Pre x Pós: Qual a diferença entre os títulos do Tesouro Direto?

Com menos de 50 reais já é possível aplicar seu dinheiro no Tesouro Direto. A plataforma disponibiliza ativos para quem pretende obter retorno financeiro tanto para curto prazo, quanto para médio ou longo prazo. 

Emitidos pelo Tesouro Nacional, órgão do Governo Federal, os títulos do Tesouro Direto são considerados investimentos seguros, isso porque são parte da dívida do governo federal, ou seja: o risco de “calote” é praticamente nulo.

No site oficial do programa estão disponíveis diferentes tipos de títulos e é interessante conhecer a diferença entre cada um deles antes de aplicar. Para cada objetivo ou prazo de investimento, existe um título ideal para incluir na sua carteira. 

A seguir, confira a diferença entre as opções disponíveis no “cardápio” do Tesouro Direto e qual atende melhor às suas necessidades:

Tesouro Direto pós-fixado

O Tesouro Direto disponibiliza três tipos de títulos distintos. São eles: o Tesouro Prefixado, o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA +.

O Tesouro Selic possui rentabilidade atrelada à taxa básica de juros, isto é: conforme o índice se movimenta, ele pode render mais ou menos. 

Neste mês, o Comitê de Políticas Monetárias do Banco Central (Copom), estabeleceu a Selic em 6,25% ao ano. Com isso, a taxa segue seu ciclo de alta iniciado em março, quando partiu da mínima histórica (2% a.a.).

Segundo o relatório Focus divulgado na última segunda-feira (27/09), produzido também pelo Banco Central com base em pesquisa com analistas financeiros das principais empresas do mercado financeiro, a taxa deve chegar a 8,25% ao ano ainda em 2021. Se for esse o caso, o Tesouro Selic terá essa taxa de rendimento, acrescida ainda de uma pequena rentabilidade adicional, de acordo com o vencimento do título escolhido. 

Segundo o site do Tesouro Direto, este é um bom investimento para quem tem objetivos de curto prazo e para adquirir reservas financeiras emergenciais.

Outro título pós fixado é o Tesouro IPCA+, que é atrelado a outro índice macroeconômico: a inflação medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Também segundo o último relatório Focus, a projeção para a inflação ao final de 2021 é de 8,45%. Da mesma forma que no Tesouro Selic, o título atrelado ao IPCA também adiciona uma pequena rentabilidade além da fixada pelo índice. Segundo o portal do Tesouro Direto, a modalidade é recomendada para aplicações de longo prazo, como instrumento para proteção do patrimônio contra a desvalorização trazida pela alta dos preços.

Tesouro direto prefixado

Já nos títulos do tesouro prefixado, como o próprio nome diz, é possível saber, no momento de investir, quanto você receberá no vencimento da aplicação, variando entre 10% e 11% nos títulos disponíveis atualmente. Por isso, segundo a página do tesouro, é indicado para estratégias de médio e longo prazos.

Quais são os títulos oferecidos pelo Tesouro Direto?

Atualmente, existem dez tipos de títulos disponíveis no Tesouro Direto para aplicações financeiras. Eles são divididos entre os prefixados, Selic e IPCA +. Saiba, a seguir, quais são esses investimentos e qual a rentabilidade anual de cada um.

  • Tesouro Prefixado 2024: rentabilidade anual de 10,12%.
  • Tesouro Prefixado 2026: rentabilidade anual de 10,43%.
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais de 2013: rentabilidade anual de 11,06%.
  • Tesouro Selic 2024: rentabilidade diária vinculada à taxa Selic + 0,1565%.
  • Tesouro Selic 2027: rentabilidade diária vinculada à taxa Selic + 0,2853%.
  • Tesouro IPCA + 2026: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,54%.
  • Tesouro IPCA + 2035: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,76%.
  • Tesouro IPCA + 2045: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,76%.
  • Tesouro IPCA + com juros semestrais 2030: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,67%.
  • Tesouro IPCA + com juros semestrais 2040: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,81%.
  • Tesouro IPCA + com juros semestrais 2055: rentabilidade vinculada ao IPCA + 4,88%.

A plataforma do Tesouro Direto também disponibiliza um simulador para o investidor ter uma ideia de quanto seu dinheiro pode render dependendo de qual tipo de aplicação investir. Dessa forma, é possível ter uma ideia de quanto você pode adquirir de acordo com seu objetivo.

Cuidados que o investidor deve ter

Por ter um preço acessível para investir e estar quase certo de que as aplicações renderão frutos, muitos acreditam que é praticamente impossível “perder” dinheiro no Tesouro Direto. Mas, se considerarmos que o ganho real de qualquer investimento é apurado depois de descontada a inflação do período, é possível “perder” dinheiro.

Outro fator importante que pode resultar em “prejuízo” é resgatar a aplicação antes do previsto. Vender um título com menos de um mês após a sua aquisição, por exemplo, será cobrado taxa de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Outra forma que pode te fazer “perder dinheiro” com o Tesouro Direto é a “marcação a mercado”, atualização diária do preço que sofrem os títulos prefixados. De acordo com contexto econômico (inflação, taxa Selic, cenário político etc.), esses ativos “ganham” ou “perdem” demanda no mercado, o que influencia diretamente no seu valor caso o investidor decida vendê-lo. 

Porém, nem sempre é simples de entender — principalmente para quem não tem experiência com o mercado financeiro — como a marcação a mercado e outros fatores podem influenciar a rentabilidade dos títulos. Por isso é sempre importante contar com uma assessoria de investimentos, como a da Blue3.

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Quer saber mais sobre o tesouro direto? leia o artigo: o que é preciso saber antes de investir no Tesouro Direto?

Quero investir para pagar a faculdade dos meus filhos. Como planejar?

Garantir uma boa educação escolar aos filhos é uma prioridade para os pais. Desde a alfabetização, passando pelos ensinos fundamental e médio, até o tão sonhado curso superior. A educação é a melhor maneira de garantir um futuro próspero na sociedade contemporânea, mas uma boa instituição de ensino particular, nem sempre, é acessada a preços módicos. Ainda mais quando falamos do ensino universitário.

E este é um dos principais motivos pelos quais o planejamento financeiro torna-se fundamental.

Use o tempo a seu favor

Por meio de um planejamento prévio adequado é possível investir para financiar a faculdade dos filhos com mais de uma década de antecedência. E essa organização abrirá bastante o leque de opções de investimentos que atenderão as especificidades do acúmulo de capital para a concretização deste objetivo. 

Consideremos o tripé dos investimentos: risco (segurança), rentabilidade e liquidez. Como falamos aqui de uma ação estruturada para o longo prazo, podemos considerar a liquidez como o fator menos preponderante, uma vez que o objetivo não contempla o resgate do montante no curto espaço de tempo.

Também não é possível assumir uma posição exclusivamente centrada em investimentos mais arrojados, afinal, quando temos um planejamento financeiro a longo prazo, é possível também proteger a valorização do seu dinheiro, não havendo necessidade de exposição à volatilidade das opções que podem render acima da média em prazos menores.

Considere boas opções

A composição de uma carteira diversificada é a melhor estratégia e pode ser adotada tanto para uma cobertura de segurança quanto para garantir maiores rendimentos.

Uma composição interessante é começar pela alocação de recursos em investimentos de renda fixa como CDBs, LCIs e LCAs, com prazo de vencimento longo (para aplicações a partir de dois anos será praticada a menor alíquota de IR, mas como falamos em prazos longos, é possível buscar por contratos ainda mais extensos, que terão maior rentabilidade). 

