Quero dar entrada na casa própria, qual o investimento ideal?

A compra da casa própria está no topo da lista de sonhos de grande parte da população brasileira. Porém, esse é um projeto que deve ser encarado para o longo prazo, uma vez que as diversas “fases” da conquista envolvem grandes investimentos e não é possível “parar a vida” e se concentrar só nisso, afinal, as contas continuam chegando, inclusive o boleto do aluguel de onde você vai morar até que tenha um “teto” para chamar de seu.

Apesar de não ser um objetivo fácil de alcançar, com planejamento — e apoio da Blue3 — você conseguirá realizar com sucesso mais essa etapa da criação do seu legado financeiro.

Vamos lá?

Fase 1: organize-se e poupe

Sem organização e disciplina não será possível conquistar um sonho ambicioso como esse. Então, mantenha seus gastos nos trilhos, entenda quais são suas contas recorrentes do mês, o que é possível cortar dos supérfluos, como a pizza do final de semana e torne-se um “poupador de carteirinha”. Lembre-se sempre: cada real economizado te coloca um passo mais perto de realizar o sonho da casa própria.

Fase 2: defina suas metas

Sua vida financeira já está em ordem? Está conseguindo guardar uma parte dos seus ganhos todo mês? A partir desse ponto, os assessores da Blue3 poderão te dar o apoio que você precisa para planejar o sonho de adquirir a sua casa própria.

Mas, antes, será preciso cuidar de outros lados importantes da sua vida financeira. Já conta com uma reserva financeira de emergência? Conta com um plano de previdência que garantirá um futuro mais confortável quando você parar de trabalhar? Já pensou em um seguro de vida, que cuidará daqueles que você ama caso um imprevisto aconteça?

“Cuidar dos imprevistos que o futuro pode nos trazer é o primeiro passo para uma vida financeira organizada, que trará a oportunidade de realizarmos todos os sonhos em seus prazos adequados, inclusive adquirir um imóvel”, afirma Amanda Fraioli, especialista em educação financeira da Blue3.

Está com tudo em ordem? Então é hora de passar de fase e pensar no primeiro passo grande para a compra do seu imóvel: a entrada.

Programe-se para dar a maior entrada possível

Quando falamos em adquirir um imóvel, o modelo mais comum é recorrer ao financiamento imobiliário, no qual uma instituição financeira concede o valor relativo à maior parte do custo imóvel que será adquirido, diluindo aquele empréstimo em parcelas mensais em longo prazo — geralmente em torno de 30 anos. A vantagem dessa operação é poder ter acesso ao imóvel mais rapidamente. Porém, como todo empréstimo, o banco cobra juros e o valor final pago pelo proprietário sempre acaba sendo muito maior do que o emprestado. Outra forma seria acumular 100% do capital e pagar à vista, porém, para esse plano dar certo é preciso de uma dose ainda maior de disciplina e paciência. 

Afinal, não é do dia para a noite que se acumula por volta de R$ 400 mil, preço médio de um apartamento de dois quartos em São Paulo (SP), segundo levantamento realizado pela plataforma Imovelweb em fevereiro deste ano.

Mas mesmo que escolha o caminho do financiamento, o investimento inicial ainda não será pequeno. Isso porque, para assinar um contrato de empréstimo, os bancos pedem um aporte de entrada, que geralmente fica em torno de 20% do valor total do imóvel. Nesse ponto, vale a pena se programar para aportar o maior valor possível na entrada, o que pode diminuir o tempo de financiamento, juros incidentes sobre o contrato e, possivelmente, um valor mais baixo nas parcelas. Porém, considerando o mínimo necessário, ainda será preciso acumular ao menos R$ 80 mil para esse primeiro passo. 

Utilize a calculadora do cidadão do Banco Central do Brasil para simular as condições de financiamento. 

