferença de opções, na bolsa de valores brasileira, a B3 (B3SA3), cerca de 300 empresas possuem ações listadas, cerca de 1% das existentes no mercado mundial. Já nas bolsas dos Estados Unidos, são aproximadamente cinco mil, praticamente a metade de todo o mercado de ações global.

Engane-se quem pensa que é preciso estar fora do Brasil para fazer investimentos no exterior. Graças a mudanças regulatórias, o desenvolvimento tecnológico e de novos produtos, essa tarefa acabou se tornando simples e prática, aumentando a quantidade de interessados em fazer aplicações em outros países a cada ano.

Opções de investimentos no exterior

Há diferentes maneiras de se investir em mercados internacionais. Antes de mais nada, você precisará escolher se pretende fazer isso diretamente, ou seja, enviando dinheiro para o país que se deseja realizar aplicações, ou não.

Investimentos de forma direta são um pouco mais complexos, uma vez que é necessário fazer a abertura de conta em uma instituição de fora do Brasil e fazer a conversão da moeda. 

Porém, também há maneiras mais simples, aplicando em instrumentos financeiros disponíveis na bolsa de valores brasileira. As principais opções são: fundos de investimentos, BDRs, ETFs, COEs e Real States.

Fundos de investimentos

Considerada uma das maneiras mais simples de investir no exterior sem precisar enviar dinheiro para fora, os fundos de investimentos reúnem recursos de diversas pessoas, para que sejam aplicados em conjunto no mercado financeiro e de capitais. 

Os ganhos obtidos com as aplicações são divididos entre os participantes, na proporção do valor depositado por cada um.

Para efeitos de tributação, os fundos são divididos em dois tipos: fundos de longo prazo: papéis com vencimento em mais de 365 dias, em média; fundos de curto prazo: papéis com vencimento em menos de 365 dias, em média.

Alguns dos tipos de fundos mais comuns são: cambiais e de ouro, de ações, multimercado, renda fixa, de previdência e imobiliários.

BDRs

Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são títulos que representam ações de companhias negociadas na B3, a bolsa brasileira, por empresas ou instituições financeiras.

Quem adquire um BDR, portanto, não compra diretamente as ações da empresa no exterior. Em vez disso, investe em títulos representativos desses papéis. 

Essas ações existem de fato lá fora, e precisam ficar depositadas e bloqueadas em uma instituição financeira que atua como custodiante – ou seja, que faz a guarda delas.

Recentemente, a XP Inc. passou a disponibilizar cerca de 90 milhões de certificados da empresa – que representam mais de R$ 20 bilhões – após abrir capital na Nasdaq, nos Estados Unidos.

ETFs

Os ETFs (Exchange Traded Funds) ou fundos de índice, são fundos de investimentos ligados a algum índice de referência. São negociados na bolsa de valores, da mesma forma que as ações, e seguem as movimentações de um índice específico. 

Aqui, por exemplo, existem ETFs atrelados ao, como o Ibovespa, formado por cerca de 84 empresas que negociam o maior volume de papéis diariamente na Bolsa, e serve como “termômetro” do mercado de capitais brasileiro. 

Ou seja, caso o Ibovespa suba, os fundos também ganham. Agora, se o índice cai, os investidores também perdem.

COEs

Os COEs (Certificados de Operações Estruturadas) – versão brasileira das Notas Estruturas, populares na Europa e nos Estados Unidos –  são investimentos que combina elementos de Renda Fixa e Renda Variável, com retornos atrelados a ativos e índices, como câmbio, inflação, ações e ativos internacionais.

São estruturados com base em cenários de ganhos e perdas, selecionados de acordo com o perfil de cada investidor. Já a montagem, ocorre através da combinação de um título de crédito emitido por uma instituição financeira com estratégias em derivativos.

Os COEs possuem uma taxa de administração, como os fundos de investimentos, que normalmente varia de 0,5% a 2% ao ano. A tributação é feita pela tabela regressiva do Imposto de Renda, a mesma aplicada aos produtos de renda fixa, com alíquotas de 22,5% a 15% sobre os ganhos, a depender da duração da aplicação.

Reits

Os Reits são investimentos no mercado imobiliário, como grandes condomínios ou lajes corporativas. É uma opção similar aos fundos imobiliários existentes no Brasil.