Desde abril de 2020, instituições financeiras, corretoras e fintechs também estão habilitadas para a emissão dos certificados de depósito bancários, uma modalidade até então restrita aos bancos tradicionais

Outra opção que pode compor essa carteira é o fundo de investimento multimercado. Trata-se de uma modalidade que sobe um degrau a mais no fator risco em comparação à renda fixa. Mas, também por isso, oferece ótima rentabilidade e outros benefícios, como diversificação e flexibilidade.

Nessa modalidade, o investidor delega a alocação dos recursos a um fundo gestor especializado, que pode ser em um ou mais mercados pré-estabelecidos de acordo com a estratégia definida para aquela classe. São diversas classes distintas de fundos de investimentos classificadas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Uma das estratégias mais utilizadas por gestores de fundos – e procuradas pelos investidores – são as aplicadas nos chamados “fundos macro”, nos quais os ativos que compõem aquele fundo são atrelados a índices macroeconômicos e, costumeiramente, focados nos médio e longo prazos.

A maior parte dos fundos multimercados são tributados como os fundos de renda fixa (com a alíquota do IR atingindo o menor patamar para aplicações superiores a 720 dias). 

Diversifique

Um terceiro ativo que pode compor a estratégia de investimento para o longo prazo, já pensando na faculdade de seus filhos, é o título de crédito privado.

Apesar de ter um pouco mais de risco, ainda é possível prever quais serão os rendimentos oriundos da aplicação, o que torna o ativo altamente recomendado como fator de diversificação e por proporcionar maior rentabilidade. Nessa modalidade, o investidor compra títulos emitidos por empresas e instituições privadas para “emprestar” dinheiro a uma companhia: debêntures, CRIs e CRAs são exemplos. 

A debênture torna o investidor um credor da companhia emissora do título. A remuneração pode ser feita por intermédio de juros pré-estabelecidos ou participação nos lucros. Existem duas variações de debêntures disponíveis no mercado: as comuns (tributadas pelo IR) e as incentivadas (isentas de IR por preverem investimentos em projetos de infraestrutura que beneficiem o país e os respectivos setores econômicos relacionados). 

Já os CRIs e CRAs costumam ser mais rentáveis que os títulos privados (LCIs e LCAs). São modalidades procuradas por investidores mais experientes, não apenas pelo risco de crédito, mas porque geralmente a aplicação mínima costuma exigir valores mais elevados e, em alguns casos, é necessário que o investidor seja considerado um investidor qualificado.

Tanto CRIs quanto CRAs são investimentos isentos de incidência de Imposto de Renda e também de IOF. 

Acesse a Central de Sistemas da Comissão de Valores Mobiliários e confira todas as ofertas públicas de títulos registrados. 

Apostar no longo prazo, balancear o portfólio com ativos de menor exposição a risco e que complementem opções de maior rentabilidade. Planejando com antecedência e sabedoria, a árdua tarefa de bem-educar será executada com uma preocupação a menos: a quitação dos boletos. 

E claro, um planejamento financeiro fica muito mais eficiente quando feito ao lado de profissionais. Por isso, procure a ajuda da Blue3, clique aqui e inscreva-se para falar com um dos nossos assessores.

O que é preciso saber antes de investir no Tesouro Direto?

Popular da Renda Fixa, o Tesouro Direto é um tipo de investimento bem conhecido. Afinal, saber que é possível investir com segurança e com retorno maior do que a poupança, já é ótimo!

Mas, o Tesouro é atrativo para investidores de todos os perfis. Para o conservador, tem sido uma opção além da poupança; e para o investidor mais arrojado, pode ser um produto para diversificação de carteira. 

Mesmo sendo considerado de menor risco, você precisa saber exatamente como funciona antes de dar o primeiro passo, assim como em qualquer outro investimento. 

O objetivo deste artigo é exatamente esse, te explicar o que é o Tesouro Direto e quais são as suas opções para investir nele. 

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional – do governo federal – lançado em 2002 em parceria com a Bolsa de Valores brasileira, a B3.

Fundamentalmente, o investidor que compra o título está “emprestando” o seu dinheiro para o governo, para que sejam financiados projetos ou para sanar as dívidas públicas, por exemplo.

E, por sua vez, o investidor recebe uma valorização do seu capital investido por meio dos juros. 

A principal característica desses títulos é que são acessíveis em comparação aos outros, permitindo aplicações a partir de R$30.

Como falamos até agora no plural, já foi possível imaginar que existem mais de um tipo de título. E, realmente! O investidor pode optar por uma opção específica de título, de acordo com o que fizer mais sentido.

Ainda, existe a possibilidade de escolher títulos que tenham liquidez diária – que o dinheiro pode ser movimentado a qualquer momento – ou com prazos de vencimento variados.

O indicador que vai medir o retorno também depende da escolha de quem está investindo.

Por fim, o título do Tesouro Direto pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido. 

Veja a seguir:

Títulos prefixados


Os títulos prefixados, são aqueles que no momento da aplicação já apresentam qual será a rentabilidade que o investidor terá de retorno. Assim, quem compra o título sabe exatamente o quanto vai receber de lucro na data do vencimento. 

Títulos pós-fixados 

Os títulos pós-fixados têm a sua remuneração atrelada a um indexador que pode variar ao longo do tempo, até o vencimento da aplicação. Portanto, sua remuneração vai depender das variações do indexador escolhido.

Nesse caso, o investidor não “perde” dinheiro levando o título até o vencimento. O que acontece é que se a porcentagem daquele indexador estiver menor, consequentemente, a rentabilidade vai ser menor também. E vice-versa.  

Títulos híbridos

Nos títulos híbridos, a remuneração é baseada em uma taxa pré-fixada somada a algum índice (como a inflação, por exemplo, ou o CDI). 

Como investir no Tesouro Direto?

O investimento no Tesouro Direto também é acessível. É 100% digital e feito por intermediação de instituições bancárias ou corretoras de valores. 

Para isso, é preciso abrir uma conta em um local de confiança, avaliando as taxas e propostas, e se cadastrar na plataforma do Tesouro Direto. A plataforma já disponibiliza as opções de títulos para os investidores. 

O horário de funcionamento para comprar títulos do Tesouro Direto é comercial, sendo, todos os dias úteis das 9h30 às 18 horas, com os preços e taxas operados no momento da transação.

Agora, trouxemos algumas opções de títulos para que você entenda melhor como funciona.

Tesouro Prefixado (LTN)


Assim como explicado acima, o Tesouro Prefixado (LTN) tem as taxas de juros fixadas no momento da compra do título, e o pagamento dos juros será somente na data de vencimento. Por isso, esse é o investimento em que você sabe exatamente qual será o retorno na data do vencimento.

As datas de vencimento podem variar, sendo de curto, médio e longo prazo. Mesmo sendo prefixado, se a venda do título ocorrer antes do vencimento, o Tesouro Nacional irá pagar somente o valor de mercado (taxa vigente) do título.

Isso quer dizer que os rendimentos recebidos podem ser menores do que o acordado no início.

O Tesouro Prefixado tem incidência de Imposto de Renda. 

Tesouro Selic (LFT)

O Tesouro Selic, também conhecido como LTF, é um tipo de título pós-fixado do Tesouro Direto.

Para investir, é preciso fazer apenas uma aplicação, e o valor irá render conforme a variação da taxa básica de juros da economia, a Selic.

Entre as características principais desse título, podemos destacar a possibilidade de liquidez diária – movimentar o dinheiro quando necessário –  e a baixa volatilidade, em que o valor é corrigido diariamente pela variação da taxa vigente.

