Pre x Pós: Qual a diferença entre os títulos do Tesouro Direto?

Com menos de 50 reais já é possível aplicar seu dinheiro no Tesouro Direto. A plataforma disponibiliza ativos para quem pretende obter retorno financeiro tanto para curto prazo, quanto para médio ou longo prazo. 

Emitidos pelo Tesouro Nacional, órgão do Governo Federal, os títulos do Tesouro Direto são considerados investimentos seguros, isso porque são parte da dívida do governo federal, ou seja: o risco de “calote” é praticamente nulo.

No site oficial do programa estão disponíveis diferentes tipos de títulos e é interessante conhecer a diferença entre cada um deles antes de aplicar. Para cada objetivo ou prazo de investimento, existe um título ideal para incluir na sua carteira. 

A seguir, confira a diferença entre as opções disponíveis no “cardápio” do Tesouro Direto e qual atende melhor às suas necessidades:

Tesouro Direto pós-fixado

O Tesouro Direto disponibiliza três tipos de títulos distintos. São eles: o Tesouro Prefixado, o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA +.

O Tesouro Selic possui rentabilidade atrelada à taxa básica de juros, isto é: conforme o índice se movimenta, ele pode render mais ou menos. 

Neste mês, o Comitê de Políticas Monetárias do Banco Central (Copom), estabeleceu a Selic em 6,25% ao ano. Com isso, a taxa segue seu ciclo de alta iniciado em março, quando partiu da mínima histórica (2% a.a.).

Segundo o relatório Focus divulgado na última segunda-feira (27/09), produzido também pelo Banco Central com base em pesquisa com analistas financeiros das principais empresas do mercado financeiro, a taxa deve chegar a 8,25% ao ano ainda em 2021. Se for esse o caso, o Tesouro Selic terá essa taxa de rendimento, acrescida ainda de uma pequena rentabilidade adicional, de acordo com o vencimento do título escolhido. 

Segundo o site do Tesouro Direto, este é um bom investimento para quem tem objetivos de curto prazo e para adquirir reservas financeiras emergenciais.

Outro título pós fixado é o Tesouro IPCA+, que é atrelado a outro índice macroeconômico: a inflação medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Também segundo o último relatório Focus, a projeção para a inflação ao final de 2021 é de 8,45%. Da mesma forma que no Tesouro Selic, o título atrelado ao IPCA também adiciona uma pequena rentabilidade além da fixada pelo índice. Segundo o portal do Tesouro Direto, a modalidade é recomendada para aplicações de longo prazo, como instrumento para proteção do patrimônio contra a desvalorização trazida pela alta dos preços.

Tesouro direto prefixado

Já nos títulos do tesouro prefixado, como o próprio nome diz, é possível saber, no momento de investir, quanto você receberá no vencimento da aplicação, variando entre 10% e 11% nos títulos disponíveis atualmente. Por isso, segundo a página do tesouro, é indicado para estratégias de médio e longo prazos.

Quais são os títulos oferecidos pelo Tesouro Direto?

Atualmente, existem dez tipos de títulos disponíveis no Tesouro Direto para aplicações financeiras. Eles são divididos entre os prefixados, Selic e IPCA +. Saiba, a seguir, quais são esses investimentos e qual a rentabilidade anual de cada um.

  • Tesouro Prefixado 2024: rentabilidade anual de 10,12%.
  • Tesouro Prefixado 2026: rentabilidade anual de 10,43%.
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais de 2013: rentabilidade anual de 11,06%.
  • Tesouro Selic 2024: rentabilidade diária vinculada à taxa Selic + 0,1565%.
  • Tesouro Selic 2027: rentabilidade diária vinculada à taxa Selic + 0,2853%.
  • Tesouro IPCA + 2026: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,54%.
  • Tesouro IPCA + 2035: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,76%.
  • Tesouro IPCA + 2045: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,76%.
  • Tesouro IPCA + com juros semestrais 2030: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,67%.
  • Tesouro IPCA + com juros semestrais 2040: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,81%.
  • Tesouro IPCA + com juros semestrais 2055: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,88%.