Como os investimentos podem te ajudar a chegar lá

Se o seu primeiro objetivo é acumular os R$ 80 mil necessários para dar entrada no primeiro imóvel, investir é o melhor caminho. Como já vimos, essa não é uma meta para ser realizada em alguns dias, mas em anos. Por isso, é importante que o investimento preserve o poder de compra do dinheiro contra a desvalorização pela inflação, algo que a poupança, seguramente, não oferecerá, uma vez que rendeu 1,43% entre janeiro e agosto de 2021

Confira algumas opções que o mercado oferece com essas características:

Uma das opções que atende às necessidades é o Tesouro IPCA+, modalidade pós-fixada de título do Tesouro Direto atrelada à inflação oficial, que preserva o poder de compra do dinheiro. Além de remunerar a variação do IPCA, esse título também paga juros adicionais, de acordo com o período aplicado. 

Além da proteção contra a desvalorização, o título do tesouro tem liquidez, podendo ser resgatado de um dia para o outro e também oferece baixo risco, uma vez que todos os títulos são garantidos pelo Governo Federal.

Outra opção é o Certificado de Depósito Bancário (CDB). Para simplificar, este investimento nada mais é do que o poupador emprestando dinheiro a uma instituição financeira para que essa possa emprestar a outras pessoas que buscam crédito. Nesse caso, a taxa de rentabilidade pode ser definida tanto no ato da compra quanto ser pós-fixada (atrelada ao IPCA ou à Selic, que é a taxa de juros definida pelo Banco Central). O prazo de vencimento é variável, existindo uma grande oferta de opções de médio prazo que podem se adequar ao planejamento para compra de um imóvel. O CDB costuma ser um dos primeiros passos dos novos investidores quando eses deixam a poupança para trás e ingressam no mercado financeiro. Trata-se de um investimento garantido pelo chamado Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que o torna uma opção de baixo risco no mercado financeiro.  

Ainda entre as opções de renda fixa, podem também ser consideradas as chamadas Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Similares ao CDB, as LCs significam que o dinheiro que você aplicará (emprestará para uma instituição financeira, mediante remuneração) será direcionado para agentes atuantes nos setores imobiliários ou do agronegócio. Igualmente com opções de remuneração pré ou pós-fixada, as LCs rendem acima do CDI (taxa usada como referência em renda fixa) e são isentas de abatimento de Imposto de Renda sobre remuneração. Para grande parte das LCs ofertadas atualmente, já há a chamada liquidez diária, o que garante a preservação da rentabilidade daquele momento, caso o investidor precise retirar os valores antes da data de vencimento contratado. 

Para colher os resultados pretendidos, porém, é altamente recomendado respeitar o vencimento do contrato, escolhendo os títulos que se adequam ao prazo que você pretende deixar o dinheiro investido.

Outras dicas para acelerar a conquista da sua casa própria

No caso da aquisição de um imóvel, lembre-se que existe a possibilidade de acessar o saldo remanescente na conta do FGTS e que para obter boas condições de taxas e crédito é de grande valia manter um score de bom pagador, portanto, se mantenha longe das dívidas e siga honrando os seus compromissos em dia. Um bom histórico abre portas no mercado financeiro. 

Se escolher por realizar um financiamento imobiliário, lembre-se que automaticamente suas contas recorrentes aumentarão bastante. Inclua esse gasto no seu planejamento financeiro mensal e não esqueça de “turbinar” a sua reserva de emergência para dar conta de mais esse gasto caso aconteça um imprevisto.

Quer encontrar o melhor caminho para realizar o sonho da casa própria e conquistar os seus objetivos? Procure a Blue3 que teremos o imenso prazer em conhecer as suas metas e te ajudar a chegar lá!

Como e por que fazer o planejamento sucessório?

Construir um legado sólido e que pode ser aproveitado por muitas gerações é, com certeza, motivo para se sentir confortável. 

Entretanto, existem burocracias – não tão confortáveis assim – que precisam ser levadas em consideração, como as que envolvem o planejamento e a preservação de tudo que foi conquistado, seja por você ou pela sua empresa, por exemplo.  