Por ter esses atributos, é considerado um bom título para o investidor iniciante ou que deseja um melhor rendimento para a sua reserva de emergência. 

Entretanto, o Tesouro Selic não possui a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que pode restituir em até R$250 mil por CPF caso o órgão emissor do título venha a falir. 

Mas, os profissionais do mercado avaliam esse risco como baixo por se tratar do governo, considerando como um risco soberano.

Por fim, é importante frisar que o Tesouro Selic possui incidência de Imposto de Renda. 

Tesouro IPCA (NTN-B Principal)

O Tesouro IPCA é um exemplo de título híbrido, pois sua característica principal é que a taxa está atrelada a uma taxa prefixado + o índice pós-fixado. 

Diferente do Tesouro Selic, esse título tem a rentabilidade que acompanha o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) – inflação do país, além do retorno prefixado definido ao adquirir o título. 

Por isso, nesse título, os retornos estarão acima da inflação. Caso a aplicação realizada seja resgatada antes do prazo contratado, o investidor pode obter ágio ou deságio, dependendo do valor a mercado do título. E caso o papel seja levado até o vencimento, o investidor receberá a rentabilidade da taxa contratada. 

O Tesouro IPCA (NTN-B Principal) também possui incidência de Imposto de Renda. 

Imposto de Renda


Como foi possível observar, os títulos do Tesouro Direto possuem incidência de Imposto de Renda. A tributação é feita por meio de tabela regressiva.

A primeira faixa de tributação é de 22,5% e é válida se o investimento tiver um período menor ou igual a 180 dias. De 181 a 360 dias, a alíquota é de 20%. Caso o investimento tenha entre 361 a 720 dias, a alíquota será de 17,5%.

Por fim, para investimentos acima de 720 dias, a alíquota é de 15%.

Para te auxiliar com a tributação, conte com a Contabilidade da Bolsa, uma empresa especializada em impostos para investidores. 

Como saber em qual título do Tesouro investir?


Nós mostramos aqui algumas opções de título do Tesouro Direto. E entre as possibilidades de prazo de vencimento, tipos de juros e outras tantas características, você pode ter se perguntado em qual tipo de título é melhor investir.

Bem, primeiramente você deve ter bem claro em mente o que está buscando. Qual o objetivo com o investimento? É ter uma reserva de emergência? Investir para a faculdade dos filhos? Para comprar um carro? Se faça perguntas!

Assim, será possível ir em busca do título que mais atende a sua necessidade. Por exemplo: se você deseja uma reserva de emergência, não faria sentido contratar um título com vencimento daqui 2 anos, certo? A melhor escolha seria, então, um título de liquidez diária. E por aí vai. 

Essa, então, seria a premissa básica. Mas, entendemos que para quem não está familiarizado com os termos, é mais difícil entender qual título se encaixa com o  objetivo. 

Por isso, é recomendado ter ao lado um assessor de investimentos, que irá te auxiliar durante todos os processos, entendendo o seu momento e participando das escolhas que sejam adequadas para você. 

Se você tem dúvidas, clique aqui e fale agora com um assessor Blue3. 

Títulos privados e títulos de crédito privados: confira as diferenças, prós e contras

ABC DO MERCADO


Um dos desafios do mercado financeiro, em prol da popularização da educação financeira, é descomplicar nomes, siglas e mecanismos por trás das modalidades de investimento. O próprio Governo Federal reconheceu esta necessidade, em 2015, quando alterou o nome dos títulos ofertados pelo Tesouro Nacional para facilitar a compreensão por parte dos investidores.

E é exatamente a aparente similaridade na nomenclatura que pauta este texto. Afinal, você sabe qual é a diferença entre os chamados títulos privados e os títulos de crédito privados?

Para começar é importante pontuar que estamos falando de duas diferentes classes de investimentos de renda fixa, que remuneram a partir de uma taxa pré-estabelecida de juros ou têm a sua rentabilidade atrelada a um índice (como inflação ou taxa Selic).

As similaridades, porém, encerram-se por aí. Confira!

Antes de mais nada: o que são “títulos”? 

No mercado financeiro, falamos “título” quando nos referimos a papéis que entidades emitem para arrecadar recursos. Os títulos podem ser emitidos por bancos, empresas ou entidades financeiras e securitizadoras, e diferem-se uns dos outros em aspectos como remuneração, tributação, prazos e níveis de risco.

Títulos privados

Títulos privados são ativos de renda fixa emitidos por bancos e instituições financeiras com prazo de vencimento definido e taxa de remuneração pré-fixada, pós-fixada ou híbrida (com parte da rentabilidade fixa e a outra parte acompanhando algum índice econômico).

Os mais usuais títulos privados encontrados no mercado nacional são os famosos CDB (Certificado de Depósito Bancário), a LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). 

Na prática, ao contratar uma destas modalidades, você está emprestando dinheiro ao banco ou instituição para que este financie outros tomadores de empréstimo, novos projetos, ou até mesmo seu próprio capital de giro.

Já em relação às LCIs e LCAs, os bancos ou instituições emissoras do respectivo papel destinarão o capital para empresas atuantes nos segmentos imobiliário ou do agronegócio.

No geral, os ativos de renda fixa como CDBs, LCIs e LCAs são considerados alguns dos investimentos de menor risco encontrados no mercado e contam com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

No caso dos CDBs, o fato de renderem mais que a poupança e possuírem boa liquidez os torna atrativos para uma boa parte dos investidores iniciantes e também aos que buscam alocar parte dos recursos em ativos de renda fixa como parte de uma estratégia de diversificação.

Um fator de ponderação neste caso é a incidência de Imposto de Renda sobre a aplicação, que começa em 22,5% dos ganhos em aplicações de até 180 dias e cai, gradualmente, para um mínimo de 15% para aplicações que ultrapassem os 720 dias.

Já no caso de LCIs e LCAs não há incidência de Imposto de Renda sobre os ganhos, porém, em ambos os casos, o valor mínimo de aplicação costuma ser maior que nos CDBs e a liquidez também precisa ser considerada, uma vez que há prazos de carência ou data de vencimento para retirada dos recursos aplicados.

Outras modalidades de títulos privados existentes no mercado são LF (Letra Financeira), RDB (Recibo de Depósito Bancário), LH (Letra Hipotecária) e LC (Letra de Câmbio), entre outros.

Escreva aqui embaixo nos comentários caso queira conhecer mais a fundo estes outros ativos, que a Blue3 irá preparar um conteúdo específico para cada um deles!

Títulos de crédito privados

Enquanto nos títulos privados o mecanismo prevê que o investidor empreste dinheiro para uma instituição financeira – que então o utilizará para o próprio operacional, ou o direcionará para outros tomadores de empréstimo – quando falamos dos títulos de crédito privados, falamos em “emprestar” para empresas ou instituições securitizadoras que estejam captando recursos para financiar novos projetos. 

Igualmente uma modalidade de renda fixa, os títulos de crédito privados tendem a possuir uma rentabilidade maior que outros ativos de renda fixa. Por outro lado, são considerados um pouco menos seguros que os títulos privados, por exemplo, por não contarem com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O funcionamento é basicamente o mesmo. O investidor aloca seus recursos em determinada companhia por um tempo pré-estabelecido e é remunerado por intermédio de taxa de juros.

Assim como nos títulos privados, são encontrados títulos pré ou pós-fixados e também híbridos. Alguns exemplos são as debêntures e os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). 