A plataforma do Tesouro Direto também disponibiliza um simulador para o investidor ter uma ideia de quanto seu dinheiro pode render dependendo de qual tipo de aplicação investir. Dessa forma, é possível ter uma ideia de quanto você pode adquirir de acordo com seu objetivo.

Cuidados que o investidor deve ter

Por ter um preço acessível para investir e estar quase certo de que as aplicações renderão frutos, muitos acreditam que é praticamente impossível “perder” dinheiro no Tesouro Direto. Mas, se considerarmos que o ganho real de qualquer investimento é apurado depois de descontada a inflação do período, é possível “perder” dinheiro.

Outro fator importante que pode resultar em “prejuízo” é resgatar a aplicação antes do previsto. Vender um título com menos de um mês após a sua aquisição, por exemplo, será cobrado taxa de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Outra forma que pode te fazer “perder dinheiro” com o Tesouro Direto é a “marcação a mercado”, atualização diária do preço que sofrem os títulos prefixados. De acordo com contexto econômico (inflação, taxa Selic, cenário político etc.), esses ativos “ganham” ou “perdem” demanda no mercado, o que influencia diretamente no seu valor caso o investidor decida vendê-lo. 

Porém, nem sempre é simples de entender — principalmente para quem não tem experiência com o mercado financeiro — como a marcação a mercado e outros fatores podem influenciar a rentabilidade dos títulos. Por isso é sempre importante contar com uma assessoria de investimentos, como a da Blue3.

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Quer saber mais sobre o tesouro direto? leia o artigo: o que é preciso saber antes de investir no Tesouro Direto?

CDB e CDI: entenda as diferenças e saiba como investir

Se você pesquisa sobre investimentos em renda fixa, se é um investidor mais conservador, ou se está dando seus primeiros passos por esse mercado, certamente já ouviu falar em CDB e CDI. 

E sim, os termos são parecidos e por muitas vezes confundidos, mas as definições e os seus fins são distintos. 

Neste artigo você vai entender como funcionam, quais são as diferenças e como investir.

O que é CDI?

O CDI é o Certificado de Depósito Interbancário e atua como um indexador de referência do mercado, sendo uma das principais taxas usadas na renda fixa. 

Para contextualizar, vamos te explicar a origem do CDI. Fundamentalmente, o CDI é uma ferramenta das instituições financeiras para captar recursos, por isso o nome “Depósito Interbancário”. 

Ou seja, para encerrar o dia com saldo positivo – exigência do Banco Central a todas instituições financeiras – os bancos buscam um empréstimo com outras instituições e a taxa base para definir o juros desse empréstimo entre os bancos é o CDI. 

Esse empréstimo não é disponibilizado para pessoas físicas, mas o CDI acabou se tornando uma taxa reguladora do mercado financeiro. Pois, todas as operações realizadas pelos bancos por meio do CDI são registradas na Bolsa brasileira, que calcula a taxa média praticada. 

Assim, a taxa é divulgada diariamente como referência para a rentabilidade dos investimentos. Por isso, você costuma ouvir que determinado título do CDB está rendendo 100% do CDI. 

Muito além disso, o indexador também serve para avaliar se aquele investimento está dando um bom retorno ou não. Não perca tempo, clique aqui e invista agora! 

Fundos DI

Neste artigo, também é válido explicar brevemente o que são os Fundos DI, porque seu nome acaba sendo confundido diversas vezes com o CDI em questão. 

Fundos DI é um fundo de investimentos que está atrelado à taxa CDI. Também fazem parte da renda fixa e envolvem carteiras com, pelo menos, 80% aplicado em ativos que sejam vinculados a essa taxa de juros. 

Esses fundos são administrados por gestoras responsáveis. Procure um assessor Blue3 e comece a investir em Fundos DI!