Por isso, pensar em planejamento sucessório, além de necessário, é uma demonstração de respeito a todo o seu esforço e trabalho. 

Neste artigo, vamos explicar exatamente o que é um planejamento sucessório, quais as opções e os riscos de não pensar no futuro. 

O que é planejamento sucessório?

Ninguém gosta de imaginar o dia em que vai morrer, ou pensar como a família vai seguir caso não esteja mais aqui. Algumas pessoas até pensam que lidar com esse tipo de assunto “atrai”. Mas, a verdade é que não tem como deixar para depois. 

Essa é uma etapa decisiva da vida de uma pessoa. Além de ser uma forma de garantir que todo o seu patrimônio seja distribuído da forma correta, sem se “perder” ou ficar desprotegido após sua partida. 

Afinal, nós investimos nosso dinheiro e trabalhamos para que, no futuro, seja possível desfrutar de tudo que foi conquistado. Imagine, então, se todo esse esforço fosse desperdiçado por uma falta de planejamento em vida? 

Vamos pensar em uma situação hipotética, na qual o nosso personagem fictício, Pedro, não fez o seu planejamento sucessório. Em um dia comum, se envolveu em um acidente de trânsito e, infelizmente, faleceu. 

Pedro era casado, pai de dois homens e empresário. Bom, o que aconteceu foi que, a família, além de ter que lidar com a terrível dor da perda, precisou ir atrás das burocracias do inventário para organizar como o patrimônio de Pedro e sua empresa seriam administrados a partir dali. 

E você sabe como é o processo de inventário? 

Precisamos dizer que, a grosso modo, fazer o inventário é um processo demorado, podendo levar anos.

Além disso, os custos para fazer um inventário podem representar até 20% dos bens, porque envolve o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD); a alíquota de cada estado –  entre 1,5% e 8% e custos de cartório.

Ainda, para o processo do inventário, tem também a taxa jurídica que fica entre 2% e 12% (segundo a tabela da OAB). Ou seja, são muitos os encargos que vão precisar ser descontados diretamente dos bens da pessoa que faleceu. 

Até aqui, já deu para observar, o quão custoso é – em todos os sentidos – ficar à mercê desse processo. Bom, temos também um outro ponto: 

Como os herdeiros são escolhidos no processo de inventário?

O que a maioria sabe é que, os herdeiros legítimos – descendentes, ascendentes, cônjuges/companheiros e colaterais até o 4º grau – têm direito a uma quota do montante total do patrimônio. 

Quando há um herdeiro só, o processo é menos burocrático e, às vezes, é até possível escapar do inventário. Mas, quando há mais de um herdeiro, não há como fugir. 

E, ainda, se não há acordo de divisão entre as partes, fica mais complicado. Tão complicado a ponto de, em muitos casos, ser necessário um juiz para intervir e decidir como será a partilha. 

Qual é a saída para facilitar toda essa burocracia e evitar problemas por falta de planejamento? Bom, chegamos ao ponto da pergunta do início. 

O planejamento sucessório é uma alternativa de formalizar a divisão dos bens e a proteção do patrimônio, ainda em vida, por um custo bem menor, respeitando todos os desejos da pessoa que possui os bens e para que, se algo acontecer, a transferência das titularidades seja rápida. 

Tem dúvidas sobre o assunto? Clique aqui e fale direto com nossos profissionais. 

Como é feito o planejamento sucessório?

Para fazer o planejamento sucessório, é necessário traçar estratégias de acordo com a intenção da pessoa interessada. Mas, entre as possíveis estratégias e formas de fazer isso, vamos elencar em tópicos quais são as principais. 

Seguro de vida

O seguro de vida é uma ferramenta imprescindível no planejamento sucessório. É nele que se inicia tudo, como se fosse o  “bê-á-bá” da sucessão. 

Isso porque, a principal adversidade que herdeiros enfrentam no momento da sucessão é a ausência de liquidez financeira para custear o processo de inventário e manter o padrão de vida.

