O que é a inflação e como ela afeta o aumento dos preços?

Você provavelmente já percebeu que com o passar dos anos, aqueles mesmos itens que comprávamos com frequência acabam sofrendo certo aumento nos preços. Bem, você sabia que esse fenômeno tem um causador?
O nome dele é inflação.

Mas o que isso significa?

De maneira geral, a inflação é um termo utilizado por economistas para se referir ao aumento generalizado dos preços de produtos e serviços em um país.

Este índice é calculado a partir de uma cesta de bens, mantida pelo IBGE, e apurada por meio de uma análise nas alterações dos preços, dentro desta cesta. No Brasil o índice oficial para medir esta variação é o IPCA.

Entretanto, a cesta de bens generalizada não serve para situações específicas, já que nem todo cidadão consome tudo que está presente na cesta de bens do IBGE. Mesmo assim, essa é uma técnica adotada por muitos países para que seja possível medir o aumento generalizado nos preços.
Nos EUA, por exemplo, o índice semelhante ao IPCA é denominado CPI.

Bom, mas de que forma este aumento de preço representa realmente impacta o nosso dia a dia? Ele tem alguma relação com a redução do poder de compra do consumidor? 

Na verdade, a inflação representa apenas uma diminuição do poder aquisitivo para o consumidor quando o salário do mesmo não é reajustado na mesma proporção em que os preços aumentam. Ou quando os investimentos na economia possuem uma rentabilidade abaixo do aumento inflacionário.

Mas então, será que a inflação é ruim para nós?

Realmente, de modo geral, a inflação é vista como um acontecimento ruim. No entanto, o que muitos não sabem é que níveis controlados de inflação são saudáveis à economia, e portanto, desejáveis.

Curva de Phillips 

  Para exemplificar melhor, podemos tomar como base a teoria da curva de Phillips, criada pelo economista neozelandês William Phillips, que relaciona inflação ao nível de emprego e demonstra que aumentos inflacionários, “ceteris paribus” (tudo o mais constante), geram uma diminuição nos níveis de desemprego

Isto ocorre porque uma das consequências do aumento do consumo é a inflação. Portanto, fica intuitivo imaginar que se há mais pessoas consumindo, faz-se necessário mais mão de obra para produzir e ofertar, de forma que, há também mais pessoas empregadas, e vice-versa.

O que é a deflação?

Por outro lado, quando um país apresenta deflação (inflação negativa), isto demonstra que os indicadores da economia não estão de acordo com um fluxo econômico ativo. E isso acaba gerando, muitas vezes, um nível maior de desemprego, uma diminuição dos salários nominais e do consumo, e um ciclo de estagnação econômica

Este evento, foi visto recentemente pela primeira vez no Brasil. A chegada da pandemia da Covid-19 culminou em uma estagnação dos fluxos econômicos, e consequentemente, demonstrou uma má performance da economia.

 Observe no gráfico abaixo, referente ao IPCA mensal nos anos de 2020 e 2021. Conforme o fluxo de mobilidade e consumo foram aumentando, e a economia aos poucos apresentando sinais de recuperação, a inflação voltou a subir, surtindo os efeitos.

 Em suma, o ideal é possuir uma inflação controlada, não representando uma hiperinflação, nem uma desinflação. No entanto, isto nem sempre ocorre, e por isso é tão importante entender as causas e consequências que podem alterar este índice.

Diante de todos os fatos apresentados acima, fica claro que a inflação é um indicador “atrasado”, uma vez que se trata de um sintoma, cuja as causas estão no passado e as consequências repercutem no presente

Fatores que afetam a inflação

Dessa forma, os efeitos inflacionários possuem causas já conhecidas, e que são denominadas “conjunturais”, quando se tratam de eventos passageiros. E o “estruturais” quando os eventos ocorridos são contínuos, tendo sido ambos datados de alguns meses ou até anos atrás.

Um fator conjuntural pode ser exemplificado com uma ausência de equivalência entre oferta e demanda. Esse evento trata-se de um acontecimento passageiro uma vez que, em algum momento as cadeias se acomodam, os preços voltam a patamares mais razoáveis, dado o ajustamento entre consumidores e produtores

Este fato é tão recorrente em nosso cotidiano que podemos citar, por exemplo, um ocorrido recente com o preço do petróleo, milho, soja e outras commodities. Nos EUA, as geadas destruíram os depósitos em que estes produtos eram armazenados. O que fez com que a demanda permanecesse em altos patamares, sem a devida equivalência na oferta dos produtos. Dessa forma, o custo do insumo para se fabricar alguns produtos, bem como a gasolina, foi repassado ao consumidor final

Vale ressaltar que muitas vezes este fator conjuntural pode perdurar por alguns anos.

Por outro lado, fatores estruturais fazem parte da estrutura da economia, como o próprio nome diz. Portanto, são recorrentes e não passageiros, tal como a impressão de moeda. 

Sendo assim, como disse Milton Friedman a “inflação é um fenômeno monetário”, uma vez que no geral, a irrupção entre demanda e oferta, e outros fatores, terminam por se ajustar, mas, a impressão de moeda de maneira ininterrupta, é capaz de fazer com que o poder de compra seja corroído constantemente.

Mas se a inflação é um fenômeno recorrente, então como podemos nos proteger dela?

Como se proteger da inflação?

Bom, como não somos nós, na maioria das vezes, quem determina o aumento do nosso salário nominal. A única maneira que temos para se proteger da inflação é investindo em ativos que rendem mais do que ela.

Sabendo disso, já fica o aviso: se o seu dinheiro que está alocado na poupança e parece estar gerando rendimentos, na verdade ele está sendo corroído pela inflação!! 

Por isso, é indispensável procurar um profissional que te ajude a alocar o seu capital nos melhores investimentos, a fim de protegê-los da inflação e de grandes perdas. 

E lembre-se: não trabalhe para o seu dinheiro, deixe que ele trabalhe para você. E isso só é possível quando investimos o nosso capital com responsabilidade e eficiência.

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FONTES:

Clube dos poupadores, Uoleconomia, IBGE.