O valor mobiliário emitido por uma empresa, a debênture, torna o investidor um credor daquela companhia. A remuneração pode ser feita por intermédio dos juros estabelecidos ou mesmo participação nos lucros daquela empresa, a depender do acordado no ato de contratação do investimento.

O resgate costuma ocorrer pelo menos dois anos depois da aplicação, mas os prazos para retorno podem ser maiores em alguns casos. Existem duas variações de debêntures disponíveis no mercado: as comuns (tributadas pelo IR) e as incentivadas (isentas de IR por preverem investimentos em projetos de infraestrutura que beneficiem o país e os respectivos setores econômicos relacionados). 

Já os CRIs e CRAs costumam ser mais rentáveis que os seus “primos” da classe dos títulos privados (LCIs e LCAs). O motivo? Possuírem menor liquidez e maior risco de crédito. Muitas vezes, CRIs e CRAs são modalidades procuradas por investidores mais experientes, não apenas pelo risco de crédito, mas porque geralmente a aplicação mínima costuma exigir valores mais elevados e, em alguns casos, é necessário que o investidor seja considerado um investidor qualificado.

Tanto CRIs quanto CRAs são investimentos isentos de incidência de Imposto de Renda e também de IOF

Tem interesse nesse tipo de investimentos? Quer conhecer as melhores opções disponíveis no mercado atualmente? Fale com um assessor Blue3.

Sonha com o primeiro imóvel? Confira os melhores investimentos para acumular renda

O planejamento financeiro é importante em todas as fases da vida, principalmente quando se pensa em comprar o primeiro imóvel, um dos principais sonhos de conquista das pessoas. Justamente por se tratar de uma decisão de longo prazo, é essencial que se tenha muita atenção nesse momento. É aí que entra o papel dos investimentos, que podem ser os grandes responsáveis por fazer sua reserva crescer de forma mais rápida.

Para os profissionais da área, quando se trata de investimentos de longo prazo, a renda fixa pode ser uma ótima opção. Vale ficar de olho tanto nos títulos públicos do Tesouro Direto quanto em opções oferecidas por instituições privadas, como CDBs, LCIs, LCAs, CRIs e CRAs.

Para escolher o investimento que melhor atende ao seu perfil, antes de mais nada você precisa traçar seu objetivo, sempre pensando no preço do imóvel. Quanto poupar por mês? Pretende fazer aportes mensais? Quer ter mais ou menos riscos?

Confira as principais diferenças entre esses modelos de investimentos:

Tesouro IPCA+

Talvez seja o investimento mais acessível para quem investe para médio e longo prazo, como em casos de compra de imóveis. O Tesouro IPCA+ com ou sem juros semestrais (NTN-B e NTN-B Principal) é um tipo de título público que paga uma taxa prefixada mais a variação da inflação pelo IPCA.

Como são negociados via Tesouro Direto, o aporte inicial é de apenas R$ 30, respeitando o valor mínimo de 1% do valor de um título.

Nesse modelo, quanto maior o prazo, maior a oscilação. Assim, as vendas antecipadas podem dar ao investidor um retorno negativo, caso os preços estejam em baixa. Dessa forma, é importante também casar o prazo de vencimento do papel com o prazo de utilização dos recursos.

Na maioria dos casos, é o mais indicado quando se deseja poupar para a compra de imóvel.

LCI e LCA

LCA é a sigla para Letra de Crédito do Agronegócio. Já LCI significa Letra de Crédito Imobiliário. Esses títulos são emitidos por bancos e se diferem no foco do financiamento. O primeiro financia as atividades do setor de agronegócio. Já o segundo suporta atividades do setor imobiliário.

Em ambos, a taxa de rentabilidade e a data de vencimento são definidas no momento da compra. Ou seja, a diferença principal está na taxa de rendimento, prazo de aplicação, aporte inicial e o foco de investimento – no agronegócio ou no setor imobiliário.

A grande vantagem nesse tipo de investimento está na isenção de taxas e na rentabilidade um pouco acima do CDI.

Quando o objetivo é a compra de um imóvel, o ideal é escolher LCIs e LCAs de prazos mais longos, melhorando a rentabilidade.

Fundos de renda fixa

Os investimentos mais conservadores não são os ideais quando pensamos em compras de imóveis. A acumulação nessas aplicações financeiras é mais lenta, mas funciona.

Nesse modelo, os gestores dos fundos compram títulos de renda fixa, como CDBs (certificados de depósito bancário) e Títulos Públicos, em uma espécie de empréstimo, esperando receber esse dinheiro de volta, acrescido de juros.

Os fundos de renda fixa costumam empregar diversos ativos em sua composição – até mesmo ativos mais arriscados podem compor a carteira. Os ganhos são divididos entre todos os participantes proporcionalmente, a depender de quanto cada um aplicou no fundo.

CDBs indexados à inflação

O CDB IPCA ou Certificado de Depósito Bancário vinculado ao desempenho do Índice Nacional de Preços ao Consumidor é uma aplicação de renda fixa muito utilizada por quem deseja proteger o poder de compra da moeda.

Geralmente são emitidos por bancos médios e costumam ter uma remuneração bastante interessante. Oferecem uma taxa prefixada mais a variação da inflação, em geral pelo IPCA.

Quanto maior o prazo, maior tende a ser a rentabilidade. Mas como não costumam ter liquidez antes do vencimento, o ideal é casar o prazo do papel com o do objetivo.

E para que seus investimentos realmente tenham resultados, nada melhor que contar com o apoio dos profissionais da área.

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ABC do Mercado – Relatório Focus projeta inflação a 7,27% em 2021. Entenda como é calculado o IPCA

As projeções para a inflação em 2021 não estão otimistas. Segundo a pesquisa semanal realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras do Brasil e disponibilizada no relatório Focus da última segunda-feira (27/08), a expectativa é que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), considerado o índice oficial de inflação do país, termine este ano acumulado em 7,27%. 

Esse nível de inflação, caso se confirme, representaria o maior aumento anual de preços no Brasil desde 2015, quando o índice encerrou o ano com acumulado de 10,67%.

Mas o que isso significa?

A inflação é um dos grandes fantasmas da economia brasileira. Nos anos 1980, o país foi obrigado a conviver com um fenômeno chamado “hiperinflação”, em que o dinheiro perdia valor rapidamente (muitas vezes em questão de dias ou até horas). Naquele tempo, era comum as pessoas receberem o salário e — às vezes, literalmente — correrem para o supermercado para comprar o que fosse possível, uma vez que os preços eram constantemente remarcados diretamente nas prateleiras. Felizmente, esse tempo passou e hoje a economia brasileira desfruta de relativa estabilidade. Mas isso não quer dizer que nosso dinheiro tenha parado de se desvalorizar.

Para medir a perda do poder de compra do nosso dinheiro, o governo brasileiro utiliza a pesquisa mensal de preços do varejo e serviços, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em dez grandes cidades brasileiras. O cálculo é feito em cada região e, depois, somam-se os valores apurados para compor o índice nacional. Entre os dados utilizados pela entidade estão desde preços de alimentos básicos, como arroz, feijão, frutas e legumes nos supermercados, até custos com transporte, vestuário, educação, saúde e serviços, como concessão de energia elétrica e água encanada.

A partir das variações de preços é possível entender se, com o mesmo montante de dinheiro, a população conseguiu consumir mais ou menos. Se a balança pender para o lado negativo, o resultado é chamado de inflação. Por outro lado, se o dinheiro “ganhou valor”, diz-se que o cenário foi “deflacionário”.

