Como funciona o trabalho de um escritório autônomo de investimentos?

A importância de investir está cada vez mais em evidência nos dias atuais. O tempo todo somos lembrados por empresas e influenciadores de que precisamos investir nosso dinheiro em busca de um futuro mais tranquilo e para deixar um legado para quem amamos.

E por isso, tem se tornado comum as pessoas se “aventurarem” nos investimentos sozinhas. No entanto, até que consigam adquirir (e colocar em prática) os conhecimentos necessários para a criação de uma carteira de investimentos que traga resultados sólidos, o risco desses “novatos” fazerem escolhas erradas e acabarem com prejuízos é bem grande. 

Para evitar esse risco ao patrimônio, a melhor alternativa é contar com a ajuda de profissionais especializados no assunto. E para isso, nada melhor do que ter ao seu lado um escritório autônomo de investimentos.

Essa, inclusive, é uma opção muito utilizada no mundo inteiro. Para se ter uma ideia, nos EUA existem mais de 1,3 milhão de agentes autônomos de investimento. No Brasil, porém, o mercado ainda é bem menor, com pouco mais de três mil profissionais dedicados à profissão.

“O mercado de assessoria de investimentos está em expansão no Brasil, principalmente por conta do crescimento das plataformas e corretoras independentes, após o passo inicial dado pela XP Investimentos alguns anos atrás, mercado de capitais se tornou mais próximo dos pequenos investidores. Hoje, a B3 já conta com quase quatro milhões de contas ativas de pessoas físicas e há ainda um grande espaço para crescimento, na medida em que a população brasileira começa cada vez mais a se educar financeiramente e a desenvolver um novo olhar sobre o que é investir e descobrir que, por meio da aplicação disciplinada de parte dos seus recursos, é possível obter excelentes resultados no longo prazo”, declara Wagner Vieira, CEO da Blue3, que foi eleita a melhor empresa de investimentos vinculado ao Grupo XP.

Mas como esses escritórios funcionam e quais as vantagens de contar com uma assessoria para seus investimentos?

A decisão é sua!

Os escritórios autônomos de investimento não fazem a gestão direta dos recursos dos seus clientes. Seu papel é orientar sobre quais são as melhores opções de investimento de acordo com o perfil e objetivos de cada investidor. Nesse sentido, eles funcionam como “conselheiros profissionais”, informando quando surge alguma oportunidade para investir e orientando sobre quais as melhores formas de gerenciar seu patrimônio. Mas é importante ressaltar que a decisão final de aplicar em um ativo é do investidor, não da assessoria.

O trabalho dos assessores de investimento e escritórios de agente autônomos têm a sua atuação regulamentada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a partir da instrução CVM 497, editada em 2011.

Quais são as vantagens de contar com uma assessoria de investimentos?

Um agente autônomo de investimentos é alguém focado 100% do tempo em trazer as melhores oportunidades para seus clientes. Para alcançar esse objetivo eles estão permanentemente de olho no cenário político e econômico, indicadores de performance do mercado e da macroeconomia, mudanças na legislação ou tributação, entre outros diversos fatores que transformam o cenário do mercado de capitais no dia a dia.

Também é papel deles relacionar as oportunidades ao perfil do cliente, seu patrimônio acumulado e apetite por risco, criando uma carteira de investimentos personalizada e diversificada, que equilibre uma boa rentabilidade com o menor risco possível.

Outra vantagem dos escritórios de agentes autônomos, atrativa principalmente para quem ainda não tem um grande capital acumulado, é que os custos são mais baixos que os praticados por uma gestora de recursos, por exemplo. Assim, é possível contar com o auxílio de profissionais experientes do mercado e reservar uma fatia maior do seu dinheiro para render com as aplicações.

Como escolher a melhor assessoria de investimentos?

O primeiro passo é verificar se o escritório (e seus profissionais) são registrados na CVM. Procure saber mais sobre o trabalho realizado pela assessoria e, principalmente, como funciona o atendimento aos clientes.

“Seu assessor deve procurar entender seu perfil atual de investidor, capacidade financeira, além dos sonhos e objetivos que você espera do futuro. Esse interesse de conhecer a fundo a sua vida financeira permitirá que ele te mostre qual é o melhor caminho para criar o seu legado”, resume Wagner.

Além disso, sabemos que investir vai muito além das aplicações na Bolsa de Valores, por isso, um bom escritório de investimentos irá te ajudar a explorar todas as possibilidades. Como por exemplo, na Blue3 você conta com uma mesa de renda variável (também a melhor da rede XP), mesa de renda fixa, gestão patrimonial, câmbio e assessoria corporate (focada em investimentos para pessoa jurídica). Ter ao seu lado um time eficiente e um atendimento completo faz toda a diferença para a perpetuação do seu patrimônio.