O que é CDB?

Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um dos investimentos mais comuns da renda fixa. Por ser dessa classe, é considerado de menos risco e sua segurança pode ser comparada com a da poupança, mas com rentabilidade maior que já começa a contar desde o dia da aplicação. 

Além disso,o CDB também é um investimento assegurado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), até o montante máximo de 250 mil reais por instituição financeira/conglomerado financeiro ou CPF/CNPJ.

Assim como na poupança, ao adquirir um CDB, o investidor está emprestando o seu dinheiro para o banco que, por sua vez, irá utilizá-lo para realizar suas atividades bancárias, como emprestar para seus clientes, por exemplo. Em troca, o investidor recebe os juros sobre o investimento. 

Vale um adendo: ao usar o investimento para realizar operações de crédito com os clientes, o banco ganha no famoso “spread” que é a diferença entre os juros que serão devolvidos para você e o que é cobrado do cliente pelo empréstimo.


Porém, quando falamos em CDB, não estamos falando de um único tipo. Existem três tipos no mercado: o prefixado, pós-fixado e o híbrido. 

E mais, o CDB pode ter tanto a opção de liquidez diária, como a opção de resgatar apenas no vencimento. 

CDB prefixado 

Os títulos prefixados possibilitam que o investidor saiba qual será o rendimento total da aplicação até o dia do vencimento. Ou seja, ao adquirir o título, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que vai receber no final. Por exemplo: 7% ao ano. 

CDB pós-fixado 

Os títulos pós-fixados, são atrelados a indexadores (geralmente CDI). Assim, os rendimentos são diários e variam conforme as oscilações do indexador do título. 

Por esse motivo, o investidor só consegue ter uma previsão dos rendimentos e só saberá de fato o valor que vai receber no dia que for realizar o resgate. Mesmo com as oscilações, não significa que há o risco de perder o dinheiro. Apenas que, o rendimento será o mesmo do indexador naquele dia. 

O CDB pós-fixado pode ser considerado mais defensivo e se encaixa em diversos cenários econômicos. Comece a investir em CDB, fale com um assessor Blue3 agora!

CDB híbrido 

O CDB híbrido é um misto de pós-fixado com prefixado. Isso quer dizer que esse título oferece uma parte pós-fixada, atrelada à variação da inflação (IPCA ou IGP-M) e outra parte prefixada, que é o valor fixo do rendimento ao ano. 

Veja também o artigo “Como investir em Renda Fixa de forma inteligente.” ou clique aqui e comece a investir agora.

Imposto de Renda

Os CDBs têm Imposto de Renda sobre o rendimento (lucro) via tabela regressiva podendo ser entre 22,5% e 15%. O que isso quer dizer? Quanto maior o período em que o dinheiro ficar investido, menor será a alíquota incidente. 

A primeira faixa de tributação é de 22,5% e é válida se o investimento tiver um período menor ou igual a 180 dias. De 181 a 360 dias, a alíquota é de 20%. Caso o investimento

tenha entre 361 a 720 dias, a alíquota será de 17,5%. Por fim, para investimentos acima de 720 dias, a alíquota é de 15%.

Para calcular o seu Imposto de Renda com mais eficiência e tranquilidade, conte com a Contabilidade da Bolsa.

Vale a pena? Como investir em CDB?

Assim como qualquer outro investimento, é preciso ponderar e analisar todo o cenário, principalmente da taxa de juros, para entender se está valendo a pena no momento ou não. Bem como, entender sobre a sua carteira e perfil de investidor.

Mesmo assim, é possível pontuar algumas características do CDB: 

  • É um investimento de baixo risco, assegurado pela FGC.
  • Tem a possibilidade de liquidez diária
  • É possível controlar o poder de compra, já que existe a previsibilidade dos rendimentos.
  • Amplas opções de títulos no mercado (oferecidos por instituições de pequeno a grande porte). 