Os bens do falecido invariavelmente ficam indisponíveis, o que acaba sendo um problema de difícil solução. O seguro de vida tem um ponto de destaque em relação às outras ferramentas como a previdência privada, por exemplo. 

Por lei, o seguro de vida nunca integra o inventário, mesmo em processos com litígios – disputas judiciais. Além disso, ele pode ser contratado por uma fração do valor necessário para a sucessão. 

Portanto, é a ferramenta com maior nível de segurança e custo-benefício na hora de garantir aos herdeiros os recursos necessários para o custeio de todo o processo sucessório.

Testamento 

Essa é uma das práticas mais conhecidas e é até comum ouvirmos que uma pessoa deixou um testamento antes de morrer. Mas, como funciona? No testamento, a pessoa pode escolher como será feita a distribuição dos seus bens. 

No entanto, é preciso que a legislação seja respeitada. E está na lei que 50% do patrimônio deve ser, obrigatoriamente, transferido aos herdeiros necessários

E os outros 50% são livres para serem destinados a quem o “testador” quiser, sem necessariamente precisar ser da família. 

Previdência Privada

A previdência privada é outra estratégia bem interessante quando o assunto é planejamento sucessório. Para isso, é necessário contratar um plano que esteja alinhado com essas expectativas. 

No momento de contratar o plano, já é possível estabelecer os beneficiários (herdeiros) dos recursos e, caso ocorra a morte do titular, o valor é repassado para as pessoas escolhidas, sem precisar aguardar muito tempo. 

Outro ponto positivo é que na maioria das vezes, não há necessidade de passar pelo processo de inventário e, ainda, não tem incidência do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) – existem exceções em algumas localidades do país.

Entretanto, em processos de sucessão com litígio – conflito de interesses – o juiz pode incluir a previdência no inventário, inviabilizando o recebimento dos recursos. 

Se você quiser entender mais sobre como funciona a previdência privada, clique aqui e confira nosso artigo exclusivo sobre o tema!

Doação 

Uma alternativa é fazer doação em vida. A pessoa interessada pode fazer doações dos seus bens em vida para os herdeiros, como uma estratégia de organizar o seu planejamento. 

O interessante é que o doador pode continuar usufruindo dos seus bens até a sua morte. E para utilizar o bem, o beneficiário também precisa consultar o doador, caso esteja vivo. Para isso, a doação é repassada com reserva de usufruto. 

As doações podem ser repassadas sem custo, desde que seja respeitada a máxima anual definida pelo estado. 

Holding familiar

A Holding familiar é uma outra forma de facilitar os processos de transferência e tributação. Para isso, o interessado abre uma holding, ou seja, uma empresa que vai reter o patrimônio da família, e os sócios são os herdeiros. 

Decidi fazer meu planejamento, e agora?

Escolher fazer o planejamento sucessório é, com certeza, uma forma de cuidar de tudo o que foi conquistado por você e é tão importante porque evita muitas burocracias desnecessárias que podem prejudicar o seu patrimônio.

Como destacamos acima, existem diversas intercorrências quando todas essas questões não são organizadas em vida. 

Envolve dor de cabeça dos familiares e possíveis desavenças; custos altos que são retirados do próprio patrimônio e o tempo de liberação dos bens que pode, inclusive, deprecia-los. 

Ao tomar a decisão de fazer o seu planejamento sucessório, é preciso ter em mente que é essencial ter o auxílio de profissionais que entendam do assunto, como o planejador financeiro. Afinal, estamos falando de uma decisão muito importante e que envolve a qualidade de vida de todos. 

Esse profissional vai alinhar com você quais são os principais objetivos para poder entender qual será a estratégia e os instrumentos ideais para organizar o seu patrimônio e aproveitá-lo da melhor forma.

Ficou com dúvidas? Clique aqui para conversar. 