Fale com um assessor Blue3 e invista com o melhor escritório de investimentos do Brasil!

Tenho 35 anos, ainda vale a pena ter uma previdência privada?

Todo mundo busca tranquilidade para quando a maturidade chegar. Pensando nisso, o melhor momento para planejar a independência financeira na aposentadoria é sempre agora, tenha você 20, 30 ou 40 anos de idade. O que será diferente, em cada uma das faixas etárias, é o caminho para conquistar esse objetivo.

Naturalmente, quem começar mais cedo percorrerá um caminho mais confortável, podendo aportar valores mais baixos para criar o “colchão” de previdência e investimentos que permitirão a tão sonhada aposentadoria tranquila. “Infelizmente, os brasileiros ainda não têm a cultura de poupar, então é comum que muitos comecem a planejar a aposentadoria depois dos 30, quando a vida financeira já está mais estabilizada”, explica Wagner Ronchi, portfolio manager private da Blue3. 

Para esse público, qual é a melhor saída para “recuperar o tempo perdido”? Contar com um plano de previdência privada ou investir no mercado financeiro?

Planos complementares

Investir tem tudo a ver com objetivos e, no caso da aposentadoria, tanto os planos de previdência privada quanto outras aplicações financeiras podem ajudar os investidores a chegar lá. 

As duas principais modalidades de previdência privada são o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). A diferença entre as duas é basicamente a forma de tributação: a primeira segue uma tabela regressiva do imposto de renda, que é cobrado apenas no resgate; enquanto a segunda segue um sistema “progressivo” que permite abatimentos do IR ao longo do tempo e tem tributação sobre o saldo total.

Em ambas as modalidades é possível escolher o montante que será aplicado mensalmente (alguns planos têm valor mínimo) e por qual tempo você aplicará antes de colher o benefício. Para saber mais sobre o PGBL e o VGBL, confira este texto no canal patrocinado da Blue3 no portal SpaceMoney.

Outra forma de não depender do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na velhice é investir por conta própria para acumular os recursos necessários para sua aposentadoria.

Primeiramente, é necessário conhecer o seu perfil de investidor, se é conservador, moderado ou arrojado. Como saber? Em geral, corretoras e assessorias de investimento aplicam um teste que analisa a capacidade financeira e indica qual é o perfil que norteará a escolha dos ativos que vão compor a carteira. “Porém, independentemente do perfil, é possível criar um portfólio no mercado financeiro que dê suporte ao plano de previdência e ajude a garantir retornos sólidos no futuro”, explica Wagner.

Confira exemplos de investimentos que podem fazer parte da sua carteira de previdência

Tesouro Direto

São os títulos mais seguros do mercado financeiro, pois trata-se de dívidas do tesouro nacional. Ou seja: a possibilidade de o governo não ter capacidade para honrar suas dívidas é quase inexistente.

A segurança, claro, vem com um preço: a rentabilidade do Tesouro Direto não é a mais alta do mercado, mas ainda assim esse é um dos ativos quase obrigatórios em qualquer carteira de longo prazo, uma vez que o principal objetivo de quem guarda dinheiro para resgate muitos anos à frente é rentabilizar acima da inflação.

Com o TD isso é possível, uma vez que a modalidade conta com a opção IPCA+, cuja rentabilidade é calculada a partir da inflação medida pelo IBGE  (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e de uma taxa fixa.

CDBs

Os Certificados de Depósito Bancários são ativos semelhantes ao Tesouro Direto, porém, quem emite esse tipo de título são os bancos. Embora instituição financeira nenhuma tenha a mesma capacidade de pagamento do governo, dinheiro para honrar as dívidas não costuma ser problema para os bancos. Portanto, os CDBs também são considerados investimentos de baixo risco.

É possível encontrar, inclusive, opções com rentabilidade mais atrativa do que a dos títulos públicos. Porém, fique atento à liquidez: alguns desses ativos só podem ser resgatados no vencimento, ou seja, ao investir, você só receberá de volta o seu dinheiro na data estipulada, que pode ser em seis meses ou até 10 anos. Por isso é importante ler com atenção a descrição do título antes de comprar.

Fundos de renda fixa

Em linhas gerais, fundos de investimento são grupos de pessoas que se reúnem para investir e conseguirem, juntos, montar um portfólio rentável. No caso dos fundos de renda fixa, o objetivo é investir nessa classe de ativos, que inclui os títulos públicos e CDBs descritos acima, além de certificados de recebíveis do agronegócio e mercado imobiliário, títulos de crédito e outras opções.

Os fundos são comercializados em cotas e a rentabilidade do investidor é proporcional à quantidade adquirida. 