Há Real States que investem em diversos mercados, desde apartamentos para estudantes universitários até grandes prédios.

Exposto essas opções de investimentos no exterior, agora cabe a você escolher a que melhor atende aos seus objetivos. Para isso, o mais recomendado é estar acompanhado de um profissional especialista que te ajudará na melhor decisão.

Alocação internacional: Por que investir no exterior?

Não há dúvidas sobre a importância da diversificação quando falamos em investimentos. Uma carteira diversificada auxilia a maximização de retorno para um determinado risco. Mesmo com a diversificação de ativos no Brasil, o país representa somente 1,6% (em PIB) do mercado mundial. Neste contexto, considerar investir no exterior, permite que os investidores experimentem níveis mais baixos de volatilidade em seu portfólio.

A cultura de internacionalizar os investimentos é bastante difundida nos Estados Unidos e em países da Europa, pois permite que os investidores tenham menos exposição a mercados locais, reduzindo alguns riscos sistêmicos e conjunturais.

Destacamos abaixo os principais benefícios de se diversificar a carteira com alocação internacional: 

Investimento em moeda forte

O dólar, considerado como refúgio em períodos de instabilidade econômica, é capaz de oferecer menos incertezas e mais estabilidade ao longo do tempo, de forma que pode proteger o investidor contra cenários de estresse no Brasil.

Além disso, é importante considerar uma correlação inversa entre o Ibovespa e o dólar, quanto mais investidores estrangeiros entram no Brasil há uma tendência de desvalorização do dólar e vice-versa.

Acesso à temas específicos

Outro benefício é a exposição a setores específicos, exclusivos ou pouco representativos por aqui, no Brasil. 

Considere, por exemplo, os mercados emergentes em muitos países asiáticos e o movimento de alguns países em direção a políticas econômicas de livre mercado. Espera-se que essas economias apresentem altas taxas de crescimento, que podem ser de duas a três vezes mais rápidas que economias de mercados desenvolvidos e mais consolidados. 

E inclusive, ter uma exposição global também ajuda a diversificar suas apostas em um setor.

Ser sócio das maiores empresas do mundo

Ao investir no exterior, você também tem acesso às maiores empresas do mundo. Grandes corporações tendem a ser menos voláteis e podem ajudar a diversificar seu portfólio e ao mesmo tempo, proporcionam um bom crescimento do preço ao longo do tempo. 

E também são investimentos mais seguros, por serem mais estabelecidos do que empresas menores e com fontes de lucro mais confiáveis. 

Vale ressaltar também que empresas estrangeiras consolidadas tendem a se recuperar mais rapidamente de crises. Assim, ter investimentos dessa natureza pode ajudar a dar equilíbrio à carteira.

Principais produtos

Fundos Internacionais

Os Fundos Internacionais são fundos de investimento no exterior, que possuem uma carteira de ativos financeiros internacionais. Embora sejam negociados no mercado local, eles são compostos por ações, títulos e demais ativos de mercados estrangeiros.

Um ponto interessante sobre os fundos de investimentos é que é possível fazer a aplicação diretamente nas corretoras brasileiras, sem a necessidade de estudar o mercado exterior ou entender como funciona a troca de câmbio.

COE

O COE, ou Certificado de Operações Estruturadas, é um tipo de aplicação que combina a segurança da renda fixa com a rentabilidade da renda variável, através da diversificação de ativos.

Através dos COEs é possível obter exposição a ativos como câmbio, ações internacionais ou índices internacionais de forma simples. 

Apesar de não possuírem exposição à variação do Dólar, os COEs podem ser um instrumento interessante para a alocação com exposição a teses e ativos específicos, com a vantagem de possuírem capital protegido, caso haja queda do ativo. 

BDR’S

Os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) são uma alternativa para investir em empresas do exterior, sem que seja preciso abrir conta em corretoras internacionais.

Disponíveis a todos os investidores desde outubro do ano passado, eles replicam as ações de mercados estrangeiros diretamente na bolsa brasileira. Ou seja, são ativos que acessam empresas de outros países indiretamente.

Essa pode ser uma alternativa para a diversificação dos investimentos, com parte da sua carteira protegida das instabilidades da economia local.