Quer trocar de carro? Veja como realizar seu objetivo sem pagar juros de financiamento

Se você tem o objetivo de trocar de carro, muito provavelmente você já se encontrou em dúvida sobre como se planejar financeiramente. Nessas horas, investir pode ser uma alternativa ao financiamento, uma vez que os bancos costumam cobrar juros altos nesse tipo de operação.

Porém, é necessário realizar um bom planejamento para que o seu objetivo possa ser alcançado sem arriscar seu orçamento pessoal. 

Entenda o custo fixo

De acordo com Raphael Prata, líder de Fundos de Investimentos da Blue3, você precisa estar atento ao fato de que para planejar a um novo automóvel é preciso ter a mesma disciplina de uma dívida mensal, isto é, adicionar esse investimento aos seus “custos fixos”, que são as despesas que, mensalmente, você deve honrar, assim como as demais contas de água, luz e internet, e outros gastos, como transporte e alimentação.

“Quando você se planeja para uma compra de alto valor, como um carro, você não pode dizer algo como: ‘ah, se sobrar, vou investir!’ Não! Tem que ser pago fielmente todo mês, como se fosse uma despesa recorrente”.

Raphael Prata | Líder de fundos de investimentos | Blue3

Ao colocar o investimento na sua conta mensal, é possível programar o investimento sem comprometer o seu planejamento financeiro.

Diversificação

Utilizar os investimentos para trocar de carro permite que você consiga adquirir este bem sem pagar muitos juros, porém, é necessário ter paciência. O ideal é criar uma “rotina” para se programar.

Por exemplo, se você troca de carro a cada dois anos, assim que concluir uma compra, já comece a investir para programar a próxima, assim o relógio estará sempre a seu favor. 

Mas como escolher os investimentos que farão parte dessa sua carteira, priorizando essa meta?

Segundo Prata, é preciso diversificar, independentemente do objetivo. “Não devemos alocar todo o dinheiro somente num único ativo”, adverte. Suas aplicações devem estar protegidas em diferentes tipos de investimentos, incluindo renda fixa, variável e fundos de investimento. E os critérios para a diversificação dessa carteira serão definidos pelo perfil do investidor interessado: conservador, moderado ou agressivo.

“Se for alguém de um perfil mais agressivo, isso significa que o investidor está disposto a mais riscos. A rentabilidade tende a ser maior, por exemplo, que a carteira de alguém com perfil mais conservador”.

Raphael Prata | Líder de fundos de investimentos | Blue3

O ideal é contar com uma assessoria de investimentos que te ajude a conciliar os objetivos pessoais com as opções disponíveis no mercado de capitais, auxiliando não somente na compra de um carro novo ou na entrada de um imóvel, mas também para metas de longo prazo, como a aposentadoria e a independência financeira.

Venha para a Blue3 e encontre os melhores investimentos para construir o seu legado financeiro.

Quero investir para pagar a faculdade dos meus filhos. Como planejar?

Garantir uma boa educação escolar aos filhos é uma prioridade para os pais. Desde a alfabetização, passando pelos ensinos fundamental e médio, até o tão sonhado curso superior. A educação é a melhor maneira de garantir um futuro próspero na sociedade contemporânea, mas uma boa instituição de ensino particular, nem sempre, é acessada a preços módicos. Ainda mais quando falamos do ensino universitário.

E este é um dos principais motivos pelos quais o planejamento financeiro torna-se fundamental.

Use o tempo a seu favor

Por meio de um planejamento prévio adequado é possível investir para financiar a faculdade dos filhos com mais de uma década de antecedência. E essa organização abrirá bastante o leque de opções de investimentos que atenderão as especificidades do acúmulo de capital para a concretização deste objetivo. 

Consideremos o tripé dos investimentos: risco (segurança), rentabilidade e liquidez. Como falamos aqui de uma ação estruturada para o longo prazo, podemos considerar a liquidez como o fator menos preponderante, uma vez que o objetivo não contempla o resgate do montante no curto espaço de tempo.