Seu dinheiro poderá valer menos no final deste ano

Voltando à previsão do mercado financeiro, caso ela seja certeira, no final deste ano teremos menor capacidade de consumo que no começo. Com o IPCA a 7,27%, caso você tenha guardado R$ 100 embaixo do colchão em janeiro, em dezembro você continuará com a mesma cédula azul, mas agora ela terá o poder de compra equivalente de R$ 92,73 no início do ano. Ou seja: depois de doze meses, você precisará de sete reais a mais para comprar os mesmos itens no supermercado. Esse é o poder (negativo) da inflação.

Ninguém gosta de perder dinheiro, mas como se proteger da inflação?

Não é possível proteger-se totalmente da inflação. Afinal, todos os dias vamos à padaria, ao supermercado, compramos uma roupa, almoçamos fora… Enfim, existe sempre uma influência da inflação sobre o nosso dia a dia.

Porém, é possível proteger o futuro!
Como?
O melhor caminho é utilizar investimentos que tragam rentabilidade acima da inflação, para que o patrimônio cresça sem se desvalorizar.

Um dos melhores exemplos é o Tesouro Direto IPCA+. O título, emitido pelo tesouro nacional, é indexado à inflação oficial, isto é, tem seu rendimento atrelado a ela, além de uma pequena taxa de crescimento mensal. No caso da opção com vencimento para 2045, por exemplo, o investidor recebe juros equivalentes ao IPCA no período mais 4,63% ao ano.  

Diferentemente de quem deixou o dinheiro no colchão, ao final de 2021 um investidor que tivesse investido R$ 100 no Tesouro IPCA+ 2045 não terminaria o ano com R$ 92,73, mas com R$ 104,63.  Na prática, entre o que deixou de perder e o que rendeu, esse investidor “embolsou” R$ 11 em 12 meses.

Parece pouco, mas é sempre melhor ganhar do que perder!

Venha para a Blue3 e transforme seu futuro por meio dos melhores investimentos!

Blue3 e SpaceMoney anunciam parceria e lançam novos canais de informação

Um dos ativos mais valiosos do século 21 é a informação. Diariamente, fatos econômicos, políticos e sociais interferem no nosso cotidiano e, para quem investe e pensa no futuro, estar por dentro desses acontecimentos no momento certo pode significar a diferença entre lucro e prejuízo. 

Informar com agilidade e trazer análises de qualidade é a missão dos novos canais Bolsa de Valores e Proteção e Futuro, focados no cotidiano da B3 – a bolsa de valores brasileira – e nos mercados de seguros e previdência.

O portal SpaceMoney, especializado na cobertura do mercado de capitais e em produção de conteúdo com foco em educação financeira, é o responsável pela organização editorial e hospedagem do projeto, que tem patrocínio da Blue3. A empresa, escolhida pela XP Investimentos como melhor escritório de agentes autônomos do Brasil em 2021, colabora também com conteúdo analítico baseado nas recomendações e relatórios da corretora.

“Esses novos canais especiais de informação nascem em linha com os princípios que norteiam o negócio da Blue3, de valorizar a informação de qualidade e fomentar a educação financeira. Quem respira o mercado financeiro precisa estar sempre ligado no mundo ao redor e, para nós, é uma grande satisfação poder oferecer essa conexão”, destaca Wagner Vieira, CEO da Blue3.

“A Blue3 é o parceiro ideal para o início da nossa área de projetos especiais, que está desenvolvendo novos canais temáticos sobre segmentos importantes do mercado de capitais e da economia, como criptomoedas, investimentos no exterior, agronegócio e saúde, entre outros, sempre em parceria com empresas que são referência em seus ramos de atuação. Vem muita coisa boa por aí”, adianta Fabio Murad, CEO da SpaceMoney

Mais informação sobre a bolsa

Segundo dados divulgados pela B3 no início de agosto, atualmente 3,9 milhões de pessoas físicas têm conta para investimentos em renda variável. Para quem faz parte desse grupo — ou tem interesse em conhecer e acompanhar o mercado acionário —,  o canal Bolsa de Valores é um passaporte para os pregões.

Dessa forma, é possível acompanhar as cotações dos papéis pela ferramenta SpaceNow, se informar sobre os principais fatos relevantes no universo das empresas listadas e conferir o desempenho do Ibovespa e dos principais índices internacionais. Tudo acompanhado pela contextualização dos profissionais da Rede Blue3.

Portanto, além de notas rápidas, a página trará também conteúdos de fôlego, como reportagens, lives e entrevistas em diferentes formatos, incluindo texto, infográficos e vídeos.

Clique aqui e acesse o canal Bolsa de Valores.

Seu futuro está garantido?

Sabemos que não é possível prever o futuro, mas você pode sim, construir o seu! Por isso, se planejar financeiramente, investir em previdência privada e contar com produtos de seguro são medidas indispensáveis para alcançar esse objetivo. 

Porém, infelizmente, essa não é a realidade da maioria dos brasileiros. Segundo o “Raio-X do Investidor”, pesquisa realizada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em julho deste ano, apenas 9% dos brasileiros investem em previdência privada. A maioria (71%) respondeu que dependerá da previdência social (INSS) ou do próprio salário, ou seja: não pretendem parar de trabalhar.

Foi pensando nisso que nasceu o canal Proteção e Futuro, cujo o objetivo é ajudar esse público a ter uma nova consciência financeira, trazendo reportagens sobre educação e planejamento do orçamento pessoal.

Entre os temas estão dicas de como economizar, além das opções de planos de previdência que estão em evidência no mercado e de produtos de seguro que atendam às necessidades dos diferentes perfis de famílias.

Clique aqui para conhecer o canal Proteção e Futuro.

Qual é o seu próximo sonho? Você já definiu as suas metas?

Traçar um planejamento financeiro é essencial para conquistar seus objetivos, e claro, a Blue3 pode te ajudar a alcançá-los.

Procure um assessor Blue3 agora, e comece a investir com excelência!

CDB e CDI: entenda as diferenças e saiba como investir

Se você pesquisa sobre investimentos em renda fixa, se é um investidor mais conservador, ou se está dando seus primeiros passos por esse mercado, certamente já ouviu falar em CDB e CDI. 

E sim, os termos são parecidos e por muitas vezes confundidos, mas as definições e os seus fins são distintos. 

Neste artigo você vai entender como funcionam, quais são as diferenças e como investir.

O que é CDI?

O CDI é o Certificado de Depósito Interbancário e atua como um indexador de referência do mercado, sendo uma das principais taxas usadas na renda fixa. 

Para contextualizar, vamos te explicar a origem do CDI. Fundamentalmente, o CDI é uma ferramenta das instituições financeiras para captar recursos, por isso o nome “Depósito Interbancário”. 

Ou seja, para encerrar o dia com saldo positivo – exigência do Banco Central a todas instituições financeiras – os bancos buscam um empréstimo com outras instituições e a taxa base para definir o juros desse empréstimo entre os bancos é o CDI. 

Esse empréstimo não é disponibilizado para pessoas físicas, mas o CDI acabou se tornando uma taxa reguladora do mercado financeiro. Pois, todas as operações realizadas pelos bancos por meio do CDI são registradas na Bolsa brasileira, que calcula a taxa média praticada. 

Assim, a taxa é divulgada diariamente como referência para a rentabilidade dos investimentos. Por isso, você costuma ouvir que determinado título do CDB está rendendo 100% do CDI. 

Muito além disso, o indexador também serve para avaliar se aquele investimento está dando um bom retorno ou não. Não perca tempo, clique aqui e invista agora! 