Como encaixar os produtos na sua carteira?

Para a alocação de produtos internacionais, primeiramente é necessário e essencial entender o seu perfil de risco. Em média, a alocação internacional pode representar de 15% a 20% da carteira. Contudo, de acordo com o perfil de risco do investidor, essa alocação pode variar em uma faixa de 5% a 50% da carteira. 

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Juros negativos: como eles podem impactar os investimentos

Já pensou na possibilidade do valor em dinheiro que está na sua carteira hoje valer mais amanhã, apenas deixando ele parado na sua carteira?! Pois é, em um primeiro momento isso aparenta ser algo muito bom, porém a verdade é que na realidade esta situação pode não ser tão boa assim. 

Mas antes de entrarmos no tema de juros negativos é importante relembrarmos o que eles significam. 

O que é a taxa de juros? 

É importante saber que cada país tem uma taxa básica de juros. No caso do Brasil estamos falando da Selic, também conhecida como “o custo primário do dinheiro”. Isso porque todos os outros juros de alguma forma derivam dela, o que significa dizer que as instituições financeiras levam em consideração o valor da Selic na estimativa de quanto de juros eles irão cobrar em um determinado empréstimo ou pagamento a prazo.

Portanto, a Selic é chamada de taxa “nominal”. Outra taxa que deve ser considerada é a de juros “real”, que calcula o rendimento da operação, subtraindo a inflação, demonstrando o ganho real do investidor. 

A taxa de juros é uma ferramenta que os bancos centrais utilizam para “controlar” a inflação ou “fomentar” o consumo. Em um primeiro momento isso parece muito simples, porém a teoria acaba divergindo da prática em algumas situações.

Nos últimos anos tem ocorrido um movimento de baixas das taxas de juros no mundo, inicialmente motivado por uma expectativa de aumento do consumo. No entanto, é aqui que retomamos a situação que foi imposta no começo deste texto. Para exemplificar com mais clareza, vamos estudar o caso da Dinamarca, que atualmente tem uma taxa de -0,5%. O resultado disto pode levar à deflação, o que ainda não é o caso atual da Dinamarca.

Acontece que a deflação pode acabar provocando um desincentivo do consumo. O que gerará um efeito contrário ao esperado inicialmente, com a redução dos juros, induzindo as pessoas a consumirem menos, interessante não é mesmo? 

Isto pode ser algo mais perigoso, porque diferente do cenário de inflação, os bancos centrais perdem autonomia sobre este parâmetro, pois é como se eles ficassem “sem munição”, uma vez que a taxa de juros chega a zero. 

Quais os efeitos da taxa de juros negativa? 

O resultado disto pode ser uma estagnação ou declínio econômico. Além disso, fatores como a queda da taxa de natalidade, longevidade, substituição do tipo de mão de obra em função do desenvolvimento tecnológico, e competição com outros países em melhores momentos econômicos podem contribuir ainda mais para esse cenário de deflação. 

Um exemplo prático sobre esta situação seria o caso da “Amanda”, uma cidadã dinamarquesa hipotética que trabalhou sua vida toda visando acumular uma reserva em uma conta de poupança com a expectativa de, em um futuro não muito distante, aproveitar a aposentadoria. 

Inicialmente, Amanda estimou que seria necessário trabalhar por 40 anos, considerando uma taxa média de juros igual à 2,0%, com a finalidade de acumular renda suficiente para aproveitar a tão sonhada aposentadoria. 

Porém, caso a taxa de juros durante o período seja -0,5% isto significa que não será mais possível para a Amanda alcançar seu objetivo inicial. Já que a premissa de juros negativos implica em um pagamento para a instituição reter o depósito a prazo. 

Isso mesmo, a Amanda deverá pagar para investir em sua poupança. 

Como a taxa de juros negativa afeta o investidor? 

A partir do momento em que a taxa de juros se tornar negativa, o investidor começará a perder tal reserva para o banco em que fez sua poupança. Isto ocorre, pois, juros negativos implicam na valorização do dinheiro “não aplicado a juros” em relação ao dinheiro “aplicado em juros negativos”. 

O banco não pagará mais juros para ter o dinheiro do cliente em custódia, mas sim cobrará para receber esse dinheiro.

Este é um exemplo de situações reais que já estão acontecendo em alguns países da Europa e no Japão.