Ações

Embora seja conhecido pela alta volatilidade, o mercado de ações também é indicado para quem tem planos de longo prazo. Não por acaso, o número de investidores pessoas físicas na B3, a bolsa de valores brasileira, não para de crescer. Só até julho deste ano — segundo números da própria bolsa —, o número de contas ativas chegou a 3,9 milhões, um avanço de 20% em relação a 2020. 

Embora esteja “na moda”, investir sem qualquer critério em renda variável pode trazer prejuízos. É preciso ter cuidado na hora de escolher os papéis que farão parte do portfólio e acompanhar de perto o desempenho das empresas.

“ A bolsa é um ótimo caminho para quem quer uma rentabilidade superior à da renda fixa, mas lá os investidores também encontrarão maior exposição ao risco. Por isso é necessário estar sempre bem informado. Para quem não tem tempo de se dedicar, o ideal é buscar uma assessoria de investimentos ou gestora de recursos”, destaca o portfolio manager. 

Fundos de investimentos imobiliários (FIIs)

Cada vez mais presentes no radar — e na carteira — dos investidores, os FIIs têm funcionamento similar a outros fundos, porém, são focados em empreendimentos imobiliários ou investem seu patrimônio em ativos ligados ao setor. 

Uma característica que chama a atenção é que esse tipo de investimento pode oferecer, simultaneamente, retorno por meio da valorização das cotas e distribuição de dividendos. Isso porque há fundos que investem em imóveis para locação e os aluguéis gerados por esses contratos são divididos entre os cotistas do fundo. “Os FIIs estão ganhando o radar dos investidores por oferecerem possibilidade de renda passiva, por meio dos dividendos, que além de ser um dinheiro que os investidores recebem mensalmente, ainda permanece isenta de imposto de renda mesmo com o avanço da reforma tributária”, pontua Wagner.

Quer conhecer os melhores investimentos para realizar o seu próximo sonho? A Blue3 te ajuda a encontrar o caminho!

O Que São e Por que Investir em Fundos ESGs?

Durante a pandemia, os Fundos ESG chamaram bastante atenção da mídia e do mercado financeiro. Seu bom desempenho em meio à pandemia não passou despercebido.

Mas você sabe o que são eles?

O que são os Fundos ESG?

Basicamente, são fundos baseados em princípios Ambientais (Environmental), Sociais (Social) e de Governança (Governance). Apesar de hoje, a B3 possuir somente quatro índices que seguem tais critérios, nos próximos dois anos deve haver um aumento nessa quantidade.

Mas o que significa, na prática, ESG? E por que a B3 e as gestoras estão cada vez mais interessados em criar opções de investimentos nesse ativo?

Os investidores estão cada vez mais preocupados em aliar boa rentabilidade com princípios éticos sustentáveis, e os índices ESG são ótimas opções para isso.

Os fundos acionários sustentáveis acumularam alta superior a qualquer outro tipo de fundo, e queda inferior a todos, com exceção dos fundos de ações livres. 

Fundos ESG apresentam maior performance

Além disso, pensando em cenário global, a BlackRock, divulgou um levantamento que indica que os produtos de investimento com princípios ESG tiveram performance superior aos seus pares em vários momentos recessivos dos últimos anos, desde a crise do petróleo de 2015.

Ser norteado por práticas “Environmental, Social and Governance” gera valor para a empresa ao longo prazo, além de mitigar riscos, através da integração entre ESG e estratégias corporativas. Como resultado tem-se um aumento da cotação de mercado da empresa.

 O Longo Prazo é um dos principais fatores para se optar por índices ESG, visto que estes se mostraram mais resilientes, principalmente durante a pandemia do COVID-19. Empresas que focam em governança, por exemplo, não pensam somente no lucro do trimestre, mas em responsabilidade para com o futuro.

 Os princípios ambientais, apesar de serem mais difíceis de quantificar, possuem sua importância quando se prioriza o futuro. Empresas que não possuem cuidados ambientais, podem sofrer com risco regulatório, através de taxas e impostos mais altos.

Atenção para os principios sociais

Por fim, a importância de princípios sociais, cujo impacto acontece também por risco regulatório, abrange segurança de dados, segurança do trabalho, diversidade, compensação, benefícios, entre outros. Este princípio está ganhando muita relevância, visto que os custos humanos estão impactando cada vez mais as empresas.

Apesar destas práticas irem de encontro à maximização de resultados no curto prazo, os fatores mencionados devem ser levados em consideração pelas companhias.

O receio do investidor nacional no longo prazo, deriva de uma cultura imediatista e receio de incertezas econômicas. Porém, com a popularização de investimentos alternativos, opções como Fundos ESG estão cada vez mais em destaque, tanto pela rentabilidade, quanto pela crescente onda green.

Fontes: Maisretorno, investnews, B3, morningstar.