Fundos DI

Neste artigo, também é válido explicar brevemente o que são os Fundos DI, porque seu nome acaba sendo confundido diversas vezes com o CDI em questão. 

Fundos DI é um fundo de investimentos que está atrelado à taxa CDI. Também fazem parte da renda fixa e envolvem carteiras com, pelo menos, 80% aplicado em ativos que sejam vinculados a essa taxa de juros. 

Esses fundos são administrados por gestoras responsáveis. Procure um assessor Blue3 e comece a investir em Fundos DI!

O que é CDB?

Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um dos investimentos mais comuns da renda fixa. Por ser dessa classe, é considerado de menos risco e sua segurança pode ser comparada com a da poupança, mas com rentabilidade maior que já começa a contar desde o dia da aplicação. 

Além disso,o CDB também é um investimento assegurado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), até o montante máximo de 250 mil reais por instituição financeira/conglomerado financeiro ou CPF/CNPJ.

Assim como na poupança, ao adquirir um CDB, o investidor está emprestando o seu dinheiro para o banco que, por sua vez, irá utilizá-lo para realizar suas atividades bancárias, como emprestar para seus clientes, por exemplo. Em troca, o investidor recebe os juros sobre o investimento. 

Vale um adendo: ao usar o investimento para realizar operações de crédito com os clientes, o banco ganha no famoso “spread” que é a diferença entre os juros que serão devolvidos para você e o que é cobrado do cliente pelo empréstimo.


Porém, quando falamos em CDB, não estamos falando de um único tipo. Existem três tipos no mercado: o prefixado, pós-fixado e o híbrido. 

E mais, o CDB pode ter tanto a opção de liquidez diária, como a opção de resgatar apenas no vencimento. 

CDB prefixado 

Os títulos prefixados possibilitam que o investidor saiba qual será o rendimento total da aplicação até o dia do vencimento. Ou seja, ao adquirir o título, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que vai receber no final. Por exemplo: 7% ao ano. 

CDB pós-fixado 

Os títulos pós-fixados, são atrelados a indexadores (geralmente CDI). Assim, os rendimentos são diários e variam conforme as oscilações do indexador do título. 

Por esse motivo, o investidor só consegue ter uma previsão dos rendimentos e só saberá de fato o valor que vai receber no dia que for realizar o resgate. Mesmo com as oscilações, não significa que há o risco de perder o dinheiro. Apenas que, o rendimento será o mesmo do indexador naquele dia. 

O CDB pós-fixado pode ser considerado mais defensivo e se encaixa em diversos cenários econômicos. Comece a investir em CDB, fale com um assessor Blue3 agora!

CDB híbrido 

O CDB híbrido é um misto de pós-fixado com prefixado. Isso quer dizer que esse título oferece uma parte pós-fixada, atrelada à variação da inflação (IPCA ou IGP-M) e outra parte prefixada, que é o valor fixo do rendimento ao ano. 

Veja também o artigo “Como investir em Renda Fixa de forma inteligente.” ou clique aqui e comece a investir agora.

Imposto de Renda

Os CDBs têm Imposto de Renda sobre o rendimento (lucro) via tabela regressiva podendo ser entre 22,5% e 15%. O que isso quer dizer? Quanto maior o período em que o dinheiro ficar investido, menor será a alíquota incidente. 

A primeira faixa de tributação é de 22,5% e é válida se o investimento tiver um período menor ou igual a 180 dias. De 181 a 360 dias, a alíquota é de 20%. Caso o investimento

tenha entre 361 a 720 dias, a alíquota será de 17,5%. Por fim, para investimentos acima de 720 dias, a alíquota é de 15%.

Para calcular o seu Imposto de Renda com mais eficiência e tranquilidade, conte com a Contabilidade da Bolsa.

Vale a pena? Como investir em CDB?

Assim como qualquer outro investimento, é preciso ponderar e analisar todo o cenário, principalmente da taxa de juros, para entender se está valendo a pena no momento ou não. Bem como, entender sobre a sua carteira e perfil de investidor.

Mesmo assim, é possível pontuar algumas características do CDB: 

  • É um investimento de baixo risco, assegurado pela FGC.
  • Tem a possibilidade de liquidez diária
  • É possível controlar o poder de compra, já que existe a previsibilidade dos rendimentos.
  • Amplas opções de títulos no mercado (oferecidos por instituições de pequeno a grande porte). 

Para investir é preciso avaliar em qual instituição (de confiança!) você tem interesse em abrir uma conta e quais os títulos do CDB que mais fazem sentido com os seus objetivos para esse investimento. É importante ressaltar que o valor mínimo para investir no CDB vai depender de cada título.

Além disso, é muito importante ter ao lado um profissional para te auxiliar e evitar que você tome decisões equivocadas ou perca tempo com escolhas que não são boas para você. 

E é claro, se tiver alguma dúvida sobre CDB e CDI, clique aqui e fale diretamente com um assessor Blue3. 

Dessa vez não, Leão. Seguimos com a isenção dos Fundos Imobiliários.

Fundos Imobiliários

Diante da procura por um país com melhor planejamento fiscal, no dia 25/06/2021, o ministro da economia, Paulo Guedes, entregou sua controversa proposta de reforma tributária, com a inclusão dos Fundos Imobiliários.

Embora a intenção seja de uma simplificação e melhorias na parte fiscal, o mercado financeiro caminhou na contra mão, apresentando queda no IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários). 

Essa negatividade no mercado, além de muitas dúvidas pela falta de esclarecimento no projeto, vem da proposta de tributação nos dividendos dos FIIs em 15%. Assim, um instrumento utilizado por diversas pessoas para criação e perpetuação de renda, estava na mira do leão da receita.

O que levou o governo a “voltar atrás” na tributação dos FIIs?

A descontentação das pessoas e alguns deputados do Congresso abriu discussões para a efetividade dessa ação radical. A defesa da isenção partiu da argumentação da baixa efetividade de recolhimento de imposto, e pelo ônus que o setor de construção civil iria arcar. 

Os fundos imobiliários são extremamente relevantes para o setor da construção civil no nosso país. Atualmente, temos fundos destinados a setores de ativos físicos como shoppings, lajes corporativas, galpões industriais, centros logísticos e etc. Todos são responsáveis por estimular a construção civil que impacta positivamente o desenvolvimento e o bem-estar da população.

Porque não faz sentido mudar a tributação dos Fundos Imobiliários?

De forma direta, não existe muito nexo a taxação nesse setor. A tributação sobre os dividendos em pessoas físicas geraria pouco retorno, em termos percentuais, ao setor público e, ao mesmo tempo, colocaria uma barreira a mais em um setor que emprega milhares de brasileiros direta e indiretamente. 

Do ponto de vista dos investidores, aqueles que já possuem uma posição nesse ativo, existiria uma redução em relação aos dividendos que eles já recebem, em outras palavras, a renda passiva. 

Ademais, uma medida dessa acarretaria em uma possível precificação (quando informações são incorporadas nos preços) dos ativos, reduzindo o valor de mercado das cotas dos fundos. 

Dessa maneira, aqueles investidores que pouparam para garantir uma aposentadoria melhor, e depender menos dos serviços do estado, seriam penalizados, em uma ré dupla, no valor das cotas e nos dividendos.

Na relação dos fundos, seria possível ter no curto prazo, um período com baixa emissão de novas cotas para a captação de recursos, em direção à expansão de novos projetos. Em um fundo de logística, para aquisição ou construção de um novo galpão, é feito uma oferta no mercado. 