E a pergunta que não quer calar é “o que eu posso fazer com o meu dinheiro nesta situação?” 

Uma solução simples para a pessoa física é justamente colocá-lo debaixo do colchão. Mas para as instituições isto não é possível, afinal de contas, faltaria colchões, não é mesmo? 

Um movimento natural para este tipo de situação é justamente a busca por investimentos mais arriscados e uma eventual migração para títulos públicos. Uma vez que a dívida pública tenderá a ficar mais cara a cada dia, caso a taxa de juros adentre ainda mais no campo negativo. Ou seja, o estado poderá se endividar ainda mais. 

Uma motivação que leva instituições financeiras a comprarem títulos a juros negativos hoje em dia é justamente a expectativa de que os juros fiquem ainda mais negativos, levando a um ganho de capital com o título que inicialmente foi emitido a uma taxa de juros “menos negativa” em relação ao que está sendo emitido a uma taxa menor. 

Mas, claro, nada do que foi comentado neste último parágrafo é necessariamente um presságio de um futuro certo, porque afinal de contas a economia em si é uma ciência humana de variáveis inimagináveis e de resultados de iguais proporções. 

A resposta para algumas das questões levantadas neste texto podem ser comprovadas, ou não, com a passagem do tempo e os desdobramentos de eventos futuros.

Mas como se proteger diante desse cenário? 

Como dissemos anteriormente, a melhor forma de se proteger dos juros baixos/negativos é investindo em ativos que não sejam atrelados a ele, como por exemplo investimentos de renda variável. 

A renda variável envolve uma cartela muito grande de investimentos. Por isso, procure a assessoria da Blue3 para te ajudar a buscar as melhores oportunidades do mercado e gerenciar o seu patrimônio da melhor forma.

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Investir no Exterior: BDRs ou Corretora Internacional?

Em outubro do ano passado, os investimentos em Brazilian Depositary Receipts (BDRs) ficaram acessíveis a todos os investidores brasileiros.

Com isso, investimentos em ativos internacionais têm ganhado bastante destaque nos noticiários, seja pela alta do dólar, pela diversificação da carteira ou até mesmo pela oportunidade de investir nas maiores empresas do mundo.

No entanto, muitas pessoas ainda estão em dúvida sobre como funciona esse tipo de investimento.

Assim, aqui vamos falar sobre o que são BDRs, quais suas vantagens e desvantagens, bem como comparar este produto com o investimento em ativos por meio de uma corretora internacional.

O que são BDRs?

BDRs são certificados de depósito de valores mobiliários lastreados em ações de empresas sediadas fora do Brasil. Ou seja, são certificados que representam o ativo, mas não são o ativo em si.

O ativo, propriamente dito, fica sob posse de uma instituição depositária, a qual realiza a compra dos ativos no mercado em que elas se encontram e comprova sua propriedade junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Com isso, emite o certificado de depósito, e os coloca à venda no mercado brasileiro. Essa operação pode contar ou não com o auxílio da companhia.

Sendo assim, as BDRs podem ser classificadas como:

  • Patrocinadas: São aqueles recibos emitidos por interesse da própria companhia, que procura uma instituição depositária para realizar a operação e lançamento no mercado. Hoje, contamos com poucas BDRs patrocinadas no mercado, cerca de quatro ativos.
  • Não Patrocinadas: São aqueles recibos nos quais a instituição depositária realiza a operação, por livre e espontânea vontade. Sem a necessidade de apoio da companhia a qual o recibo é lastreado.

Representa a maior parte dos ativos disponíveis no mercado brasileiro, inclusive, o grupo conhecido como FAANGs, composto pelas gigantes: Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google.

Ao serem emitidas, as BDRs contam com um formulário de identificação, no qual são expostas informações a respeito da companhia, as características dos recibos perante o mercado, bem como a identificação da instituição depositária.

Para ficarem mais acessíveis aos investidores brasileiros, os certificados podem representar frações de valores mobiliários, tal informação também pode ser encontrada no formulário de identificação.

Um exemplo disso são as BDRs da Amazon (AMZO34), gigante da tecnologia norte-americana, cujos certificados estão sendo negociados na proporção 1/157. Ou seja, 1 ação da Amazon representa 157 BDRs.