Para investir é preciso avaliar em qual instituição (de confiança!) você tem interesse em abrir uma conta e quais os títulos do CDB que mais fazem sentido com os seus objetivos para esse investimento. É importante ressaltar que o valor mínimo para investir no CDB vai depender de cada título.

Além disso, é muito importante ter ao lado um profissional para te auxiliar e evitar que você tome decisões equivocadas ou perca tempo com escolhas que não são boas para você. 

E é claro, se tiver alguma dúvida sobre CDB e CDI, clique aqui e fale diretamente com um assessor Blue3. 

Prefixados ou pós-fixados: Qual investir?

É comum nos depararmos com remunerações prefixadas ou pós-fixadas ao investir em títulos de renda fixa.



Quando investimos nos títulos prefixados, já sabemos de imediato quanto iremos receber exatamente quando este título vencer. Enquanto isso, nos pós-fixados apenas saberemos quanto iremos receber no momento em que o título expirar. Para se decidir em qual dos dois iremos investir, uma análise do cenário macroeconômico é necessária.

Prefixados

Os títulos prefixados pagam ao investidores uma porcentagem que exceda a inflação, acrescida de um prêmio de risco.



Para entender o que é esse prêmio de risco, usarei o exemplo de título públicos americanos e brasileiros.



Os EUA tem um ótimo histórico de controle de inflação através de suas política monetárias. Isso faz com que os investidores tenham mais confiança no país e exigem uma remuneração menor para investir em títulos de dívida soberana. Eles basicamente aceitam ganhar pouco acima da inflação, pois sabem que dificilmente a inflação irá disparar.



No Brasil o passado é um pouco mais nebuloso, com algumas crises de inflação e política monetárias duvidosas. Isso faz com que o risco de a inflação disparar no Brasil seja muito maior do que nos EUA, o que motiva os investidores a exigirem mais prêmio de risco para investir em nosso país.



O prêmio de risco é justamente a diferença de remuneração ao investir em um título livre de risco, que seria o americano e no título brasileiro.



Devemos investir nos títulos prefixados em cenários em que a visibilidade econômica é clara, o que faz com que não tenhamos surpresas desagradáveis. Não queremos investir em um prefixado nos pague 8% ao ano, para alguns meses depois vermos a inflação disparar para 10% e assistirmos novos prefixados sendo lançados no mercado pagando 15% ao ano.



Isso faz com que nosso rendimento fique abaixo da inflação, perdendo poder de compra.



A análise macroeconômica é extremamente necessária para definir se é o momento de se investir em um prefixado ou não. O cenário de longo prazo para a economia é bom? As taxas de juros devem ficar estáveis ou cair nos próximos anos?



Se a resposta para alguma dessas perguntas for positiva, sinal verde, pode ser um bom momento de investir nessa categoria de títulos.

Pós-Fixados

Os títulos pós-fixados são mais defensivos, uma vez que são atrelados a indicadores que protegem nosso poder de compra. Os indicadores mais comuns são SELIC e CDI para indexadores de taxas de juros e IPCA e IGP-M para indexadores de inflação.



Esses títulos são mais defensivos pois a SELIC e o CDI andam praticamente juntos e são utilizados como forma de baixar a inflação. Sendo assim, se a inflação subir, SELIC e CDI devem subir também.



No caso de um título indexado ao IPCA ou IGP-M, automaticamente iremos nos proteger da inflação, uma vez que nossa remuneração virá desses dois indexadores.



É comum que os títulos indexados sejam compostos por um percentual adicional de remuneração, como IPCA+2,5%. Esse adicional é um prêmio de risco. Esse adicional quer dizer que o investidor está recebendo a mais pelo risco de a empresa ou o país não conseguirem honrar suas dívidas.



Os títulos pós-fixados são mais defensivos e por conta disso se encaixam em qualquer cenário econômico. Se o investidor for mais criterioso em sua análise, ele pode analisar se o prêmio oferecido nos pós-fixados compensam os oferecidos nos prefixados e então definir em qual título investir.