Essa emissão para ocorrer, depende da boa gestão dos gestores e de momentos propícios da economia. Uma vez que, seria improvável um fundo fomentar uma emissão em um momento que o valor da cota a mercado está inferior ao valor patrimonial, o que seria comum nesse momento mais delicado.

No longo prazo, teríamos um mercado que se adapta a novas regras, como sempre acontece e voltaria a confiança dos investidores pelo ativo.

Como a proposta de tributação dos Fundos Imobiliários deve ficar.

O deputado Celso Sabino (PSDB-PA), entregou em 13 de julho de 2021, ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), uma preliminar da proposta. Essa proposta de Sabino afetaria uma redução de 57 bilhões aos cofres públicos até o ano de 2023. A lógica dessa estratégia, para compensar os cofres públicos, seria estimular o aquecimento da economia que ampliaria a arrecadação.

Seguindo esta via, de simplificação, o relator optou em manter como é hoje a isenção do Imposto de Renda para os dividendos dos fundos imobiliários. E também, foram retiradas as propostas de tributação sobre os fundos de investimentos de infraestrutura (FIP-IE) e de agronegócio.  

Ainda faria sentido investir em FIIs, mesmo com a tributação?

Obviamente, o mercado não enxergaria isso com bons olhos. A reação foi imediata, como sempre acontece. A precificação do valor das cotas caindo gerou uma espécie de pânico dos investidores sobre o que seria o futuro dos FIIs.

Como mencionado pelo Professor Baroni em nossa live, disponível em nosso canal do Youtube, os fundos imobiliários são um bolo e a isenção a cereja. Com essa tributação, perderíamos apenas a cereja, mas o bolo continua.

Dessa forma, os FIIs continuariam um excelente instrumento para ganho de capital (valorização das cotas) e de dividendos (os pagamentos mensais). Assim, a tributação não alteraria os fundamentos e nem diminuiria a qualidade dos fundos. 

Com tributação, ou não, temos fundos geridos por excelentes gestores que buscam sempre a diversificação para trazer rentabilidade e segurança para os seus cotistas.

A alta da Selic prejudica de alguma forma esse mercado?

Sim e não. Essa é uma pergunta interessante e levanta debates de especialistas na área. Olhando o nosso passado, tínhamos um IFIX com predominância de fundos de tijolos (que investem diretamente em ativos reais). 

E quando havia uma alta na taxa selic, era possível observar uma redução no valor de mercado dos fundos imobiliários e vice-versa. Assim, chamamos isso de correlação inversa, isto é, a alta de um ativo impacta na redução de outro.

Para analisarmos essa dinâmica, precisamos entender alguns aspectos históricos. Primeiramente, no Brasil há 10 anos, tínhamos uma taxa selic em valor superior ao que encontramos hoje. 

Em uma taxa elevada, o trade-off (situação em conflito de escolha) era tomado, pelo investidor, de maneira mais fácil. Assim, como comparativo, pela natureza do ativo, a uma taxa selic elevada era razoavelmente mais fácil um investidor migrar de um fundo para uma aplicação em NTN-B. 

Isso se devia pelo título público soberano de menor risco estar entregando um bom retorno. Após o período Dilma, vimos uma diminuição da taxa, principalmente marcado pelo projeto do teto de gastos, e chegando a patamares nunca antes vistos, com a pandemia do Covid 19. 

Os fundos, com a redução da taxa selic, provaram que entregam um retorno superior aos títulos de NTN-B (prêmio de risco). Dessa maneira, houve a popularização do investimento, no final de 2019, e ganhou a confiança dos investidores.

Outro motivo, seria pela maior adoção, de maior peso, dos fundos de papéis no IFIX. Esses fundos investem diretamente em CRIs (certificados de recebíveis imobiliários), e esses títulos possuem rendimentos indexadores a CDI, IPCA e IGP-M. 

Assim, um aumento da taxa selic e inflação acarretaria em um aumento dos dividendos pagos. Mostrando que, os FIIs surfarão junto essa onda e se tornarão mais atrativos 

Quais setores do mercado de FIIs podem ser beneficiados no cenário pós-pandemia?

Em um cenário pós-pandemia, será possível vermos uma volta dos fundos que foram mais afetados, como de shoppings e lajes corporativas. Entretanto, devemos aguardar uma volta mais gradual, visto que, a população precisa alcançar um percentual alto de vacinação. 

Mesmo com a aceleração da vacinação, a volta à “normalidade” pode acontecer com bons meses à frente. A recuperação poderá vir quando existir o sinal verde, isto é, quando as pessoas não apresentarem mais medo de frequentar as ruas.

De maneira geral, nenhum setor deve ser prejudicado em um cenário pós-pandemia. Claro que sempre existirá dúvidas e adaptações do mercado, por exemplo, a volta do home office. 

Teremos cada vez mais empresas adotando o home office permanente, mas de forma híbrida ou a volta total dos funcionários?

O que será do futuro, deixamos que o tempo nos conte. Podemos observar que, mesmo no cenário mais estressante, os fundos de lajes sobreviveram e fizeram novas aquisições de imóveis. Dessa maneira, temos uma gestão viva de gestores que souberam passar pela tempestade. 

Quando a maré enche, todos os barcos sobem. Assim, quando temos um ciclo de recuperação, podemos ter todos os setores da economia avançando.

Como avaliar se um Fundo Imobiliário é bom ou não para não cair no “efeito manada”.

O primeiro passo para olhar um FII é conhecer a gestora por trás do projeto. Hoje, temos no mercado, diversos “assets” competentes que entregam um excelente trabalho para seus cotistas.  

Dessa forma, precisamos olhar para os dados passados dessas empresas e entender um pouco melhor quais são os objetivos dos gestores. Depois desse alinhamento, o investidor escolhe sua estratégia para selecionar os tipos e setores de fundos imobiliários que quer ter sem sua carteira. 

A  priori, a escolha de um fundo com alto valor patrimonial e boa diversificação de ativos sempre trará mais segurança ao investidor.  Cair no “conto do vigário”, pode custar muito caro, isto é, fundos que entregam um percentual de rendimentos muito alto e apresenta um risco no mesmo patamar. Isso pode ser enxergado em fundos com mono inquilino ou monoativo (às vezes, os dois).

Depender da receita do seu caixa de apenas um inquilino, ou de um único ativo, pode custar caro ao fundo e seus cotistas. Quando se trata deste assunto, o XP Corporate Macaé sempre vem à tona. 

Nesse caso, seu único inquilino fez uma rescisão de contrato para deixar o imóvel. A notícia fez com que o valor da cota do fundo afundasse e até hoje, encontra-se em patamares baixos.

Em suma, na escolha de um portfólio, buscamos fundos de tijolos com diversificação em boas regiões e bons imóveis. Já fundos de papéis, precisamos olhar a diversificação da carteira de CRIs e o quanto cada contrato impacta o caixa do FII.

Principais tipos de FIIs e importância para a carteira do investidor.

Os fundos imobiliários, a grosso modo, podemos dividir em tijolos e papéis (também, fundos de fundos). Dentre essas classes, temos uma divisão entre high grade, com um risco de crédito menor e consequentemente menor rentabilidade, e high yield, com uma rentabilidade maior e maior risco adjunto. 

Selecionando os ativos para uma carteira, tudo vai depender da estratégia do investidor em relação ao prazo do investimento, disposição ao risco e rentabilidade esperada.

Os dividendos dos fundos imobiliários são oriundos de contratos de CRIs ou de ativos de tijolos, em ambos os casos podemos ter recebimentos protegidos contra a inflação. Por conta de os ativos com imóveis físicos terem seus contratos de aluguéis corrigidos pela inflação (as vezes pelo IGP-M), e os CRIs apresentarem pagamentos com IPCA mais um percentual.