Para monetizar essa operação, as instituições depositárias costumam reter um percentual dos dividendos e outros proventos pagos, de aproximadamente 5% (essa informação também está disponível no formulário de identificação).

Benefícios de investir via BDRs

  • Praticidade: Você investe diretamente do home broker da corretora que possui conta;
  • Investimento realizado em reais (BRL): Apesar das BDRs serem uma forma de dolarizar a carteira, por terem suas cotações lastreadas em dólar (USD), o investimento é feito em reais. O que dispensa o pagamento do imposto sobre operações financeiras (IOF) e o spread para conversão de BRL para USD;
  • Familiaridade com a tributação: Por ser um produto nacional, a forma de tributação é mais conhecida entre investidores (15% sobre o lucro), assim como a forma de declaração no IR.

        Desvantagens dos BDRs:

  • Parte dos proventos ficam retidos pela instituição depositária (5%);
  • Menor liquidez: Mesmo após as mudanças de regra para investimentos em BDR, e com a procura por esses ativos em alta, sua liquidez ainda é pequena, comparada ao volume movimentado diretamente na bolsa americana;
  • Menos opções: Nem todas as empresas disponíveis para investimento na bolsa americana emitiram BDR, logo, a quantidade de ativos disponíveis é reduzida;
  • Feriados: As BDRs seguem o calendário brasileiro, com isso, não podem ser negociadas em feriados nacionais. Caso aconteça um fato relevante sobre a empresa que a BDR é lastreada em um feriado nacional no Brasil, os ativos só poderão ser negociados no próximo dia útil.

Corretoras Internacionais

Outra forma de investir em ativos no exterior é por meio de corretoras internacionais, que te permitem acesso às bolsas de valores locais.

Essa prática tem se tornado tão comum que hoje existem corretoras voltadas especificamente para o público estrangeiro.

Investimentos nessa modalidade costumam ser um pouco mais burocráticos, e contam com algumas despesas operacionais, mas também possuem vantagens, conforme demonstrado abaixo:

Vantagens de investir via corretora internacional:

  • Liquidez: Investir diretamente na bolsa de valores em que o ativo é negociado, te proporciona um volume de negociação maior do ativo do que quando negociado na forma de BDR, na bolsa de valores brasileira;
  • Dividendos integrais: Você tem o recebimento integral dos proventos pagos pela companhia, ainda na moeda de origem;
  • Diversificação 100% dolarizada: Ao investir no exterior, você proporciona para sua carteira uma diversificação 100% internacional, sem correlação com o Brasil;
  • Feriados: Ocalendário de negociação dos ativos acompanha o calendário de funcionamento das empresas;
  • Produtos: Investindo em uma corretora internacional, você tem acesso a mais produtos, como fundos, ETFs e até mesmo ações.

        Desvantagens de investir via corretora internacional:

  • Taxas e spreads na hora de converter a moeda: Para realizar os investimentos, é necessário converter o montante desejado de BRL para USD. O que acaba deixando o investidor suscetível aos spreads cambiais da corretora, além de gerar a cobrança de IOF (imposto sobre operações financeiras);
  • Burocracias: Ter que abrir conta em uma nova corretora, precisar de aportes via transferências internacionais e as diferenças na forma de tributação são fatores que acabam sendo um empecilho para quem opta por investir dessa forma;
  • Em caso de morte, o imposto sob ativos sediados nos EUA pode chegar a 40% do patrimônio.

Conclusão

Diante do vimos no artigo, podemos observar que ambos os modelos de investimento possuem suas vantagens e desvantagens.

As BDRs acabam sendo optadas por investidores menores, que buscam uma forma fácil e rápida de investimento em ativos estrangeiros.

Já as corretoras internacionais são preferíveis àqueles que já possuem um montante maior de capital. E ainda, interesses que vão além dos investimentos em ações, para buscar diferentes títulos públicos, privados e ETFs.

Porém, fica a critério de cada investidor tomar a decisão do que é mais relevante na hora de realizar os investimentos, de acordo com seus objetivos.

Mas o fato é que a recente facilitação de investimentos em BDRs para todos os investidores foi um avanço para a estrutura de investimentos brasileira.

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FONTES:

https://www.itaucustodia.com.br/