Também não é possível assumir uma posição exclusivamente centrada em investimentos mais arrojados, afinal, quando temos um planejamento financeiro a longo prazo, é possível também proteger a valorização do seu dinheiro, não havendo necessidade de exposição à volatilidade das opções que podem render acima da média em prazos menores.

Considere boas opções

A composição de uma carteira diversificada é a melhor estratégia e pode ser adotada tanto para uma cobertura de segurança quanto para garantir maiores rendimentos.

Uma composição interessante é começar pela alocação de recursos em investimentos de renda fixa como CDBs, LCIs e LCAs, com prazo de vencimento longo (para aplicações a partir de dois anos será praticada a menor alíquota de IR, mas como falamos em prazos longos, é possível buscar por contratos ainda mais extensos, que terão maior rentabilidade). 

Desde abril de 2020, instituições financeiras, corretoras e fintechs também estão habilitadas para a emissão dos certificados de depósito bancários, uma modalidade até então restrita aos bancos tradicionais

Outra opção que pode compor essa carteira é o fundo de investimento multimercado. Trata-se de uma modalidade que sobe um degrau a mais no fator risco em comparação à renda fixa. Mas, também por isso, oferece ótima rentabilidade e outros benefícios, como diversificação e flexibilidade.

Nessa modalidade, o investidor delega a alocação dos recursos a um fundo gestor especializado, que pode ser em um ou mais mercados pré-estabelecidos de acordo com a estratégia definida para aquela classe. São diversas classes distintas de fundos de investimentos classificadas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Uma das estratégias mais utilizadas por gestores de fundos – e procuradas pelos investidores – são as aplicadas nos chamados “fundos macro”, nos quais os ativos que compõem aquele fundo são atrelados a índices macroeconômicos e, costumeiramente, focados nos médio e longo prazos.

A maior parte dos fundos multimercados são tributados como os fundos de renda fixa (com a alíquota do IR atingindo o menor patamar para aplicações superiores a 720 dias). 

Diversifique

Um terceiro ativo que pode compor a estratégia de investimento para o longo prazo, já pensando na faculdade de seus filhos, é o título de crédito privado.

Apesar de ter um pouco mais de risco, ainda é possível prever quais serão os rendimentos oriundos da aplicação, o que torna o ativo altamente recomendado como fator de diversificação e por proporcionar maior rentabilidade. Nessa modalidade, o investidor compra títulos emitidos por empresas e instituições privadas para “emprestar” dinheiro a uma companhia: debêntures, CRIs e CRAs são exemplos. 

A debênture torna o investidor um credor da companhia emissora do título. A remuneração pode ser feita por intermédio de juros pré-estabelecidos ou participação nos lucros. Existem duas variações de debêntures disponíveis no mercado: as comuns (tributadas pelo IR) e as incentivadas (isentas de IR por preverem investimentos em projetos de infraestrutura que beneficiem o país e os respectivos setores econômicos relacionados). 

Já os CRIs e CRAs costumam ser mais rentáveis que os títulos privados (LCIs e LCAs). São modalidades procuradas por investidores mais experientes, não apenas pelo risco de crédito, mas porque geralmente a aplicação mínima costuma exigir valores mais elevados e, em alguns casos, é necessário que o investidor seja considerado um investidor qualificado.

Tanto CRIs quanto CRAs são investimentos isentos de incidência de Imposto de Renda e também de IOF. 

Acesse a Central de Sistemas da Comissão de Valores Mobiliários e confira todas as ofertas públicas de títulos registrados. 

Apostar no longo prazo, balancear o portfólio com ativos de menor exposição a risco e que complementem opções de maior rentabilidade. Planejando com antecedência e sabedoria, a árdua tarefa de bem-educar será executada com uma preocupação a menos: a quitação dos boletos. 

E claro, um planejamento financeiro fica muito mais eficiente quando feito ao lado de profissionais. Por isso, procure a ajuda da Blue3, clique aqui e inscreva-se para falar com um dos nossos assessores.