Agregando os FIIs em sua carteira, é possível ter um instrumentos que entrega juros periódicos (na maioria, mensalmente) corrigidos à inflação, ou seja, juros reais. Dessa maneira, é possível traçar diversas estratégias que envolvem criação de renda passiva e proteção do seu capital ao longo do tempo, contra a corrosão da inflação. 

E o melhor de tudo, são dividendos isentos de imposto de renda.

Leia mais sobre Fundos Imobiliários aqui!

A importância de uma assessoria de qualidade na tomada de decisão. 

A intenção de uma assessoria de qualidade não se trata apenas de investimentos, mas sim de estar próximo ao cliente em momentos de estresse. A assessoria busca auxiliar o investidor com uma visão integral do mercado, para que ele tome as suas decisões de forma mais consciente e embasada. 

Assim, a intenção é sempre ter um acompanhamento próximo, identificando as dores dos clientes para oferecer as melhores soluções, de acordo o perfil de investimentos de cada um. O assessor de investimentos busca ser um braço direito dos seus clientes, ajudando nas tomadas de decisões de diversas necessidades.

Ainda não é cliente Blue3?

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Alta da Selic: como preparar seus investimentos para esse cenário?

A taxa Selic é um dos principais indexadores da economia brasileira e é ela que direciona os demais indicadores do mercado, considerada uma das maiores ferramentas do Banco Central para o controle da inflação. Atualmente, vivemos um movimento de alta de juros, por isso é importante nos atentarmos a ela e mais ainda: como preparar nossos investimentos diante desse cenário? 

O que é a taxa Selic? 

Para isso, primeiramente vamos relembrar os conceitos básicos. A taxa Selic é a taxa de juros básica da economia e é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, um programa virtual onde, diariamente, instituições financeiras compram e vendem títulos do Tesouro Nacional. Ela também está diretamente ligada aos juros dos títulos públicos que o governo oferece neste sistema. 

Mas o que a alta da Selic significa na prática? 

Quando o Banco Central anuncia um aumento da taxa SELIC, por exemplo, consequentemente, os empréstimos, financiamentos e demais operações financeiras também ficam mais caros. Isso acarreta juros maiores e favorece a queda da inflação, visto que o poder de compra das pessoas diminui. 

Um dos maiores referenciais que temos quando trabalhamos seja na renda fixa ou no multimercado é o CDI, pois ele representa a taxa de depósito interbancário e acaba também demonstrando uma correlação fortíssima com a Selic.

Assim, com a taxa Selic subindo para 4,25% ao ano, o CDI anual passa a subir também para 4,15%.

Tendo em vista este cenário, vamos agora ao que pode ser feito nos seus investimentos a fim de aproveitar esse momento de alta. 

Mas precisamos ressaltar que não é um motivo para você voltar a colocar todo o seu patrimônio em renda fixa. 

O ponto principal a ser compreendido nestes momentos é apenas que agora, talvez seja hora de transferir um percentual alocado em um mercado específico que pode acabar sendo prejudicado, para um outro que, num horizonte de médio ou longo prazo, passará a se apresentar como mais interessante. 

Mas claro que o mais recomendado é que você converse primeiro com um assessor de investimentos Blue3 para receber o auxílio adequado na implementação de qualquer mudança.

Vamos agora para as soluções disponíveis no mercado financeiro.

Renda Fixa

Começando para aquele público mais conservador que não está disposto a aceitar um maior risco para aumentar seus retornos, os títulos do Tesouro NTN-B, também conhecido como Tesouro IPCA+ podem ser uma boa opção diante do aumento da inflação oficial ( IPC-A ) que alcançou o patamar de 8,06% acumulada de 12 meses segundo os cálculos do IBGE.

No geral, quando se aposta numa alta da inflação futura e o que se deseja é preservar o poder de compra, aplicar em investimentos que tenham o IPCA como seu indexador é sempre interessante. 

Sendo assim, visando a preservação do juro real do seu investimento, além dos títulos públicos federais ligados a inflação, temos outras opções de investimentos com bastante atratividade na renda fixa devido a sua isenção para pessoa física LCAs, LCIs, CRAs e CRIs ;

Para esclarecer, tanto as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), como os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), são títulos de dívida que se destinam ao financiamento do Agronegócio. 

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliária) e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) são títulos voltados ao financiamento do setor imobiliário. A diferença entre esses títulos são as instituições que emitem a dívida. No caso das Letras de Crédito, as instituições emitentes são os bancos e nos Certificados de Recebíveis, são as Companhias Securitizadoras.

Em ambos os casos, nós conseguimos obter uma excelente rentabilidade atrelada ao IPCA, isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas e, no caso das Letras de Crédito (LCI e LCA), contamos com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), tão valioso para conferir maior segurança aos seus investidores.

Outra opção bastante comum no mercado são as Debêntures, um representativo de dívida emitido por ações, que assegura a seus detentores o direito de crédito contra a companhia emissora.

Assim como CRA e CRI, as Debêntures incentivadas também possuem o benefício de isenção para pessoa física e para pessoa jurídica imposto de 15%, além de rentabilizar os seus investimentos, investindo em Debêntures incentivadas, você ajudar a fomentar o setor de infraestrutura do país.

Além disso, o investidor pode também utilizar ativos atrelados ao CDI para acompanhar o aumento da taxa Selic.

Multimercado

Para investidores que estejam um pouco mais propensos a correr risco e fugir da renda fixa com este novo patamar de rentabilidade, os fundos multimercado se configuram como boa opção para quem deseja buscar um meio termo entre a renda fixa e a renda variável.

Os fundos multimercado são fundos de investimento que possuem uma alta flexibilização para escolha da alocação dos seus ativos. Então, não existe uma limitação para composição da sua carteira, e os mesmos têm flexibilidade total para escolha dos seus ativos entre títulos de renda fixa, moeda, ações e commodities, seja no mercado nacional ou internacional.

Dentre a esfera dos multimercados, existem muitos tipos diferentes em que eles podem ser classificados. 

No Brasil, temos quatro classificações principais, são elas: Macro; Long & Short; Quantitativa e Arbitragem.

É importante se atentar e procurar o fundo mais compatível com as características do próprio investidor. Como existe um espectro muito grande de abrangência entre os fundos multimercado, acabamos por conseguir encontrar fundos com perfis de risco e rentabilidade diversos. 

Cabe a cada um buscar, dentre os perfis de fundos multimercado disponíveis aquele que considera mais compatível ao seu perfil.

Renda Variável

Apesar da Selic estar subindo, o patamar atual ainda é favorável para o mercado de ações. Ativos em renda variável também seriam uma boa opção para acompanhar o aquecimento da economia, com projeções bastante otimistas para o PIB brasileiro. 

Mas, obviamente, o que se recomenda é que se passe a alocar um percentual neste segmento visando captar esta valorização, que vai depender necessariamente do seu perfil de investidor e vai permitir que você obtenha um ganho de juro real sobre a sua carteira.

Por exemplo, é possível você seguir o modelo de investimento de Warren Buffet: comprar ações no longo prazo e esperar pacientemente que elas cheguem a um bom preço de empresas consideradas sólidas, e tentar não se desfazer dos papéis, essa estratégia é popularmente conhecida como buy and hold. 

Mais uma vez, tudo vai depender do seu perfil de investidor e estratégia utilizada.

E claro, se você ainda tiver alguma dúvida, clique aqui e fale com um assessor Blue3.